Belo Horizonte,MG - Minas Gerais já tem data e horário marcados para o pontapé inicial da temporada 2017. A Diretoria de Competições da FMF divulgou, nesta terça-feira (10), a tabela detalhada do Campeonato Mineiro Sicoob 2017. Na abertura do estadual, Atlético e América TO se enfrentam sábado (28), às 17h, na Arena Independência.
Domingo (29), outras quatro partidas dão sequência à primeira data de confrontos, com todos os jogos começando às 17h. A URT, atual campeã do interior, recebe a Caldense no Zama Maciel, em Patos de Minas. Tricordiano e Uberlândia jogam em Pouso Alegre, no Manduzão. Em Juiz de Fora, Tupi e Tombense entram em campo no Mário Helênio para a disputa dos primeiros três pontos, enquanto Villa Nova e Cruzeiro fazem o clássico do Mineirão.
Encerrando a primeira rodada, de volta a elite do futebol mineiro, o Democrata GV enfrenta o campeão Mineiro, América, às 20h, em local que ainda será definido.
Caldense
A partida mais complicada da Caldense em termos de horário acontece dia 18 de fevereiro em Teófilo Otoni contra o América local. O time de Thiago Oliveira entrará em campo às 10h e deverá enfrentar um calor na casa dos 40 graus. Confira todos os jogos da Veterana e seus horários: 29/01 URT x Caldense, 17h, em Patos de Minas; 04/02 Caldense x Villa Nova, 20h, em Poços de Caldas; 11/02 Caldense x América BH, 19h30, em Poços de Caldas; 18/02 América x Caldense, 10h, em Teófilo Otoni; 25/02 Cruzeiro e Caldense, 16h30, Belo Horizonte; 04/02 Caldense x Tupi, Poços de Caldas, 20h; 11/03 Tombense x Caldense, 16h, Tombos; 18/03 Uberlândia x Caldense, 16h, Uberlândia; 25/03 Caldense x Democrata GV, 20h, Poços de Caldas; 01/04 Tricordiano x Caldense, 20h, Três Corações e 09/04, Caldense x Atlético Mineiro, 16h, Poços de Caldas.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Complexo aquático pode ser interditado após morte de criança
Por
ADRIANA RODRIGUES e PAULO VITOR DE CAMPOS
Poços de Caldas, MG – A morte de uma criança de 5 anos trouxe à tona o descaso, a falta de segurança e de comprometimento de várias administrações com a população da zona sul da cidade. O menino Murillo Henrique de Oliveira se afogou, domingo (8), na piscina do Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, do Conjunto Habitacional, e para quem trabalha no local essa era uma tragédia anunciada. Diante do acontecido o prefeito Sérgio Azevedo disse que o complexo pode ser interditado.
Durante todo o dia de domingo as piscinas estiveram lotadas. Um único salva-vidas que trabalhava no local não percebeu quando o menino entrou na água esverdeada da piscina de adultos, que tem na parte mais funda 1,70 m de profundidade, e submergiu. Uma das pessoas que estavam dentro d’água pisou em algo e percebendo que se tratava de uma criança deu o alerta sobre o afogamento.
O menino foi retirado da piscina e, por cerca de 15 minutos, recebeu manobras de ressuscitação feitas pelo salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues. Várias pessoas disseram ter ligado para o Samu, mas, como o socorro não chegava, os próprios frequentadores do complexo encaminharam o menino para o hospital Margarita Moralles.
A equipe médica que recebeu Murillo deu continuidade às tentativas de ressuscitação, só que já era tarde para salvá-lo.
Segundo informações colhidas no local, o menino foi ao complexo acompanhado da mãe e de outros familiares mas estava sozinho quando entrou na água.
O corpo da criança foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e após liberado foi velado e sepultado ontem, no cemitério Parque. De acordo com o declarado no atestado de óbito pelo médico legista Uanderson Resende, a morte se deu em decorrência de afogamento.
Ontem, a reportagem ouviu o delegado Hernanni Perez, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde já foi aberto inquérito para apurar o caso. Ele explicou que em circunstância de morte violenta, como é o caso do afogamento, a polícia instaura inquérito para apurar eventuais responsabilidades criminais. Perez disse que algumas pessoas serão ouvidas e que o laudo de necropsia, emitido pelo IML, auxiliará na apuração do caso.
Testemunhas mesclam indignação e tristeza diante da morte do menino
O jornalista e diagramador Paulo Vitor de Campos estava no complexo quando o menino se afogou. Ele foi uma das pessoas que ligou para o Samu pedindo socorro e acompanhou o desespero de quem via a cena sem poder fazer nada para salvar a criança.
“O que me assusta com esta tragédia do pequeno Murillo é a falta de respeito com a vida do ser humano, principalmente das pessoas com menos poder aquisitivo. A situação que presenciei no complexo aquático do Conjunto Habitacional é tão ruim que para acreditar nas condições que o local se encontra é só vendo mesmo. Domingo havia muita gente, muitas crianças, uma água esverdeada e de aparência horrível na piscina, mesmo assim estava lotada de banhistas”, contou.
Para Campos, a morte da criança precisa ser vista pelas autoridades como um alerta sobre o descaso com a vida e segurança dos banhistas. “O menino como única vítima pode ser considerado um milagre. O local deveria estar interditado pois a população daquela comunidade merece coisa muito melhor”.
O jornalista falou ainda sobre a atuação dos funcionários e a demora da chegada do Samu. “Havia apenas dois funcionários para cuidar daquela gente. É pouco. O salva-vidas agiu corretamente no meu ponto de vista, tentou salvar o garoto o tempo todo, não desistiu em momento algum. Mas acredito que a criança já tenha deixado a água sem vida. Já a demora do socorro acho natural pela distância do centro da cidade até a zona sul. Na minha opinião deveria existir uma base do Samu naquela região. Em casos assim todos sabemos que a demora pelo socorro pode ser fatal”.
Já a professora Maria Teresa Lima, que também estava na piscina e acompanhou a tentativa de salvamento da criança, disse que nunca irá esquecer o que viu naquele dia. “Poderia ter acontecido com qualquer criança ou mesmo com um adulto. Aquilo estava lotado. Em meio a tanta gente duvido que o salva-vidas ia dar conta de cuidar de todos. Uma pessoa que escorregasse dentro da piscina ia parar no fundo sem que ninguém notasse. A água estava suja, turva. Tudo ali é uma nojeira, mas é o que temos de lazer num dia de sol. A gente se revolta, reclama, mas nada muda. É um absurdo”.
Salva-vidas diz não ter visto o momento do afogamento
Depois de receber a notícia da morte de Murillo, o salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues conversou com a reportagem. Ele contou que tudo aconteceu muito rápido e que em meio a tanta gente não viu quando o menino entrou na piscina e nem o momento em que ele submergiu. “Na hora não percebi o garoto no fundo da piscina e quando fui chamado deparei com ele já desfalecido. Iniciei os procedimentos de socorro imediatamente. Fiz tudo que poderia ser feito, infelizmente, ele não reagiu e tivemos que correr com ele para o hospital”, contou Domingues, relatando ser essa a primeira vítima que ele não consegue salvar em anos de trabalho.
“Na minha profissão estou acostumado com este tipo de situação e sempre consegui ressuscitar as vítimas, sejam crianças ou adultos. Neste caso infelizmente não conseguimos, até porque o menino já estava há algum tempo no fundo da piscina e quando comecei os procedimentos ele tinha os sinais vitais muito fracos ou até mesmo já estava sem nenhuma chance de sobreviver. Lamento, me sinto solidário aos familiares e nunca mais vou esquecer este dia”, disse.
Administradora do complexo diz que piscinas estão sem manutenção adequada há anos
Desde que foi inaugurado no início dos anos 90, o Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira nunca passou por uma intervenção de verdade. O local foi se deteriorando com o passar dos anos e chegou no lamentável estado em que se encontra.
A administradora do local Solange Henrique Rafael disse à reportagem que lamenta o que aconteceu domingo e que vem trabalhando em condições precárias há tempos. Segundo ela, a piscina não tem filtro há cinco anos. “O filtro da piscina parou de funcionar no terceiro ano de administração do Paulinho Couro Minas. Já faz cinco anos que estamos sem ele. Falta tudo aqui. Não temos cloro, não temos estrutura nenhuma, os vestiários estão sem condições de uso com teto escorado por madeiras”, disse Solange. “São dois funcionários para cuidar de muita gente que frenquenta as piscinas. É pouco, pois o movimento é grande”, relatou.
Segundo a administradora, o local não tem segurança. “Depois que fechamos as portas e vamos embora muita gente invade pelo muro. Já tive relatos que quando a piscina está fechada o movimento é ainda maior do que quando está aberta”, conta. “Eles [população] invadem mesmo, não fazem questão alguma de se esconderem e é por Deus que outras pessoas não morreram aqui. Se com salva-vidas aconteceu uma tragédia destas, imagine sem”, finalizou Solange.
Interdição do complexo pode acontecer ainda essa semana, segundo prefeito
Ontem, o prefeito Sérgio Azevedo esteve no Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, acompanhado dos secretários de Esportes Wellington Guimarães, o Paulista, do de Obras Luís Fernando de Mattos Cortezano e do engenheiro Paulo Milton.
Antes de visitar o local ele tinha falado com a reportagem e dito que a informação que chegou até ele é que o local estava em situação muito ruim. “Me relataram que o local está em situação de quase abandono, principalmente em relação aos vestiários e que não há cloro para as piscinas. Por esta razão estou indo até lá acompanhado dos secretários de Obras e Esporte para que tomemos uma decisão. Acho que manter um complexo funcionando, sem ter as condições mínimas de uso e segurança para a população, não dá. Nesse caso, se constatarmos essa situação iremos interditar o local para que possamos proceder as reformas necessárias e depois sim liberarmos o complexo para a população, em boas condições”.
Horas depois, já no complexo, o prefeito se disse estarrecido com o que viu. “Sabia que estava ruim, me disseram que estava muito ruim, mas chegando aqui vi que está muito pior. Este local não tem condições de estar funcionando”, falou Azevedo. “Está tudo muito danificado, vestiários, a parte externa, piscina, enfim, nada se aproveita. Pedi à Secretaria de Obras uma vistoria mais detalhada e esta vistoria será realizada amanhã [hoje] cedo. Vamos ver o que dever ser feito”. Com base no que for apresentado, o prefeito definirá os próximos passos a serem adotados. “Vamos ver se caminhamos para uma interdição ou se faremos uma obra emergencial para a coisa funcionar. Pelo que estou vendo o caminho é mais sério, mais grave, e a comunidade merece uma coisa melhor. Tudo aqui está muito ruim. Precisamos cuidar melhor disto e oferecer para o cidadão um complexo em melhores condições”, disse Azevedo, já sinalizando por uma possível interdição. “A morte do menino domingo foi uma grande fatalidade. Isto pode se repetir em outras situações. A piscina não está bem tratada, não tem nem filtro e a situação é inimaginável”, declarou. Ainda de acordo com Azevedo, caso seja decidido pela interdição do local, as obras de recuperação deverão demorar algum tempo para serem executadas e concluídas, uma vez que a situação financeira da prefeitura é delicada.
ADRIANA RODRIGUES e PAULO VITOR DE CAMPOS
Poços de Caldas, MG – A morte de uma criança de 5 anos trouxe à tona o descaso, a falta de segurança e de comprometimento de várias administrações com a população da zona sul da cidade. O menino Murillo Henrique de Oliveira se afogou, domingo (8), na piscina do Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, do Conjunto Habitacional, e para quem trabalha no local essa era uma tragédia anunciada. Diante do acontecido o prefeito Sérgio Azevedo disse que o complexo pode ser interditado.
Durante todo o dia de domingo as piscinas estiveram lotadas. Um único salva-vidas que trabalhava no local não percebeu quando o menino entrou na água esverdeada da piscina de adultos, que tem na parte mais funda 1,70 m de profundidade, e submergiu. Uma das pessoas que estavam dentro d’água pisou em algo e percebendo que se tratava de uma criança deu o alerta sobre o afogamento.
O menino foi retirado da piscina e, por cerca de 15 minutos, recebeu manobras de ressuscitação feitas pelo salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues. Várias pessoas disseram ter ligado para o Samu, mas, como o socorro não chegava, os próprios frequentadores do complexo encaminharam o menino para o hospital Margarita Moralles.
A equipe médica que recebeu Murillo deu continuidade às tentativas de ressuscitação, só que já era tarde para salvá-lo.
Segundo informações colhidas no local, o menino foi ao complexo acompanhado da mãe e de outros familiares mas estava sozinho quando entrou na água.
O corpo da criança foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e após liberado foi velado e sepultado ontem, no cemitério Parque. De acordo com o declarado no atestado de óbito pelo médico legista Uanderson Resende, a morte se deu em decorrência de afogamento.
Ontem, a reportagem ouviu o delegado Hernanni Perez, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde já foi aberto inquérito para apurar o caso. Ele explicou que em circunstância de morte violenta, como é o caso do afogamento, a polícia instaura inquérito para apurar eventuais responsabilidades criminais. Perez disse que algumas pessoas serão ouvidas e que o laudo de necropsia, emitido pelo IML, auxiliará na apuração do caso.
Testemunhas mesclam indignação e tristeza diante da morte do menino
O jornalista e diagramador Paulo Vitor de Campos estava no complexo quando o menino se afogou. Ele foi uma das pessoas que ligou para o Samu pedindo socorro e acompanhou o desespero de quem via a cena sem poder fazer nada para salvar a criança.
“O que me assusta com esta tragédia do pequeno Murillo é a falta de respeito com a vida do ser humano, principalmente das pessoas com menos poder aquisitivo. A situação que presenciei no complexo aquático do Conjunto Habitacional é tão ruim que para acreditar nas condições que o local se encontra é só vendo mesmo. Domingo havia muita gente, muitas crianças, uma água esverdeada e de aparência horrível na piscina, mesmo assim estava lotada de banhistas”, contou.
Para Campos, a morte da criança precisa ser vista pelas autoridades como um alerta sobre o descaso com a vida e segurança dos banhistas. “O menino como única vítima pode ser considerado um milagre. O local deveria estar interditado pois a população daquela comunidade merece coisa muito melhor”.
O jornalista falou ainda sobre a atuação dos funcionários e a demora da chegada do Samu. “Havia apenas dois funcionários para cuidar daquela gente. É pouco. O salva-vidas agiu corretamente no meu ponto de vista, tentou salvar o garoto o tempo todo, não desistiu em momento algum. Mas acredito que a criança já tenha deixado a água sem vida. Já a demora do socorro acho natural pela distância do centro da cidade até a zona sul. Na minha opinião deveria existir uma base do Samu naquela região. Em casos assim todos sabemos que a demora pelo socorro pode ser fatal”.
Já a professora Maria Teresa Lima, que também estava na piscina e acompanhou a tentativa de salvamento da criança, disse que nunca irá esquecer o que viu naquele dia. “Poderia ter acontecido com qualquer criança ou mesmo com um adulto. Aquilo estava lotado. Em meio a tanta gente duvido que o salva-vidas ia dar conta de cuidar de todos. Uma pessoa que escorregasse dentro da piscina ia parar no fundo sem que ninguém notasse. A água estava suja, turva. Tudo ali é uma nojeira, mas é o que temos de lazer num dia de sol. A gente se revolta, reclama, mas nada muda. É um absurdo”.
Salva-vidas diz não ter visto o momento do afogamento
Depois de receber a notícia da morte de Murillo, o salva-vidas Cristiano Aparecido Domingues conversou com a reportagem. Ele contou que tudo aconteceu muito rápido e que em meio a tanta gente não viu quando o menino entrou na piscina e nem o momento em que ele submergiu. “Na hora não percebi o garoto no fundo da piscina e quando fui chamado deparei com ele já desfalecido. Iniciei os procedimentos de socorro imediatamente. Fiz tudo que poderia ser feito, infelizmente, ele não reagiu e tivemos que correr com ele para o hospital”, contou Domingues, relatando ser essa a primeira vítima que ele não consegue salvar em anos de trabalho.
“Na minha profissão estou acostumado com este tipo de situação e sempre consegui ressuscitar as vítimas, sejam crianças ou adultos. Neste caso infelizmente não conseguimos, até porque o menino já estava há algum tempo no fundo da piscina e quando comecei os procedimentos ele tinha os sinais vitais muito fracos ou até mesmo já estava sem nenhuma chance de sobreviver. Lamento, me sinto solidário aos familiares e nunca mais vou esquecer este dia”, disse.
Administradora do complexo diz que piscinas estão sem manutenção adequada há anos
Desde que foi inaugurado no início dos anos 90, o Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira nunca passou por uma intervenção de verdade. O local foi se deteriorando com o passar dos anos e chegou no lamentável estado em que se encontra.
A administradora do local Solange Henrique Rafael disse à reportagem que lamenta o que aconteceu domingo e que vem trabalhando em condições precárias há tempos. Segundo ela, a piscina não tem filtro há cinco anos. “O filtro da piscina parou de funcionar no terceiro ano de administração do Paulinho Couro Minas. Já faz cinco anos que estamos sem ele. Falta tudo aqui. Não temos cloro, não temos estrutura nenhuma, os vestiários estão sem condições de uso com teto escorado por madeiras”, disse Solange. “São dois funcionários para cuidar de muita gente que frenquenta as piscinas. É pouco, pois o movimento é grande”, relatou.
Segundo a administradora, o local não tem segurança. “Depois que fechamos as portas e vamos embora muita gente invade pelo muro. Já tive relatos que quando a piscina está fechada o movimento é ainda maior do que quando está aberta”, conta. “Eles [população] invadem mesmo, não fazem questão alguma de se esconderem e é por Deus que outras pessoas não morreram aqui. Se com salva-vidas aconteceu uma tragédia destas, imagine sem”, finalizou Solange.
Interdição do complexo pode acontecer ainda essa semana, segundo prefeito
Ontem, o prefeito Sérgio Azevedo esteve no Complexo Aquático Maria Cristina Bianchi Junqueira, acompanhado dos secretários de Esportes Wellington Guimarães, o Paulista, do de Obras Luís Fernando de Mattos Cortezano e do engenheiro Paulo Milton.
Antes de visitar o local ele tinha falado com a reportagem e dito que a informação que chegou até ele é que o local estava em situação muito ruim. “Me relataram que o local está em situação de quase abandono, principalmente em relação aos vestiários e que não há cloro para as piscinas. Por esta razão estou indo até lá acompanhado dos secretários de Obras e Esporte para que tomemos uma decisão. Acho que manter um complexo funcionando, sem ter as condições mínimas de uso e segurança para a população, não dá. Nesse caso, se constatarmos essa situação iremos interditar o local para que possamos proceder as reformas necessárias e depois sim liberarmos o complexo para a população, em boas condições”.
Horas depois, já no complexo, o prefeito se disse estarrecido com o que viu. “Sabia que estava ruim, me disseram que estava muito ruim, mas chegando aqui vi que está muito pior. Este local não tem condições de estar funcionando”, falou Azevedo. “Está tudo muito danificado, vestiários, a parte externa, piscina, enfim, nada se aproveita. Pedi à Secretaria de Obras uma vistoria mais detalhada e esta vistoria será realizada amanhã [hoje] cedo. Vamos ver o que dever ser feito”. Com base no que for apresentado, o prefeito definirá os próximos passos a serem adotados. “Vamos ver se caminhamos para uma interdição ou se faremos uma obra emergencial para a coisa funcionar. Pelo que estou vendo o caminho é mais sério, mais grave, e a comunidade merece uma coisa melhor. Tudo aqui está muito ruim. Precisamos cuidar melhor disto e oferecer para o cidadão um complexo em melhores condições”, disse Azevedo, já sinalizando por uma possível interdição. “A morte do menino domingo foi uma grande fatalidade. Isto pode se repetir em outras situações. A piscina não está bem tratada, não tem nem filtro e a situação é inimaginável”, declarou. Ainda de acordo com Azevedo, caso seja decidido pela interdição do local, as obras de recuperação deverão demorar algum tempo para serem executadas e concluídas, uma vez que a situação financeira da prefeitura é delicada.
Editorial - Tragédia
Publicado no jornal Mantiqueira
Foi uma tragédia a morte de um menino de cinco anos no complexo de piscinas do Conjunto Habitacional no último domingo.
Como escreveu o repórter Paulo Vitor em sua página do Facebook, foi uma tragédia, mas uma tragédia anunciada. Ele estava no local na hora do acidente e presenciou o ocorrido, pois fazia exatamente uma reportagem para o Mantiqueira sobre o abandono e as péssimas condições do complexo.
Acusar autoridades de negligência é lugar comum, mas não tem outra alternativa, o local simplesmente deveria estar interditado por falta de condições adequadas de segurança, higiene e com poucos funcionários.
É, o pior, descobriu-se que o local mesmo após o fechamento é invadido por moradores que pulam os muros e se jogam de uma laje que fica próxima à piscina, ou seja, não morreu mais pessoas por milagre.
E isto vem acontecendo em outros setores na parte esportiva, na área de educação e até mesmo nas Secretarias. Há pouco tempo foi preciso uma interdição do complexo Santa Cruz porque não havia mais condições de uso do local.
O setor público tem apresentado ineficiência em várias áreas e a nova administração precisa ficar atenta a este grave problema.
O complexo de piscinas do Cohab é um local que precisa ser interditado imediatamente até que tenha condições de uso.
Foi uma tragédia a morte de um menino de cinco anos no complexo de piscinas do Conjunto Habitacional no último domingo.
Como escreveu o repórter Paulo Vitor em sua página do Facebook, foi uma tragédia, mas uma tragédia anunciada. Ele estava no local na hora do acidente e presenciou o ocorrido, pois fazia exatamente uma reportagem para o Mantiqueira sobre o abandono e as péssimas condições do complexo.
Acusar autoridades de negligência é lugar comum, mas não tem outra alternativa, o local simplesmente deveria estar interditado por falta de condições adequadas de segurança, higiene e com poucos funcionários.
É, o pior, descobriu-se que o local mesmo após o fechamento é invadido por moradores que pulam os muros e se jogam de uma laje que fica próxima à piscina, ou seja, não morreu mais pessoas por milagre.
E isto vem acontecendo em outros setores na parte esportiva, na área de educação e até mesmo nas Secretarias. Há pouco tempo foi preciso uma interdição do complexo Santa Cruz porque não havia mais condições de uso do local.
O setor público tem apresentado ineficiência em várias áreas e a nova administração precisa ficar atenta a este grave problema.
O complexo de piscinas do Cohab é um local que precisa ser interditado imediatamente até que tenha condições de uso.
Copa do Comércio e Supermercados de Futsal
No último domingo o ginásio Juca Cobra, no Conjunto Habitacional, recebeu mais uma rodada da Copa do Comércio e Supermercados de Futsal. Confira os resultados: Pinga Futebol Clube 4x2 Veneno Futebol Clube, Locomotiva 2x1 Internacional, Arco Íris 5x2 Padaria Ki Sabor, Samboleiros 4x3 Social, Parque Esperança 2x0 Vila Nova e Padaria Ramos 1x2 Leite Serrania (foto acima). No próximo domingo acontece a última rodada da fase de classificação. A decisão do campeonato acontece no próximo dia 5. (PVC)
domingo, 8 de janeiro de 2017
“Em todo gol da Caldense eu me emociono”, diz o narrador Paulinho Figueiredo
Poços de Caldas, MG - Paulinho Figueiredo sempre gostou de futebol. Quando criança jogava com os amigos na roça e no amador da cidade, sempre sonhando em se tornar um jogador profissional. Os anos foram passando e o sonho foi ficando cada vez mais distante. Com isso, passou a tentar carreira no rádio, onde teve a oportunidade de trabalhar pela primeira vez em 1982, por intermédio de Luiz Cagnani. Começava ali a carreira desse grande narrador, que atualmente transmite os jogos da Caldense pela Rádio Cultura.
Como foram suas primeiras transmissões?
Naquela época, a Caldense disputava o campeonato mineiro de juniores com sua equipe de base. E eu fui escalado em duas oportunidades para cobrir os jogos como repórter. Em Araguari contra o Fluminense e em Belo Horizonte contra o Cruzeiro. Foi ali que dei início à minha carreira.
Como é sua rotina de trabalho?
Tenho meu trabalho particular em uma empresa e só acompanho o futebol aos finais de semana, nas horas vagas, na Rádio Cultura. Faço porque gosto, está no meu sangue, foi uma escolha minha. Mas como a gente tem que se sustentar na vida, existe a necessidade de se ter outro emprego, para dar uma tranquilidade financeira melhor.
Quais são as maiores dificuldades de um narrador?
As maiores dificuldades são as viagens frequentes, principalmente aqui no Estado de Minas Gerais. Às vezes ficamos mais de 10 horas nas estradas, centenas de quilômetros, é muito desgastante.
Você faz algum tipo de preparação vocal para poder narrar?
Não, apenas procuro evitar ingerir líquidos gelados nos dias próximos aos jogos. Sou alérgico a gelados e esse tipo de bebida prejudica um pouco a voz, por isso é preciso tomar cuidado para que no dia dos jogos a voz esteja em perfeitas condições para não ocorrer nenhum tipo de falha.
Em algum momento você tem receio de dizer algo e incomodar alguém?
Não me preocupo muito com isso não, pois na minha condição de narrador, apenas relato o que estou vendo e não comento os lances. Se um jogador perdeu um gol, está mal na partida ou cometeu uma falta violenta, vou narrar aquilo que está acontecendo e a imagem está ali para provar o que estou dizendo.
Quais momentos da Caldense foram marcantes para você?
Olha, em 2002 o time foi campeão mineiro, mas as equipes grandes não participaram daquele campeonato. 2015 foi uma grande campanha, alcançando o vice-campeonato. Se não fosse o erro da arbitragem, a Veterana teria sido campeã invicta. Mas me lembro muito de 1976, com Aílton Lira, Neto, Augusto, Buzuca e companhia. A Veterana ficou em terceiro lugar, atrás apenas de Cruzeiro e Atlético.
Você já se emocionou narrando algum gol da Veterana?
Sempre. Em todo gol da Caldense eu me emociono. Cada gol mexe comigo de uma maneira diferente, não importa contra qual seja o adversário. Com isso, tento passar a emoção que sinto para os ouvintes.
O que a Caldense significa para você?
A Caldense é meu time de coração. Antes de trabalhar em rádio, fui torcedor e cheguei até a matar aulas para ir ao Cristiano Osório. Nasci vascaíno, meus familiares são torcedores do Vasco, mas assim que me mudei para Poços de Caldas abracei a Caldense e a Veterana tomou conta do meu coração. Torcedor, continue acreditando na Caldense, continue acompanhando o futebol. O futebol precisa da torcida, assim como a Caldense. Vamos abraçar essa causa e vamos dar força à Veterana.
Como foram suas primeiras transmissões?
Naquela época, a Caldense disputava o campeonato mineiro de juniores com sua equipe de base. E eu fui escalado em duas oportunidades para cobrir os jogos como repórter. Em Araguari contra o Fluminense e em Belo Horizonte contra o Cruzeiro. Foi ali que dei início à minha carreira.
Como é sua rotina de trabalho?
Tenho meu trabalho particular em uma empresa e só acompanho o futebol aos finais de semana, nas horas vagas, na Rádio Cultura. Faço porque gosto, está no meu sangue, foi uma escolha minha. Mas como a gente tem que se sustentar na vida, existe a necessidade de se ter outro emprego, para dar uma tranquilidade financeira melhor.
Quais são as maiores dificuldades de um narrador?
As maiores dificuldades são as viagens frequentes, principalmente aqui no Estado de Minas Gerais. Às vezes ficamos mais de 10 horas nas estradas, centenas de quilômetros, é muito desgastante.
Você faz algum tipo de preparação vocal para poder narrar?
Não, apenas procuro evitar ingerir líquidos gelados nos dias próximos aos jogos. Sou alérgico a gelados e esse tipo de bebida prejudica um pouco a voz, por isso é preciso tomar cuidado para que no dia dos jogos a voz esteja em perfeitas condições para não ocorrer nenhum tipo de falha.
Em algum momento você tem receio de dizer algo e incomodar alguém?
Não me preocupo muito com isso não, pois na minha condição de narrador, apenas relato o que estou vendo e não comento os lances. Se um jogador perdeu um gol, está mal na partida ou cometeu uma falta violenta, vou narrar aquilo que está acontecendo e a imagem está ali para provar o que estou dizendo.
Quais momentos da Caldense foram marcantes para você?
Olha, em 2002 o time foi campeão mineiro, mas as equipes grandes não participaram daquele campeonato. 2015 foi uma grande campanha, alcançando o vice-campeonato. Se não fosse o erro da arbitragem, a Veterana teria sido campeã invicta. Mas me lembro muito de 1976, com Aílton Lira, Neto, Augusto, Buzuca e companhia. A Veterana ficou em terceiro lugar, atrás apenas de Cruzeiro e Atlético.
Você já se emocionou narrando algum gol da Veterana?
Sempre. Em todo gol da Caldense eu me emociono. Cada gol mexe comigo de uma maneira diferente, não importa contra qual seja o adversário. Com isso, tento passar a emoção que sinto para os ouvintes.
O que a Caldense significa para você?
A Caldense é meu time de coração. Antes de trabalhar em rádio, fui torcedor e cheguei até a matar aulas para ir ao Cristiano Osório. Nasci vascaíno, meus familiares são torcedores do Vasco, mas assim que me mudei para Poços de Caldas abracei a Caldense e a Veterana tomou conta do meu coração. Torcedor, continue acreditando na Caldense, continue acompanhando o futebol. O futebol precisa da torcida, assim como a Caldense. Vamos abraçar essa causa e vamos dar força à Veterana.
sábado, 7 de janeiro de 2017
“Serei o secretário de todos os esportes”, diz Paulista
Poços de Caldas,MG - Passada a primeira semana desde que assumiu a Secretaria Municipal de Esportes, Wellington Guimarães, o popular Paulista, já sabe dos desafios que vêm pela frente. Eles são grandes, porém, segundo o secretário, nenhum que o assuste. Mas, sua sólida carreira de jogador profissional de futebol tem levantado conversas de que ele vai olhar apenas para esta modalidade. De acordo com Paulista, quem fala essas coisas parece não saber de sua seriedade e comprometimento. “Em pouco tempo mostrarei que posso ser secretário de todos os esportes”, declara ele.
Mantiqueira - Nesta primeira semana você já teve a dimensão do que vai vir pela frente?
Paulista - Procurei atuar bastante nesta primeira semana, visitar várias partes da cidade, vendo as necessidades, conversando com muitas pessoas. Estou me sentindo muito à vontade neste cargo, sei que vai exigir muita dedicação e trabalho e isto foi o que fiz em toda minha vida. Tenho agora uma grande responsabilidade nas mãos e não vou me omitir, vou estar muito presente no esporte da cidade e buscar suprir as necessidades maiores.
Mantiqueira - E quais são estas necessidades maiores?
Paulista - Temos uma grande preocupação com o estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira, já que o Campeonato Mineiro está chegando, falta muito pouco para começar e estamos correndo atrás para a sua liberação. Estamos fazendo as adequações exigidas e os laudos serão liberados nos próximos dias. Fora isto algumas praças esportivas precisam de manutenção urgente. Country Club, Cohab e parque municipal são casos bastante delicados. Estes locais precisam estar bem para receber os projetos da Secretaria que começam em alguns dias.
Mantiqueira - Como tem sido as conversas com os esportistas da cidade? Falam que você é do futebol e que pode deixar as outras modalidades de fora. Como você está lidando com isto?
Paulista - Acho natural este tipo de preconceito. Vivi muito tempo no futebol, fiz minha história no futebol e é natural ter minha imagem ligada ao futebol. Com o tempo e com muito trabalho eles verão que não é nada disto, que estou aqui para ajudar a todos da mesma forma. Serei o secretário de todos os esportes e buscarei melhorias para todos as modalidades. Quem me conhece sabe da minha seriedade e também do trabalho da equipe da Secretaria de Esportes. Vamos atender a todos. Minha paixão pelo futebol é muito grande, mas não é maior que a paixão que tenho pelo trabalho e do desejo que tenho de fazer com que o esporte geral se destaque na cidade.
Mantiqueira - Quais projetos você tem para implantar na cidade?
Paulista - Certamente todos verão coisas novas e tenho certeza que vão agradar. Vamos passo a passo com muito cuidado de não errar, mas ainda não vamos adiantar que projetos estão por vir. Em fevereiro vamos estar divulgando nossos afazeres, os nossos projetos e depois colocar nosso plano de trabalho em ação.
Mantiqueira - A parceria com o prefeito Sérgio é antiga. Como ela será neste governo?
Paulista - É uma parceria que vem de longa data, que deu certo até hoje. Agora vamos colocar em prática o plano de governo, tudo que ele propôs durante sua campanha ano passado. Tenho a responsabilidade de seguir à risca, mas digo que nosso plano é ir além e fazer muito mais pelo esporte. Não queremos agradar apenas ao Sérgio, mas a toda população que confia e precisa de uma boa administração. Esta população espera e quer o nosso melhor e por isto vamos “pegar” no pesado, colocar as mãos na massa e trabalhar o tempo todo. Vamos estar integrados com as Secretarias de Educação, Cultura, Turismo e Saúde para fazer de Poços de Caldas uma cidade melhor de se viver.
Mantiqueira - Como será o trabalho no contraturno escolar?
Paulista - Vamos priorizar este trabalho e dar para as crianças opções de esporte e lazer com qualidade. Contamos neste trabalho com o apoio dos professores. Para este trabalho temos uma parceria com a Secretaria de Educação, porém, ainda falta uma reunião para colocar o projeto no papel para sabermos com detalhes como será feito.
Mantiqueira - Como será o trabalho em busca das parcerias público-privadas?
Paulista - Estamos buscando alguns contatos, nada de concreto ainda. Este é o caminho a ser seguido e as portas da Secretaria estão abertas para qualquer interessado em fazer parte deste projeto que trará muitos benefícios para nosso esporte.
Mantiqueira - E a parceria com a Liga Poços-caldense de Futebol? Haverá conversas com o presidente da entidade, Ceará, de como ficarão os campeonatos?
Paulista - É preciso um fortalecimento da Liga e de seus campeonatos. Ainda não conversamos, mas é uma parceria importante e logo vamos ter esta reunião para tratar do nosso futebol amador.
Mantiqueira - A sede da Secretaria de Esportes está num local que não atende suas necessidades. Existe projeto de mudança e para onde seria deslocada a equipe?
Paulista - Já conversamos com o prefeito Sérgio Azevedo sobre este problema e devemos nos mudar para a zona sul, mais especificamente nas dependências do antigo Sesi. Aquele local tem a cara do esporte e em parceria com a Educação vamos fazer dali um grande centro esportivo e educacional.
Mantiqueira - Você está trazendo uma assessora direta para te acompanhar nos trabalhos. Como será este trabalho?
Paulista - Estou trazendo para esta função a Marcela Carvalho, uma profissional que dispensa comentários, vinha trabalhando comigo na escolinha da Coopoços e tem a minha confiança e a confiança do prefeito Sérgio Azevedo. A Marcela vem para atuar na parte técnica da Secretaria, mas é uma pessoa dinâmica e que nos ajudará em várias situações. Será uma profissional que vai agregar muito na Secretaria de Esportes e terá um contato direto com os professores e com os projetos . Aliás, falar da equipe da Secretaria de Esportes é muito fácil. Todos são professores do mais alto nível e fico feliz em fazer parte desse time vencedor e que faz o esporte de Poços de Caldas ser vencedor.
Mantiqueira - As primeiros competições do ano se aproximam. Como estão os preparativos?
Paulista - Muitos funcionários da Secretaria se encontram em período de férias e só retornam durante a semana. Eles já tinham preparado tudo para a Corrida da Comarca e a Volta ao Cristo e faltam apenas pequenos ajustes. Estou tranquilo em relação a isto e tenho certeza que o ano começa com dois grandes eventos. Será uma temporada muito bem feita e com algumas novidades, como a tecnologia em prol do esporte. Em breve a Secretaria será informatizada e todos os resultados dos jogos estarão disponíveis online.
Mantiqueira - Nesta primeira semana você já teve a dimensão do que vai vir pela frente?
Paulista - Procurei atuar bastante nesta primeira semana, visitar várias partes da cidade, vendo as necessidades, conversando com muitas pessoas. Estou me sentindo muito à vontade neste cargo, sei que vai exigir muita dedicação e trabalho e isto foi o que fiz em toda minha vida. Tenho agora uma grande responsabilidade nas mãos e não vou me omitir, vou estar muito presente no esporte da cidade e buscar suprir as necessidades maiores.
Mantiqueira - E quais são estas necessidades maiores?
Paulista - Temos uma grande preocupação com o estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira, já que o Campeonato Mineiro está chegando, falta muito pouco para começar e estamos correndo atrás para a sua liberação. Estamos fazendo as adequações exigidas e os laudos serão liberados nos próximos dias. Fora isto algumas praças esportivas precisam de manutenção urgente. Country Club, Cohab e parque municipal são casos bastante delicados. Estes locais precisam estar bem para receber os projetos da Secretaria que começam em alguns dias.
Mantiqueira - Como tem sido as conversas com os esportistas da cidade? Falam que você é do futebol e que pode deixar as outras modalidades de fora. Como você está lidando com isto?
Paulista - Acho natural este tipo de preconceito. Vivi muito tempo no futebol, fiz minha história no futebol e é natural ter minha imagem ligada ao futebol. Com o tempo e com muito trabalho eles verão que não é nada disto, que estou aqui para ajudar a todos da mesma forma. Serei o secretário de todos os esportes e buscarei melhorias para todos as modalidades. Quem me conhece sabe da minha seriedade e também do trabalho da equipe da Secretaria de Esportes. Vamos atender a todos. Minha paixão pelo futebol é muito grande, mas não é maior que a paixão que tenho pelo trabalho e do desejo que tenho de fazer com que o esporte geral se destaque na cidade.
Mantiqueira - Quais projetos você tem para implantar na cidade?
Paulista - Certamente todos verão coisas novas e tenho certeza que vão agradar. Vamos passo a passo com muito cuidado de não errar, mas ainda não vamos adiantar que projetos estão por vir. Em fevereiro vamos estar divulgando nossos afazeres, os nossos projetos e depois colocar nosso plano de trabalho em ação.
Mantiqueira - A parceria com o prefeito Sérgio é antiga. Como ela será neste governo?
Paulista - É uma parceria que vem de longa data, que deu certo até hoje. Agora vamos colocar em prática o plano de governo, tudo que ele propôs durante sua campanha ano passado. Tenho a responsabilidade de seguir à risca, mas digo que nosso plano é ir além e fazer muito mais pelo esporte. Não queremos agradar apenas ao Sérgio, mas a toda população que confia e precisa de uma boa administração. Esta população espera e quer o nosso melhor e por isto vamos “pegar” no pesado, colocar as mãos na massa e trabalhar o tempo todo. Vamos estar integrados com as Secretarias de Educação, Cultura, Turismo e Saúde para fazer de Poços de Caldas uma cidade melhor de se viver.
Mantiqueira - Como será o trabalho no contraturno escolar?
Paulista - Vamos priorizar este trabalho e dar para as crianças opções de esporte e lazer com qualidade. Contamos neste trabalho com o apoio dos professores. Para este trabalho temos uma parceria com a Secretaria de Educação, porém, ainda falta uma reunião para colocar o projeto no papel para sabermos com detalhes como será feito.
Mantiqueira - Como será o trabalho em busca das parcerias público-privadas?
Paulista - Estamos buscando alguns contatos, nada de concreto ainda. Este é o caminho a ser seguido e as portas da Secretaria estão abertas para qualquer interessado em fazer parte deste projeto que trará muitos benefícios para nosso esporte.
Mantiqueira - E a parceria com a Liga Poços-caldense de Futebol? Haverá conversas com o presidente da entidade, Ceará, de como ficarão os campeonatos?
Paulista - É preciso um fortalecimento da Liga e de seus campeonatos. Ainda não conversamos, mas é uma parceria importante e logo vamos ter esta reunião para tratar do nosso futebol amador.
Mantiqueira - A sede da Secretaria de Esportes está num local que não atende suas necessidades. Existe projeto de mudança e para onde seria deslocada a equipe?
Paulista - Já conversamos com o prefeito Sérgio Azevedo sobre este problema e devemos nos mudar para a zona sul, mais especificamente nas dependências do antigo Sesi. Aquele local tem a cara do esporte e em parceria com a Educação vamos fazer dali um grande centro esportivo e educacional.
Mantiqueira - Você está trazendo uma assessora direta para te acompanhar nos trabalhos. Como será este trabalho?
Paulista - Estou trazendo para esta função a Marcela Carvalho, uma profissional que dispensa comentários, vinha trabalhando comigo na escolinha da Coopoços e tem a minha confiança e a confiança do prefeito Sérgio Azevedo. A Marcela vem para atuar na parte técnica da Secretaria, mas é uma pessoa dinâmica e que nos ajudará em várias situações. Será uma profissional que vai agregar muito na Secretaria de Esportes e terá um contato direto com os professores e com os projetos . Aliás, falar da equipe da Secretaria de Esportes é muito fácil. Todos são professores do mais alto nível e fico feliz em fazer parte desse time vencedor e que faz o esporte de Poços de Caldas ser vencedor.
Mantiqueira - As primeiros competições do ano se aproximam. Como estão os preparativos?
Paulista - Muitos funcionários da Secretaria se encontram em período de férias e só retornam durante a semana. Eles já tinham preparado tudo para a Corrida da Comarca e a Volta ao Cristo e faltam apenas pequenos ajustes. Estou tranquilo em relação a isto e tenho certeza que o ano começa com dois grandes eventos. Será uma temporada muito bem feita e com algumas novidades, como a tecnologia em prol do esporte. Em breve a Secretaria será informatizada e todos os resultados dos jogos estarão disponíveis online.
Abandono do parque municipal é o maior desafio da Secretaria de Esportes
Poços de Caldas, MG – “O parque possui vários atrativos, como quadras, pista de bicicross, pista de cooper, pista de skate, mesa para jogos de dama e xadrez, palco fixo, parquinhos infantis, campo de futebol, lago artificial, quiosques e aparelhos para ginástica. Tudo isto em meio a canteiros de rosas, hortênsias e pinheiros”. Este texto faz parte de uma propaganda que é facilmente encontrada no mecanismo de busca online Google. Não é mentira. O Parque Municipal Antônio Molinari tem realmente tudo o que está descrito. O grande problema é que tudo está num estado de abandono impressionante. A reportagem visitou o local na tarde de ontem e constatou inúmeros e graves problemas que se tornam um dos maiores desafios da Secretaria de Esportes.
Além do estado de abandono, podem ser vistos sinais de vandalismo, arquibancadas completamente destruídas, entre outros problemas. Segundo alguns moradores das proximidades, depois que o vigia que toma conta do local vai embora, por volta das 22h, grupos de rapazes entram no local por buracos na cerca e ficam a noite toda no parque. Eles chegaram a danificar a porta de proteção do padrão de luz para acenderem os refletores. A finalidade neste caso vai além de uma simples partida de futebol e, segundo os moradores, ali acontece de tudo.
A reportagem procurou o secretário de Esportes Wellington Guimarães, o Paulista, que comentou sobre o assunto e prometeu muito empenho para resolver os problemas. “Vamos, em parceria com a Secretaria Municipal de Obras, buscar solucionar os problemas no parque e também no Country Club, que encontra numa situação muito ruim. Sabemos da importância destas praças esportivas para a comunidade e elas precisam estar em boas condições de uso. Assumimos a Secretaria agora e por isso vai demorar um pouco para conseguir solucionar os problemas, mas podem ter certeza que vamos nos dedicar para acabar com este estado de abandono”, falou Paulista.
Outros problemas
Paulista salientou que o parque municipal é um dos problemas mais graves, porém, quase 100% das praças esportivas municipais se encontram na mesma situação. Todas enfrentam problemas de segurança, tráfico de drogas, má conservação. O mais grave é que todas precisam de soluções urgentes e a Secretaria tem um orçamento bastante apertado. Além do mais, alguns serviços dependem da Secretaria de Obras, que também está sobrecarregada com outras diversas situações encontradas pela cidade. “Estamos visitando as praças esportivas, analisando todos os problemas e vamos correr para buscar as soluções. Se o dinheiro da Secretaria for curto para resolver, vamos também atrás de parcerias público-privadas. O que eu garanto é que do jeito que está não vai ficar”, finalizou Paulista.
Além do estado de abandono, podem ser vistos sinais de vandalismo, arquibancadas completamente destruídas, entre outros problemas. Segundo alguns moradores das proximidades, depois que o vigia que toma conta do local vai embora, por volta das 22h, grupos de rapazes entram no local por buracos na cerca e ficam a noite toda no parque. Eles chegaram a danificar a porta de proteção do padrão de luz para acenderem os refletores. A finalidade neste caso vai além de uma simples partida de futebol e, segundo os moradores, ali acontece de tudo.
A reportagem procurou o secretário de Esportes Wellington Guimarães, o Paulista, que comentou sobre o assunto e prometeu muito empenho para resolver os problemas. “Vamos, em parceria com a Secretaria Municipal de Obras, buscar solucionar os problemas no parque e também no Country Club, que encontra numa situação muito ruim. Sabemos da importância destas praças esportivas para a comunidade e elas precisam estar em boas condições de uso. Assumimos a Secretaria agora e por isso vai demorar um pouco para conseguir solucionar os problemas, mas podem ter certeza que vamos nos dedicar para acabar com este estado de abandono”, falou Paulista.
Outros problemas
Paulista salientou que o parque municipal é um dos problemas mais graves, porém, quase 100% das praças esportivas municipais se encontram na mesma situação. Todas enfrentam problemas de segurança, tráfico de drogas, má conservação. O mais grave é que todas precisam de soluções urgentes e a Secretaria tem um orçamento bastante apertado. Além do mais, alguns serviços dependem da Secretaria de Obras, que também está sobrecarregada com outras diversas situações encontradas pela cidade. “Estamos visitando as praças esportivas, analisando todos os problemas e vamos correr para buscar as soluções. Se o dinheiro da Secretaria for curto para resolver, vamos também atrás de parcerias público-privadas. O que eu garanto é que do jeito que está não vai ficar”, finalizou Paulista.
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