terça-feira, 24 de maio de 2022

Dupla da Caldense é vice-campeã no Torneio Integração em Pouso Alegre

Renan Muniz 

A dupla de Peteca da Caldense, Celso Frison e Ulisses Frison, disputou neste domingo (22/05), o Torneio Integração, realizado nas dependências do Clube de Campo Fernão Dias, em Pouso Alegre-MG. O aconteceu nas quadras de areia do clube e contou com atletas de todo o sul de Minas Gerais.

A dupla da Veterana passou pela primeira fase invicta e chegou até a decisão, mas acabou sendo derrotada no tie-break. A grande campeã foi a dupla de Santa Rita do Sapucaí, com Fábio Jr. e Florisvaldo. “O torneio, além de toda a disputa, serviu também para conhecer atletas de peteca de Pouso Alegre, que agora ingressam no circuito sul mineiro da modalidade”, comentou o atleta Celso Frison.

Júnior Martins não é mais técnico da Caldense; Fahel Júnior assume

Renan Muniz 

Após seis partidas no comando técnico da Caldense, Júnior Martins e seu auxiliar Gustavo Oliveira não fazem mais parte do grupo alviverde. Ambos fizeram sua última participação pela equipe na derrota sofrida fora de casa no último domingo contra o Nova Venécia por 3 a 1.

No total Júnior Martins acumulou dois empates e quatro derrotas pela Veterana, obtendo 11,11% de aproveitamento dos pontos disputados. A Caldense agradece os serviços prestados pela dupla e deseja sucesso em seus futuros desafios.

Para a função de técnico da Caldense, foi contratado Fahel Júnior, de 58 anos. O novo comandante já chegou ao Ninho dos Periquitos nesta terça-feira (24) e iniciou os trabalhos com o grupo. Ao longo de sua carreira, Fahel trabalhou em times como Rio Claro, Votuporanguense, XV de Piracicaba, Comercial, Juventus, entre outros. Seu último clube foi o Velo Clube. O novo auxiliar técnico também está definido, Rúbio Alencar.

A Caldense volta a campo no próximo sábado às 16h contra a Ferroviária-SP no Ronaldão, pela última rodada do primeiro turno da Série D 2022.

Projeto do Amanhã na Volta ao Cristo

Poços de Caldas, MG - A equipe do Projeto do Amanhã – Atleta do Futuro com projeto aprovado pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, empresa incentivadora Unimed e patrocínio municipal Prefeitura de Poços de Caldas, com a coordenação administrativa de Miranel de Oliveira Domingos, auxiliar de coordenação Luiz Roberto Domingos e técnica de Joana D’Arc Jeremias Pelozi, participou da 39ª Volta ao Cristo, realizada no dia 15 de maio.


Troféu Cidade de Poços de Caldas


Geral Masculino

-3º Colocado - Gabriel Cândido Roberto

- 4º Colocado - Rafael Leoncio da Silva


Categorias:

-1º Colocado - Luiz Felipe de Oliveira Domingos - 18 a 24 anos

-4º Colocado - Gabriel Matheus de Toledo - 18 a 24 anos

-6º Colocado - Jonas Willian Porto - 30 a 34 anos

-1º Colocado - Djarme Rodrigues Carolino - 45 a 49 anos

-2º Colocado - Leandro Marcus Pereira - 45 a 49 anos

-8º Colocado - Valdir da Silva - 45 a 49 anos

-5º Colocado - Marcos Antônio da Silva - 50 a 54 anos 

- 6º Colocado - Dirceu da Silva Flausino - 55 a 59 anos

- 17º Colocado - Luiz Roberto Domingos - 55 a 59 anos 

- 1º Colocado - Pedro de Souza - 65 a 69 anos


Geral Feminino

- 1ª Colocada - Andreza Ramos

- 3ª Colocada - Andreia Ramos de Melo


Categorias:

- 2ª Colocada Elisângela Apolinário - categorias 35 a 39 anos 

Participaram ainda as crianças Emily Ribeiro, Rafaela Ribeiro, Elisângela Apolinário, Nicolas Apolinário.


segunda-feira, 23 de maio de 2022


 

Caldense amarga mais uma derrota no Campeonato Brasileiro da Série D

 Poços de Caldas, MG – A cada rodada que passa a Caldense vai se consolidando como um dos piores times do Campeonato Brasileiro da Série D. Neste domingo a equipe comandada por Júnior Martins sofreu a quarta derrota em seis jogos. Com o resultado a Veterana segue com apenas dois pontos e na lanterna do grupo A6.

Virada

O novo resultado negativo aconteceu diante do Nova Venécia, no Espírito Santo e foi de virada. A Caldense abriu o placar aos 17 minutos do primeiro tempo com Juninho Monteiro. Bastaram sete minutos na segunda etapa para o time da casa virar o placar. Max Miller, Arhur e Caio Monteiro fizeram os gols do Nova Venécia.

A Caldense volta a campo no próximo sábado, 16h, quando recebe a Ferroviária no Ronaldão. A reapresentação será nesta terça-feira.

Verdadeiros inventores do processo de demarcação buscam apenas o reconhecimento da FIFA

 Desde a criação das primeiras regras e a sua profissionalização como esporte em 1933, o futebol é um esporte que vive em constante mudança e aprimoramento. A maior parte delas, são maneiras de evitar as ditas e polemicas jogadas “roubadas”, que acabam por favorecer alguns times durante os campeonatos. Amplamente discutidas pelas confederações e pelos amantes do esporte, alguns desses mecanismos tornaram-se notáveis, como o recente VAR (Video Assistant Referee, em inglês), os tão conhecidos cartões de advertência e a demarcação de faltas por sinalização no solo. 

Recentemente, um desses mecanismos tem ganho destaque em veículos especializados em esporte por um motivo que foge do campo: um processo aberto por um brasileiro contra a FIFA (em tradução livre, Federação Internacional de Futebol), pede uma indenização de R$ 50 milhões por uso indevido de propriedade intelectual da demarcação de falta por sinalização de solo na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Processo esse que levantou o debate sobre o verdadeiro inventor da técnica que vem revolucionando o esporte desde que foi usada oficialmente em competições organizadas pela FIFA em 2013.

Pode não parecer, mas até antes dos anos 2000 as cobranças de faltas e formação de barreiras em um jogo de futebol, eram marcadas únicas e exclusivamente, pela contagem da distância obrigatória conduzida pelo árbitro.

Desta forma, ficava fácil burlar a regra, visto que a distância marcada não era clara e a ausência de uma referência visual no solo favorecia o deslocamento irregular da barreira formada pelos jogadores; tornando a punição para o desrespeito da regra algo pouco comum.

A ideia que consiste na demarcação de campos de futebol indicando a correta posição da barreira para cobrança de falta, por produto específico que diluísse rapidamente foi desenvolvida pelos mineiros da cidade de Poços de Caldas, Julio Diniz Fraguete Xavier e Vitor Hugo Xavier. Por se tratar de um procedimento novo no esporte, desenvolvido através da atividade inventiva de ambos, com objetivo de obter proteção legal e garantir exclusividade sobre essa criação intelectual os irmãos Xavier solicitaram junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) o registro como patente dessa criação em 19 de julho de 1999, sob o número PI 9903324-0, denominada “Demarcação Através de Tinta, Para Cobrança de Faltas Em Jogos de Futebol”.

Para os inventores da técnica, o deslocamento da barreira da equipe adversária era um problema que poderia resultar na diminuição de gols efetuados a partir desse tipo de cobrança; tirando assim, o mérito de vantagem que a falta teria para o time beneficiado por ela. “A referência visual no gramado do local exato onde a barreira deveria permanecer faria qualquer movimentação ser facilmente percebida e assim o problema seria resolvido todas as vezes”, afirma Vitor Hugo. Mesmo tento entrado com o pedido de patente em julho 1999 no INPI, Julio Diniz e Vitor Hugo foram pegos de surpresa ao verem o processo que resultou na solução do problema sendo creditado a outro inventor cujo pedido de patente de um produto para demarcar falta em jogos de Futebol fora feito apenas em 2000.

Ao ser questionado como reagiram ao saber que a patente deles foi negada e outro inventor foi creditado pela criação, Julio rebate, “a verdadeira invenção esta em utilizar para marcar a barreira e não no produto; se entregasse um spray de tinta ou de espuma deste, na mão de mil pessoas e mandasse cada um fazer o que quiser com o produto, ninguém marcaria uma barreira de futebol, então a verdadeira invenção é esta”.

Tendo em vista a anterioridade do seu pedido de registro de patente do processo de demarcação de faltas por sinalização de solo através do uso de um produto volátil, propõe Julio Diniz, “desafio qualquer pessoa ou empresa a apresentar não só no Brasil como em qualquer outro país um pedido de invenção

idêntico ou similar ao nosso com data de protocolo anterior”.

O INPI define como produto ou processo hábil a ser patenteado qualquer invenção para novas tecnologias, que sejam associadas a produto ou a processo.

Ainda, segundo o Artigo 8º da Lei da Propriedade Industrial, Lei nº 9.279 de 14/08/1996, as características e os requisitos fundamentais são, novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Em seu site oficial, o INPI ainda reitera que “só poderá dar a patente se ninguém tiver inventado antes um produto ou processo idêntico, ou similar ao seu”. No caso da demarcação de falta por sinalização de solo, o objeto inventivo é um processo, e não um produto. 


Nulidade da Patente

Ainda que o processo a ser patenteado pelos irmãos Julio Diniz Fraguete Xavier e Vitor Hugo Xavier diferisse em partes do patenteado posteriormente, o objeto da patente era o mesmo. A demarcação para cobrança de faltas em jogos de futebol, efetuada pelos árbitros, para tornar evidenciado o posicionamento que os jogadores devem tomar na formação de barreira, por um spray aplicado sobre a superfície do campo. 

Em 2011, um ano após a patente ser oficialmente concedida para o inventor da Spuni — spray de barreira inventado em 2000 — Julio Diniz e Vitor Hugo entraram no INPI com pedido de invalidade de patente; com objeto de reaver os devidos créditos como inventores do processo de demarcação. Pedido esse que foi negado pelo INPI. 

Segundo o advogado especialista em direito de propriedade intelectual, Celino Bento de Souza, é possível que o INPI conceda o direito de patente para uma invenção mesmo que ela provenha de outra invenção. “É possível como Modelo de utilidade, conforme prescreve o Artigo 9º da LPI, que diz: é patenteável o objeto de uso prático, ou parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação”, afirma Celino.

Mesmo sem o reconhecimento oficial do INPI sobre sua patente, Julio Diniz e Vitor Hugo querem agora que o público amante do futebol reconheçam e saibam a verdadeira História por trás dessa invenção que revolucionou o esporte. “A ideia foi nossa, ideia inédita e que vem sendo creditada a outra pessoa que entrou com o pedido de patente um ano depois do nosso e que, na verdade, não inventou nada”, afirma Vitor Hugo Xavier.

“Não queremos dinheiro, mas que seja feita justiça”

  Poços de Caldas, MG – Poços de Caldas, MG – A reportagem conversou com Vitor Hugo Xavier, um dos irmãos inventores do processo de demarcação por spray. A ideia veio no ano de 1999 e desde então eles buscam pelo reconhecimento da invenção. Para Vitor Hugo Xavier a maior recompensa seria o fato da FIFA tomar conhecimento da nossa História e reconhecer eu e meu irmão como os verdadeiros inventores do processo de demarcação por meio do spray. 


Mantiqueira – Como surgiu a ideia de criar este processo de demarcação por spray para sinalizar o local exato onde a barreira deve ficar?

Vitor Hugo Xavier – Toda grande invenção vem de um pensamento simples e neste caso não foi diferente, percebemos que quando a barreira por determinação do arbitro era formada exatamente em cima da linha da grande área, criava-se ali um referencial visual da posição fixa e qualquer movimentação era facilmente percebida, a partir daí pensamos que se o arbitro pudesse ter um dispositivo que viesse a criar uma linha temporária em qualquer posição do campo o problema estaria resolvido. Esta linha deveria ser marcada por um produto que poderia ser tinta, espuma ou qualquer outro desde que fosse volátil, que não prejudicasse a grama natural ou sintética dos estádios e que não fosse preciso alterar ou incluir qualquer nova regra no Futebol. O arbitro passaria a portar um tubo spray com esta composição que após aplicada desapareceria em aproximadamente 40 segundos, para que a tinta ou espuma se tornasse volátil bastava simplesmente acrescentar a ela éter ou amoníaco.


Mantiqueira – Porque vocês não tiveram o pedido de patente aceito?

Vitor Hugo Xavier –  Os técnicos do INPI na época alegaram que o processo não era passivo de patente já que não se tratava de algo inovador e que não teria aplicabilidade, justificativas que na minha opinião o tempo se encarregou de provar exatamente o contrário.


Mantiqueira – Qual a reação de vocês quando tomaram conhecimento que Heine Allemagne patenteou o mesmo produto e até colocou a Fifa na justiça alegando ter sido passado para trás?

Vitor Hugo Xavier – Na realidade o que ele patenteou foi uma composição espumosa que vai dentro de um tubo spray, veja bem, espuma já existe e tubo spray (aerosol) também já existe, então ele não inventou nada. A espuma que ele colocou dentro de um tubo spray tem uma única finalidade que é a de fazer funcionar o processo de demarcação que eu e meu irmão inventamos em 1999 e que de fato veio a resolver este problema crônico até então do futebol mundial.

Já era de nosso conhecimento que o Sr. Heine entrou com pedido de patente de um produto que seria aplicado na nossa invenção, achamos curioso por que o fato se deu em 2000 um ano após o nosso pedido de invenção PI 9903324-0 ser protocolado no INPI em julho de 1999. A certeza que tivemos foi que ele correu para desenvolver o produto antes de nós para aplicar exatamente em cima da ideia que tivemos e registramos. Já em relação a FIFA, acredito ser difícil ele obter sucesso já que cada país coloca espuma dentro de um tubo spray a sua forma e não vejo razões para a FIFA pagar por isso, no meu entendimento se algum pagamento tivesse que ser feito deveria ser para mim e meu irmão que tivemos a ideia de como fazer um tubo spray com espuma dentro resolver definitivamente o problema do esporte.


Mantiqueira – Além do reconhecimento pela criação do processo do spray vocês querem algum tipo de indenização?

Vitor Hugo Xavier – Já se passaram 23 anos da invenção que tivemos e sinceramente brigar por indenização nunca foi o nosso foco, mas é claro que se algum reconhecimento por parte da FIFA chegasse até nós mesmo que não fosse financeiro ficaríamos honrados por saber que de forma oficial a invenção que tivemos com este processo de demarcação por spray entraria para a História como uma ideia que se espalhou pelo mundo pela criação de dois brasileiros.


Mantiqueira – A Fifa tem conhecimento de vocês. Já houve algum tipo de contato com a entidade? 

Vitor Hugo Xavier – Até hoje não, minha expectativa é que a partir do momento que a grande mídia tiver acesso e sendo o tema de interesse venha dar visibilidade a este caso e com isso a História possa chegar ao conhecimento da FIFA que assim deve se pronunciar.


Mantiqueira – Vocês estão confiantes em reverter a situação mesmo com tanto tempo tendo passado? Qual seria o preço deste reconhecimento?

Vitor Hugo Xavier – Sim, muito confiantes, eu penso que nunca é tarde demais para um justo reconhecimento afinal já se passaram 23 anos e este tempo pode jogar a nosso favor já que até hoje ninguém nem do Brasil e de nenhum outro pais apresentou uma ideia igual ou semelhante a nossa com data de protocolo anterior. Já o reconhecimento? Quem sabe ganhamos de presente, eu e meu irmão o convite para assistir à Copa do Mundo no Catar por conta da FIFA, sonhar é sempre possível, porque não?  (Risos).


Paulo Vitor de Campos

Jornal Mantiqueira