terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A menina humilde que conquistou pódios

Tatiele Roberta de Carvalho tem apenas 20 anos mas já traçou uma bela história de vida. De origem muito humilde e revelada por seu Chico Corredor, ela está hoje entre as principais atletas do país e alça voos mais altos. O grande objetivo são os jogos olímpicos do Brasil em 2016.

Início

"Aos 10 anos comecei minha vida no esporte e este início foi sem nenhum profissionalismo, apenas por puro prazer. Na época nem passava pela minha cabeça ser atleta de corridas e meu verdadeiro sonho era ser jogadora de futebol. Queria fazer parte de uma grande equipe, no entanto, mesmo jogando bem nunca tive uma oportunidade. Na época eu tinha um primo que estava acostumado a correr nas competições em Poços de Caldas. Ele me levou para treinar atletismo. No início eu não gostei muito da ideia, mas de tanto ele insistir acabei indo treinar. Detestei, achei muito puxado. O futebol era muito melhor,você corre e para, dá uma descansadinha. No atletismo tem que correr o tempo todo, sem parar. Disse para ele que nunca mais voltaria a treinar atletismo. Fiquei afastada durante um mês, resistindo aos incentivos do meu primo que tentava me fazer voltar a treinar de qualquer maneira. Eu não ia de jeito nenhum. Passados mais alguns meses, meu primo venceu uma prova e ganhou 100 reais. Eu não ganhava nada com o futebol. Lembro direitinho quando ele disse assim: “Viu sua boba, ganhei 100 reais na Volta ao Cristo e você está perdendo tempo”. Aí coloquei na minha cabeça que eu poderia ganhar muito mais dinheiro que ele. Foi assim que comecei os primeiros treinos para valer no atletismo com o seu Chico Corredor. Levei uma bronca dele, que disse que queria uma atleta firme nos treinos e não uma menina que ia um dia e depois ficava tempos sem aparecer. Concordei com ele. Neste dia ele mandou que eu corresse por 15 minutos mas eu me empolguei e corri 27 minutos em volta do campo. Eu queria correr meia hora mas ele não deixou. Levei nova bronca. Foi assim que começou minha carreira e meu trabalho dentro do atletismo de Poços de Caldas".

Origem humildade

Nasci em Poços de Caldas, mas morei na roça durante oito anos, onde ajudava minha família a cuidar de gado. Quando completei oito anos mudamos para a cidade. Éramos uma família de seis filhos e passamos muitas dificuldades. Chegamos até mesmo ao ponto de não ter o que comer e minha mãe tinha que pedir para o vizinho para conseguir sustentar a gente. Meu pai nesta mesma época nos abandonou. O esporte, através do atletismo, me ajudou a superar essa época difícil. Meu sonho sempre foi dar uma casa para minha mãe e vejo que através do esporte esse sonho pode ser realizado. Minha infância pobre nunca me possibilitou ter nada. Meus pais não tinham condições de me dar nada. Nem mesmo uma roupa ou material de escola, que eram doados por pessoas que sentiam solidariedade por nossa situação. Mas isso tudo teve seu lado positivo e me fez buscar um futuro melhor. Quando entrei para o atletismo eu pensei que tudo isso iria mudar, tudo seria diferente, nunca mais iria passar fome, nunca mais iria passar dificuldades. Vejo minha situação hoje, o que estou conseguindo através do esporte, como a maior conquista da minha vida. Hoje não passo dificuldades. Moro com minha avó e tanto ela como minha mãe não passam mais apuros. O sonho de dar uma casa para minha mãe vai se realizar através de minhas vitórias no esporte e disso eu não tenho dúvidas."

Apoio da família

"No começo da minha iniciação esportiva minha família me apoiou muito. Até meus 17 anos eles sempre me incentivaram. Hoje a situação mudou um pouco. Eles acreditam no meu trabalho, mas não são mais aquelas pessoas presentes em minha carreira. Antes eles sempre queriam saber onde eu ia, onde eu treinava e isso não acontece hoje. Agora eu tento batalhar para conquistar a confiança deles. Eles acham que o atletismo está me matando, que estou fazendo força demais e na visão deles isso não compensa para mim. Então estou numa constante luta de colocar na cabeça deles que o atletismo é um bem maravilhoso que aconteceu na minha vida".

As primeiras provas

Logo na minha primeira competição eu fiquei em quinto lugar na categoria geral e primeira colocada na categoria acima da minha idade. Fui campeã da prova e esse dia foi maravilhoso e me motivou ainda mais a me dedicar ao esporte. Neste período venci e subi ao pódio de várias corridas amadoras. Todos os finais de ano eu ia para a São Silvestrinha. Participar desta prova era uma das minhas alegrias. Nesta época já estava com12 anos. Às vezes não conseguia uma colocação boa e ficava chateada. A premiação era apenas para as cinco primeiras e nesses momentos pensava em desistir. Mas o seu Chico sempre conversava comigo e não deixava eu desistir nunca. Aos 13 anos eu consegui ser a quinta colocada e aos 14 anos fui campeã. Na época fui vista por várias equipes, cheguei a fazer testes em clubes de São Paulo, passei mas não tive condições de ir embora, pois era muito nova. Novamente fui desanimando com a situação. No ano seguinte, aos 15 anos, fiquei em terceiro lugar mas como eu estava desmotivada não consegui um resultado melhor. Não estava também me dedicando muito aos treinamentos naquela fase de minha vida. Aos 17 anos eu estava mesmo desistindo da carreira e não queria mais saber de correr".


Profissional

"Consegui superar aquela fase difícil e aos 18 anos resolvi investir tudo no atletismo e dei início a minha carreira profissional. E graças a Deus minha vida mudou radicalmente. Consegui vários títulos e hoje posso falar e me orgulhar de estar entre as melhores atletas do país”.

Transição

“Minha transição foi muito complicada. Trabalhei oito anos com o seu Chico, que foi uma pessoa muito boa para mim, dedicou o máximo que pôde de sua vida me ajudando. Pagava minhas viagens. O primeiro tênis que tive foi ele quem me deu, tudo que precisava na minha casa ele me ajudava. Depois de oito anos ele passou meu treinamento para sua sobrinha Juliana e trabalhei com ela por seis meses até conhecer o meu atual treinador Agnaldo Alexandre. A gente se encontrou e ele viu que eu tinha potencial de crescer na carreira e começamos a trabalhar juntos. Na época expliquei tudo para o seu Chico, deixei claro que não era nada pessoal mas sim porque minha carreira precisava crescer e ele entendeu a situação e me incentivou dizendo que só queria meu bem e se trocar de treinador era o caminho que eu fosse feliz em minha escolha. Comecei um trabalho com o Agnaldo e tive que perder peso. Na época perdi 14 quilos. Foi difícil porque eu não tinha uma disciplina alimentar, comia muito e o Agnaldo mudou tudo radicalmente em minha alimentação. A adaptação foi muito complicada, eu estava acostumada à rotina tranquila de treinos e com o novo técnico tive que treinar mais e mais fortemente, em dois períodos. Hoje acordo cinco horas da manhã e já começo a treinar. Batalhei, superei o início difícil. Demorei apenas três meses para estar totalmente adaptada ao novo trabalho e logo os bons resultados começaram a aparecer. Este trabalho me proporciona buscar novos recordes. Agora em 2010 quero o índice para o Pan-Americano do México. Quero, dentro de dois anos, buscar o recorde brasileiro dos 10.000 metros que pertence a Carmem de Oliveira. Este recorde já dura alguns anos, desde 1993, e ninguém nunca chegou perto dele. Quero trabalhar muito para conseguir esse feito importante para minha carreira. Outro grande objetivo é as Olimpíadas no Brasil quando estarei no auge de minha carreira e quero estar presente."

As vitórias

“Esse ano conquistei o quarto lugar na corrida de Brasília. Esta competição reuniu todos os atletas de ponta e posso considerar o resultado como excelente. Fiquei em oitavo lugar na Tribuna, uma corrida internacional na cidade de Santos. Essa prova me colocou entre as 10 melhores atletas do país. Fui campeã da corrida da EPTV em Campinas quando derrotei a Edielza do Cruzeiro, uma atleta fantástica. Fiquei em sexto na Corrida da Pampulha. Ao longo da carreira tenho aproximadamente 40 vitórias. Destaco o feito conquistado em Santos quando fiz o meu melhor tempo nos 10.000 metros com 33 minutos e 46 centésimos. Fiquei entre as cinco melhores atletas do país neste quesito. O que me emociona muito é ver que antes eu era fã dessas atletas e hoje estou competindo com elas. Nunca imaginei que eu tivesse esse potencial e que poderia chegar onde cheguei. Fico sem conseguir definir o quanto tudo isso é importante para mim. Marizete Rezende era uma atleta que eu pedia autógrafos em todas as provas e hoje ela está ficando para trás. Espero que daqui algum tempo as pessoas cheguem em mim para pedir autógrafos também. Já comecei a dar alguns autógrafos na rua, já comecei a fazer meu pezinho de meia e estou feliz pois não imaginava que minha carreira de atleta pudesse ser tão grande como está hoje”.

Fechando a temporada

“Neste domingo vou competir em Barueri, grande São Paulo, uma prova de oito quilômetros que servirá de preparação para a São Silvestre. Quero chegar bem preparada na São Silvestre e trazer um grande resultado para Poços de Caldas. Espero ficar entre as 10 nesta prova bem mais difícil que a Volta da Pampulha quando fui a sexta colocada. A São Silvestre reúne as melhores atletas do país e ainda também as fortes quenianas. A prova tem muitas subidas e descidas e isso é um adversário a mais. Estou me preparando técnica e psicologicamente para essa última prova do ano.”

Carreira internacional

“É meu sonho competir fora do Brasil. Acredito que até final do ano que vem possa participar de algumas provas no exterior”.

Equipe

“Um atleta sem equipe não vai muito longe. Todo atleta precisa de uma estrutura muito grande atrás de si. Espero sim uma oportunidade, que apareça alguma equipe grande para me ajudar, que goste do meu trabalho. Por enquanto não tenho equipe e conto com a ajuda de alguns patrocinadores. Tenho fé que ainda vou fazer parte do quadro de atletas de uma grande equipe brasileira”

Especialidade

“Minha especialidade hoje são os 5.000 e 10.000 metros. Corro essas provas com o pensamento em bater recordes. Isso não significa que eu não posso correr sete ou oito mil metros. Chego a participar de duas competições por mês se tiver condições, caso contrário, me dedico apenas aos treinamentos para estar bem durante uma prova. Já cheguei a ficar três meses sem competir, apenas me dedicando aos treinamentos. O treinamento dá mais bagagem do que a competição. No treino você compete com você mesmo e tenta melhorar o desempenho sempre. A competição é você, o tempo e o adversário, é muito difícil. Para o atleta ser forte tem que competir apenas duas provas ao mês e se dedicar muito aos treinamentos. Se participar de três provas tem que passar pelo menos um mês sem competir. No treinamento você pode errar, ele te dá a chance de consertar esse erro. Se você não treina bem não compete bem e não adianta pensar o contrário”.

Desvantagem

“Mesmo conquistando bons resultados ainda estou em desvantagem com relação às grandes atletas do país. Hoje, enquanto eu trabalho, elas vivem inteiramente do atletismo. Eu ainda preciso do meu trabalho para viver do atletismo. É preciso um patrocinador forte, uma boa equipe que pague para você mais que você ganha no seu trabalho e por isso ainda acho que vai demorar um pouco para eu viver apenas do atletismo. É complicado treinar cedo, trabalhar o dia todo, treinar quase de noite e no outro dia começar tudo de novo. Essa é minha grande desvantagem sobre as demais atletas. A meu favor pesa o fato de eu ter apenas 20 anos enquanto elas estão com 30 anos e no auge da carreira”.

Agradecimentos

“Sempre agradeço primeiro a Deus pois superei muitas dificuldades na vida e com Deus tudo ficou mais fácil. Tenho um talento no esporte e também isso me foi oferecido por Ele. Agradeço ainda meu treinador Agnaldo que nunca deixou de acreditar em mim, ao seu Chico Corredor, que me descobriu. Ele é uma pessoa maravilhosa, nunca duvidou que eu poderia crescer no esporte e que minha carreira poderia ser fantástica. Agradeço a Joana que trabalhou comigo, aos meus patrocinadores, sr. Luiz do Doces Guigui, o Lions Clube Urânio, que é a Guarda Mirim, ao Rovilson da Supartes Auto Peças que começou a trabalhar comigo e a Sicred de São Paulo. Agradeço ainda ao Zé Luiz da Academia Fit Run e ao André Oliveira da Academia Perfomance, sempre dispostos a me ajudar.

Pilotos de Poços trazem bons resultados de Varginha

Quatro pilotos da Bill Biker´s estiveram no último final de semana na cidade de Varginha participando da Copa Natal de Bicicross. Todos representaram muito bem Poços e trouxeram bons resultados. José Gabriel foi o campeão na categoria 13 a 16 anos, Bruno Henrique, o Bruno Berraia, ficou em segundo lugar na categoria cruiser 17 a 24 anos, Gilberto Reis ficou em terceiro na cruiser e Afrânio Godoy terminou em quinto lugar na elite.
Esta foi a última prova da temporada. Agora os pilotos da Bill Biker´s voltam a competir no latino-americano. Os pilotos buscam ainda novos apoios para a próxima temporada que está recheada de grandes competições. A intenção é disputar também os campeonatos Brasileiro e Paulista e as Copas Brasil, Paulínia e do Sol.
Os quatro pilotos estiveram na redação do Mantiqueira e foram unânimes ao afirmar que a prova em Varginha foi excelente e muito competitiva. Segundo eles, ponto negativo foi o gate, um pouco antigo e que derrubou muita gente.
Agora a meta é concentração total nos treinamentos para que na próxima temporada aconteçam novas vitórias. Os quatro atletas são filiados ao Bicicross Poços Clube.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fumaça vence e sonha com título mundial

No último sábado, o boxeador de Poços de Caldas Fernando Fumaça derrotou o argentino Jorge Corimayo. O combate foi realizado na cidade paulista de Ibitinga e foi válido pelo título latino-americano (WBO) do qual Fumaça é o campeão. A vitória do lutador de Poços contra o argentino foi no oitavo assalto. O adversário caiu duas vezes antes de seu treinador jogar a toalha. A atitude do técnico deixou o argentino muito irritado e ele chegou a chutar a toalha para fora do ringue, mas o árbitro manteve a decisão do técnico e confirmou a vitória de fumaça, que manteve o cinturão.
Ele agora busca novos horizontes na carreira. Segundo o boxeador, haverá um investimento maior na carreira internacional e o título mundial deve ser o próximo objetivo. Ele mesmo declara que o público brasileiro e de Poços de Caldas vai demorar a vê-lo novamente em ação.
Fumaça, que conta com apoio da Climepe/Oxicooper, Academia Performance e é treinado por Mike Miranda, vai buscar confrontos fora do país e que o deixem mais próximo do título do mundo em sua categoria. Baiano de nascimento mas poços-caldense de coração, o atleta está vivendo o auge da carreira e a possibilidade de título mostra que sua decisão veio no momento mais correto. Hoje o boxeador é muito respeitado no país e encontrar adversários à sua altura está cada vez mais difícil.

Alcoa é campeã da Taça Mané da Pinta

Um torneio relâmpago, mas muito bem organizado pela Associação Atlética Caldense, movimentou o futsal neste final de semana. Seis equipes tradicionais da cidade disputaram a Taça Mané da Pinta. Na decisão do último domingo a Alcoa fez 3x1 na URCP e ficou com o título.
“Foi um campeonato de ótimo nível, a Alcoa se sagrou campeã pelo quinto ano consecutivo”, disse Erik Pereira da Silva.
A Caldense, equipe anfitriã, terminou a competição em quarto lugar enquanto que Craque de Ouro foi o terceiro colocado.
“Foi uma homenagem muito justa para o Mané, nosso time foi muito bem, conseguimos chegar à final e faltou pouco para ganharmos da Alcoa, agora precisamos treinar mais algumas jogadas, que faltaram para nosso time, como o chute do goleiro na saída de bola”, diz Geraldo Flora (Loló), técnico vice-campeão pela URCP. Loló e Luciano Ramos são responsáveis pela escolinha do Conjunto Habitacional, que este ano foi um dos grandes destaques da cidade. O time esteve em quase todas as decisões.
A Taça Mané da Pinta é uma das últimas competições da temporada do esporte especializado da Caldense. Ainda restam alguns eventos mas o calendário já está quase completo. Desde que assumiu o especializado do clube Wagner Sidnei tem se desdobrado na função de não deixar parar as atividades do clube.
“A Taça Mané da Pinta foi um ótimo campeonato, pena que não pode ser maior. Esse ano recebemos muitos torneios na Caldense como Jogos Nacionais, Joju, Jojuninho. Foi um calendário muito apertado, mas fica a promessa para que no ano que vem possamos fazer um campeonato estendido”, disse Wagner Sidnei.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Definidos os semifinalistas da Taça Mané da Pinta

Mané da Pinta, uma das personalidades mais marcantes da história do futebol de base de Poços de Caldas, está sendo homenageado pelo departamento de esporte especializado da Caldense. Neste final de semana está em disputa a taça que leva seu nome e que reúne seis equipes da cidade na categoria 95/96.
Na primeira rodada realizada ontem foram marcados 46 gols, em jogos que definiram os times semifinalistas. Confira os resultados: Caldense 10x4 Sporting Aphas; Craque de Ouro 4x1 Bola na Rede; URCP 8x1 Caldense; Bola na Rede 2x5 Alcoa; Sporting Aphas 1x9 URCP e Alcoa 5x2 Craque de Ouro. Os confrontos de hoje nas semifinais serão: 9h URCP x Craque de Ouro e 9h40 Caldense x Alcoa. A final está marcada para 10h50.
“Fico feliz com mais uma homenagens para meu pai entre as muitas desde que ele nos deixou. Agradeço ao Wagner e ao Laércio Martins. É muito gratificante ver que o nome de meu pai não etá esquecido pelo clube. Ele construiu uma história bonita dentro da Caldense desde sua chegada a Poços de Caldas aos 17 anos. Aqui ele começou jogando futebol, depois treinou a molecada, se tornando um verdadeiro descobridor de talentos. Ele sempre foi Caldense de coração e essa homagem me emociona muito”, disse Paulo Sérgio, o Manézinho, filho de Mané da Pinta.
Para Wagner Sidney, o Tosão, diretor de esportes especializado da Caldense, o torneio presta uma justa homenagem ao Mané da Pinta. Wagner foi responsável por toda a organização do torneio. “O sucesso da competição é a resposta de que fizemos a coisa certa. Neste sábado pudemos presenciar bons jogos e uma garotada que está jogando um futsal de alto nível. O Mané merece essa homenagem por toda a sua história dentro do clube”, disse Wagner.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Poços-caldense chega ao “Fim do Mundo” de bicicleta

Existem atletas que sentem necessidade de algo mais, uma grande aventura, uma sensação de liberdade que apenas o esporte mais ousado pode proporcionar. Adilson Dorvalino Fernandes, veterano ciclista de Poços de Caldas, é um destes exemplos. Vivendo para o esporte desde criança, ele gosta da adrenalina nas alturas e não mede esforço para ter aventuras sensacionais em várias partes do Brasil e das Américas. Sua última viagem radical foi até a Patagônia, inóspita região situada ao sul da Argentina e do Chile, e cortada pela Cordilheira dos Andes. Ela vem sendo um dos novos destinos de aventureiros do mundo todo em busca de superação de desafios.
A Transpatagônia tem início no litoral do Chile, na cidade de Puerto Montt, no Pacífico, e termina em Puerto Madrín, no litoral da Argentina, no Atlântico.
Foram vários dias dormindo em barracas, hospedarias ou albergues e até em postos de gasolina, sem qualquer conforto e enfrentando temperaturas próximas de zero grau à noite e calor de deserto durante o dia. ''Pedalar debaixo daquele sol escaldante, sem enxergar nenhuma árvore num raio de quilômetros, foi difícil. Mas o sentimento era de vitória ao concluir cada etapa. Valeu a pena'', disse Adilson.
Sua aventura começou no dia 14 de outubro com a viagem de São Paulo para Santiago no Chile, primeiro de avião e depois de ônibus. No dia 15 ele iniciou sua aventura de bicicleta num trajeto cheio de obstáculos mas de uma beleza muito grande, segundo ele conta. Ao todo o aventureiro de Poços de Caldas pedalou 3.100 km partindo da cidade de Temuco no Chile até Ushuaia na Argentina. “Realizei um sonho antigo de conhecer a Patagônia, principalmente a Argentina. Vi lagos, florestas e vulcões numa região de uma beleza que com palavras não tem como definir”, disse Adilson.
Um dos pontos mais destacados por ele durante a travessia foi a solidariedade e amizade de pessoas que encontrava pelo caminho. “Sempre havia um lugar para comer, um lugar para dormir e um calor humano que faz qualquer sacrifício valer a pena”, disse.
Com os dias contados, a aventura teve de ser muito bem calculada. Segundo Adilson, logo nas primeiras pedaladas as dificuldades criadas pelas condições climáticas já davam uma amostra das muitas dificuldades que estariam por vir. “Tive que dormir quatro noites num albergue pois era impossível pedalar, a neve estava muito forte e a estrada coberta por uma grossa camada branca”, contou.
Para registrar tudo Adilson tinha um diário em que todos os detalhes eram descritos da forma mais fiel possível. Muitas fotos também foram tiradas para que amigos e familiares pudessem desfrutar um pouco da sensação da viagem do poços-caldense. “Passei muito frio, o vento era forte demais e diversas vezes tinha que parar para que não fosse arrastado. Outra grande dificuldade foram algumas estradas com piso de pedra. Este tipo de piso aumenta o risco de uma queda pois o pneu fica mais exposto e pode estourar proporcionando uma queda,” disse.
Depois de passar por muitas dificuldades, vento e frio, Adilson disse que a parte final da viagem compensou todas as dificuldades. A paisagem composta por imensas montanhas brancas de gelo, lagos maravilhosos e florestas à beira da estrada é algo de uma beleza tão grande que jamais alguém consegue esquecer.
“Cheguei em Ushuaia num sábado, debaixo de uma chuva, gelo e temperatura muito baixa, parei para me aquecer em bares, postos de gasolina e pontos de ônibus. Quando cheguei na cidade e finalmente consegui um abrigo só queria saber de um belo banho e cama. O domingo lembrava aqueles natais que a gente só vê em filmes norte-americanos. Muita neve, árvores brancas e chaminés enfumaçadas. Um dia lindo, um cenário de cartão postal”, lembra o cilcista. Depois desta bela imagem Adilson pegou novamente a estrada, em mais um dia inteiro tendo com parceira sua amiga bicicleta até chegar ao Parque Nacional do Fim do Mundo. “Nunca vi um lugar tão belo. Mesmo com um frio insuportável, coberto até os olhos, fiquei encantado”, disse ele.
Durante o relato de sua aventura, Adilson não se cansa de falar dos amigos que fez. “Conheci muita gente, me surpreendi com a educação dos chilenos e argentinos que me trataram muito bem. Parecia que a gente era conhecido de longa data. Quando eu chegava numa cidade, numa vila, lugarejo, pessoas me incentivavam a continuar com buzinas e gritos de “arriba Brasil” e foi emocionante”, conta ele que levava uma bandeira brasileira na sua bicicleta.

Exposição
Em 2009 Adilson completou 15 anos de muitas viagens. O aventureiro tem um material muito grande e rico dessas aventuras e um dos planos é fazer uma exposição. “Tenho esse projeto para mostrar tudo o que já consegui através do esporte e também divulgar o ciclismo que para mim é uma atividade sensacional, fonte de saúde e também de inclusão social”, disse.

Apoio
A aventura de Adilson só foi possível graças à ajuda de alguns parceiros. “Não posso esquecer meus amigos e empresas, como a Casa de Carnes Frimer, O Boticário, Sudeste Móveis Escolares, Vila Shop e, em especial, ao Lelo, secretário de Esportes, que, juntamente com sua equipe, me ajudou muito nesta inesquecível viagem. Lembro ainda o pessoal da Pedal Poços que através do Elber e do Derson também teve um papel importante na minha jornada. Não posso esquecer de agradecer meus familiares. Minha esposa Stella e meus filhos, razão de minha vida e que me incentivam o tempo todo”, finalizou Adilson.

Aventuras passadas
Além do esporte de aventura Adilson participa ativamente do calendário esportivo de Poços de Caldas. O ciclista compete no mountain bike e ainda se arrisca em provas de atletismo, contabilizando 15 participações na Volta ao Cristo, tradicional prova local. “Tenho orgulho de ter corrido a primeira edição da Volta ao Cristo. O esporte é a melhor forma de manter corpo e mente sãos”, fala ele.
Ainda dentro do esporte de Poços de Caldas, Adilson ostenta um importante feito. Ele é um dos maiores campeões das Olimpíadas dos Trabalhadores nas modalidades de atletismo e ciclismo.
Adilson já viajou por todo o litoral brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, quando percorreu aproximadamente 8.500 km de bicicleta. Chapada Diamantina (15 dias), Serra da Bocaína (8 dias), Serra da Canastra ( 8 dias), Serra Gaúcha e Serra Geral-SC (18 dias) e Rio do Rastro, São Joaquim (15 dias) são as principais aventuras do ciclista pelo Brasil, que ainda pedalou cerca de 4.500 km pela Cordilheira dos Andes, percorrendo Santiago, Argentina, Uruguai, sul do Brasil até Poços de Caldas.
Adilson ainda pedalou de Corumbá-MS até o altiplano boliviano, como lago Titicaca, foi até a cidade de Cuzco no Peru e Machu Pichu, num trajeto de 3.500 km enfrentando uma altitude de até 4.950 metros.
O ciclista de Poços de Caldas também tem um grande respeito na região já que participa de algumas provas pelo sul de Minas. Nacionalmente, Adilson também busca seu espaço e possui alguns títulos no mountain bike.
“Acho que toda minha história no esporte é o maior incentivo para novas aventuras”, fala.

O diário da aventura de Adilson

14/10 – Saída de São Paulo para Santiago (avião) depois Temuco (ônibus)
15/10 – Saída de bike de Temuko (Chile) até Villarrica (Chile)
16/10 – Vilarrica (Chile), Passo Tromem (Vulcão Lanin-Argentina)
17/10 – Vulcão Lanin a San Martin de Los Andes
18/10 – San Martin até a Villa de La Angustura (Argentina)
19/10 – Villa de La Angustura a Bariloche
20/10 – Bariloche a El Bolson (Argentina)
21/10 – El Bolson a Esquel-chuva-Argentina
22/10 – Esquel-neve
23/10 – Esquel-neve
24/10 – Esquel-neve
25/10 – Esquel a Tecka
26/10 – Tecka a Facundo
27/10 – Facundo a Ryo Mayo
28/10 – Ryo Mayo a El Pluma a Las Heras
29/10 – Las Heras a Pico truncado
30/10 – Pico Truncado a Porto San Julian

NOVEMBRO
01/11 – Porto San Julian a Piedra Buena
02/11 – Piedra Buena a Paraje a Le Marchand
03/11 – Le Marchand a Rio Gallegos
04/11 – Rio Gallegos a Mont Aimond (Chile) a El Sombrero
05/11 – El Sombrero a Rio Grande (Argentina)
06/11 – Rio Grande a Tolhuin (Lago Escondido)
07/11 – Tolhuin a Ushuaia-neve
08/11 – Ushuaia ao Parque Nacional Lapataia (Fim do Mundo)
09/11 – Volta-neve
10/11 – Volta-neve
11/11 – Volta-neve – Pedalando aproximadamente 3.000 km
12/11 – Volta
13/11 – Volta
14/11 – Volta
15/11 – Chegada a Poços de Caldas às 2h da manhã

Seis equipes disputam Taça Mané da Pinta

Neste final de semana acontece nas dependências da Associação Atlética Caldense a Taça Nané da Pinta de Futsal. O torneio será disputado pela Caldense, Sporting Aphas, Craque de Ouro, Bola na Rede, URCP e Alcoa. "Mais um evento que vai movimentar a bola pesada em Poços de Caldas e temos certeza de que quem prestigiar o evento vai acompanhar boas partidas", disse Wagner, diretor do esporte especializado da Caldense. (Paulo Vitor Campos)
TABELA

SÁBADO 12 DE DEZEMBRO DE 2009

A.A. Caldense X Sporting Aphas
Craque de Ouro X Bola na Rede
URCP X A.A. Caldense
Bola na Rede X Alcoa
Sporting Aphas X URCP
Alcoa X Craque de Ouro

DOMINGO 13 DE DEZEMBRO DE 2009

Semi-Final1o. Classif. G1 X 2o. Classif. G2
Semi-Final2o. Classif. G1 X 1o. Classif. G2

Disputa 3o. e 4o. LugaresPerdedor Jogo 7 X Perdedor Jogo 8
Disputa 1o. e 2o. LugarVencedor Jogo 7 X Vencedor jogo 8