terça-feira, 14 de julho de 2026

Copa de Futebol Society começa dia 21 no Parque Municipal

Poços de Caldas, MG - A Copa Municipal de Futebol Society Adulto Masculino 2026 vai agitar o Parque Antonio Molinari a partir do dia 21. A competição terá 24 equipes. As partidas vão ocupar os dois campos society do local, acontecendo diariamente, de terça a quinta-feira, a partir das 19h30.

Os times vão disputar a fase classificatória em turno único dentro de seus respectivos grupos. Ao término da primeira fase, os classificados avançam para as oitavas de final, seguindo o chaveamento previsto no regulamento oficial da competição.

A final está marcada para o dia 9 de setembro.  A cena do futebol society em Poços de Caldas é bastante ativa e tem crescido nos últimos anos. A Copa Municipal de Futebol Society é entre a Secretaria Municipal de Esportes, a Associação dos Árbitros de Poços de Caldas (AAPC) e a Liga Poços-caldense de Futebol (LPF).

Torneio Master +40 Amador tem goleada de 14 a 1

 A terceira rodada do Torneio Master +40 de Futebol Amador que aconteceu no fim de semana foi bastante agitada. Teve goleada surreal de 14 a 1 do Curitiba em cima do BG10. A profusão de gols levou o público ao delírio.

A partida no Córrego Dantas encerrou a rodada no domingo (12). A programação teve ainda jogos no Marco Divisório e no Prontidão, também no sábado (11).

O placar histórico destoou das outras outras partidas, que tiveram goleadas mais modestas. Curimbaba ganhou de Bandeira do Sul por 5 a 2, mesmo placar a favor do Independente contra o Santo André. Vila Nova fez 3 a 1 no Grêmio/Fisio. Chiqueirão goleou o Santa Rita por 4 a 0. Frigonossa também venceu o Ilimitados por 4 a 0. E o Sapecado fez 3 a 0 no Real Poços.

A próxima fase do Master +40 acontece nos dia 25 e 26 deste mês no Ronaldão e promete mais goleadas. Acesse a tabela.

A competição é promovida pela Secretaria Municipal de Esportes em parceria com a Associação dos Árbitros de Poços de Caldas (AAPC) e a Liga Poços-caldense de Futebol (LPF).

Atleta do CIDEP é campeão sul-americano de goalball com a Seleção Brasileira

 Poços de Caldas, MG - O esporte paralímpico de Poços de Caldas voltou a ganhar destaque no cenário internacional. O atleta Bryan Robert Rosa Rodrigues, do Centro Integrado de Desenvolvimento do Esporte Paralímpico (CIDEP), conquistou a medalha de ouro com a Seleção Brasileira de Goalball no Campeonato Sul-Americano, disputado em Valledupar, na Colômbia.

A campanha brasileira foi marcada por atuações consistentes e invictas, coroando uma geração de jovens talentos que enfrentou, inclusive, seleções adultas durante a competição. O desafio exigiu maturidade técnica e emocional, consolidando o Brasil no lugar mais alto do pódio e evidenciando o potencial da nova geração do goalball nacional.

Para Bryan, vestir a camisa da Seleção Brasileira e representar o país foi a realização de um sonho construído com dedicação diária. “Participar do Campeonato Sul-Americano em Valledupar foi uma experiência muito gratificante. Poder representar o Brasil e conquistar mais uma medalha de ouro é fruto de muitos treinos, foco e disciplina. Agradeço ao CIDEP, que possibilita meus treinamentos e incentiva meu crescimento a cada dia. Sou grato, acima de tudo, a Deus, aos meus pais e aos meus professores, que acreditaram em mim e me deram a oportunidade de chegar até aqui.”

O desempenho do atleta também recebeu reconhecimento da comissão técnica da Seleção Brasileira. O treinador Gabriel Goulart Siqueira destacou que o principal desafio da equipe foi preparar emocionalmente um grupo jovem para enfrentar adversários mais experientes.

Segundo o treinador, Bryan é um atleta extremamente talentoso, em constante evolução e com grande potencial para integrar futuramente a Seleção Brasileira principal. Gabriel ressaltou ainda que o jovem demonstrou maturidade durante toda a competição e que as dificuldades enfrentadas na decisão fazem parte da formação de atletas de alto rendimento.

O técnico também fez questão de reconhecer o trabalho realizado pelo CIDEP e o apoio da família do atleta, fundamentais para seu desenvolvimento esportivo.

O coordenador do CIDEP, Eraldo Sandi dos Santos, destacou que a conquista representa muito mais do que uma medalha. “A conquista do ouro resume a força de um atleta que transformou esforço em vitória. É o resultado de disciplina, superação e foco absoluto, simbolizando não apenas um pódio, mas o início de uma jornada dedicada à excelência. Ver um atleta formado em nosso projeto representar o Brasil e subir ao lugar mais alto do pódio reforça que investir no esporte paralímpico transforma vidas e constrói oportunidades.”

Já o técnico de goalball do CIDEP, professor Leonardo Rodrigues de Souza, ressaltou a evolução do atleta ao longo dos últimos anos.

“O Bryan se afirma pela capacidade de transformar desafios em impulso. Sua trajetória revela foco, disciplina e uma vontade inabalável de evoluir. Cada passo dado reflete compromisso com o próprio crescimento, fazendo dele um exemplo de determinação e inspiração dentro e fora do esporte para todos os nossos atletas do CIDEP.”

A trajetória de Bryan representa o trabalho desenvolvido diariamente pelo CIDEP na formação de atletas paralímpicos, unindo desenvolvimento esportivo, inclusão social e preparação para o alto rendimento. A conquista internacional reforça o papel da instituição como uma das principais referências do paradesporto mineiro e brasileiro.

As atividades do CIDEP são desenvolvidas por meio do Termo de Colaboração nº 002/2023, do Núcleo de Fomento ao Paradesporto, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), com apoio do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), por meio do Termo de Compromisso nº 014/2026, da Secretaria Municipal de Esportes de Poços de Caldas, além do Projeto Superar Limites, que conta com incentivo do Hospital de Olhos Donato.

Com o ouro conquistado em Valledupar, Bryan Robert acrescenta um importante resultado à sua trajetória no goalball. A experiência internacional e a participação pela Seleção Brasileira representam mais uma etapa em seu desenvolvimento esportivo, fruto do trabalho realizado diariamente pelo atleta em conjunto com a equipe técnica do CIDEP.

Rebaixamento da Caldense provoca tristeza e aumenta cobrança por posicionamento da diretoria

Queda para a Terceira Divisão do Campeonato Mineiro representa um dos momentos mais difíceis da história da Veterana; torcedores aguardam explicações e manifestação oficial dos dirigentes


Poços de Caldas, MG – A confirmação do rebaixamento da Caldense para a Terceira Divisão do Campeonato Mineiro deixou um sentimento de profunda tristeza entre os torcedores alviverdes. Um dos clubes mais tradicionais do interior de Minas Gerais, campeão estadual em 2002 e protagonista de campanhas marcantes, a Veterana vive agora um dos capítulos mais dolorosos de sua centenária história.

Nas redes sociais e nas conversas entre torcedores, o clima é de frustração, incredulidade e preocupação com o futuro. Para muitos, é difícil aceitar que um clube que durante décadas enfrentou os grandes do futebol mineiro e levou o nome de Poços de Caldas para competições nacionais tenha chegado a uma situação tão delicada.

O rebaixamento não representa apenas uma derrota dentro de campo. A queda para a terceira divisão estadual simboliza uma mudança profunda de realidade para a Caldense. Em 2027, o clube terá pela frente uma competição distante dos grandes palcos aos quais sua torcida se acostumou e precisará iniciar um processo de reconstrução para tentar recuperar espaço no cenário mineiro.

Em meio à tristeza, cresce também a expectativa por uma manifestação oficial da diretoria da Associação Atlética Caldense. Até o momento, os dirigentes ainda não apresentaram publicamente uma avaliação mais ampla sobre o rebaixamento, os erros que levaram o clube à queda e, principalmente, quais serão os próximos passos do departamento de futebol.

O silêncio aumenta a apreensão entre os torcedores. A expectativa é de que a diretoria se posicione, apresente explicações e esclareça qual projeto será adotado para a próxima temporada.

Mais do que buscar responsáveis, o momento exige transparência e planejamento diante da dimensão do resultado esportivo.

Para o torcedor, fica a dor de ver a Veterana chegar ao ponto mais baixo de sua trajetória recente. Uma camisa que já levantou a taça do Campeonato Mineiro, disputou competições nacionais e viveu momentos inesquecíveis agora terá a missão de começar novamente.

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Silêncio

Era esperada uma manifestação oficial da diretoria da Caldense sobre o rebaixamento do time para a terceira divisão do futebol de Minas. Não aconteceu. A assessoria de imprensa do clube, sempre bem atuante também não se manifestou. É esperado que as “explicações” aconteçam em breve. 

Terceira divisão

 Apesar do nome chique de Módulo II, a Caldense estava na segunda divisão de Minas. Agora vai para a terceira divisão ao lado de times como Inter de Minas, Novo Esporte, Venda Nova, Nacional, Nova Lavras, Santarritense, Funorte, São João del Rei, Araxá, Betim Futebol (B), Paracatu e Siderúrgica. O Poços de Caldas FC ainda não confirmou se disputará o campeonato na próxima temporada. Tudo indica que sim.

domingo, 12 de julho de 2026

Caldense chega ao fundo do poço e é rebaixada para a Terceira Divisão do Mineiro

Poços de Caldas, MG – Para quem imaginava que o fundo do poço do futebol profissional da Caldense seria disputar a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, o domingo de tempo fechado e céu nebuloso mostrou que a queda poderia ser ainda mais profunda. Um dos clubes mais tradicionais do interior de Minas Gerais está rebaixado e terá pela frente a Terceira Divisão estadual em 2027.

Campeã mineira em 2002, protagonista de uma campanha histórica no Campeonato Mineiro de 2015 e responsável por revelar e projetar nomes importantes do futebol brasileiro, a Veterana agora terá de encarar uma competição distante dos grandes palcos que marcaram sua trajetória.

A Terceira Divisão, disputada majoritariamente com atletas sub-23, reúne equipes em processo de estruturação e apresenta uma realidade bastante diferente daquela vivida pela Caldense durante décadas na elite do futebol mineiro. Os jogos são realizados, muitas vezes, em estádios de estrutura limitada. Uma situação que evidencia ainda mais a dimensão da queda alviverde.


O jogo do rebaixamento

Não há muito o que destacar tecnicamente da partida contra o Uberaba, disputada na tarde deste domingo,  que consolidou o rebaixamento da Caldense. Apenas 308 torcedores enfrentaram o domingo de tempo ruim e compareceram ao Ronaldão. A renda foi de R$ 3.330.

Dentro de campo, as equipes fizeram um jogo movimentado, mas de baixo nível técnico. Mesmo utilizando uma formação reserva, o Uberaba venceu por 3 a 2. JP Bardales, Glauco e Joãozinho marcaram para os visitantes, enquanto Coutinho e Silas fizeram os gols da Veterana.

O ambiente nas arquibancadas também refletiu o momento do clube. Um protesto de torcedores, anunciado ao longo da semana, não chegou a acontecer. O rebaixamento foi confirmado praticamente em silêncio, diante de um público reduzido e de uma atmosfera fria no Ronaldão.


A campanha

O rebaixamento não aconteceu por acaso e, diante dos resultados, tornou-se apenas uma questão de tempo.

Em dez partidas, a Caldense conquistou somente uma vitória, diante do Boa Esporte, em Poços de Caldas, por um magro 1 a 0. A equipe ainda acumulou três empates e seis derrotas.

Foram apenas seis gols marcados e 14 sofridos. Números que ajudam a explicar a última colocação e mostram que dificilmente seria possível esperar um destino diferente em uma competição como o Módulo II (segunda divisão) do Campeonato Mineiro.

Os erros

Os erros ao longo da temporada foram muitos e começaram ainda na montagem do trabalho para a temporada.

A Caldense iniciou o campeonato sob o comando de Wellington Simião. Ex-jogador da Veterana e com passagens por clubes do futebol brasileiro, Simião ainda possuía pouca experiência como treinador. Antes de assumir a equipe alviverde, havia comandado o Poços de Caldas FC e o Vila Real, de Machado.

Dirigir a Caldense, porém, especialmente em uma competição decisiva para o futuro do clube, exigia experiência e conhecimento de um campeonato marcado pelo equilíbrio e pelas dificuldades dentro e fora de campo.

Após seis jogos e com a equipe em situação ja sendo desesperadora, a diretoria decidiu mudar. Rogério Henrique assumiu o comando técnico e Alex Joaquim chegou para integrar o novo trabalho na tentativa de evitar o pior.

Não funcionou. Foram quatro partidas sob o novo comando e quatro derrotas.

Na base do desespero, a diretoria ainda contratou seis jogadores para os compromissos finais da primeira fase. As mudanças no elenco também não surtiram efeito e a Caldense terminou a competição rebaixada.

E agora?

A principal pergunta passa a ser: qual será o futuro do futebol profissional da Caldense?

Nos bastidores e entre torcedores, já existem questionamentos sobre a possibilidade de o rebaixamento representar o fim das atividades profissionais do clube. Por outro lado, a expectativa é de que a diretoria não queira carregar a marca de encerrar o futebol justamente após uma das maiores quedas esportivas da história da Veterana.

Se o futebol será mantido, resta saber em quais condições e com qual projeto.

A Caldense deverá voltar a disputar uma competição oficial apenas no segundo semestre de 2027, com previsão de retorno aos gramados no fim de agosto. Até lá, haverá mais de um ano para decisões que poderão definir não apenas uma temporada, mas o futuro do futebol profissional do clube.

Dérbi pode voltar em 2027

Em meio ao pior momento da história recente da Caldense, uma antiga rivalidade do futebol de Poços de Caldas poderá ser retomada.

Tudo indica que Caldense e Poços de Caldas FC poderão se encontrar na Terceira Divisão do Campeonato Mineiro de 2027.

O Poços de Caldas FC retirou sua equipe da competição deste ano, mas há indicação de retorno ao campeonato na próxima temporada. Caso a participação seja confirmada, a cidade poderá novamente acompanhar um dérbi local, agora em uma realidade bem diferente daquela vivida pela Veterana durante boa parte de sua história.

Repercussão

O rebaixamento da Caldense teve repercussão imediata nas redes sociais. Torcedores lamentaram a queda para a Terceira Divisão e multiplicaram críticas à condução do futebol do clube.

Em grande parte dos comentários, o sentimento era de tristeza, indignação e preocupação com o futuro. Para muitos torcedores, a história vitoriosa construída pela Caldense ao longo de décadas foi duramente rasgada por uma campanha que termina com uma das páginas mais negativas da trajetória alviverde.

A Veterana, que já esteve no topo de Minas Gerais e viveu grandes momentos diante das principais equipes do país, agora terá de encontrar forças para começar praticamente do zero. 


PAULO VITOR DE CAMPOS/MANTIQUEIRA

FOTOS LUCIANO SANTOS / CALDENSE