O grande trunfo da Caldense neste campeonato mineiro está no banco de reservas. O técnico Paulo Cezar Catanoce, 46 anos, moldou a equipe a sua maneira, conhece os jogadores e acredita no grupo. Faltando três dias para a estreia da Veterana na competição, a reportagem conversou com Catanoce para tentar saber um pouco mais deste ex-jogador do Corinthians na década de 80 que se transformou num dos melhores treinadores do interior do Brasil. Catanoce falou de toda sua carreira, desde os tempos de jogador até a atualidade no comando da Associação Atlética Caldense. Pouco antes de ligarmos o gravador para a entrevista, Catanoce disse que ao ver os vts da época de jogador a saudade bate forte. "Nossa, o tempo passa rápido, era bem mais magro que hoje, quanta diferença", disse ele, rindo. Exatamente por isto resolvemos iniciar nosso bate-papo falando da época de jogador do atual treinador da Caldense, nascido em Onda Verde, no dia 8 de novembro de 1964, e que começou a carreira em times amadores da região.
Mantiqueira – Você teve uma carreira vitoriosa no futebol, sendo que sua passagem de maior destaque foi no Corinthians. Você ainda teve algumas convocações para seleções de base do Brasil. Como foi aquela época?
Paulo Cezar Catanoce - Iniciei minha carreira nos juniores do América de São José do Rio Preto em 1980, onde joguei por dois anos até me profissionalizar na mesma equipe em 1982. Fiquei no América até o início de 1986 e é um clube de grandes recordações para mim. Neste tempo em que estive no América fui convocado para a seleção de juniores em 1982 e 1983 pelo treinador Osvaldo Brandão.
Tive o privilégio de trabalhar com vários jogadores que mais tarde se tornaram grandes nomes no cenário nacional. Joguei com o Mauricinho, o Jorginho, que hoje também é treinador, Davi, que passou pelo Santos, entre outros nomes.
Em 1984, joguei pela seleção brasileira olímpica treinada pelo Jair Picerni, onde tive boa passagem. E já nos tempos de Corinthians fui convocado pelo Jair Pereira para a seleção de novos, quando disputamos um pré-olímpico no Chile. Com as cores do América disputei cinco campeonatos paulistas até me transferir para o Corinthians. Consegui com as cores do Corinthians realizar dois bons campeonatos paulistas. Cheguei a marcar gols em jogos importantes diante de adversários como Palmeiras de Leão e São Paulo comandado por Cilinho. Pelo Corinthians fiz cerca de 40 jogos até ser transferido para outro clube. Na época houve uma troca entre eu e o atacante Ronaldo Marques e eu fui para o Noroeste de Bauru. Tive ainda passagens por Santo André, Santa Cruz de Recife, onde disputei a Copa União com o treinador Abel Braga, depois disputei o campeonato brasileiro pelo Operário de Campo Grande, Santa Cruz, São Bento de Sorocaba, Goiatuba, Joinvile, Garça, e encerrei a carreira de jogador no Marília.
Mantiqueira – Nestes tempos de jogador já passava por sua cabeça ser técnico de futebol?
Catanoce – Iniciei minha carreira de treinador na Taça São Paulo de Juniores em 1997, pelo Flamengo de São Paulo. Depois voltei ao Marília para ser auxiliar técnico da equipe e no ano seguinte assumi o time como o treinador do time profissional. Quando era jogador de futebol e o final de minha carreira se aproximava eu fui me preparando para ser técnico. Fiz faculdade (formado em Educação Física e Motricidade Humana pela Unorp de Rio Preto) , simpósios de futebol, onde tive palestras com nomes como Nelsinho Batista, Wanderley Luxemburgo. Fui me projetando para iniciar uma nova carreira. Tive facilidade na nova função porque na maioria dos times que joguei sempre fui capitão e tinha certa liderança no grupo de jogadores, isto facilitou muito. Depois do Marília fui técnico do Barretos, Taubaté, Linense, Taquaritinga (vice-campeão da série A2 do paulista em 2004), XV de Piracicaba, Botafogo de Ribeirão Preto, Ferroviária, Mirasol, Rio Claro, Rio Branco de Andradas (campeão do interior de 2009 e eleito o técnico revelação daquele campeonato), Volta Redonda e Caldense. Foi uma longa caminhada mas graças a Deus consegui bons resultados dentro do futebol.
Mantiqueira – Que diferença tem assumir um time em situação de desespero, precisando escapar de um rebaixamento, e outro que inicia uma competição buscando uma classificação entre os melhores, como é o caso da Caldense este ano?
Catanoce – Já passei por duas ou três situações delicadas, assumindo equipes que precisavam urgente de resultados para escapar de um rebaixamento. Neste caso a preocupação maior é motivar o grupo. Uma das formas que vejo ser a melhor é utilizar jogador que não estava sendo aproveitado durante a campanha. Este jogador que não vinha atuando, quando passa a ter uma chance teoricamente vai ter motivação natural e será de grande utilidade para o grupo todo. Consegui fazer isto no Rio Claro quando recebi um time em situação delicada e conseguimos tirar do rebaixamento e na Caldense ano passado, quando cheguei e encontrei uma situação difícil e também consegui o objetivo que era manter o time na elite mineira. Quando você assume todo o trabalho de início, é responsável pela formação do elenco, é bem mais fácil. Você traz os jogadores que quer, que jogam dentro das características que você gosta, principalmente na aplicação de área, nos treinamentos, jogadores que mostram um comprometimento com o clube, que respeite o treinador. Formar um time que se enquadre no seu perfil de trabalho é o caminho ideal para se realizar um bom campeonato. Neste caso a probabilidade de tudo dar certo é bem maior pois não existe o risco que é assumir um time formado por outro treinador e que está para cair para uma divisão inferior.
Mantiqueira – Ao longo de sua carreira fica nítido que você rodou bastante pelo interior paulista. Em Minas as dificuldades de se manter o futebol profissional parecem ser maiores e temos casos de equipes que desistem de temporadas como aconteceu com o Rio Branco. Como você vê este lado?
Catanoce - O que aconteceu como o Rio Branco de Andradas é difícil acontecer em São Paulo, mas, com toda a sinceridade do mundo, uma estrutura como a que o Rio Branco nos ofereceu, e que hoje a Caldense está oferecendo, não vi em muitos times tradicionais do interior paulista. Trabalhei recentemente no Oeste de Itápolis na Série D do Brasil, no primeiro semestre deste ano. É uma equipe da primeira divisão paulista e não tem a estrutura de uma Caldense e de um Rio Branco.
Mantiqueira – A Caldense inicia sua jornada neste final de semana. Você teve tempo para trabalhar e corrigir possíveis defeitos. Depois dos amistosos e intensos treinamentos, o que você viu e corrigiu nesta equipe que vai disputar um difícil campeonato mineiro?
Catanoce – Durante os amistosos o que mais vi de positivo foi a postura do time, que foi bem consistente e os adversários quase não levaram perigo ao nosso gol, não tiveram grandes oportunidades de criar situações de perigo para a gente. Enfrentamos times fortes, o XV de Piracicaba está liderando a Série A2 do Paulista, a Ponte Preta vem de duas importantes vitórias no Paulista, uma contra o São Paulo e outra ontem à noite diante da Portuguesa, e o Santo André está em recuperação no difícil campeonato paulista. Foram três bons testes para nossa equipe, que enfrentou adversários tecnicamente bastante qualificados. O que deu para perceber no nosso time é uma estrutura de posicionamento, saída rápida para o ataque, a postura de jogadores, comprometimento com o trabalho, dedicação nos treinamentos foram fatores muito positivos nestes dias de treinamentos e jogos amistosos.
Contra a Ponte Preta cometemos erros que não podem acontecer. Eles foram duas vezes ao ataque com perigo e marcaram dois gols e buscamos evitar que isto venha a ocorrer quando o campeonato começar. Contra o XV de Piracicaba estávamos vindo de uma carga forte de trabalho e mesmo assim fizemos um bom primeiro tempo, o time saía sempre em velocidade, fizemos dois gols. Depois mudamos muito o time e sofremos o empate. Contra o Santo André houve um equilíbrio muito grande, até mesmo em função das características das equipes serem bem parecidas. No meu entendimento, o saldo foi positivo. Agora, treino é treino, jogo é jogo, é diferente. Nós temos que esperar o momento dos jogos diante do Cruzeiro e depois o América para vermos o comportamento dos jogadores. Se repetir o comprometimento, a dedicação que vi no período de treinamentos com certeza vamos dificultar muito as coisas para os adversários. Acredito que esta postura do time vai ser mantida pois a característica dos nossos jogadores é esta.
Mantiqueira – Existe uma preparação diferenciada para um jogo diante de um time grande?
Catanoce – Falando como ex-jogador e agora como técnico, acho que é preciso encarar qualquer adversário com naturalidade. Se for diferenciar o comportamento podemos ficar sem confiança. Temos que acreditar que vamos fazer um grande jogo contra o Cruzeiro, confiar no trabalho que foi feito até agora. Diante do Cruzeiro nossos jogadores terão que ter muita personalidade. Encarar um Cruzeiro na primeira rodada é muito melhor do que jogar contra eles na décima rodada, como vai acontecer quando a gente enfrentar o Atlético Mineiro. Estes times possuem jogadores de alto nível, de muita qualidade. O Cruzeiro está treinando desde o dia 5 de janeiro. Tiveram 20 dias de treinamentos para nos enfrentar neste domingo. Pode ser que estes 20 dias sejam insuficientes para eles e a gente possa tirar alguma vantagem. Claro que em se tratando de Cruzeiro não podemos ficar aqui iludindo o torcedor e temos que ter os pés no chão, será um jogo difícil, perigoso, mas não é impossível surpreendê-los em Sete Lagoas. O favoritismo total é do Cruzeiro mesmo com o pouco tempo de treinos que eles tiveram. Seremos franco-atiradores e se derem brecha vamos para cima buscar o gol.
Mantiqueira – Existe respeito por parte de um atleta que joga num time grande por um clube menor quando eles se enfrentam?
Catanoce – Jogador de time grande dificilmente se preocupa quando joga contra uma equipe menor. Eles querem passar por cima, não dão muita moral para o time pequeno, seja ele qual for. Eles vêm com tudo para matar e se possível fazer 1,2,3, 4..... Não tem perdão.
Mantiqueira – Voltando a focar sua equipe, o que dá para destacar no grupo da Caldense?
Catanoce – Conheço 90% dos jogadores da Caldense. Sempre bati na tecla e vou defender que este time vai vender caro qualquer tipo de resultado. São jogadores bastante experientes, como o caso do Lúcio, que chegou nesta semana e dispensa comentários, o Ivo, lateral direito foi campeão com o Coritiba em 2008, o Mirandinha tem seis campeonatos paulistas nas costas, o André Alves alguns campeonatos em Minas Gerais, campeonato brasileiro, Rivaldo com toda a sua experiência. São jogadores acostumados com dificuldades. Temos um time com jogadores aplicados, determinados e que nos dá certeza de que a Caldense será um adversário duro de ser batido. Tem que ser assim, pois o futebol de hoje exige isto. Se conseguirmos levar pro jogo tudo o que foi implantado nos treinamentos o adversário terá dificuldade em relação ao nosso time.
Mantiqueira- Claro que você não vai abrir o jogo agora, mas o time que começa a partida de domingo será o mesmo que jogou os amistosos diante de Santo André e Ponte Preta?
Catanoce – Provavelmente. Estamos treinando há três meses e se eu te falasse que não tenho uma base seria utopia de minha parte. O próprio grupo de jogadores sabe aqueles que estão treinando como titulares. Claro que não vou te falar aqui o time exato que começa jogando porque ainda não é este o momento. Vamos analisar as condições do Lúcio até amanhã, vou conversar com ele e se ele tiver condição de jogo deve começar no time titular em lugar do Lê. Quero aproveitar ele nem se foi para ele deixar o time no decorrer da partida. Não tem muito segredo em relação ao time dos jogos amistosos. Estamos concentrados desde segunda-feira com todos os jogadores no CT Ninho dos Periquitos. Gosto de trabalhar desta forma para familiarizar o grupo. Vou levar todos os 22 jogadores para Belo Horizonte para eles sentirem o clima do campeonato. Outra coisa fundamental e que gostaria de ressaltar é que estamos aqui há três meses e não tivemos nenhum problema de indisciplina. Isto para um grupo de trabalho é espetacular, pois qualquer ambiente sem atritos facilita uma união positiva. Neste período não houve discussões, brigas, desavenças, todos estão motivados e a única briga que existe é por posição dentro de campo, mas é uma briga saudável e joga sempre aquele que render melhor dentro das quatro linhas.
Mantiqueira – Está quase chegando a hora de entrar em campo para valer. Como está a ansiedade para este momento?
Catanoce - Aquele friozinho na barriga sempre tem, todos sentem, treinador, jogador. Temos que ter um equilíbrio. Acredito que depois da terceira ou quarta rodada vai ser a hora que vai pegar mesmo e vamos ver quem é quem.
Mantiqueira – Com relação à tabela, como você trabalhou para mostrar aos seus jogadores que ela é complicada mas tem que ser cumprida da melhor forma possível?
Catanoce – Na última terça-feira, tivemos uma missa no CT e o padre tocou num assunto muito interessante. Ele disse que Deus coloca as coisas para a gente de acordo com a sua necessidade. Ele coloca o desafio para você porque você é forte, caso contrário este desafio não seria imposto. Dentro da realidade do futebol sabemos que teremos uma tabela difícil mas nosso pensamento é buscar vitórias fora de Poços de Caldas e isto é a única saída para conseguirmos o objetivo. Vamos ter que lidar com uma tabela estranha que coloca nosso time em nove rodadas atuando seis vezes longe de casa, um absurdo com o qual teremos que lidar a partir de domingo.
Mantiqueira – A Caldense tem alguns jovens no elenco. Como eles estão sendo observados. Eles vão ter as chances durante o campeonato?
Catanoce – Temos sim vários meninos, como o Juninho, o Rodolfo, entre outros. Na medida do possível, durante os treinamentos, estamos procurando usar eles. A Caldense tem um objetivo sério que é ficar entre os quatro do Campeonato Mineiro e buscar uma vaga para o Brasileiro da Série D. Estes meninos fazem parte do contexto e o aproveitamento deles depende do rendimento no dia a dia para terem um espaço na equipe. Como disse antes, o lugar no time titular é de quem está melhor nos jogos ou nos treinos, independentemente da idade.
Mantiqueira – Em 2009, você foi eleito o treinador revelação de Minas. Este ano virão novos prêmios?
Catanoce – É o que eu mais queria no momento. Fizemos um grande trabalho no Rio Branco e se este trabalho for repetido aqui na Caldense, profissionalmente, será espetacular. Seria uma realização conseguir ajudar a Caldense e ficar entre os melhores do Estado e conseguir a vaga na série D do Brasileiro. Será a glória e este é o foco meu, dos jogadores e de toda a comissão técnica.
Mantiqueira – Qual a programação da Caldense para este final de preparação para a partida contra o Cruzeiro?
Catanoce – Hoje pela manhã vamos trabalhar taticamente posicionamentos, à tarde teremos um trabalho de bola parada, amanhã vamos realizar um coletivo pela manhã, depois a gente almoça e viaja para Sete Lagoas. No sábado pela manhã, já em Sete Lagoas, vamos realizar um treinamento leve mais focado em tirar a viagem dos jogadores, uma desintoxicação e esperar o momento da partida.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Caldense fecha patrocínio com banco BMG
Depois dos acertos comerciais com as empresas GM Costa, Unimed, La Gare Peugeot e Start Outdoor para o Campeonato Mineiro de 2011, na noite da última terça-feira (25), a Associação Atlética Caldense fechou contrato de patrocínio com o Banco BMG.
O acordo envolveu a diretoria de marketing e a presidência do clube, além de representantes do banco. A parceira entre as organizações visa auxiliar a Caldense na cobertura dos custos que envolvem a logística do Campeonato Mineiro. Segundo o diretor de marketing do clube, Vítor Hugo Xavier, o fechamento das cinco cotas de patrocínio que a Caldense disponibilizou em sua camisa oficial é um fato inédito na história do clube.
“O interesse das empresas em patrocinar a Caldense cresceu bastante. Trata-se de um trabalho pioneiro que estamos fazendo no clube e que vem surtindo bons resultados imediatos. Isso irá nos ajudar no futuro, uma vez que a procura das empresas interessadas em investir na Caldense tenderá a ser cada vez maior com o passar dos anos, devido a esse trabalho iniciado hoje”, explica Xavier.
A nova camisa oficial da Caldense estampa os patrocinadores com as logomarcas da GM Costa na altura do peito e atrás, acima do número do jogador; a Unimed aparece na frente, abaixo da logomarca da GM Costa, e no calção, na parte de atrás; a La Gare Peugeot aparece na camisa, atrás, abaixo do número do jogador; a logomarca da Start Outdoor é estampada na manga do lado esquerdo da camisa – tanto na frente como atrás – e a do Banco BMG será exibida na manga do lado direito da camisa.
Além dos patrocinadores, a nova camisa oficial da Caldense apresenta alterações em seu layout e na forma de apresentação das cores (verde escuro e branca), cuja tonalidade da cor principal foi alterada. O brasão do clube agora trará o texto de seu slogan: “Um clube. Um orgulho. Uma tradição". Na parte de trás do novo uniforme da Caldense, a camisa estampa, abaixo da gola o codinome “Veterana”.
Devido à data de fechamento do último contrato de patrocínio, o novo uniforme deverá ser utilizado pelo time de futebol entre a primeira e a segunda rodadas do Campeonato Mineiro de 2011. Todos os esforços da diretoria do clube têm sido feitos para que os jogadores já entrem em campo com o novo uniforme no próximo dia 30, contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas-MG, data da estreia da Caldense no estadual. Já a comercialização do material ao público externo ainda não tem data definida para início.
O acordo envolveu a diretoria de marketing e a presidência do clube, além de representantes do banco. A parceira entre as organizações visa auxiliar a Caldense na cobertura dos custos que envolvem a logística do Campeonato Mineiro. Segundo o diretor de marketing do clube, Vítor Hugo Xavier, o fechamento das cinco cotas de patrocínio que a Caldense disponibilizou em sua camisa oficial é um fato inédito na história do clube.
“O interesse das empresas em patrocinar a Caldense cresceu bastante. Trata-se de um trabalho pioneiro que estamos fazendo no clube e que vem surtindo bons resultados imediatos. Isso irá nos ajudar no futuro, uma vez que a procura das empresas interessadas em investir na Caldense tenderá a ser cada vez maior com o passar dos anos, devido a esse trabalho iniciado hoje”, explica Xavier.
A nova camisa oficial da Caldense estampa os patrocinadores com as logomarcas da GM Costa na altura do peito e atrás, acima do número do jogador; a Unimed aparece na frente, abaixo da logomarca da GM Costa, e no calção, na parte de atrás; a La Gare Peugeot aparece na camisa, atrás, abaixo do número do jogador; a logomarca da Start Outdoor é estampada na manga do lado esquerdo da camisa – tanto na frente como atrás – e a do Banco BMG será exibida na manga do lado direito da camisa.
Além dos patrocinadores, a nova camisa oficial da Caldense apresenta alterações em seu layout e na forma de apresentação das cores (verde escuro e branca), cuja tonalidade da cor principal foi alterada. O brasão do clube agora trará o texto de seu slogan: “Um clube. Um orgulho. Uma tradição". Na parte de trás do novo uniforme da Caldense, a camisa estampa, abaixo da gola o codinome “Veterana”.
Devido à data de fechamento do último contrato de patrocínio, o novo uniforme deverá ser utilizado pelo time de futebol entre a primeira e a segunda rodadas do Campeonato Mineiro de 2011. Todos os esforços da diretoria do clube têm sido feitos para que os jogadores já entrem em campo com o novo uniforme no próximo dia 30, contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas-MG, data da estreia da Caldense no estadual. Já a comercialização do material ao público externo ainda não tem data definida para início.
Laércio Martins vai presidir comissão
O secretário de Esportes Carlos Alberto do Santos declarou, em uma rádio da cidade, ontem, que está sendo criada uma comissão que vai trabalhar a viabilização de tornar Poços de Caldas em uma das subsedes pra receber uma das seleções que disputará o Mundial de 2014. O presidente desta comissão será o empresário Laércio Otávio Martins, que já aceitou o cargo.
A reportagem tentou contato com ele na tarde de ontem mas acabou não localizando o empresário. A escolha de Martins para a função se deve ao fato de importantes contatos que ele possui e que podem ajudar muito a cidade no momento de definição. Existem muitas cidades que querem ser subsedes e a disputa será acirrada. O principal problema de Poços de Caldas está concentrado no setor de transportes pois nosso aeroporto não comporta grandes aviões e será um dos problemas que terá que ser resolvido. Segundo informações, Martins terá nos próximos dias uma reunião com o ministro dos Esportes para tratar do assunto. Toda a comissão deve ser anunciada na próxima semana.
A reportagem tentou contato com ele na tarde de ontem mas acabou não localizando o empresário. A escolha de Martins para a função se deve ao fato de importantes contatos que ele possui e que podem ajudar muito a cidade no momento de definição. Existem muitas cidades que querem ser subsedes e a disputa será acirrada. O principal problema de Poços de Caldas está concentrado no setor de transportes pois nosso aeroporto não comporta grandes aviões e será um dos problemas que terá que ser resolvido. Segundo informações, Martins terá nos próximos dias uma reunião com o ministro dos Esportes para tratar do assunto. Toda a comissão deve ser anunciada na próxima semana.
João Carlos orienta jogadores em coletivo
O técnico do Poços de Caldas Futebol Clube, João Carlos, continua - Ocultar texto das mensagens anteriores - exigindo bastante dos atletas nos dias de treinamento. Nessa quarta-feira (26), no CT Cratera, o elenco trabalhou em dois períodos.
Pela manhã, o treinador do Vulcão intensificou a preparação tática do elenco, ensaiando jogadas de ataque e defesa. Na parte da tarde, o grupo participou de um coletivo.
A pouco mais de duas semanas da estreia no Módulo II do Mineiro, João Carlos tem aproveitando o tempo para orientar e avaliar a equipe que enfrentará o Tricordiano, dia 13 de fevereiro, às 10h30, em Três Corações. Para o treinador, o elenco é bastante qualificado e terá condições de fazer um bom campeonato estadual.
Pela manhã, o treinador do Vulcão intensificou a preparação tática do elenco, ensaiando jogadas de ataque e defesa. Na parte da tarde, o grupo participou de um coletivo.
A pouco mais de duas semanas da estreia no Módulo II do Mineiro, João Carlos tem aproveitando o tempo para orientar e avaliar a equipe que enfrentará o Tricordiano, dia 13 de fevereiro, às 10h30, em Três Corações. Para o treinador, o elenco é bastante qualificado e terá condições de fazer um bom campeonato estadual.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Zezito monta equipe jovem para buscar o acesso ao Módulo I
Juventude. Esta é a receita da URT de Patos de Minas para buscar o acesso para o Módulo I do Campeonato Mineiro. O treinador Zezito, ex-Caldense e Poços de Caldas FC, esteve esta semana na redação do Mantiqueira e contou o que espera da temporada 2011. O técnico aposta na juventude do grupo que montou e acredita que seu time terá boas chances de buscar o objetivo. Vale ressaltar que o time da URT tem em seu elenco o veterano Ditinho, de 38 anos, como principal destaque, o restante da equipe é formada por atletas entre 20 e 23 anos.
Mantiqueira – Como está sendo a pré-temporada da URT para a disputa deste Campeonato Mineiro?
Zezito – Acredito que conseguimos montar um bom time e procurei fazer aquilo que já estou bastante acostumado. Às vezes é preciso buscar um bom atleta mas quando ele chega você precisa ver qual o potencial que ele vai ter na sua equipe. No caso dos times do interior é preciso ainda ter que buscar o jogador mais barato e por isso fica mais difícil. A URT tem uma faixa salarial baixa e o jogador precisa se encaixar dentro desta limitação do clube. É difícil este trabalho pois o jogador tem que ser barato mas precisa ter qualidade para disputar uma competição difícil como este campeonato do Módulo II. Este trabalho de montagem tem que ser feito por uma pessoa como bastante conhecimento e que sabe onde buscar este jogador que acaba se tornando num verdadeiro achado. No time da URT, para se ter uma ideia, busquei jogadores no Paraná, São Paulo, Belém do Pará. Consegui trazer um meia muito bom e tenho certeza que será um dos destaques desta equipe. O segredo então é este, jogadores novos, baratos e com qualidade e vontade de jogar futebol. É como se fosse um garimpo onde você precisa ficar atento para não errar na escolha da peça certa. Acredito que o time que montei para disputar o campeonato tem condições de jogar de igual com qualquer outro da competição.
Mantiqueira – Como foram os jogos realizados até agora nesta pré-temporada?
Zezito – Fizemos dois amistosos contra uma seleção da região de Patos de Minas e vencemos um por 3x2 e o outro por 5x0 e no último domingo perdemos para o Uberaba, em Uberaba, por 2x1. Neste jogo meu time me agradou bastante pois enfrentamos uma equipe de primeira divisão, vencíamos por 1x0 até os 35 minutos do segundo tempo e levamos dois gols devido a falhas de nossa equipe. São este tipo de falhas que vamos corrigir até o início da competição. Estes jogos de pré-temporada servem para analisarmos bem o jogador. Estamos num momento em que o resultado não deve ser levado tão em conta, a postura, vontade e desempenho dos atletas são os itens mais avaliados.
Mantiqueira – O elenco já está fechado? Qual a média de idade de sua equipe?
Zezito – Um elenco nunca está fechado a ponto de não poder receber um bom jogador. Temos praticamente nosso elenco todo montado, sendo um time jovem, com uma qualidade boa. O veterano da equipe é o Ditinho, uma verdadeira relíquia da URT. A diretoria me pediu a contratação deste atleta para ele ter a oportunidade de encerrar a carreira lá. Analisei bastante e vi que ele se encontra muito bem fisicamente, é um goleador, tem boa presença de área, então aceitei a indicação e ele está no nosso grupo sendo o jogador mais velho do elenco. Acredito que o Ditinho vai ajudar esta garotada com sua qualidade pois dentro da área ele não perdoa, sabe fazer gols como poucos. Claro que é um jogador que devido à idade não pode ser muito forçado, precisa ter um cuidado especial, mas é artilheiro e será um boa arma para nosso time neste campeonato. O Ditinho ainda é exemplo a ser seguido, pois além de ser um bom jogador tem uma vida regrada, não fuma, não bebe, não gosta de noitadas e com estas características é mais fácil de se trabalhar.
Mantiqueira - O que Patos de Minas espera da URT neste campeonato?
Zezito – A expectativa é muito grande. Patos de Minas é uma cidade onde se respira futebol. Existe uma rivalidade muito grande com o Mamoré, a outra equipe da cidade, e fica um clima envolvente a cada campeonato que se aproxima. Este ano esta ansiedade da torcida é maior pois logo na primeira rodada acontece o jogo entre Mamoré e URT, o clássico local que é cercado de muita paixão por parte de seus torcedores. No dia deste clássico a cidade pega fogo, fica dividida e acaba se tornando uma festa muito bonita. Para você ter uma ideia da paixão do torcedor de Patos de Minas pelo futebol, num dos nossos amistosos contra uma seleção local foi arrecadada meia tonelada de alimentos. Durante os coletivos as arquibancadas ficam lotadas. Eu fui bem aceito na cidade, todos gostam do meu trabalho, sendo que já é a terceira vez que estou dirigindo a URT e tento retribuir este carinho desempenhando um bom trabalho. Por duas vezes minha função era evitar o rebaixamento e este ano estamos focados em chegar ao módulo I. Estou satisfeito, pois é um lugar que dá grandes condições de se desenvolver um bom trabalho.
Mantiqueira – Que possibilidade real você acredita que a URT tem de subir para o Módulo I?
Zezito – Analisando friamente sabemos que será muito complicado pois estamos numa chave muito difícil. Vamos enfrentar o Mamoré, Patrocinense, Uberlândia, Ituiutaba, que agora será chamado de Boa, e o Fluminense de Araguari. Todos os jogos são considerados clássicos. O Ituiutaba vem forte embalado pelo acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Uberlândia foi rebaixado ano passado e este ano fará de tudo para recuperar sua vaga no módulo I. Vejo o Uberlândia muito forte devido a sua grande estrutura, é de uma grande cidade e tem dinheiro e isto faz diferença na hora que o campeonato pega para valer. A Patrocinense é outra força e vem com uma parceria com o Santo André. Este time da Patrocinense tem alguns jogadores que disputaram ano passado com as cores do Vulcão, mas se reforçou bem para o campeonato. O time que subiu este ano para o módulo II vem para brigar por uma vaga na elite mineira. Nossa chave é complicada mas isto não abala nossa confiança e acredito que com nosso trabalho vamos encarar todos de igual para igual.
Mantiqueira - Você fez parte de parte da pré-temporada do Poços de Caldas FC. Na sua opinião, o time tem chances de buscar uma vaga na elite este ano?
Zezito – Fiz um trabalho no Vulcão que posso dizer que foi muito gratificante. Fui contratado para montar uma seleção da região e formar um time para disputar o Campeonato Mineiro. A equipe passava por dificuldades, cogitava-se até não se disputar o Estadual. Depois a diretoria do clube me pediu uma ajuda na busca de patrocinadores e eu consegui trazer um grupo muito bom, pessoas que conheço, que já trabalharam comigo, fizemos uma excursão internacional, alguns jogadores chamaram a atenção, sendo que dois ou três podem ser negociados e o clube foi se recuperando. Acredito que neste campeonato o Vulcão virá forte. Deixamos uma base muito boa que se for mantida o time terá grandes possibilidade de ser forte neste campeonato. O time tem tudo para brigar na parte de cima da tabela. Estou torcendo muito por eles. Eu, infelizmente, não pude dar continuidade ao meu trabalho, já que recebi uma boa proposta da URT e no futebol é assim mesmo, você tem que buscar uma opção e eu tive que sair. Mesmo assim estou procurando ajudar no que posso através de conversas por telefone e eles acabaram ficando muito bem servidos de treinador, já que trouxeram o João Carlos de volta. O João já foi treinador da equipe e vai fazer um bom trabalho. Eu já trabalhei com o João Carlos em Sete Lagoas e indiquei ele ao Vulcão por saber do seu potencial. Ele é um treinador novo mas com uma inteligência muito grande. O Vulcão tem um patrimônio muito bom e acho que se houver uma boa habilidade por parte de todos os envolvidos com a equipe existem tem totais condições de subir.
Mantiqueira – Ano passado a URT praticamente eliminou as possibilidades do Poços de Caldas conquistar uma vaga na elite deste ano. Como foi aquele jogo para você, que comandava a URT, e seu filho Rodolfo era um dos destaques do Poços de Caldas?
Zezito - Minha postura muitas vezes é interpretada como radical mas eu levo tudo para o lado profissional. Eu gosto do Vulcão e meu filho jogava pelo Vulcão, mas na hora que entra no campo você tem que ser profissional. Este ensinamento levo para todos os meus atletas, inclusive para o meu filho Rodolfo. Estou defendendo as cores de um clube e isto fala mais alto. As cores deste clube que estou defendendo precisam ser respeitadas pois tem milhares de pessoas envolvidas. Em campo não tem filho e muito menos uma simpatia pelo time adversário e apenas o lado profissional deve prevalecer. Mas naquele campeonato não foi apenas eu que compliquei o Vulcão. Eles também nos complicaram em Patos de Minas pois nos venceram lá. Se tivéssemos vencido aquele jogo teríamos grandes possibilidades de subir para a elite. Um matou o outro.
Mantiqueira – Como pai, como você vê o Rodolfo hoje defendendo as cores da Caldense e prestes a disputar um campeonato mineiro da primeira divisão? Que conversas vocês estão tendo sobre isto?
Zezito – A gente conversa bastante. O Rodolfo me acompanha desde pequeno, tenho fotos dele de anos atrás entrando junto com o time em campo como mascote. Já dirigi cerca de 30 times e o Rodolfo tem 20 anos e está comigo sempre, desde garotinho, cresceu neste mundo do futebol. Ele hoje é um atleta que vive para o futebol quase que 100% do seu tempo, praticamente come e dorme pensando no futebol. Sou suspeito em falar, mas o Rodolfo se tornou um jogador de qualidade. Fez um bom campeonato pelo Vulcão e despertou interesse da Caldense. Foi uma negociação um pouco complicada mas o pessoal do Vulcão acabou entendo que a Caldense é uma vitrine e um clube da primeira divisão e acabou liberando ele. Agora ele vai ter que ter calma, paciência e lutar nos treinos pelo seu espaço no time. Acredito que ele é um dos mais novos da equipe, faz parte de um grupo muito bom formado pelo Catanoce. Se ele tiver paciência, trabalhar direitinho, terá seu espaço também, é só continuar jogando e nunca desistir. Tento ajudar o máximo e no que posso. Tento mostrar para ele todos os fundamentos da sua posição que é a zaga, falo de minhas experiências e ele tenta assimilar bem o que falo. Determinação, tenho certeza, não falta para ele.
Mantiqueira – Para encerrar, você acredita nas chances da Caldense neste Campeonato Mineiro? O time terá pela frente uma tabela ingrata que parece ter sido desenvolvida para prejudicar o grupo de Poços.
Zezito - Também vi uma tabela muito ruim para o time da Caldense. Claro que a Caldense terá que jogar contra todos, mas o início do campeonato será muito pesado para o time. Estrear contra o Cruzeiro, vice-campeão do Brasil, depois receber um América embalado pela classificação para a elite do futebol nacional, na sequência sair para duas difíceis partidas longe de Poços de Caldas não é o início que todos esperavam. Agora, na minha opinião, a Caldense vai precisar muito da sua torcida. O torcedor não deve querer crucificar o time em caso de uma derrota para o Cruzeiro. Se a Caldense conseguir um empate ou até mesmo uma derrota por um placar pequeno, estará de bom tamanho. A Caldense tem que se preocupar com o América em Poços e as demais partidas. Cruzeiro é Cruzeiro e o resultado, se negativo, não pode ser levado em conta. Claro que se puder vencer o Cruzeiro em Sete Lagoas, melhor ainda. Eu já vivi situações como esta e sei das dificuldades de se enfrentar grandes clubes. Mesmo que a Caldense tenha time para jogar de igual para igual com o Cruzeiro existem muitos fatores que pesam em favor do time grande. Em caso de dúvida a decisão da arbitragem sempre é a favor do time maior, existe uma pressão da Federação e por isto enfrentar os grandes acaba se tornando muito difícil. O torcedor tem que ter paciência, não analisar este jogo contra o Cruzeiro até mesmo para não dar uma carga muito grande para os jogadores e comissão técnica, que é competente e tem tudo para fazer um grande trabalho durante o campeonato, mesmo com a tabela jogando contra. Claro que o profissional quer vencer do Cruzeiro, do Atlético. São profissionais, mas existem muitos fatores além das condições financeiras. Um jogador do Cruzeiro paga a folha inteira da Caldense por muitos meses e isto pesa também. Eu, se jogasse num time igual ao Cruzeiro, quando enfrentasse um time do interior iria querer passar por cima. É esta a mentalidade de um time grande quando enfrenta um menor. Existe um investimento grande e uma derrota para um time pequeno gera muitas cobranças. Uma derrota do Cruzeiro para a Caldense por exemplo levaria uma onda de críticas da imprensa para o time da capital que acabaria ocasionado uma repercussão negativa muito grande para eles. Por isto eles devem entrar em campo querendo passar por cima da Caldense, que terá que jogar com muita inteligência para buscar ao menos um empate. Times como Cruzeiro e Atlético entram com a obrigação de vencer todos para evitar a cobrança excessiva por parte da mídia e da própria diretoria. Claro que o torcedor da Caldense quer ver seu tive vencer o Cruzeiro fora de casa. Eu também quero isto, porém sei das dificuldades, que são grande e peço para a torcida não levar este jogo em consideração. O Catanoce é um grande treinador, montou bem sua equipe e vai fazer o campeonato mineiro que sua torcida espera. A Caldense, no meu entendimento, vai passar por cima das dificuldades impostas pela tabela e tem condições de ficar entre os quatro classificados.
Mantiqueira – Como está sendo a pré-temporada da URT para a disputa deste Campeonato Mineiro?
Zezito – Acredito que conseguimos montar um bom time e procurei fazer aquilo que já estou bastante acostumado. Às vezes é preciso buscar um bom atleta mas quando ele chega você precisa ver qual o potencial que ele vai ter na sua equipe. No caso dos times do interior é preciso ainda ter que buscar o jogador mais barato e por isso fica mais difícil. A URT tem uma faixa salarial baixa e o jogador precisa se encaixar dentro desta limitação do clube. É difícil este trabalho pois o jogador tem que ser barato mas precisa ter qualidade para disputar uma competição difícil como este campeonato do Módulo II. Este trabalho de montagem tem que ser feito por uma pessoa como bastante conhecimento e que sabe onde buscar este jogador que acaba se tornando num verdadeiro achado. No time da URT, para se ter uma ideia, busquei jogadores no Paraná, São Paulo, Belém do Pará. Consegui trazer um meia muito bom e tenho certeza que será um dos destaques desta equipe. O segredo então é este, jogadores novos, baratos e com qualidade e vontade de jogar futebol. É como se fosse um garimpo onde você precisa ficar atento para não errar na escolha da peça certa. Acredito que o time que montei para disputar o campeonato tem condições de jogar de igual com qualquer outro da competição.
Mantiqueira – Como foram os jogos realizados até agora nesta pré-temporada?
Zezito – Fizemos dois amistosos contra uma seleção da região de Patos de Minas e vencemos um por 3x2 e o outro por 5x0 e no último domingo perdemos para o Uberaba, em Uberaba, por 2x1. Neste jogo meu time me agradou bastante pois enfrentamos uma equipe de primeira divisão, vencíamos por 1x0 até os 35 minutos do segundo tempo e levamos dois gols devido a falhas de nossa equipe. São este tipo de falhas que vamos corrigir até o início da competição. Estes jogos de pré-temporada servem para analisarmos bem o jogador. Estamos num momento em que o resultado não deve ser levado tão em conta, a postura, vontade e desempenho dos atletas são os itens mais avaliados.
Mantiqueira – O elenco já está fechado? Qual a média de idade de sua equipe?
Zezito – Um elenco nunca está fechado a ponto de não poder receber um bom jogador. Temos praticamente nosso elenco todo montado, sendo um time jovem, com uma qualidade boa. O veterano da equipe é o Ditinho, uma verdadeira relíquia da URT. A diretoria me pediu a contratação deste atleta para ele ter a oportunidade de encerrar a carreira lá. Analisei bastante e vi que ele se encontra muito bem fisicamente, é um goleador, tem boa presença de área, então aceitei a indicação e ele está no nosso grupo sendo o jogador mais velho do elenco. Acredito que o Ditinho vai ajudar esta garotada com sua qualidade pois dentro da área ele não perdoa, sabe fazer gols como poucos. Claro que é um jogador que devido à idade não pode ser muito forçado, precisa ter um cuidado especial, mas é artilheiro e será um boa arma para nosso time neste campeonato. O Ditinho ainda é exemplo a ser seguido, pois além de ser um bom jogador tem uma vida regrada, não fuma, não bebe, não gosta de noitadas e com estas características é mais fácil de se trabalhar.
Mantiqueira - O que Patos de Minas espera da URT neste campeonato?
Zezito – A expectativa é muito grande. Patos de Minas é uma cidade onde se respira futebol. Existe uma rivalidade muito grande com o Mamoré, a outra equipe da cidade, e fica um clima envolvente a cada campeonato que se aproxima. Este ano esta ansiedade da torcida é maior pois logo na primeira rodada acontece o jogo entre Mamoré e URT, o clássico local que é cercado de muita paixão por parte de seus torcedores. No dia deste clássico a cidade pega fogo, fica dividida e acaba se tornando uma festa muito bonita. Para você ter uma ideia da paixão do torcedor de Patos de Minas pelo futebol, num dos nossos amistosos contra uma seleção local foi arrecadada meia tonelada de alimentos. Durante os coletivos as arquibancadas ficam lotadas. Eu fui bem aceito na cidade, todos gostam do meu trabalho, sendo que já é a terceira vez que estou dirigindo a URT e tento retribuir este carinho desempenhando um bom trabalho. Por duas vezes minha função era evitar o rebaixamento e este ano estamos focados em chegar ao módulo I. Estou satisfeito, pois é um lugar que dá grandes condições de se desenvolver um bom trabalho.
Mantiqueira – Que possibilidade real você acredita que a URT tem de subir para o Módulo I?
Zezito – Analisando friamente sabemos que será muito complicado pois estamos numa chave muito difícil. Vamos enfrentar o Mamoré, Patrocinense, Uberlândia, Ituiutaba, que agora será chamado de Boa, e o Fluminense de Araguari. Todos os jogos são considerados clássicos. O Ituiutaba vem forte embalado pelo acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Uberlândia foi rebaixado ano passado e este ano fará de tudo para recuperar sua vaga no módulo I. Vejo o Uberlândia muito forte devido a sua grande estrutura, é de uma grande cidade e tem dinheiro e isto faz diferença na hora que o campeonato pega para valer. A Patrocinense é outra força e vem com uma parceria com o Santo André. Este time da Patrocinense tem alguns jogadores que disputaram ano passado com as cores do Vulcão, mas se reforçou bem para o campeonato. O time que subiu este ano para o módulo II vem para brigar por uma vaga na elite mineira. Nossa chave é complicada mas isto não abala nossa confiança e acredito que com nosso trabalho vamos encarar todos de igual para igual.
Mantiqueira - Você fez parte de parte da pré-temporada do Poços de Caldas FC. Na sua opinião, o time tem chances de buscar uma vaga na elite este ano?
Zezito – Fiz um trabalho no Vulcão que posso dizer que foi muito gratificante. Fui contratado para montar uma seleção da região e formar um time para disputar o Campeonato Mineiro. A equipe passava por dificuldades, cogitava-se até não se disputar o Estadual. Depois a diretoria do clube me pediu uma ajuda na busca de patrocinadores e eu consegui trazer um grupo muito bom, pessoas que conheço, que já trabalharam comigo, fizemos uma excursão internacional, alguns jogadores chamaram a atenção, sendo que dois ou três podem ser negociados e o clube foi se recuperando. Acredito que neste campeonato o Vulcão virá forte. Deixamos uma base muito boa que se for mantida o time terá grandes possibilidade de ser forte neste campeonato. O time tem tudo para brigar na parte de cima da tabela. Estou torcendo muito por eles. Eu, infelizmente, não pude dar continuidade ao meu trabalho, já que recebi uma boa proposta da URT e no futebol é assim mesmo, você tem que buscar uma opção e eu tive que sair. Mesmo assim estou procurando ajudar no que posso através de conversas por telefone e eles acabaram ficando muito bem servidos de treinador, já que trouxeram o João Carlos de volta. O João já foi treinador da equipe e vai fazer um bom trabalho. Eu já trabalhei com o João Carlos em Sete Lagoas e indiquei ele ao Vulcão por saber do seu potencial. Ele é um treinador novo mas com uma inteligência muito grande. O Vulcão tem um patrimônio muito bom e acho que se houver uma boa habilidade por parte de todos os envolvidos com a equipe existem tem totais condições de subir.
Mantiqueira – Ano passado a URT praticamente eliminou as possibilidades do Poços de Caldas conquistar uma vaga na elite deste ano. Como foi aquele jogo para você, que comandava a URT, e seu filho Rodolfo era um dos destaques do Poços de Caldas?
Zezito - Minha postura muitas vezes é interpretada como radical mas eu levo tudo para o lado profissional. Eu gosto do Vulcão e meu filho jogava pelo Vulcão, mas na hora que entra no campo você tem que ser profissional. Este ensinamento levo para todos os meus atletas, inclusive para o meu filho Rodolfo. Estou defendendo as cores de um clube e isto fala mais alto. As cores deste clube que estou defendendo precisam ser respeitadas pois tem milhares de pessoas envolvidas. Em campo não tem filho e muito menos uma simpatia pelo time adversário e apenas o lado profissional deve prevalecer. Mas naquele campeonato não foi apenas eu que compliquei o Vulcão. Eles também nos complicaram em Patos de Minas pois nos venceram lá. Se tivéssemos vencido aquele jogo teríamos grandes possibilidades de subir para a elite. Um matou o outro.
Mantiqueira – Como pai, como você vê o Rodolfo hoje defendendo as cores da Caldense e prestes a disputar um campeonato mineiro da primeira divisão? Que conversas vocês estão tendo sobre isto?
Zezito – A gente conversa bastante. O Rodolfo me acompanha desde pequeno, tenho fotos dele de anos atrás entrando junto com o time em campo como mascote. Já dirigi cerca de 30 times e o Rodolfo tem 20 anos e está comigo sempre, desde garotinho, cresceu neste mundo do futebol. Ele hoje é um atleta que vive para o futebol quase que 100% do seu tempo, praticamente come e dorme pensando no futebol. Sou suspeito em falar, mas o Rodolfo se tornou um jogador de qualidade. Fez um bom campeonato pelo Vulcão e despertou interesse da Caldense. Foi uma negociação um pouco complicada mas o pessoal do Vulcão acabou entendo que a Caldense é uma vitrine e um clube da primeira divisão e acabou liberando ele. Agora ele vai ter que ter calma, paciência e lutar nos treinos pelo seu espaço no time. Acredito que ele é um dos mais novos da equipe, faz parte de um grupo muito bom formado pelo Catanoce. Se ele tiver paciência, trabalhar direitinho, terá seu espaço também, é só continuar jogando e nunca desistir. Tento ajudar o máximo e no que posso. Tento mostrar para ele todos os fundamentos da sua posição que é a zaga, falo de minhas experiências e ele tenta assimilar bem o que falo. Determinação, tenho certeza, não falta para ele.
Mantiqueira – Para encerrar, você acredita nas chances da Caldense neste Campeonato Mineiro? O time terá pela frente uma tabela ingrata que parece ter sido desenvolvida para prejudicar o grupo de Poços.
Zezito - Também vi uma tabela muito ruim para o time da Caldense. Claro que a Caldense terá que jogar contra todos, mas o início do campeonato será muito pesado para o time. Estrear contra o Cruzeiro, vice-campeão do Brasil, depois receber um América embalado pela classificação para a elite do futebol nacional, na sequência sair para duas difíceis partidas longe de Poços de Caldas não é o início que todos esperavam. Agora, na minha opinião, a Caldense vai precisar muito da sua torcida. O torcedor não deve querer crucificar o time em caso de uma derrota para o Cruzeiro. Se a Caldense conseguir um empate ou até mesmo uma derrota por um placar pequeno, estará de bom tamanho. A Caldense tem que se preocupar com o América em Poços e as demais partidas. Cruzeiro é Cruzeiro e o resultado, se negativo, não pode ser levado em conta. Claro que se puder vencer o Cruzeiro em Sete Lagoas, melhor ainda. Eu já vivi situações como esta e sei das dificuldades de se enfrentar grandes clubes. Mesmo que a Caldense tenha time para jogar de igual para igual com o Cruzeiro existem muitos fatores que pesam em favor do time grande. Em caso de dúvida a decisão da arbitragem sempre é a favor do time maior, existe uma pressão da Federação e por isto enfrentar os grandes acaba se tornando muito difícil. O torcedor tem que ter paciência, não analisar este jogo contra o Cruzeiro até mesmo para não dar uma carga muito grande para os jogadores e comissão técnica, que é competente e tem tudo para fazer um grande trabalho durante o campeonato, mesmo com a tabela jogando contra. Claro que o profissional quer vencer do Cruzeiro, do Atlético. São profissionais, mas existem muitos fatores além das condições financeiras. Um jogador do Cruzeiro paga a folha inteira da Caldense por muitos meses e isto pesa também. Eu, se jogasse num time igual ao Cruzeiro, quando enfrentasse um time do interior iria querer passar por cima. É esta a mentalidade de um time grande quando enfrenta um menor. Existe um investimento grande e uma derrota para um time pequeno gera muitas cobranças. Uma derrota do Cruzeiro para a Caldense por exemplo levaria uma onda de críticas da imprensa para o time da capital que acabaria ocasionado uma repercussão negativa muito grande para eles. Por isto eles devem entrar em campo querendo passar por cima da Caldense, que terá que jogar com muita inteligência para buscar ao menos um empate. Times como Cruzeiro e Atlético entram com a obrigação de vencer todos para evitar a cobrança excessiva por parte da mídia e da própria diretoria. Claro que o torcedor da Caldense quer ver seu tive vencer o Cruzeiro fora de casa. Eu também quero isto, porém sei das dificuldades, que são grande e peço para a torcida não levar este jogo em consideração. O Catanoce é um grande treinador, montou bem sua equipe e vai fazer o campeonato mineiro que sua torcida espera. A Caldense, no meu entendimento, vai passar por cima das dificuldades impostas pela tabela e tem condições de ficar entre os quatro classificados.
Jogadores se concentram no Ninho dos Periquitos
Desde a última segunda-feira (24), toda a delegação de futebol da Associação Atlética Caldense está concentrada no Centro de Treinamento Geraldo Martins Costa (Ninho dos Periquitos), para a estreia no Campeonato Mineiro de 2011, que será contra o Cruzeiro, domingo (30), no estádio Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG.
Os jogadores se reapresentaram às 15h30 no CT e fizeram treino físico. Ontem (25), durante todo o período da manhã, eles permaneceram na sala de musculação, para um treinamento físico, e à tarde o time comandado por Paulo Cezar Catanoce entrou em campo para um treino com bola.
O técnico da Caldense ressalta a importância desse período preparatório para a estreia da Veterana no Estadual. “A concentração é muito importante para que os jogadores permaneçam focados no objetivo principal, que é fazer uma boa partida e vencer. A concentração visa familiarizar os atletas, para promover a sintonia entre eles. Nesse sentido, nós da comissão técnica acreditamos no bom desempenho que os nossos jogadores poderão ter, em virtude desse período de preparação no CT Ninho dos Periquitos”, revela Catanoce.
Hoje, o elenco fará um descanso programado no período da manhã e, à tarde, às 15h30, treino técnico. Na quinta-feira – último dia da pré-temporada da Caldense para o Campeonato Mineiro – às 8h30, os jogadores farão treino físico e, às 15h30, novo treino técnico no CT. Após as atividades, os atletas seguem para as Thermas Antonio Carlos, onde farão banho de imersão. Já na sexta-feira, o elenco da Veterana fará o último treino no CT antes da estreia de domingo. As atividades iniciam às 8h30 e, ao meio-dia, a delegação de futebol da Caldense segue viagem para Sete Lagoas.
Os jogadores não relacionados para a partida ficarão no CT Ninho dos Periquitos, onde treinarão normalmente sexta e sábado. Já na cidade onde será realizado o jogo contra o Cruzeiro, os jogadores farão um treino técnico no sábado, pela manhã, às 8h30, no hotel onde a delegação ficará concentrada para a partida de domingo.
Os jogadores se reapresentaram às 15h30 no CT e fizeram treino físico. Ontem (25), durante todo o período da manhã, eles permaneceram na sala de musculação, para um treinamento físico, e à tarde o time comandado por Paulo Cezar Catanoce entrou em campo para um treino com bola.
O técnico da Caldense ressalta a importância desse período preparatório para a estreia da Veterana no Estadual. “A concentração é muito importante para que os jogadores permaneçam focados no objetivo principal, que é fazer uma boa partida e vencer. A concentração visa familiarizar os atletas, para promover a sintonia entre eles. Nesse sentido, nós da comissão técnica acreditamos no bom desempenho que os nossos jogadores poderão ter, em virtude desse período de preparação no CT Ninho dos Periquitos”, revela Catanoce.
Hoje, o elenco fará um descanso programado no período da manhã e, à tarde, às 15h30, treino técnico. Na quinta-feira – último dia da pré-temporada da Caldense para o Campeonato Mineiro – às 8h30, os jogadores farão treino físico e, às 15h30, novo treino técnico no CT. Após as atividades, os atletas seguem para as Thermas Antonio Carlos, onde farão banho de imersão. Já na sexta-feira, o elenco da Veterana fará o último treino no CT antes da estreia de domingo. As atividades iniciam às 8h30 e, ao meio-dia, a delegação de futebol da Caldense segue viagem para Sete Lagoas.
Os jogadores não relacionados para a partida ficarão no CT Ninho dos Periquitos, onde treinarão normalmente sexta e sábado. Já na cidade onde será realizado o jogo contra o Cruzeiro, os jogadores farão um treino técnico no sábado, pela manhã, às 8h30, no hotel onde a delegação ficará concentrada para a partida de domingo.
Vulcão treina forte durante a semana
A semana começou puxada no Centro de Treinamentos Cratera do Vulcão. Desde segunda-feira, os jogadores do Poços de Caldas Futebol Clube estão trabalhando forte visando à estreia no Módulo II do Campeonato Mineiro, dia 13 de fevereiro, contra o Tricordiano, em Três Corações.
Na última terça-feira (25), o técnico João Carlos comandou treinos em dois períodos. Na parte da manhã, os atletas aperfeiçoaram o condicionamento físico com o preparador Cristian Oliveira. Durante a tarde, em campo reduzido, o treinador do Vulcão trabalhou taticamente com os jogadores. Nessa quarta-feira, no CT, o grupo fará a preparação nos mesmos horários. Às 9h, será reforçado o treinamento físico e, às 16h, João Carlos comanda mais um coletivo.
Na quinta e na sexta-feira, o Vulcão pode realizar jogos-treinos no interior de São Paulo. A diretoria busca adversários para que João Carlos possa observar os atletas em situações de jogos.
Na última terça-feira (25), o técnico João Carlos comandou treinos em dois períodos. Na parte da manhã, os atletas aperfeiçoaram o condicionamento físico com o preparador Cristian Oliveira. Durante a tarde, em campo reduzido, o treinador do Vulcão trabalhou taticamente com os jogadores. Nessa quarta-feira, no CT, o grupo fará a preparação nos mesmos horários. Às 9h, será reforçado o treinamento físico e, às 16h, João Carlos comanda mais um coletivo.
Na quinta e na sexta-feira, o Vulcão pode realizar jogos-treinos no interior de São Paulo. A diretoria busca adversários para que João Carlos possa observar os atletas em situações de jogos.
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