sábado, 2 de fevereiro de 2013

“Futebol o ano todo depende apenas dos jogadores”, reafirma presidente


Poços de Caldas, MG - O empresário Laércio Martins, presidente da Caldense, esteve durante a semana conversando com jogadores e comissão técnica. O presidente pediu acima de tudo amor a camisa do clube. “Aqui somos tradição. Não existe empresário por trás do nosso time e cada jogador tem que honrar a as cores da Veterana para fazer parte deste time”, disse ele durante a palestra. Falando ao Mantiqueira Martins reafirmou a vontade de colocar o time em campo no segundo semestre. “Só depende dos jogadores. Se a equipe ficar entre os quatro melhores do Estadual eu coloco o time em campo”, disse o presidente.

Mantiqueira - O que a diretoria espera do trabalho feito até agora?
Laércio Martins - Foi um trabalho muito bem feito mesmo num curto espaço de tempo. A diretoria acompanhou tudo bem de perto através do Franco Martins e também com o Alex Joaquim e tenho certeza de que vamos realizar um grande campeonato.

Mantiqueira - Quais as vantagem da equipe na briga com os outros times?
Laércio Martins - Primeiro o nosso treinador. Ele é jovem e sabe trabalhar com os atletas. O Tarcísio Pugliese para mim é uma grata surpresa. Outro ponto forte é a união que estamos notando nesta equipe. Não temos medalhões, nenhuma estrela e o time está bem compacto, com todos num nível igual. Tomara Deus que realizemos um bom campeonato e que já neste sábado, contra o Guarani, possamos sair vencedores dentro de campo.

Mantiqueira - Você acredita que o time tenha condições de ficar entre os quatro melhores do Campeonato Mineiro?
Laércio Martins - Vamos disputar um campeonato muito difícil. Além de enfrentarmos grandes forças do futebol brasileiro como Cruzeiro, Atlético e América, temos outros quatro clubes amparados por empresários. O Nacional, por exemplo, é um time de um empresário que tem por finalidade revelar jogadores e depois negociar. O Boa Esporte de Varginha também realiza este trabalho. Outro na mesma linha é o Tombense. O time tem um empresário muito forte e montou uma equipe para competir com Cruzeiro e Atlético. Todos vão ver isto durante a competição. O Araxá também conta com um grande investimento de um empresário. A Caldense aposta em sua tradição, assim como o Villa Nova, e o Tupi. Estes sim se apegam na história e correm atrás para se manterem na primeira divisão às duras penas. Acredito que este reforço de empresários vai tornar este Campeonato Mineiro muito mais difícil que as outras edições.

Mantiqueira - Mesmo correndo por fora a Caldense continua com o planejamento em disputar a Série D do Brasileiro?
Laércio Martins - Venho afirmando e reafirmando que no caso da Caldense se classificar entre os quatro para a segunda fase do Mineiro vamos disputar a Série D. Isto foi dito na minha posse e no CT durante esta semana. Se conseguirem a classificação o resto fica por minha conta, vou correr atrás de recursos e o time entra em campo. Tudo depende do desempenho dos jogadores dentro de campo.

Jovem treinador campeão é o diferencial da Caldense


Poços de Caldas, MG - O sotaque paulista chama a atenção durante os treinos. Tarcísio Pugliese grita, fala palavrão, acerta detalhes, exige empenho e mostra muito conhecimento. Estamos falando de um treinador veterano? Não. Talvez ele seja o mais jovem técnico do Campeonato Mineiro e um dos mais jovens do Brasil. Um treinador sem bagagem? Não. Tarcísio é bicampeão do Mato Grosso pela Luverdense, campeão amazonense pelo Nacional, campeão carioca em 2000 pelo Flamengo e ainda ajudou  o Campinas a subir para a Série B2 do Paulista em 2002 e o Guaçuano a subir para a Série B2 em 2001. Outro feito do treinador foi ter montado as equipes do Icasa e do Oeste. O que isto tem de importante? Os dois times formados por Pugliese fizeram a final do Campeonato Brasileiro da Série C de 2012. O fato é raro entre os treinadores brasileiros. Tudo isto credencia Pugliese como a esperança de que este ano a Caldense tenha uma grande temporada e consiga chegar longe neste Estadual.


Mantiqueira - Como você vê o desafio de comandar a Caldense neste Campeonato Mineiro?
Tarcísio Pugliese - O Mineiro é hoje um campeonato fortíssimo, o terceiro do Brasil em termos de dificuldades, mas a Caldense tem uma grande estrutura, bom potencial financeiro, muito bem organizada e acredito que será uma boa oportunidade para conhecer este novo mercado. Nunca havia trabalhado em Minas e vamos tentar colocar a Caldense no calendário nacional. Queremos a equipe jogando o ano todo, disputando o Campeonato Brasileiro, que é uma competição que cada vez mais se valoriza. Hoje as divisões mais abaixo dão boas condições de disputa e é importante colocar a Caldense neste cenário. O time tem estrutura para estar numa situação melhor.

Mantiqueira - Como a torcida da Caldense recebeu você?
Pugliese - Na realidade saio pouco, fico mais no apartamento e venho para os treinos. Nos poucos contatos com o torcedor o resultado vem sendo positivo. Vamos ter uma melhor noção disto quando a bola começar a rolar e com o desempenho da equipe dentro de campo.

Mantiqueira - Você tem uma carreira impressionante pela pouco idade. Como foi seu caminho até chegar a Poços de Caldas?
Pugliese - Comecei fazendo um estágio na Ponte Preta e desde então sempre trabalhei em times profissionais. Meu primeiro trabalho foi como preparador físico  e tive passagens por várias equipes do interior paulista. Passei por equipes como o XV de Piracicaba. Guaratinguetá, Campinas, Americano de Campos, Nacional de Manaus, entre outras. Tudo como preparador físico. Minha carreira como treinador começou em 2006 no Guaçuano e depois fui para o Luverdense, onde, entre idas e vindas, fiquei até 2010. Passei ainda pelo Rio Branco do Acre, São José e Oeste. Destaco meu trabalho no Luverdense onde conseguimos ótimos campeonatos estaduais, campeão da Copa Governador, disputamos a Copa do Brasil pela primeira na história do clube, colocamos o time no Brasileiro, fomos para a Série C. No São José também tivemos uma ótima campanha, aliás a melhor do campeonato todo. Depois fui para o Icasa, onde assumi o time correndo risco de rebaixamento e conseguimos o objetivo de salvar a equipe. Comecei o Brasileiro da Série C lá, chegamos a liderar o campeonato, mas acabei indo para o Oeste de Itápolis. Fizemos uma boa campanha. Assumi no lugar do Roberto Cavalo que tinha assumido o Bragantino. Conseguimos melhorar o percentual de aproveitamento da equipe. Agora vem o desafio na Caldense.

Mantiqueira - Como vê dois times formados por você decidindo um campeonato?
Pugliese - Foi muito bom. Algumas pessoas me ligaram parabenizando pela situação, outros viram de uma forma negativa, achando que eu não havia feito bom negócio em deixar estes times. Não me arrependo de nada e não tem dúvidas que acessos e títulos ainda virão muitos em minha carreira. Passar por dois times que vão disputar uma final de Campeonato Brasileiro é diferente. Não sei se isto já havia acontecido com algum treinador no Brasil e foi uma sensação muito boa e gostosa. São trabalhos que deram certo e que obtivemos sucesso.
Mantiqueira - Você não gosta de destacar jogador individualmente. Geralmente você fala do grupo. E sempre assim?

Pugliese - Particularmente acho que algumas situações precisam ser trabalhadas internamente. Não gosto de expor o atleta e como comandante da equipe acredito que tem que ser desta forma. O treinador tem que assumir as situações mais difíceis e dirigi-las da melhor forma possível. Obviamente percebemos algumas falhas individuais em alguma atleta que não está num momento positivo. Mas nem por isto precisamos colocar o atleta em situação delicada e a cobrança vem interna.

Mantiqueira - Quais os atalhos para uma boa campanha no Mineiro e onde estão as maiores dificuldades?
Pugliese - Apesar de nunca ter disputado um Campeonato Mineiro sempre acompanhei de perto algumas situações. Vejo futebol de um modo geral e tenho vários atletas que conhecem muito bem o campeonato de Minas. Nossa comissão técnica também é muito bem informada e por isto estou por dentro de muitas particularidades desta competição. A questão geográfica é uma dificuldade a ser enfrentada, principalmente pelas equipes do sul de Minas. É um campeonato muito curto e precisa estar atento, pois todo jogo tem um peso muito grande. Os jogos diante de Atlético, Cruzeiro e América são os mais duros, isto não é novidade, mas o interior vem forte também. Vejo o Boa em vantagem por disputar o Brasileiro da Série B, tem um calendário cheio e isto facilita em vários aspectos. Estamos cientes de tudo que iremos enfrentar. Temos nossas propostas e objetivos bem claros e vamos lutar para conquistá-los.

Mantiqueira - E quais são estes objetivos?
Pugliese - A vaga para o Brasileiro é, sem dúvida, o principal objetivo. Queremos a Caldense com  um calendário cheio e que tenha uma posição de destaque no cenário nacional. Sabemos das dificuldades, respeitamos os adversários, mas vamos brigar por nossas metas.


Renatinho assume papel de espião e observa adversários


O ex-meia Renatinho, que se destacou no São Paulo e depois passou por Fluminense e outros grandes clubes do Brasil, agora tem papel importante na comissão técnica da Caldense. Efetivado com auxiliar técnico, ele irá acompanhar jogos de adversários da Caldense durante o Campeonato Mineiro. “Fiquei feliz pela confiança da diretoria em me oferecer esta tarefa. É uma função muito importante e mostra que a Caldense está valorizando bem o campeonato. Buscar conhecimento sobre os adversários é fundamental numa disputa difícil como o Campeonato Mineiro”, disse.
Renatinho encerrou a carreira no ano passado quando disputou o Campeonato Mineiro pela Caldense. O jogador tinha dificuldades em manter a forma física e vinha sofrendo com as seguidas contusões. “O Alex Joaquim queria que eu disputasse mais esta temporada como jogador, mas eu não poderia aceitar. Não consigo porque minhas condições físicas não ajudam. Então ele me ofereceu um novo cargo na comissão técnica. Serei grato a ele pelo resto da vida. Nunca vou esquecer esta nova porta aberta em minha vida”, conta Renatinho.
Treinador
Renato vislumbra a carreira de treinador e acredita que os anos vividos no futebol irão ajudar. “Tenho muita bagagem, conheço muito bem os atalhos do futebol. Claro que estou numa nova fase, mas tenho boa vontade e vou saber com lidar com as situações que minha nova função exige”, disse. O ex-jogador conversa bastante com Tarcísio Pugliese. Sempre após os treinos os dois passam vários minutos analisando o que aconteceu durante as atividades. “O Pugliese vem me ajudando muito e é uma honra começar tendo ele como professor”, disse. Outro que ajuda bastante o aspirante a treinador é Eugênio Salomão. Renato pelo visto não terá problemas na nova carreira. Além de Pugliese e Salomão, ele conviveu com grandes nomes do futebol brasileiro como Muricy Ramalho, Wagner Mancini, Nelsinho Batista e Osvaldo Alvarez. “São treinadores que dispensam comentários  e com eles aprendi muitas coisas. Meu sonho é colocar tudo isto em prática e ser um bom comandante por onde eu passar”, disse o futuro treinador.

“Nosso time tem mais pegada”


Pelo segundo ano consecutivo como gerente de futebol da Caldense, Alex Joaquim falou sobre a pré temporada e a expectativa sobre a participação da equipe no Estadual.
O dirigente acredita que a pegada e vontade mostrada na pré-temporada pode ser um  diferencial em favor da Veterana.


Mantiqueira - Chegou a hora de colocar em prática o que foi trabalhado até agora. O que se esperar?
Alex Joaquim - Foi um trabalho que teve início em novembro com a chegada do Tarcísio. Neste período fizemos várias viagens, montamos um time de acordo com a nova realidade da Caldense e agora vamos em campo os frutos deste trabalho. O que se espera é a realização de um bom campeonato.

Mantiqueira - Que apostas estão sendo feitas neste time?
Alex Joaquim - O time do ano passado contava com atletas de nome, era um grupo bem mais caro que este. Agora apostamos na juventude, na força dos jogadores e espero que dê certo. Ano passado o time era bem mais técnico, mas a pegada e vontade que este grupo formado agora está mostrando não se compara com o do ano passado. Acho que para fazer um bom campeonato o time tem que dar liga, se entrosar com os requisitos do treinador está pedido. Não adianta esta conversa de time mais barato ou mais caro. O que vale é dentro do campo e se o esquema tático se encaixar as coisas vão bem. Este é o diferencial de algumas equipes. Muitas vezes se monta um time que no papel parece que está tudo as mil maravilhas, mas as peças não se encaixam e o trabalho não dá certo.

Mantiqueira - O treinador é o maior trunfo?
Alex Joaquim - O Tarcísio é um treinador muito estudioso, joga num esquema diferente. No começo a torcida vai estranhar o time jogando atrás da linha da bola, mas é o esquema que ele joga há vários anos e vem dando certo. Temos que apostar na juventude dele e aos poucos as pessoas vão se acostumando com o seu estilo de jogo. Espero que este ano a gente possa ser mais feliz que no ano passado.

Mantiqueira - Como você viu os cinco jogos que o time fez na pré-temporada?
Alex Joaquim - É muito ruim analisar uma equipe em jogo-treino. alguns jogos no meu ponto de vista foram bons, outros nem tanto. Com a bola rolando para valer acredito que o jogo será outro. O time nestes duelos foi muito modificado e com isto ficou mais complicado analisar o que aconteceu.   O que vi foram jogadores com vontade em conquistar a titularidade e neste caso achei muito proveitoso.


Caldense estreia com todos os jogadores sem problemas físicos


Poços de Caldas, MG - Um time sem problemas. Assim é a Caldense que estreia logo mais no Campeonato Mineiro diante do Guarani. O trabalho de Luiz Carlos Caldirón foi árduo. Desde novembro o grupo ficou entregue em suas mãos. “Conseguimos colocar a equipe dentro daquilo que consideramos ideal para o início do campeonato. Quase todos os jogadores estão a disposição do treinador e agora é dele a tarefa de escolher a melhor equipe”, disse Caldirón.
A Caldense realizou cinco partidas na pré-temporada e o preparador físico acredita que estes jogos ajudaram na avaliação da maioria dos atletas. “Claro que agora as coisas são diferentes. Numa partida valendo os três pontos tudo conta, desde o estado emocional até aquele friozinho na barriga. Preparamos o grupo da melhor maneira possível e os testes físicos mostram isto”, disse. Todos os atletas foram avaliados e reavaliados. “Estamos muito satisfeitos e muito esperançosos em fazer um bom campeonato. Acredito que hoje, na estreia, vamos começar com o pé direito. Além dos três pontos queremos deixar uma boa impressão”, disse Caldirón. O caso que ainda preocupa o departamento é do jogador Chimba. O atleta ficou bastante tempo entregue ao Departamento Médico devido a uma lesão na musculatura adutora, voltou aos treinos há 10 dias, porém, requer alguns cuidados. Caldirón acredita que o jogador seja opção para o treinador no jogo de hoje. Luizinho é outro caso parecido. “Ele ainda não é o Luizinho que conhecemos, aquele jogador rápido e que ajuda a compor o meio de campo na marcação.   Caldirón vive a sexta temporada em Poços de Caldas e conquistou uma grande simpatia da torcida. “Todo profissional quando consegue realizar um bom trabalho acaba sendo reconhecido. Na Caldense existem fatores que ajudam muito. As condições de trabalho que o clube oferece é uma delas. Tudo o que precisamos temos aqui. Graças a Deus temos a felicidade de contar com um grupo de jogadores que aceitam nossa metodologia de trabalho. Outro fator bem positivo é a imprensa que tem nos ajudado bastante e ajuda o torcedor a ver o que estamos fazendo. Em todo time competitivo o preparador físico será bem elogiado, o treinador será reconhecido e o jogador aplaudido dentro de campo. O que esperamos é que as vitórias venham e que a gente consiga realizar um bom campeonato. Queremos ter um segundo semestre, pois o torcedor da Caldense gosta muito de futebol e merece este presente. Nos últimos anos que trabalhei aqui só tivemos um semestre, agora esperamos uma mudança, ter uma sequência no ano e dar alegrias a esta torcida”, finalizou Caldirón. Além da Caldense, Luiz Carlos Caldirón teve passagens por Valério de Itabira, Atlético Mineiro, Arábia Saudita, América MG, XV de Piracicaba, União Barbarense, Volta Redonda, Americanos de Campos, Democrata de Governador Valadares, URT, entre outros.

Caldense apresenta novos uniformes para 2013


ACS Caldense - A Caldense apresentou, na tarde desta sexta-feira (1º), novos uniformes para a temporada do Campeonato Mineiro de 2013. O evento aconteceu na sede social do clube e contou com a participação de membros da diretoria e conselho deliberativo, e também de profissionais da imprensa de Poços.
As novas camisas oficiais da Veterana possuem três tipos de tecidos em uma mesma peça, e foram inspiradas no design do uniforme do Wolfsburg, time da primeira divisão da Alemanha. Já os calções, de estilo italiano, foram concebidos através de um mix de tecidos, que se ajustam aos traços das camisas. É o que explica o diretor da Duson, empresa desenvolvedora dos materiais esportivos da Caldense.
“Buscamos reunir formas e tipos de produtos que favoreçam o bom desempenho do atleta em campo. Foram empregadas novas tecnologias na produção dos materiais. Na camisa, há detalhes como riscas cintilantes, que só são percebidos à curta distância. Chamamos isso de marca de autenticidade, o que evita falsificações. É o que os grandes clubes vêm fazendo atualmente no mundo todo. O material traz também partes em tecido dryfit, que favorecem a ventilação e diminuem a retenção de líquido, além do design inovador, adaptado de grandes clubes europeus”, define Osvaldo Simões.

Patrocinadores
A linha de uniformes 2013 da Veterana estampa as logomarcas de três grandes parceiros do clube na temporada: GM Costa, patrocinador máster; Bebidas Jotaefe e Duson. O diretor de Propaganda e Marketing da Caldense, Victor Hugo Xavier, revela que no decorrer do campeonato, outros parceiros poderão compor o uniforme da Veterana. “Neste ano, fizemos boas negociações com os parceiros, o que trouxe um melhoramento da estética aos uniformes da Caldense. Estamos negociando agora patrocinadores para jogos pontuais da Veterana contra os grandes clubes, em especial, as partidas que serão televisionadas, o elevará nossa captação de investimentos no futebol”, declara Xavier.
O primeiro lote materiais esportivos, que chegou nesta sexta à sede do clube, conteve apenas 100 peças. Entretanto, há a previsão de chegada de um novo lote ao clube, com toda a nova linha de materiais esportivos da Caldense na temporada, para comercialização na loja interna após o Carnaval. “O torcedor pode esperar, pois nas próximas semanas as novas camisas, bem como toda a linha de produtos oficiais do clube, já estarão disponíveis a todos os amantes da Caldense. Esperamos ver o estádio lotado, com os torcedores uniformizados, em cada jogo da Veterana em casa”, declara o vice-presidente do clube, Franco Martins.

A paixão pelo futebol e o lado empresário de Eugênio Salomão


Poços de Caldas, MG - Eugênio Salomão é um daqueles boleiros que já vivenciou de tudo no futebol. Atleticano de coração e conhecedor de futebol como poucos, Baiano ainda tem um lado que poucos conhecem. Ele é empresário em Belo Horizonte onde possui uma casa de materiais de construção e um restaurante de comida mineira. Vaidoso, diz produzir a melhor cachaça artesanal do Estado.

Braço direito de Pugliese
Este ano Baiano assumiu uma posição de destaque na comissão técnica da Caldense. É dele as principais avaliações sobre os treinos. Tudo é anotado em uma prancheta e depois mostrado ao treinador Tarcísio Pugliese. A exemplo de Alex Joaquim, Baiano vê no grupo formado este um comprometimento maior que o da temporada passada. “Este grupo está muito unido e isto faz muita diferença na hora da competição”, disse. Salomão conhece muito bem o Campeonato Mineiro e acredita que as dificuldades serão bem administradas pela Caldense. “Devido ao grau de dificuldade deste campeonato nem sei se o investimento que os clubes pequenos fazem nos atletas é compensador. O que sei é que a Caldense neste ano terá sua força total e o torcedor pode ter certeza de que não vai faltar luta nem garra para estes meninos que estão treinando desde novembro.
A receita de uma boa campanha e, consequente a classificação para a segunda fase, é simples nas contas de Baiano. “Temos que fazer 18 pontos, só assim vamos conseguir o objetivo maior que é a vaga para as finais”, disse o auxiliar técnico/empresário.
Para Baiano o time não pode cometer pecados como no ano passado quando esteve perto da classificação. O jogo contra o Villa Nova foi apontado por ele como o que decidiu negativamente e pesou na não classificação da Caldense. “No dia a dia estamos notando um maior compromisso destes jogadores e tenho certeza de que este grupo não vai desperdiçar oportunidades como aquele do ano passado”. Baiano elogiou bastante os métodos de trabalho do treinador Tarcísio Pugliese. Segundo ele o atual técnico da Caldense será um dos grandes nomes no futebol brasileiro. “Ele é jovem mas tem uma liderança fora do comum. Estou bem entusiasmado com o Tarcísio”, comentou Baiano.

Empresário
Pensando no futuro, num dia em que se cansar do futebol - o que parece impossível de acontecer - Baiano é um empresário tradicional em BH. Além de uma loja de material de construção com mais de 50 anos de existência, Salomão ainda é dono do Maria Fumaça. O restaurante parece ser a grande paixão do Boleiro. Sempre que fala sobre o Maria Fumaça é notório o carinho sobre o empreendimento. “Servimos comida mineira da maior qualidade e todos de Poços estão convidados a conhecerem quando visitarem a capital”, disse. Com pouca modéstia Baiano ainda diz fazer a melhor cachaça de Minas Gerais.  Para os admiradores que gostam de uma cachaça feita na fazenda, recomendo a melhor bebida de Minas que é servida no Maria Fumaça”.

Paixão
Voltando o foco para o futebol, Baiano fala da paixão pelo mundo da bola. “Isto é paixão, amor pelo que faço. São 35 anos de carteira assinada e tenho um serviço muito bem prestado ao futebol mineiro e brasileiro. Tenho muito orgulho pelo que faço”, conta. Ele se emociona ao falar da Caldense. “Poucos sabem mas a Caldense foi a primeira equipe que trabalhei profissionalmente”, disse. Ele foi treinador da Veterana em 1991 e depois seguiu carreira passando por diversas equipes do Brasil. “Sempre procuro me reciclar, estar atualizando, fazer o melhor para os atletas, comissão técnica e tento dar o maior suporte ao nosso comandante”, falou. Na semana passada Salomão viu o jogo entre Atlético Mineiro e Guarani, num trabalho de observação que agora passará a ser feito por Renatinho. “Queremos dar muitas alegrias para o torcedor da Caldense e é por isto que estamos nos dedicando muito neste trabalho”, finalizou Salomão.