LUCIANO SANTOS
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Poços de Caldas, MG - Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, quando milhões de torcedores em todo o planeta voltam suas atenções para a disputa pelo troféu mais cobiçado do futebol, uma relíquia histórica reapareceu em Poços. O escritor, poeta e historiador do futebol, professor Hugo Pontes, encontrou em uma estante da sua biblioteca uma réplica, feita de plástico, souvenir da lendária Taça Jules Rimet, guardada por impressionantes 68 anos.
A pequena peça foi presenteada a Hugo Pontes em 1958 por seu tio Ivan Ferreira Pinto, morador da capital paulista, cerca de um mês após a conquista do primeiro título mundial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Suécia. Durante uma visita à família, que residia em Conceição do Rio Verde-MG, Ivan levou aos sobrinhos a miniatura que celebrava um dos momentos mais marcantes da história do esporte nacional.
Ao reencontrar o objeto, o professor reviveu memórias da infância e da histórica campanha brasileira liderada pelo capitão Bellini. “Lembrava que havia ganhado algo em 1958, quando eu tinha 13 anos, da Copa do Mundo, e nessa época de mundial decidi revirar meus pertences para ver se achava e mostrar para meus netos. Para minha surpresa, no fundo da estante estava ela lá, guardada há 68 anos, brilhando. Fiquei emocionado e relembrei toda a história pela lembrança do meu tio e da festa do capitão Bellini levantando a verdadeira taça na Suécia”, relatou.
O souvenir possui em seu verso a identificação da Seleção Brasileira e informações sobre a campanha do primeiro título mundial conquistado pelo país. Na parte frontal, estão registrados os campeões das edições anteriores da Copa do Mundo desde 1930, transformando a peça em um verdadeiro documento histórico do futebol.
O achado ganha ainda mais relevância pelo momento em que acontece. Em meio à expectativa pela Copa do Mundo de 2026, a descoberta da réplica da Taça Jules Rimet conecta diferentes gerações de torcedores e resgata a emoção da conquista que colocou definitivamente o Brasil no mapa das grandes potências do futebol. Encontrada em Poços de Caldas após quase sete décadas guardada, a lembrança simboliza a preservação da memória esportiva nacional.
Reconhecido como uma das referências locais na pesquisa da história do futebol, Hugo Pontes é considerado uma verdadeira memória viva do esporte. Atualmente residente em Poços de Caldas, ele reúne um vasto acervo de informações, relatos e curiosidades sobre o futebol brasileiro e mundial. Ao longo dos anos, publicou obras dedicadas à história da Associação Atlética Caldense e do Vila Nova Esporte Clube, além de diversos outros trabalhos literários e poéticos.
Para o professor, a pequena taça tem um valor que vai muito além do material. Ela representa a emoção de uma geração que testemunhou o nascimento da tradição vencedora da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Agora, enquanto o país sonha novamente com a conquista do hexacampeonato em 2026, a relíquia resgatada serve como lembrança de que a história do futebol brasileiro é construída por grandes conquistas, mas também pelas memórias preservadas por apaixonados pelo esporte.
Entre recordações do passado e esperanças para o futuro, fica a torcida para que a Seleção Brasileira volte a erguer a taça mais importante do futebol mundial e transforme o sonho do hexa em realidade.