domingo, 30 de outubro de 2011

"O apoio que tive após o Pan-americano do México valeu mais que uma medalha"

Renato Rezende está de volta ao Brasil após a quinta colocação nos Jogos Pan-americanos do México. O atleta esteve na redação do Mantiqueira e contou que o momento mais emocionante foi ver o grande apoio de amigos e torcedores que enviaram mensagem de incentivo.
Renato Rezende competiu com o ombro fraturado e mesmo assim foi o melhor brasileiro na categoria de elite do BMX.

Mantiqueira - Qual foi a emoção de disputar os Jogos Pan-americanos, uma prévia do que está por vir nas Olimpíadas?
Renato Rezende - Primeiramente foi um prazer disputar uma competição tão importante como um Pan-americano. Estar na vila olímpica, no meio de grandes estrelas do esporte brasileiro e
mundial, foi maravilhoso. Ali estava a nata esportiva do Brasil em todas as modalidades. Só isso valeu demais a pena eu ter ido.

Mantiqueira - Você correu sem estar recuperado de uma contusão séria no ombro. Mesmo assim, foi o melhor brasileiro na prova. Como avalia este resultado?
Renato Rezende - Na corrida eu não estava nada bem. Vinha de três semanas parado, sem fazer nenhuma atividade, sem poder treinar, com o ombro imobilizado e isso pesou muito na hora da competição. Para se ter uma ideia, tirei a tipoia no aeroporto, apenas no dia da viagem.
Na realidade nem sabia se ia dar para competir, a dor era grande e aumentava muito a expectativa. Entrei na pista porque, ao chegar ao México, realizei vários exames e eles constataram uma pequena melhora. Os médicos garantiram que eu não corria nenhum risco de piorar a contusão, apenas sentiria muita dor. Eles alertaram que a dor seria muito grande e eu teria que ter uma superação muito grande. Corri e realmente a dor era insuportável.

Mantiqueira - Até que ponto esta dor prejudicou seu desempenho?
Renato Rezende - Em tudo. Minha principal qualidade nunca foi a
largada. Eu sempre tenho que fazer uma prova de recuperação do meio para frente, usando uma técnica de empurrar a bicicleta e ganhar velocidade. Com minha contusão, este movimento ficou completamente limitado e por isso fiquei sem minha melhor qualidade. Tive que correr mais com a cabeça do que com as pernas. Tive que mudar minhas estratégias. Durante as classificatórias terminei a primeira prova na terceira posição, a seguinte fiquei em segundo e na terceira me poupei bastante para chegar bem nas semifinais e terminei em quarto. Nas
semifinais acho que acabei agravando minha contusão pois estava em quinto, esta colocação não me levaria para a final. Me esforcei muito e na última reta ultrapassei o quarto colocado e consegui minha classificação para uma final de Pan-americano. O problema é que fisicamente eu estava muito debilitado. Nesta hora a dor era muito grande, pois o esforço que fiz foi maior do que podia fazer. Tudo que os médicos pediram para eu não fazer tiver que fazer, caso contrário eu não chegaria na final.

Mantiqueira - Qual foi o pior momento?
Renato Rezende - Enquanto aguardava a prova final foi de muito sofrimento. A dor era intensa, passei uma pomada no ombro, mas mesmo assim a dor era muito grande.

Mantiqueira - O que passou pela sua cabeça quando você alinhou para a largada na finalíssima dos Jogos Pan-americanos?
Renato Rezende - Quando alinhei no gate meu pensamento já era de missão cumprida. Rezei para tudo dar certo e que não sofresse nova queda. Chegar na final já me dava o sentimento de que a meta estava feita e o que viesse pela frente seria lucro. Na prova final não forcei muito, até porque nem dava mais para buscar forças, não tinha mais o que fazer. Fui tentando, buscando posições e consegui chegar na quinta colocação. Larguei em uma raia por fora por ter me classificado em quarto. Terminar a prova entre os cinco melhores, depois de tudo que enfrentei, foi um resultado muito bom.

Mantiqueira - Qual foi a repercussão após a prova?
Renato Rezende - Existia uma expectativa muito grande da minha
participação nos Jogos Pan-americanos. Todos me  diziam que queriam ver a medalha, que eu não poderia voltar sem medalha, coisa e tal. Fiquei preocupado por não conseguir, pois a galera poderia ficar triste com meu desempenho. Voltei para a vila olímpica desanimado, com receio de ligar o computador para ver as mensagens. Para minha surpresa, quando entrei pra ver a repercussão não acreditei. Eram inúmeras mensagens parabenizando, incentivando, dando força, moral. Muitos diziam que meu desempenho foi heróico, que eu vesti a camisa do Brasil como um atleta deve vestir, todos reconhecendo meu esforço, como foi difícil estar lá, correr com o ombro fraturado. Me emocionei, chorei muito ao ler as mensagens de amigos, familiares, foi maravilhoso, valeu mais que qualquer medalha. Depois disso fiquei tranquilo e com uma sensação de alívio muito grande. Neste momento até a dor desapareceu. Era muita pressão, muita cobrança de minha parte por uma medalha, mas acabei vendo que ir para a final já era uma grande vitória.

Mantiqueira - Como ficou sua situação após os Jogos Pan-americanos na Seleção Brasileira?
Renato Rezende - Tudo normal, continuam acreditando no meu trabalho, continuo sendo um dos pilotos da seleção e continuamos na briga por uma vaga nas Olimpíadas de Londres, porém, o principal foco é 2016 no Rio de Janeiro. Estamos lutando para estar em Londres, que daria bagagem para realizarmos em 2016 uma grande olimpíada no Brasil. Neste momento temos os pés no chão, pois o trabalho está apenas no início. Aprendi muito durante o período em que estive treinando na Suíça, quero voltar para lá no início do ano e queremos aproveitar bem o bom momento do BMX nacional. Acredito que seremos uma potência mundial na modalidade.

Mantiqueira - Você recebeu a solidariedade de seu parceiro após a prova no México. Como foi aquele momento?
Renato Rezende - O Deivlim Balthazar é um grande parceiro e sempre me deu força. Tem mais experiência e isso sempre ajuda. Me ajudou muito durante todo o Pan. Quando comecei ele já era campeão na elite e passou muito do que sabe para mim. É uma pessoa de boa conduta, um espelho que sempre tive como referência. Desde pequeno eu via ele vencendo, sendo campeão e hoje corro com ele, é muito bom, não dá nem para descrever.

Mantiqueira - Você já encerrou a temporada?
Renato Rezende - Não. Devo participar de duas provas ainda este ano, que valem pontos para o ranking latino e serão realizadas na Colômbia. Espero estar recuperado até lá, pois são muito importantes na briga por uma vaga olímpica. Minha equipe é composta pelo Thomas Allier, que é da Suíça, meu pai Paulão Rezende, Guilherme Pussieldi, técnico da seleção brasileira, Marcelo Jáculo, do Projeto Soma, Paulo Romualdo, e a Confederação Brasileira. Quero aproveitar o espaço para agradecer a todos que me deram força, agradecer ao Bill, Projeto Soma, Capacete Vaz, Oackey, ao Dr. Luiz Augusto Carlini, ortopedista que me examinou e acreditou em mim. Ele me disse que o esporte me "quebrou", mas minha recuperação iria ser muito mais rápida graças ao esporte. "Te quebrou e vai te recuperar", disse ele antes de minha viagem. "Você vai conseguir por ser um atleta, caso contrário não seria tão rápida a sua recuperação", disse ele. Não posso deixar de agradecer a dona Terezinha do Bicicross Poços Clube que está dando uma força muito grande, ao Comitê Olímpico, ao Ministério dos Esportes e à Confederação Brasileira de Ciclismo. Tem ainda minha família, meu irmão Duda que treina comigo, meu pai Paulão Rezende, minha mãe Sandra Sarmento, minha madrasta Paula, meus alunos, o Leozinho. Somos uma equipe e estes resultados são de todos.

Lambendo a cria

Poços de Caldas, MG - Paulão Rezende, responsável por introduzir o filho Renato Rezende no mundo do BMX vive momentos mágicos. Os bons resultados do piloto, que se tornou na maior esperança brasileira de medalha na modalidade em Londres, são boa parte graças ao mestre de Jiu-Jitsu, e uma vida dedicada ao esporte.
“O resultado do Renato no México mostra que eu estava certo quando apresentei o esporte para este garoto. Ele é sensacional, dedicado e está colhendo os frutos de seu intenso trabalho. Emociono-me muito com  este garoto maravilhoso, que tem tudo para crescer muito mais na vida”, disse Paulão Rezende. Paulão comentou o atual momento do BMX em Poços de Caldas. A pista do Parque Municipal está em reforma e sem previsão para ficar pronta, coisa que vem prejudicando o esporte na cidade. “Tenho três filhos e um enteado que fazem parte da equipe local de bicicross e quero aproveitar a oportunidade para agradecer a paciência das pessoas que andam no parque. Sabemos os transtornos que esta obra está causando para eles. Quando ela ficar pronta isto acaba e todos, pilotos e frequentadores, vão usar o parque sem os problemas provisórios de hoje”, disse Paulão. Cerca de 20 garotos praticam o esporte na cidade e fazem parte da equipe. Existe ainda a escolinha, além de pilotos que vão ao local sem vínculos, porém, que gostam de praticar o esporte no local. A demora na conclusão da obra vem atrapalhando o desempenho de cerca de 100 praticantes do bicicross em Poços. “Estamos fazendo uma pista num local central, como sempre foi, porém estamos lidando com algumas poucas resistências de pessoas que querem tirar a pista do Parque Municipal”. Em entrevista com o secretário de esportes que está sendo publicado hoje no Mantiqueira, ele garantiu que não existe possibilidade da pista deixar o Parque Municipal. Paulão disse que houve proposta para construção de uma pista em outra localidade da cidade, porém, a segurança dos garotos falou mais alto. “No parque eles podem ir praticar o esporte que gostam pela ciclovia, sem enfrentarem os perigos do trânsito da cidade. “Em outro local esta segurança não existiria”, disse Paulão. “O nome do Brasil no bicicross está em Poços de Caldas. O Renato é o espelho destes meninos, representa nossa cidade e este é motivo suficiente para o bicicross da cidade ter um grande apoio. Quero finalizar ressaltando o trabalho da Terezinha Moreno na presidência do Clube. Com ela o bicicross de Poços de Caldas está mais organizado e pode formar muitos novos campeões como o Renato Rezende”, disse Paulão Rezende. “Infelizmente algumas poucas pessoas trabalham contra e inclusive não deixaram que a pista fosse ampliada. Uma pena, pois esta ampliação não atrapalharia em nada, pois usaríamos um local no parque que não é usada. É um brejo e ninguém passa por ali. Não sei por que desta rejeição que prejudicou um projeto que poderia transformar nossa cidade em pólo neste esporte”, finalizou Rezende. (PVC)

Master tem nova rodada equilibrada

Novamente a rodada do final de semana do Master foi muito equilibrada. Confira os resultados: Curimbaba 0x2 Grêmio, Atlético Rosário 0x1 Córrego D´Antas, Caldense 3x3 Coopoços, Bonsucesso 1x2 Guanabara, Real 2x2 Flamengo e Vila Nova 3x3 São José.

Infantil

Ontem aconteceu outra rodada do Campeonato Infantil. Confira os resultados: Poços de Caldas I 2x2 FutPoços, Zico 10/Coopoços 0x3 ADC Alcoa, Guanabara 0xW Vila Nova/Bola na Rede, Internacionalle 0x3 Sementes do Futuro I e  Poços de Caldas I 2x0 Sementes do Futuro II.

Amador

A competição segue hoje com os seguintes jogos: Bandolão, 10h15, Fluminense x Guarani; Prontidão, 8h30, Grêmio x Internacional e às 10h30, Estância São José x Atlético Rosário. Córrego D´Antas, 8h30, Corinthians x Botafogo e às 10h Guanabara x Cruzeiro. Marco Divisório, 8h30, Caldense x Vila Nova e às 10h30, São José x Dom Bosco. A rodada teve abertura com o jogo entre Flamengo e Grêmio Vila Nova na última sexta-feira.  Por falta de segurança o árbitro Ercílio Gabriel, aquele mesmo que foi agredido de forma covarde no Campeonato Rural algum tempo atrás, teve que interromper a partida entre Flamengo e Grêmio Vila Nova, no Bandolão por falta de segurança. Aos 10 minutos do primeiro tempo o Flamengo marcou um gol. Revoltados e alegando irregularidade alguns integrantes do Grêmio partiram para cima do assistente Paulo Mazuque. A polícia foi acionada, compareceu no estádio, mas disse que não poderia ficar no local. Ercílio Gabriel então resolveu encerrar a partida e o caso deverá ir a julgamento.

sábado, 29 de outubro de 2011

Falta de segurança interrompe partida do Amador

Mesmo com todas as provas de que os jogos do futebol amador de Poços de Caldas não podem ficar sem policiamento, parece que esta exigência é impossível de se cumprir.
Ontem novamente por falta de segurança o árbitro Ercílio Gabriel, aquele mesmo que foi agredido de forma covarde no Campeonato Rural algum tempo atrás, teve que interromper a partida entre Flamengo e Grêmio Vila Nova, no Bandolão por falta de segurança. Aos 10 minutos do primeiro tempo o Flamengo marcou um gol. Revoltados e alegando irregularidade alguns integrantes do Grêmio partiram para cima do assistente Paulo Mazuque. A polícia foi acionada, compareceu no estádio, mas disse que não poderia ficar no local. Ercílio Gabriel então resolveu encerrar a partida e o caso deverá ir a julgamento.  "O dia que acontecer alguma coisa mais séria no futebol amador de Poços de Caldas, ai teremos policiamento constantenestes jogos. Não sei por que esperam tanto para tomarem atitude", disse José Afonso que estava nas arquibancadas acompanhando o jogo.
Recentemente houve um questionamento sobre a presença do policiamento nos estádios de Poços.  Depois de um lamentável e estranho disse-me-disse, o secretário de esportes se reuniu com a Polícia Militar que ficou de fazer ronda durante os jogos classificatórios e que durante a final estaria presente no tempo integral dos jogos. Esta medida parece que não é a melhor opção e a necessidade de policiamento é evidente a cada rodada, indepenentemente da fase da competição
A partida entre Flamengo da Cascatinha e Grêmio Vila Nova abriria a rodada do Amador. A competição segue amanhã com os seguintes jogos: Bandolão, 10h15, Fluminense x Guarani; Prontidão, 8h30, Grêmio x Internacional e às 10h30, Estância São José x Atlético Rosário. Córrego D´Antas, 8h30, Corinthians x Botafogo e às 10h Guanabara x Cruzeiro. Marco Divisório, 8h30, Caldense x Vila Nova e às 10h30, São José x Dom Bosco.

Sporting Aphas vence Caldense pela Taça Poços de Caldas

Derrotar a Caldense em seu ginásio é tarefa para poucos. O Sporting Aphas, confirmando a excelente fase que atravessa conseguiu. O time do bairro São José não temeu jogar no excelente ginásio da Caldense e venceu o time verde e branco por 11x8. A partida foi válida pela Taça Poços de Caldas de Futsal que teve os seguintes resultados: Esporte Nações 6x1 Dom Bosco e Vila Cruz 7x1 Flex Auto Peças.
A Taça Poços de Caldas está chegando em sua fase de mata-mata. A competição é organizada pela Liga Municipal de Futsal e tem apoio da Secretaria de Esportes.