terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Caldense tem quase todo ataque no departamento médico

Poços de Caldas, MG - Faltando pouco tempo para estrear no Campeonato Mineiro, dia 29, contra a URT em Patos de Minas, o técnico Thiago Oliveira foi ‘presenteado’ com alguns problemas sérios que certamente vão comprometer o trabalho, que entra em sua reta final. Quase todo ataque da Caldense está entregue ao departamento médico. O mais sério é de Wellington Rato, que fraturou o braço, segundo informações da comissão técnica, em um treino, e deve desfalcar o time nos dois primeiros jogos. Outros que preocupam são Cristiano e Rafamar, que torceram o tornozelo e estão em tratamento. Os dois devem ter uma recuperação mais rápida, porém, já não enfrentam o Ituano neste sábado no primeiro jogo-treino da equipe. “São casos complicados, mas acredito que logo eles se recuperam e voltam aos treinamentos. Lesões fazem parte do futebol e, infelizmente, aconteceram com nossos jogadores num momento final de preparação, mas são contratempos que logo serão superados”, disse o técnico Thiago Oliveira.

Treinos
Na tarde de ontem, Oliveira comandou mais uma atividade técnica no Ninho dos Periquitos. O treinador cobrou rapidez nos passes, triangulações e precisão nas jogadas ofensivas e atenção da defesa. Até sexta-feira as atividades seguem fortes no CT. Sábado, a equipe segue para Itu onde enfrenta o Ituano. O local ainda está indefinido e a partida pode acontecer no estádio do time paulista ou no CT da equipe, sendo que ambos são praticamente colados.

Corinthians
A diretoria segue negociando o mando de jogo contra o Corinthians pela Copa do Brasil. Vários locais podem receber a partida, entre eles Brasília, Cariacica, Londrina ou até mesmo Poços de Caldas. A diretoria não se manifesta sobre o assunto até a definição que pode acontecer até 10 dias antes do jogo. Fontes do Mantiqueira levantaram que o gerente de futebol Alex Joaquim tem uma reunião agendada com Andrés Sanchez, do Corinthians, para a próxima semana e neste encontro a questão pode ser definida.

Thiago Oliveira destaca briga por posições

Poços de Caldas, MG - O técnico Thiago Oliveira conversou com a reportagem e destacou a vontade de cada jogador do elenco de brigar por um lugar no time. Segundo ele, ninguém está garantido ainda e apenas perto da partida contra a URT ele terá uma definição mais concreta de quem começa jogando. Oliveira ainda lamentou algumas contusões e também falou sobre o horário das partidas do Campeonato Mineiro, já definidos pela FMF.

Mantiqueira - O campeonato se aproxima e como está o time? Já pode dizer que ele está pronto?
Thiago Oliveira - Estamos trabalhando e ainda está longe de estar pronto. Agora que começou a segunda fase da pré-temporada, após as festas de ano novo, e algumas lesões estão atrapalhando um pouco, principalmente no ataque, como você mesmo viu aqui. Vamos ver se neste sábado conseguimos arrumar a casa e fazer um bom teste contra o Ituano.

Mantiqueira - A falta de jogos-treinos atrapalha na preparação?
Thiago Oliveira - Muito ruim, não era o que eu queria, precisávamos de mais testes, tanto é que no plano inicial programamos cinco jogos, mas vários fatores prejudicaram este projeto. Temos dois marcados e ainda estamos tentando pelo menos mais um para fechar com três jogos-treinos antes da nossa estreia.

Mantiqueira - Você está acompanhando a evolução das obras do Ronaldão?
Thiago Oliveira - Semana passada estive por lá, amanhã devo voltar ao estádio para analisar como está o andamento das obras. É nosso palco de jogo, onde vamos mandar as partidas e precisa estar do jeito que a gente gosta de um jogo técnico, rápido, as condições precisam ser boas. Já melhorou muito do que estava, mas precisa melhorar mais um pouco, até mesmo pelo bem da cidade que precisa de um estádio em perfeitas condições.

Mantiqueira - Em relação ao time que estreia já tem tudo definido ou apenas depois dos jogos-treinos para uma posição melhor?
Thiago Oliveira - Não tem time ainda não. A briga por posição é muito grande, briga muito boa, a disputa por posição muito grande e um nível muito alto de competitividade e estou muito feliz com isto. Falo para eles todo o dia sobre a nível de cada um e a briga por posições. Somente mais próximo do campeonato vamos saber o time ideal para a estreia.

Mantiqueira - Você gostou dos horários dos jogos do Campeonato Mineiro?
Thiago Oliveira - Apenas o jogo em Teófilo Otoni é mais complicado por ser às 10h da manhã num lugar onde é muito quente. As outras partidas a gente já tinha uma ideia pelo campeonato do ano passado e achei normal. Apenas em Teófilo Ottoni vai mudar nossa rotina pois temos que treinar pela manhã e depois jogar, mas independente disto vamos a todos os jogos em busca da vitória e tentar levar a Caldense o mais longe possível na competição.

Mantiqueira - Como você vê a indefinição do local da partida contra o Corinthians?
Thiago Oliveira - Nosso pensamento ainda não chegou ao Corinthians. Agora o foco é total na URT e é para este jogo que estamos treinando firme para uma boa estreia. A partida contra o Corinthians fica agora em segundo plano, mas ficaria muito feliz deste jogo acontecer em nossa casa, com apoio do nosso torcedor, num estádio onde gosto muito de jogar, mas a diretoria está vendo isto e vamos jogar onde tivermos que jogar. Independente do local vamos buscar fazer o nosso melhor, mas lembro que o foco neste momento é a URT.

FMF divulga tabela detalhada do Campeonato Mineiro

Belo Horizonte,MG - Minas Gerais já tem data e horário marcados para o pontapé inicial da temporada 2017. A Diretoria de Competições da FMF divulgou, nesta terça-feira (10), a tabela detalhada do Campeonato Mineiro Sicoob 2017. Na abertura do estadual, Atlético e América TO se enfrentam sábado (28), às 17h, na Arena Independência.

Domingo (29), outras quatro partidas dão sequência à primeira data de confrontos, com todos os jogos começando às 17h. A URT, atual campeã do interior, recebe a Caldense no Zama Maciel, em Patos de Minas. Tricordiano e Uberlândia jogam em Pouso Alegre, no Manduzão. Em Juiz de Fora, Tupi e Tombense entram em campo no Mário Helênio para a disputa dos primeiros três pontos, enquanto Villa Nova e Cruzeiro fazem o clássico do Mineirão.

Encerrando a primeira rodada, de volta a elite do futebol mineiro, o Democrata GV enfrenta o campeão Mineiro, América, às 20h, em local que ainda será definido.

Caldense
A partida mais complicada da Caldense em termos de horário acontece dia 18 de fevereiro em Teófilo Otoni contra o América local. O time de Thiago Oliveira entrará em campo às 10h e deverá enfrentar um calor na casa dos 40 graus. Confira todos os jogos da Veterana e seus horários: 29/01 URT x Caldense, 17h, em Patos de Minas; 04/02 Caldense x Villa Nova, 20h, em Poços de Caldas; 11/02 Caldense x América BH, 19h30, em Poços de Caldas; 18/02 América x Caldense, 10h, em Teófilo Otoni; 25/02 Cruzeiro e Caldense, 16h30, Belo Horizonte; 04/02 Caldense x Tupi, Poços de Caldas, 20h; 11/03 Tombense x Caldense, 16h, Tombos; 18/03 Uberlândia x Caldense, 16h, Uberlândia; 25/03 Caldense x Democrata GV, 20h, Poços de Caldas; 01/04 Tricordiano x Caldense, 20h, Três Corações e 09/04, Caldense x Atlético Mineiro, 16h, Poços de Caldas.

Complexo aquático pode ser interditado após morte de criança

Por
ADRIANA RODRIGUES e PAULO VITOR DE CAMPOS

Poços de Caldas, MG – A morte de uma criança de 5 anos trouxe à tona o descaso, a falta de segurança e de comprometimento de várias administrações com a população da zona sul da cidade. O menino Murillo Henrique de Oliveira se afogou, domingo (8), na piscina do Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, do Conjunto Habitacional, e para quem trabalha no local essa era uma tragédia anunciada. Diante do acontecido o prefeito Sérgio Azevedo disse que o complexo pode ser interditado.

Durante todo o dia de domingo as piscinas estiveram lotadas. Um único salva-vidas que trabalhava no local não percebeu quando o menino entrou na água esverdeada da piscina de adultos, que tem na parte mais funda 1,70 m de profundidade, e submergiu. Uma das pessoas que estavam dentro d’água pisou em algo e percebendo que se tratava de uma criança deu o alerta sobre o afogamento.

O menino foi retirado da piscina e, por cerca de 15 minutos, recebeu manobras de ressuscitação feitas pelo salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues. Várias pessoas disseram ter ligado para o Samu, mas, como o socorro não chegava, os próprios frequentadores do complexo encaminharam o menino para o hospital Margarita Moralles.

A equipe médica que recebeu Murillo deu continuidade às tentativas de ressuscitação, só que já era tarde para salvá-lo.

Segundo informações colhidas no local, o menino foi ao complexo acompanhado da mãe e de outros familiares mas estava sozinho quando entrou na água.

O corpo da criança foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e após liberado foi velado e sepultado ontem, no cemitério Parque. De acordo com o declarado no atestado de óbito pelo médico legista Uanderson Resende, a morte se deu em decorrência de afogamento.

Ontem, a reportagem ouviu o delegado Hernanni Perez, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde já foi aberto inquérito para apurar o caso. Ele explicou que em circunstância de morte violenta, como é o caso do afogamento, a polícia instaura inquérito para apurar eventuais responsabilidades criminais. Perez disse que algumas pessoas serão ouvidas e que o laudo de necropsia, emitido pelo IML, auxiliará na apuração do caso.


Testemunhas mesclam indignação e tristeza diante da morte do menino

O jornalista e diagramador Paulo Vitor de Campos estava no complexo quando o menino se afogou. Ele foi uma das pessoas que ligou para o Samu pedindo socorro e acompanhou o desespero de quem via a cena sem poder fazer nada para salvar a criança.

“O que me assusta com esta tragédia do pequeno Murillo é a falta de respeito com a vida do ser humano, principalmente das pessoas com menos poder aquisitivo. A situação que presenciei no complexo aquático do Conjunto Habitacional é tão ruim que para acreditar nas condições que o local se encontra é só vendo mesmo. Domingo havia muita gente, muitas crianças, uma água esverdeada e de aparência horrível na piscina, mesmo assim estava lotada de banhistas”, contou.

Para Campos, a morte da criança precisa ser vista pelas autoridades como um alerta sobre o descaso com a vida e segurança dos banhistas. “O menino como única vítima pode ser considerado um milagre. O local deveria estar interditado pois a população daquela comunidade merece coisa muito melhor”.

O jornalista falou ainda sobre a atuação dos funcionários e a demora da chegada do Samu. “Havia apenas dois funcionários para cuidar daquela gente. É pouco. O salva-vidas agiu corretamente no meu ponto de vista, tentou salvar o garoto o tempo todo, não desistiu em momento algum. Mas acredito que a criança já tenha deixado a água sem vida. Já a demora do socorro acho natural pela distância do centro da cidade até a zona sul. Na minha opinião deveria existir uma base do Samu naquela região. Em casos assim todos sabemos que a demora pelo socorro pode ser fatal”.

Já a professora Maria Teresa Lima, que também estava na piscina e acompanhou a tentativa de salvamento da criança, disse que nunca irá esquecer o que viu naquele dia. “Poderia ter acontecido com qualquer criança ou mesmo com um adulto. Aquilo estava lotado. Em meio a tanta gente duvido que o salva-vidas ia dar conta de cuidar de todos. Uma pessoa que escorregasse dentro da piscina ia parar no fundo sem que ninguém notasse. A água estava suja, turva. Tudo ali é uma nojeira, mas é o que temos de lazer num dia de sol. A gente se revolta, reclama, mas nada muda. É um absurdo”.

Salva-vidas diz não ter visto o momento do afogamento

Depois de receber a notícia da morte de Murillo, o salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues conversou com a reportagem. Ele contou que tudo aconteceu muito rápido e que em meio a tanta gente não viu quando o menino entrou na piscina e nem o momento em que ele submergiu. “Na hora não percebi o garoto no fundo da piscina e quando fui chamado deparei com ele já desfalecido. Iniciei os procedimentos de socorro imediatamente. Fiz tudo que poderia ser feito, infelizmente, ele não reagiu e tivemos que correr com ele para o hospital”, contou Domingues, relatando ser essa a primeira vítima que ele não consegue salvar em anos de trabalho.

“Na minha profissão estou acostumado com este tipo de situação e sempre consegui ressuscitar as vítimas, sejam crianças ou adultos. Neste caso infelizmente não conseguimos, até porque o menino já estava há algum tempo no fundo da piscina e quando comecei os procedimentos ele tinha os sinais vitais muito fracos ou até mesmo já estava sem nenhuma chance de sobreviver. Lamento, me sinto solidário aos familiares e nunca mais vou esquecer este dia”, disse.

Administradora do complexo diz que piscinas estão sem manutenção adequada há anos

Desde que foi inaugurado no início dos anos 90, o Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira nunca passou por uma intervenção de verdade. O local foi se deteriorando com o passar dos anos e chegou no lamentável estado em que se encontra.

A administradora do local Solange Henrique Rafael disse à reportagem que lamenta o que aconteceu domingo e que vem trabalhando em condições precárias há tempos. Segundo ela, a piscina não tem filtro há cinco anos. “O filtro da piscina parou de funcionar no terceiro ano de administração do Paulinho Couro Minas. Já faz cinco anos que estamos sem ele. Falta tudo aqui. Não temos cloro, não temos estrutura nenhuma, os vestiários estão sem condições de uso com teto escorado por madeiras”, disse Solange. “São dois funcionários para cuidar de muita gente que frenquenta as piscinas. É pouco, pois o movimento é grande”, relatou.

Segundo a administradora, o local não tem segurança. “Depois que fechamos as portas e vamos embora muita gente invade pelo muro. Já tive relatos que quando a piscina está fechada o movimento é ainda maior do que quando está aberta”, conta. “Eles [população] invadem mesmo, não fazem questão alguma de se esconderem e é por Deus que outras pessoas não morreram aqui. Se com salva-vidas aconteceu uma tragédia destas, imagine sem”, finalizou Solange.

Interdição do complexo pode acontecer ainda essa semana, segundo prefeito

Ontem, o prefeito Sérgio Azevedo esteve no Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, acompanhado dos secretários de Esportes Wellington Guimarães, o Paulista, do de Obras Luís Fernando de Mattos Cortezano e do engenheiro Paulo Milton.

Antes de visitar o local ele tinha falado com a reportagem e dito que a informação que chegou até ele é que o local estava em situação muito ruim. “Me relataram que o local está em situação de quase abandono, principalmente em relação aos vestiários e que não há cloro para as piscinas. Por esta razão estou indo até lá acompanhado dos secretários de Obras e Esporte para que tomemos uma decisão. Acho que manter um complexo funcionando, sem ter as condições mínimas de uso e segurança para a população, não dá. Nesse caso, se constatarmos essa situação iremos interditar o local para que possamos proceder as reformas necessárias e depois sim liberarmos o complexo para a população, em boas condições”.

Horas depois, já no complexo, o prefeito se disse estarrecido com o que viu. “Sabia que estava ruim, me disseram que estava muito ruim, mas chegando aqui vi que está muito pior. Este local não tem condições de estar funcionando”, falou Azevedo. “Está tudo muito danificado, vestiários, a parte externa, piscina, enfim, nada se aproveita. Pedi à Secretaria de Obras uma vistoria mais detalhada e esta vistoria será realizada amanhã [hoje] cedo. Vamos ver o que dever ser feito”. Com base no que for apresentado, o prefeito definirá os próximos passos a serem adotados. “Vamos ver se caminhamos para uma interdição ou se faremos uma obra emergencial para a coisa funcionar. Pelo que estou vendo o caminho é mais sério, mais grave, e a comunidade merece uma coisa melhor. Tudo aqui está muito ruim. Precisamos cuidar melhor disto e oferecer para o cidadão um complexo em melhores condições”, disse Azevedo, já sinalizando por uma possível interdição. “A morte do menino domingo foi uma grande fatalidade. Isto pode se repetir em outras situações. A piscina não está bem tratada, não tem nem filtro e a situação é inimaginável”, declarou. Ainda de acordo com Azevedo, caso seja decidido pela interdição do local, as obras de recuperação deverão demorar algum tempo para serem executadas e concluídas, uma vez que a situação financeira da prefeitura é delicada.

Editorial - Tragédia

Publicado no jornal Mantiqueira

Foi uma tragédia a morte de um menino de cinco anos no complexo de piscinas do Conjunto Habitacional no último domingo.
Como escreveu o repórter Paulo Vitor em sua página do Facebook, foi uma tragédia, mas uma tragédia anunciada. Ele estava no local na hora do acidente e presenciou o ocorrido, pois fazia exatamente uma reportagem para o Mantiqueira sobre o abandono e as péssimas condições do complexo.
Acusar autoridades de negligência é lugar comum, mas não tem outra alternativa, o local simplesmente deveria estar interditado por falta de condições adequadas de segurança, higiene e com poucos funcionários.
É, o pior, descobriu-se que o local mesmo após o fechamento é invadido por moradores que pulam os muros e se jogam de uma laje que fica próxima à piscina, ou seja, não morreu mais pessoas por milagre.
E isto vem acontecendo em outros setores na parte esportiva, na área de educação e até mesmo nas Secretarias. Há pouco tempo foi preciso uma interdição do complexo Santa Cruz porque não havia mais condições de uso do local.
O setor público tem apresentado ineficiência em várias áreas e a nova administração precisa ficar atenta a este grave problema.
O complexo de piscinas do Cohab é um local que precisa ser interditado imediatamente até que tenha condições de uso.

Copa do Comércio e Supermercados de Futsal

No último domingo o ginásio Juca Cobra, no Conjunto Habitacional, recebeu mais uma rodada da Copa do Comércio e Supermercados de Futsal. Confira os resultados: Pinga Futebol Clube 4x2 Veneno Futebol Clube, Locomotiva 2x1 Internacional, Arco Íris 5x2 Padaria Ki Sabor, Samboleiros 4x3 Social, Parque Esperança 2x0 Vila Nova e Padaria Ramos 1x2 Leite Serrania (foto acima). No próximo domingo acontece a última rodada da fase de classificação. A decisão do campeonato acontece no próximo dia 5. (PVC)

domingo, 8 de janeiro de 2017

“Em todo gol da Caldense eu me emociono”, diz o narrador Paulinho Figueiredo

Poços de Caldas, MG - Paulinho Figueiredo sempre gostou de futebol. Quando criança jogava com os amigos na roça e no amador da cidade, sempre sonhando em se tornar um jogador profissional. Os anos foram passando e o sonho foi ficando cada vez mais distante. Com isso, passou a tentar carreira no rádio, onde teve a oportunidade de trabalhar pela primeira vez em 1982, por intermédio de Luiz Cagnani. Começava ali a carreira desse grande narrador, que atualmente transmite os jogos da Caldense pela Rádio Cultura.

Como foram suas primeiras transmissões?
Naquela época, a Caldense disputava o campeonato mineiro de juniores com sua equipe de base. E eu fui escalado em duas oportunidades para cobrir os jogos como repórter. Em Araguari contra o Fluminense e em Belo Horizonte contra o Cruzeiro. Foi ali que dei início à minha carreira.

Como é sua rotina de trabalho?
Tenho meu trabalho particular em uma empresa e só acompanho o futebol aos finais de semana, nas horas vagas, na Rádio Cultura. Faço porque gosto, está no meu sangue, foi uma escolha minha. Mas como a gente tem que se sustentar na vida, existe a necessidade de se ter outro emprego, para dar uma tranquilidade financeira melhor.

Quais são as maiores dificuldades de um narrador?
As maiores dificuldades são as viagens frequentes, principalmente aqui no Estado de Minas Gerais. Às vezes ficamos mais de 10 horas nas estradas, centenas de quilômetros, é muito desgastante.

Você faz algum tipo de preparação vocal para poder narrar?
Não, apenas procuro evitar ingerir líquidos gelados nos dias próximos aos jogos. Sou alérgico a gelados e esse tipo de bebida prejudica um pouco a voz, por isso é preciso tomar cuidado para que no dia dos jogos a voz esteja em perfeitas condições para não ocorrer nenhum tipo de falha.

Em algum momento você tem receio de dizer algo e incomodar alguém?
Não me preocupo muito com isso não, pois na minha condição de narrador, apenas relato o que estou vendo e não comento os lances. Se um jogador perdeu um gol, está mal na partida ou cometeu uma falta violenta, vou narrar aquilo que está acontecendo e a imagem está ali para provar o que estou dizendo.

Quais momentos da Caldense foram marcantes para você?
Olha, em 2002 o time foi campeão mineiro, mas as equipes grandes não participaram daquele campeonato. 2015 foi uma grande campanha, alcançando o vice-campeonato. Se não fosse o erro da arbitragem, a Veterana teria sido campeã invicta. Mas me lembro muito de 1976, com Aílton Lira, Neto, Augusto, Buzuca e companhia. A Veterana ficou em terceiro lugar, atrás apenas de Cruzeiro e Atlético.

Você já se emocionou narrando algum gol da Veterana?
Sempre. Em todo gol da Caldense eu me emociono. Cada gol mexe comigo de uma maneira diferente, não importa contra qual seja o adversário. Com isso, tento passar a emoção que sinto para os ouvintes.

O que a Caldense significa para você?
A Caldense é meu time de coração. Antes de trabalhar em rádio, fui torcedor e cheguei até a matar aulas para ir ao Cristiano Osório. Nasci vascaíno, meus familiares são torcedores do Vasco, mas assim que me mudei para Poços de Caldas abracei a Caldense e a Veterana tomou conta do meu coração. Torcedor, continue acreditando na Caldense,  continue acompanhando o futebol. O futebol precisa da torcida, assim como a Caldense. Vamos abraçar essa causa e vamos dar força à Veterana.