sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Supercopa 2026 de futebol amador começa dia 26

 Na próxima semana começa a Supercopa 2026, competição que abre oficialmente o calendário do futebol amador. A abertura será no dia 26 no estádio municipal Ronaldo Junqueira, o Ronaldão.

O torneio reunirá os campeões e vice-campeões das principais competições do ano anterior: Olimtra, Interbairros e séries A e B do Campeonato Amador.

A Supercopa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esportes, a Associação dos Árbitros de Poços de Caldas e a Liga Poços-caldense de Futebol (LPF).

Programação

Dia 26

20h – Cocal x Córrego Dantas

Dia 27

20h – Chelsea Poços x Nova Aurora

Dia 28

16h – Curimbaba x Poços Tec

18h – Santa Rosália x Recreio

Dia 7/3

16h – Semifinal 1

18h – Semifinal 2

14/3

16h – Final

Prefeitura participa de reunião preparatória para lançamento do edital do programa de patrocínio DME para projetos sócio-esportivos

 A Prefeitura participou, nesta semana, de reunião preparatória para o lançamento do edital do Programa de Patrocínio DME para Projetos Sócio-Esportivos, que contempla iniciativas enquadradas na Lei Estadual e na Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

O encontro reuniu representantes do setor esportivo e técnico para alinhar os últimos detalhes do edital, que tem como principal objetivo fomentar projetos que promovam inclusão social, desenvolvimento de talentos e fortalecimento das práticas esportivas no município.

O grande destaque é o lançamento do edital, que promete movimentar a comunidade esportiva local, ampliando oportunidades para atletas, entidades e projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de transformação.

Com a iniciativa, o município reforça seu compromisso com o incentivo ao esporte, reconhecendo seu papel fundamental na promoção da cidadania, saúde e qualidade de vida.

Mais informações sobre prazos, critérios e formas de inscrição serão divulgadas em breve nos canais oficiais.

Gashuku reúne praticantes de artes marciais em semana intensa de disciplina e harmonia em Poços

Poços de Caldas (MG) – Entre os dias 12 e 17 de fevereiro, durante o período de Carnaval, Poços de Caldas sediou a 18ª edição do Gashuku Budo Sosa Kai, evento tradicional voltado ao aprofundamento técnico e filosófico nas artes marciais desenvolvidas no dojo organizador.

A palavra “Gashuku” significa “conviver em harmonia” — conceito que norteou os sete dias de imersão, marcados por treinamentos intensos e estudo de conteúdos avançados nas modalidades de Karate-Do, Iai-Do, Kobudo, Nin-Jutsu e Taijutsu.

Segundo o ministrante do encontro, Renshi Daniel Carvalho de Sousa, 6º Dan, a proposta foi colocar os participantes à prova, tanto física quanto mentalmente.

“Foram sete dias de treinamentos austeros, colocando à prova a dedicação dos participantes, em busca do desenvolvimento físico, disciplina mental e conhecimento técnico superior — todos esses elementos em equilíbrio e harmonia”, explicou.

Durante o Gashuku, os praticantes passaram por rotinas exigentes, com foco no aperfeiçoamento técnico, fortalecimento da postura, controle emocional e aprofundamento nos princípios tradicionais das artes marciais japonesas.

Mais do que um ciclo de treinos, o encontro reforçou valores como respeito, perseverança e espírito coletivo — pilares fundamentais do budô. A realização do evento durante o Carnaval também simboliza uma escolha consciente dos participantes: dedicar o período festivo ao aprimoramento pessoal e à busca constante pela evolução dentro e fora do tatame.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando a cor da camisa vira motivo de intimidação nos estádios

Campinas (SP) – A reportagem do Mantiqueira esteve no aconchegante  Estádio Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no domingo, para acompanhar o confronto entre Associação Atlética Ponte Preta e São Paulo Futebol Clube, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista. A proximidade com Poços de Caldas facilitou a ida até a cidade paulista. O objetivo era observar o ambiente, a atmosfera, o comportamento da torcida. O que se viu, no entanto, provoca reflexão.

Dentro de campo, o cenário era adverso para a Ponte Preta. Mesmo rebaixada, com campanha difícil — um empate e sete derrotas em oito jogos — e perdendo por 2 a 1, para o Tricolor Paulista, a torcida da Macaca não abandonou o time. Incentivou do início ao fim, cantou, empurrou, mostrou a força da paixão que move o futebol brasileiro. A arquibancada vibrou, sofreu e permaneceu ao lado do clube.

Mas um episódio fora das quatro linhas chamou mais atenção do que o placar. Um casal precisou mudar de lugar porque suas vestimentas poderia desagradar parte da torcida pontepretana. A mulher usava uma camiseta esverdeada — não era uniforme de time, não fazia referência explícita ao rival Guarani Futebol Clube, tampouco a Sociedade Esportiva Palmeiras. Era apenas uma peça comum, de uso cotidiano. Ainda assim, a cor “maldita” foi suficiente para gerar o constrangimento de ser convidada a sair de onde estava. “Aqui só se tolera preto e branco”, destacou um integrante da segurança. 

O homem vestia uma camiseta em tom vinho. Para a segurança e policamento no estádio, a cor poderia remeter ao São Paulo, cujas cores são preto, branco e vermelho. Bastou a suposição. A pressão foi direta: ou mudavam de lugar — ou poderiam enfrentar hostilidade.

Para permanecerem no estádio com um mínimo de tranquilidade, ambos se dirigiram a uma loja oficial da Ponte Preta dentro do Moisés Lucarelli e compraram camisetas do clube da casa. Não por escolha espontânea, mas como forma de garantir segurança e continuar assistindo à partida. Naquele momento o preço salgado das camisetas não era o maior impecílio, mas sim a segurança. 

O episódio contrasta com as mensagens transmitidas pelo sistema de som do estádio, que destacavam a cultura de família e o respeito às mulheres. A prática, naquele momento, mostrou outra face e longe de ser realidade naquele estádio.

Segundo informações das forças de segurança para a reportagem do Mantiqueira, cerca de 80 pessoas foram retiradas do estádio durante o jogo por atos de indisciplina. A reportagem presenciou um destes torcedores correndo da polícia nas arquibancadas, levando algumas pancadas dos policiais e sendo preso em seguinda. Ambiente nada familiar presenciado por todos, inclusive famílias. 

A pergunta que fica é incômoda: até que ponto a liberdade individual cabe dentro de um estádio de futebol? Ninguém aqui é inocente e sabe que não estamos num mundo de conto de fadas. Mas o que vimos no Campinas estrapola a liberdade. Deixamos claros que sabemos que não é exclusividade campineira. Infelizmente casos e mais casos de violência de torcedores são registrados todos os finais de semana após ou antes do jogos nos nossos estádios. 

Sabemos que a rivalidade faz parte do espetáculo. A provocação também. Mas quando a cor de uma roupa passa a ser motivo de intimidação, algo está fora do eixo. O estádio deveria ser território da paixão, não da imposição.

Muito se critica a elitização do futebol, o preço elevado dos ingressos, a transformação do torcedor em consumidor. No entanto, episódios como esse alimentam justamente esse processo. A ideia de que somente um ambiente mais controlado — e mais caro — garante segurança acaba ganhando força.

O risco é evidente: punir o torcedor comum, aquele que ama seu clube, mas entende que o respeito ao próximo é inegociável. Torcidas organizadas com histórico de violência não podem receber tratamento diferenciado ou benefícios que reforcem desigualdades. A lei deve ser aplicada de forma uniforme.

O futebol brasileiro sempre foi sinônimo de diversidade, mistura e convivência. Quando vestir uma camiseta de cor “errada” se torna ameaça, não é apenas a liberdade que está em jogo — é a essência do próprio espetáculo.

O que se viu em Campinas não foi apenas um caso isolado. Foi um sinal. E sinais, no futebol, precisam ser levados a sério.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Educadores de Poços de Caldas participam de intercâmbio cultural em Salvador, berço da capoeira

Salvador (BA) — Berço da capoeira e símbolo da cultura afro-brasileira, a capital baiana foi palco, no mês de janeiro, de um importante intercâmbio cultural promovido por representantes do Centro de Ensino Educação e Pesquisa Capoeira, escola esportiva e cultural de Poços de Caldas.

Participaram da visita o Mestre Vagner, o professor Brandon Luis Mendes, o professor Iuri Julierme de Melo Ferreira Penna, Vanessa de Cássia Carvalho, Emily de Carvalho Alves, Poliana Fernandes de Carvalho e Luane Oliveira. O objetivo foi aprofundar conhecimentos históricos, fortalecer vínculos institucionais e vivenciar de forma imersiva as raízes da arte-luta que transforma vidas em todo o país.

Um dos pontos centrais da programação foi a visita à Fundação Mestre Bimba, instituição dedicada à preservação do legado de Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional. No local, o grupo teve acesso a documentos históricos, relatos sobre a sistematização da modalidade e aspectos pedagógicos que contribuíram para o reconhecimento nacional e internacional da capoeira. Os educadores também tiveram a oportunidade de conhecer Mestre Nenel, filho de Mestre Bimba, responsável por manter viva a tradição deixada pelo pai.

O intercâmbio incluiu ainda visita ao Forte Santo Antônio Além do Carmo, conhecido como Forte da Capoeira. O espaço abriga importante acervo ligado à resistência negra e à consolidação da capoeira como patrimônio cultural. Durante a passagem pelo local, o grupo encontrou mestres renomados, como Boca Rica e Curió, descendentes da linhagem de Mestre Pastinha, referência maior da capoeira angola.

As atividades também envolveram participação em rodas de capoeira em espaços tradicionais da cidade, como o Mercado Modelo, proporcionando vivência prática da musicalidade, do jogo e da troca de saberes com mestres locais.

Segundo os participantes, a experiência em Salvador reafirma o compromisso com uma capoeira que vai além do esporte, atuando como instrumento de educação, inclusão social e valorização da cultura afro-brasileira.

Supercopa de futebol amador começa dia 26 no Ronaldão

Poços de Caldas, MG - Na última segunda-feira, 9, aconteceu o congresso técnico da Supercopa 2026, competição que abre oficialmente o calendário do futebol amador. A reunião foi na sede da Liga Poços-caldense de Futebol (LPF) e definiu a tabela dos jogos.

A abertura será no dia 26 no estádio municipal Ronaldo Junqueira, o Ronaldão.

O torneio reunirá os campeões e vice-campeões das principais competições do ano anterior: Olimtra, Interbairros e séries A e B do Campeonato Amador. 

A Supercopa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esportes, a Associação dos Árbitros de Poços de Caldas e a LPF.

Dia 26


20h – Cocal x Córrego Dantas

Dia 27

20h – Chelsea Poços x Nova Aurora

Dia 28

16h – Curimbaba x Poços Tec

18h – Santa Rosália x Recreio

Dia 7/3

16h – Semifinal 1

18h – Semifinal 2

Dia 14/3

16h – Final

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Caldense recebe fim de semana de certificação do curso de arbitragem de basquete do Projeto Forma

 A Associação Atlética Caldense viveu um fim de semana intenso de aprendizado e muito basquetebol, com a realização do curso de formação de arbitragem promovido pelo Projeto Forma. A programação reuniu alunos, instrutores e profissionais renomados da modalidade, consolidando um evento inédito em Poços e fortalecendo o desenvolvimento do basquete regional.

No sábado (07), os participantes passaram por uma rotina completa de atividades, incluindo teste físico, mecânica de arbitragem e sinalização, preparação teórica, psicológica e física, além de exercícios em grupo. Um dos destaques do dia foi a palestra de José Carlos Pelissari, árbitro internacional que atua em partidas da NBB, LNB, CBB e competições internacionais, além de ter participado dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Durante o encontro, Pelissari compartilhou sua trajetória e experiências dentro e fora das quadras, em um bate-papo que prendeu a atenção dos alunos.

Presidente da Associação Regional de Basketball de Iracemápolis (ARB), Edemilson Vermelho explicou que o apoio ao Projeto Forma surgiu a partir de uma necessidade urgente na região. “A professora Jéssica Silveira me procurou com a ideia de fazer esse curso e há uma carência muito grande de árbitros e oficiais em toda a nossa região. Em Poços e em cidades como Mococa, Casa Branca, Rio Pardo e Tambaú existe essa falta”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa beneficia diretamente a atuação da entidade. “Achei a ideia muito boa e para a associação muitos dos alunos que estão aqui poderão vir a trabalhar nessa região onde a associação atua. A nossa ideia é, em um futuro próximo, ter pessoas daqui atuando com a gente”, completou.

Entre os alunos, o sentimento foi de oportunidade e crescimento. Caio Podestá Xavier, que atua na administração e também como atleta do Magma Basketball, de Poços, destacou a importância do curso para quem vive o esporte diariamente. “Pra mim foi muito gratificante, foi uma oportunidade que eu sempre quis. Eu venho de uma família de árbitros e geralmente esses cursos são longe. Para quem trabalha é complicado viajar. Então ter aqui e ter essa acessibilidade online foi perfeito”, contou. Caio ressaltou ainda que o aprendizado impacta diretamente sua visão dentro de quadra. “Estou entendendo muito melhor o jogo em si, para poder jogar melhor. Dá mais convicção do que é certo na hora de jogar. Valeu muita pena”, disse.

Já Nathália Emygdio de Souza Silva, de Passos-MG, que há 10 anos trabalha como oficial de mesa em Minas Gerais e São Paulo, destacou a relevância do curso como reciclagem e investimento profissional. “Para mim é muito bom ter a oportunidade de estar reciclando, adquirindo mais conhecimento e poder dar o meu melhor nos próximos jogos”, afirmou. Para ela, a experiência também abre portas para novas competições. “É sempre bom ter essa oportunidade para chegar longe, conhecer outras cidades, outras regiões, outros campeonatos. O nível técnico deste curso está excelente”, completou.

No domingo (08), a programação seguiu com uma manhã altamente produtiva, marcada por jogos das equipes de base da Caldense, que serviram como simulações de partidas reais para que os alunos pudessem colocar em prática os conhecimentos adquiridos. No período da tarde, os participantes realizaram a avaliação final escrita, encerrando oficialmente a etapa presencial da formação.

Árbitro oficial nacional, Alexandre Tadeu avaliou que o curso atendeu a uma demanda necessária da região e proporcionou uma evolução visível aos alunos. “Quando a gente pensa em curso de formação, cria-se uma expectativa de inserir novos profissionais no mercado. E esse curso vem ao encontro disso, devido à necessidade de suprir uma demanda regional”, explicou. Segundo ele, a combinação de encontros online e dias presenciais foi determinante para o avanço dos participantes. “Você pega o aluno no primeiro dia de uma forma e, no último, percebe que ele teve um avanço muito grande. Conseguimos entregar um bom material e agora vem a expectativa de viver a prática. Só vai aprender quem conseguir praticar”, ressaltou. Alexandre ainda agradeceu pela oportunidade e reforçou o compromisso com a formação. “É uma responsabilidade muito grande conduzir pessoas para esse caminho e isso nos alegra pelo resultado e pelo interesse de todos. Estou à disposição caso precisem”, disse.

A mesária internacional Janine Resende também destacou o simbolismo de retornar a Poços de Caldas agora como instrutora, após ter vivido ali um dos primeiros marcos de sua carreira. “A primeira competição em viagem que eu participei, desde que fiz meu curso de formação, foi em Poços, em um estadual sub-15, em 2013. Eu era nova e aprendi com as pessoas que atuaram comigo. Agora, mais de 15 anos depois, volto enquanto instrutora para ajudar novas pessoas a se formarem”, relatou. Para ela, o evento foi marcado pelo entusiasmo dos alunos. “Foi muito legal ver os olhos brilhando, com vontade de aprender e absorver nossas experiências. Tivemos tempo hábil para absorverem a teoria e conseguirem colocar na prática, isso foi muito importante”, afirmou.

Janine também fez questão de ressaltar a estrutura oferecida pela Caldense e a importância do apoio institucional para o crescimento do esporte. “O apoio do clube foi fundamental. Tivemos quadra disponível, atletas ajudando na prática, estrutura de aula com data show. Foi muito interessante ver esse apoio não só para o evento, mas para a arbitragem, para o basquete e para a região. Isso melhora para todo mundo”, completou.

Além da presença de profissionais renomados e da participação ativa dos alunos, o evento também teve papel decisivo do Departamento de Basquete da Caldense, considerado essencial para a realização da certificação, oferecendo suporte técnico e estrutural para que Poços de Caldas pudesse receber, pela primeira vez, uma formação desse porte voltada à arbitragem da modalidade.