terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cruzeiro e Fazenda Barreiro decidem a Copa Campeão dos Campeões

A equipe da Fazenda Barreiro é o primeiro time da zona rural a conquistar uma vaga na final da Copa Campeão dos Campeões. O time comandado por Tilica, surpreendeu o Atlético Rosário, e ficou com a vaga. A partida terminou empatada no tempo normal em 2x2. Silvan e Antônio Carlos marcaram para o Atlético enquanto que Coquinho marcou os dois gols da Fazenda Barreiro. Nas cobranças de penalidades o Atlético Rosário foi derrotado por 5x4.
No segundo jogo, Cruzeiro e Fluminense fizeram um duelo movimentado. Apesar da chuva, a partida foi quente, com chances de gols de ambos os lados. O Cruzeiro venceu por 3x2 e conquistou a vaga para a decisão. A final da Copa Campeão dos Campeões acontece dia 26 às 16h.
As partidas semifinais tiveram arbitragem de Marcos Fernando Lessa, Zuza e Paulo Borges. Juliana Machado Muniz foi a representante.

Ademir Fonseca analisa jogo contra Atlético-MG

PRISCILA LOIOLA
ACS/Futebol

Para o treinador da Caldense, Ademir Fonseca, a equipe pecou mais uma vez nas finalizações no jogo contra o Atlético, que aconteceu no último sábado, 11, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. A Veterana perdeu por 2 a 0. “Precisamos aprimorar mais nosso setor ofensivo, ser mais atentos, mais decisivos quando surgir uma oportunidade. Time grande não titubeia nessas horas, e a gente precisa ter essa qualidade. Vamos treinar bastante para não perder as chances de colocar a bola para dentro. Temos perdido gols que têm nos dado prejuízos grandes”, avalia.
“Temos que manter a calma. O nosso grupo lutou, correu, criou algumas oportunidades, mas jogamos contra uma equipe que tem poderes maiores, mais qualidade. Nós perdemos o jogo no primeiro tempo. Acabamos cochilando no lance do primeiro gol, pois foi falta a nosso favor, mas o juiz inverteu, e a bola caiu no pé do jogador do Atlético, que achou o atacante dentro da área. Tentamos reverter no segundo tempo.Entramos com mais força, a equipe deles se encolheu um pouco. Porém, perdemos. Perdemos para uma equipe que tem mais categoria, mas saímos desse jogo com a cabeça em pé. Sabíamos que o que acontecesse de favor a nós seria bônus, mas não conseguimos. O time foi brioso, e mesmo com um a menos mostrou qualidade”, destaca o treinador.  Agora a Caldense só volta a campo no dia 26, contra o Nacional de Nova Serrana. Para Ademir, vai ser um recomeço. “O Campeonato começa de novo para nós quando enfrentarmos o Nacional, pois contra equipes do interior, como nós, não podemos vacilar. Temos totais condições para fazer ótimas partidas. Precisamos garantir as vitórias dentro de casa e buscar o máximo de pontos possíveis fora”, finaliza.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caldense erra muito e perde para o Galo

A Caldense cometeu os mesmos erros da semana passada e perdeu para o Atlético Mineiro ontem em Sete Lagoas por 2x0.
Durante toda a semana Ademir Fonseca criticou a postura do time contra o América, cobrou mais finalizações e mais coragem. Ontem o time não teve nada disto. Finalizou pouco, manteve a postura recuada e teve pouca coragem para atacar. Quando tinha a chance do gol, não chutava, irritando a torcida que se deslocou até a sede do clube em Poços de Caldas acompanhar o jogo através de um telão. O time de Poços até teve algumas boas chances. No primeiro tempo Luisinho perdeu dois gols incríveis, na frente do goleiro do Atlético Mineiro. No segundo tempo, Leandrão acertou a trave após cobrança de falta. O mesmo Leandrão, pouco depois foi expulso após falta em Mancini. A Caldense se reapresenta amanhã. O time, no entanto só volta a campo depois do Carnaval.

O jogo
A Caldense começou dando a impressão de que conseguiria um bom resultado diante do Atlético. Jogando nos contra-ataques o time de Poços criava boas chances. Quando o jogo ainda estava 0x0, Rodrigo Dias fez grande jogada e levantou na área. Luisinho tentou o gol de primeira e mandou por cima.
Os ataques do Galo eram de muito perigo. Glaysson fazia o que podia para salvar a Veterana. Foram pelo menos três defesas importantes em lances de Neto Berola.
André, Bernard e Marcos Rocha também esbarraram na boa atuação do goleiro.
Na Caldense jogadores importantes não estavam bem. Renatinho, tão aguardado pela torcida não fez um bom jogo. Luisinho parecia nervoso em campo e pouco produzia. Jardel deixou o jogo contundido.
A Caldense deixou de buscar o ataque e o Galo cresceu. Aos 29 minutos veio o castigo. Rafael Marques completando, de cabeça, o cruzamento de Escudero balançou as rede de Glaysson que nada pode fazer.
Após tomar o gol veio o lance mais claro de gol para a Caldense. Luisinho recebeu linda bola, entrou na área e sozinho com o goleiro chutou fraco, fácil para o arqueiro atleticano. O Galo então marcou novamente. Aos 43 minutos, Bernard em belíssima cobrança de falta guardou. A bola tocou no travessão antes de entrar. Glaysson ficou parado no meio do gol.

Segundo tempo
No segundo tempo a Caldense voltou querendo jogo. Leandrão teve grande chance. O zagueiro em cobrança de falta acertou a trave do Galo. Éberson teve outra boa chance aos oito minutos, porém, foi só. O jogo ficou catimbado. O Atlético administrava a vitória enquanto a Caldense estava sem forças para buscar algo melhor. Ainda deu tempo para Leandrão ser expulso de campo. O zagueiro que fazia sua estreia no campeonato cometeu falta em Mancini. Como já tinha cartão amarelo teve que ir mais cedo para o chuveiro.
A Caldense ainda teve uma ajuda da arbitragem.  Aos 19 minutos Escudero foi derrubado na área, na frente do juiz, que preferiu não marcar o pênalti.

Grande iniciativa

Novamente a diretoria da Caldense teve a grande iniciativa de preparar um telão para a torcida acompanhar o jogo diante do Galo. Aproximadamente 500 pessoas estiveram presentes na sede social do clube e torceram muito pela Veterana. O Mantiqueira fez a cobertura online da partida diretamente do local. A redação agradece ao presidente Antônio Bento Gonçalves, Alberto Narciso, Gustavo Mendanha e Paulo Ney pela reserva do espaço.

Pista inacabada atrasa projetos do Bicicross Poços Clube

O bicicross de Poços de Caldas vive momentos de incerteza. A modalidade, que já revelou atletas como Elton Chiarelli, Juliano Moreno, Luciano Roque, Renato Rezende, entre outros, hoje sequer é a sombra do que já foi. A cidade já foi considerada uma referência no Brasil numa época em que contava com grande apoio da Frigonossa. Agora está sem pista de treinamentos há mais de um ano e os meninos tiveram que se virar neste período para praticar o esporte. Muitos treinaram em pistas improvisadas, outros na rua, em meio ao trânsito, e os mais radicais foram embora da cidade, caso dos irmãos Rezende que estão em Paulínia. Renato Rezende é possível representante do Brasil nas Olimpíadas de Londres e é um dos mais críticos da situação de Poços de Caldas. "Lamento pelos meninos que não puderam sair e tiveram que ficar sem uma pista para treinamentos", disse ele ao Mantiqueira. O atleta está no Chile disputando uma prova do ranking latino. Se ele se sair bem aumentam consideravelmente suas chances de estar nos jogos olímpicos.
Pista no final de março
O Mantiqueira procurou o secretário de Esportes Carlos Alberto dos Santos para saber a real situação da pista de bicicross na cidade. Ele garantiu que desta vez a pista ficará pronta e o prazo dado é final de março. Segundo ele, faltam alguns materiais para serem comprados. "Já fizemos o pedido e logo estaremos de posse deste material. Garanto que no fim de março a pista será entregue aos atletas de Poços de Caldas e esta situação lamentável terá fim", disse. No entanto, há quem divide. Um dos meninos que estão treinando na atual pista, que está inacabada, disse que só acredita vendo. "Logo eles inventam algum problema. Ou as chuvas de março ou a máquina que mais quebra do que fica inteira. Todo dia este bendita máquina tem problemas, é lamentável", disse o atleta, que preferiu não se identificar.

Bicicross Poços Clube
A reportagem procurou a presidente do Bicicross Poços Clube Terezinha Moreno, que, diferente dos atletas que estão desacreditados, confia na palavra do secretário. Terezinha quer recolocar a modalidade como uma fábrica de campeões, como já foi um dia. Responsável pelo Bicicross Poços Clube até 2002, Terezinha voltou ao comando da entidade ano passado e encontrou uma situação bastante complicada. Havia problemas de documentação e outros vários assuntos deixados pela administração passada. Os primeiros meses foram para regularizar estas pendências. Este ano os planos são grandes e a expectativa do crescimento da modalidade é grande; 22 pilotos foram filiados na Federação Paulista, fato que não acontecia há vários anos. "Hoje o clube está em ordem, todos os documentos foram regularizados, os meninos estão animados e a Secretaria Municipal de Esportes está nos dando um bom apoio, além da NeoNutri, e por isso existe motivos de sobra para estarmos animados", disse Terezinha.

"O que está faltando é pista"
A paciência para esperar a construção da pista, parada desde o final de 2010 para reformas, acabou. Terezinha tem sido dura nas cobranças e acompanha de perto o andamento das obras. Durante a semana foi possível ver a presidente do clube no parque municipal por volta das sete da manhã monitorando a máquina que fica no local. A máquina mais quebra do que trabalha. "Quando assumi o clube a pista estava no chão. Já assumi ouvindo a promessa de que esta pista ficaria pronta em breve. Foi uma novela, com direito a imprensa pegando no pé, a máquina que não parava de quebrar, uma situação lamentável. Agora o secretário de Esportes empenhou a palavra que desta vez a pista sai. A gente acredita, tanto na palavra dele quanto na do Marquinhos [Marcos Salles], secretário de Serviços Públicos e estamos ansiosos para ver a pista em atividade", disse.
Esta semana, a máquina realmente esteve no parque municipal realizando o trabalho de terraplanagem, no entanto, pelo menos um dia ela ficou sem trabalhar por causa de novos problemas mecânicos. Terezinha, no entanto, não acredita que a pista fique pronta no prazo dado pelo secretário Santos. Para ela, antes do final de abril dificilmente o local vai estar em condições de uso pelos atletas.

Alternativas
Enquanto a pista de Poços não fica pronta, os atletas se viram como podem. Muitos treinam em terrenos baldios, outros se deslocam até a vizinha cidade de Botelhos e alguns treinam na própria pista do parque municipal em obras. Terezinha disse que pediu para que a Guarda Municipal fiscalize a situação dos meninos que estão optando pelo treinamento no parque municipal. Ela disse que autorizou a GM a fazer apreensão das bicicletas dos meninos estiverem treinando sem equipamentos de segurança. A reportagem esteve no local e viu que as ordens da presidente do clube não estão sendo seguidas. Um garoto treinava no local sem qualquer equipamento de segurança e era observado por uma GM, que não estava muito interessada em repreendê-lo. "O local tem alguns obstáculos prontos, alguns paredões e a molecada aproveita qualquer morrinho, não quer perder tempo", contou Terezinha.

Temporada
Animada com a possibilidade contar com a pista em breve, Terezinha vislumbra uma temporada repleta de novidades para o bicicross de Poços de Caldas. O Bicicross Poços Clube disputará oito etapas do Campeonato Paulista e quatro etapas do Campeonato Regional de Paulínia. Para disputar estas 12 etapas no ano Terezinha conta que precisa de algum apoio de pais de alunos na questão do transporte. "Conversamos com os pais e explicamos a situação. Temos um determinado valor da prefeitura, mas ainda vamos precisar de um pouco de ajuda. Alguns pais se interessaram em viajar com a delegação e vão ajudar nas despesas. Temos ainda uma ajuda da NeoNutri nas inscrições dos atletas. Os pilotos melhores colocados nas provas terão o valor pago integralmente, até mesmo como incentivo para continuarem se dedicando ao esporte", disse.

Escolinha
Terezinha comentou ainda a situação da escolinha do bicicross. Em 2010, não houve atividades dos alunos e os projetos do Bicicross Poços Clube são de retomá-las. "Temos de pensar ainda como vamos resolver, pois, sem pista, não tem como fazer nada. Precisamos que a pista fique realmente pronta para darmos continuidade neste projeto".
Projeto aprova
Terezinha conta que teve um projeto aprovado pelo DME e também depende da pista para colocar em prática as atividades. Neste projeto serão incluídos menores carentes e as crianças com necessidades especiais. Foi firmada uma parceria com a Apae e a atividade esportiva deverá ajudar no dia-a-dia das crianças. "Teremos pessoas separadamente para cuidar deste projeto, pois as crianças realmente necessitam de um acompanhamento especializado. Os treinamentos serão diferenciados e estamos bastante empolgados com este projeto também. Mas, volto a frisar, precisamos da pista para que este projeto saia do papel", conta Terezinha.
Baixas
Terezinha lamentou o desfalque no bicicross de Poços de Caldas com a saída de Renato Rezende. "Não foi só o Renato que foi embora, dois irmãos e dois amigos resolveram acompanhá-lo. Infelizmente, a falta de estrutura neste sentido acabou tirando estes meninos da cidade e é isso que queremos resolver o mais rápido possível. A cidade não pode ficar mais sem uma pista para que outros meninos não resolvam ir embora também", lamenta Terezinha.
Com a saída de Rezende, os meninos da cidade perderam um espelho e o prejuízo na modalidade local pode ser grande. Terezinha viu o início da carreira de Renatinho e não se surpreende pelo momento vivido pelo atleta que busca vaga nas Olimpíadas de Londres. "Vi este menino começar no esporte, viajamos muito juntos, ele sempre foi muito dedicado, por isso merece tudo que está acontecendo. Ele realmente não podia ficar em Poços. Quem sabe ano que vem, no outro ano, um dia, ele não encontre aqui a estrutura que precisa para continuar sendo um atleta de ponta. Acredito que mesmo tendo ido embora, ele continua sendo o espelho dos meninos de Poços. O Renato é muito querido e amigo da grande maioria", falou.

Competições em Poços
A cidade não fará parte do calendário oficial de competições. Terezinha tinha vontade de trazer uma etapa do Paulista para Poços de Caldas, no entanto, a indefinição da pista acabou fazendo a presidente do clube mudar de ideia. Existe a possibilidade da realização de uma competição local para mostrar para a população a evolução do esporte na cidade. A previsão é que esta competição aconteça no segundo semestre. "Estou acompanhando de perto a obra porque precisamos de uma boa pista para termos condições de realizar uma competição no local. Existem detalhes que só vamos ver depois dela pronta e por isso todo cuidado é pouco", disse. Sobre possíveis vandalismos, Terezinha conta que deverá haver uma fiscalização para que o local não seja depredado. "Vamos tentar ter um espaço para todos aproveitarem e queremos que este espaço seja o melhor possível", finalizou a presidente. Outro projeto do Bicicross Poços Clube é colocar uma pessoa que entenda do esporte para observar possíveis talentos. Os interessados em apoiar o Bicicross Poços Clube nesta retomada da modalidade na cidade podem entrar em contato pelo e-mail: moreno@pocos-net.com.br.

Presidente comemora equilíbrio da situação financeira do Vulcão

Geovane Gaspar conta como anda a situação do clube e como tirou proveito de fatos negativos do passado.

Mantiqueira - O Vulcão, em seu quinto ano, tem mais uma chance de brigar pelo acesso ao módulo I. O que você espera desta equipe no Campeonato Mineiro?
Geovane Gaspar - A cada campeonato a expectativa é sempre grande. Para este ano estamos bastante animados, sabemos das dificuldades em temporadas passadas. O Vulcão foi um clube que teve uma ascensão muito rápida e depois caiu. Este ano tudo foi muito bem planejado, temos um diretor de futebol ativo, um supervisor ativo. Nossa parte foi feita e agora depende do time dentro de campo.

Mantiqueira - Como foi o trabalho de montagem desta equipe?
Geovane - Tudo começou após uma conversa com o Rubinho. Ele tinha vontade de retornar ao Brasil e surgiu a oportunidade de trabalhar conosco. Ele conseguiu uma importante parceria com a FC Consultoria, empresa dos irmãos Fabrício e Christian Souza, e assim foi possível a montagem do time. Hoje temos parte de jogadores de Poços de Caldas, revelados através de uma peneira iniciada em agosto, e o restante veio através desta parceria. O grupo está fechado e estamos bastante otimistas para este trabalho.

Mantiqueira - Como está a situação financeira do Vulcão?
Geovane - É bom tocar neste assunto, pois não é fácil manter um time de futebol profissional. Os custos são muito altos, existem muitas taxas, a Federação Mineira de Futebol exige muito e não nos dá retorno algum. O custo é muito grande. Este ano foi feito um planejamento com os pés no chão e a situação está equilibrada. Temos um time barato, ninguém aqui ganha além do que podemos pagar, não existem grandes salários. Os jogadores que aqui estão vieram com o propósito de vestir a camisa do clube e alçar voos mais altos. Eles querem que o Vulcão seja uma vitrine e uma porta de entrada para clubes maiores. O orçamento está bem fechado, tudo certinho, e isto me deixa muito feliz com o trabalho feito pelo Rubinho. Não vamos ter problemas financeiros, não vamos ter problemas com falta de pagamentos, existe um equilíbrio, apesar dos altos custos que um time profissional exige.

Mantiqueira - Como você se vê como dirigente hoje?
Geovane - Aprendi muito. Às vezes a gente tem que apanhar para aprender. Fui muito enganado e acreditei em pessoas que não deveria. Ano passado fizemos uma parceria com empresários e no último momento eles foram embora na calada da noite e ficaram todos os problemas em minhas mãos. Este fato me fez aprender muito, fiz o que pude na época, tentei equilibrar as coisas e acho que consegui. Nenhum jogador saiu daqui sem acerto, porém, este fato me ensinou muito. A vida é assim mesmo, um aprendizado a cada dia, dentro e fora de campo. Hoje sei como lidar com a imprensa, com o grupo e todas as situações que minha função exige. Aprendi que um dirigente precisa ser o mais transparente possível, no mundo do futebol a gente encontra muita gente desleal. Você sendo transparente, saber o que pode e o que não pode, diferenciar quem realmente está ao seu lado, acaba se saindo bem.

Mantiqueira - Você acredita que este ano será marcado pelo reencontro do Vulcão com sua apaixonada torcida?
Geovane - Estamos resgatando o Vulcão em todos os sentidos. O time teve um crescimento mais rápido do que a gente esperava, depois houve a queda por diversos fatores. Tivemos troca de diretoria, problemas financeiros, os resultados dentro de campo não vieram. Você pode montar o melhor time, ter a maior torcida, porém, se dentro de campos os resultados não forem o esperado, o torcedor não vai ao estádio mesmo. O que a gente está colocando para nossos jogadores é exatamente isto. Vencendo, a casa lota, a torcida vem, apoia o time, se anima e isto motiva os jogadores dentro de campo. A gente espera que o time responda dentro de campo, o suporte que foi dado fora de campo e que corram atrás das vitórias, só assim nosso torcedor estará de volta.

Mantiqueira - O Vulcão tem planos de manter o futebol profissional o ano todo?
Geovane - Estamos conversando bastante através da parceria com a FC Consultoria. Nossa vontade é manter o time após o Campeonato Mineiro. Futebol não pode ficar limitado a apenas três meses, é preciso uma atividade o ano todo. Lógico que as coisas podem mudar. Queremos revelar jogadores, mas para isto, precisamos nos manter em atividade. Vamos tentar disputar a Taça Minas Gerais, dar oportunidades para os garotos. Teremos um trabalho de base na tentativa de fabricar jogadores. Temos uma grande estrutura que precisa funcionar sempre.

Mantiqueira - Como você vê a partida de hoje diante do Tricordiano?
Geovane - Estreia é sempre complicada, nosso time está com muita vontade e isto me deixa confiante. Os jogadores se dedicaram muito aos treinamentos, vestiram a camisa, estão compromissados com o time, a torcida e a diretoria. Que a gente possa fazer um bom jogo e já estrear com vitória. Com um resultado positivo hoje não duvido que teremos uma boa sequência no campeonato.

Rubinho fecha parcerias importantes e garante Vulcão no campeonato

Embora relute em admitir, Rubio Guerra, o Rubinho, foi um dos principais responsáveis pelo Vulcão disputar o Campeonato Mineiro que começa hoje. O dirigente arregaçou as mangas, correu atrás de patrocínios, parceiros e atletas. Rubinho ouviu não várias vezes, não desistiu e se diz emocionado ao ver que o time vai disputar o campeonato.


Mantiqueira - Você é apontado com um dos principais responsáveis pelo Vulcão disputar o Campeonato Mineiro deste ano. Como você vê o time para esta competição?
Rúbio Guerra - Muita gente ajudou, principalmente minha família, o Giovane Gaspar, o Tom, o Mário do Hortifruti, Bill, toda a diretoria, o Alexandre, enfim, uma turma muito grande, minha esposa que idealizou as placas. Meu sonho era voltar para casa e fazer um trabalho de destaque e é isto que estou tentando. Estamos conseguindo colocar a equipe em campo com bastante dificuldade, porém, com muita hombridade e, principalmente, humildade. Agora depende muito dos atletas e dos torcedores fazerem sua parte. Vamos tentar realizar um bom campeonato e buscar pelo menos a classificação para a próxima fase.

Mantiqueira - Como foi a busca de parceiros para o Vulcão?
Rubinho - Foi um trabalho realizado aos poucos, em que contatamos um por um dos nossos parceiros, alguns conseguimos dinheiro, mas a grande maioria veio através de permuta. Todos foram muito bacanas conosco e procuraram nos atender da melhor forma possível.

Mantiqueira - Sobre a montagem do time, como foi sua atuação neste sentido?
Rubinho - Temos jogadores de alguns empresários, todos grandes amigos que fiz ao longo da vida e que hoje fizeram questão de colaborar com nosso trabalho. Montamos um time novo, com muitos meninos e esperamos que esta equipe funcione dentro de campo. Acredito que não será um campeonato fácil e vamos depender muito da nossa torcida. Vamos enfrentar adversários experientes, mas confio muito no trabalho que foi feito, Começamos a trabalhar em agosto, testamos muitos meninos e hoje temos orgulho de termos jogadores como Silmar, Campestrinho, Leozinho, Dida, nomes que saíram da nossa peneira e que prometem muito neste campeonato. Além de empresários, conseguimos parceria com o América, que nos enviou o Danilo e o Ciro. Estes atletas não recebem do Vulcão e estão aqui para nos ajudar.

Mantiqueira - Muitos jogadores do atual elenco do Vulcão são mantidos por empresários?
Rubinho - Não são muitos. Alguns atletas são pagos, com boa parte dos salários, pelos empresários e um pequeno complemento é feito pelo clube. Temos uma folha de pagamento mensal que gira em torno de 18 mil reais, muito baixa para os padrões do futebol.

Mantiqueira - Quais os projetos do Vulcão para a temporada, além do Mineiro?
Rubinho - A Taça Minas Gerais é nosso foco no segundo semestre. Estamos esperando uma abertura maior da prefeitura de Poços de Caldas. Acredito que seria importante um apoio tanto para nós quando para a Caldense, pois os clubes representam a cidade em todo o Estado e merecem este carinho. Hoje temos um apoio da prefeitura, mas acredito que poderia ser um pouco maior esta ajuda para que estes dois clubes tivessem condições de manter o futebol o ano todo. Quero deixar claro que não estou reclamando da prefeitura, que já está no ajudando na medida do possível. Nossa reivindicação é que de alguma forma poderia nos apoiar um pouco mais para termos mais tranquilidade de manter a equipe. Independente disso estamos buscando novos patrocínios. A FC Consultoria Esportiva, nossa representante na região de Belo Horizonte e Divinópolis, está buscando um parceiro que nos dê condições de continuar.

Mantiqueira - O que você espera deste campeonato?
Rubinho - Não temos um grupo muito grande, vamos ter contusões, jogadores suspensos por cartões, fatos que dificultam ainda mais a disputa. Acredito que estamos no nível da maioria dos clubes. Vejo Ipatinga, Araxá e Uberlândia num nível um pouco superior ao nosso. O Uberlândia, principalmente, tem dinheiro, a prefeitura ajuda e isto faz diferença. Nossa chave vem com um Social muito forte e um Ipatinga babando pela vaga. Vamos correr por fora pela segunda vaga, mas muita coisa pode acontecer.
Mantiqueira - Estrear com vitória hoje é fundamental?
Rubinho - Com certeza. Espero um grande jogo diante do Tricordiano, um clássico regional. Esperamos que o povo de Três Corações venha com bastante calma, sempre recebemos eles com bastante educação, sempre vieram aqui e não aconteceu nada. Na última vez que o Vulcão foi lá foi um grande vexame por parte deles. A Federação precisa olhar para isso. Vamos dar um bom tratamento para eles aqui, mas queremos ser bem recebidos lá também. Vamos cobrar isso da polícia ou de quem for. Futebol não é guerra e sim uma festa bonita. Com a bola rolando acredito que será um jogo igual, as duas equipes saindo de problemas financeiros e sem dinheiro para contratar. Claro que espero que nosso time leve a melhor e vencer hoje será fundamental sim.

Mantiqueira - Você pensa em voltar para o exterior?
Rubinho - Gostei muito de trabalhar no Poços de Caldas Futebol Clube, porém, as coisas no Brasil são mais difíceis. Não existe um planejamento anual ou a longo prazo. Aqui as coisas são de última hora. A gente coloca o nome e fica muito exposto. Se acontecer uma catástrofe fica complicado. O Brasil é assim. Os clubes brasileiros em geral trocam o tempo todo de treinador e a culpa é sempre jogada em cima de um só. Estou emocionado, feliz por ver que temos jogadores no Bid, vamos estrear e hoje o Vulcão vai estar em campo. Isto é uma grande vitória, independente do resultado que vier. Fora do Brasil, a coisa é mais tranquila, os dirigentes sabem das dificuldades, dão condições de trabalho e existe um prazo para o trabalho aparecer. Lá tem dinheiro, apoio do governo, estrutura e aqui, infelizmente, não tem, e precisamos ir na raça.