A temporada de 2010 do futebol amador começa nesta terça-feira à noite na sede da Liga Poços-caldense de Futebol. Será realizada a reunião que definirá detalhes da Taça Campeão dos Campeões, que reunirá os vencedores dos principais campeonatos de 2009. A competição consegue agregar em uma mesma partida equipes do sub-20, que reúnem garotos no auge físico contra veteranos que mesmo tendo muita vontade e disposição dentro de campo não se encontram mais na forma ideal. Segundo o presidente da LPF Antônio Carlos dos Santos, o Ceará, são os próprios participantes dos times master que fazem questão de participar da competição. “Eles não admitem ficar de fora do torneio e como é um campeonato de abertura de temporada também acho que todos têm o direito de participar da festa”, disse Ceará.
Para participar da reunião de hoje, marcada para 10h30, foram convocados os dirigentes das equipes campeãs na temporada passada: Taça Poços de Futebol – C.A. Rosário; Campeonato Sub 20 - A. A. Caldense; Master Armando Aparecido Padroni - A.E.E. Flamengo/Tilibra; Amador Modulo I – C.R. Cruzeiro; Amador Modulo II – Guanabara F.C; Inter-bairros – Jardim Country Clube; Rural Aspirante – Cachoeirinha e Rural Titular – Ribeirão Santo Antônio.
A Taça Campeão dos Campões tem seu início no dia 17 deste mês e a reunião desta noite definirá os horários das partidas que serão disputadas em eliminatória simples. Em caso de empate o vencedor do confronto será definido através de cobranças de penalidades máximas. O torneio será disputado em três finais de semana.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Sandro Meira Ricci: árbitro revelação da CBF fala de seu amor por Poços, regras e metas
Aspirante à Fifa e considerado pela grande mídia como a revelação da arbitragem brasileira, o poços-caldense Sandro Meira Ricci é nome quase certo para representar o Brasil em futuras Copas do Mundo. Ele esteve em Poços de férias e foi entrevistado pelo Mantiqueira. Sandro conta um pouco de sua trajetória desde que deixou a cidade e fala um pouco sobre os bastidores do futebol nacional.
Mantiqueira - Até quando você viveu em Poços de Caldas?
Sandro Meira Ricci – “Sou nascido em Poços de Caldas mas com apenas dois anos de idade fui para Brasília. Meu pai, funcionário do Banco do Brasil na época, foi transferido para a capital federal. Passei infância e adolescência lá, porém, todos os feriados e férias escolares eu vinha a Poços. Eu frequentava o clube da Caldense. Joguei amadoramente futebol em Milão, na Itália, morei naquele país durante três anos. Ao retornar ao Brasil eu treinei no Brasília, uma equipe do Distrito Federal, mas percebi que a pressão era grande e eu não aguentaria e resolvi desistir de vez da ideia de ser um jogador de futebol”.
Mantiqueira – Como surgiu a vontade de ser um juiz de futebol?
Sandro Ricci – “Em 1994 eu estava acompanhando a Copa do Mundo e ao assistir à final coloquei na cabeça que queria participar de eventos importantes como aquele. Comecei a trabalhar a ideia de ser um árbitro. Conclui a faculdade de Economia e em 2003 consegui fazer o curso de árbitro, já aos 30 anos de idade. Em 2004 coloquei o primeiro apito na boca e comecei a atuar em jogos de futebol. Já naquele ano fiz finais de categorias de base em Brasília. Minha estreia no futebol profissional foi em 2005. Em 2006 passei a integrar o quadro de árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Mantiqueira – Como foram os primeiros trabalhos como árbitro da CBF?
Sandro Ricci – Infelizmente logo no primeiro ano enfrentei alguns percalços. Num jogo da Série C do Brasileiro tive uma atuação muito infeliz e acabei afastado por um ano. Só era convocado para ser reserva, atuar como quarto árbitro e não tive chance nenhuma para apitar jogos. Graças ao apoio que recebi do Jorge Paulo no final do ano de 2007, que acreditou no meu potencial e praticamente me recolocou no caminho da arbitragem, voltei a fazer jogos importantes e na época apitei a partida entre Remo e São Caetano pela Série B do Brasileiro. Essa partida decretou o rebaixamento do Remo para a Série C. Tive uma boa atuação e já no ano seguinte comecei a trabalhar em grandes campeonatos. Fiz jogos da Copa do Brasil, que é uma espécie de torneio experimental para todo juiz de futebol, fiz muitos jogos da série B e cinco jogos da Série A em 2008. Consegui construir um nome junto à Comissão de Arbitragem da CBF. Em 2008 eu fui o árbitro que mais atuou no futebol brasileiro incluindo as vezes em que fui juiz principal e quarto árbitro.
Mantiqueira – 2009 foi o seu grande ano?
Sandro Ricci – Em 2009 comecei a ter mais oportunidades e fortaleci meu nome no cenário nacional. Fiz 17 jogos da principal divisão do nosso futebol, perdi 15 sorteios e de 38 rodadas eu participei de 32, novamente fui o juiz que mais atuou pela CBF. Acabei sendo eleito de forma oficiosa pela imprensa brasileira como a revelação da arbitragem brasileira em 2009 e isso para mim foi uma grata surpresa. Em 2009 ainda acabei passando ao posto de aspirante do quadro da Fifa. O Brasil tem hoje 10 árbitros aspirantes à Fifa e eu sou um deles. Nossos jogos (Copa do Brasil e Brasileiro das séries D, C, B e A) são avaliados pela CBF e novamente me destaquei e fui o árbitro que teve a melhor média da avaliação.
Mantiqueira – Como é lidar com a pressão de grandes jogos?
Sandro Ricci – A preparação da arbitragem hoje é fechada em quatro pilares: o técnico, que é a condição do árbitro para apitar uma partida, o físico, que mostra se ele tem condições de fazer uma partida, o mental, que avalia se ele tem condições de suportar as pressões de um jogo de futebol, incluindo torcida, imprensa e dirigentes, e, finalizando, o social, que avalia o árbitro fora dos campos de futebol, sua formação acadêmica, intelectual, a vida social regrada, pois acabamos nos tornando um bem público. O árbitro não pode trabalhar esses pilares de maneira separada. É preciso trabalhar bem o lado psicológico para reagir bem a todo o tipo de pressão. No começo de carreira você fica impressionado com as pressões mas depois acaba se acostumando devido à experiência que se adquire. O que não pode é o árbitro deixar se levar por essas pressões, normais dentro do futebol.”
Mantiqueira – Você não acha que a arbitragem no Brasil deveria ser profissionalizada?
Sandro Ricci – “Sob um aspecto eu acho que sim. A partir do momento em que existir o juiz profissional da arbitragem ele vai se dedicar exclusivamente a trabalhar os quatro pilares que comentei antes. Por outro lado, a arbitragem como é hoje, que atua em jogos profissionais mas é amadora no ponto de vista legal, nos obriga a compartilhar profissões: a atividade de arbitragem com a profissão que sustenta sua família. Obviamente você se dedicando ao seu trabalho estará tendo menos tempo para se dedicar à arbitragem. Atualmente, o juiz de futebol é muito cobrado, por outro lado, ele não tem essa estrutura que dê a condição de atuar melhor. Fiz um campeonato abençoado em 2009 mas em 2010 tenho que ter atuações melhores, porém, nada é oferecido para essa melhoria a não ser a continuidade do trabalho sério, treinando todos os dias. Para se profissionalizar é preciso muito além de uma carteira assinada, você precisaria ter um plano de saúde, uma condição de treinar a parte física, um plano de acompanhamento de um nutricionista, fisioterapeuta. Acredito na profissionalização desde que ela ofereça ferramentas para que você possa se desenvolver como um atleta. Acho que o Brasil não esteja ainda preparado para isso. Não conheço ninguém que queira ser patrão de árbitro. Acredito que as federações não estão dispostas a dar essa estrutura e arcar com essa responsabilidade. Esse pensamento no Brasil ainda é muito verde, muito recente. Embora as equipes exijam do árbitro uma atuação melhor e sem erros ninguém quer pagar a conta disso. Então, acredito na profissionalização com uma forma de melhorar o árbitro mas vejo que isso ainda é uma realidade distante no Brasil”.
Mantiqueira - “Como você concilia sua preparação para os jogos com as atividades profissionais?
Sandro Ricci – “Praticamente em todos os momentos em que não estou trabalhando ou não tenho compromissos familiares, estou treinando pra estar bem durante as partidas dos campeonatos. Eu mesmo tenho minha academia, meu preparador físico, ou seja, uma estrutura. Tenho condições de ter um plano de saúde. Minha rotina semanal é composta de treinos diários em academias ou pista de atletismo, simulação de partidas. Procuro me preparar o melhor possível para suportar bem uma partida de futebol profissional”.
Mantiqueira – Qual a diferença de um jogo entre grandes equipes e um entre times pequenos para um juiz de futebol?
Sandro Ricci – Para o juiz todos os jogos têm que ter o mesmo peso, não existe camisa em jogo. Se não for assim ele não vai conseguir ter sucesso. A única vez que tive insucesso na arbitragem durante uma partida da Série C foi porque não dei a relevância que aquele jogo deveria ter tido. Lógico que a repercussão de um Fla-Flu, de um Corinthians e Palmeiras é muito maior que a de uma partida que reúne equipes menores do nosso futebol, mas o juiz sério tem que encarar todos os jogos como uma decisão e procurar fazer o trabalho da melhor forma possível, caso contrário ele não vai longe na profissão. Como eu já disse anteriormente, todos os jogos são avaliados por uma comissão da CBF. Encaramos nossa função de forma profissional e assim conseguimos ver todos os jogos de maneira igual, independentemente das divisões para as quais essas partidas são válidas”.
Mantiqueira – Qual o jogador mais complicado: aquele famoso ou aquele que está buscando o seu espaço?
Sandro Ricci – Na verdade não é difícil lidar com nenhum deles. O que acho realmente mais difícil é você não ter direito de resposta. Somos analisados por um lance, criticados, às vezes de uma forma injusta. A pressão da torcida, do dirigente ou do jogador a gente está preparado, não vejo nenhuma de forma negativa. O árbitro tem que estar preparado para isso ou automaticamente não tem condições de atuar numa partida de futebol. A pressão é nivelada, cada um tem seu papel. Para mim a pior pressão é a da imprensa devido a críticas que fazem sem te dar uma chance de se defender. A Fifa também não nos permite falar sobre a parte técnica e chega a ser desumano você ser criticado por um lance e não ter ninguém para analisar seu erro de forma positiva, tentando descobrir o porquê do erro. Geralmente só focam numa crítica que não é nada construtiva. Por essas razões, acho que a pressão da imprensa é a pior para um juiz de futebol”.
Mantiqueira – Como você vê a possibilidade de mais um árbitro auxiliar atrás dos gols?
Sandro Ricci – Sou completamente a favor da colocação de mais um árbitro atrás dos gols. Isso já foi adotado pela Federação do Rio de Janeiro e quanto mais olhos para enxergar o que as câmeras veem melhor. Qualquer ajuda é bem-vinda. Resta saber se nossos dirigentes estarão dispostos a implantar no Brasil todo, pois isso gera um custo alto e não sei até que ponto vai existir interesse em bancar mais essas despesas”.
Mantiqueira – Você acha que em casos em que um juiz influi diretamente num resultado de um jogo ele deveria ser repetido?
Sandro Ricci – “Esses julgamentos são feitos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. É importante esclarecer que existe o erro de direito e o erro de fato. O erro de fato é o erro de interpretação, é o erro do ser humano que olha o lance e enxerga outra coisa do que a imagem mostra. É o caso da mão do Henry no jogo entre França e Irlanda. Apesar de ter ficado evidente que aquilo foi mão, o árbitro não viu o lance e isso se caracterizou como erro de fato. Esse tipo de erro não permite que a partida seja realizada novamente. O erro de direito mostra um desconhecimento de regra. Vamos supor que um time joga com 12 jogadores, ganha o jogo e isso é validado pelo juiz. Neste caso caberia a anulação da partida. Todos se preocupam com o erro do árbitro e acho que a preocupação teria que ser em investimento na arbitragem para evitar que fatos assim ocorram.”
Mantiqueira – Na hora do pênalti, como você vê as paradinhas que se tornaram frequentes e até que ponto um goleiro pode se mexer?
Sandro Ricci – Para o goleiro a regra diz que ele não pode tirar os dois pés de cima da linha antes da cobrança. Por outro lado, as instruções da Fifa, que também fazem parte da regra, dizem que o árbitro assistente só deve assinalar a infração se o goleiro se adiantar descaradamente, ou seja, entre não tirar os pés da linha e se adiantar descaradamente existe um espaço que deve ser trabalhado em favor da arbitragem. Logicamente que o árbitro tem que ter bom senso, tomar uma decisão que atenda as duas equipes, que não interfira no trabalho dos times. O impulso do goleiro é natural para defender uma bola mas ao adiantamento, tirando os dois pés da linha, cabe uma punição. Com relação às paradinhas também existe muita polêmica. Me lembro que num jogo entre Atlético Paranaense e Palmeiras, em 2008, houve um pênalti para o Atlético e o Marcos, goleiro do Palmeiras, chegou pra mim e perguntou se eu iria permitir a jogada. Não respondi nada ao Marcos e solicitei que ele retornasse ao gol. Na cobrança o atacante do Atlético deu a paradinha, o Marcos caiu e o jogador marcou o gol. Marcos ficou muito irritado. Segundo ele e os demais jogadores do Palmeiras, na época alguns árbitros não aceitavam o lance como válido mas outros sim. Houve uma polêmica, uma grande discussão naquele momento e depois a paradinha foi legitimada no futebol brasileiro. Não vemos essa paradinha em nenhum outro país do mundo. O Blater, quando esteve no Brasil, fez alguns comentários sobre a paradinha mas até o momento essa jogada não tem nenhuma irregularidade no futebol brasileiro. A regra te dá espaços mas acho que a Fifa deveria tomar uma posição em relação a isso. O jogador brasileiro é criativo e às vezes surpreende até mesmo a Fifa. Pela CBF a paradinha está legitimada e eu vou seguir a regra. Sou a favor do bom futebol e contra qualquer iniciativa que iniba a criatividade do jogador”.
Mantiqueira – Qual jogador do futebol brasileiro é o melhor para se trabalhar e qual é complicado dentro de campo?
Sandro Ricci – Não vou citar quem é o pior por questões óbvias. Aquele jogador que se limita a jogar bola não reclama do árbitro, não fala com a arbitragem, é o melhor de se trabalhar. Maior exemplo hoje é o Petkovit do Flamengo que esse ano jogou muita bola e não fala quase nada com a arbitragem. O jogador fala com a arbitragem por dois motivos, ou ele está cansado ou não está jogando nada. Grandes craques como Zico e Romário, pessoas que realmente jogaram o fino do futebol, você não via falar com o juiz de futebol. Quem reclama não joga e quem joga não fala com o árbitro. Outro grande exemplo é o Hernanes do São Paulo, que é uma pessoa educada, joga muito e respeita a arbitragem”.
Mantiqueira - Quais são suas metas dentro da arbitragem brasileira?
Sandro Ricci – Primeiramente quero fazer parte do quadro da Fifa. Não penso ainda em apitar um jogo internacional ou de Copa do Mundo, tudo tem que ser feito dentro do tempo certo. Primeiro que entrar para o quadro da Fifa e depois sim pensar em competições fora do país. Quero em 2010 fazer um excelente Campeonato Brasileiro. Se não entrar agora para o quadro da entidade máxima do futebol mundial vou ter paciência e esperar 2011 quando o Simon se aposenta e poderei ter minha chance”.
Mantiqueira – Você acompanha o esporte de Poços de Caldas”
Sandro Ricci – Hoje a internet não permite mais que você se distancie de suas origens. Sei o que está acontecendo aqui, fiquei triste ao saber que a Caldense havia caído para a segunda divisão. A Caldense tem uma tradição de estar entre os principais de Minas, foi campeã em 2002 e aquela situação me entristeceu. Depois fiquei satisfeito em saber que a cidade tem outra equipe profissional, que é o Poços de Caldas FC, e torço muito pelo seu sucesso no futebol do interior mineiro e quem sabe do futebol brasileiro. Desejo que a Caldense se mantenha na primeira divisão e brigue por títulos nesta divisão e torço para que o Poços de Caldas consiga também o seu acesso. Ou seja, torço muito para o futebol desta terra maravilhosa.
Mantiqueira – Existe alguma possibilidade de você fazer parte do quadro da Federação Mineira de Futebol?
Sandro Ricci – “Isso dependeria de um convite. A Federação Mineira hoje é muito bem servida de árbitros, grandes nomes do Brasil estão na FMF, tive oportunidade de trabalhar com alguns e acho que a FMF não precisa de mim. Por outro lado devo muito à Federação de Brasília. Foi ela quem me abriu as portas, me deu oportunidades, me acolheu muito bem. Tenho uma dívida de gratidão grande com a Federação de Brasília. Existe uma possibilidade de atuar em alguma partida do Campeonato Mineiro por convite mas não vejo nenhuma necessidade pois o quadro da FMF é muito bom.
Mantiqueira – Quais familiares você ainda possui em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Todos os irmãos de minha mãe e de meu pai são de Poços de Caldas. Em Brasília estão meus pais, eu, minha esposa Gabriela e meus filhos, os demais moram aqui. Então minha ligação com Poços de Caldas é forte pois meus parentes todos estão aqui”.
Mantiqueira – Qual sua equipe de coração?
Sandro Ricci – Claro que todo árbitro já teve sua equipe de coração quando não atuava em competições. Eu não sou uma exceção, já fui fanático, tive minha equipe mas hoje sou um torcedor da seleção brasileira. Infelizmente a população não separa o árbitro. Então, hoje, de coração, me declaro torcedor apaixonado, além da seleção, da Caldense e do Poços de Caldas.
Mantiqueira – Como você vê a arbitragem feminina nos dias de hoje?
Sandro Ricci – Para bandeirar acho muito bom. Elas são mais detalhistas que os homens e o trabalho acaba sendo até melhor. Para apitar não acho que seja o ideal. Não porque elas sejam incapazes, mas sim pelo físico. O homem é mais forte, corre mais e elas não conseguem acompanhar. Se a mulher conseguisse atuar entre os homens a Marta certamente estaria jogando em algum time masculino. Ela é a melhor do mundo mas não aguentaria um jogo de futebol masculino. Eles são mais fortes e logo ela estaria com alguma contusão séria. Não estou sendo machista. É apenas uma questão física. Gosto muito do trabalho das mulheres, mas no esporte existem limitações que precisam ser respeitadas”.
Mantiqueira – Você pensa em um dia voltar a morar em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Como um apaixonado por essa cidade eu pretendo sim um dia voltar a morar aqui. Nessa minha passagem fiz contatos importantes com muitas pessoas, com a imprensa da cidade, com os clubes, enfim, a sociedade futebolística de Poços me recebeu muito bem. Meu sonho é que ao encerrar minha carreira, espero que somente aos 45 anos, como árbitro internacional, quem sabe um dia não apite um clássico local entre Caldense e Poços de Caldas e que esse jogo seja amistoso, para que seja uma partida mais tranquila de apitar. Esse é meu desejo”.
Mantiqueira - Até quando você viveu em Poços de Caldas?
Sandro Meira Ricci – “Sou nascido em Poços de Caldas mas com apenas dois anos de idade fui para Brasília. Meu pai, funcionário do Banco do Brasil na época, foi transferido para a capital federal. Passei infância e adolescência lá, porém, todos os feriados e férias escolares eu vinha a Poços. Eu frequentava o clube da Caldense. Joguei amadoramente futebol em Milão, na Itália, morei naquele país durante três anos. Ao retornar ao Brasil eu treinei no Brasília, uma equipe do Distrito Federal, mas percebi que a pressão era grande e eu não aguentaria e resolvi desistir de vez da ideia de ser um jogador de futebol”.
Mantiqueira – Como surgiu a vontade de ser um juiz de futebol?
Sandro Ricci – “Em 1994 eu estava acompanhando a Copa do Mundo e ao assistir à final coloquei na cabeça que queria participar de eventos importantes como aquele. Comecei a trabalhar a ideia de ser um árbitro. Conclui a faculdade de Economia e em 2003 consegui fazer o curso de árbitro, já aos 30 anos de idade. Em 2004 coloquei o primeiro apito na boca e comecei a atuar em jogos de futebol. Já naquele ano fiz finais de categorias de base em Brasília. Minha estreia no futebol profissional foi em 2005. Em 2006 passei a integrar o quadro de árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Mantiqueira – Como foram os primeiros trabalhos como árbitro da CBF?
Sandro Ricci – Infelizmente logo no primeiro ano enfrentei alguns percalços. Num jogo da Série C do Brasileiro tive uma atuação muito infeliz e acabei afastado por um ano. Só era convocado para ser reserva, atuar como quarto árbitro e não tive chance nenhuma para apitar jogos. Graças ao apoio que recebi do Jorge Paulo no final do ano de 2007, que acreditou no meu potencial e praticamente me recolocou no caminho da arbitragem, voltei a fazer jogos importantes e na época apitei a partida entre Remo e São Caetano pela Série B do Brasileiro. Essa partida decretou o rebaixamento do Remo para a Série C. Tive uma boa atuação e já no ano seguinte comecei a trabalhar em grandes campeonatos. Fiz jogos da Copa do Brasil, que é uma espécie de torneio experimental para todo juiz de futebol, fiz muitos jogos da série B e cinco jogos da Série A em 2008. Consegui construir um nome junto à Comissão de Arbitragem da CBF. Em 2008 eu fui o árbitro que mais atuou no futebol brasileiro incluindo as vezes em que fui juiz principal e quarto árbitro.
Mantiqueira – 2009 foi o seu grande ano?
Sandro Ricci – Em 2009 comecei a ter mais oportunidades e fortaleci meu nome no cenário nacional. Fiz 17 jogos da principal divisão do nosso futebol, perdi 15 sorteios e de 38 rodadas eu participei de 32, novamente fui o juiz que mais atuou pela CBF. Acabei sendo eleito de forma oficiosa pela imprensa brasileira como a revelação da arbitragem brasileira em 2009 e isso para mim foi uma grata surpresa. Em 2009 ainda acabei passando ao posto de aspirante do quadro da Fifa. O Brasil tem hoje 10 árbitros aspirantes à Fifa e eu sou um deles. Nossos jogos (Copa do Brasil e Brasileiro das séries D, C, B e A) são avaliados pela CBF e novamente me destaquei e fui o árbitro que teve a melhor média da avaliação.
Mantiqueira – Como é lidar com a pressão de grandes jogos?
Sandro Ricci – A preparação da arbitragem hoje é fechada em quatro pilares: o técnico, que é a condição do árbitro para apitar uma partida, o físico, que mostra se ele tem condições de fazer uma partida, o mental, que avalia se ele tem condições de suportar as pressões de um jogo de futebol, incluindo torcida, imprensa e dirigentes, e, finalizando, o social, que avalia o árbitro fora dos campos de futebol, sua formação acadêmica, intelectual, a vida social regrada, pois acabamos nos tornando um bem público. O árbitro não pode trabalhar esses pilares de maneira separada. É preciso trabalhar bem o lado psicológico para reagir bem a todo o tipo de pressão. No começo de carreira você fica impressionado com as pressões mas depois acaba se acostumando devido à experiência que se adquire. O que não pode é o árbitro deixar se levar por essas pressões, normais dentro do futebol.”
Mantiqueira – Você não acha que a arbitragem no Brasil deveria ser profissionalizada?
Sandro Ricci – “Sob um aspecto eu acho que sim. A partir do momento em que existir o juiz profissional da arbitragem ele vai se dedicar exclusivamente a trabalhar os quatro pilares que comentei antes. Por outro lado, a arbitragem como é hoje, que atua em jogos profissionais mas é amadora no ponto de vista legal, nos obriga a compartilhar profissões: a atividade de arbitragem com a profissão que sustenta sua família. Obviamente você se dedicando ao seu trabalho estará tendo menos tempo para se dedicar à arbitragem. Atualmente, o juiz de futebol é muito cobrado, por outro lado, ele não tem essa estrutura que dê a condição de atuar melhor. Fiz um campeonato abençoado em 2009 mas em 2010 tenho que ter atuações melhores, porém, nada é oferecido para essa melhoria a não ser a continuidade do trabalho sério, treinando todos os dias. Para se profissionalizar é preciso muito além de uma carteira assinada, você precisaria ter um plano de saúde, uma condição de treinar a parte física, um plano de acompanhamento de um nutricionista, fisioterapeuta. Acredito na profissionalização desde que ela ofereça ferramentas para que você possa se desenvolver como um atleta. Acho que o Brasil não esteja ainda preparado para isso. Não conheço ninguém que queira ser patrão de árbitro. Acredito que as federações não estão dispostas a dar essa estrutura e arcar com essa responsabilidade. Esse pensamento no Brasil ainda é muito verde, muito recente. Embora as equipes exijam do árbitro uma atuação melhor e sem erros ninguém quer pagar a conta disso. Então, acredito na profissionalização com uma forma de melhorar o árbitro mas vejo que isso ainda é uma realidade distante no Brasil”.
Mantiqueira - “Como você concilia sua preparação para os jogos com as atividades profissionais?
Sandro Ricci – “Praticamente em todos os momentos em que não estou trabalhando ou não tenho compromissos familiares, estou treinando pra estar bem durante as partidas dos campeonatos. Eu mesmo tenho minha academia, meu preparador físico, ou seja, uma estrutura. Tenho condições de ter um plano de saúde. Minha rotina semanal é composta de treinos diários em academias ou pista de atletismo, simulação de partidas. Procuro me preparar o melhor possível para suportar bem uma partida de futebol profissional”.
Mantiqueira – Qual a diferença de um jogo entre grandes equipes e um entre times pequenos para um juiz de futebol?
Sandro Ricci – Para o juiz todos os jogos têm que ter o mesmo peso, não existe camisa em jogo. Se não for assim ele não vai conseguir ter sucesso. A única vez que tive insucesso na arbitragem durante uma partida da Série C foi porque não dei a relevância que aquele jogo deveria ter tido. Lógico que a repercussão de um Fla-Flu, de um Corinthians e Palmeiras é muito maior que a de uma partida que reúne equipes menores do nosso futebol, mas o juiz sério tem que encarar todos os jogos como uma decisão e procurar fazer o trabalho da melhor forma possível, caso contrário ele não vai longe na profissão. Como eu já disse anteriormente, todos os jogos são avaliados por uma comissão da CBF. Encaramos nossa função de forma profissional e assim conseguimos ver todos os jogos de maneira igual, independentemente das divisões para as quais essas partidas são válidas”.
Mantiqueira – Qual o jogador mais complicado: aquele famoso ou aquele que está buscando o seu espaço?
Sandro Ricci – Na verdade não é difícil lidar com nenhum deles. O que acho realmente mais difícil é você não ter direito de resposta. Somos analisados por um lance, criticados, às vezes de uma forma injusta. A pressão da torcida, do dirigente ou do jogador a gente está preparado, não vejo nenhuma de forma negativa. O árbitro tem que estar preparado para isso ou automaticamente não tem condições de atuar numa partida de futebol. A pressão é nivelada, cada um tem seu papel. Para mim a pior pressão é a da imprensa devido a críticas que fazem sem te dar uma chance de se defender. A Fifa também não nos permite falar sobre a parte técnica e chega a ser desumano você ser criticado por um lance e não ter ninguém para analisar seu erro de forma positiva, tentando descobrir o porquê do erro. Geralmente só focam numa crítica que não é nada construtiva. Por essas razões, acho que a pressão da imprensa é a pior para um juiz de futebol”.
Mantiqueira – Como você vê a possibilidade de mais um árbitro auxiliar atrás dos gols?
Sandro Ricci – Sou completamente a favor da colocação de mais um árbitro atrás dos gols. Isso já foi adotado pela Federação do Rio de Janeiro e quanto mais olhos para enxergar o que as câmeras veem melhor. Qualquer ajuda é bem-vinda. Resta saber se nossos dirigentes estarão dispostos a implantar no Brasil todo, pois isso gera um custo alto e não sei até que ponto vai existir interesse em bancar mais essas despesas”.
Mantiqueira – Você acha que em casos em que um juiz influi diretamente num resultado de um jogo ele deveria ser repetido?
Sandro Ricci – “Esses julgamentos são feitos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. É importante esclarecer que existe o erro de direito e o erro de fato. O erro de fato é o erro de interpretação, é o erro do ser humano que olha o lance e enxerga outra coisa do que a imagem mostra. É o caso da mão do Henry no jogo entre França e Irlanda. Apesar de ter ficado evidente que aquilo foi mão, o árbitro não viu o lance e isso se caracterizou como erro de fato. Esse tipo de erro não permite que a partida seja realizada novamente. O erro de direito mostra um desconhecimento de regra. Vamos supor que um time joga com 12 jogadores, ganha o jogo e isso é validado pelo juiz. Neste caso caberia a anulação da partida. Todos se preocupam com o erro do árbitro e acho que a preocupação teria que ser em investimento na arbitragem para evitar que fatos assim ocorram.”
Mantiqueira – Na hora do pênalti, como você vê as paradinhas que se tornaram frequentes e até que ponto um goleiro pode se mexer?
Sandro Ricci – Para o goleiro a regra diz que ele não pode tirar os dois pés de cima da linha antes da cobrança. Por outro lado, as instruções da Fifa, que também fazem parte da regra, dizem que o árbitro assistente só deve assinalar a infração se o goleiro se adiantar descaradamente, ou seja, entre não tirar os pés da linha e se adiantar descaradamente existe um espaço que deve ser trabalhado em favor da arbitragem. Logicamente que o árbitro tem que ter bom senso, tomar uma decisão que atenda as duas equipes, que não interfira no trabalho dos times. O impulso do goleiro é natural para defender uma bola mas ao adiantamento, tirando os dois pés da linha, cabe uma punição. Com relação às paradinhas também existe muita polêmica. Me lembro que num jogo entre Atlético Paranaense e Palmeiras, em 2008, houve um pênalti para o Atlético e o Marcos, goleiro do Palmeiras, chegou pra mim e perguntou se eu iria permitir a jogada. Não respondi nada ao Marcos e solicitei que ele retornasse ao gol. Na cobrança o atacante do Atlético deu a paradinha, o Marcos caiu e o jogador marcou o gol. Marcos ficou muito irritado. Segundo ele e os demais jogadores do Palmeiras, na época alguns árbitros não aceitavam o lance como válido mas outros sim. Houve uma polêmica, uma grande discussão naquele momento e depois a paradinha foi legitimada no futebol brasileiro. Não vemos essa paradinha em nenhum outro país do mundo. O Blater, quando esteve no Brasil, fez alguns comentários sobre a paradinha mas até o momento essa jogada não tem nenhuma irregularidade no futebol brasileiro. A regra te dá espaços mas acho que a Fifa deveria tomar uma posição em relação a isso. O jogador brasileiro é criativo e às vezes surpreende até mesmo a Fifa. Pela CBF a paradinha está legitimada e eu vou seguir a regra. Sou a favor do bom futebol e contra qualquer iniciativa que iniba a criatividade do jogador”.
Mantiqueira – Qual jogador do futebol brasileiro é o melhor para se trabalhar e qual é complicado dentro de campo?
Sandro Ricci – Não vou citar quem é o pior por questões óbvias. Aquele jogador que se limita a jogar bola não reclama do árbitro, não fala com a arbitragem, é o melhor de se trabalhar. Maior exemplo hoje é o Petkovit do Flamengo que esse ano jogou muita bola e não fala quase nada com a arbitragem. O jogador fala com a arbitragem por dois motivos, ou ele está cansado ou não está jogando nada. Grandes craques como Zico e Romário, pessoas que realmente jogaram o fino do futebol, você não via falar com o juiz de futebol. Quem reclama não joga e quem joga não fala com o árbitro. Outro grande exemplo é o Hernanes do São Paulo, que é uma pessoa educada, joga muito e respeita a arbitragem”.
Mantiqueira - Quais são suas metas dentro da arbitragem brasileira?
Sandro Ricci – Primeiramente quero fazer parte do quadro da Fifa. Não penso ainda em apitar um jogo internacional ou de Copa do Mundo, tudo tem que ser feito dentro do tempo certo. Primeiro que entrar para o quadro da Fifa e depois sim pensar em competições fora do país. Quero em 2010 fazer um excelente Campeonato Brasileiro. Se não entrar agora para o quadro da entidade máxima do futebol mundial vou ter paciência e esperar 2011 quando o Simon se aposenta e poderei ter minha chance”.
Mantiqueira – Você acompanha o esporte de Poços de Caldas”
Sandro Ricci – Hoje a internet não permite mais que você se distancie de suas origens. Sei o que está acontecendo aqui, fiquei triste ao saber que a Caldense havia caído para a segunda divisão. A Caldense tem uma tradição de estar entre os principais de Minas, foi campeã em 2002 e aquela situação me entristeceu. Depois fiquei satisfeito em saber que a cidade tem outra equipe profissional, que é o Poços de Caldas FC, e torço muito pelo seu sucesso no futebol do interior mineiro e quem sabe do futebol brasileiro. Desejo que a Caldense se mantenha na primeira divisão e brigue por títulos nesta divisão e torço para que o Poços de Caldas consiga também o seu acesso. Ou seja, torço muito para o futebol desta terra maravilhosa.
Mantiqueira – Existe alguma possibilidade de você fazer parte do quadro da Federação Mineira de Futebol?
Sandro Ricci – “Isso dependeria de um convite. A Federação Mineira hoje é muito bem servida de árbitros, grandes nomes do Brasil estão na FMF, tive oportunidade de trabalhar com alguns e acho que a FMF não precisa de mim. Por outro lado devo muito à Federação de Brasília. Foi ela quem me abriu as portas, me deu oportunidades, me acolheu muito bem. Tenho uma dívida de gratidão grande com a Federação de Brasília. Existe uma possibilidade de atuar em alguma partida do Campeonato Mineiro por convite mas não vejo nenhuma necessidade pois o quadro da FMF é muito bom.
Mantiqueira – Quais familiares você ainda possui em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Todos os irmãos de minha mãe e de meu pai são de Poços de Caldas. Em Brasília estão meus pais, eu, minha esposa Gabriela e meus filhos, os demais moram aqui. Então minha ligação com Poços de Caldas é forte pois meus parentes todos estão aqui”.
Mantiqueira – Qual sua equipe de coração?
Sandro Ricci – Claro que todo árbitro já teve sua equipe de coração quando não atuava em competições. Eu não sou uma exceção, já fui fanático, tive minha equipe mas hoje sou um torcedor da seleção brasileira. Infelizmente a população não separa o árbitro. Então, hoje, de coração, me declaro torcedor apaixonado, além da seleção, da Caldense e do Poços de Caldas.
Mantiqueira – Como você vê a arbitragem feminina nos dias de hoje?
Sandro Ricci – Para bandeirar acho muito bom. Elas são mais detalhistas que os homens e o trabalho acaba sendo até melhor. Para apitar não acho que seja o ideal. Não porque elas sejam incapazes, mas sim pelo físico. O homem é mais forte, corre mais e elas não conseguem acompanhar. Se a mulher conseguisse atuar entre os homens a Marta certamente estaria jogando em algum time masculino. Ela é a melhor do mundo mas não aguentaria um jogo de futebol masculino. Eles são mais fortes e logo ela estaria com alguma contusão séria. Não estou sendo machista. É apenas uma questão física. Gosto muito do trabalho das mulheres, mas no esporte existem limitações que precisam ser respeitadas”.
Mantiqueira – Você pensa em um dia voltar a morar em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Como um apaixonado por essa cidade eu pretendo sim um dia voltar a morar aqui. Nessa minha passagem fiz contatos importantes com muitas pessoas, com a imprensa da cidade, com os clubes, enfim, a sociedade futebolística de Poços me recebeu muito bem. Meu sonho é que ao encerrar minha carreira, espero que somente aos 45 anos, como árbitro internacional, quem sabe um dia não apite um clássico local entre Caldense e Poços de Caldas e que esse jogo seja amistoso, para que seja uma partida mais tranquila de apitar. Esse é meu desejo”.
Tatiele fica em 19º na São Silvestre. Marcos Elias abandona
Mesmo enfrentando problemas físicos, Tatiele Roberta de Carvalho fez uma grande corrida de São Silvestre. A atleta chegou na 19ª colocação mesmo não estando na melhor de suas condições de saúde. “Senti muita fraqueza e passei muito mal”, disse ela. Tatiele é treinada por Agnaldo Alexandre e conta com apoio da Doces Guigui, do Lions Clube Urânio, Guarda Mirim, Sulparts Auto Peças e da Cooperativa de Créditos do Estado de São Paulo (Sicredi). Seu resultado foi muito bom apesar dos contratempos e ela volta a correr ainda este mês nas ruas de São Paulo. No dia 25 de janeiro Tatiele participa de uma prova em comemoração ao aniversário da capital paulista e para isso os treinamentos devem continuar nos próximos dias.
Marcos Elias
O outro atleta de Poços com chances de bom resultado em São Paulo não conseguiu concluir a prova. Marcos Queniano até teve um bom início, sendo inclusive destaque das câmeras da Rede Globo durante momentos da corrida. No entanto, logo ele foi perdendo posições até que teve que abandonar a prova. “Infelizmente senti novamente dores nos pés e tentei seguir na prova mas não deu e tive que parar”, disse Marcos que corre pelo Cruzeiro e conta com apoio da TV Poços e Farmácia Exclusiva.
Marcos Queniano disse que deve se afastar neste começo de ano das competições e vai intensificar o tratamento de suas dores nos pés.
Marcos Elias
O outro atleta de Poços com chances de bom resultado em São Paulo não conseguiu concluir a prova. Marcos Queniano até teve um bom início, sendo inclusive destaque das câmeras da Rede Globo durante momentos da corrida. No entanto, logo ele foi perdendo posições até que teve que abandonar a prova. “Infelizmente senti novamente dores nos pés e tentei seguir na prova mas não deu e tive que parar”, disse Marcos que corre pelo Cruzeiro e conta com apoio da TV Poços e Farmácia Exclusiva.
Marcos Queniano disse que deve se afastar neste começo de ano das competições e vai intensificar o tratamento de suas dores nos pés.
Poços ganha Lei de Incentivo ao Esporte
O ano começa de uma maneira muito positiva para o esporte na cidade. Foi criada a Lei de Incentivo ao Esporte, que não está mais agregada à Lei de Incentivo à Cultura. “Fizemos uma solicitação no passado para a Câmara Municipal para que fosse criada a Lei de Incentivo ao Esporte idêntica à da Cultura, porém, na época, os vereadores preferiram deixar o esporte com a cultura e foi assim até hoje. Agora, graças ao trabalho do prefeito Paulo César Silva e da secretária de governo Salma Neder Camacho, foi feita nova solicitação de separação das leis, sendo aprovada pelos vereadores por unânimidade”, disse Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, secretário municipal de Esportes. “Quero agradecer aos vereadores que aprovaram uma lei que veio para beneficiar os projetos a serem desenvolvidos pelo esporte em Poços de Caldas’, concluiu ele. A lei abrange inclusive projetos para melhorias de praças esportivas. Segundo o secretário, campeonatos podem ser desenvolvidos agora com o apoio da lei, basta que seja feito um projeto dentro do orçamento. Uma das entidades que pode se beneficiar com o projeto é a Liga Poços-caldense de Futebol, que deve buscar recursos na lei para seus campeonatos. “Sabemos que a LPF enfrenta muitos problemas e a verba que a prefeitura repassa não dá para tocar todas as competições. Agora esse quadro de dificuldade pode se modificar”, disse Lelo.
Os projetos serão analisados por pessoas da área esportiva e acredita-se que a demanda será muito grande. Segundo Lelo, os projetos podem ser desenvolvidos tanto por pessoas jurídicas quanto físicas. “Para se ter um exemplo das facilidades que essa lei vai proporcionar, qualquer pessoa pode elaborar um projeto, desde que ele seja executado por um profissional da educação física, registrado em seu Conselho”, explica Lelo. “Foi um ganho que tivemos para esse ano novo e sem dúvida um grande presente para os amantes dos esportes de Poços de Caldas, dado pelo prefeito e pela Câmara de Vereadores”, conclui o secretário.
A lei na verdade só entra em vigor para valer em 2011, já que o projeto de incentivo para 2010 foi feito em agosto. “No segundo semestre deste ano vamos trabalhar e estudar como será 2011 e daí pra frente eternamente se Deus quiser”, conta o secretário.
Balanço do ano e novidades para 2010
Obras – “Tínhamos o compromisso de entregar algumas obras e conseguimos trabalhar para fechar o ano bem neste aspecto. Foram feitas melhorias de segurança no Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira e no Poliesportivo Dr. Arthur de Mendonça Chaves, atendendo a pedidos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. Foram obras concluídas com sucesso, prova disso é que o ginásio está liberado para grandes eventos enquanto que o estádio está apto para atender aos clubes da cidade com todos os alvarás dentro das exigências. O Ronaldão foi um dos primeiros estádios aprovados pela Federação Mineira. Há muito tempo a gente não conseguia deixar o estádio em boas condições de segurança e isso foi resolvido completamente esse ano. A pista de atletismo teve uma melhoria em sua estrutura com a construção de banheiro, vestiário e esses foram os destaques em termos de obras importantes. Foram feitos muitos reparos em praticamente todos os ginásios da cidade. Agora estamos trabalhando para a construção de um ginásio na zona leste e logo entregaremos uma praça esportiva para aquela população. O ginásio será construído no antigo campo de futebol do Nova Aurora. Será nosso carro chefe em 2010. Já foi licitada e a ordem de serviço será assinada nos próximos dias. Uma grande parceria com os nossos deputados que ofereceram a verba”.
Competições – “Conseguimos realizar todos os nossos eventos que estavam programados e ainda recebemos alguns de porte nacional, como a Mitsubishi Cup. Inicialmente ela não estava programada para acontecer na cidade e em três meses montamos uma estrutura exclusiva e adequada. Tivemos as Olimpíadas Escolares, evento grande, tivemos a Copa Petrobras de Handebol, Joju, Jojuninho, Lidarp, enfim, eventos importantes realizados em nossa cidade".
Calendário para 2010 – Já fizemos nosso calendário com os eventos locais e vamos ainda buscar outros. Infelizmente esse ano não seremos sede das Olimpíadas Escolares mas estamos trabalhando novos eventos fortes para o ano. Em 2011 as Olimpíadas Escolares podem voltar para Poços de Caldas. Este ano poderemos trazer o Campeonato Nacional da Terceira Idade, que agrega aproximadamente 1.500 pessoas do Brasil todo. Já para janeiro teremos dois grandes eventos locais.O primeiro será a Corrida Ciclística que estará agregada à primeira etapa do Campeonato da Média Paulista e com certeza teremos pilotos do mais elevado nível técnico. Essa prova ainda comemora a Comarca de Poços de Caldas. Fechando o mês acontece a corrida Volta ao Cristo, tradicional competição que entra em sua 28ª edição. Cerca de 150 atletas já estão inscritos pelo sistema online. A Contra Relógio, revista especializada em corrida pedestre, considerada a melhor publicação da área na América do Sul, colocou a Volta ao Cristo em seu calendário oficial, com fotos da competição, destacando Poços. Vê-se aí a importância da nossa Volta ao Cristo. Foi gratificante ver que a grande mídia coloca uma prova nossa como as principais do mundo".
Motocross – Vamos construir na área do Thatersal, com autorização do prefeito e em parceria com o pessoal do motocross, uma pista oficial de 1.200 m e nesta área receberemos eventos de nível nacional voltados para o motocross. O trabalho de terraplanagem já começou e a pista deve ser concluída no final deste mês. Haverá uma competição oficial nos dias 20 a 21 de fevereiro que receberá nomes importantes deste esporte radical.”
Placar do Ronaldão – “Tentamos por duas vezes uma parceria para resolver o problema do placar eletrônico do estádio e não conseguimos. Fizemos duas licitações e o custo gira em torno de 70 mil reais para colocar o placar que gostaríamos. Na primeira tentativa colocamos cinco anos para a empresa parceira explorar o placar e não apareceu ninguém. Na segunda licitação também não apareceu ninguém. Neste segunda tentativa passamos para dez anos a exploração do placar. A empresa faria um investimento de 70 mil e teria 10 anos para explorar propagandas no entorno do placar e não conseguimos. Então fizemos uma parceria com os alunos da Puc e vamos voltar a ter o placar antigo. Todo o sistema eletrônico dele foi reformado pelos alunos do curso de Engenharia Eletrônica, já fizemos alguns testes e ele está funcionando perfeitamente e será esse o placar durante os jogos do Campeonato Mineiro".
Capacidade do estádio – Nosso estádio não terá sua capacidade aumentada em curto período de espaço de tempo. A prefeitura tem outras prioridades e essa não é uma delas. Quando a Caldense foi campeã mineira em 2002 jogou a final em Poços. Mas naquele ano não tinha time grande na competição, ou seja, o campeonato é feito para time grande em Minas Gerais. Limitar a capacidade em jogos decisivos é exigência de Cruzeiro, Atlético e América e os times do interior, interessados em ganhar dinheiro, assinam concordando com isso. Se pode jogar na primeira fase, por que não pode jogar na segunda? Os times interessados em dinheiro concordam. Claro que na hora de jogar para 10 mil pessoas aqui ou 40 mil em BH eles vão preferir jogar lá. Então eu vejo que os clubes são responsáveis por isso. Agora vamos supor que a Caldense se classifique para jogar contra o Ituiutaba. Onde seria o jogo? Possivelmente no Mineirão. Quantas pessoas iriam ver esse jogo? Então qual é o caminho? Um acordo para jogar uma partida na Fazendinha e outra no Ronaldão. Na minha opinião um estádio que recebe um jogo numa fase inicial pode perfeitamente receber partidas do campeonato todo”.
Os projetos serão analisados por pessoas da área esportiva e acredita-se que a demanda será muito grande. Segundo Lelo, os projetos podem ser desenvolvidos tanto por pessoas jurídicas quanto físicas. “Para se ter um exemplo das facilidades que essa lei vai proporcionar, qualquer pessoa pode elaborar um projeto, desde que ele seja executado por um profissional da educação física, registrado em seu Conselho”, explica Lelo. “Foi um ganho que tivemos para esse ano novo e sem dúvida um grande presente para os amantes dos esportes de Poços de Caldas, dado pelo prefeito e pela Câmara de Vereadores”, conclui o secretário.
A lei na verdade só entra em vigor para valer em 2011, já que o projeto de incentivo para 2010 foi feito em agosto. “No segundo semestre deste ano vamos trabalhar e estudar como será 2011 e daí pra frente eternamente se Deus quiser”, conta o secretário.
Balanço do ano e novidades para 2010
Obras – “Tínhamos o compromisso de entregar algumas obras e conseguimos trabalhar para fechar o ano bem neste aspecto. Foram feitas melhorias de segurança no Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira e no Poliesportivo Dr. Arthur de Mendonça Chaves, atendendo a pedidos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. Foram obras concluídas com sucesso, prova disso é que o ginásio está liberado para grandes eventos enquanto que o estádio está apto para atender aos clubes da cidade com todos os alvarás dentro das exigências. O Ronaldão foi um dos primeiros estádios aprovados pela Federação Mineira. Há muito tempo a gente não conseguia deixar o estádio em boas condições de segurança e isso foi resolvido completamente esse ano. A pista de atletismo teve uma melhoria em sua estrutura com a construção de banheiro, vestiário e esses foram os destaques em termos de obras importantes. Foram feitos muitos reparos em praticamente todos os ginásios da cidade. Agora estamos trabalhando para a construção de um ginásio na zona leste e logo entregaremos uma praça esportiva para aquela população. O ginásio será construído no antigo campo de futebol do Nova Aurora. Será nosso carro chefe em 2010. Já foi licitada e a ordem de serviço será assinada nos próximos dias. Uma grande parceria com os nossos deputados que ofereceram a verba”.
Competições – “Conseguimos realizar todos os nossos eventos que estavam programados e ainda recebemos alguns de porte nacional, como a Mitsubishi Cup. Inicialmente ela não estava programada para acontecer na cidade e em três meses montamos uma estrutura exclusiva e adequada. Tivemos as Olimpíadas Escolares, evento grande, tivemos a Copa Petrobras de Handebol, Joju, Jojuninho, Lidarp, enfim, eventos importantes realizados em nossa cidade".
Calendário para 2010 – Já fizemos nosso calendário com os eventos locais e vamos ainda buscar outros. Infelizmente esse ano não seremos sede das Olimpíadas Escolares mas estamos trabalhando novos eventos fortes para o ano. Em 2011 as Olimpíadas Escolares podem voltar para Poços de Caldas. Este ano poderemos trazer o Campeonato Nacional da Terceira Idade, que agrega aproximadamente 1.500 pessoas do Brasil todo. Já para janeiro teremos dois grandes eventos locais.O primeiro será a Corrida Ciclística que estará agregada à primeira etapa do Campeonato da Média Paulista e com certeza teremos pilotos do mais elevado nível técnico. Essa prova ainda comemora a Comarca de Poços de Caldas. Fechando o mês acontece a corrida Volta ao Cristo, tradicional competição que entra em sua 28ª edição. Cerca de 150 atletas já estão inscritos pelo sistema online. A Contra Relógio, revista especializada em corrida pedestre, considerada a melhor publicação da área na América do Sul, colocou a Volta ao Cristo em seu calendário oficial, com fotos da competição, destacando Poços. Vê-se aí a importância da nossa Volta ao Cristo. Foi gratificante ver que a grande mídia coloca uma prova nossa como as principais do mundo".
Motocross – Vamos construir na área do Thatersal, com autorização do prefeito e em parceria com o pessoal do motocross, uma pista oficial de 1.200 m e nesta área receberemos eventos de nível nacional voltados para o motocross. O trabalho de terraplanagem já começou e a pista deve ser concluída no final deste mês. Haverá uma competição oficial nos dias 20 a 21 de fevereiro que receberá nomes importantes deste esporte radical.”
Placar do Ronaldão – “Tentamos por duas vezes uma parceria para resolver o problema do placar eletrônico do estádio e não conseguimos. Fizemos duas licitações e o custo gira em torno de 70 mil reais para colocar o placar que gostaríamos. Na primeira tentativa colocamos cinco anos para a empresa parceira explorar o placar e não apareceu ninguém. Na segunda licitação também não apareceu ninguém. Neste segunda tentativa passamos para dez anos a exploração do placar. A empresa faria um investimento de 70 mil e teria 10 anos para explorar propagandas no entorno do placar e não conseguimos. Então fizemos uma parceria com os alunos da Puc e vamos voltar a ter o placar antigo. Todo o sistema eletrônico dele foi reformado pelos alunos do curso de Engenharia Eletrônica, já fizemos alguns testes e ele está funcionando perfeitamente e será esse o placar durante os jogos do Campeonato Mineiro".
Capacidade do estádio – Nosso estádio não terá sua capacidade aumentada em curto período de espaço de tempo. A prefeitura tem outras prioridades e essa não é uma delas. Quando a Caldense foi campeã mineira em 2002 jogou a final em Poços. Mas naquele ano não tinha time grande na competição, ou seja, o campeonato é feito para time grande em Minas Gerais. Limitar a capacidade em jogos decisivos é exigência de Cruzeiro, Atlético e América e os times do interior, interessados em ganhar dinheiro, assinam concordando com isso. Se pode jogar na primeira fase, por que não pode jogar na segunda? Os times interessados em dinheiro concordam. Claro que na hora de jogar para 10 mil pessoas aqui ou 40 mil em BH eles vão preferir jogar lá. Então eu vejo que os clubes são responsáveis por isso. Agora vamos supor que a Caldense se classifique para jogar contra o Ituiutaba. Onde seria o jogo? Possivelmente no Mineirão. Quantas pessoas iriam ver esse jogo? Então qual é o caminho? Um acordo para jogar uma partida na Fazendinha e outra no Ronaldão. Na minha opinião um estádio que recebe um jogo numa fase inicial pode perfeitamente receber partidas do campeonato todo”.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Caldense conquista boa vitória em Santa Bárbara
Aos poucos o técnico Alemão vai conseguindo colocar o time da Caldense no ponto certo para a estreia no Campeonato Mineiro. Ontem a Veterana fez mais um valioso teste e conquistou um belo resultado ao vencer o União Barbarense em Santa Barbara d'Oeste por 3x2. Foi a melhor apresentação da Caldense, que jogou contra o time forte do interior paulista numa partida complicada. O jogo não foi realizado no estádio do União Barabarense e sim num campo que oferecia poucas condições para receber profissionais. “O campo era uma verdadeira várzea e prejudicou muito o desempenho dos times. Ninguém ficou satisfeito”, disse Rafael Santos, assessor de imprensa da Caldense.
Com a bola rolando, a Caldense ignorou as condições precárias do gramado e mandou no confronto. O time comandado por Alemão abriu o placar com Mateus. O jogador, melhor em campo, aproveitou uma cobrança de escanteio de Ranieri e mandou para o fundo das redes. O União Barbarense empatou quase no final da primeira etapa numa cobrança de pênalti muito contestada. O gol foi feito por Emílio. No segundo tempo o time da casa virou o placar logo no início. Sandro Gigante tocou na saída de Fernando, sem chances de defesa para o goleiro da Veterana.
A Caldense, melhor em campo, foi pra cima e não demorou a empatar. Everton Maradona cobrou falta e depois de um bate e rebate ele mesmo pegou a sobra e fez o segundo gol da veterana. O gol da vitória foi feito por Tiago Pereira, que aproveitou boa jogada de Ranieri.
Fábio Paulista, Maxsuel e André da Caldense foram expulsos, mas como existe um acordo entre os times, foram substituídos pelo técnico Alemão. O treinador da Veterana gostou do time. “Houve uma melhora, gostei muito da movimentação da equipe no jogo de hoje e agora vamos continuar o trabalho para estrearmos bem no Campeonato Mineiro”, disse ele. A Caldense volta aos trabalhos na próxima segunda-feira. Segundo Alemão, a base do time que estreia no Estadual será a mesma que começou o jogo de ontem. “Algumas peças podem ser mudadas, vamos avaliar alguns novos jogadores que estão chegando mas acredito que a base será a que jogou em Santa Bárbara”, disse ele.
A Caldense começou a partida de ontem com Fernando, Chiquinho, Fábio Paulista, Mateus, Ranieri, Maxsuel, Nenê Miranda, Luizinho, Everton Maradona, Juninho e Tiago Pereira.
Dois nomes agradaram muito. Mateus, autor de um dos gols, e Juninho. Esses atletas correm por fora por um lugar no time e podem surpreender e aparecer entre os titulares na partida contra o Democrata de Governador Valadares. A estreia da Caldense no Mineiro será dia 21 no Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira, que terá a reinauguração do placar eletrônico que estava desativado desde o começo de 2009. Segundo o secretário de Esportes Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, os problemas que fizeram o placar ser desativado foram sanados e ele estará funcionando durante as partidas do futebol profissional que forem realizadas naquela praça esportiva.
Com a bola rolando, a Caldense ignorou as condições precárias do gramado e mandou no confronto. O time comandado por Alemão abriu o placar com Mateus. O jogador, melhor em campo, aproveitou uma cobrança de escanteio de Ranieri e mandou para o fundo das redes. O União Barbarense empatou quase no final da primeira etapa numa cobrança de pênalti muito contestada. O gol foi feito por Emílio. No segundo tempo o time da casa virou o placar logo no início. Sandro Gigante tocou na saída de Fernando, sem chances de defesa para o goleiro da Veterana.
A Caldense, melhor em campo, foi pra cima e não demorou a empatar. Everton Maradona cobrou falta e depois de um bate e rebate ele mesmo pegou a sobra e fez o segundo gol da veterana. O gol da vitória foi feito por Tiago Pereira, que aproveitou boa jogada de Ranieri.
Fábio Paulista, Maxsuel e André da Caldense foram expulsos, mas como existe um acordo entre os times, foram substituídos pelo técnico Alemão. O treinador da Veterana gostou do time. “Houve uma melhora, gostei muito da movimentação da equipe no jogo de hoje e agora vamos continuar o trabalho para estrearmos bem no Campeonato Mineiro”, disse ele. A Caldense volta aos trabalhos na próxima segunda-feira. Segundo Alemão, a base do time que estreia no Estadual será a mesma que começou o jogo de ontem. “Algumas peças podem ser mudadas, vamos avaliar alguns novos jogadores que estão chegando mas acredito que a base será a que jogou em Santa Bárbara”, disse ele.
A Caldense começou a partida de ontem com Fernando, Chiquinho, Fábio Paulista, Mateus, Ranieri, Maxsuel, Nenê Miranda, Luizinho, Everton Maradona, Juninho e Tiago Pereira.
Dois nomes agradaram muito. Mateus, autor de um dos gols, e Juninho. Esses atletas correm por fora por um lugar no time e podem surpreender e aparecer entre os titulares na partida contra o Democrata de Governador Valadares. A estreia da Caldense no Mineiro será dia 21 no Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira, que terá a reinauguração do placar eletrônico que estava desativado desde o começo de 2009. Segundo o secretário de Esportes Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, os problemas que fizeram o placar ser desativado foram sanados e ele estará funcionando durante as partidas do futebol profissional que forem realizadas naquela praça esportiva.
Poços com chances de vitória na São Silvestre
Dois atletas de Poços de Caldas ganham as ruas de São Paulo para a disputa da 85ª edição da Corrida de São Silvestre. Eles podem entrar definitivamente para a história do atletismo brasileiro. A jovem Tatieli Roberta de Carvalho, com apenas 20 anos, é a maior esperança. Ela vem se destacando em várias provas. Se levarmos em conta seus últimos resultados ela tem grandes possibilidades de surpreender nas ruas da capital paulista.
Em entrevistas, Tatiele disse que se satisfaz em ficar entre as seis primeiras mas ela mesma sabe que pode chegar mais longe. Esse ano ela já superou nomes importantes do atletismo nacional e está no mesmo nível das temidas quenianas. Na Volta da Pampulha, disputada recentemente em Belo Horizonte, Tatieli esteve muito perto da vitória e chegou colada com as vencedoras. “Estou vivendo um grande momento de minha carreira, me considero no mesmo nível das atletas de ponta e vou brigar para ficar entre as seis primeiras colocadas”, disse ela, que atualmente está entre as cinco melhores do Brasil. Em BH Tatiele ficou à frente de atletas de ponta como Maria Zeferina Baldaia (campeã da São Silvestre), Lucélia Peres (atleta pan-americana), Conceição Carvalho (campeã do circuito Caixa), Marizete de Paula Rezende (campeã da São Silvestre). “Esse resultado dá uma alavancada muito grande na minha carreira e me leva cada vez mais confiante para a São Silvestre”, conclui a jovem revelação de Poços. Tatiele é treinada por Agnaldo Alexandre.
Marcos Alexandre Elias
Outra grande esperança de bom resultado para Poços de Caldas é Marcos Alexandre Elias, o Marcos Queniano. Considerado um dos principais fundistas da equipe do Cruzeiro, ele ostenta no currículo alguns títulos importantes, como o da Meia Maratona A Tribuna-Praia Grande em 2007, a Maratona de Porto Alegre, a Meia das Águas em Poços de Caldas esse ano, entre outros. Queniano treina sob orientação de Alexandre Minardi com a equipe do Cruzeiro, clube no qual obteve grande parte de suas conquistas.
Por morar em Poços de Caldas, ele não treina junto com os outros integrantes da equipe em Belo Horizonte e se espelha em dois grandes atletas da atualidade no Brasil: Marílson Gomes e Vanderlei Cordeiro. “Eles têm um exemplo de vida muito bom e todos deveriam segui-los”.
Currículo para fazer uma grande prova nas ruas de São Paulo Marcos Queniano tem. Ultimamente o atleta enfrentou alguns problemas de contusão. Em BH ele abandonou a prova devido a bolhas nos pés mas no final de semana seguinte ele conquistou a terceira colocação na Corrida Gonzaguinha.
“Me preparei muito para a São Silvestre mas sei das dificuldades que vou enfrentar para conquistar um bom resultado. Vou fazer o melhor para representar bem o Cruzeiro e Poços de Caldas”, disse Marcos Queniano
Poços entra na festa
A Corrida de São Silvestre já se tornou numa imensa festa que entra no clima de despedida do ano velho. Atletas anônimos do mundo todo correm pelas ruas de São Paulo despreocupados com resultados e com o objetivo apenas de concluir o difícil e cansativo percurso. Poços de Caldas é mais uma cidade que manda corredores anônimos para essa verdadeira festa que fecha o calendário esportivo de 2010. Um dos exemplos é o dentista Otenil Pereira de Ávila. Amante do atletismo, Otenil pode ser visto toda a tarde correndo na avenida João Pinheiro. O dentista corre ainda diversas competições pelo Brasil e será um dos anônimos que sonham em cruzar a linha de chegada da São Silvestre na avenida Paulista, coração da principal cidade brasileira. “Corro pelo prazer, pela saúde, por amor ao esporte. Vou estar na São Silvestre, vou concluir a prova e acho que todos deveriam fazer do esporte um meio de cuidar da própria saúde”, diz.
Em entrevistas, Tatiele disse que se satisfaz em ficar entre as seis primeiras mas ela mesma sabe que pode chegar mais longe. Esse ano ela já superou nomes importantes do atletismo nacional e está no mesmo nível das temidas quenianas. Na Volta da Pampulha, disputada recentemente em Belo Horizonte, Tatieli esteve muito perto da vitória e chegou colada com as vencedoras. “Estou vivendo um grande momento de minha carreira, me considero no mesmo nível das atletas de ponta e vou brigar para ficar entre as seis primeiras colocadas”, disse ela, que atualmente está entre as cinco melhores do Brasil. Em BH Tatiele ficou à frente de atletas de ponta como Maria Zeferina Baldaia (campeã da São Silvestre), Lucélia Peres (atleta pan-americana), Conceição Carvalho (campeã do circuito Caixa), Marizete de Paula Rezende (campeã da São Silvestre). “Esse resultado dá uma alavancada muito grande na minha carreira e me leva cada vez mais confiante para a São Silvestre”, conclui a jovem revelação de Poços. Tatiele é treinada por Agnaldo Alexandre.
Marcos Alexandre Elias
Outra grande esperança de bom resultado para Poços de Caldas é Marcos Alexandre Elias, o Marcos Queniano. Considerado um dos principais fundistas da equipe do Cruzeiro, ele ostenta no currículo alguns títulos importantes, como o da Meia Maratona A Tribuna-Praia Grande em 2007, a Maratona de Porto Alegre, a Meia das Águas em Poços de Caldas esse ano, entre outros. Queniano treina sob orientação de Alexandre Minardi com a equipe do Cruzeiro, clube no qual obteve grande parte de suas conquistas.
Por morar em Poços de Caldas, ele não treina junto com os outros integrantes da equipe em Belo Horizonte e se espelha em dois grandes atletas da atualidade no Brasil: Marílson Gomes e Vanderlei Cordeiro. “Eles têm um exemplo de vida muito bom e todos deveriam segui-los”.
Currículo para fazer uma grande prova nas ruas de São Paulo Marcos Queniano tem. Ultimamente o atleta enfrentou alguns problemas de contusão. Em BH ele abandonou a prova devido a bolhas nos pés mas no final de semana seguinte ele conquistou a terceira colocação na Corrida Gonzaguinha.
“Me preparei muito para a São Silvestre mas sei das dificuldades que vou enfrentar para conquistar um bom resultado. Vou fazer o melhor para representar bem o Cruzeiro e Poços de Caldas”, disse Marcos Queniano
Poços entra na festa
A Corrida de São Silvestre já se tornou numa imensa festa que entra no clima de despedida do ano velho. Atletas anônimos do mundo todo correm pelas ruas de São Paulo despreocupados com resultados e com o objetivo apenas de concluir o difícil e cansativo percurso. Poços de Caldas é mais uma cidade que manda corredores anônimos para essa verdadeira festa que fecha o calendário esportivo de 2010. Um dos exemplos é o dentista Otenil Pereira de Ávila. Amante do atletismo, Otenil pode ser visto toda a tarde correndo na avenida João Pinheiro. O dentista corre ainda diversas competições pelo Brasil e será um dos anônimos que sonham em cruzar a linha de chegada da São Silvestre na avenida Paulista, coração da principal cidade brasileira. “Corro pelo prazer, pela saúde, por amor ao esporte. Vou estar na São Silvestre, vou concluir a prova e acho que todos deveriam fazer do esporte um meio de cuidar da própria saúde”, diz.
Caldense realiza último amistoso do ano
Hoje (30), às 15h30, a Caldense vai a Santa Barbara D’oeste enfrentar o União Barbarense, time que disputa a Série A2 do Campeonato Paulista. Será o último amistoso do ano, após a partida os jogadores terão folga até o dia 3 de janeiro, quando se reúnem em definitivo visando ao Módulo I do Campeonato Mineiro.
Para o técnico Alemão, o jogo será muito difícil, já que o time adversário é forte e disputa a difícil Série A2 do Paulista. “O União Barbarense é um belo adversário para nossa equipe, nessa fase de preparação temos que jogar contra times difíceis para termos a real noção de como está o grupo para o Campeonato Mineiro”, explica o treinador, reafirmando que o principal objetivo dos amistosos é treinar o time, corrigir as falhas e analisar os jogadores e não se preocupar com o resultado. “A Caldense vem numa crescente, do amistoso contra o São José para o amistoso contra o Itapirense o time se soltou muito, espero que nesse jogo contra o União o grupo se comporte ainda melhor”, finaliza Alemão.
Para o zagueiro Fábio Paulista, capitão da equipe, é sempre bom jogar com times fortes para que o grupo já entre em ritmo de campeonato. “Estamos preparados para fazer um bom jogo, nosso time está crescendo, apesar de não ser o principal objetivo tenho total confiança que vamos sair com um bom resultado de Santa Barbara”, diz Fábio.
Após o jogo de hoje, o elenco da Caldense será dispensado. No dia 6, a Caldense volta a campo no estádio Ronaldo Junqueira, contra o Sertãozinho, às 11h. Já no dia 10, no mesmo horário, a Veterana volta a enfrentar o Sertãozinho, só que dessa vez no interior paulista. O último amistoso confirmado até agora é contra o Itapirense, em Itapira. (Rafael Santos/Caldense)
Para o técnico Alemão, o jogo será muito difícil, já que o time adversário é forte e disputa a difícil Série A2 do Paulista. “O União Barbarense é um belo adversário para nossa equipe, nessa fase de preparação temos que jogar contra times difíceis para termos a real noção de como está o grupo para o Campeonato Mineiro”, explica o treinador, reafirmando que o principal objetivo dos amistosos é treinar o time, corrigir as falhas e analisar os jogadores e não se preocupar com o resultado. “A Caldense vem numa crescente, do amistoso contra o São José para o amistoso contra o Itapirense o time se soltou muito, espero que nesse jogo contra o União o grupo se comporte ainda melhor”, finaliza Alemão.
Para o zagueiro Fábio Paulista, capitão da equipe, é sempre bom jogar com times fortes para que o grupo já entre em ritmo de campeonato. “Estamos preparados para fazer um bom jogo, nosso time está crescendo, apesar de não ser o principal objetivo tenho total confiança que vamos sair com um bom resultado de Santa Barbara”, diz Fábio.
Após o jogo de hoje, o elenco da Caldense será dispensado. No dia 6, a Caldense volta a campo no estádio Ronaldo Junqueira, contra o Sertãozinho, às 11h. Já no dia 10, no mesmo horário, a Veterana volta a enfrentar o Sertãozinho, só que dessa vez no interior paulista. O último amistoso confirmado até agora é contra o Itapirense, em Itapira. (Rafael Santos/Caldense)
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