domingo, 29 de janeiro de 2012

"Não sou o Jânio Joaquim e tenho minha própria personalidade”

Alex Joaquim cresceu no meio do futebol, ao lado do pai Jânio Joaquim, com quem aprendeu os segredos para ser um bom dirigente. O fato de ser filho de Jânio Joaquim acaba trazendo comparações que Alex muitas vezes descarta. “Acompanhei meu desde muito pequeno até os últimos dias de vida dele. Sei que ele era linha dura, não fugia de uma polêmica e de uma boa briga, porém, eu sou outra pessoa e tenho minha própria personalidade. Alex conversou com o Mantiqueira e disse como pretende lidar com a responsabilidade que o cargo exige. Firme nas respostas, o jovem disse que procurou assimilar tudo de bom que aprendeu com seu pai, deixando as coisas ruins de lado. Ele, no entanto, admite que herdou um pouco da personalidade do pai e que todo bom dirigente não pode deixar a polêmica de lado.

Mantiqueira - Jânio Joaquim foi gerente de futebol da Caldense por muito tempo e agora você está neste cargo. Qual é o sentimento de ocupar esta função, uma das mais importantes do clube?
Alex Joaquim – No meu caso se torna uma responsabilidade muito grande. Além de assumir o lugar do meu pai, estou, acima de tudo, ocupando um cargo que foi de um dos maiores dirigentes do interior mineiro. Ao gerenciar este clube, juntamente com o Franco, o Bambini e o Ademir, pois somos responsáveis por montar a equipe, espero muito sucesso na empreitada. Meu objetivo é conquistar títulos para o clube, que está há bastante tempo sem uma conquista. Quero fazer um bom campeonato este ano e proporcionar muita alegria aos nossos torcedores. Além do mais, uma conquista vai recompensar o trabalho de todo mundo.

Mantiqueira – Você trabalhou 12 anos diretamente com Jânio Joaquim. Neste período o que você acredita ter aprendido e que vai ajudar muito agora em sua nova carreira?
Alex – Meu pai tinha uma liderança muito grande e sabia lidar bem com as responsabilidades. Sempre procurou realizar seu trabalho da melhor forma possível. Era um cara polêmico, porém, muito honesto com os jogadores dentro do campo. Todos gostavam dele e da maneira sincera que tratava as pessoas. Procurei tirar proveito deste lado. Claro que ele tinha outro lado, mais duro, que o fez colecionar alguns inimigos ao longo da vida. Ninguém é perfeito. As coisas que achei que eram boas dele eu absorvi e as que considerei não muito legais apaguei. Ele tinha muitas virtudes e fez uma linda passagem pelo mundo do futebol, principalmente no interior de Minas, e até do Brasil. Meu pai teve uma vida inteira de dedicação ao futebol e foi um homem da bola. Não havia como não aprender alguma coisa com ele. Nasci no mundo da bola, cresci na beira de um campo de futebol. A princípio eu queria ser jogador, isso aos 10 anos de idade e desde então acompanhei ele em vários times. Neste período houve uma separação, devido aos compromissos profissionais, mas na maioria do tempo a gente estava junto. Ele sempre me mostrou os caminhos, me indicou pessoas, me apresentou empresários e jogadores e acho que agora tudo isso será muito útil.

Mantiqueira – O Alex é uma versão do Jânio Joaquim?
Alex – Se as pessoas acham isso estão complemente enganadas. Eu não vou ser um gerente de futebol na Caldense me espelhando totalmente no meu pai. Tenho vida própria, tenho minhas opiniões e tenho meu modo de lidar com jogadores e imprensa. Não sou Jânio, sou Alex, tenho minha própria personalidade. Admiro meu pai, aprendi tudo que sei com ele, mas tenho minha própria trajetória. Não é porque meu pai foi um homem polêmico, isso era da personalidade dele, que eu também tenho que ser. Tenho uma meta de trabalho, além do mais, ninguém é igual a ninguém. Você não igual a seu pai, seu filho não é igual a você e assim por diante.  Além do mais, não tive só meu pai para me espelhar na minha vida profissional. No Mogi Mirim aprendi muito com o sr. Wilson de Barros, no Ituano com o Oliveira Júnior, aprendi muito com o Laércio Martins e agora venho tendo uma grata satisfação de trabalhar com o Toninho Bento Gonçalves. Então houve uma mescla de profissionais capacitados em minha vida e de todas as pessoas que trabalhei procurei tirar delas o que achei que era bom. O que era ruim eu apaguei e criei um perfil próprio para conduzir meu trabalho.

Mantiqueira – Daqui a pouco a Caldense entra em campo pela primeira vez neste Campeonato Mineiro. Neste time que leva a esperança da torcida contra o Tupi, qual sua participação em sua montagem?
Alex – A própria escolha do treinador Ademir Fonseca foi minha. O nome para comandar o time era o de Roberto Fonseca, porém, ele estava demorando para dar uma resposta e eu coloquei o nome do Ademir na pauta. Na época eu disse para o Franco, o Bambini e o Toninho que não dava mais para esperar o Roberto e uma atitude tinha que ser tomada logo. O nome do Ademir foi aceito por todos. Na montagem do time também tive certa participação, mantivemos alguns jogadores do ano passado e fizemos uma base para o Ademir. Quando ele chegou, os atletas que ficaram aqui foram aprovados e daí por diante a formação do grupo ficou por conta dele. Neste período viajamos bastante à procura de atletas e seguindo as indicações do Ademir. Todas as contratações foram feitas em comum acordo entre eu e ele. Acredito que foi montada uma grande equipe e agora é com eles. O campeonato começa hoje e precisamos muito de bons resultados.

Mantiqueira – Como você viu a pré-temporada?
Alex – Muito boa. Montamos o time devagar, o trabalho começou dia 4 de novembro e em dezembro todos já estavam aqui. Realizamos mais jogos-treinos do que ano passado e acredito que o trabalho foi muito bem feito. Espero que o resultado desta pré-temporada venha através de vitórias dentro de campo.

Mantiqueira – Este time entra para não cair ou vai ficar entre os quatro melhores do campeonato?
Alex – Acho que temos um poder muito grande nas mãos quando falamos como torcedor. Muitas vezes vamos a um programa de TV ou falamos para um jornal com grande tiragem e a repercussão é muito grande. Temos que tomar muito cuidado com o que falamos. Temos que ter os pés no chão, temos um bom grupo, mas este time tem que dar liga, tem que se entrosar dentro de campo para conseguirmos bons resultados. Conseguimos uma boa pré-temporada, estou contente com o que vi, mas é preciso esperar a bola rolar.
Traçamos um objetivo, que é ir por etapas. A primeira é não deixar este time correr qualquer risco de cair para a segunda divisão. A segunda é buscar a classificação para a série D do Campeonato Brasileiro e a terceira é chegar entre os quatro melhores do campeonato. Depois vamos começar a sonhar alto. Temos que ser coerentes, ter os pés no chão e a princípio não vamos iludir o torcedor.

Mantiqueira – Como anda a força da Caldense hoje dentro da Federação Mineira de Futebol?
Alex – Melhor que anos atrás. Hoje temos o Eugênio Salomão, o Baiano, que me assessora e tem um conhecimento de mais de 25 anos dentro da Federação Mineira de futebol. Estamos procurando nos cercar de todos os lados, fazer realmente uma política de trabalho diferente da que era feita. Não quero que venha juiz aqui para nos roubar ou nos beneficiar. O que quero é justiça, honestidade para todos os lados e muitas conversas estão sendo realizadas neste sentido. O Baiano é muito importante para fazer esse meio de campo. Com relação à tabela claro que não ficamos satisfeitos, mas enquanto a gente não jogar seis jogos em casa esta tabela nunca será boa mesmo. Cabe a nós fazer um campeonato bom, terminar pelo menos em sexto no campeonato. Só assim vamos reverter a situação e comemorar uma boa tabela.

Mantiqueira – O que você acha da Caldense enfrentar duas equipes grandes logo no início do campeonato?
Alex – Gostei. Time grande é melhor pegar no começo do que no final do campeonato. Neste início de temporada as equipes grandes ainda estão se adaptando e a gente pode tirar algum proveito.

“Começar bem é fundamental”

Nem Renatinho, nem Max, nem Jardel. Para a imprensa da capital, Ademir Fonseca é a principal arma da Caldense no Campeonato Mineiro que começa daqui a pouco. Esta semana a reportagem do Mantiqueira esteve no CT Ninho dos Periquitos e conversou com Ademir. Ele detalhou toda sua vida futebolística, desde sua fase de jogador e disse o que espera da Caldense neste campeonato.

Mantiqueira - Como foi sua caminhada dentro do futebol?
Ademir Fonseca - Comecei nas categorias de base do Botafogo do Rio e lá me profissionalizei. Fiquei no clube durante 10 anos. Depois tive passagens por Santa Cruz, Vitória e Volta Redonda. Em todos estes clubes fui por empréstimo até ser vendido para o Joinville,clube onde fiquei por três temporadas. Depois destes três anos no futebol de Santa Catarina comecei minha caminhada no futebol paulista. Meu primeiro clube no Estado de São Paulo foi o Comercial de Ribeirão Preto. Depois passei por equipes como Bragantino, São Carlense, Novo Horizontino, São José, Botafogo de Ribeirão Preto e Santo André. Após esta peregrinação por equipes paulistas fui para o Atlético Paranaense. Após esta passagem pelo Paraná, voltei para São Paulo, onde joguei pelo Ituano. Foi lá  que teve início minha carreira de treinador.

Mantiqueira - Como se deu esta mudança na carreira?
Ademir - Estava atuando pelo Ituano na disputa da série A2 do Paulistão. Nosso time chegou ao quadrangular final sob comando do treinador Pepe. Perdemos dois jogos decisivos e o Pepe acabou deixando o cargo. Na época o presidente do clube não contratou mais ninguém, ele não acreditava na recuperação do time.  Ele me convidou para assumir o cargo de treinador interinamente. O pedido  foi reforçado pelos próprios jogadores da equipe. Não foi uma decisão fácil, pois eu estava jogando e me sentindo bem. Estava com 33 anos e era cedo para deixar os gramados, mesmo assim acabei aceitando o cargo. Acho que foi a decisão correta. Imediatamente comecei minha carreira de treinador. Naquele mesmo quadrangular conseguimos reverter o quadro desfavorável e o Ituano subiu para a primeira divisão. Após o campeonato fui para o Rio de Janeiro onde fiz um curso patrocinado pelo Sindicato dos Jogadores do Futebol. Passados seis meses comecei minha carreira de forma definitiva. Como treinador passei pela São Carlense, Tubarão de Santa Catarina, pelos aspirantes do Flamengo, União de Mogi, São Bento de Sorocaba, Volta Redonda, Madureira, Cabofriense, Marcílio Dias, Sampaio Correa, e por aí vai. Na Caldense foram duas passagens. Esta é a terceira vez que estou aqui e quero fazer um bom trabalho. Minha meta depois será em dirigir um clube grande da capital.

Mantiqueira - Como você encontrou a Caldense nesta sua terceira passagem?
Ademir - Nas outras vezes que estive aqui não tive oportunidade de começar o trabalho. Peguei a equipe nas primeiras rodadas de 2004 e nas últimas rodadas de 2007. Este time de hoje é muito mais qualificado, mais unido, nem existe qualquer tipo de racha, o clima está muito bom para se trabalhar. O time tem um objetivo traçado, querendo crescer no cenário futebolístico e isto é uma grande diferença dos outros anos.

Mantiqueira - Como você participou diretamente da montagem do time que enfrenta o Tupi daqui a pouco. Sua responsabilidade é maior que antes por causa disto?
Ademir Fonseca - Com certeza, mas ela não é só minha. Tive a oportunidade de começar o trabalho este ano aqui na Caldense. Encontrei uma base pronta e rapidamente o restante da equipe foi formado. Não montei este time sozinho, pois o Alex sempre esteve acompanhado tudo de perto. Todos os jogadores que aqui estão,  vieram de comum acordo com a diretoria, o gerente de futebol e a comissão técnica. Agora, na hora do trabalho aparacer pra valer,  todos querem os resultados, com isto, claro que quem montou o time terá toda a cobrança nos ombros.

Mantiqueira - O que podemos esperar da Caldense neste campeonato: classificação para o Brasileiro, classificação para as finais do mineiro ou sofrimento da torcida rezando para o time não cair para a segunda divisão?
Ademir - Temos que ser pés no chão e trabalhar com a realidade. Não posso ser imprudente e prometer algo que ainda não aconteceu para o nosso torcedor. Contamos com a torcida e com certeza teremos o apoio dela, mas primeiro, temos que conquistar os pontos necessários  para nos mantermos na primeira divisão. Depois desta garantida na elite mineira, vamos buscar a vaga para o Brasileiro da Série D. Se der, vamos brigar para ficar entre os quatro. A partir daí, tudo é sonho. Sabemos que se conseguirmos estar entres os quatro finalistas, tudo pode acontecer.

Mantiqueira - Como você vê o Campeonato Mineiro?
Ademir - Está atrás apenas de São Paulo e Rio. É um campeonato muito curto, parece mais com um torneio, disputado em apenas um turno, apenas quatro passam adiante. Uma competição muito difícil e qualquer cochilo no início te deixa na parte debaixo da tabela, o que torna uma recuperação muito complicada.

Mantiqueira - Você gosta desta forma de disputa?
Ademir - Eu não gosto, preferia que fosse de outro jeito. Gostaria de uma competição maior, com dois turnos ou com mais clubes. Um campeonato com 14 ou 16 times daria mais igualdade de brigar pela classificação e não correr tantos riscos. A atual competição deixa os times pequenos muito vulneráveis.

Mantiqueira - E como disputar este “torneio” sem correr riscos?
Ademir - Primeiramente tem que ter material humano. A Caldense tem. Aqui se paga em dia, o clube dá boas condições de trabalho. Aliando bom material humano e responsabilidade já temos meio caminho andado, o resto acontece naturalmente dentro de campo.

Bento Gonçalves diz que vitória hoje é obrigação

No que depender dos esforços do presidente da Caldense, Antônio Bento Gonçalves, a torcida da Caldense, este ano, pode ter motivos de sobra para comemoração. Bento Gonçalves, que está no segundo ano de mandato, quer menos sustos nesta temporada. "No ano passado passamos alguns apuros, mas acredito que agora a coisa vai andar melhor", disse o presidente. Um dos assuntos abordados por ele foi o apoio conquista pela Caldense para a temporada. O time terá como parceiras, as seguintes empresas: GM Costa, Bretas, Duson Bebidas JotaEfe, Start Outdoor, Zelão Monta Lojas, Água Mineral Poços de Caldas, Unimed, Mineração Curimbaba, Uniodonto, Truck Jota, Construtora Etapa, Bom Pastor, Alpha Construções Inteligentes, Neonutri, Vidraçaria Poços De Caldas, Tapeçaria Mantiqueira, Futebol Interior, TV Poços, TV Plan, L.A. Móveis e Klefer
Mantiqueira - O que o senhor espera da Caldense neste Campeonato Mineiro que tem início daqui a pouco no Ronaldão?
Antônio Bento Gonçalves - Acredito que estamos melhor que no ano passado. Nos reunimos com a comissão técnica e trouxemos os jogadores que queríamos. O time fez alguns amistosos e eu fiquei satisfeito com o que vi. Mesmo perdendo duas partidas o time se portou bem em campo. Depois do empate contra a Ponte Preta conversei com o Marcus Vinicius, gerente de Futebol da Ponte, e como Gilson Kleina, treinador do time de Campinas, e eles me disseram que gostaram muito da Caldense. Acharam nosso time muito competitivo, técnico, entrosado e com totais condições de realizar um bom Campeonato Mineiro. Isto nos enche de orgulho. Me reuni dias atrás com o Ademir Fonseca e fiquei mais animado ainda.  Ele me garantiu que com o time que tem em mãos, tem tudo para fazer um excelente campeonato. No futebol muitas vezes estamos muito bem, mas dentro de campo as coisas não acontecem. Estou confiante neste time. Vejo tudo caminhando muito certinho, do jeito que foi planejado. O grupo está unido, consciente, concentrado.  Jogadores, titulares ou não, mostram um grande espírito de equipe e isto é um diferencial. Espero que a Caldense faça uma boa presença e acredito muito numa vitória diante do Tupi. Vencer na estreia, jogando em casa, é necessário. Precisamos desta vitória, pois ela será um passo muito importante para nosso desempenho no Campeonato Mineiro. Vencer em casa hoje é uma obrigação para a Caldense.

Mantiqueira - A montagem deste time foi cara?
Bento Gonçalves - O que posso dizer é que este time está dentro do padrão da Associação Atlética Caldense. Apesar de alguma empresas não colaborarem, fechamos alguns patrocínios importantes. Teremos ainda um dinheiro da Globo por direitos de TV. Deu para montar este time e disputar bem o Campeonato Mineiro. Falta ainda definir a questão do bicho que será pago aos jogadores.

Mantiqueira - A que o senhor atribui o grande número de parceiros que o clube conquistou para este campeonato?
Bento Gonçalves - O sucesso que estamos obtendo através dos nossos parceiros e colaboradores foi um trabalho muito bem feito de quatro pessoas. O Vitor Hugo, diretor de marketing, Paulo Ney, assessor de marketing, Paulo Roberto, pessoa muito importante na angariação de parceiros e o Gustavo Mendanha que cuida da assessoria de imprensa. Eles fizeram um grande trabalho e por isto conseguimos sucesso.

Mantiqueira - Como está o relacionamento da Caldense com as torcidas organizadas?
Bento Gonçalves - Temos a Lama Verde e a Camisa 12 e acredito que eles vão fazer uma bela festa hoje no Ronaldão. Temos ainda as vendas de carnês e com certeza teremos casa cheia. Será um clima favorável para empurrar o time para sua primeira vitória no campeonato. Faço um convite para o torcedor comparecer ao estádio e ser o 12º jogador em campo.

Jovens de Poços sonham com um lugar no time

Enquanto treinam duro sob os olhares do exigente Ademir Fonseca, os jovens atletas do time da Caldense sonham com um lugar no time. Juninho, Rodolfo, Rafael e Gustavinho são exemplos de dedicação e vontade. “A gente nunca sabe quando o professor pode precisar. Estou focado nos treinamentos e se tiver uma oportunidade quero agarrar com unhas e dentes”, disse o zagueiro Rodolfo, que tem o futebol no sangue. Filho do treinador Zezito, Rodolfo treina intensamente junto com os companheiros, sempre de olho numa vaga, que hoje é ocupada pelo experiente Fábio Paulista e Leandrão.
Num dos treinos no Ronaldão recentemente, o técnico Ademir Fonseca elogiou o desempenho do zagueiro. O treinador, no entanto, deixou Rodolfo de fora até do banco para o jogo de hoje contra o Tupi.
Rafael se destaca no treinamento dos goleiros. Para ele não tem bola perdida e “voa” em quase todas, proporcionando belas fotos aos fotógrafos. Juninho é o mais experiente da turma. O jovem já foi inclusive para Portugal tentar a sorte, mas a Caldense parece ser o seu destino. “Gosto da cidade, do time e se tiver uma chance quero jogar. Vamos esperar, pois a Caldense montou um time muito bom este ano”, disse o jogador.

Schumacher não dá mole aos goleiros

A Caldense está muito bem servida de goleiros na temporada. O titular Glaysson. A preparação dos craques do gol é comandada por Renato Schumacher que exige muito dos arqueiros durante as sessões de treinos. Treinador de goleiros desde 2002, Schumacher iniciou a carreira nas categorias de base do América Mineiro e depois passou por Democrata de Governador Valadares, Social, Roma de Apucarana, Funorte, Formiga, novamente Democrata de Governador Valadares e agora Caldense.
“Hoje estamos com a base pronta e agora estamos trabalhando apenas situações de jogo, ou seja, cruzamentos, repetições. A carga física já passou”, disse Schumacher. “Fui muito feliz ao assumir a preparação dos goleiros da Caldense no lugar do Vanderlei que fez uma primeira parte de treinamentos muito boa, principalmente com o Glayson que estava muito acima do peso. Estou dando continuidade a este trabalho. Minha função agora é manter o peso dele e manter este percentual”, disse Schumacher.

Renatinho quer manter tradição de sempre marcar na estreia

 “Em todos os clubes por onde passei fiz pelo menos um gol no jogo de estreia. Aqui em Poços espero que não seja diferente e o torcedor que comparecer hoje ao Ronaldão possa ver uma grande exibição minha e da Caldense. Se derem bobeira prometo deixar minha marca”, disse o meia Renatinho. O jogador mostra muita confiança em sua estreia com a camisa da Caldense. Se depender de seu retrospecto, o torcedor realmente tem motivos de sobra para esperar um golzinho do ex-craque do São Paulo Futebol Clube. Em sua estreia pelo tricolor paulista ele balançou as redes, pelo Fluminense do Rio de Janeiro também e ainda foi responsável pelo primeiro gol da história do Poços de Caldas FC, diante da Santarritense no Ronaldão. “Sou um cara muito abençoado por Deus e tenho muita sorte em minhas estreias. Fiz gols no meu primeiro jogo pelo São Paulo, fiz gol no dia em que meu filho nasceu, marquei na minha estreia pelo Juventude, na Bélgica em meu primeiro jogo e agora, em casa, pela Caldense, espero balançar as redes também. Marcar pela primeira vez defendendo as cores de uma equipe fica na lembrança para sempre. Penso que se conseguir marcar um gol hoje, logo em minha estreia pela Caldense, as coisas tendem a dar certo nesta minha nova fase”, acredita o jogador.
Renatinho não esconde que vive uma grande ansiedade para entrar em campo daqui a pouco e defender as cores da Caldense. Depois de um período desmotivado, quando chegou à Veterana muito acima do peso, o meia acredita que o clube lhe trará de volta os grandes momentos vividos no São Paulo Futebol Clube. “Foram quase seis meses de preparação e esta expectativa pelo primeiro jogo é normal”, diz. Ele acredita que o fato de ter jogado em grandes clubes deve trazer um peso maior e, consequentemente, mais cobrança por parte da torcida. “Tenho um passado vencedor, quando conquistei alguns títulos importantes. Isso faz com que minha responsabilidade seja um pouco maior. Não quero decepcionar, pois sei que o torcedor, e até mesmo grande parte da imprensa, espera que seja aquele Renatinho de anos atrás. Todos podem ter certeza que eu também espero isso e vou fazer de tudo que puder dentro de campo para ajudar a Caldense a realizar um grande Campeonato Mineiro”, desabafa o atleta. “Estou tranquilo, trabalhei bem, me dediquei ao máximo e tenho certeza que se na partida de hoje eu colocar em prática tudo que fiz durante o tempo de preparação vamos obter sucesso. Fiz tudo certo e no que depender de mim, e se for vontade de Deus, vai dar tudo certo”, completa Renatinho.
Renatinho teve pouco contato com a torcida durante o período de preparação para o Campeonato Mineiro. Pai pela segunda vez, o jogador preferiu uma vida mais caseira ao lado dos familiares, por isso teve pouco contato com os torcedores. “Evitei sair de casa, me dediquei muito aos treinamentos, o que me impediu de ter um contato mais próximo com o torcedor. No entanto, isso não me impediu de receber mensagens de apoio de alguns torcedores, de amigos e familiares, pessoas que acreditam no meu potencial e não duvidam que farei um grande campeonato”, complementa.


Renatinho destaca a força do grupo. Para o jogador, a Caldense conseguiu montar um time forte que deverá dar muito trabalho neste Campeonato Mineiro. “A Caldense viveu anos difíceis e acredito que nesta temporada o torcedor será recompensado com grandes atuações. Vejo o elenco atual da Caldense em condições de brigar por uma vaga entre os quatro melhores e este será nosso grande objetivo”, diz o meia.


Quando foi apresentado na Associação Atlética Caldense, o meia Renatinho foi alvo de muitos questionamentos e dúvidas. O atleta estava muito acima do peso ideal para um jogador de futebol e poucos acreditavam em sua recuperação. Na época, ele prometeu comprometimento e dedicação para chegar à forma física ideal. Passados seis meses, o atleta respondeu aos críticos com muita garra e vontade de superação. Quando a Caldense entrar em campo hoje, o torcedor verá o atleta no peso ideal e com muita sede de bola. “Depois de passar por muitos clubes onde a estrutura era precária, cheguei a pensar em parar de jogar futebol. Estava completamente desmotivado e por isso me descuidei com minha forma física. Ao chegar à Caldense sabia que para jogar futebol de alto nível e disputar um Campeonato Mineiro da primeira divisão, num clube onde sei que haverá cobranças, eu tinha que estar no meu melhor. Hoje acredito que consegui e me sinto muito bem”, disse o atleta, que está 12 kg mais magro desde quando desembarcou no Ninho dos Periquitos. Ele está num percentual de gordura até abaixo do necessário. “Com este peso que estou hoje, vivi uma das melhores fases de minha carreira na Europa, por isso estou muito confiante neste meu retorno ao futebol”, disse Renatinho, ao se lembrar dos tempos que atuou na Bélgica.

Equipe bem preparada fisicamente

Os preparadores físicos da Caldense, Caldiron e Wagner trabalharam duro para colocar o time em ponto para o Campeonato Mineiro. Foram treinos puxados com sol ou chuva.  "A equipe hoje se encontra dentro do que foi planejado, os jogadores que estão conosco há mais tempo se encontram quase no ponto ideal. Sabemos que falta mais um pouquinho para todos estarem 100% mas à medida que o campeonato vai tendo suas rodadas os jogadores chegarão ao ponto ideal", disse Caldiron. Segundo o preparador, está tudo dentro da normalidade e nenhuma equipe entra numa competição 100% fisicamente, o que é conquistado com os jogos.