Ailton Fonseca é daqueles profissionais com muita história no jornalismo esportivo. Completando 30 anos de profissão, ele faz parte da equipe da Rádio Cultura de Poços de Caldas e fala um pouco de suas andanças pelo Brasil por conta do futebol. Nesta entrevista Ailton relembra jogos importantes, o amor pelo rádio, fala do futebol local e de companheiros inesquecíveis.
O início
“Passei pelas três etapas do rádio esportivo. Fui narrador, repórter e comentarista. Eu escrevia para jornais em São João da Boa Vista mas não havia tido nenhum contato com o rádio esportivo. Eu tinha como sócio o jornalista Chico Artênio, hoje professor de jornalismo. Tínhamos um jornal chamado Opção e já naquela época a gente cobria os jogos, fotografávamos e éramos bem atuantes. Fui cobrir uma partida de futebol em Itapetininga e o comentarista da rádio Difusora não pôde ir. O Luiz Roberto, hoje na TV Globo, viu meu trabalho e me convidou para ser comentarista. Eu deixei claro que não tinha experiência em rádio mas ele me incentivou a abraçar esse veículo de comunicação pois viu potencial em meu trabalho. Naquele jogo, além da cobertura para o meu jornal, eu comentei a partida para a emissora. No dia seguinte fui convidado para outras jornadas. Acertamos um cachê e minha segunda participação no rádio esportivo já foi remunerada. O Palmeiras de São João disputava a segundona em São Paulo e subiu para a divisão intermediária, ficando a um passo da primeira divisão paulista. Isso foi um passo importante e marcou o meu começo de forma positiva. De lá pra cá vivi muito mais em função do rádio do que propriamente de jornal. Antes de vir para Poços de Caldas tive passagens por emissoras de rádio em várias cidades. Uma das fase mais marcantes de minha carreira foi em Mogi Mirim. Naquele tempo o time o Mogi era forte e tinha o Vadão como treinador. A equipe tinha nomes de destaque no futebol, como o Leco, Rivaldo, e era um time de respeito. Fiquei dois anos em Mogi Mirim que foram muito positivos na minha jornada como repórter esportivo”.
Poços de Caldas
“A primeira emissora em que trabalhei em Poços de Caldas foi justamente a Rádio Cultura no final de 1992. Cobri o final do campeonato mineiro daquele ano e a Caldense já estava eliminada. A fase final reunia Cruzeiro, Atlético, América e Rio Branco de Andradas. Eu, juntamente com a equipe da Cultura, fiz as finais do Estadual. Depois disso cobri mais umas seis ou sete temporadas do futebol pela Cultura e me transferi para a Rádio Difusora. Naquela época a Difusora apresentou um projeto novo e eu, juntamente como Paulo Roberto, fui para lá. Foram mais oito ou nove anos de muito trabalho e jornadas esportivas por quase todos os cantos do Brasil.”
Grandes jogos
“Já nos tempos de São João da Boa Vista descobrimos o “filão” que era cobrir grandes jogos do futebol brasileiro. Naquela época as grandes emissoras tinham dificuldades de entrar nas cidades do interior e resolvemos trazer para os torcedores do leste paulista e sul de Minas as transmissões dos grandes clubes nos campeonatos paulista, brasileiro e mineiro. Desde 1981 fiz quase todas as decisões importantes. Alguns jogos ficaram marcados. Teve aquele fatídico confronto entre Vasco e São Caetano em São Januário onde caiu o alambrado e muita gente saiu ferida. Naquela partida eu estava a dois metros daquele tragédia e a gente não sabia se transmitia o noticiário ou se ajudava a carregar as vítimas. Eu, o Paulo Roberto e o Hugo Botelho ajudamos a socorrer as vítimas e essa partida foi marcante devido a essa tragédia. Eu estava na final do Campeonato Brasileiro de 1995 quando o Márcio Rezende teve um erro gravíssimo e prejudicou o Santos contra o Botafogo. Outro erro que presenciei foi do Márcio Rezende de Freitas na partida entre Corinthians e Internacional em 2005, quando ele expulsou o Tinga erradamente e favoreceu o Corinthians que acabou sendo campeão brasileiro naquele ano. Dentre os jogos memoráveis que acompanhei não tem como deixar a Caldense de fora. O ano de 2002 foi inesquecível. A Caldense foi campeã com grandes exibições e foi uma coisa marcante para o futebol de Poços de Caldas”.
Craque
“Eu vi o Pelé jogar e ele é indiscutivelmente o melhor de todos os tempos. Mas tive a oportunidade de ver de perto grandes nomes e entrevistar quase todos os grandes jogadores do nosso futebol como Zico, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno. Vi de perto grande treinadores atuando. O Brasil sempre foi muito rico em talentos e sou um privilegiado de ter visto muitos deles”.
Tempos modernos
“Neste trinta anos de profissão a mudança no rádio esportivo foi muito grande. Houve uma evolução impressionante. Quando comecei em 1979 para se ter uma ideia usávamos uma linha só de transmissão e a gente não ouvia o que estava acontecendo. Você tinha que trabalhar num verdadeiro “voo cego”. Certa vez a gente transmitiu uma partida inteira em Hortolândia, interior de São Paulo, a rádio saiu do ar e continuamos, sem saber, a transmissão até o fim da partida e só depois descobrimos que ninguém ouviu o jogo. Não existia celular. Em determinados lugares a gente conseguia sintonizar a rádio e ouvíamos o som pelo rádio mas onde isso não era possível o trabalho era complicado demais. Hoje o rádio já entrou na era digital e é possível fazer uma transmissão sem fio. No passado os repórteres eram obrigados a carregar um emaranhado de fios. Fiz jogos com mais de 70 emissoras de rádio e imagina como era a situação e as condições de trabalho. Hoje com a modernidade o trabalho é facilitado e nós da imprensa temos condições de passar a informação com a certeza de que ouvinte está sendo bem informado.”
Volta para a Cultura
“Hoje a Cultura está dando cobertura para todas as modalidades. Vivemos no país do futebol e por isso é o “carro chefe”, que também facilita os patrocínios. Temos um programa diário que evoca todos os esportes mas o futebol é a modalidade que o ouvinte prefere. E como a própria Caldense está na primeira divisão ela também merece um destaque de nossa equipe. Vamos iniciar o ano dando toda a cobertura para a Caldense na elite mineira e se ela for disputar outras competições no segundo semestre terá enfoque também. Se o time parar vamos cobrir o Campeonato Brasileiro.”
Futebol local
“O futebol profissional de Poços de Caldas está num bom nível. Cair de divisão faz parte da vida de qualquer clube. É uma coisa inerente ao esporte na atualidade. Quando começa uma competição alguém será campeão mas também terá aquele time que vai ser rebaixado. Não foi demérito algum a Caldense disputar o Módulo II. O time voltou por cima, conseguiu voltar dentro de campo, não usou o artifício da virada de mesa e isso só engrandeceu a Caldense dentro do futebol mineiro. O clube está no caminho certo, tem um bom time e vai trazer reforços, mas vai disputar um campeonato muito difícil. Não tem time fraco no campeonato do ano que vem. Vila, Caldense e Ipatinga já foram campeões mineiros. Não dá para prever nada. Não tem como saber quem vai cair e por isso o trabalho da Caldense é forte e o time está investindo num momento bom. Acredito que a Caldense entra no campeonato do ano que vem entre os favoritos. A equipe que está sendo formada é forte, tem uma base sólida e as contratações feitas até agora são de primeira qualidade, por isso eu acredito muito na Caldense nesse campeonato. Com relação ao Poços de Caldas FC vejo uma realização diferente hoje. Quando o time começou havia uma empolgação muito grande que hoje já não é mais a mesma. Penso hoje que o Poços de Caldas precisa de um parceiro forte pois só assim vai brigar para crescer no futebol de Minas. Se o time conseguir uma boa parceria vejo que ele tem chances boas no campeonato do ano que vem. A primeira divisão concentrou os times fortes do Estado e isso enfraqueceu o Módulo II. Se o trabalho for bem planejado e houver parceiro o time pode subir esse ano pois entra em igualdade de condições com as outras equipes.”
Futebol ano todo
“Como torcedor e cronista esportivo torço muito para que a Caldense se mantenha em atividade o ano todo. Eu gostaria, assim como todo o torcedor da Veterana gostaria. Mas por outro lado reconheço que a Caldense tem os pés no chão e administrar um clube dessa dimensão não deve ser fácil. O futebol precisa de parceiros e se a Caldense conseguir parcerias que cubram as despesas de futebol o ano todo acho que ela deve manter o futebol mas reconheço que um clube não pode pensar em disputar uma competição apenas por disputar pois o final pode ser trágico, principalmente se os resultados dentro de campo não forem o que todos esperam. Por isso estou do lado da diretoria em manter os pés no chão e só se manter em atividade o ano todo se houver parceiros na empreitada”.
Campeã de 2002
“No tempo que estou militando na imprensa esportiva de Poços o melhor time da Caldense que vi atuar foi o campeão de 2002. Aquele time jogava por música. Se aquela equipe entrasse na Copa do Brasil daquele ano iria “arrebentar”. Aquela equipe tinha pinta de campeã. A derrota no Supercampeonato Mineiro foi um acaso. O time era superior ao Cruzeiro mas não viveu uma tarde feliz e perdeu o campeonato mas isso não desqualificou o grupo, que era fantástico”
Futebol amador
“A gente sonha com um futebol amador mais organizado em Poços de Caldas mas ao mesmo tempo sabemos das dificuldades e não é fácil manter o futebol amador nem para a entidade e muito menos para os clubes. Tem dirigente que coloca a mão no próprio bolso para manter seu time em campo mas a maioria não tem verba para isso e sobrevive com muita dificuldade. Mesmo assim, em relação a outras cidades que trabalhei, o futebol amador em Poços está muitos passos à frente em relação a muitas outras cidades. Nossa liga tem um campeonato com duas divisões, poucas podem se dar ao luxo de realizar campeonatos assim. Duas divisões acabam motivando quem está embaixo a subir e quem está na divisão acima não perder o posto mas amadorismo é amadorismo e sempre vai aparecer um defeito ou outro, mas é tudo dentro da normalidade”.
E os outros?
“A preferência no Brasil é o futebol. Ele mexe com o torcedor e diretamente com o cronista que vive do esporte. É uma coisa natural a divulgação de uma modalidade que terá mais retorno e será mais rentável e isso já afeta outras atividades esportivas. Os outros esportes, principalmente em Minas Gerais, ficam às vezes inviáveis. O Estado é muito grande e para se cobrir uma competição de nível em qualquer modalidade que seja você vai encontrar muita dificuldade. As competições com um nível inferior acabam não sendo atrativas. Vou tomar como base o futsal, um esporte derivado do futebol e que poderia ter uma abertura melhor. É praticamente impossível realizar uma competição estadual e uma equipe sair de Poços de Caldas e ir jogar no norte de Minas. Eu já cobri campeonatos em que apenas quatro participantes se inscreveram para uma competição num final de semana em Uberlândia. Esse tipo de competição é deficitária e acaba afetando o trabalho da imprensa. Infelizmente o esporte especializado enfrenta dificuldades que o futebol consegue ultrapassar devido ao apelo popular que tem”.
Chico de Assis
“Estou trabalhando com o Chico pela segunda vez e com ele só se tem a aprender. O Chico foi um dos grandes repórteres esportivos do Brasil. Ele trabalhou na Rádio Bandeirantes no tempo em que a emissora era ícone do futebol brasileiro e reunia os melhores profissionais da época. Ele tem uma imensa bagagem, onde constam algumas Copas do Mundo e ele conhece muito de esporte. Ele dá total liberdade para a gente trabalhar e traçar as metas das próximas coberturas. Me sinto muito bem trabalhando com o Chico, que comanda a “casa” com muita dinâmica e isso é muito importante. Hoje trabalho juntamente com o Júlio Garcia, para mim uma das maiores revelações do rádio. Aliás, sou um privilegiado pois sempre trabalhei com pessoas do mais alto nível. Desde o Luiz Roberto, hoje na TV Globo, trabalhei com o André Luiz, hoje na Rádio Difusora, o Hugo Botelho, hoje na Rádio 105 de Jundiaí, Batista Gabriel. Agora o Júlio para mim é uma surpresa e logo esse garoto vai estar numa rádio grande do Brasil. Nossa equipe ainda tem o Zé Carlos Silva como repórter e o Zé Maria Honor que cuida do nosso plantão”.
Realização
“Sou realizado profissionalmente. Claro que financeiramente nem os grandes nomes do rádio podem dizer que estão realizados mas estou feliz com a profissão que escolhi. Dentro do nosso mundo de emissora do interior, no qual passei grande parte de minha vida, fiz quase tudo. Faltou um jogo fora do Brasil, sei lá, talvez uma decisão de Libertadores, um jogo de eliminatória de Copa do Mundo mas quem sabe isso ainda não acontece em minha carreira, que não terminou ainda. Quem sabe ainda não faço uma Copa do Mundo para ser totalmente realizado dentro de minha área. Certa vez a Rádio Iguatemi de Osasco me propôs um trabalho que me levaria ao Mundial de 1994. Mas pesou o lado familiar pois o emprego seria temporário e eu seria dispensado assim que a Copa acabasse. Então decidi não ir ao Mundial dando prioridade aos meus familiares pois eu estava empregado numa emissora e não achei a proposta interessante. Meus filhos na época eram pequenos e eu não poderia me dar ao luxo de perder o emprego.”
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Torcida do Rio Branco promete resposta nas urnas
Estive em Andradas no último final de semana e constatei um clima de muita tristeza na cidade. O Rio Branco, clube acostumado a boas campanhas no Campeonato Mineiro, parou suas atividades e deixou seus torcedores órfãos nas próximas temporadas. O torcedor do Azulão vivia ainda a expectativa de uma participação inédita na Copa do Brasil, direito adquirido pelo time ao ser campeão do interior deste ano. Representantes da torcida Ressaca Azul manifestaram apoio à diretoria do clube, mas não perdoam os vereadores que demoraram para votar o projeto de permuta que gerou a decisão de parar o futebol na cidade.
“Infelizmente todos os prazos para o Rio Branco confirmar sua participação no campeonato do ano que vem foram zerados e sabemos que vamos ficar algum tempo sem ver nosso time atuando novamente. Muitos fatores foram decisivos para que a diretoria do Rio Branco tomasse essa postura e lamentavelmente a má atuação da nossa Câmara de Vereadores foi determinante no desfecho final”, disse Fernando Monteiro, presidente da Ressaca Azul. Com o pedido de licença, o Rio Branco perde um espaço difícil de ser conseguido no futebol. O time tinha uma vaga na elite mineira, conquistada dentro de campo, e readquirir esse lugar vai demorar alguns anos. “A gente sabe que o Rio Branco apenas parou, ele não acabou, não sabemos quando ele volta, mas nosso papel de torcedor será de apoiar sempre esse clube que amamos de coração”, disse Fernando. Segundo o presidente da torcida organizada, tudo que eles poderiam fazer para evitar que o time paresse foi feito. Segundo ele, a má atuação da Câmara acabou criando um mal estar. “Os vereadores hoje estão com um pé atrás pois o nome deles foi colocado como o fator principal na decisão de abandonar o futebol”, disse Fernando, que destaca que o julgamento agora será de toda a cidade que com certeza vai pressionar. Fernando não tem dúvidas de que a resposta para os vereadores sairá nas urnas nas próximas eleições municipais. Ele deixa claro que ninguém responsabiliza a diretoria pelo abandono. “Acompanho o Rio Branco há 23 anos e sei das dificuldades que é manter o futebol profissional no interior de Minas. Se as coisas chegaram nesse ponto não foi por acaso. Se eles acharam que parar era o melhor caminho quem somos nós para dizer o contrário. São eles que sabem das contas a pagar e nosso papel de torcedor é estar sempre apoiando. A gente esperava muito deste time em 2010. Todos planejavam algo mais. A Copa do Brasil, um campeonato inédito para a cidade, nos deixava sonhando alto. Porém, se não foi possível estamos do lado da diretoria até o final”, disse Fernando.
A Ressaca Azul foi criada em 2004, ano que o Rio Branco foi rebaixado no Campeonato Mineiro, e com a inatividade temporária do clube a torcida também deve ficar parada neste período. Segundo Fernando, existe uma parceria com o Poços de Caldas FC e a torcida dos integrantes da Ressaca Azul estará ao lado do time de Poços na temporada de 2010. Ele disse que os torcedores também estão com o América de Teófilo Otoni, time que ficou com a vaga do Azulão no Campeonato Mineiro do ano que vem.
“Cabe agora a todos em Andradas parar para pensar. A eleição vem aí e política tem que ser transparente. Vamos analisar muito bem em quem vamos votar. Na hora de se candidatar ouvimos de muitos que ajudariam o esporte, que estavam do lado do Rio Branco, porém, no momento em que o clube mais precisou não fizeram nada. Eles poderiam demorar para votar o projeto, mas poderiam garantir ao Rio Branco que votariam a favor e possibilitariam assim uma tranquilidade para que os dirigentes do clube fizessem um planejamento melhor. Infelizmente eles se esconderam atrás de uma mesa, de uma papelada e deixaram que o futebol de Andradas perdesse um espaço importante. O Rio Branco é um dos maiores divulgadores de Andradas em mídia nacional, mas eles não viram isso como um fato positivo para a cidade e nós, torcedores de Rio Branco e cidadãos de Andradas, temos muito o que lamentar sobre essa postura”, concluiu Fernando, que não esconde a mágoa com os legisladores da cidade.
A torcida Ressaca Azul é composta por cerca de 500 pessoas que se reúnem sempre pouco antes dos jogos do Rio Branco.
Clóvis Carvalho
Torcedor fanático do Rio Branco e uma espécie de interlocutor da torcida, o vereador Clóvis Carvalho está indignado com a desativação do futebol profissional na cidade. “Essa situação é lamentável, um erro irreparável, uma coisa ridícula que aconteceu. Acho que não é qualquer cidade que pode se dar ao luxo de perder um time de primeira divisão. Em muitas cidades acontece justamente o contrário e o time recebe apoio de empresas, prefeitura, no que for preciso. Estamos vendo os casos de Varginha e Pouso Alegre que estão fazendo de tudo para que seus representantes voltem à primeira divisão do Estado. Andradas não pode de abandonar seu time do jeito que fez. Eu, como representante público, acho que essa perda afetará a cidade por muito tempo. O projeto não chegou nem a ser votado e isso causou uma revolta grande. Eu sozinho não pude fazer nada. Respeito a democracia, mas temos que pensar no futuro, no crescimento. Temos que pensar primeiro no município como representantes do povo, que foi o maior derrotado em tudo isso”, disse Clóvis.
O projeto previa uma permuta que daria ao Rio Branco de Andradas a posse definitiva do estádio Parque do Azulão e em troca a prefeitura receberia um terreno onde seria construído o paço municipal. Esse projeto no entanto não foi votado e a diretoria do clube resolveu desistir da causa. “Os vereadores alegaram que precisavam de alguns documentos para votarem o projeto. Essa permuta era legal mas precisava de algumas adequações de leis, valores e tudo mais. O que não dá para concordar é por que não houve uma manifestação de apoio ao Rio Branco por parte dos meus colegas? Não entendo porque não chamaram a diretoria do clube e falaram que estavam do lado do time mas que dependiam de alguns detalhes para a aprovação. Não existiu esse interesse. Não me lembro de em momento algum ter ouvido uma manifestação de apoio. O que muito se ouvia era “estamos estudando o caso”. Como frisei em reunião aberta, a diretoria do clube não tinha tempo para esperar esse “estudo”. A posição tinha que ser dada imediatamente e isso infelizmente não aconteceu”, disse o vereador. Ele está do lado do presidente do Rio Branco. “Ele sempre deu a cara a tapa, muitas vezes tirou dinheiro do bolso para ajudar o clube e vejo a posição dele da seguinte maneira: fez tudo por um objetivo mas no final parece que a sociedade que você ajudou virou as costas. A impressão é de que tudo que ele fez pelo Rio Branco não serviu de nada”, disse Clóvis. “Quero deixar bem claro que o prefeito Ademir sempre foi a favor do projeto. Como a maioria da Câmara estava com receio dessa votação, demorando para votar, ele também ficou sem ação. Desde o começo ele foi favorável ao projeto mas infelizmente não foi suficiente para que os vereadores votassem com mais agilidade e evitassem que o Rio Branco ficasse fora do futebol. Não quero aqui ficar culpando esse ou aquele pelo lamentável fato mas vejo que Andradas saiu como a grande derrotada neste episódio”, finalizou o vereador.
Caldense
Fernando Monteiro comentou com a reportagem sobre a grande rivalidade entre Caldense e Rio Branco. Alguns torcedores disseram que não torcem para a Caldense em hipótese alguma mas deixam claro que a rivalidade hoje é apenas dentro de campo. “No passado essa rivalidade era muito besta a ponto de causar brigas, tumulto. Hoje a situação mudou muito. Muita gente mora em Andradas e trabalha em Poços e vice-versa. A rivalidade não tem passado do campo. Temos amigos torcedores da Caldense, sabemos de pessoas de Poços que gostam do Rio Branco e o jogo entre Rio Branco e Caldense é um dos mais aguardados aqui em Andradas perdendo apenas para Atlético e Cruzeiro. Tenho certeza que essa situação deixou o pessoal em Poços chateado também. O time deles ficou afastado e esse clássico faz muita falta para o futebol mineiro”, disse Fernando. Segundo ele, falar que Andradas torce pela Caldense é difícil e se a situação fosse inversa os torcedores da Caldense também não iriam torcer para o Rio Branco.
“Infelizmente todos os prazos para o Rio Branco confirmar sua participação no campeonato do ano que vem foram zerados e sabemos que vamos ficar algum tempo sem ver nosso time atuando novamente. Muitos fatores foram decisivos para que a diretoria do Rio Branco tomasse essa postura e lamentavelmente a má atuação da nossa Câmara de Vereadores foi determinante no desfecho final”, disse Fernando Monteiro, presidente da Ressaca Azul. Com o pedido de licença, o Rio Branco perde um espaço difícil de ser conseguido no futebol. O time tinha uma vaga na elite mineira, conquistada dentro de campo, e readquirir esse lugar vai demorar alguns anos. “A gente sabe que o Rio Branco apenas parou, ele não acabou, não sabemos quando ele volta, mas nosso papel de torcedor será de apoiar sempre esse clube que amamos de coração”, disse Fernando. Segundo o presidente da torcida organizada, tudo que eles poderiam fazer para evitar que o time paresse foi feito. Segundo ele, a má atuação da Câmara acabou criando um mal estar. “Os vereadores hoje estão com um pé atrás pois o nome deles foi colocado como o fator principal na decisão de abandonar o futebol”, disse Fernando, que destaca que o julgamento agora será de toda a cidade que com certeza vai pressionar. Fernando não tem dúvidas de que a resposta para os vereadores sairá nas urnas nas próximas eleições municipais. Ele deixa claro que ninguém responsabiliza a diretoria pelo abandono. “Acompanho o Rio Branco há 23 anos e sei das dificuldades que é manter o futebol profissional no interior de Minas. Se as coisas chegaram nesse ponto não foi por acaso. Se eles acharam que parar era o melhor caminho quem somos nós para dizer o contrário. São eles que sabem das contas a pagar e nosso papel de torcedor é estar sempre apoiando. A gente esperava muito deste time em 2010. Todos planejavam algo mais. A Copa do Brasil, um campeonato inédito para a cidade, nos deixava sonhando alto. Porém, se não foi possível estamos do lado da diretoria até o final”, disse Fernando.
A Ressaca Azul foi criada em 2004, ano que o Rio Branco foi rebaixado no Campeonato Mineiro, e com a inatividade temporária do clube a torcida também deve ficar parada neste período. Segundo Fernando, existe uma parceria com o Poços de Caldas FC e a torcida dos integrantes da Ressaca Azul estará ao lado do time de Poços na temporada de 2010. Ele disse que os torcedores também estão com o América de Teófilo Otoni, time que ficou com a vaga do Azulão no Campeonato Mineiro do ano que vem.
“Cabe agora a todos em Andradas parar para pensar. A eleição vem aí e política tem que ser transparente. Vamos analisar muito bem em quem vamos votar. Na hora de se candidatar ouvimos de muitos que ajudariam o esporte, que estavam do lado do Rio Branco, porém, no momento em que o clube mais precisou não fizeram nada. Eles poderiam demorar para votar o projeto, mas poderiam garantir ao Rio Branco que votariam a favor e possibilitariam assim uma tranquilidade para que os dirigentes do clube fizessem um planejamento melhor. Infelizmente eles se esconderam atrás de uma mesa, de uma papelada e deixaram que o futebol de Andradas perdesse um espaço importante. O Rio Branco é um dos maiores divulgadores de Andradas em mídia nacional, mas eles não viram isso como um fato positivo para a cidade e nós, torcedores de Rio Branco e cidadãos de Andradas, temos muito o que lamentar sobre essa postura”, concluiu Fernando, que não esconde a mágoa com os legisladores da cidade.
A torcida Ressaca Azul é composta por cerca de 500 pessoas que se reúnem sempre pouco antes dos jogos do Rio Branco.
Clóvis Carvalho
Torcedor fanático do Rio Branco e uma espécie de interlocutor da torcida, o vereador Clóvis Carvalho está indignado com a desativação do futebol profissional na cidade. “Essa situação é lamentável, um erro irreparável, uma coisa ridícula que aconteceu. Acho que não é qualquer cidade que pode se dar ao luxo de perder um time de primeira divisão. Em muitas cidades acontece justamente o contrário e o time recebe apoio de empresas, prefeitura, no que for preciso. Estamos vendo os casos de Varginha e Pouso Alegre que estão fazendo de tudo para que seus representantes voltem à primeira divisão do Estado. Andradas não pode de abandonar seu time do jeito que fez. Eu, como representante público, acho que essa perda afetará a cidade por muito tempo. O projeto não chegou nem a ser votado e isso causou uma revolta grande. Eu sozinho não pude fazer nada. Respeito a democracia, mas temos que pensar no futuro, no crescimento. Temos que pensar primeiro no município como representantes do povo, que foi o maior derrotado em tudo isso”, disse Clóvis.
O projeto previa uma permuta que daria ao Rio Branco de Andradas a posse definitiva do estádio Parque do Azulão e em troca a prefeitura receberia um terreno onde seria construído o paço municipal. Esse projeto no entanto não foi votado e a diretoria do clube resolveu desistir da causa. “Os vereadores alegaram que precisavam de alguns documentos para votarem o projeto. Essa permuta era legal mas precisava de algumas adequações de leis, valores e tudo mais. O que não dá para concordar é por que não houve uma manifestação de apoio ao Rio Branco por parte dos meus colegas? Não entendo porque não chamaram a diretoria do clube e falaram que estavam do lado do time mas que dependiam de alguns detalhes para a aprovação. Não existiu esse interesse. Não me lembro de em momento algum ter ouvido uma manifestação de apoio. O que muito se ouvia era “estamos estudando o caso”. Como frisei em reunião aberta, a diretoria do clube não tinha tempo para esperar esse “estudo”. A posição tinha que ser dada imediatamente e isso infelizmente não aconteceu”, disse o vereador. Ele está do lado do presidente do Rio Branco. “Ele sempre deu a cara a tapa, muitas vezes tirou dinheiro do bolso para ajudar o clube e vejo a posição dele da seguinte maneira: fez tudo por um objetivo mas no final parece que a sociedade que você ajudou virou as costas. A impressão é de que tudo que ele fez pelo Rio Branco não serviu de nada”, disse Clóvis. “Quero deixar bem claro que o prefeito Ademir sempre foi a favor do projeto. Como a maioria da Câmara estava com receio dessa votação, demorando para votar, ele também ficou sem ação. Desde o começo ele foi favorável ao projeto mas infelizmente não foi suficiente para que os vereadores votassem com mais agilidade e evitassem que o Rio Branco ficasse fora do futebol. Não quero aqui ficar culpando esse ou aquele pelo lamentável fato mas vejo que Andradas saiu como a grande derrotada neste episódio”, finalizou o vereador.
Caldense
Fernando Monteiro comentou com a reportagem sobre a grande rivalidade entre Caldense e Rio Branco. Alguns torcedores disseram que não torcem para a Caldense em hipótese alguma mas deixam claro que a rivalidade hoje é apenas dentro de campo. “No passado essa rivalidade era muito besta a ponto de causar brigas, tumulto. Hoje a situação mudou muito. Muita gente mora em Andradas e trabalha em Poços e vice-versa. A rivalidade não tem passado do campo. Temos amigos torcedores da Caldense, sabemos de pessoas de Poços que gostam do Rio Branco e o jogo entre Rio Branco e Caldense é um dos mais aguardados aqui em Andradas perdendo apenas para Atlético e Cruzeiro. Tenho certeza que essa situação deixou o pessoal em Poços chateado também. O time deles ficou afastado e esse clássico faz muita falta para o futebol mineiro”, disse Fernando. Segundo ele, falar que Andradas torce pela Caldense é difícil e se a situação fosse inversa os torcedores da Caldense também não iriam torcer para o Rio Branco.
Cruzeiro bate o Grêmio Mitsui e fica com o título no Amador de Poços
Terminou no último domingo uma das principais competições organizadas pela Liga Poços-caldense de Futebol (LPF). A final, reunindo as equipes do Cruzeiro e do Grêmio Mitsui, atraiu um bom público ao Benedito Bandola de Oliveira. Em campo os dois rivais já se conheciam muito bem, pois decidiram as últimas três edições do amador da cidade. No jogo de domingo o Cruzeiro foi superior o tempo todo. O time comandado por Mário César tomou a iniciativa e criava as melhores chances. Ricardo teve uma atuação decisiva na partida. O jogador participou dos dois primeiros gols e teve uma atuação impecável. No primeiro gol do Cruzeiro, Ricardo, camisa 8, fez cruzamento perfeito para o desvio de Quim. No segundo tempo Ricardo ainda foi autor de um gol “meio sem querer”. O jogador dominou a bola na linha de fundo, cruzou para a área e o goleiro Paulo Cezar do Grêmio Mitsui se atrapalhou todo e a bola morreu no fundo das redes. O terceiro gol do Cruzeiro foi marcado por José Ramos e foi uma pintura. O jogador dominou a bola, avançou para dentro da grande área, driblou o goleiro e marcou um golaço, o terceiro e último da incontestável vitória do Cruzeiro.
“Graças a Deus conseguimos mais um título. Nos últimos três anos chegamos na decisão e vencemos dois campeonatos. No jogo de hoje vencemos sem deixar dúvidas. Fizemos 3x0 num adversário muito forte. O jogo foi bonito, limpo e quem viu a partida toda conferiu nossa superioridade”, disse Mário, técnico do Cruzeiro. A equipe agora se concentra nos amistosos e no trabalho que é feito na Fazenda Chiqueirão visando aos próximos campeonatos. “Nosso time não para e ano que vem vamos entrar para vencer novamente”, concluiu o treinador.
O campeonato amador do Módulo I, que terminou domingo, foi disputado por 8 equipes e reuniu 200 atletas. Foram realizadas 31 partidas com 111 gols, uma média de 3,5 gols. José Ramos do Cruzeiro foi o artilheiro com 13 gols seguido por Luiz G. Souza do Grêmio Mitsui com 8 gols. O time da Mineração Curimbaba teve a melhor defesa junto com o Grêmio Mitsui. Ambas as equipe sofreram 9 gols e o Bom Sucesso foi o time mais disciplinado do campeonato. O Amador foi organizado pela LPF, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Cristais São Marcos.
CRUZEIRO 3 – José Luiz, Adolfo Luiz, Marcelo Donizete, Eder Henrique, Rafael Alex, Wagner Amorim, Ricardo, Rodrigo, José Ramos, Luis Paulo e Joaquim Claudiano. Técnico Mário Cesar de Oliveira Neves. Banco: Gustavo, André, Rovilson, Denis e Alexandre.
GRÊMIO MITSUI – Paulo César, Wesley, Rodrigo, Rafael, Tiago, Lucas, Marcelo, Aldrey, Luiz Gustavo, Marquinhos Gabriel e Paulo César Rodrigues. Técnico: Aparecido Carlos Ferreira. Banco: Douglas, Rodrigo Aparecido, Ewerton, Donizetti, Ronei e Heverton Lucas.
Juiz: Marcos Fernando Lessa
Auxiliares: Paulo Mazucchi e Paulo D. Borges.
“Graças a Deus conseguimos mais um título. Nos últimos três anos chegamos na decisão e vencemos dois campeonatos. No jogo de hoje vencemos sem deixar dúvidas. Fizemos 3x0 num adversário muito forte. O jogo foi bonito, limpo e quem viu a partida toda conferiu nossa superioridade”, disse Mário, técnico do Cruzeiro. A equipe agora se concentra nos amistosos e no trabalho que é feito na Fazenda Chiqueirão visando aos próximos campeonatos. “Nosso time não para e ano que vem vamos entrar para vencer novamente”, concluiu o treinador.
O campeonato amador do Módulo I, que terminou domingo, foi disputado por 8 equipes e reuniu 200 atletas. Foram realizadas 31 partidas com 111 gols, uma média de 3,5 gols. José Ramos do Cruzeiro foi o artilheiro com 13 gols seguido por Luiz G. Souza do Grêmio Mitsui com 8 gols. O time da Mineração Curimbaba teve a melhor defesa junto com o Grêmio Mitsui. Ambas as equipe sofreram 9 gols e o Bom Sucesso foi o time mais disciplinado do campeonato. O Amador foi organizado pela LPF, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Cristais São Marcos.
CRUZEIRO 3 – José Luiz, Adolfo Luiz, Marcelo Donizete, Eder Henrique, Rafael Alex, Wagner Amorim, Ricardo, Rodrigo, José Ramos, Luis Paulo e Joaquim Claudiano. Técnico Mário Cesar de Oliveira Neves. Banco: Gustavo, André, Rovilson, Denis e Alexandre.
GRÊMIO MITSUI – Paulo César, Wesley, Rodrigo, Rafael, Tiago, Lucas, Marcelo, Aldrey, Luiz Gustavo, Marquinhos Gabriel e Paulo César Rodrigues. Técnico: Aparecido Carlos Ferreira. Banco: Douglas, Rodrigo Aparecido, Ewerton, Donizetti, Ronei e Heverton Lucas.
Juiz: Marcos Fernando Lessa
Auxiliares: Paulo Mazucchi e Paulo D. Borges.
Tênis de Mesa
O jovem Lucas, treinado por seu pai José Antônio Vilas Boas, ficou em terceiro lugar no Campeonato da Liga Paulista de Tênis de Mesa. A competição aconteceu no último sábado na cidade de Piracicaba e contou com cerca de 200 competidores. “Esse resultado do Luca foi excelente pois ele estava parado e enfrentou competidores de um grande nível técnico”, disse Vilas Boas, que destaca o crescimento do atleta. Segundo o treinador, o jovem está mais ágil e mostrando um tênis muito competitivo. Vilas Boas lamenta a falta de apoio e Lucas participou da competição com recursos próprios. Os atletas de Poços agora e prepararam para as últimas competições do ano, sendo que o destaque será o Top 16 que reunirá os melhores jogadores do ano.
domingo, 15 de novembro de 2009
Resposta nas urnas
Os andradenses, torcedores do Rio Branco prometem dar o troco nas urnas. A revolta pelo time ficar inativo nos próximo anos deve recair sobre os vereadores que não votaram o projeto de permuta que daria o estádio para o Azulão. Na edição de terça-feira do Mantiqueira confira uma matéria especial sobre esse polêmico assunto.
Cruzeiro campeão
O Cruzeiro derrotou o Grêmio Mitsui por 3x0 neste domingo pela manhã e sagrou-se campeão amador de 2009. Confira na edição de terça-feira do Mantiqueira tudo sobre este título.
Definidos os 4 melhores do Master
Grêmio, Flamengo, Guanabara e Real Country Clube são os semifinalistas do Copa Master Antônio Carlos Molinari organizada pela Liga Poçoscaldense de Futebol. As semifinais serão realizadas no próximo final de semana. O Guanabara conquistou a vaga ao bater o União por 2x1 em jogo realizado no campo da AD/Alcoa. No mesmo local, Real e União Zona Sul ficaram no 1x1 e o Real ficou com a a vaga por levar vantagem de jogar pelo empate. No Bandolão mais dois jogos. O Grêmio passou pela Caldense com facilidade. O placar foi de 2x0 e tirou a Veterana do campeonato. A última vaga ficou com o Flamengo da Cascatinha quevenceu o Chiqueirão por 1x0, gol de Daré. Nesse jogo a reportagem do Mantiqueira esteve presente e constatou a superioridade do time da Cascatinha. Jogando pelo empate o time foi pra cima e criou inúmeras chances de gols. “Criamos muito mas a bola não entrava. No final vencemos e estamos entre os quatro melhores e agora vamos buscar a vaga na decisão”, disse Daré, autor do gol do time da Cascatinha.
Acontece hoje às 10:30 horas no Bandolão a final do Módulo I do Campeonato Amador da LPF.
Em comum acordo entre as equipes do Grêmio Mitsuí x C. R. Cruzeiro e direção de arbitragem da Liga Poçoscaldense de Futebol, foi escolhido pelas duas equipes o trio de arbitragem para a final e o departamento de arbitragem acatou a sugestão das equipes.
Acontece hoje às 10:30 horas no Bandolão a final do Módulo I do Campeonato Amador da LPF.
Em comum acordo entre as equipes do Grêmio Mitsuí x C. R. Cruzeiro e direção de arbitragem da Liga Poçoscaldense de Futebol, foi escolhido pelas duas equipes o trio de arbitragem para a final e o departamento de arbitragem acatou a sugestão das equipes.
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