Poços de Caldas,MG - O Guarani/Walter World sagrou-se campeão da Taça Poços de Caldas no último domingo. A equipe venceu a Sociedade Esportiva Curimbaba por 4x3 nas penalidades máximas. No tempo normal o jogo terminou empatado em 1x1.
O jogo teve uma primeira etapa bastante movimentada, com os dois times buscando o gol a todo momento. No segundo tempo a partida seguiu igual, porém, o volume de jogo dos dois times caiu um pouco. Na disputa das penalidades destaque para o goleiro do Guarani que defendeu duas penalidades. A cobrança que definiu o título foi de Paulo Macaco.
Agora as equipes voltam as atenções para a disputa do Campeonato Amador. Neste final de semana tem início a fase quartas de final.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Resultados da oitava rodada do Campeonato Integração da Zona Rural
Poços de Caldas,MG - No último final de semana a zona rural de Poços de Caldas recebeu os jogos da oitava rodada do Campeonato Integração. Confira os resultados da categoria aspirantes: Fazenda Cachoeirinha 3x2 Fazenda Rolador, Fazenda Santo Antônio 4x4 Fazenda Barreiro, Fazenda Córrego D´Antas 2x1 Fazenda Marco Divisório, Fazenda Curitiba 6x3 Fazenda Cocal e Fazenda Sete Quedas 0x7 Fazenda Santa Clara.
Confira os resultados da categoria titulares: Fazenda Cachoeirinha 4x0 Fazenda Rolador, Fazenda Santo Antônio 1x5 Fazenda Barreiro, Fazenda Córrego D´Antas 1x3 Fazenda Marco Divisório, Fazenda Curitiba 3x1 Fazenda Cocal e Fazenda Sete Quedas 2x2 Fazenda Santa Clara.
Confira os resultados da categoria titulares: Fazenda Cachoeirinha 4x0 Fazenda Rolador, Fazenda Santo Antônio 1x5 Fazenda Barreiro, Fazenda Córrego D´Antas 1x3 Fazenda Marco Divisório, Fazenda Curitiba 3x1 Fazenda Cocal e Fazenda Sete Quedas 2x2 Fazenda Santa Clara.
domingo, 30 de outubro de 2016
“Éramos a terceira força de Minas”, conta o ex-lateral Orlando
Poços de Caldas, MG - Ao longo de toda a história da Caldense, apenas quatro jogadores que vestiram a camisa alviverde foram convocados para a seleção brasileira. O zagueiro Neto, o volante Elzo, o atacante Casagrande e o lateral-direito Orlando Fernandes. Orlando marcou época na Veterana e é considerado um dos melhores de todos os tempos da posição, juntamente com Arnaldo. Destacou-se no Atlético, ganhou inúmeros títulos e seu nome figurou inclusive na lista de convocados para a badalada seleção de 82.
Como foi sua chegada à Caldense e trajetória no clube?
Sou de Santo André e comecei nas categorias de base do Santos com Pepe, Formiga e Olavo. De lá vim pra Caldense em 77, onde joguei até 79. Na época cheguei junto com um amigo, o Romildo. O Carmelito nos recebeu, conversou conosco e nos levou para a antiga república dos jogadores. Chegando lá conheci o Jota Lopes, o Paulinho zagueiro e comecei a fazer amizade com o pessoal. Vivi grande momentos na Veterana, inclusive disputei o brasileiro de 79 onde empatamos por 1 a 1 com o Internacional, que foi campeão invicto. No começo de 80 estava voltando pra iniciar os treinamentos e me falaram que eu havia sido vendido para o Atlético.
Qual era o diferencial da Caldense na época?
Nós tínhamos uma equipe muito forte, completa. Um time que jogava e não deixava jogar. Éramos imbatíveis, com uma intensidade de jogo muito alta. Éramos a terceira força de Minas. A garra, a vontade de ganhar, a marcação e a disciplina tática eram nossas marcas. Uma equipe compacta. Dificilmente nossos jogadores levavam cartões.
Como era seu estilo de jogo?
Eu gostava muito de apoiar o ataque, mas também voltava para marcar e ajudar os volantes. Antigamente atuávamos mais como lateral, hoje o pessoal joga como ala. Tínhamos o Augusto que era ponta e que sempre me pedia para dar um suporte nas jogadas ofensivas, era o que eu gostava de fazer.
Qual é seu gol inesquecível pela Veterana?
Foi em uma noite no Cristiano Osório em 78 contra o Atlético. Saiu uma falta próxima ao meio do campo, mais para o lado esquerdo. O Élter, o mãozinha ponta-esquerda, correu pra bola e deu um toque para o lado. Eu cheguei e bati. O goleiro, que na época era o Ortiz, deve estar procurando a bola até hoje (risos).
Você foi convocado algumas vezes para a seleção brasileira. Como foi sua experiência com a amarelinha?
Fui convocado pelo Telê Santana para a seleção que iria jogar a Copa de 82, meu nome estava entre os 23. Só que eu dei um pouquinho de azar, pois no primeiro jogo da decisão do Brasileiro de 80 pelo Atlético, sofri uma contusão. Apresentei-me à seleção no Rio, mas tive que voltar para BH para me recuperar, pois eles não dariam assistência. Fiquei 15 dias tentando a recuperação, mas acabou não dando tempo e convocaram outro para o meu lugar. Tempos depois eu estava me saindo bem no Colorado do Paraná e fui convocado para a seleção olímpica de 84, junto com outros dois jogadores, só que nenhum clube liberou os atletas para participar, pois os campeonatos regionais estavam para começar. Por conta disso, o time do Internacional fez o papel de seleção brasileira.
Por quais outras equipes você atuou e quais foram seus principais títulos?
Joguei na Inter de Limeira, Fluminense, Colorado, Sport, Santa Cruz. Mas neste meio tempo sempre ia e vinha para o Atlético. Fui vice-campeão brasileiro e tricampeão mineiro pelo galo e bicampeão pernambucano pelo Santa. Também fiquei quatro anos em Portugal, voltei pra encerrar a carreira na Caldense em 94, mas treinei por uma semana no clube, senti que não teria oportunidade no time e acabei parando. Hoje jogo no master do clube.
Como foi sua chegada à Caldense e trajetória no clube?
Sou de Santo André e comecei nas categorias de base do Santos com Pepe, Formiga e Olavo. De lá vim pra Caldense em 77, onde joguei até 79. Na época cheguei junto com um amigo, o Romildo. O Carmelito nos recebeu, conversou conosco e nos levou para a antiga república dos jogadores. Chegando lá conheci o Jota Lopes, o Paulinho zagueiro e comecei a fazer amizade com o pessoal. Vivi grande momentos na Veterana, inclusive disputei o brasileiro de 79 onde empatamos por 1 a 1 com o Internacional, que foi campeão invicto. No começo de 80 estava voltando pra iniciar os treinamentos e me falaram que eu havia sido vendido para o Atlético.
Qual era o diferencial da Caldense na época?
Nós tínhamos uma equipe muito forte, completa. Um time que jogava e não deixava jogar. Éramos imbatíveis, com uma intensidade de jogo muito alta. Éramos a terceira força de Minas. A garra, a vontade de ganhar, a marcação e a disciplina tática eram nossas marcas. Uma equipe compacta. Dificilmente nossos jogadores levavam cartões.
Como era seu estilo de jogo?
Eu gostava muito de apoiar o ataque, mas também voltava para marcar e ajudar os volantes. Antigamente atuávamos mais como lateral, hoje o pessoal joga como ala. Tínhamos o Augusto que era ponta e que sempre me pedia para dar um suporte nas jogadas ofensivas, era o que eu gostava de fazer.
Qual é seu gol inesquecível pela Veterana?
Foi em uma noite no Cristiano Osório em 78 contra o Atlético. Saiu uma falta próxima ao meio do campo, mais para o lado esquerdo. O Élter, o mãozinha ponta-esquerda, correu pra bola e deu um toque para o lado. Eu cheguei e bati. O goleiro, que na época era o Ortiz, deve estar procurando a bola até hoje (risos).
Você foi convocado algumas vezes para a seleção brasileira. Como foi sua experiência com a amarelinha?
Fui convocado pelo Telê Santana para a seleção que iria jogar a Copa de 82, meu nome estava entre os 23. Só que eu dei um pouquinho de azar, pois no primeiro jogo da decisão do Brasileiro de 80 pelo Atlético, sofri uma contusão. Apresentei-me à seleção no Rio, mas tive que voltar para BH para me recuperar, pois eles não dariam assistência. Fiquei 15 dias tentando a recuperação, mas acabou não dando tempo e convocaram outro para o meu lugar. Tempos depois eu estava me saindo bem no Colorado do Paraná e fui convocado para a seleção olímpica de 84, junto com outros dois jogadores, só que nenhum clube liberou os atletas para participar, pois os campeonatos regionais estavam para começar. Por conta disso, o time do Internacional fez o papel de seleção brasileira.
Por quais outras equipes você atuou e quais foram seus principais títulos?
Joguei na Inter de Limeira, Fluminense, Colorado, Sport, Santa Cruz. Mas neste meio tempo sempre ia e vinha para o Atlético. Fui vice-campeão brasileiro e tricampeão mineiro pelo galo e bicampeão pernambucano pelo Santa. Também fiquei quatro anos em Portugal, voltei pra encerrar a carreira na Caldense em 94, mas treinei por uma semana no clube, senti que não teria oportunidade no time e acabei parando. Hoje jogo no master do clube.
Quinta etapa do Circuito de Tênis de Mesa é realizada na Caldense
Poços de Caldas, MG - A Associação Atlética Caldense sediou ontem o 5º Circuito Municipal DME de Tênis de Mesa. A competição é organizada pelo professor Alexandre Felippe e tem como objetivo reunir os praticantes da modalidade e incentivar o esporte. A competição reuniu diversos atletas inscritos das cidades de Poços de Caldas, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Botelhos, Poços Fundo, São João da Boa Vista e Pouso Alegre, que mandou representantes para a competição pela primeira vez. Falta apenas uma etapa para terminar o Circuito. Esta etapa deve acontecer no início de dezembro. “Foi novamente uma etapa muito bacana e quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao DME e à Unimed, que apoia pela Lei de Incentivo ao Esporte e patrocina o projeto social Tênis de Mesa Praticando Cidadania”, disse Felippe, lembrando que os projetos atendem a Casa Crescer em Fraternidade, no Jardim Itamaraty 3, e o Bem Viver. “Este circuito vem sendo muito importante para estes meninos que estão tendo a oportunidade de jogar e vem aparecendo bastante gente nova praticando o tênis de mesa”, falou o professor.
Os campeões
Pré-mirim
1. Emílio Cardilio - Botelhos
2. Luiz Otávio Bernardes - Botelhos
3. Nathan Cassanges - Caldense
4. Tiago Cândido - Botelhos
5. Henri Santo - Varinha
6. Leonardo Bonanome
Mirim
1. Felipe Galafassi - Caldense
2. João Pedro Marinho - Botelhos
3. Lucas Prado - Botelhos
4. Moisés Bernardes - Botelhos
5. Guilherme Cândido - Botelhos
6. Luis Felipe Silva - Alfenas
Infantil
1. André Luiz Jr. - Alfenas
2. Marco Antônio Jr. - Alfenas
3. Guilherme Soares - Alfenas
4. Joab Borges - Botelhos
5. Cauan Otton - Botelhos
6. Luanderson Santos - Alfenas
Juvenil
1. Eduardo Cesário - Alfenas
2. Luiz Gustavo Cesário - Alfenas
3. Gustavo do Carmo - Alfenas
4. Lucas Lino - Alfenas
5. Bruno Penha - Caldense
Eugênio do Santos - Botelhos
Adulto
1. Wesley Rosa - Varginha
2. Lucas Vilas Boas - Caldense
3. Luiz Gustavo Cesário - Alfenas
4. Max Santos - Mogi Guaçu
5. Evandro Costa - Mogi Guaçu
André Luiz Jr. - Alfenas
Master
1. Max Santos - Mogi Guaçu
2. José Vilas Boas - Caldense
3. Erick Satto - Varginha
4. Eriovaldo dos Reis - Caldense
Feminino A
1. Maria de Oliveira - Varginha
2. Rayane Duda - Alfenas
3. Kemily Carolina Isidoro - Caldense
Feminino B
1. Ana Julia Nogueira - Alfenas
2. Isabelle Ferreira - Crescendo em Fraternidade
3. Ana Vitória Oliveira - Alfenas
4. Mariana Prado - Poço Fundo
5. Ana Gabriele Oliveira - Alfenas
6. Michele Silva - Poço Fundo
Os campeões
Pré-mirim
1. Emílio Cardilio - Botelhos
2. Luiz Otávio Bernardes - Botelhos
3. Nathan Cassanges - Caldense
4. Tiago Cândido - Botelhos
5. Henri Santo - Varinha
6. Leonardo Bonanome
Mirim
1. Felipe Galafassi - Caldense
2. João Pedro Marinho - Botelhos
3. Lucas Prado - Botelhos
4. Moisés Bernardes - Botelhos
5. Guilherme Cândido - Botelhos
6. Luis Felipe Silva - Alfenas
Infantil
1. André Luiz Jr. - Alfenas
2. Marco Antônio Jr. - Alfenas
3. Guilherme Soares - Alfenas
4. Joab Borges - Botelhos
5. Cauan Otton - Botelhos
6. Luanderson Santos - Alfenas
Juvenil
1. Eduardo Cesário - Alfenas
2. Luiz Gustavo Cesário - Alfenas
3. Gustavo do Carmo - Alfenas
4. Lucas Lino - Alfenas
5. Bruno Penha - Caldense
Eugênio do Santos - Botelhos
Adulto
1. Wesley Rosa - Varginha
2. Lucas Vilas Boas - Caldense
3. Luiz Gustavo Cesário - Alfenas
4. Max Santos - Mogi Guaçu
5. Evandro Costa - Mogi Guaçu
André Luiz Jr. - Alfenas
Master
1. Max Santos - Mogi Guaçu
2. José Vilas Boas - Caldense
3. Erick Satto - Varginha
4. Eriovaldo dos Reis - Caldense
Feminino A
1. Maria de Oliveira - Varginha
2. Rayane Duda - Alfenas
3. Kemily Carolina Isidoro - Caldense
Feminino B
1. Ana Julia Nogueira - Alfenas
2. Isabelle Ferreira - Crescendo em Fraternidade
3. Ana Vitória Oliveira - Alfenas
4. Mariana Prado - Poço Fundo
5. Ana Gabriele Oliveira - Alfenas
6. Michele Silva - Poço Fundo
“A dedicação é o caminho”, garante o veterano atleta Luiz Lotti Neto, o Gijo Gijo
Poços de Caldas, MG - O entrevistado deste domingo é Luiz Lotti Neto, o Gijo, atleta veterano de Poços de Caldas, referência para os atletas. Ele conta um pouco de suas aventuras e o amor pelo ciclismo. Gijo tem títulos importantes tanto no Brasil quanto no exterior. Campeão Pan-Americano, Brasileiro e Paulista são um dos exemplos da capacidade do ciclista de Poços de Caldas. Gijo faz parte da Comissão Municipal de Incentivo ao Esporte e tem apoio da Incorpe e patrocínio da Climepe Total, Hotel Nacional Inn e Hard Rock Bike.
O início
“Comecei em 1982 com o bicicross, sendo um dos pioneiros deste esporte em Poços de Caldas. A primeira corrida aconteceu no pátio da antiga Vemisa, onde improvisamos uma pista. Depois de algum tempo acabei deixando o bicicross, fui para os Estados Unidos, onde passei uma temporada. Quando voltei, nos anos de 91/92, o Brasil vivia a era do mountain bike e novamente fui o primeiro organizador de uma prova da modalidade em Poços. A primeira competição na serra do Cristo foi organizada por mim e pelo Carlinhos da Poços Peças. Sempre estive envolvido em qualquer esporte que tinha bicicleta. Em 1995 migrei para o triátlon e novamente fui pioneiro na cidade nesta modalidade, competi várias provas, tanto em Poços quanto fora, até que mudei de esporte, mas continuei em duas rodas, pois passei a competir no motocross. Mas no motocross não teve como ficar por muito tempo, já que o investimento era muito alto. Então voltei definitivamente para o mountain bike”.
Desafio
“Antes eu não buscava resultados. Competia mais pelo prazer, sem me preocupar se ia ou não chegar em primeiro. Certo dia uma pessoa me desafiou e disse que eu não tinha condições de buscar um bom resultado numa competição internacional. Isto me incentivou a treinar cada vez mas forte e mudei o foco. Ao invés de correr apenas por correr passei a buscar os resultados para provar para todos e para mim mesmo que eu era capaz sim de vencer provas no mountain bike. Hoje posso dizer que sou um atleta de alto nível e devo isso a mim mesmo, a minha dedicação ao esporte, que envolve desenvolvimento pessoal, mental, físico, fundamentais para ser um vencedor. Se você não tiver com a cabeça boa não adianta querer competir pois não vai conseguir se sair bem. Além do mais, o investimento numa bike é muito menor que numa moto”.
Aventuras
“Graças a Deus através de uma bicicleta já conheci muitos lugares do Brasil e até mesmo do exterior. Minha primeira aventura de bicicleta foi uma viagem até Aparecida, indo por Campinas, pedalei 400 quilômetros em dois dias. Quando fiz esta viagem não tinha nenhum preparo e quando cheguei em Itatiba estava com muitas câimbras e não conseguia nem andar. Ainda tive que pedalar mais 200 quilômetros, chegando a Aparecida às oito da noite. Fui pegando gosto pela coisa, percorri o caminho da fé, sendo que todo o percurso é dentro do mato e fiz em três dias e meio. Depois não parei mais e com os treinos ficou mais fácil. Estive no deserto do Atacama, subimos a cordilheira, saímos de uma altitude de 2 mil metros e fomos para quase 4 mil e oitocentos metros em duas horas e meia de travessia. Uma aventura que jamais vou esquecer. O visual é inexplicável e maravilhoso e apenas por fotos não dá para contar o que a gente sente numa aventura assim. Vale a pena fazer uma viagem deste tipo, que fica marcada para o resto da vida.”
Evolução
“Sou um grande crítico de mim mesmo. Antes, quando eu ia para as competições apenas para participar não valorizava os resultados, mas hoje é diferente e não sou apenas mais um, como anteriormente. Hoje tenho um ciclo de treinamento que começa pela fase de volume, a de treinos específicos e a fase de polimento. Este ciclo tem que ser feito todo o ano e se por acaso o atleta não completa um destes ciclos não irá se dar bem na temporada. Isso exige uma grande disciplina, que não pode ficar gripado, não pode dormir tarde, tem que respeitar os dias de descanso e não querer treinar o tempo todo. O corpo tem um limite que precisa ser respeitado. Não é fácil seguir o rigor dos treinamentos que exigem muita dedicação. O atleta tem que treinar inclusive nos dias de tempo ruim e em condições desfavoráveis, mas somente assim vai crescer dentro do ciclismo. No meu caso é mais complicado, já que não sou um profissional e tenho que trabalhar para ganhar meu sustento. Por isso preciso arrumar horários para cumprir os ciclos de treinamentos. Não é fácil, mas é muito gratificante. Treino uma hora ou uma hora e meia ao dia e as pessoas ficam admiradas pelo meu nível técnico com tão pouco tempo pra treinar. Chegar aonde cheguei não é fácil, mas com treinamentos, disciplina e dedicação qualquer pessoa pode conseguir. Eu mesmo sou meu treinador. Faço planilhas, sigo livros, enfim, sou um grande estudioso do assunto e acho que está dando certo devido aos resultados que venho conseguindo no ciclismo. Cada dia aparece um item novo e é preciso estar ligado para não ficar atrás no tempo. O que tento frisar para todos que me perguntam o segredo da vitória é que a dedicação é o caminho, pois ninguém é melhor que ninguém”.
Benefícios do ciclismo
“A prática do ciclismo só traz benefícios aos seus praticantes. Uma grande vantagem do ciclismo é que ele não causa lesões e muita gente de outros esportes migra para o ciclismo justamente por isto. É possível ir do centro ao Bortolan em uma hora enquanto que um corredor vai em cinco horas e ainda corre risco de lesões graves. Ainda tem os benefícios para o coração, para a mente, você fica com o corpo mais leve. Você esquece a vida sedentária, começa a querer sempre percorrer grandes distâncias, ajuda a deixar de fumar para melhorar seu desempenho. Às vezes você vê que seu colega perdeu barriga por estar praticando o ciclismo e você vai querer seguir este caminho. Resgatar a saúde e o bem-estar também está ligado ao ciclismo que ainda te dá inúmeras vantagens. Você faz um caminho bonito, no meio do mato, com cachoeiras e em meio a amigos. Poucos esportes conseguem este feito. Conheço gente que antes era drogada e hoje tem outra mentalidade graças ao esporte e principalmente ao ciclismo. Eu mesmo não vejo minha vida sem o ciclismo. Não tem jeito de parar mais até porque sou um espelho para muitos”.
Esporte acessível
“O ciclismo de alto nível é caro. Uma bicicleta top de linha e todos os equipamentos necessários são para poucos, mas para se fazer um ecoturismo já é bastante acessível e com pouco dinheiro pode se ter um bom equipamento e se divertir bastante. A travessia do Chile, por exemplo, fiz com uma bike de baixo valor exatamente para mostrar que o que manda é você, sua determinação, sua vontade e a bike é apenas um acessório. Claro que para competir tenho uma bike mais top de linha, que já não é tão acessível”.
O início
“Comecei em 1982 com o bicicross, sendo um dos pioneiros deste esporte em Poços de Caldas. A primeira corrida aconteceu no pátio da antiga Vemisa, onde improvisamos uma pista. Depois de algum tempo acabei deixando o bicicross, fui para os Estados Unidos, onde passei uma temporada. Quando voltei, nos anos de 91/92, o Brasil vivia a era do mountain bike e novamente fui o primeiro organizador de uma prova da modalidade em Poços. A primeira competição na serra do Cristo foi organizada por mim e pelo Carlinhos da Poços Peças. Sempre estive envolvido em qualquer esporte que tinha bicicleta. Em 1995 migrei para o triátlon e novamente fui pioneiro na cidade nesta modalidade, competi várias provas, tanto em Poços quanto fora, até que mudei de esporte, mas continuei em duas rodas, pois passei a competir no motocross. Mas no motocross não teve como ficar por muito tempo, já que o investimento era muito alto. Então voltei definitivamente para o mountain bike”.
Desafio
“Antes eu não buscava resultados. Competia mais pelo prazer, sem me preocupar se ia ou não chegar em primeiro. Certo dia uma pessoa me desafiou e disse que eu não tinha condições de buscar um bom resultado numa competição internacional. Isto me incentivou a treinar cada vez mas forte e mudei o foco. Ao invés de correr apenas por correr passei a buscar os resultados para provar para todos e para mim mesmo que eu era capaz sim de vencer provas no mountain bike. Hoje posso dizer que sou um atleta de alto nível e devo isso a mim mesmo, a minha dedicação ao esporte, que envolve desenvolvimento pessoal, mental, físico, fundamentais para ser um vencedor. Se você não tiver com a cabeça boa não adianta querer competir pois não vai conseguir se sair bem. Além do mais, o investimento numa bike é muito menor que numa moto”.
Aventuras
“Graças a Deus através de uma bicicleta já conheci muitos lugares do Brasil e até mesmo do exterior. Minha primeira aventura de bicicleta foi uma viagem até Aparecida, indo por Campinas, pedalei 400 quilômetros em dois dias. Quando fiz esta viagem não tinha nenhum preparo e quando cheguei em Itatiba estava com muitas câimbras e não conseguia nem andar. Ainda tive que pedalar mais 200 quilômetros, chegando a Aparecida às oito da noite. Fui pegando gosto pela coisa, percorri o caminho da fé, sendo que todo o percurso é dentro do mato e fiz em três dias e meio. Depois não parei mais e com os treinos ficou mais fácil. Estive no deserto do Atacama, subimos a cordilheira, saímos de uma altitude de 2 mil metros e fomos para quase 4 mil e oitocentos metros em duas horas e meia de travessia. Uma aventura que jamais vou esquecer. O visual é inexplicável e maravilhoso e apenas por fotos não dá para contar o que a gente sente numa aventura assim. Vale a pena fazer uma viagem deste tipo, que fica marcada para o resto da vida.”
Evolução
“Sou um grande crítico de mim mesmo. Antes, quando eu ia para as competições apenas para participar não valorizava os resultados, mas hoje é diferente e não sou apenas mais um, como anteriormente. Hoje tenho um ciclo de treinamento que começa pela fase de volume, a de treinos específicos e a fase de polimento. Este ciclo tem que ser feito todo o ano e se por acaso o atleta não completa um destes ciclos não irá se dar bem na temporada. Isso exige uma grande disciplina, que não pode ficar gripado, não pode dormir tarde, tem que respeitar os dias de descanso e não querer treinar o tempo todo. O corpo tem um limite que precisa ser respeitado. Não é fácil seguir o rigor dos treinamentos que exigem muita dedicação. O atleta tem que treinar inclusive nos dias de tempo ruim e em condições desfavoráveis, mas somente assim vai crescer dentro do ciclismo. No meu caso é mais complicado, já que não sou um profissional e tenho que trabalhar para ganhar meu sustento. Por isso preciso arrumar horários para cumprir os ciclos de treinamentos. Não é fácil, mas é muito gratificante. Treino uma hora ou uma hora e meia ao dia e as pessoas ficam admiradas pelo meu nível técnico com tão pouco tempo pra treinar. Chegar aonde cheguei não é fácil, mas com treinamentos, disciplina e dedicação qualquer pessoa pode conseguir. Eu mesmo sou meu treinador. Faço planilhas, sigo livros, enfim, sou um grande estudioso do assunto e acho que está dando certo devido aos resultados que venho conseguindo no ciclismo. Cada dia aparece um item novo e é preciso estar ligado para não ficar atrás no tempo. O que tento frisar para todos que me perguntam o segredo da vitória é que a dedicação é o caminho, pois ninguém é melhor que ninguém”.
Benefícios do ciclismo
“A prática do ciclismo só traz benefícios aos seus praticantes. Uma grande vantagem do ciclismo é que ele não causa lesões e muita gente de outros esportes migra para o ciclismo justamente por isto. É possível ir do centro ao Bortolan em uma hora enquanto que um corredor vai em cinco horas e ainda corre risco de lesões graves. Ainda tem os benefícios para o coração, para a mente, você fica com o corpo mais leve. Você esquece a vida sedentária, começa a querer sempre percorrer grandes distâncias, ajuda a deixar de fumar para melhorar seu desempenho. Às vezes você vê que seu colega perdeu barriga por estar praticando o ciclismo e você vai querer seguir este caminho. Resgatar a saúde e o bem-estar também está ligado ao ciclismo que ainda te dá inúmeras vantagens. Você faz um caminho bonito, no meio do mato, com cachoeiras e em meio a amigos. Poucos esportes conseguem este feito. Conheço gente que antes era drogada e hoje tem outra mentalidade graças ao esporte e principalmente ao ciclismo. Eu mesmo não vejo minha vida sem o ciclismo. Não tem jeito de parar mais até porque sou um espelho para muitos”.
Esporte acessível
“O ciclismo de alto nível é caro. Uma bicicleta top de linha e todos os equipamentos necessários são para poucos, mas para se fazer um ecoturismo já é bastante acessível e com pouco dinheiro pode se ter um bom equipamento e se divertir bastante. A travessia do Chile, por exemplo, fiz com uma bike de baixo valor exatamente para mostrar que o que manda é você, sua determinação, sua vontade e a bike é apenas um acessório. Claro que para competir tenho uma bike mais top de linha, que já não é tão acessível”.
sábado, 29 de outubro de 2016
Realizada a última rodada classificatória da Copa Sul-Mineira de Futebol Society
Poços de Caldas, MG - A terceira edição da Copa Sul-Mineira de Futebol Society teve sua última rodada da fase classificatória realizada na manhã de ontem no parque municipal. Foram quatro partidas com muitos gols.
Confira os resultados: Sporting Aphas 0x7 Zico 10, FutPoços 2x3 Craque de Ouro, Sociedade Esportiva Curimbaba 2x1 Ourinhos e Coopoços 6x0 Yoorin.
A próxima fase acontece dia 12 de novembro no parque municipal e terá os seguintes jogos: Curimbaba x Vulcão, Coopoços x Zico 10, Craque de Ouro x FutPoços, Bate Bola x Ourinhos. Os vencedores passam para as semifinais.
O campeonato é disputado pelas escolinhas Craque de Ouro, Ousacs, Curimbaba, Esporte Nações, Yoorin, Bate Bola de Campestre, FutPoços.
Confira os resultados: Sporting Aphas 0x7 Zico 10, FutPoços 2x3 Craque de Ouro, Sociedade Esportiva Curimbaba 2x1 Ourinhos e Coopoços 6x0 Yoorin.
A próxima fase acontece dia 12 de novembro no parque municipal e terá os seguintes jogos: Curimbaba x Vulcão, Coopoços x Zico 10, Craque de Ouro x FutPoços, Bate Bola x Ourinhos. Os vencedores passam para as semifinais.
O campeonato é disputado pelas escolinhas Craque de Ouro, Ousacs, Curimbaba, Esporte Nações, Yoorin, Bate Bola de Campestre, FutPoços.
Bom Sucesso é campeão master sub-40
Poços de Caldas,MG - Terminou na tarde de deste sábado, com um grande jogo, o Campeonato Master Sub-40 da Liga Poços-caldense de Futebol (LPF). Na decisão, o Bom Sucesso derrotou o Paraíso Country Club por 2x1 e sagrou-se campeão da competição. Quando o juiz Lucas Mazucchi apitou o final de jogo uma grande festa tomou conta do gramado do estádio Benedito Bandola de Oliveira, com direito a invasão de torcedores, que se juntaram aos jogadores do time campeão para a comemoração final. “Graças a Deus este título veio e meus jogadores estão de parabéns”, disse o técnico Noel Simão Lopes, do Bom Sucesso, ressaltando que o time precisou de muita garra para vencer, já que foi montado de última hora. “Fomos atrás do objetivo e conseguimos. O campeonato foi muito bom, vencemos um grande adversário que valorizou muito esta conquista”, disse Lopes, lembrando que o Paraíso Country Club vinha embalado e era o atual campeão do Master.
A partida teve arbitragem de Lucas Mazucchi, que foi auxiliado por Rodrigo Bortolan e Rogério Alexandre Barbosa.
Números
Foram realizados 31 jogos pelo campeonato master sub-40, com 115 gols marcados. A melhor defesa da competição foi do Paraíso Country Club, que sofreu apenas seis gols. O time mais disciplinado foi a Fazenda Chiqueirão com apenas oito cartões amarelos. O time não teve nenhum jogador expulso durante todo o campeonato. Wagner Amorim Pereira, do Paraíso Country Club, marcou 10 gols e foi o artilheiro do campeonato.
Taça Poços de Caldas
Hoje também é dia de decisão no futebol amador da cidade. Em jogo marcado para 10h40, as equipes da Sociedade Esportiva Curimbaba e do Guarani/Walter World disputam o título da Taça Poços de Caldas. A partida terá cobertura do Mantiqueira.
A partida teve arbitragem de Lucas Mazucchi, que foi auxiliado por Rodrigo Bortolan e Rogério Alexandre Barbosa.
Números
Foram realizados 31 jogos pelo campeonato master sub-40, com 115 gols marcados. A melhor defesa da competição foi do Paraíso Country Club, que sofreu apenas seis gols. O time mais disciplinado foi a Fazenda Chiqueirão com apenas oito cartões amarelos. O time não teve nenhum jogador expulso durante todo o campeonato. Wagner Amorim Pereira, do Paraíso Country Club, marcou 10 gols e foi o artilheiro do campeonato.
Taça Poços de Caldas
Hoje também é dia de decisão no futebol amador da cidade. Em jogo marcado para 10h40, as equipes da Sociedade Esportiva Curimbaba e do Guarani/Walter World disputam o título da Taça Poços de Caldas. A partida terá cobertura do Mantiqueira.
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