Muita festa no Ronaldão. Não com a atuação fraca da Caldense, mas com a vitória do Tolima em cima do Corinthians. Aos gritos de “eliminado, eliminado”, o torcedor esquecia parcialmente que, em campo, a Caldense sofria sua segunda derrota consecutiva no Campeonato Mineiro e já se via em situação delicada. Com o resultado, a Veterana ocupa a última colocação com duas derrotas, cinco gols contra e nenhuma a seu favor. A pontaria continua sendo o grande problema do time de Catanoce. A equipe cria e perde com facilidade gols incríveis. Foi assim durante os jogos da pré-temporada e vem sendo assim neste Campeonato Mineiro.
Ontem, contra o América tudo levava a crer que o time enfim conseguiria sua primeira vitória no ano. Jogando de forma envolvente, a Caldense era muito superior ao América. O time da capital, no entanto, se mostrou bem equilibrado e soube neutralizar as investidas da Veterana. Para se ter noção do domínio da Caldense, com 16 minutos de jogo, o time já havia criado pelo menos seis boas chances para marcar. Rivaldo era o homem mais perigoso, mas acabou se queimando com a torcida a cada chance perdida. O América, na primeira vez em que buscou o ataque, marcou.
Glaysson, tão elogiado por sua atuação contra o Cruzeiro falhou feio no lance do gol do Coelho. O goleiro saiu mal e Fábio Júnior quase marcou. A bola sobrou para Luciano que mandou para o gol de cabeça. Glaysson ainda tirou a bola, mas ela já havia ultrapassado a linha de gol.
O time de Poços continuou melhor em campo e buscando o empate o tempo todo, porém sem eficiência alguma, fato que irritava a torcida que passava a vaiar. O América, na dele, tocava a bola e buscava achar espaços na zaga da Veterana. Deu certo. Aos 34 minutos,
Fábio Júnior fez carnaval na zaga da Caldense, tirou um defensor, passou fácil por Glaysson e marcou um golaço.
A Caldense aí se perdeu de vez. O time visivelmente abalado não criava mais e o primeiro tempo terminou com derrota por 2x0 e muitas vaias da arquibancada.
A Caldense veio para o segundo tempo determinada a buscar o resultado. O América jogou com inteligência, cadenciando o jogo e administrando o placar. Com o tempo passando, o time de Poços ficava mais nervoso.
Catanoce buscava soluções. Trocou Rivaldo que não agradava a torcida por Neto Potiguar. Lúcio Bala que teve uma estreia discreta deixou o campo para a entrada de Lê e Mirandinha – único jogador aplaudido pela torcida - saiu para dar lugar a Fabrício. Nada. A Caldense não conseguia criar chances claras para pelo menos fazer um gol de honra. Márcio Loyola no final ainda perdeu um gol para deixar claro que o time de Poços não tem pontaria. Este ano a equipe não marcou em quatro jogos - dois amistosos e dois jogos do Mineiro. O time terá 10 dias de folga até outro difícil compromisso contra o América em Teófilo Otoni. Neste intervalo, algo precisa ser feito para corrigir este grave problema. Outra derrota será fatal para as pretensões do time no campeonato.
CALDENSE 0 - Glaysson; Ivo, André Alves, Anderson Carvalho e Márcio Loyola; Mário, Maxsuel, Luisinho e Lúcio Bala (Lê); Mirandinha (Fabrício) e Rivaldo (Neto Potiguar) Técnico: Paulo Cezar Catanoce
AMÉRICA 2 - Flávio; Marcos Rocha, Gabriel, Micão e Jean Batista; Leandro Ferreira, Dudu, Luciano (Nando) e Irênio; Daniel Lovinho (Euller) e Fábio Júnior (Thiago Silvy) Técnico: Mauro Fernandes
Motivo: 2ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Ronaldão, em Poços de Caldas
Data: quarta-feira, 02/02/2011
Gols: Luciano, 17min, Fábio Júnior, 34min do 1ºT
Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior (CBF/FMF)
Assistentes: Helbert Costa Andrade (CBF/FMF) e Pedro Araújo Dias Cotta (CBF/FMF)
Cartões amarelos: Jean Batista, Dudu, Irênio, Flávio, Marcos Rocha
(América); Anderson Carvalho, Mário (Caldense)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Atletas espanhóis fazem intercâmbio em Poços de Caldas
Os espanhóis Toni Morales e Adri Morales, de Barcelona, fizeram um período de treinamentos no Brasil. Primeiramente, estiveram no Rio de Janeiro e depois, a convite do mestre Paulão Rezende, vieram a Poços de Caldas para realizar alguns dias de treinos na academia PR. Ambos ficaram bastante impressionados com a qualidade do jiu-jitsu praticado em Poços de Caldas. Segundo eles, o esporte aqui está anos luz à frente do que é praticado nas academias da Espanha.
“O treinamento que encontramos aqui é muito superior ao que estamos acostumados na Espanha. Existem mais atletas e o nível técnico é incrível. Estivemos no Rio de Janeiro e não vimos lá um jiu-jitsu tão forte como o que vimos aqui em Poços de Caldas”, disse Toni Morales. Adri Morales é atleta de MMA e Moai tai, enquanto que Toni pratica apenas o jiu-jitsu.
Para o mestre Paulão, a visita dos atletas espanhóis é importante para toda a academia PR pois significa troca de conhecimento entre diferentes estilos do mesmo esporte. “São representantes da PR fora do Brasil e a vinda deles foi concretizada após a ida do Gargamel até a Espanha, quando os detalhes foram definidos”, disse Paulão Rezende, que em abril retribui a visita aos espanhóis com alguns dias em Barcelona, onde fará graduações e dará seminários. “Não resta dúvida que as filiais da Espanha acrescentam a nossos atletas um grande conhecimento. Queremos, em um curto período, formar professores na Espanha, que tentarão levar para eles o estilo do jiu-jitsu praticado em Poços de Caldas e no Brasil. Quero ainda agradecer a receptividade do Projeto Soma aos atletas europeus, oferecendo toda a estrutura para eles”, disse Paulão. Segundo Gargamel, a ida à Espanha foi bastante proveitosa para o jiu-jitsu da Academia PR. “No período em que estive lá fui muito bem recebido, fiquei bem alojado durante os três meses que fiquei no país, fizemos um bom trabalho com os atletas de lá. Nossa técnica acabou impressionando bastante os espanhóis e vamos formar uma união que muito bem fará para nossa equipe”, contou Gargamel.
“O treinamento que encontramos aqui é muito superior ao que estamos acostumados na Espanha. Existem mais atletas e o nível técnico é incrível. Estivemos no Rio de Janeiro e não vimos lá um jiu-jitsu tão forte como o que vimos aqui em Poços de Caldas”, disse Toni Morales. Adri Morales é atleta de MMA e Moai tai, enquanto que Toni pratica apenas o jiu-jitsu.
Para o mestre Paulão, a visita dos atletas espanhóis é importante para toda a academia PR pois significa troca de conhecimento entre diferentes estilos do mesmo esporte. “São representantes da PR fora do Brasil e a vinda deles foi concretizada após a ida do Gargamel até a Espanha, quando os detalhes foram definidos”, disse Paulão Rezende, que em abril retribui a visita aos espanhóis com alguns dias em Barcelona, onde fará graduações e dará seminários. “Não resta dúvida que as filiais da Espanha acrescentam a nossos atletas um grande conhecimento. Queremos, em um curto período, formar professores na Espanha, que tentarão levar para eles o estilo do jiu-jitsu praticado em Poços de Caldas e no Brasil. Quero ainda agradecer a receptividade do Projeto Soma aos atletas europeus, oferecendo toda a estrutura para eles”, disse Paulão. Segundo Gargamel, a ida à Espanha foi bastante proveitosa para o jiu-jitsu da Academia PR. “No período em que estive lá fui muito bem recebido, fiquei bem alojado durante os três meses que fiquei no país, fizemos um bom trabalho com os atletas de lá. Nossa técnica acabou impressionando bastante os espanhóis e vamos formar uma união que muito bem fará para nossa equipe”, contou Gargamel.
Ligeirinho supera problemas físicos e falta de apoio na BR-135 Ultramarathon
Mesmo com uma preparação física feita especificamente para disputar a BR-135 deste ano, o atleta Adilson José Pereira, Ligeirinho, teve muitos problemas físicos para completar a prova. Atual bicampeão, ele ainda conseguiu um grande feito ao terminar esta etapa em terceiro lugar e subindo novamente ao pódio. O ultramaratonista lamentou a falta de apoio da Secretaria Municipal de Esportes. “Desta vez não me deram um tostão. Tive que contar com a ajuda de velhos parceiros para completar o dinheiro de algumas taxas e outras necessidades durante a prova”, contou o piloto.
As dificuldades - O forte calor foi a principal dificuldade encontrada por Ligeirinho na BR-135 deste ano. Em alguns momentos de prova os termômetros acusavam 30 graus, mas com uma sensação térmica de quase 45, sendo um grande obstáculo para a maioria dos competidores. “Subiu a umidade do chão com o sol forte que não deixava a gente transpirar direito”, contou o atleta, que teve grandes problemas numa parte da prova que é sua favorita. Quando passava pelo Pico do Gavião ele teve queda de pressão, crises de vômitos, desmaiou e ficou cerca de 1 hora e meia parado até se restabelecer. Esta foi apenas uma das várias crises que ele teve que enfrentar até o final da prova. Mesmo com apelos de vários atletas e até mesmo da equipe de apoio para que deixasse a prova Ligeirinho resolveu continuar na briga pelo tri. “Não podia decepcionar ninguém. Tinha muita gente me ajudando, patrocinadores, pessoas que confiam em mim e não poderia abandar de forma alguma aquela prova. Fui lutando contra meu corpo, devagar e continuando na competição de um jeito ou de outro”, contou o atleta. A insistência de Ligeirinho foi tamanha que ele continuava brigando pelas primeiras posições mesmo com o problema enfrentando no Pico do Gavião. Quando tudo parecia seguir normalmente o atleta voltou a ter problemas. Em Inconfidentes, com metade do percurso feito, Ligeirinho estava na quarta colocação, mas já estava novamente sentindo alguns problemas físicos. Em Borda da Mata ele já estava em segundo lugar quando ele se alimentou e seguiu em frente, porém 10 km à frente o atleta desmaiou e perdeu novamente uma hora com esta parada forçada. “Quero agradecer muito ao Rovilson que ficou cuidando de mim na madrugada. Estava no meio da estrada, deitado, não tinha nada perto e por isso a ajuda do Rovilson de grande valia. Via os outros atletas passando e eu não conseguia me recuperar e perdi um tempo muito grande neste momento”, contou Ligeirinho. O insistente atleta, mostrando que o título de super atleta não é nenhum exagero, se recuperou e continuou na corrida. Os problemas não paravam. Em Toques do Mogi novo desmaio e mais uma hora perdida. “Fui lutando do jeito que dava, difícil mas na minha consciência eu tinha que concluir aquela prova. Queria mostrar para todos que não fui lá para brincar, sou um atleta sério, o que começo a fazer termino de um jeito ou de outro. Apesar do sofrimento, na minha cabeça eu queria mostrar que tinha capacidade”, disse. Recuperado e novamente na prova, Ligeirinho fez um corrida de recuperação. Em Estiva, ele já era o quarto colocado, bem perto do terceiro. Se sentindo bem fisicamente ele estava quase conseguindo a posição até que na Serra do Caçador voltou a desmaiar. Neste momento o soldado Franco da Polícia Militar, que fazia o trabalho de peacer do atleta, tentou ajudar da forma que dava. “Estávamos perto de uma goiabeira e ele não pensou duas vezes e pegou uma goiaba e me deu para comer. Tinha um bicho na goiaba e fiquei titubeante em comer e foi quando ele disse para deixar de besteira e que eu estava pior que o bicho. Comi ainda alguns morangos e fiquei revitalizado para seguir na prova”, contou o atleta. Depois deste fato não teve mais problemas. Mesmo com todas as dificuldades o atleta conseguiu ultrapassar o terceiro colocado e assumir a posição. Ligeirinho seguiu em busca de posições e passou a pressionar o segundo colocado. “Estava muito perto de assumir o segundo lugar, mas como perdi muito tempo não foi possível alcançá-lo. Cheguei apenas 7 minutos atrás dele”, contou. “Foi a prova mais difícil da minha vida, foi a medalha que paguei mais caro mas também foi uma das melhores conquistas.
Terminada a prova, Ligeirinho foi tratado como herói devido a tamanha dificuldade que o atleta enfrentou até terminar em terceiro lugar. “O campeão da prova, o Corte, disse para todos que eu era o verdadeiro campeão porque superar o que superei não é para qualquer um. Ele comentou que não faria o que fiz nesta BR-135. Para mim foi uma grande honra ter terminado a BR-135 de 2011 e se Deus quiser em 2012 vou estar lá, bem fisicamente, para buscar este título”, completou ele.
“Infelizmente não tive apoio nem da Secretaria de Esportes e nem da Loja da Borracha, onde trabalho, que ainda descontou os dias que faltei para participar da prova. Agradeço muito a Madeireira Chiqueirão, Cirúrgica Fênix, Neo Nutri, Centro Otorrino, Taú Sports, Pé Q Voa, Corphus, Alcace, Rodonossa, além de todos os atletas da equipe Pé Q Voa, pois cada um contribuiu com uma parte para interar o dinheiro que estava faltando. Quero também agradecer a Polícia Militar, que cedeu o soldado Franco, que foi um grande parceiro junto com a equipe de apoio, meu técnico José Luiz que ficou muito preocupado com os problemas que tive e me orientou muito durante a prova. E a todos que estiveram comigo de alguma forma”, finalizou.
A equipe de Ligeirinho contou com apoio do cabo PM José Luiz de Azevedo, instrutor de Educação Física do 29ºBPM, que treinou e deu suporte ao atleta durante todo o trajeto, e ao soldado Franco, do Tático Móvel, que voluntariamente correu mais de 50km com o atleta.
SME - A reportagem conversou com o secretário de Esportes Carlos Alberto dos Santos sobre o fato do não apoio ao atleta. Ele disse que realmente não ajudou Ligeirinho com dinheiro este ano devido ao orçamento apertado da Secretaria, mas que liberou a estrutura do município para que ele fizesse seus treinamentos. “O Ligeirinho usou a pista de atletismo para fazer seus treinos e acredito que isto seja sim uma forma de apoio para o atleta”, disse o secretário.
As dificuldades - O forte calor foi a principal dificuldade encontrada por Ligeirinho na BR-135 deste ano. Em alguns momentos de prova os termômetros acusavam 30 graus, mas com uma sensação térmica de quase 45, sendo um grande obstáculo para a maioria dos competidores. “Subiu a umidade do chão com o sol forte que não deixava a gente transpirar direito”, contou o atleta, que teve grandes problemas numa parte da prova que é sua favorita. Quando passava pelo Pico do Gavião ele teve queda de pressão, crises de vômitos, desmaiou e ficou cerca de 1 hora e meia parado até se restabelecer. Esta foi apenas uma das várias crises que ele teve que enfrentar até o final da prova. Mesmo com apelos de vários atletas e até mesmo da equipe de apoio para que deixasse a prova Ligeirinho resolveu continuar na briga pelo tri. “Não podia decepcionar ninguém. Tinha muita gente me ajudando, patrocinadores, pessoas que confiam em mim e não poderia abandar de forma alguma aquela prova. Fui lutando contra meu corpo, devagar e continuando na competição de um jeito ou de outro”, contou o atleta. A insistência de Ligeirinho foi tamanha que ele continuava brigando pelas primeiras posições mesmo com o problema enfrentando no Pico do Gavião. Quando tudo parecia seguir normalmente o atleta voltou a ter problemas. Em Inconfidentes, com metade do percurso feito, Ligeirinho estava na quarta colocação, mas já estava novamente sentindo alguns problemas físicos. Em Borda da Mata ele já estava em segundo lugar quando ele se alimentou e seguiu em frente, porém 10 km à frente o atleta desmaiou e perdeu novamente uma hora com esta parada forçada. “Quero agradecer muito ao Rovilson que ficou cuidando de mim na madrugada. Estava no meio da estrada, deitado, não tinha nada perto e por isso a ajuda do Rovilson de grande valia. Via os outros atletas passando e eu não conseguia me recuperar e perdi um tempo muito grande neste momento”, contou Ligeirinho. O insistente atleta, mostrando que o título de super atleta não é nenhum exagero, se recuperou e continuou na corrida. Os problemas não paravam. Em Toques do Mogi novo desmaio e mais uma hora perdida. “Fui lutando do jeito que dava, difícil mas na minha consciência eu tinha que concluir aquela prova. Queria mostrar para todos que não fui lá para brincar, sou um atleta sério, o que começo a fazer termino de um jeito ou de outro. Apesar do sofrimento, na minha cabeça eu queria mostrar que tinha capacidade”, disse. Recuperado e novamente na prova, Ligeirinho fez um corrida de recuperação. Em Estiva, ele já era o quarto colocado, bem perto do terceiro. Se sentindo bem fisicamente ele estava quase conseguindo a posição até que na Serra do Caçador voltou a desmaiar. Neste momento o soldado Franco da Polícia Militar, que fazia o trabalho de peacer do atleta, tentou ajudar da forma que dava. “Estávamos perto de uma goiabeira e ele não pensou duas vezes e pegou uma goiaba e me deu para comer. Tinha um bicho na goiaba e fiquei titubeante em comer e foi quando ele disse para deixar de besteira e que eu estava pior que o bicho. Comi ainda alguns morangos e fiquei revitalizado para seguir na prova”, contou o atleta. Depois deste fato não teve mais problemas. Mesmo com todas as dificuldades o atleta conseguiu ultrapassar o terceiro colocado e assumir a posição. Ligeirinho seguiu em busca de posições e passou a pressionar o segundo colocado. “Estava muito perto de assumir o segundo lugar, mas como perdi muito tempo não foi possível alcançá-lo. Cheguei apenas 7 minutos atrás dele”, contou. “Foi a prova mais difícil da minha vida, foi a medalha que paguei mais caro mas também foi uma das melhores conquistas.
Terminada a prova, Ligeirinho foi tratado como herói devido a tamanha dificuldade que o atleta enfrentou até terminar em terceiro lugar. “O campeão da prova, o Corte, disse para todos que eu era o verdadeiro campeão porque superar o que superei não é para qualquer um. Ele comentou que não faria o que fiz nesta BR-135. Para mim foi uma grande honra ter terminado a BR-135 de 2011 e se Deus quiser em 2012 vou estar lá, bem fisicamente, para buscar este título”, completou ele.
“Infelizmente não tive apoio nem da Secretaria de Esportes e nem da Loja da Borracha, onde trabalho, que ainda descontou os dias que faltei para participar da prova. Agradeço muito a Madeireira Chiqueirão, Cirúrgica Fênix, Neo Nutri, Centro Otorrino, Taú Sports, Pé Q Voa, Corphus, Alcace, Rodonossa, além de todos os atletas da equipe Pé Q Voa, pois cada um contribuiu com uma parte para interar o dinheiro que estava faltando. Quero também agradecer a Polícia Militar, que cedeu o soldado Franco, que foi um grande parceiro junto com a equipe de apoio, meu técnico José Luiz que ficou muito preocupado com os problemas que tive e me orientou muito durante a prova. E a todos que estiveram comigo de alguma forma”, finalizou.
A equipe de Ligeirinho contou com apoio do cabo PM José Luiz de Azevedo, instrutor de Educação Física do 29ºBPM, que treinou e deu suporte ao atleta durante todo o trajeto, e ao soldado Franco, do Tático Móvel, que voluntariamente correu mais de 50km com o atleta.
SME - A reportagem conversou com o secretário de Esportes Carlos Alberto dos Santos sobre o fato do não apoio ao atleta. Ele disse que realmente não ajudou Ligeirinho com dinheiro este ano devido ao orçamento apertado da Secretaria, mas que liberou a estrutura do município para que ele fizesse seus treinamentos. “O Ligeirinho usou a pista de atletismo para fazer seus treinos e acredito que isto seja sim uma forma de apoio para o atleta”, disse o secretário.
Comitê Municipal Organizador da Copa Mundial de Futebol de 2014
O prefeito Paulo César Silva assinará, nesta quinta-feira (3), às 16h, no gabinete, a portaria que designará os membros do Comitê Municipal Organizador da Copa Mundial de Futebol de 2014, com a presença dos membros Laércio Otávio Martins, presidente do Comitê, Antonio Bento Gonçalves, César Wilson Berto, Gustavo Tarquínio Bertozzi, Orlando Rodrigues, José Carlos Polli, Waldir Miguel, Cibele Melo Benjamim, Paulo Roberto Rodrigues Milton, Carlos Alberto de Oliveira e Marcelo de Oliveira e Silva.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Catanoce faz mistério sobre equipe que joga hoje contra o América
O jogo contra o Cruzeiro já faz parte do passado. A Caldense retorna a campo na noite de hoje para enfrentar o América em sua primeira partida, no Mineiro 2011, no estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira. Ontem pela manhã, o treinador comandou um coletivo onde definiu o time que enfrenta o Coelho na noite de hoje. Este treino foi fechado para a imprensa. O treinador não divulgou o grupo que começa jogando, mas a expectativa é de poucas mudanças. Na tarde de ontem, Catanoce conversou com a reportagem e assinalou uma possibilidade de Lúcio Bala entrar no jogo, no entanto, tudo vai depender de testes que serão realizados hoje pela manhã. “Não sei ainda das possibilidade do Lúcio jogar, vamos analisar hoje e se ele tiver condição joga, caso contrário acho melhor esperar um pouco e manter o mesmo time que jogou com o Cruzeiro”, disse.
O treinador gostou da atuação da Caldense diante do Cruzeiro. Na opinião dele, mesmo com a derrota o time se portou bem e correspondeu com os treinamentos durante a pré-temporada. A tendência de evolução nos próximos jogos é muito grande, segundo ele. “Nossos atletas fizeram toda a proposta de jogo que traçamos contra o Cruzeiro. Naquele jogo o planejamento era a forte marcação para sair nos contra-ataques para tentar definir o jogo diante do time da capital. Criamos situações para fazer o gol mas infelizmente a bola não entrou. O que me agradou bastante foi o comportamento da equipe e no meu entendimento de jogo o Cruzeiro não teve chances claras de gols. Foram muitos chutes de fora da área, algumas jogadas desordenadas, no entanto, no momento crucial da partida sofremos um pênalti que desestabilizou nossa equipe. Foi um lance que a maioria dos nossos jogadores achou que não houve a falta, mas o árbitro foi convicto e isto desestabilizou nossa equipe, que logo em seguida sofreu o segundo gol. Claro que os 3x0 não agradaram ninguém na Caldense e muito menos a mim, mas o comportamento do time e a aplicação foram positivos”, disse o técnico. Ele acredita que jogando em casa a postura do time será outra, mas não descarta a possibilidade de atuar novamente com uma equipe mais defensiva. “Tudo vai depender muito da postura do América. Se eles vierem para cima não podemos nos expor, temos que ter cuidado por se tratar de um adversário de qualidade”, disse o treinador. No coletivo de ontem pela manhã o técnico fez várias simulações de situações de jogo. Ele disse que viu a última partida do América e vai tentar neutralizar suas principais jogadas. “É uma equipe que eu conheço bem, enfrentei eles em 2009 e ano passado e não houve grandes mudanças no grupo, até a maneira de jogar acho que continua a mesma. É um time que cadencia bem o jogo, roda a bola de um lado para o outro e tem alguns destaques individuais. O Lovinho é muito bom jogador, rápido na frente, driblador. O Fábio Júnior joga mais centralizado, o Irênio tem uma qualidade técnica muito boa no meio-campo. Me parece que o Luciano vai jogar e ele é um atleta que tem uma qualidade muito boa, é bem ofensivo e não vamos enfrentar moleza”, concluiu Catanoce.
América - O América está definido para enfrentar a Caldense hoje, às 22h, no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas, na abertura da 2ª rodada do Campeonato Mineiro. Apenas duas modificações serão realizadas entre os titulares, já que o técnico Mauro Fernandes garantiu a volta do goleiro Flávio e do armador Luciano na partida. França e Nando, titulares na estreia contra o Uberaba, voltaram a figurar entre os reservas.
O treinador se diz satisfeito com o esforço feito pelo elenco para alcançar a melhor forma física e espera que o time conquiste a primeira vitória no Estadual. “O time tem treinado forte e o Luciano também trabalhou bem nesses dias para alcançar um ganho maior de massa muscular. Acho que agora é esperar que na hora do jogo seja colocado em prática o que foi feito aqui [em Varginha] para fazermos uma boa partida e conquistar os três pontos”, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia. (Portal Uai)
CALDENSE - Glaysson; Ivo, André Alves, Anderson Carvalho e Márcio Loyola; Rafael Dias, Mário, Maxsuel e Luisinho; Mirandinha e Rivaldo. Técnico: Paulo Cezar Catanoce
AMÉRICA - Flávio; Marcos Rocha, Gabriel, Micão e Jean Batista; Leandro Ferreira, Dudu, Luciano e Irênio; Daniel Lovinho e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes
Motivo: 2ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Ronaldão, em Poços de Caldas
Data e horário: quarta-feira, 02/02/2011, às 22h
Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior (CBF/FMF)
Assistentes: Helbert Costa Andrade (CBF/FMF) e Pedro Araújo Dias Cotta (CBF/FMF)
O treinador gostou da atuação da Caldense diante do Cruzeiro. Na opinião dele, mesmo com a derrota o time se portou bem e correspondeu com os treinamentos durante a pré-temporada. A tendência de evolução nos próximos jogos é muito grande, segundo ele. “Nossos atletas fizeram toda a proposta de jogo que traçamos contra o Cruzeiro. Naquele jogo o planejamento era a forte marcação para sair nos contra-ataques para tentar definir o jogo diante do time da capital. Criamos situações para fazer o gol mas infelizmente a bola não entrou. O que me agradou bastante foi o comportamento da equipe e no meu entendimento de jogo o Cruzeiro não teve chances claras de gols. Foram muitos chutes de fora da área, algumas jogadas desordenadas, no entanto, no momento crucial da partida sofremos um pênalti que desestabilizou nossa equipe. Foi um lance que a maioria dos nossos jogadores achou que não houve a falta, mas o árbitro foi convicto e isto desestabilizou nossa equipe, que logo em seguida sofreu o segundo gol. Claro que os 3x0 não agradaram ninguém na Caldense e muito menos a mim, mas o comportamento do time e a aplicação foram positivos”, disse o técnico. Ele acredita que jogando em casa a postura do time será outra, mas não descarta a possibilidade de atuar novamente com uma equipe mais defensiva. “Tudo vai depender muito da postura do América. Se eles vierem para cima não podemos nos expor, temos que ter cuidado por se tratar de um adversário de qualidade”, disse o treinador. No coletivo de ontem pela manhã o técnico fez várias simulações de situações de jogo. Ele disse que viu a última partida do América e vai tentar neutralizar suas principais jogadas. “É uma equipe que eu conheço bem, enfrentei eles em 2009 e ano passado e não houve grandes mudanças no grupo, até a maneira de jogar acho que continua a mesma. É um time que cadencia bem o jogo, roda a bola de um lado para o outro e tem alguns destaques individuais. O Lovinho é muito bom jogador, rápido na frente, driblador. O Fábio Júnior joga mais centralizado, o Irênio tem uma qualidade técnica muito boa no meio-campo. Me parece que o Luciano vai jogar e ele é um atleta que tem uma qualidade muito boa, é bem ofensivo e não vamos enfrentar moleza”, concluiu Catanoce.
América - O América está definido para enfrentar a Caldense hoje, às 22h, no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas, na abertura da 2ª rodada do Campeonato Mineiro. Apenas duas modificações serão realizadas entre os titulares, já que o técnico Mauro Fernandes garantiu a volta do goleiro Flávio e do armador Luciano na partida. França e Nando, titulares na estreia contra o Uberaba, voltaram a figurar entre os reservas.
O treinador se diz satisfeito com o esforço feito pelo elenco para alcançar a melhor forma física e espera que o time conquiste a primeira vitória no Estadual. “O time tem treinado forte e o Luciano também trabalhou bem nesses dias para alcançar um ganho maior de massa muscular. Acho que agora é esperar que na hora do jogo seja colocado em prática o que foi feito aqui [em Varginha] para fazermos uma boa partida e conquistar os três pontos”, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia. (Portal Uai)
CALDENSE - Glaysson; Ivo, André Alves, Anderson Carvalho e Márcio Loyola; Rafael Dias, Mário, Maxsuel e Luisinho; Mirandinha e Rivaldo. Técnico: Paulo Cezar Catanoce
AMÉRICA - Flávio; Marcos Rocha, Gabriel, Micão e Jean Batista; Leandro Ferreira, Dudu, Luciano e Irênio; Daniel Lovinho e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes
Motivo: 2ª rodada do Campeonato Mineiro
Estádio: Ronaldão, em Poços de Caldas
Data e horário: quarta-feira, 02/02/2011, às 22h
Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior (CBF/FMF)
Assistentes: Helbert Costa Andrade (CBF/FMF) e Pedro Araújo Dias Cotta (CBF/FMF)
Vendas de ingressos
A venda de ingressos na sede do clube da Caldense começou ontem, às 13h e encerrou às 18h. Nesta quarta-feira, os ingressos serão comercializados no clube em horário comercial – das 8h ao meio-dia, e das 13h às 18h – e diretamente no estádio, a partir das 20h, quando os portões de acesso ao estádio serão abertos.
Os torcedores do América-MG deverão ficar somente na arquibancada coberta. Neste local, o preço do ingresso é R$ 20, e meia, R$ 10. Já para a geral, R$ 10, e R$ 5 a meia. Quem tem direito ao meio-ingresso são estudantes (portando carteira de estudante ou comprovante de matrícula da instituição de ensino, ambos referentes ao ano de 2011), pessoas menores de 12 anos e maiores de 65 anos. É necessário que estes apresentem seus documentos tanto no ato da compra quanto na entrada do estádio.
Presença da torcida - O presidente da Associação Atlética Caldense, Antônio Bento Gonçalves, convida a todos os torcedores da Veterana em Poços e região para o primeiro jogo em casa neste Campeonato Mineiro. “É muito emocionante olhar para as arquibancadas e ver o agitar das cores verde e branco da nossa torcida. Foi assim na Arena do Jacaré no domingo passado e esperamos que assim o seja amanhã aqui no Ronaldão. Precisamos muito do apoio da nossa torcida neste início de Campeonato. Contamos com a presença dos nossos torcedores no estádio para o confronto contra o América-MG”, declara Gonçalves.
Os torcedores do América-MG deverão ficar somente na arquibancada coberta. Neste local, o preço do ingresso é R$ 20, e meia, R$ 10. Já para a geral, R$ 10, e R$ 5 a meia. Quem tem direito ao meio-ingresso são estudantes (portando carteira de estudante ou comprovante de matrícula da instituição de ensino, ambos referentes ao ano de 2011), pessoas menores de 12 anos e maiores de 65 anos. É necessário que estes apresentem seus documentos tanto no ato da compra quanto na entrada do estádio.
Presença da torcida - O presidente da Associação Atlética Caldense, Antônio Bento Gonçalves, convida a todos os torcedores da Veterana em Poços e região para o primeiro jogo em casa neste Campeonato Mineiro. “É muito emocionante olhar para as arquibancadas e ver o agitar das cores verde e branco da nossa torcida. Foi assim na Arena do Jacaré no domingo passado e esperamos que assim o seja amanhã aqui no Ronaldão. Precisamos muito do apoio da nossa torcida neste início de Campeonato. Contamos com a presença dos nossos torcedores no estádio para o confronto contra o América-MG”, declara Gonçalves.
Glaysson vira destaque do time depois de atuação contra o Cruzeiro
Revelado pelas categorias de base do Cruzeiro, Glaysson sempre se destacou nas equipes onde jogou. Em 2009, por exemplo, foi um dos pilares do Rio Branco de Andradas, que chegou às finais do Campeonato Mineiro. Na estreia da Caldense no Estadual deste ano Glaysson mostrou que a boa fase está de volta depois de um 2010 bastante problemático para o jogador de 31 anos, titular absoluto do gol da Veterana. A reportagem do Mantiqueira acompanhou os treinos com os goleiros da Caldense na tarde de ontem no CT Ninho dos Periquitos e conversou com Glaysson.
Mantiqueira – Você foi o destaque da equipe na estreia contra o Cruzeiro. Foi elogiado por toda a mídia mineira. Como você analisa esta estreia da Caldense no Campeonato Mineiro e sua atuação?
Glaysson – Foi uma estreia difícil, complicada, já que os times da capital são sempre muito difíceis de serem enfrentados. Jogamos contra o atual vice-campeão brasileiro e nosso time se comportou muito bem. Poderíamos ter saído na frente no placar na primeira etapa, perdemos duas chances bem claras de gols e na segunda etapa conseguimos segurar até boa parte do jogo, mas acabamos derrotados. No meu modo de ver, sofremos um pênalti que não existiu e este lance nos desestabilizou. Aquele pênalti derrubou nossa equipe e foi determinante no resultado. Bola pra frente e vamos buscar a recuperação na partida de hoje contra o América. Quanto a minha atuação, recebi muitos elogios, mas tudo é fruto de trabalho. Uma pena que, apesar de eu ter me destacado, feito boas defesas, nosso time tenha deixado o campo derrotado. Quem sabe na próxima eu volto a me destacar e o resultado final seja bem melhor que os 3x0 que levamos do Cruzeiro.
Mantiqueira – No momento do pênalti, você estava de frente para o lance, qual foi sua primeira impressão?
Glaysson – Na hora eu achei que tinha sido, mas o Ivo estava muito convicto que não tinha tocado no Thiago. O lance foi muito rápido.
Conversando com mais calma no vestiário com o Ivo ele me convenceu que não havia tocado mesmo o atleta do Cruzeiro. Vendo mais tarde pela TV aí tivemos a certeza de que o juiz cometeu um grande erro contra nosso time.
Mantiqueira - Você está saindo de um ano difícil. Como foi a preparação para voltar a ser o goleiro de destaque que foi em outras equipes?
Glaysson – 2010 não foi um ano muito bom para mim. Logo no início do ano sofri uma lesão no púbis. Tinha ido para o Volta Redonda com o professor Catanoce e não consegui jogar devido a uma inflamação no osso. Fui para o Uberaba, onde comecei a disputar o Campeonato Brasileiro mas não estava bem fisicamente, falhando em alguns jogos, fiquei de fora depois retornei ao time no meio da competição. Conseguimos o acesso e depois fomos bicampeões da Taça Minas pelo clube. Não tive uma boa sequência de trabalho em Uberaba. Aqui, com o Britto [preparador de goleiro], as coisas mudaram. A gente já se conhecia desde os tempos de Rio Branco de Andradas e Volta Redonda. Ele é um grande profissional e consegui retomar minha condição física e psicológica. Ele me passou uma programação pesada de treinos e procurei seguir tudo direitinho. O trabalho do Luiz Caldiron [preparador físico] também foi muito importante na minha recuperação, já que quando cheguei a Poços de Caldas estava contundido e fui me recuperando bem para este campeonato.
Mantiqueira – Como que está a expectativa para a partida desta noite contra o América?
Glaysson – Será outra pedreira, estão motivados com o acesso para a série A do Campeonato Brasileiro, mas acredito plenamente nas condições da Caldense de vencer este jogo. Vamos respeitar o América, mas precisamos acreditar em nossas possibilidades de vencer. Temos que ter muita atenção com os jogadores do América, mas em casa temos que impor o nosso ritmo de jogo e mostrar para o nosso torcedor a mesma determinação que mostramos diante do Cruzeiro.
Mantiqueira – Você começou na base do Cruzeiro. Por onde passou até chegar a Poços de Caldas para defender as cores da Caldense?
Glaysson – Comecei no Cruzeiro, onde joguei desde o fraldinha até o profissional. Fiquei no Cruzeiro até 2000 e, beneficiado pela Lei Pelé, peguei meu passe e comecei a rodar o interior. Joguei pelo Guarani de Divinópolis, Villa Nova de Nova Lima, Ipatinga, Democrata GV, Democrata de Sete Lagoas, Grêmio Mauaense-SP, Legião-DF, Mixto de Cuiabá, Volta Redonda, Rio Branco de Andradas, Uberaba e Caldense.
Mantiqueira – Quando você trabalhou pela primeira vez com o Catanoce?
Glaysson – Eu estava no Villa Nova de Nova Lima e fomos fazer uma pré-temporada em Pouso Alegre. Na época, o Catanoce estava no Rio Claro, que também estava em pré-temporada naquela cidade. Ele observava nosso treinamentos e acabou pintando algumas possibilidade de trabalhar juntos. O primeiro clube onde ele foi meu técnico foi o Rio Branco de Andradas, depois fomos trabalhar juntos no Volta Redonda e agora na Caldense.
Mantiqueira – Você foi o destaque da equipe na estreia contra o Cruzeiro. Foi elogiado por toda a mídia mineira. Como você analisa esta estreia da Caldense no Campeonato Mineiro e sua atuação?
Glaysson – Foi uma estreia difícil, complicada, já que os times da capital são sempre muito difíceis de serem enfrentados. Jogamos contra o atual vice-campeão brasileiro e nosso time se comportou muito bem. Poderíamos ter saído na frente no placar na primeira etapa, perdemos duas chances bem claras de gols e na segunda etapa conseguimos segurar até boa parte do jogo, mas acabamos derrotados. No meu modo de ver, sofremos um pênalti que não existiu e este lance nos desestabilizou. Aquele pênalti derrubou nossa equipe e foi determinante no resultado. Bola pra frente e vamos buscar a recuperação na partida de hoje contra o América. Quanto a minha atuação, recebi muitos elogios, mas tudo é fruto de trabalho. Uma pena que, apesar de eu ter me destacado, feito boas defesas, nosso time tenha deixado o campo derrotado. Quem sabe na próxima eu volto a me destacar e o resultado final seja bem melhor que os 3x0 que levamos do Cruzeiro.
Mantiqueira – No momento do pênalti, você estava de frente para o lance, qual foi sua primeira impressão?
Glaysson – Na hora eu achei que tinha sido, mas o Ivo estava muito convicto que não tinha tocado no Thiago. O lance foi muito rápido.
Conversando com mais calma no vestiário com o Ivo ele me convenceu que não havia tocado mesmo o atleta do Cruzeiro. Vendo mais tarde pela TV aí tivemos a certeza de que o juiz cometeu um grande erro contra nosso time.
Mantiqueira - Você está saindo de um ano difícil. Como foi a preparação para voltar a ser o goleiro de destaque que foi em outras equipes?
Glaysson – 2010 não foi um ano muito bom para mim. Logo no início do ano sofri uma lesão no púbis. Tinha ido para o Volta Redonda com o professor Catanoce e não consegui jogar devido a uma inflamação no osso. Fui para o Uberaba, onde comecei a disputar o Campeonato Brasileiro mas não estava bem fisicamente, falhando em alguns jogos, fiquei de fora depois retornei ao time no meio da competição. Conseguimos o acesso e depois fomos bicampeões da Taça Minas pelo clube. Não tive uma boa sequência de trabalho em Uberaba. Aqui, com o Britto [preparador de goleiro], as coisas mudaram. A gente já se conhecia desde os tempos de Rio Branco de Andradas e Volta Redonda. Ele é um grande profissional e consegui retomar minha condição física e psicológica. Ele me passou uma programação pesada de treinos e procurei seguir tudo direitinho. O trabalho do Luiz Caldiron [preparador físico] também foi muito importante na minha recuperação, já que quando cheguei a Poços de Caldas estava contundido e fui me recuperando bem para este campeonato.
Mantiqueira – Como que está a expectativa para a partida desta noite contra o América?
Glaysson – Será outra pedreira, estão motivados com o acesso para a série A do Campeonato Brasileiro, mas acredito plenamente nas condições da Caldense de vencer este jogo. Vamos respeitar o América, mas precisamos acreditar em nossas possibilidades de vencer. Temos que ter muita atenção com os jogadores do América, mas em casa temos que impor o nosso ritmo de jogo e mostrar para o nosso torcedor a mesma determinação que mostramos diante do Cruzeiro.
Mantiqueira – Você começou na base do Cruzeiro. Por onde passou até chegar a Poços de Caldas para defender as cores da Caldense?
Glaysson – Comecei no Cruzeiro, onde joguei desde o fraldinha até o profissional. Fiquei no Cruzeiro até 2000 e, beneficiado pela Lei Pelé, peguei meu passe e comecei a rodar o interior. Joguei pelo Guarani de Divinópolis, Villa Nova de Nova Lima, Ipatinga, Democrata GV, Democrata de Sete Lagoas, Grêmio Mauaense-SP, Legião-DF, Mixto de Cuiabá, Volta Redonda, Rio Branco de Andradas, Uberaba e Caldense.
Mantiqueira – Quando você trabalhou pela primeira vez com o Catanoce?
Glaysson – Eu estava no Villa Nova de Nova Lima e fomos fazer uma pré-temporada em Pouso Alegre. Na época, o Catanoce estava no Rio Claro, que também estava em pré-temporada naquela cidade. Ele observava nosso treinamentos e acabou pintando algumas possibilidade de trabalhar juntos. O primeiro clube onde ele foi meu técnico foi o Rio Branco de Andradas, depois fomos trabalhar juntos no Volta Redonda e agora na Caldense.
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