Poços de Caldas,MG - No domingo aconteceu mais uma rodada do Campeonato Interestadual de Malha.
Confira os jogos: Juventude 4x6 Poços de Caldas, São Sebastião da Grama 4x6 Nova Aurora e Mococa 8x2 Escala Bar.
terça-feira, 4 de julho de 2017
Copa do Comércio e Supermercados
Confira os resultados dos jogos da competição organizada por Antônio Carlos Junita: Arco Iris 5x4 Unimed e Amigos 4x2 Café Vovó Chica.
Resultados da equipe da Prefeitura na Corrida da Apae
A equipe de pedestrianismo da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas –Projeto do Amanhã, participou no último final de semana da 6ª Corrida Apae. A equipe conta com supervisão administrativa de Miranel de Oliveira Domingos e supervisão técnica de Joana D`Arc Geremias Pelozzi e agradece ao colaborador Eletrochoque.
Corrida 5 KM
Laís de Oliveira Domingos –
4º lugar categoria 14 a 29 anos
Miranel de Oliveira Domingos –
4º lugar categoria 50 a 59 anos
Leonardo Nascimento Venâncio –
8º lugar categoria 14 a 29 anos
Lucas Ferreira de Carvalho –
15º lugar categoria 14 a 29 anos
Célio Custódio de Lima –
5º lugar categoria 50 a 59 anos
Luiz Roberto Domingos –
18º lugar categoria 50 a 59 anos
Corrida 10KM
Luiz Felipe de Oliveira Domingos- 2º colocado geral
Valdir da Silva – 1º lugar – 40 a 49 anos
Corrida 5 KM
Laís de Oliveira Domingos –
4º lugar categoria 14 a 29 anos
Miranel de Oliveira Domingos –
4º lugar categoria 50 a 59 anos
Leonardo Nascimento Venâncio –
8º lugar categoria 14 a 29 anos
Lucas Ferreira de Carvalho –
15º lugar categoria 14 a 29 anos
Célio Custódio de Lima –
5º lugar categoria 50 a 59 anos
Luiz Roberto Domingos –
18º lugar categoria 50 a 59 anos
Corrida 10KM
Luiz Felipe de Oliveira Domingos- 2º colocado geral
Valdir da Silva – 1º lugar – 40 a 49 anos
Com recorde de inscrições, Corrida da Apae é realizada
Poços de Caldas,MG - Foi realizada no final de semana a sexta edição da Corrida da Apae. A prova teve 784 inscritos e bateu o recorde de competidores que disputaram as distâncias de cinco e dez quilômetros. Os vencedores dos cinco quilômetros foram Rafael Fernandes e Sueli Maria. Nos dez quilômetros Fernando Sandi e Mislene Aparecida chegaram na frente.
Bombeiros
Todos os anos o Corpo de Bombeiros de Poços de Caldas apoia o evento com militares do serviço Operacional e Administrativo, dando respaldo tanto à segurança do evento, com uma Unidade de Resgate que fica pronta para os atendimentos pré-hospitalares, como também em sua organização.
No percurso de 5 Km, é dado apoio pelos bombeiros aos portadores de necessidades especiais que realizam a prova. Um ato de amor e carinho, que é traduzido na satisfação e alegria dos participantes, que se divertem durante a prova e na chegada mostram um sorriso que conforta a alma. Ao todo, oito portadores de necessidades especiais participaram do evento.
Três participantes realizaram a prova em cadeiras de rodas e dois estavam em triciclos. Além destes, três participantes que não possuem limitação motora, mas que precisam de acompanhamento durante a prova foram assistidos pelos Bombeiros, durante o percurso.
O Capitão BM Douglas Martins Soares, que participou de todas as edições da Corrida da APAE, e sua parceira de corrida, senhora Luciana, realizaram o percurso de 5 Km em 36 minutos. O Comandante da 1ª Companhia Independente de Bombeiros em Poços de Caldas, Major BM Edirlei Viana da Silva, esteve presente no local. “Esse ano foi especial para nós, pois a prova foi realizada no dia do Bombeiro, profissão de constante devotamento ao próximo e à vida”, disse o comandante.
Bombeiros
Todos os anos o Corpo de Bombeiros de Poços de Caldas apoia o evento com militares do serviço Operacional e Administrativo, dando respaldo tanto à segurança do evento, com uma Unidade de Resgate que fica pronta para os atendimentos pré-hospitalares, como também em sua organização.
No percurso de 5 Km, é dado apoio pelos bombeiros aos portadores de necessidades especiais que realizam a prova. Um ato de amor e carinho, que é traduzido na satisfação e alegria dos participantes, que se divertem durante a prova e na chegada mostram um sorriso que conforta a alma. Ao todo, oito portadores de necessidades especiais participaram do evento.
Três participantes realizaram a prova em cadeiras de rodas e dois estavam em triciclos. Além destes, três participantes que não possuem limitação motora, mas que precisam de acompanhamento durante a prova foram assistidos pelos Bombeiros, durante o percurso.
O Capitão BM Douglas Martins Soares, que participou de todas as edições da Corrida da APAE, e sua parceira de corrida, senhora Luciana, realizaram o percurso de 5 Km em 36 minutos. O Comandante da 1ª Companhia Independente de Bombeiros em Poços de Caldas, Major BM Edirlei Viana da Silva, esteve presente no local. “Esse ano foi especial para nós, pois a prova foi realizada no dia do Bombeiro, profissão de constante devotamento ao próximo e à vida”, disse o comandante.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Campeonatos de truco e de futebol feminino vão agitar agosto
Poços de Caldas, MG - A Secretaria Municipal de Esportes preparou dois campeonatos para o mês de agosto. Um deles é o 13º Campeonato Municipal de Truco, que vai acontecer dia 6 de agosto, às 9h, no ginásio poliesportivo Arthur de Mendonça Chaves.
As inscrições estão abertas e devem ser feitas na Secretaria Municipal de Esportes (rua São José, 345, Country Club), das 12h às 18h, de segunda a sexta. A taxa por dupla é de R$ 30. Podem inscrever-se duplas masculinas, femininas e mistas. A premiação inclui R$ 1.200 para os vencedores, além de troféus. Já a dupla vice-campeã receberá R$ 800, os terceiros colocados, R$ 600, e, o quarto lugar, R$ 400. As inscrições vão até o dia 3 de agosto.
De acordo com o regulamento, as partidas seguirão tabela preestabelecida pela organização, com eliminatória simples. Como acontece em toda edição, o campeonato de truco deve durar até o começo da noite. A premiação será feita logo após o anúncio da dupla campeã.
Um dia antes do truco (5), haverá o 1º Campeonato Municipal de Futsal de Feminino Adulto. A abertura será às 13h30, também no poliesportivo. Todos os times femininos da cidade podem se inscrever.
As jogadoras devem ter mais de 14 anos. A inscrição é gratuita e deve ser feita também na Secretaria de Esportes, das 12h às 18h. O prazo vai até o dia 27 deste mês. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3697-2082.
As inscrições estão abertas e devem ser feitas na Secretaria Municipal de Esportes (rua São José, 345, Country Club), das 12h às 18h, de segunda a sexta. A taxa por dupla é de R$ 30. Podem inscrever-se duplas masculinas, femininas e mistas. A premiação inclui R$ 1.200 para os vencedores, além de troféus. Já a dupla vice-campeã receberá R$ 800, os terceiros colocados, R$ 600, e, o quarto lugar, R$ 400. As inscrições vão até o dia 3 de agosto.
De acordo com o regulamento, as partidas seguirão tabela preestabelecida pela organização, com eliminatória simples. Como acontece em toda edição, o campeonato de truco deve durar até o começo da noite. A premiação será feita logo após o anúncio da dupla campeã.
Um dia antes do truco (5), haverá o 1º Campeonato Municipal de Futsal de Feminino Adulto. A abertura será às 13h30, também no poliesportivo. Todos os times femininos da cidade podem se inscrever.
As jogadoras devem ter mais de 14 anos. A inscrição é gratuita e deve ser feita também na Secretaria de Esportes, das 12h às 18h. O prazo vai até o dia 27 deste mês. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3697-2082.
domingo, 2 de julho de 2017
“Tem setor da Caldense que quer acabar com o futebol”, diz diretor
Poços de Caldas, MG - O Mantiqueira entrevista neste domingo o diretor de marketing da Caldense Victor Hugo Xavier. Ele se afastou do futebol depois da saída de Alex Joaquim. Nesta conversa ele explica os motivos, aborda temas polêmicos, como um possível fim do futebol profissional do clube, divisão de base e o desaparecimento da torcida nos últimos jogos. Confira.
Mantiqueira - Qual a sua avaliação sobre o trabalho do departamento de Marketing nesta temporada?
Victor Hugo Xavier - Considero que este ano superamos as nossas próprias expectativas, a Caldense disputou três competições importantes, Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da série D e em todas elas captamos patrocinadores para os espaços na camisa oficial e placas de publicidade no interior do Estádio Ronaldão. Conseguimos arrecadar mais de R$ 400.000 para a Caldense, valor bastante expressivo considerando a retração nos investimentos das empresas e o momento complicado da economia do país. Este aporte contribuiu para que o nosso orçamento fosse coberto com recursos do próprio futebol profissional sem a necessidade da utilização de recursos do clube social. Fiquei muito satisfeito, nem em 2015, quando a Caldense disputou a final do campeonato e foi vice-campeã mineira arrecadamos tanto.
Mantiqueira - A Caldense foi desclassificada e não passou sequer da primeira fase do Campeonato Brasileiro da série D, em sua opinião, o que pode ter acontecido?
Victor Hugo Xavier - Foi uma decepção, frustrante mesmo, aquele time foi montado não somente para conquistar o acesso para a série C, mas para ir além, ser campeão brasileiro da série D este ano, a atmosfera dentro do CT girava em torno disso, a confiança era grande. Pela primeira vez desde que a Caldense disputa a série D do Brasileiro foi possível manter a totalidade dos nossos principais jogadores e toda a comissão técnica que disputou o Mineiro e ainda trouxemos reforços importantes de outras equipes. No “papel” estávamos com um time ainda melhor do que o do Campeonato Mineiro, quando enfrentamos Cruzeiro, Atlético e América e conseguimos chegar à quinta colocação. Na teoria, enfrentar somente times do mesmo porte e orçamento parecidos com o da Caldense nos daria reais chances de conquistar o Campeonato Brasileiro da série D. Em minha opinião, o fator determinante foi o episódio interno acontecido no clube que causou a saída do gerente Alex Joaquim e todos os desdobramentos que o fato gerou. Estávamos a dez dias da estreia no campeonato, existia um clima de grande euforia no CT com a possibilidade de realizar um grande campeonato, depois do fato perdemos quase uma semana inteira de trabalhos, o jogo treino contra o XV de Piracicaba foi cancelado na véspera, nosso principal jogador Ewerton Maradona foi embora, um clima de insegurança e incertezas com relação a tudo se estabeleceu dentro do CT. Eu percebi o emocional de todo o grupo muito abalado. A consequência de todos estes fatores afetou o desempenho da Caldense nos primeiros jogos, as derrotas vieram e depois não deu mais tempo de recuperar.
Mantiqueira - Você também fazia parte da comissão do futebol, após a saída do Alex não foi mais visto no CT. Por quê?
Victor Hugo Xavier - Eu estava junto com o Alex desde novembro, trabalhamos na montagem do time e comissão técnica para o Campeonato Mineiro. Acredito que tivemos sucesso, dos quatro objetivos possíveis a Caldense conquistou três, não correu risco de rebaixamento em nenhum momento, conquistou vaga para a Copa do Brasil em 2018 e conquistou vaga para o Brasileiro da série D em 2018, terminando na quinta colocação vencendo o Atlético Mineiro na última rodada e só não chegou ao quadrangular porque um resultado entre Tombense e URT não a favoreceu. Para o Campeonato Brasileiro da série D não foi diferente, conversamos diariamente sobre a montagem do time e a necessidade que tínhamos de tentar manter os principais jogadores do Mineiro e reforçar mais ainda. O objetivo era mesmo ser campeão. Como trabalhávamos muito junto e tínhamos as mesmas convicções, com a saída do Alex eu preferi me afastar e me dedicar exclusivamente ao marketing da Caldense, priorizando a renovação dos contratos de patrocínio para o Campeonato Brasileiro da série D, que eram de grande importância para ajudar no orçamento do futebol profissional.
Mantiqueira - Existe mesmo uma ala dentro da Caldense que quer o fim do Futebol? Isso interfere nos resultados?
Victor Hugo Xavier - Infelizmente existe, porque acabar com o futebol da Caldense não é só extingui-lo, a queda da Caldense para uma segunda, terceira divisão em Minas também pode levar ao fim. Eu percebo que algumas pessoas dentro da Caldense não se importam com este risco que todos os anos assombra a Veterana, como a qualquer outra equipe de baixo orçamento. O rebaixamento acaba com a cota da televisão e patrocínios, enfim, as receitas vão a zero. Para retornar à primeira divisão será necessária a utilização de 100% de recursos do clube social e isso muitos não vão aprovar. Mas a Caldense é grande demais, está acima de qualquer um, tem 92 anos de história, muita tradição, uma camisa forte e uma estrutura invejável. A Caldense tem vocação para ser ainda maior, mas é preciso ter projeto, ter unidade dentro do clube, todos, conselho fiscal, conselho deliberativo, diretoria e presidência têm que verdadeiramente querer chegar, têm que estar fechados, isso gera segurança dentro de qualquer elenco de futebol profissional e reflete diretamente nos resultados. Oposição e ideias diferentes sempre vão existir e são mais que necessárias desde que convertam para o mesmo objetivo final, que é ver a Caldense um dia disputando pelo menos o Campeonato Brasileiro da Série B.
Mantiqueira - Qual a sua impressão sobre a Caldense voltar com as categorias de base?
Victor Hugo Xavier - Eu penso que merece um estudo maior, são muitas questões que envolvem crianças e adolescentes de certa forma vinculados ao clube, existem dificuldades legais. O trabalho também é a médio e longo prazo, não se revela jogadores em nível de competição do dia para a noite, é uma utopia acreditar que teremos jogadores para disputar o próximo Campeonato Mineiro com início em fevereiro de 2018 oriundos de peneiras ou trabalho de base iniciado em agosto deste ano. O Campeonato Mineiro é na realidade um torneio e muito perigoso porque tem descenso, a diferença entre se classificar e ser rebaixado às vezes pode ser quatro ou cinco pontos. Não se pode fazer experiências, é um risco ficar testando jogadores de pouca tarimba que não têm histórico de disputa de campeonatos de alto nível técnico e de competição. No Mineiro é assim, com duas, três derrotas seguidas o time passa a correr sérios riscos de rebaixamento, dificilmente se recupera, não tem perdão, a margem de erro é mínima.
Mantiqueira - E a torcida da Caldense, por onde ela anda?
Victor Hugo Xavier - A Caldense tem uma torcida gigante, o público dos últimos jogos não reflete a realidade, vamos lembrar a invasão em Varginha da nossa torcida na final do Campeonato Mineiro de 2015, quando em diversos momentos silenciamos a torcida do Atlético Mineiro. Penso que a Caldense não deve reclamar do baixo público, temos que entender as razões que levam a isso. A Caldense ficou por muitos anos disputando só o Campeonato Mineiro, que dura três meses, e fazendo apenas de 5 a 6 jogos por ano. Isso foi afastando o torcedor, foram muitos anos assim, agora temos que acostumar novamente a torcida com o futebol o ano inteiro e a torcida da Caldense também tem sua própria característica, é muito emocional, ela vai no embalo do time, vai crescendo conforme as vitórias vão acontecendo, e se afasta com as derrotas. Acompanho a Caldense desde criança e bastam duas vitórias seguidas e o público da partida seguinte no Ronaldão já aumenta consideravelmente. Você tem dúvidas que se a Caldense chegasse à final do Campeonato Brasileiro da série D este ano o Ronaldão ficaria completamente lotado? Então temos torcida sim! O que precisa acontecer é a torcida acreditar no projeto da diretoria para obter o acesso a divisões superiores, série “C”, “B” ou até mesmo a “A”, por que não? E ter a certeza que a Caldense quer realmente lutar até o fim para um dia se inserir de forma definitiva na elite do futebol brasileiro.
Mantiqueira - Qual a sua avaliação sobre o trabalho do departamento de Marketing nesta temporada?
Victor Hugo Xavier - Considero que este ano superamos as nossas próprias expectativas, a Caldense disputou três competições importantes, Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da série D e em todas elas captamos patrocinadores para os espaços na camisa oficial e placas de publicidade no interior do Estádio Ronaldão. Conseguimos arrecadar mais de R$ 400.000 para a Caldense, valor bastante expressivo considerando a retração nos investimentos das empresas e o momento complicado da economia do país. Este aporte contribuiu para que o nosso orçamento fosse coberto com recursos do próprio futebol profissional sem a necessidade da utilização de recursos do clube social. Fiquei muito satisfeito, nem em 2015, quando a Caldense disputou a final do campeonato e foi vice-campeã mineira arrecadamos tanto.
Mantiqueira - A Caldense foi desclassificada e não passou sequer da primeira fase do Campeonato Brasileiro da série D, em sua opinião, o que pode ter acontecido?
Victor Hugo Xavier - Foi uma decepção, frustrante mesmo, aquele time foi montado não somente para conquistar o acesso para a série C, mas para ir além, ser campeão brasileiro da série D este ano, a atmosfera dentro do CT girava em torno disso, a confiança era grande. Pela primeira vez desde que a Caldense disputa a série D do Brasileiro foi possível manter a totalidade dos nossos principais jogadores e toda a comissão técnica que disputou o Mineiro e ainda trouxemos reforços importantes de outras equipes. No “papel” estávamos com um time ainda melhor do que o do Campeonato Mineiro, quando enfrentamos Cruzeiro, Atlético e América e conseguimos chegar à quinta colocação. Na teoria, enfrentar somente times do mesmo porte e orçamento parecidos com o da Caldense nos daria reais chances de conquistar o Campeonato Brasileiro da série D. Em minha opinião, o fator determinante foi o episódio interno acontecido no clube que causou a saída do gerente Alex Joaquim e todos os desdobramentos que o fato gerou. Estávamos a dez dias da estreia no campeonato, existia um clima de grande euforia no CT com a possibilidade de realizar um grande campeonato, depois do fato perdemos quase uma semana inteira de trabalhos, o jogo treino contra o XV de Piracicaba foi cancelado na véspera, nosso principal jogador Ewerton Maradona foi embora, um clima de insegurança e incertezas com relação a tudo se estabeleceu dentro do CT. Eu percebi o emocional de todo o grupo muito abalado. A consequência de todos estes fatores afetou o desempenho da Caldense nos primeiros jogos, as derrotas vieram e depois não deu mais tempo de recuperar.
Mantiqueira - Você também fazia parte da comissão do futebol, após a saída do Alex não foi mais visto no CT. Por quê?
Victor Hugo Xavier - Eu estava junto com o Alex desde novembro, trabalhamos na montagem do time e comissão técnica para o Campeonato Mineiro. Acredito que tivemos sucesso, dos quatro objetivos possíveis a Caldense conquistou três, não correu risco de rebaixamento em nenhum momento, conquistou vaga para a Copa do Brasil em 2018 e conquistou vaga para o Brasileiro da série D em 2018, terminando na quinta colocação vencendo o Atlético Mineiro na última rodada e só não chegou ao quadrangular porque um resultado entre Tombense e URT não a favoreceu. Para o Campeonato Brasileiro da série D não foi diferente, conversamos diariamente sobre a montagem do time e a necessidade que tínhamos de tentar manter os principais jogadores do Mineiro e reforçar mais ainda. O objetivo era mesmo ser campeão. Como trabalhávamos muito junto e tínhamos as mesmas convicções, com a saída do Alex eu preferi me afastar e me dedicar exclusivamente ao marketing da Caldense, priorizando a renovação dos contratos de patrocínio para o Campeonato Brasileiro da série D, que eram de grande importância para ajudar no orçamento do futebol profissional.
Mantiqueira - Existe mesmo uma ala dentro da Caldense que quer o fim do Futebol? Isso interfere nos resultados?
Victor Hugo Xavier - Infelizmente existe, porque acabar com o futebol da Caldense não é só extingui-lo, a queda da Caldense para uma segunda, terceira divisão em Minas também pode levar ao fim. Eu percebo que algumas pessoas dentro da Caldense não se importam com este risco que todos os anos assombra a Veterana, como a qualquer outra equipe de baixo orçamento. O rebaixamento acaba com a cota da televisão e patrocínios, enfim, as receitas vão a zero. Para retornar à primeira divisão será necessária a utilização de 100% de recursos do clube social e isso muitos não vão aprovar. Mas a Caldense é grande demais, está acima de qualquer um, tem 92 anos de história, muita tradição, uma camisa forte e uma estrutura invejável. A Caldense tem vocação para ser ainda maior, mas é preciso ter projeto, ter unidade dentro do clube, todos, conselho fiscal, conselho deliberativo, diretoria e presidência têm que verdadeiramente querer chegar, têm que estar fechados, isso gera segurança dentro de qualquer elenco de futebol profissional e reflete diretamente nos resultados. Oposição e ideias diferentes sempre vão existir e são mais que necessárias desde que convertam para o mesmo objetivo final, que é ver a Caldense um dia disputando pelo menos o Campeonato Brasileiro da Série B.
Mantiqueira - Qual a sua impressão sobre a Caldense voltar com as categorias de base?
Victor Hugo Xavier - Eu penso que merece um estudo maior, são muitas questões que envolvem crianças e adolescentes de certa forma vinculados ao clube, existem dificuldades legais. O trabalho também é a médio e longo prazo, não se revela jogadores em nível de competição do dia para a noite, é uma utopia acreditar que teremos jogadores para disputar o próximo Campeonato Mineiro com início em fevereiro de 2018 oriundos de peneiras ou trabalho de base iniciado em agosto deste ano. O Campeonato Mineiro é na realidade um torneio e muito perigoso porque tem descenso, a diferença entre se classificar e ser rebaixado às vezes pode ser quatro ou cinco pontos. Não se pode fazer experiências, é um risco ficar testando jogadores de pouca tarimba que não têm histórico de disputa de campeonatos de alto nível técnico e de competição. No Mineiro é assim, com duas, três derrotas seguidas o time passa a correr sérios riscos de rebaixamento, dificilmente se recupera, não tem perdão, a margem de erro é mínima.
Mantiqueira - E a torcida da Caldense, por onde ela anda?
Victor Hugo Xavier - A Caldense tem uma torcida gigante, o público dos últimos jogos não reflete a realidade, vamos lembrar a invasão em Varginha da nossa torcida na final do Campeonato Mineiro de 2015, quando em diversos momentos silenciamos a torcida do Atlético Mineiro. Penso que a Caldense não deve reclamar do baixo público, temos que entender as razões que levam a isso. A Caldense ficou por muitos anos disputando só o Campeonato Mineiro, que dura três meses, e fazendo apenas de 5 a 6 jogos por ano. Isso foi afastando o torcedor, foram muitos anos assim, agora temos que acostumar novamente a torcida com o futebol o ano inteiro e a torcida da Caldense também tem sua própria característica, é muito emocional, ela vai no embalo do time, vai crescendo conforme as vitórias vão acontecendo, e se afasta com as derrotas. Acompanho a Caldense desde criança e bastam duas vitórias seguidas e o público da partida seguinte no Ronaldão já aumenta consideravelmente. Você tem dúvidas que se a Caldense chegasse à final do Campeonato Brasileiro da série D este ano o Ronaldão ficaria completamente lotado? Então temos torcida sim! O que precisa acontecer é a torcida acreditar no projeto da diretoria para obter o acesso a divisões superiores, série “C”, “B” ou até mesmo a “A”, por que não? E ter a certeza que a Caldense quer realmente lutar até o fim para um dia se inserir de forma definitiva na elite do futebol brasileiro.
Vulcão vence seleção de Três Pontas em jogo preparatório para a segunda divisão
Poços de Caldas, MG - O Poços de Caldas Futebol Clube, Vulcão, fez ontem seu primeiro jogo-treino preparatório para o Campeonato Mineiro da segunda divisão. Jogando no estádio municipal de Caldas, a equipe comandada por Marcelo Albino venceu a seleção de Três Pontas por 2x0. Os gols foram marcados por Lucas Rufino e Ferrugem, cobrando pênalti. O destaque foi a presença da torcida que apareceu em bom número e incentivou o time o tempo todo.
O Vulcão estreia no Campeonato Mineiro da segunda divisão domingo, dia 30 de julho, às 10h, no estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira. A partida será contra o Atlético Mineiro (B).
Ainda este mês a equipe deverá realizar mais jogos-treinos, sendo que pelo menos um deles será no Ronaldão.
O Vulcão estreia no Campeonato Mineiro da segunda divisão domingo, dia 30 de julho, às 10h, no estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira. A partida será contra o Atlético Mineiro (B).
Ainda este mês a equipe deverá realizar mais jogos-treinos, sendo que pelo menos um deles será no Ronaldão.
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