terça-feira, 27 de abril de 2021

Comitê Covid-19 amplia horários para esportes coletivos

Poços de Caldas, MG – O Comitê Covid-19 modificou horários em alguns setores. Nas atividades autorizadas a funcionar todos os dias das 5h às 23h foram incluídos os esportes coletivos. No caso das aulas extracurriculares (ballet, música, informática ou cursos de idiomas) que podem receber os alunos presencialmente, eles só poderão permanecer em atividade por no máximo três horas no estabelecimento, independente de estarem matriculados em outros cursos. Deve-se ainda respeitar os protocolos de saúde e segurança estabelecidos pelo Comitê. O horário de funcionamento autorizado é de segunda a sábado, das 10h às 19h, e aos domingos, das 6h às 15h.

Atleta de ginástica rítmica do Vulcão conquista dois ouros em Torneio Internacional online

 Poços de Caldas, MG - No último final de semana a atleta de ginástica rítmica do Vulcão, Lara Bastos Silva, conquistou dois ouros em Torneio Internacional online. A jovem ginasta ficou com o títulos nas categorias “mãos livres” e “maças”.

O “Torneio Internacional online de Ginástica Rítmica” reuniu participantes de países como Brasil, México, Espanha, Grécia  e Filipinas e Lara obteve a nota 22,150 na categoria “mãos livres” e “21,135” na “maças”, conquistando dois ouros. “Eu acho que é mais fácil no caso de ser online porque não tem tanta pessoa te olhando, mas eu prefiro no presencial porque tem mais emoção”, revelou a ginasta ao falar do formato da disputa. “Gostei muito de ter chegado em primeiro lugar. Não foi tão difícil como eu pensava”, acrescentou Lara avaliando a disputa.

Lara subiu dois pontos na “mãos livres” em relação à nota obtida ano passado, um aumento expressivo, segundo seu treinador, Branco Cardoso. “Ano passado ela participou de quatro [competições] e ela foi campeã em algumas. Os torneios são de forma online, em tempo real. As ginastas, cada uma compete em seu espaço e apresentam em tempo real”, explicou o técnico.

Esse ano Lara ainda competirá no Torneio Internacional de Baku, no Azerbaijão, e da Copa Brasil, que terá 2 etapas.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Rovilson Ribeiro diz que futuro do futebol seria incerto sem parceria

Poços de Caldas, MG - A Caldense encerrou sua participação no Campeonato Mineiro de 2021 no último domingo com uma derrota para o rebaixado Boa Esporte. O Mantiqueira procurou o presidente do clube Rovilson Jesus Ribeiro, que colocou seu ponto de vista sobre a temporada. Ele falou sobre a eliminação das finais, a importância da parceria, críticas de torcedores e assuntos diversos, como a situação financeira do clube.


Mantiqueira - Que balanço o senhor faz sobre a participação da Caldense no Campeonato Mineiro?

Rovilson Jesus Ribeiro - Na verdade, não tem como esconder que fiquei chateado com a campanha, pois a gente sempre almeja estar entre os quatro. É uma posição que nos garante pelo menos um jogo de Copa do Brasil, que gera uma receita importante para o clube e isso faz muita diferença para um time do interior. Avalio que não fomos felizes neste final e acabamos perdendo jogos que não eram para ser perdidos. Quando o campeonato se iniciou tínhamos pela frente uma tabela muito difícil, mas acabamos revertendo a situação tornando a tabela favorável ao ganhar os jogos dos três grandes com apresentações convincentes. Acabamos não indo bem diante dos times do mesmo porte nosso e isso fez diferença neste final. Deixamos escapar a nossa classificação dentro de casa e contra times do mesmo porte. Foram resultados muito ruins, como a derrota dentro de casa para o Uberlândia, o empate em casa contra a Patrocinense e dois dolorosos 3x1 diante de URT e Pouso Alegre, fora de Poços. Jogos que custaram nossa classificação.


Mantiqueira - A Caldense merecia sorte melhor?

Rovilson Ribeiro - De forma alguma, não jogamos para merecer a classificação. Temos que entender que não fomos merecedores de estar entre os quatro, precisamos admitir este choque de realidade. Mas a gente sabe que os times do interior enfrentam grandes dificuldades. Tirando os grandes e colocando neste bolo o Tombense, que está forte, os demais lutam para se manter na primeira divisão, este é o primeiro objetivo. Não é que a gente queira só isso, mas ele é o primeiro objetivo. O segundo é ficar entre os quatro. Conseguimos o primeiro objetivo e conquistamos a vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D de 2022. O balanço geral tem dois objetivos alcançados, mas a decepção fica por conta da forma que deixamos de estar na semifinal, já que como a vaga nos escapou nos magoou e vamos ter que rever algumas situações. Conversaremos bastante internamente.


Mantiqueira - Seria uma mudança de pensamento na forma de trabalho?

Rovilson Ribeiro - Precisamos conversar, mas o trabalho feito deu resultados melhores que nos últimos anos, tanto no campo quanto financeiramente. Se levantarmos os últimos 10 anos da Caldense os custos do futebol eram muito altos e os resultados nem sempre o que a torcida esperava. Muitas vezes o resultado era pior com o time beirando a zona de rebaixamento. Claro que temos que destacar 2015, quando foi montado um time diferenciado e só não foi campeão porque foi prejudicado na final contra o Atlético. Aquele time era merecedor do título e não podemos deixar de destacar. Foi um ano muito bacana para o futebol, mas era um time que teve um alto custo para o clube e que nos tempos atuais não podemos ter de forma alguma. Agora, entendo as críticas em relação ao time deste ano e a forma com que ele deixou a classificação escapar, mas não podemos falar que foi terra arrasada e que está tudo acabado. Não disputamos para cair e disputamos até a última rodada uma vaga entre os quatro melhores.


Mantiqueira - Existe risco de acabar a parceria? Que balanço o senhor faz deste trabalho?

Rovilson Ribeiro - Vamos seguir com a parceria este ano para a disputa da Série D, mas vamos conversar com eles e acertar outros detalhes. Quero deixar bem claro para nossos torcedores e associados que a parte administrativa é da Caldense e a parte deles é trazer os jogadores e estes atletas chegam com um custo mais baixo para o clube. Isto é muito importante, já que com a pandemia o clube perdeu muito de sua receita por medidas como baixar a taxa, que tivemos que fazer para ajudar o associado e com isso a queda de recursos foi grande. Se não tivéssemos esta parceria não sei o que seria da Caldense e muito menos o que estaríamos falando hoje. Talvez estaríamos conversando sobre coisas piores que teriam acontecido no futebol da Associação Atlética Caldense. A parceria, sendo tratada com calma e falando com a razão, foi e está sendo muito importante para a manutenção do futebol profissional da Caldense.


Mantiqueira - Como o senhor vê as críticas de torcedores que se manifestam descontentes com o trabalho feito no futebol? Eles questionam o clube e a parceria.

Rovilson Ribeiro - Não é a parceria que manda, é a Caldense. A comissão técnica não é mais da parceria e contratada e paga pela Caldense, mas sei dos comentários feitos por grupos de torcedores e quero deixar claro que entendo o questionamento deles, como torcedores eles podem se manifestar, temos total respeito por eles e sei o quanto ficam frustrados quando um objetivo maior não é alcançado. Mas quero dizer aos torcedores que estamos procurando fazer o melhor para que possamos manter o futebol profissional da Caldense na elite do Campeonato Mineiro e disputando bem uma Série D. A gente hoje tem futebol o ano inteiro, mas sempre queremos algo a mais, porém, nem sempre é possível. Não vou recriminar críticas de torcedores e estamos tão chateados quanto eles, mas como disse antes, nada é tão terra arrasada assim e temos realizado algumas coisas boas.


Mantiqueira - Agora vem o Troféu Inconfidência. Por que foi definido que será um jogo só?

Rovilson Ribeiro - Vamos jogar em Pouso Alegre em partida única sem vantagens. Caso empate, o jogo será definido nos pênaltis. Foi decidido por partida única pelo custo, já que as dificuldades financeiras dos times pequenos são grandes. A cada jogo o dono da casa tem um custo de mais de vinte e cinco mil reais só pela mobilização para a partida, fora outros gastos, como testagem de jogadores, entre outros. Por isso houve um consenso de decidir em partida única para minimizar prejuízos financeiros.


Mantiqueira - E depois vem o Brasileiro. Como estão as conversas para a montagem do time?

Rovilson Ribeiro - Entre esta semana e a próxima vamos nos reunir para discutirmos o planejamento para o Campeonato Brasileiro. É um campeonato cuja fórmula de disputa é mais longa e vamos precisar olhar pela parte econômica e este trabalho será feito com os pés no chão para que a gente não traga nenhum prejuízo financeiro para a Associação Atlética Caldense.


Mantiqueira - E como anda a saúde financeira do clube?

Rovilson Ribeiro - Graças a Deus, mesmo com todas as dificuldades da pandemia estamos vivendo. Conseguimos realizar várias melhorias no clube, como o término da academia, uma obra muito importante e de grande utilização para nossos associados. Todas as contas estão pagas, não devemos nada, mesmo com a grande queda de receita que vem desde 2020, um prejuízo na ordem de dois milhões e meio. Mesmo assim, estamos com as contas em dia e dentro de todas as dificuldades encontradas o clube está muito tranquilo, tanto na parte social quanto no futebol. Acredito que ainda vamos viver 2021 com dificuldades, mas a hora que a vacinação atingir a maior parte da população vamos ter uma melhora.


Mantiqueira - Como está sendo o atendimento? O que está à disposição do associado?

Rovilson Ribeiro - O clube está totalmente aberto e sempre observando os critérios e protocolos do comitê da covid de Poços, como uso de máscara, aferição de temperatura, álcool em gel e o agendamento para as práticas esportivas. O Piano´s Bar está aberto com redução de usuários. Não estão funcionando no clube no momento a piscina para banho de sol, a sauna e, claro, os eventos sociais, como o baile de sexta-feira. A piscina para treinamentos esportivos está liberada e lamentamos a falta do baile, já que é um evento bastante movimentado, mas neste momento não tem possibilidade de volta e acredito que vai demorar bastante até podemos voltar ao normal com este evento.


Mantiqueira - A Caldense está participando de uma campanha solidária. Como ajudar neste momento?

Rovilson Jesus - Recebemos a informação que Poços de Caldas tem quase duas mil e quatrocentas pessoas em grandes dificuldades e sem ter as necessidades básicas em casa. São pessoas sem alimentação, produtos de higiene pessoal, roupas, enfim, quase tudo. Entrei em contato com o secretário de Promoção Social Carlos Almeida e falei para ele que o clube faria arrecadação destes itens para ajudar as pessoas. Estamos conseguindo bastante doações e o clube está aberto para receber este material. Os interessados podem trazer aqui das 8h às 18h, de segunda a sábado, que será muito bem recebido. Fiquei feliz com o sucesso da campanha que foi adotada pelo nosso associado, mas também pela população de uma forma geral. É muito bom poder ajudar estas pessoas e quero ressaltar que não estamos doando este material para nenhuma família ou instituição. O que vem para o clube é entregue na Secretaria de Promoção Social, que tem as famílias cadastradas e por isso a distribuição é de responsabilidade deles.

Hostilidade

O estádio Dilzon Melo é um dos melhores do interior. Tem toda estrutura para grandes jogos, o que falta na maioria dos estádios do interior. Mas o local é administrado pelo Boa Esporte e tem em seu diretor de futebol (dono do time) Rildo Moraes uma figura autoritária e arrogante, que atrapalha o trabalho de profissionais da imprensa, principalmente se estes profissionais estiverem cobrindo a Caldense. O time de Poços é odiado pelo dirigente.

Hostilidade 2

No jogo disputado domingo entre Boa e Caldense em Varginha parte da imprensa de Poços sentiu a arrogância de Rildo. Ele impediu a locomoção de fotógrafos de Poços pela arquibancada, mesmo que os mesmos estivessem seguindo todos os protocolos, apagou luzes antes da hora e até arrancou a credencial de um dos profissionais, no caso o assessor de comunicação da Caldense. Ao final do jogo, perto de um dos profissionais da imprensa de Poços (no caso, eu), ele começou a falar alto palavras do tipo: “A gente é o maior da região”, “não vendemos resultados”, “podemos jogar a décima divisão que vamos ser sempre melhores que a Caldense”. Desnecessário. Um belo estádio como o Melão deveria ser mais bem administrado.

Delegacia

Para completar o circo promovido por Rildo, ao final do jogo o jogador Gabriel Tonini e alguns membros da Caldense tiveram que ir até a delegacia com o diretor de futebol. Mesmo com a PM pedindo para a situação ser resolvida com conversas, o dirigente do Boa não concordou e falou que tinha que todo mundo ir falar com o delegado. O motivo de tanto alvoroço foi pelo fato de Tonini ter empurrado com o pé uma peça do sistema de irrigação do estádio que estava descontrolado e jogando água dentro de campo com pleno jogo em andamento. A atitude de Tonini foi considerada ofensiva e o jogador por pouco não foi agredido.


Resposta

Fontes confirmaram que a resposta pela falta de hospitalidade em Varginha será dada em breve e judicialmente. Parece que o dirigente tem um “rabo preso” antigo com a Veterana e será cobrado por isto agora. Vamos aguardar.