Quatorze cidades do interior do Estado apresentaram candidaturas ao Comitê Organizador Local (COL) na disputa a Centros de Treinamento de Seleções (CTS), que são os locais escolhidos pelas seleções de futebol para treinamento até 15 dias antes do início da Copa. Os municípios aproveitaram a segunda oportunidade de inscrição aberta pela Fifa. Seis cidades do Estado foram pré-selecionadas como CTS na primeira fase: Araxá, Extrema, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Montes Claros e Uberlândia.
O segundo grupo de cidades é formado por Caxambu, Caeté, Divinópolis, Formiga, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Patos de Minas, Poços de Caldas, Sacramento, Sete Lagoas, Uberaba e Varginha. Juiz de Fora aparece novamente na lista porque apresentou novas estruturas (novo hotel e novo centro de treinamento) em sua ficha de inscrição, o que é considerado uma nova candidatura. Ao todo, foram apresentadas 19 estruturas, sendo que Poços de Caldas apresentou três e Sete Lagoas e Uberaba inscreveram duas cada. Três municípios formalizaram candidaturas pela primeira vez: Caeté, Lagoa Santa e Uberaba.
O secretário de Estado Extraordinário da Copa (Secopa), Sergio Barroso, destaca a importância de levar a Copa ao interior do Estado. “A escolha de uma cidade como CTS representa benefícios perenes à região. O título atrai turistas, gera mais empregos e expõe a cidade numa vitrine mundial, fortalecendo a sua imagem”, diz.
Quem não for escolhido nesse segundo momento poderá se adequar e tentar novamente em 2012. No primeiro semestre de 2013, a FIFA pretende lançar um catálogo com, no mínimo, 64 opções de cidades, podendo chegar a 90. A definição dos locais de treinamento das 32 equipes, porém, é de responsabilidade exclusiva das comissões técnicas das seleções.
Critérios
A escolha de um CTS está baseada em critérios rigorosos de avaliação de hotéis, aeroportos e campos de treinamento como:
Hotel
O hotel deve ter disponibilidade de mínimo de 55 quartos com ar-condicionado ou aquecedor (considerando o clima na região nos meses de junho e julho). Algumas seleções podem precisar de 100 quartos ou mais. O serviço de restaurante deve atender, no mínimo, 55 pessoas, estilo Buffet, que seja reservado 24 horas para uso exclusivo da seleção. A sala para conferência de imprensa deve ter estilo cinema e capacidade mínima de 100 pessoas.
Aeroporto
A cidade deve ser próxima de um aeroporto, com capacidade para receber aeronaves de aproximadamente 120 passageiros e que permita voos noturnos. As seleções exigem uma distância máxima de até 60 minutos de deslocamento Hotel-Aeroporto, via ônibus.
Centro de treinamento
O centro de treinamento deve ter, pelo menos, um campo em excelentes condições e medidas oficiais, além de SPA, piscina e área fitness. O tempo de deslocamento hotel-centro de treinamento, em ônibus, deve ser de, no máximo, 20 minutos.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Goleiro supera deficiência física e é destaque no futsal da Coopoços
A equipe da Coopoços fez sua estreia na Taça Poços de Caldas esta semana. No gol, Edmilson Dias da Silva, mais conhecido como Mãozinha, era um dos destaques da vitória de sua equipe contra o Atlético Cohab. Ele atuou apenas no primeiro tempo, quando seu time deixou a quadra vencendo por 2x0, e sua participação no jogo foi decisiva para a vitória final por 4x1. Aos 36 anos, Silva é um goleiro seguro, corajoso e que passa confiança aos seus companheiros. Tudo isso poderia ser normal, pois o futebol é dotado de grandes goleiros com as mesmas qualidades de Mãozinha. Porém, neste caso existe uma diferença de superação. Silva nasceu com uma malformação na mão direita, na qual possui apenas dois dedos. O problema foi decorrente do medicamento talidomida, que no final dos anos 1950 e início de 1960 provocou uma onda de nascimentos de crianças com focomelia, síndrome caracterizada pela aproximação ou encurtamento dos membros junto ao tronco do feto.
Formado em contabilidade, Silva é funcionário público e ainda precisa conciliar o pouco tempo que tem para disputar os campeonatos da cidade e região.
“Desde criança gosto de futebol, sempre atuando no gol, mesmo com a deficiência. No início, meu pai alertava para que se fosse tentar a carreira como atleta profissional, jogando no gol não daria certo, pois, segundo ele, na hora de um teste certamente iriam preferir um goleiro que não tinha nenhum problema. No fundo ele tinha razão, pois certamente ninguém iria chegar a realizar um teste. Por outro lado, eu não enxergava dessa forma. Pensei em ouvi-lo e jogar na linha. Treinei e atuei em alguns jogos como centroavante. Em uma partida, o goleiro tomou dois ‘frangos’ e com isso voltei a ser goleiro e não sai mais da posição. Claro, devido a alguns fatores não me profissionalizei, pois fiz faculdade, casei e mudei meus planos”, disse Silva, em entrevista ao Mantiqueira em 2006, para o repórter esportivo da época, Rafael Prado.
Comunicação
O goleiro usa bem uma qualidade que adquiriu para conseguir benefícios em sua carreira. Bastante comunicador ele não tem medo de ouvir 'não' distribui e-mails para diversas entidades pedindo material esportivo adaptado para poder realizar seus treinamentos. “Gosto muito de escrever, passo horas e horas no computador trocando e-mails com amigos e fornecedores e isso acaba me ajudando muito”, disse Silva. "Não tenho medo de receber resposta negativa. O não de hoje pode se tornar um sim amanhã”, completou.
Ele já conseguiu materiais de treinamentos e jogos da Uhlsport, Umbro, Nike, Dalponte e Pênalti. “Graças a Deus sempre fui bem atendido, recebendo material profissional de ótima qualidade para desenvolver a atividade que amo. Sempre mando e-mail para as empresas de materiais esportivos e recebo caixas com camisas, luvas, bermudas, agasalhos, tênis, caneleiras, enfim, não posso me queixar”, disse o goleiro.
Atualmente, o fornecedor de material esportivo de Mãozinha é a Poker, mesma fornecedora de craques como Rogério Ceni do São Paulo e Felipe do Flamengo. O goleiro da Coopoços recebe o material de ano em ano.
“Da mesma forma que eu fazia contato com todas as empresas que atéhoje atenderam minhas solicitações, com a Poker não foi diferente, mas sim surpreendente”, disse.
Molde
Para receber o material correto da empresa, Silva faz um molde em tecido tactel de sua mão deficiente, escaneia e envia por e-mail. “A primeira vez me mandaram uma luva da mão esquerda normal e a mão direita também com todos os dedos, porém, num tamanho que se adaptasse. Em seguida, depois de algum tempo, mandaram uma prova por e-mail, com fotos, para minha aprovação do material que está sendo usado por mim agora” disse.
Superação
Convivendo com a deficiência uma vida inteira, Silva relembra casos em que teve que ter muita superação para passar por preconceitos. Na infância chegou a ficar fora de equipes escolares por causa de desconfiança de professores. “Nunca era escolhido para uma partida, mesmo eu sentindo que poderia ajudar, mas a professora tinha receio de que eu, devido a minha deficiência, fosse prejudicar a equipe”, lembra.
O goleiro diz que tem que conquistar o respeito das pessoas ainda nos dias de hoje. “Às vezes uma criança chega perto não tira os olhos de minha mão, se sente incomodada com a situação. Aprendi a conviver com isso e hoje sei como abordar este tipo de situação. Aos poucos vou conquistando a confiança e quando vejo, eles já nem se lembram de minha mão com apenas dois dedos”. disse. “Hoje me sinto realizado em poder praticar o esporte que gosto, na posição que escolhi e adoro, que é ser goleiro. Não consegui ser um profissional, sonho de todo garoto, não deu, mas estou feliz em jogar futebol e ainda conseguir reconhecimento de grandes marcas como a Poker”, reflete o jogador.
Competições
Silva já passou por todas as categorias do futebol amador de Poços de Caldas. Atuou nos infantis, juniores, amadores, futebol rural e no futsal está há seis anos defendendo as cores da Coopoços, onde vive sua melhor fase. “Como todo goleiro, fiz partidas memoráveis, defesas que nunca vou esquecer, situações que não fogem da memória, mas hoje na Coopoços considero o meu melhor momento”, disse o goleiro. A equipe de futsal da Coopoços foi criada em 2006 por Sérgio Azevedo, presidente da entidade. Silva, desde o início, é um dos pilares do time, tendo grande liderança entre os jogadores. É um dos poucos remanescentes do primeiro time ao lado de Daniel, o Buiu. “No que dependeu do Sérgio, nunca faltou apoio para nossa equipe. É interessante ressaltar que a equipe sempre foi formada por amigos, pois a filosofia de Sérgio é a de que é preferível uma equipe de amigos, que se deem bem em quadra. Hoje a amizade é muito mais valorizada em quadra do que um título”, diz o goleiro. “Temos todo o apoio e os resultados acabam aparecendo”.
Nestes anos, Silva e seus companheiros conquistaram a Taça Poços em 2008, além de grandes participações em diversos campeonatos.
Formado em contabilidade, Silva é funcionário público e ainda precisa conciliar o pouco tempo que tem para disputar os campeonatos da cidade e região.
“Desde criança gosto de futebol, sempre atuando no gol, mesmo com a deficiência. No início, meu pai alertava para que se fosse tentar a carreira como atleta profissional, jogando no gol não daria certo, pois, segundo ele, na hora de um teste certamente iriam preferir um goleiro que não tinha nenhum problema. No fundo ele tinha razão, pois certamente ninguém iria chegar a realizar um teste. Por outro lado, eu não enxergava dessa forma. Pensei em ouvi-lo e jogar na linha. Treinei e atuei em alguns jogos como centroavante. Em uma partida, o goleiro tomou dois ‘frangos’ e com isso voltei a ser goleiro e não sai mais da posição. Claro, devido a alguns fatores não me profissionalizei, pois fiz faculdade, casei e mudei meus planos”, disse Silva, em entrevista ao Mantiqueira em 2006, para o repórter esportivo da época, Rafael Prado.
Comunicação
O goleiro usa bem uma qualidade que adquiriu para conseguir benefícios em sua carreira. Bastante comunicador ele não tem medo de ouvir 'não' distribui e-mails para diversas entidades pedindo material esportivo adaptado para poder realizar seus treinamentos. “Gosto muito de escrever, passo horas e horas no computador trocando e-mails com amigos e fornecedores e isso acaba me ajudando muito”, disse Silva. "Não tenho medo de receber resposta negativa. O não de hoje pode se tornar um sim amanhã”, completou.
Ele já conseguiu materiais de treinamentos e jogos da Uhlsport, Umbro, Nike, Dalponte e Pênalti. “Graças a Deus sempre fui bem atendido, recebendo material profissional de ótima qualidade para desenvolver a atividade que amo. Sempre mando e-mail para as empresas de materiais esportivos e recebo caixas com camisas, luvas, bermudas, agasalhos, tênis, caneleiras, enfim, não posso me queixar”, disse o goleiro.
Atualmente, o fornecedor de material esportivo de Mãozinha é a Poker, mesma fornecedora de craques como Rogério Ceni do São Paulo e Felipe do Flamengo. O goleiro da Coopoços recebe o material de ano em ano.
“Da mesma forma que eu fazia contato com todas as empresas que atéhoje atenderam minhas solicitações, com a Poker não foi diferente, mas sim surpreendente”, disse.
Molde
Para receber o material correto da empresa, Silva faz um molde em tecido tactel de sua mão deficiente, escaneia e envia por e-mail. “A primeira vez me mandaram uma luva da mão esquerda normal e a mão direita também com todos os dedos, porém, num tamanho que se adaptasse. Em seguida, depois de algum tempo, mandaram uma prova por e-mail, com fotos, para minha aprovação do material que está sendo usado por mim agora” disse.
Superação
Convivendo com a deficiência uma vida inteira, Silva relembra casos em que teve que ter muita superação para passar por preconceitos. Na infância chegou a ficar fora de equipes escolares por causa de desconfiança de professores. “Nunca era escolhido para uma partida, mesmo eu sentindo que poderia ajudar, mas a professora tinha receio de que eu, devido a minha deficiência, fosse prejudicar a equipe”, lembra.
O goleiro diz que tem que conquistar o respeito das pessoas ainda nos dias de hoje. “Às vezes uma criança chega perto não tira os olhos de minha mão, se sente incomodada com a situação. Aprendi a conviver com isso e hoje sei como abordar este tipo de situação. Aos poucos vou conquistando a confiança e quando vejo, eles já nem se lembram de minha mão com apenas dois dedos”. disse. “Hoje me sinto realizado em poder praticar o esporte que gosto, na posição que escolhi e adoro, que é ser goleiro. Não consegui ser um profissional, sonho de todo garoto, não deu, mas estou feliz em jogar futebol e ainda conseguir reconhecimento de grandes marcas como a Poker”, reflete o jogador.
Competições
Silva já passou por todas as categorias do futebol amador de Poços de Caldas. Atuou nos infantis, juniores, amadores, futebol rural e no futsal está há seis anos defendendo as cores da Coopoços, onde vive sua melhor fase. “Como todo goleiro, fiz partidas memoráveis, defesas que nunca vou esquecer, situações que não fogem da memória, mas hoje na Coopoços considero o meu melhor momento”, disse o goleiro. A equipe de futsal da Coopoços foi criada em 2006 por Sérgio Azevedo, presidente da entidade. Silva, desde o início, é um dos pilares do time, tendo grande liderança entre os jogadores. É um dos poucos remanescentes do primeiro time ao lado de Daniel, o Buiu. “No que dependeu do Sérgio, nunca faltou apoio para nossa equipe. É interessante ressaltar que a equipe sempre foi formada por amigos, pois a filosofia de Sérgio é a de que é preferível uma equipe de amigos, que se deem bem em quadra. Hoje a amizade é muito mais valorizada em quadra do que um título”, diz o goleiro. “Temos todo o apoio e os resultados acabam aparecendo”.
Nestes anos, Silva e seus companheiros conquistaram a Taça Poços em 2008, além de grandes participações em diversos campeonatos.
Técnico da seleção brasileira de cricket comanda projeto na Casa do Menor de Poços
Alunos da Casa do Menor Dr. Ednan Dias estão aprendendo a prática de um esporte pouco conhecido no Brasil, o cricket.
As aulas são ministradas todas as sextas-feiras pelo técnico da seleção brasileira Matt French e por Alexandre Felipe. Matt é inglês, mas vive em Poços de Caldas. “Casei-me com uma brasileira e resolvemos nos mudar para o Brasil. Depois de algum tempo viemos para Poços de Caldas, gostei muito da cidade e não vou mais embora”, diz.
O cricket chegou a Poços de Caldas há pouco tempo graças ao trabalho de Matt e a vontade do treinador é transformar a cidade num polo da modalidade. Em todo o Brasil, mais que 1.000 crianças receberem aulas em escolas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, além de Poços.
“Quero trabalhar com estes meninos da Casa do Menor e formar uma seleção brasileira infanto-juvenil apenas com jogadores da cidade. Esta seleção representaria o Brasil em diversas competições mundo afora”, diz o técnico. Matt e Alexandre treinam equipes masculinas e femininas e acreditam que o projeto deverá colher bons frutos para o esporte nacional.
“É muito gratificante este trabalho em Poços de Caldas. A diretoria da Casa do Menor nos abriu o espaço, deu liberdade para ensinar a modalidade e a aceitação é muito grande entre os garotos”, conta Matt.
Segundo ele, um jogo entre os alunos da cidade deverá ser realizado ainda este ano no parque municipal. “Será uma oportunidade para a cidade conhecer o trabalho e os alunos colocarem em prática o que está sendo ensinado para eles”.
Para o professor Alexandre Felipe, o trabalho na cidade deve ser levado adiante, já que vem trazendo um benefício grande aos meninos da instituição. “Estamos fazendo um trabalho voluntário na Casa do Menor e é gratificante ver que todos aceitam bem este esporte, diferente para a maioria dos meninos. Já notamos alguma evolução e acredito que o Matt vai conseguir implantar sua filosofia de jogo e montar uma equipe forte para representar o Brasil”, diz Felipe. O treinador inglês ainda destacou o lado disciplinar do esporte. “O cricket leva a coisa pelo lado da união, companheirismo, irmandade e isto tudo faz muito bem para todos”, completa.
O Cricket - A maneira mais fácil para o brasileiro entender o cricket é por meio da semelhança com o taco ou betes, que parece uma forma simplificada do jogo inglês. O princípio é o mesmo: o arremessador tem que derrubar a “casinha”, a wicket, e o rebatedor tem que bater a bola e correr até a outra wicket para marcar pontos, ou runs.
Mas, enquanto o taco é jogado em duplas, um time de cricket é formado por 11 jogadores: dois rebatedores, os batsmen, e onze fielders no campo tentando impedir que a equipe da vez (a que rebate) complete os runs e tentando eliminar os rebatedores. Além de derrubar a casinha, o rebatedor pode ser eliminado se a bola for pega no ar; ou se a wicket for “quebrada” antes de os rebatedores chegarem a ela ao tentar marcar os runs. A equipe da vez tem que marcar o maior número de runs possível, enquanto o outro time tenta eliminar dez rebatedores. Uma vez que todos esses rebatedores são eliminados, os times trocam de posição, passando a rebater o que estava arremessando e a arremessar o que estava rebatendo. O vencedor é o time com o maior número de runs. A bola usada para jogar é dura, feita de cortiça e couro, um pouco maior que uma bola de tênis. Duas casinhas ficam a 20 metros uma da outra e o campo inteiro mede praticamente o mesmo que dois campos de futebol. Quando o rebatedor consegue bater a bola para fora dos limites do campo, ele marca quatro runs. Se a bola não bater no chão, ele marca seis runs. Cada arremessador atira a bola seis vezes, um over, e aí outro arremessador atira da outra casinha.
As aulas são ministradas todas as sextas-feiras pelo técnico da seleção brasileira Matt French e por Alexandre Felipe. Matt é inglês, mas vive em Poços de Caldas. “Casei-me com uma brasileira e resolvemos nos mudar para o Brasil. Depois de algum tempo viemos para Poços de Caldas, gostei muito da cidade e não vou mais embora”, diz.
O cricket chegou a Poços de Caldas há pouco tempo graças ao trabalho de Matt e a vontade do treinador é transformar a cidade num polo da modalidade. Em todo o Brasil, mais que 1.000 crianças receberem aulas em escolas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, além de Poços.
“Quero trabalhar com estes meninos da Casa do Menor e formar uma seleção brasileira infanto-juvenil apenas com jogadores da cidade. Esta seleção representaria o Brasil em diversas competições mundo afora”, diz o técnico. Matt e Alexandre treinam equipes masculinas e femininas e acreditam que o projeto deverá colher bons frutos para o esporte nacional.
“É muito gratificante este trabalho em Poços de Caldas. A diretoria da Casa do Menor nos abriu o espaço, deu liberdade para ensinar a modalidade e a aceitação é muito grande entre os garotos”, conta Matt.
Segundo ele, um jogo entre os alunos da cidade deverá ser realizado ainda este ano no parque municipal. “Será uma oportunidade para a cidade conhecer o trabalho e os alunos colocarem em prática o que está sendo ensinado para eles”.
Para o professor Alexandre Felipe, o trabalho na cidade deve ser levado adiante, já que vem trazendo um benefício grande aos meninos da instituição. “Estamos fazendo um trabalho voluntário na Casa do Menor e é gratificante ver que todos aceitam bem este esporte, diferente para a maioria dos meninos. Já notamos alguma evolução e acredito que o Matt vai conseguir implantar sua filosofia de jogo e montar uma equipe forte para representar o Brasil”, diz Felipe. O treinador inglês ainda destacou o lado disciplinar do esporte. “O cricket leva a coisa pelo lado da união, companheirismo, irmandade e isto tudo faz muito bem para todos”, completa.
O Cricket - A maneira mais fácil para o brasileiro entender o cricket é por meio da semelhança com o taco ou betes, que parece uma forma simplificada do jogo inglês. O princípio é o mesmo: o arremessador tem que derrubar a “casinha”, a wicket, e o rebatedor tem que bater a bola e correr até a outra wicket para marcar pontos, ou runs.
Mas, enquanto o taco é jogado em duplas, um time de cricket é formado por 11 jogadores: dois rebatedores, os batsmen, e onze fielders no campo tentando impedir que a equipe da vez (a que rebate) complete os runs e tentando eliminar os rebatedores. Além de derrubar a casinha, o rebatedor pode ser eliminado se a bola for pega no ar; ou se a wicket for “quebrada” antes de os rebatedores chegarem a ela ao tentar marcar os runs. A equipe da vez tem que marcar o maior número de runs possível, enquanto o outro time tenta eliminar dez rebatedores. Uma vez que todos esses rebatedores são eliminados, os times trocam de posição, passando a rebater o que estava arremessando e a arremessar o que estava rebatendo. O vencedor é o time com o maior número de runs. A bola usada para jogar é dura, feita de cortiça e couro, um pouco maior que uma bola de tênis. Duas casinhas ficam a 20 metros uma da outra e o campo inteiro mede praticamente o mesmo que dois campos de futebol. Quando o rebatedor consegue bater a bola para fora dos limites do campo, ele marca quatro runs. Se a bola não bater no chão, ele marca seis runs. Cada arremessador atira a bola seis vezes, um over, e aí outro arremessador atira da outra casinha.
Grêmio é destaque na estreia do master
Teve início ontem a III Copa de Futebol Master Antônio Carlos Molinári. O Grêmio foi o grande destaque da rodada ao aplicar 4x1 no São José de Palmeiral. A equipe de Zé Gordinho mosta que vem forte para a competição. O primeiro dia do campeonato organizado pela Liga Poços-caldense de futebol também foi marcado pelo primeiro WxO. A equipe do Bahia não compareceu para enfrentar o Vila Nova. Confira os resultados de todos os jogos: Caldense1 x 2 Flamengo, Coopoços 0 x 0 Córrego D´Antas, Atlético Rosário 0 x 2 Cruzeiro/Chiqueirão e Curimbaba 2 x 1 Guanabara.
Amador
O Campeonato Amador tem sequencia hoje. Confira os jogos: Ronaldão, às 8h30, Sporting Aphas x Social e às 10h30, Grêmio x Flamengo. Bandolão, às 10h15, Guanabara x Estância São José; No Córrego D´Antas, 8h30, Caldense x Fluminense e 10h30, Dom Bosco x Guarani; no Marco Divisório, às 8h30, Grêmio Vila Nova x Curimbaba e às 10h30, Marco Divisório x Botafogo. Na última sexta-feira o São José de Palmeiral venceu o Corinthians por 3x0.
Zona Rural
Confira os jogos de hoje do Campeonato Integração da Zona Rural, categorias aspirantes e titulares: Na Fazenda Cocal jogam Cocal x Ribeirão Santo Antônio; Na fazenda Botafogo da Serra jogam, Botafogo da Serra x Souza Lima; Na Fazenda Laranjeiras jogam Larangeiras x Santa Clara. Todos os jogos começam às 13h30, na categoria aspirantes e 15h30, categoria titulares.
Futpoços se classifica para segunda fase da Taça Sesc
Após ter vencido a equipe do Vulcãozinho de Bandeira do Sul, na última quarta-feira, pelo placar de 5 a 0, os garotos do Futpoços, sob o comando do professor Rafael Oliveira, jogaram sexta-feira e golearam a Caldense por 10 a 1. O artilheiro da equipe, Blasi, marcou três vezes, Gabriel Borghetti e Luizinho também fizeram três gols cada e Lucas fechou o placar. A equipe volta à quadra dia 5 de outubro para o último jogo da primeira rodada.
Na noite de quinta feira (22), o Futpoços esteve em São João da Boa Vista realizando três amistosos contra a equipe do CSU/DER visando à preparação das equipes para a próxima competição de Cleber Abade, árbitro da CBF e da Federação Paulista. No primeiro jogo, a equipe 00/01 não foi feliz e perdeu por 5 a 2. Na categoria sub-13, que teve a estreia do professor Delei, os garotos golearam a equipe da casa por 4 a 2. Dentinho (2), Iago e Gu foram os autores dos gols. Já no último jogo, a sub-15 perdeu por 1 a 0.
Na noite de quinta feira (22), o Futpoços esteve em São João da Boa Vista realizando três amistosos contra a equipe do CSU/DER visando à preparação das equipes para a próxima competição de Cleber Abade, árbitro da CBF e da Federação Paulista. No primeiro jogo, a equipe 00/01 não foi feliz e perdeu por 5 a 2. Na categoria sub-13, que teve a estreia do professor Delei, os garotos golearam a equipe da casa por 4 a 2. Dentinho (2), Iago e Gu foram os autores dos gols. Já no último jogo, a sub-15 perdeu por 1 a 0.
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