terça-feira, 25 de outubro de 2016

Resultados do Campeonato Interestadual de Malha

Poços de Caldas, MG -  Confira os resultados dos jogos realizados neste final de semana pelo Campeonato Interestadual de Malha: São Sebastião da Grama 8x2 Estiva Gerbi, Mococa 8x2 Poços de Caldas e Nova Aurora 6x4 Juventude
Apoio - Nesta temporada, a malha de Poços de Caldas conseguiu o apoio do Departamento Municipal de Eletricidade para a disputa do Campeonato Interestadual. A competição está em sua 37a. edição e é a primeira vez que o esporte tem apoio financeiro. “Nunca tivemos um apoio, este ano é a primeira vez, por isso temos que agradecer muito ao DME. É um grande incentivo para nós que batalhamos para participar das competições e esta ajuda vem para facilitar”, falou Antônio Borges Silva, o Tonho.
O Campeonato Interestadual de Malha é disputado por quatro equipes de Poços de Caldas, uma de Tambaú, outra de Mococa e uma de São Sebastião da Grama. “Esperamos que este apoio continue por muito tempo pois estamos muito felizes com o reconhecimento do DME. A malha sempre foi um esporte muito difícil de se praticar e agora as coisas foram facilitadas graças a este apoio”, falou Tonho.
O Campeonato Interestadual teve início em junho e segue até o início de 2017. “O esporte com apoio vai longe e agradecemos ainda a ajuda da imprensa que sempre nos atende muito bem”, completou ele.  A competição este ano homenageia Mario dos Santos, importante personalidade da malha.

sábado, 22 de outubro de 2016

Vôlei de Poços vence mais numa na Liga Sanjoanense

A equipe infanto-juvenil de Poços de Caldas venceu Casa Branca ontem pela Liga Sanjoanense de Voleibol. O time comandado por Alexandre Valverde marcou 3x0 e agora vai disputa vaga na final contra Rio Claro.  A equipe tem apoio do grupo DME  e da secretaria Municipal de Esportes.

Não era dinheiro que tocava, era a paixão pelo clube”, diz Paulão

Renan Muniz

Poços de Caldas, MG - Paulo Roberto Duarte só não é o melhor goleiro da história da Caldense porque encontrou Gilberto Voador pela frente. “Paulão” jogou mais de 10 anos pela Veterana, trabalhou por quase uma década na comissão técnica do clube e provavelmente é o jogador que mais vestiu a camisa do Verdão. Conheçam a carreira deste grande atleta que marcou época na equipe alviverde. Normalmente quando uma criança começa a jogar bola, gosta de jogar na linha, marcar gols. Como começou seu interesse por jogar no gol?
Na verdade eu era jogador de linha. Jogava como ponta esquerda, mas na década de 70 em São Sebastião do Paraíso faltou goleiro e eu fui escalado para essa posição e desde então não me deixaram mais voltar pra linha. Sinal que eu não era tão bom assim né? (risos).

Como foi sua trajetória no futebol até se tornar um profissional?

Eu jogava futebol amador na região de São Sebastião e Passos, onde disputei um campeonato regional e fui campeão. A partir daí várias equipes profissionais começaram a me chamar. Estive no juvenil do Atlético e do Cruzeiro, mas por ser um garoto de cidade do interior tive dificuldades de me adaptar. Na época tínhamos o Carmelito como supervisor. Ele foi à minha cidade, conversou com meu pai e fizemos o famoso contrato de gaveta. Vim pra Poços em março de 76 e continuo aqui até hoje.

Gostaria que você fizesse uma retrospectiva de cada ano seu na Veterana e comentasse um pouco dos destaques de cada temporada.

Foram tantas coisas boas que aconteceram. Quando cheguei os goleiros eram Gilberto Voador e Walter Tambaú. Eu estava treinando com o juvenil e o Carlos Alberto Silva me chamou para ser o terceiro goleiro do time, fiquei muito emocionado e passei a participar do profissional em 77, mas logo fui emprestado para o Atlético de Três Corações, onde joguei a segunda divisão para pegar experiência, isso me fez crescer muito. Em 78 fui pra São João jogar no Palmeiras e em seguida retornei a Poços como titular, pois Gilberto e Walter tinham machucado. Depois eles retornaram e continuei como terceiro goleiro, participei inclusive do brasileiro de 79. Em 80 fui disputar paulistão pelo Velo de Rio Claro e retornei à Caldense em 81 como titular. Mantive a posição até os anos 90, exceto em 83 que fiquei afastado devido a uma cirurgia e em 88 que morei nos Estados Unidos.

Os torcedores da Veterana têm grandes lembranças da década de 70. Em contrapartida, a década de 80 não é muito comentada. Como foi o futebol do Verdão nos anos 80?

Foi um período difícil pra Caldense, o time não tinha muita arrecadação. A renda vinha de uma boate do clube que revertia recursos para o futebol. Em 83 caímos para a segunda divisão, mas houve uma reviravolta na federação e acabamos ficando na primeira. Em 84 tornamos a cair, não tínhamos recursos e nosso time era praticamente juvenil. Porém, já no ano seguinte, retornamos e voltamos a fazer grandes campanhas. Tivemos jogadores de destaque como Magú, Alexandrino, Bitencourt. Foi uma década boa em vista das condições, pois conseguíamos superar as adversidades. O estádio sempre atraía de 3 a 4 mil pessoas. A Caldense sempre foi família. Quando acabava um jogo, os torcedores, que eram nossos amigos, pagavam pizza pra gente. Não recebíamos bicho, não queríamos dinheiro. Não era dinheiro que tocava, era a paixão pelo clube.

Você foi contemporâneo do Gilberto Voador, que é considerado o melhor goleiro da história da Caldense. Como era disputar a posição com ele?

Não havia competição com o Gilberto, ele era um mito e eu me inspirava nele. Só de estar do lado dele já me sentia feliz. Até mesmo do Walter que era muito experiente, formado em educação física, nos ensinava muito. Eu os respeitava demais e aprendi muito com eles. A diferença minha para o Gilberto era que ele tinha 1,78m e jogava muito debaixo do gol, onde era uma barreira. Eu era mais alto, com 1,83m, e gostava de sair nas bolas aéreas, cruzadas, sempre gostei de jogar adiantado para antecipar os lances. Na época não tínhamos treinador de goleiros, o Arnaldo (lateral-direito) que chutava as bolas na gente para treinarmos. O futebol não possuía a estrutura que se tem hoje.

Quem acompanha futebol sabe que o goleiro precisa ser corajoso para dividir a bola com os atacantes. Você já sofreu alguma contusão durante uma dividida?

Pra ser goleiro tem que ser maluco de nascença, não se pode ter medo de atacante. Quando você vai pra uma dividida, você só olha pra bola e não vê quem vem vindo, por isso às vezes acaba machucando. No meu primeiro jogo como profissional da Caldense, contra o Valério de Itabira, na primeira bola dividida, com menos de um minuto de jogo, tomei um chute na cabeça. Só acordei no dia seguinte no hospital, ainda uniformizado e cheio de pontos. Foi inacreditável!

Tem alguma defesa difícil que você realizou e se recorde?

Uma das grandes defesas que fiz foi no Ronaldão contra o Cruzeiro. Saiu uma falta na intermediária e o Nelinho pegou a bola pra bater. Eu mandei a barreira abrir, disse: “não quero barreira”, e o pessoal falou: “Você tá ficando louco”. O Nelinho fazia gol de falta em todo mundo, mas eu disse que “em mim ele não iria fazer”. Ele correu pra bola e não bateu pra gol, tocou de lado pro Renato “pé murcho”, que chutou. Na época eu usava luvas de couro, bem diferente dessas modernas de hoje e pulei pra espalmar e a bola. Ela grudou na minha mão, de tanta força que veio. Foi um lance muito marcante pra mim.

E frango, já levou algum?

Jogávamos contra Uberlândia e saiu uma falta no meio do campo, logo no início do jogo. O Zecão, que era o zagueiro deles e nem sabia nem chutar uma bola direito, se posicionou para bater. Ele partiu pra bola e deu um chutão. A bola veio em minha direção. O nosso zagueiro central, Amaral, estava logo à minha frente e eu gritei para ele: “tira!”, com a intenção de que ele cabeceasse a bola, mas ele achou que era pra tirar o corpo e saiu da jogada. A bola quicou na minha frente, me encobriu e entrou. Até hoje a minha esposa me cobra por esse lance. Virou motivo de piada entre os amigos, o pessoal brinca “e o gol do Zecão?” (risos).

Como foi sua carreira pós-Caldense?

Quando saí da Veterana joguei pelo Rio Branco de Andradas, Atlético de Alagoinhas-BA, Flamengo de Varginha e depois Esportiva de Passos, onde o Jânio Joaquim trabalhava. Isso tudo em 91 e 92. Em 93 o Jânio foi para o Uberlândia e me levou pra lá. Em seguida fui para a URT e achei que estava na hora de parar. Na mesma época coincidiu de o Aílton Lira assumir a Caldense como treinador e ele me convidou para ser o treinador de goleiros da equipe. Foi uma alegria muito grande para mim. Nos quatro anos em que exerci o cargo, meus goleiros foram os melhores do interior. Durante esse período ainda cheguei a ser treinador interino por algumas rodadas quando o João Francisco saiu. Continuei na comissão técnica da Caldense até 2000, mas depois aconteceram algumas coisas e abandonei o futebol.

Você vestiu a camisa da Caldense por muitos anos. Tem alguma história que aconteceu nos bastidores de alguma partida que mereça ser contada?

A gente ser garoto é um problema. Eu estava começando no profissional e havíamos jogado no Rio Grande do Sul contra o São Paulo-RS. Durante a viagem de volta, fui usar o banheiro do avião. Enquanto isso, o pessoal juntou todos os talheres que tinham usado no almoço e colocou dentro da minha bolsa. Passou um pouquinho a aeromoça veio recolher as coisas e deu falta dos talheres. Não deu outra, o comandante do voo chegou e falou: “pessoal, sumiu alguns talheres a vamos ter que revistar a bagagem de todos”. Todo mundo começou a abrir a mochila e ninguém encontrava nada. Quando chegou a minha vez, fui todo tranquilo para abrir a mala e de repente tinha colher, garfo, faca, tudo lá dentro, tinha até ferro elétrico. Foi uma verdadeira bagunça. Eu fiquei morrendo de vergonha e o pessoal ficou rindo da minha cara (risos). Teve uma vez também que o Miro Ramos entrou com um rádio no avião e queria ouvir música na viagem, além de não pegar nenhuma estação ainda não podia ficar com o aparelho ligado, foi uma tiração de sarro danada (risos).

Sucesso no futsal mundial, Rubinho tem projetos importantes para Poços

Poços de Caldas,MG - Rubio Guerra Júnior se tornou o principal responsável pela evolução do futsal no Golfo Árabe. O ex-jogador da GM Costa, time histórico do futsal de Poços, e com passagens importantes pelo futebol de campo da Caldense, Rubinho deixou o Brasil em 1996, mas chegou aos Emirados Árabes em 2007. Foi o primeiro brasileiro a chegar no Qatar, onde ficou três anos. Depois foi para o Kuait e Emirados Árabes Unidos. Lá ele começou a desenvolver o futsal num trabalho pioneiro que rendeu muitos frutos e amizades importantes. Rubinho ficou 10 anos na região, mas acredita que o ciclo chegou ao fim e volta a Poços de Caldas com projetos ambiciosos e quer colocá-los em prática na Associação Atlética Caldense. Mas Rubinho não abandona o trabalho internacional e esta semana segue para a África do Sul para um período de 15 dias. “Vou em busca de novos horizontes, novos mercados e acredito que posso ajudar um pouco com meu conhecimento, ver o que os africanos estão pensando em fazer no futsal para tentar ajudar”, disse Rubinho, que está na entrevista especial deste domingo do Mantiqueira. Técnico das seleções do Canadá, Qatar, Kwait e Emirados Árabes Unidos, campeão argentino como jogador do News Old Boys e com passagens pelos principais clubes do Brasil, Rubinho conta dos planos para a volta a Poços e da possibilidade de assumir um importante cargo no futsal da Caldense.

Mantiqueira - Nesta sua volta a Poços de Caldas quais são os projetos? O futsal da Caldense seria sua nova casa?
Rubinho - Estamos conversando com a diretoria eleita da Caldense. O sr. Antônio Bento Gonçalves se interessou bastante pelas ideias e vamos nos reunir em breve para conversar como colocar na prática tudo que estou pensando. Vamos nos reunir e conversar sobre o cargo de gerente de futsal da Caldense e quero levar competições importantes com times do Brasil e do exterior. Durante esta minha viagem para a África do Sul vou fazer os contatos iniciais e tentar trazer algum clube de lá para Poços de Caldas, levar gente importante do futsal para fazer palestras no clube. A Caldense tem muita estrutura e será bem mais fácil trabalhar agora e fazer o futsal da cidade e do clube voltar a ser forte nacional e internacionalmente. Estou muito feliz com a possibilidade deste projeto dar certo, pois tenho muitos contatos no mundo do futsal e tenho tudo para ajudar o futsal da Caldense a crescer muito nos próximos anos.

Mantiqueira - Você pensa em trabalhar com os garotos?
Rubinho - Com certeza, pois tenho o projeto Mané da Pinta, que vai trabalhar com meninos de 19 anos para baixo. Acredito que se fizermos um trabalho sério, bem desenvolvido com os meninos na faixa de 5 a 19 anos, logo teremos times capacitados e representando bem a Caldense e Poços de Caldas em qualquer competição. Neste projeto poderemos aproveitar meninos da cidade e da região e disputar campeonatos importantes representando a cidade.

Mantiqueira - Como foi seu início na vida esportiva?
Rubinho - Comecei no futsal com o sr. Mané da Pinta na Caldense, clube que sempre foi minha casa.  Joguei profissionalmente na Caldense por seis anos, cinco como titular do time principal. Não me considero um grande jogador. Fui um jogador mediano, porém, quando estava em campo, demonstrei muita vontade e, principalmente, amor pelo clube e sua camisa. Joguei na Caldense em uma época em que o clube não tinha dinheiro. Fazia-se futebol na raça. Hoje, o clube tem dinheiro, pode pagar bem aos jogadores, possui uma estrutura maravilhosa que antes não existia. Hoje a Caldense oferece uma estrutura para o jogador de primeiro mundo. É uma estrutura que deveria colocar o time em uma série B ou C do Brasileiro e acredito que isto vá acontecer em breve.

Mantiqueira - Como é estar tanto tempo longe de Poços de Caldas?
Rubinho -  Desde que saí de Poços de Caldas consegui um espaço muito bom fora do Brasil como treinador de futsal adulto. Claro que viver longe de minha cidade por tanto tempo foi muito ruim. Às vezes, ao mesmo tempo em que estava feliz batia uma saudade muito grande. Teve benefícios também. Minha filha fala inglês, espanhol e teve contato com muitas culturas diferentes da nossa, mas acredito que chegou o momento de voltar, ficar perto dos familiares, dos amigos. Tenho muita experiência e tenho certeza de que tudo que aprendi nestes anos fora do Brasil me dá suporte para desenvolver um bom trabalho em minha cidade.


Mantiqueira - A que se deve o seu sucesso fora do Brasil?
Rubinho - Tive que trabalhar bastante o marketing pessoal. Cheguei aonde cheguei praticamente sozinho. Devo muito ao presidente da Federação Mineira de Futsal, onde fiz meus cursos de futsal, trabalhei durante seis anos, aprendendo a fazer projetos, lidar com escolinhas. A passagem que tive com meu irmão pelo News Old Boys da Argentina foi fundamental e me ajudou a ver como funcionava o futsal no mundo. Isto aconteceu em 1994 e ali tive uma noção do que era o futsal e como ele estava evoluindo. Ao me tornar treinador tentei colocar em prática o que tinha aprendido e consegui contatos importantes com pessoas, dirigentes e federações por todo o mundo a até hoje ajudo nos bastidores para que as coisas aconteçam.

Mantiqueira - Mas sua volta é definitiva ou as portas ficam abertas fora do Brasil?
Rubinho - Quero que os projetos em Poços de Caldas, na Caldense, sigam para frente. Neste caso fico aqui mesmo. Tive propostas para voltar ao Kwait, mas prefiro ficar aqui e tentar ajudar o futsal local a evoluir.

Mantiqueira - Porque o futsal ainda não é olímpico?
Rubinho - Vai precisar de novas regras para isto acontecer. Existem divisões que não fazem bem para nosso futsal e os dirigentes precisam se unir para acabar com isto e assim fazer o esporte crescer mundialmente. Fazer parte de uma olimpíada ainda depende desta união.

Mantiqueira - O Brasil acaba de fazer feio em um Mundial. O que você acha que está errado?
Rubinho - Foi eliminado pelo Irã, região onde ajudei a difundir o futsal. O Brasil passou por problemas, greve de jogadores, brigas com dirigentes e neste processo perdeu-se patrocínio e a preparação para o Mundial não foi adequada. Faltou ser equipe, preocupou-se muito em ajudar o Falcão a bater seus recordes e por isto acabou eliminado. Temos potencial para montar cinco grandes seleções, mas é preciso acabar com vaidades individuais para voltarmos a ser os melhores do mundo como sempre fomos.

Mantiqueira - Como você lidou com a diferença de culturas?
Rubinho - Tudo foi um pouco complicado, até mesmo as mudanças de clima. Deixei o Canadá com 30 graus negativos para ir para o Qatar com uma sensação de 60 graus positivos e isto já foi um obstáculo. No mais, me adaptei bem. Conheci o islã, os muçulmanos, vi que muito do que se falam por aqui sobre eles não é verdade. Existe um respeito muito grande, as mulheres se cobrem todas com roupas pretas, os homens usam roupas brancas, mas tudo é questão de saber respeitar. Não pode chegar querendo impor coisas. Cada um respeitando suas origens. O Canadá é um país muito à frente do Brasil em termos de esportes. Eu digo culturalmente. Lá o esporte não nasce no clube e sim nas universidades, nas escolas, enquanto aqui o surgimento vem em pequenas escolinhas, nas secretarias de esportes ou nos clubes. Acho que o Brasil deveria seguir o exemplo do Canadá e formar seus atletas nas escolas. Tenho certeza de que seríamos mais fortes ainda, principalmente individualmente. O Brasil é o país do futebol, mas acredito que está tudo errado na hora de formar o atleta. Se o atleta fosse formado nas escolas, quando ele fosse para um grande clube e fosse negociado, a escola formadora levaria parte do dinheiro da venda e não os empresários que hoje vivem e se enriquecem com altas negociações.

Mantiqueira - Fale um pouco da ligação de sua família com o esporte.
Rubinho - Minha família sempre esteve muito ligada com o esporte local. Meu irmão falecido, Luiz “Rubita”, jogou pela Caldense, meu pai foi jogador. Aliás, meu pai marcou o primeiro gol da Caldense no Cristiano Osório. Na noite em que o Cristiano Osório deu o terreno onde hoje é o clube social, houve um amistoso entre Caldense e Bahia, que terminou empatado em 1x1 e o gol foi do meu pai.  Tenho o registro desta partida contra o Bahia em casa e isto é história.

Mantiqueira - Aquele time da GM Costa foi o melhor da história de Poços?
Rubinho - Sem dúvida. Fomos campeões de tudo. Fomos campeões da EPTV, da Copa Record em São Paulo. Foi a melhor fase do futsal de Poços de Caldas. Ganhamos do Palmeiras em Poços por 8x1, em noite em que fiz cinco gols. Vencemos o Corinthians em Santos por 6x5. Jogávamos de igual para igual com todo mundo. Vinham alguns reforços de São Paulo, mas a maioria era jogador de Poços. Meu irmão Rubita montou um time de “amigos da rua”. O time tinha Marquinhos, o Ralf, Anderson, Rubinho, Conrado, Luiz da GM Costa.

Realizada a sexta rodada da Copa Sul-Mineira de Futebol Society

Poços de Caldas, MG - A terceira edição da Copa Sul-Mineira de Futebol Society teve sua sexta rodada realizada na manhã de ontem no parque municipal. O Ousacs derrotou o Vulcão Mania por 1x0, a escolinha Ourinhos marcou 3x1 no Esporte Nações e a Sociedade Esportiva Curimbaba venceu a escolinha Zico 10 por 4x1.
O campeonato é disputado pelas escolinhas Craque de Ouro, Ousacs, Curimbaba, Esporte Nações, Yoorin, Bate Bola de Campestre, FutPoços, Vulcão Mania, Ourinhos, Sporting Aphas, Coopoços e Atletas do Futuro/Alcoa. A competição é promovida por Rubens Florentino, da escolinha Craque de Ouro, e tem apoio da Secretaria de Esportes. A competição será disputada em 10 sábados, sempre no campo do parque municipal. A decisão acontece dia 19 de novembro. “Estou feliz em novamente poder organizar este evento. É o terceiro ano seguido e tenho certeza que o sucesso dos outros campeonatos se repetirá este ano também”, disse Florentino.

Bom Sucesso e Paraíso Country Club disputa a decisão do Master sub-40

Poços de Caldas, MG - Dois grandes jogos disputados na tarde de ontem no estádio Benedito Bandola de Oliveira definiram os finalistas do Campeonato Master sub-40 da Liga Poços-caldense de Futebol. No próximo sábado jogam Paraíso Country Club e Bom Sucesso na disputa do título. O Bom Sucesso conseguiu a classificação ao vencer a Fazenda Chiqueirão por 2x0. A classificação do Paraíso Country Club foi mais sofrida. Depois de um empate em 0x0 contra o São José de Palmeiral no tempo normal, a partida foi para as penalidades. No final o Paraíso venceu por 5x4.

Inaugurada, moderna pista de skate já recebe competição

Poços de Caldas,MG - Os amantes do esporte radical de Poços de Caldas podem e devem comemorar muito. Foi inaugurada ontem, no parque municipal, a nova pista de skate. E valeu a espera. A pista atende a todas as exigências, sendo uma das mais modernas do Brasil para felicidade de Alex Nastrini, um dos maiores incentivadores do skate em Poços e região. Para ele, a construção da nova pista é um sonho realizado. “Esta pista vai engrandecer a região, engrandecer Poços de Caldas e ajudar que nossos atletas tenham condições de entrar no cenário brasileiro”, disse Nastrini, destacando ainda que a pista e o esporte trarão qualidade de vida aos jovens esportistas da cidade e às crianças. “O esporte é o melhor caminho para uma vida saudável, tirar as crianças das drogas,  e nós do skate só temos a agradecer por este grande presente de fim de ano”, falou Nastrini.

O novo complexo esportivo tem área construída de 1.312 m2 e conta com investimentos de aproximadamente R$ 550 mil, com recursos do Governo do Estado. “Na concepção do projeto, ouvimos os principais skatistas formadores de opinião da cidade, que expuseram suas expectativas. Assim, a pista foi idealizada no modelo skate parque, que conta com uma grande área de street - modalidade mais praticada no skate - e um banks tipo bowl, que é a modalidade mais democrática do skate”, explica o engenheiro civil Guilherme Alano Serra Lopes, responsável pelo projeto e pela fiscalização da obra.

A inauguração contou com presenças de diversas autoridades que destacaram a importância da obra para o esporte de Poços de Caldas.

Competição

Tão logo terminou a cerimônia de inauguração, teve início a primeira competição da pista. O  5º Campeonato de Skate Base 13 segue até este domingo, com competições em diversas categorias. Haverá ainda apresentações culturais durante todo o evento.