Poços de Caldas,MG – A escolinha de futebol da Coopoços já tem um novo professor. O ex-jogador da Caldense e do Poços de Caldas Futebol Clube Luiz Fernando Cruz, o Canhoto, assume o lugar deixado por Wellington Guimarães, o Paulista, que assumiu o cargo de secretário de Esportes do governo Sérgio Azevedo. Canhoto e Paulista jogaram juntos no Vulcão, por isso o entrosamento desde aquela época foi fundamental para o convite. “Estou assumindo um novo desafio em minha vida, mas estou muito confiante e feliz em assumir a escolinha da Coopoços. Uma escolinha nova, porém, já muito vitoriosa e chego para mostrar meu valor e continuar o grande trabalho que vinha sendo feito pelo Paulista”, disse Canhoto.
Recente fim de carreira
Canhoto disputou o último Campeonato Mineiro pelo Guarani de Divinópolis e aos 31 anos ainda não pensava em deixar a carreira de jogador. Problemas familiares, no entanto, fizeram com que ele aceitasse o convite para comandar a escolinha da Coopoços. “Joguei o campeonato passado, mas a vida prega algumas surpresas e num curto período estou mudando tudo radicalmente. Tive tempo de fazer alguns cursos, tirar meu CREF e aceitar este novo desafio”, contou Canhoto, que recebeu o convite de Paulista no final de 2016. “Sei da história da escolinha da Coopoços, que apesar de nova é vencedora, os professores daqui fazem um ótimo trabalho e sei a responsabilidade que estou assumindo, mas com muito trabalho e muito estudo sei que vou conseguir agregar e manter o nível que vinha tendo com o professor Paulista e também com o Zé Carlos”, falou.
Primeira vez
Trabalhar com crianças é um desafio novo para o jovem professor. Como ainda vinha atuando como atleta profissional, a oportunidade na Coopoços é a primeira em sua carreira de lidar com jovens que sonham em se tornarem jogadores de futebol. “Será um desafio, mas tudo que já vivenciei no futebol me dá uma boa bagagem para ensinar coisas muito boas para esta garotada”.
Temporada
Canhoto foi apresentado durante a semana para a diretoria da Coopoços e começou, juntamente com José Carlos Quiciri, novo coordenador da escolinha, a traçar os projetos da temporada. Os treinos começam no próximo dia 23, no parque municipal, e logo acontecem as primeiras competições do ano. Até o início efetivo dos trabalhos novas reuniões serão feitas e tudo será planejado através de cronogramas. “Tenho algumas ideias que vou mostrar, conversar com o Zé Carlos, buscar conversar sobre metas e objetivos e depois começaremos o trabalho. Estou muito animado e não vejo a hora de tudo ter início pra valer”, falou Canhoto.
A carreira
Canhoto começou a carreira de jogador profissional em Andradas, depois foi para o Corinthians de Alagoas, onde ficou bastante tempo. Retornou para o sul de Minas e ficou um período de dois anos na Caldense. Na época, o presidente do clube era Albert Mareca e o treinador Zezito, um grande incentivador dos atletas locais. Depois, Canhoto teve passagens por Juventus-SP, Anapolina-GO. Recebeu convite de Giovane Gaspar para atuar pelo Vulcão. O ano era 2009 e o time recém-fundado realizaria uma boa campanha. “Aquele ano foi muito importante pois o time era muito bom e jogar profissionalmente na minha cidade foi incrível. Na época da Caldense eu ainda não era profissional e por isto o Vulcão teve grande importância na minha carreira”, contou Canhoto. Após deixar o Vulcão, ele voltou a rodar pelo futebol e jogou por clubes como Mogi Mirim, Crac, de Goiás, Atlético de Sorocaba e Guarani de Divinópolis. “Foram viagens, muitos jogos, muitas experiências que certamente vão ajudar na hora de trabalhar com os garotos da escolinha”. Canhoto tinha projeto de seguir jogando por mais quatro anos, porém, seu pai acabou adoecendo e com isto os planos mudaram.
“Quero ficar perto da família e por isto fui atrás de estudos para me tornar professor e sou muito feliz por ter aparecido a chance de trabalhar na Coopoços. Vou agarrar com unhas e dentes e mostrar meu valor. Tenho muito a agregar a esta escolinha vencedora”, finaliza Canhoto.
domingo, 15 de janeiro de 2017
Paulista fala sobre a escolha de Canhoto
Poços de Caldas,MG – Professor responsável pela escolinha da Coopoços desde sua fundação, em 2010, Wellington Guimarães, o Paulista, acredita que com Canhoto a linha de trabalho tome outro rumo, porém, tudo será para melhor. Paulista aposta na competência do novo professor para a continuidade do sucesso do projeto. Eles são amigos de longa data. “Conheci o Canhoto em 2005. Na época eu já era um atleta experiente na Caldense e ele era um garoto promissor. Via nele um menino determinado, com muita vontade nos treinamentos e muita personalidade. Sempre soube o que queria da vida e foi conquistando espaços”, disse Paulista, ressaltando que o novo professor tem o perfil que a escolinha procurava. “Canhoto tem um talento muito grande, porém, poucas oportunidades na carreira. Poderia ter facilmente jogado em grandes clubes do Brasil”, continuou Paulista.
O convite foi feito no fim do ano passado, quando Paulista o ajudou a tirar o CREF. “Acho que ele poderá me representar bem na escolinha, pode me substituir de uma forma diferente, com um gás novo, uma nova motivação e será bom para todos. Estará ao lado do Zé Carlos, que também teve uma carreira parecida e com isto acredito que a escolinha da Coopoços/Zico 10 muda um pouco sua linha, mas tenho certeza que a produtividade continua a mesma ou até melhor. Desejo muita sorte a eles e na medida do possível vou tentar ajudar com algumas dicas e de alguma ajuda. Falei sobre a Coopoços, a responsabilidade que ele tem que ter com os alunos. Sempre falo para eles que a preocupação não é com títulos nem levantar troféus, mas sim ajudar na formação do cidadão. Esta é a maior vitória para um professor e é isto que eles deverão seguir ensinando para nossos meninos”, finalizou Paulista.
O convite foi feito no fim do ano passado, quando Paulista o ajudou a tirar o CREF. “Acho que ele poderá me representar bem na escolinha, pode me substituir de uma forma diferente, com um gás novo, uma nova motivação e será bom para todos. Estará ao lado do Zé Carlos, que também teve uma carreira parecida e com isto acredito que a escolinha da Coopoços/Zico 10 muda um pouco sua linha, mas tenho certeza que a produtividade continua a mesma ou até melhor. Desejo muita sorte a eles e na medida do possível vou tentar ajudar com algumas dicas e de alguma ajuda. Falei sobre a Coopoços, a responsabilidade que ele tem que ter com os alunos. Sempre falo para eles que a preocupação não é com títulos nem levantar troféus, mas sim ajudar na formação do cidadão. Esta é a maior vitória para um professor e é isto que eles deverão seguir ensinando para nossos meninos”, finalizou Paulista.
José Carlos Quiciri assume coordenação da escolinha
Poços de Caldas, MG – Outra mudança importante na escolinha da Coopoços na temporada é na coordenação. José Carlos Quiciri, treinador de goleiros, assume o posto que também era de Wellington Guimarães, o Paulista. “Fico muito feliz pelo merecido convite que o Paulista recebeu para ser secretário de Esportes. Ele mostrou que tem valor e competência para a função. Eu encaro o novo desafio com muita seriedade e quero aproveitar a oportunidade com muita humildade e dar continuidade ao que vinha sendo feito pelo professor Paulista”, disse Quiciri, que continua sendo o treinador de goleiros da escolinha. Segundo ele, esta foi a única exigência para assumir a coordenação. “É um privilegio assumir esta nova função e fazer parte de uma equipe tão maravilhosa como a da Coopoços. Estou muito feliz” disse. Sobre o novo professor, ele foi só elogios e vislumbra novos horizontes a partir de agora para a equipe. “A gente trabalhou junto na Caldense e depois no Vulcão e trata-se de uma pessoa com ótima personalidade, que vem para agregar muito no trabalho da escolinha”, falou Quiciri, que a partir de agora passa a ser o responsável por organizar as participações da escolinha nos campeonatos, assessorar a entrada de novos meninos. “Vamos desenvolver uma visão de trabalho que vai agregar e dar prioridade a todos, além de gerenciar a escolinha visando dar oportunidades para os alunos”, disse o coordenador, que vê como primordial a ajuda dos pais. “O apoio da família é muito importante para o sucesso do nosso trabalho e faz com que nossa escolinha cresça cada dia mais”. falou.
Segundo Quiciri, a escolinha deverá disputar entre 10 a 12 competições ao longo do ano em várias categorias. A primeira competição acontece no início de março e, segundo o coordenador, os primeiros treinos já visam à preparação para este evento. “Queremos ainda fazer trabalhos específicos na área de avaliações, trazer avaliadores para a cidade para motivar os meninos. Trabalharemos na área de avaliação e preparação sempre com o pensamento de dar oportunidades para todos”, disse Quiciri, agradecendo o apoio do presidente da Coopoços Sérgio Azevedo. “A estrutura que temos é muito boa e somos gratos ao Sérgio e a todos da Coopoços, pois este apoio é tudo para o sucesso deste projeto”, finalizou Quiciri.
Segundo Quiciri, a escolinha deverá disputar entre 10 a 12 competições ao longo do ano em várias categorias. A primeira competição acontece no início de março e, segundo o coordenador, os primeiros treinos já visam à preparação para este evento. “Queremos ainda fazer trabalhos específicos na área de avaliações, trazer avaliadores para a cidade para motivar os meninos. Trabalharemos na área de avaliação e preparação sempre com o pensamento de dar oportunidades para todos”, disse Quiciri, agradecendo o apoio do presidente da Coopoços Sérgio Azevedo. “A estrutura que temos é muito boa e somos gratos ao Sérgio e a todos da Coopoços, pois este apoio é tudo para o sucesso deste projeto”, finalizou Quiciri.
“Tento sentir a mesma emoção que o torcedor sente”, diz narrador da Difusora
Poços de Caldas, MG - Luiz Gustavo Gasparino se formou em Jornalismo em 2005, em São João da Boa Vista. Assim que entrou no mercado de trabalho, atuou como repórter, fez plantões e comentários esportivos. Sempre ouvia dos amigos para tentar carreira como narrador, mas sentia receio de encarar o desafio devido à timidez. Em 2012, surgiu uma oportunidade na semifinal da taça EPTV de futsal. O narrador que iria transmitir o jogo ficou rouco e gripado no dia da partida. Sem tempo hábil para correr atrás de outra pessoa, a solução foi chamar Gasparino para narrar. E, desde então, o jovem narrador vem se aprimorando para evoluir cada vez mais nas transmissões de jogos amadores e profissionais.
Como foi sua chegada a Poços e na Difusora?
Em 2015 recebi um convite do pessoal da Rádio Difusora, que conheceu meu trabalho através de indicações do pessoal de São João. Eu sempre cubro os campeonatos amadores de lá e eles me trouxeram para cobrir o profissional em Poços. Foi uma aposta deles e um desafio muito grande para mim. Hoje fico muito feliz em estar trabalhando aqui e cobrindo os jogos da Caldense.
Você já tinha uma simpatia com a Caldense, torcia pelo clube ou isso começou depois que começou a trabalhar em Poços?
Sempre tive uma simpatia com o clube. A Caldense é a principal equipe do sul de Minas e leste paulista. Invariavelmente vinha a Poços para assistir aos jogos da Veterana, principalmente contra Atlético e Cruzeiro. Já tomei chuva, já tomei sol e sempre torci muito. Gosto muito de futebol em geral, confesso que também acompanhei também o Rio Branco de Andradas. Mas a Caldense é uma paixão muito grande e desde que comecei a narrar os jogos do clube essa paixão ficou maior e hoje não consigo narrar um gol da Veterana se não for torcendo junto, pois fico muito emocionado e sempre torço para o time crescer ainda mais no cenário do futebol.
Quais dificuldades você encontra no seu ramo de atuação?
Não vejo muitas dificuldades, pelo menos no meu caso, que estou começando. Talvez os narradores mais experientes tenham mais histórias para contar. Confesso que ainda estou aprendendo a narrar, buscando coisas novas. Apesar da estrutura de alguns estádios não ser muito boa, sempre somos bem tratados pelas pessoas. Não temos mais aquilo de os torcedores adversários hostilizarem as equipes esportivas de fora, como acontecia antigamente. Onde encontro dificuldades é quando cubro jogos de futsal, que não têm cabines de imprensa e a gente tem que trabalhar no meio dos torcedores. Mas de um modo geral, no futebol de campo, os estádios conseguem atender as necessidades básicas da imprensa.
Existe algum tipo de preparação vocal que você realiza para aguentar falar durante todo o jogo?
Faço aquecimento. Teve uma época que eu fazia questão de comer uma maçã antes dos jogos, pois ela tem uma casca limpa e é uma fruta com muito líquido, mas como não sou muito fã de maçã, parei com esse hábito. Mas a água é fundamental, juntamente com os exercícios que faço com a língua e mandíbula para relaxar a musculatura e aquecer a voz.
Como é sua rotina de trabalho nos dias de jogo?
No caso da Rádio Difusora, a gente começa a transmitir três horas antes do início da partida e vamos falando sobre a expectativa para o jogo, dando notícias e opiniões. Apesar de eu não participar desde o início da jornada esportiva, gosto de chegar cedo e acompanhar a chegada dos torcedores e conversar com o pessoal da imprensa para ficar sabendo de tudo o que está acontecendo nos bastidores das partidas e levar as melhores informações aos ouvintes.
Como funciona o processo de memorização dos nomes dos jogadores?
Como narro vários jogos da Caldense, já estou habituado com os jogadores, mas a memorização da equipe adversária demora um pouco. Confesso que não tenho muito o feeling de olhar a cor da chuteira ou do cabelo para identificar os atletas. Me baseio mais no nome e no número para identificar cada um, mas na escalação tento associar o nome à posição do atleta porque sei, mais ou menos, aonde ele estará no decorrer da partida. Nos primeiros dez minutos de jogo tento me familiarizar com o nome e a fisionomia de cada um, mas depois a coisa flui com mais naturalidade.
O que você faz quando não sabe como pronunciar determinado nome?
Quando isso acontece tenho que pedir auxílio para o repórter de campo. Ele vai lá e pergunta para alguém do time, ou até mesmo o próprio jogador, para saber qual a maneira correta de pronunciar.
O que você sente em saber que durante um jogo várias pessoas estão te ouvindo e seu trabalho está servindo como um registro de como foi o jogo para a posteridade?
Me sinto muito honrado. Sei que temos outras duas emissoras de rádio transmitindo os jogos da Caldense aqui em Poços. Mas é uma alegria muito grande saber que muitas pessoas estão nos ouvindo, sentadas ao lado do rádio, atentas, principalmente nos jogos fora da cidade, em que o pessoal não tem como ir ao estádio. Me sinto na obrigação de levar o máximo de detalhes possíveis sobre o jogo e sinto uma felicidade muito grande em ser o porta-voz das pessoas. Tento sentir a mesma emoção que o torcedor sente e passar isso de uma forma verdadeira.
Como foi sua chegada a Poços e na Difusora?
Em 2015 recebi um convite do pessoal da Rádio Difusora, que conheceu meu trabalho através de indicações do pessoal de São João. Eu sempre cubro os campeonatos amadores de lá e eles me trouxeram para cobrir o profissional em Poços. Foi uma aposta deles e um desafio muito grande para mim. Hoje fico muito feliz em estar trabalhando aqui e cobrindo os jogos da Caldense.
Você já tinha uma simpatia com a Caldense, torcia pelo clube ou isso começou depois que começou a trabalhar em Poços?
Sempre tive uma simpatia com o clube. A Caldense é a principal equipe do sul de Minas e leste paulista. Invariavelmente vinha a Poços para assistir aos jogos da Veterana, principalmente contra Atlético e Cruzeiro. Já tomei chuva, já tomei sol e sempre torci muito. Gosto muito de futebol em geral, confesso que também acompanhei também o Rio Branco de Andradas. Mas a Caldense é uma paixão muito grande e desde que comecei a narrar os jogos do clube essa paixão ficou maior e hoje não consigo narrar um gol da Veterana se não for torcendo junto, pois fico muito emocionado e sempre torço para o time crescer ainda mais no cenário do futebol.
Quais dificuldades você encontra no seu ramo de atuação?
Não vejo muitas dificuldades, pelo menos no meu caso, que estou começando. Talvez os narradores mais experientes tenham mais histórias para contar. Confesso que ainda estou aprendendo a narrar, buscando coisas novas. Apesar da estrutura de alguns estádios não ser muito boa, sempre somos bem tratados pelas pessoas. Não temos mais aquilo de os torcedores adversários hostilizarem as equipes esportivas de fora, como acontecia antigamente. Onde encontro dificuldades é quando cubro jogos de futsal, que não têm cabines de imprensa e a gente tem que trabalhar no meio dos torcedores. Mas de um modo geral, no futebol de campo, os estádios conseguem atender as necessidades básicas da imprensa.
Existe algum tipo de preparação vocal que você realiza para aguentar falar durante todo o jogo?
Faço aquecimento. Teve uma época que eu fazia questão de comer uma maçã antes dos jogos, pois ela tem uma casca limpa e é uma fruta com muito líquido, mas como não sou muito fã de maçã, parei com esse hábito. Mas a água é fundamental, juntamente com os exercícios que faço com a língua e mandíbula para relaxar a musculatura e aquecer a voz.
Como é sua rotina de trabalho nos dias de jogo?
No caso da Rádio Difusora, a gente começa a transmitir três horas antes do início da partida e vamos falando sobre a expectativa para o jogo, dando notícias e opiniões. Apesar de eu não participar desde o início da jornada esportiva, gosto de chegar cedo e acompanhar a chegada dos torcedores e conversar com o pessoal da imprensa para ficar sabendo de tudo o que está acontecendo nos bastidores das partidas e levar as melhores informações aos ouvintes.
Como funciona o processo de memorização dos nomes dos jogadores?
Como narro vários jogos da Caldense, já estou habituado com os jogadores, mas a memorização da equipe adversária demora um pouco. Confesso que não tenho muito o feeling de olhar a cor da chuteira ou do cabelo para identificar os atletas. Me baseio mais no nome e no número para identificar cada um, mas na escalação tento associar o nome à posição do atleta porque sei, mais ou menos, aonde ele estará no decorrer da partida. Nos primeiros dez minutos de jogo tento me familiarizar com o nome e a fisionomia de cada um, mas depois a coisa flui com mais naturalidade.
O que você faz quando não sabe como pronunciar determinado nome?
Quando isso acontece tenho que pedir auxílio para o repórter de campo. Ele vai lá e pergunta para alguém do time, ou até mesmo o próprio jogador, para saber qual a maneira correta de pronunciar.
O que você sente em saber que durante um jogo várias pessoas estão te ouvindo e seu trabalho está servindo como um registro de como foi o jogo para a posteridade?
Me sinto muito honrado. Sei que temos outras duas emissoras de rádio transmitindo os jogos da Caldense aqui em Poços. Mas é uma alegria muito grande saber que muitas pessoas estão nos ouvindo, sentadas ao lado do rádio, atentas, principalmente nos jogos fora da cidade, em que o pessoal não tem como ir ao estádio. Me sinto na obrigação de levar o máximo de detalhes possíveis sobre o jogo e sinto uma felicidade muito grande em ser o porta-voz das pessoas. Tento sentir a mesma emoção que o torcedor sente e passar isso de uma forma verdadeira.
Entrevista com o radialista Ailton Fonseca
Poços de Caldas, MG - Ailton Fonseca é daqueles profissionais com muita história no jornalismo esportivo. Completando 36 anos de profissão, ele faz parte da equipe da Rádio Mantiqueira de Poços de Caldas e fala um pouco de suas andanças pelo Brasil por conta do futebol. Nesta entrevista, ele relembra jogos importantes, o amor pelo rádio, fala do futebol local e de companheiros inesquecíveis.
O início
“Passei pelas três etapas do rádio esportivo. Fui narrador, repórter e comentarista. Eu escrevia para jornais em São João da Boa Vista mas não havia tido nenhum contato com o rádio esportivo. Eu tinha como sócio o jornalista Chico Artem, hoje professor e reitor dá Unifae, em São João da Boa Vista. Tínhamos um jornal chamado Opção e já naquela época a gente cobria os jogos, fotografávamos e éramos bem atuantes. Fui cobrir uma partida de futebol em Itapetininga-SP e o comentarista da rádio Difusora não pode ir. O Luiz Roberto, hoje na TV Globo, viu meu trabalho e me convidou para ser comentarista. Eu deixei claro que não tinha experiência em rádio mas ele me incentivou a abraçar esse veículo de comunicação pois viu potencial em meu trabalho. Naquele jogo, além da cobertura para o meu jornal, eu comentei a partida para a emissora. No dia seguinte fui convidado pelo diretor de jornalismo da emissora, Wanderley Fleming, para outras jornadas. Acertamos um cachê e minha segunda participação no rádio esportivo já foi remunerada. O Palmeiras de São João disputava a segundona em São Paulo e subiu para a divisão intermediária, ficando a um passo da primeira divisão paulista. Isso foi um passo importante e marcou o meu começo de forma positiva. De lá pra cá vivi muito mais em função do rádio do que propriamente de jornal. Antes de vir para Poços de Caldas tive passagens por emissoras de rádio em várias cidades. Uma das fase mais marcantes de minha carreira foi em Mogi Mirim. Naquele tempo o time do Mogi era forte e tinha o Vadão como treinador. A equipe tinha nomes de destaque no futebol, como o Leto, Válber e Rivaldo, e era um time de respeito. Fiquei dois anos em Mogi Mirim, que foram muito positivos na minha jornada como repórter esportivo”.
Poços de Caldas
“A primeira emissora em que trabalhei em Poços de Caldas foi justamente a Rádio Cultura, no final de 1992. Cobri o final do campeonato mineiro daquele ano e a Caldense já estava eliminada. A fase final reunia Cruzeiro, Atlético, América e Rio Branco de Andradas. Eu, juntamente com a equipe da Cultura, fiz as finais do Estadual. Depois disso cobri mais umas seis ou sete temporadas do futebol pela Cultura e me transferi para a Rádio Difusora. Naquela época a Difusora apresentou um projeto novo e eu, juntamente como Paulo Roberto, fui para lá e conseguimos trazer o narrador Hugo Botelho. Foram mais oito ou nove anos de muito trabalho e jornadas esportivas por quase todos os cantos do Brasil. “Em outra época, voltei para a Cultura, ao lado de Julio Garcia e José Carlos Silva, e posteriormente para a Difusora, com André Luiz, Matheus Monteiro, Paulo Sérgio, entre outros”.
Grandes jogos
“Já nos tempos de São João da Boa Vista descobrimos o “filão” que era cobrir grandes jogos do futebol brasileiro. Naquela época as grandes emissoras tinham dificuldades de entrar nas cidades do interior e resolvemos trazer para os torcedores do leste paulista e sul de Minas as transmissões dos grandes clubes nos campeonatos paulista, brasileiro e mineiro. Desde 1981 fiz quase todas as decisões importantes. Alguns jogos ficaram marcados. Teve aquele fatídico confronto entre Vasco e São Caetano em São Januário onde caiu o alambrado e muita gente saiu ferida. Naquela partida eu estava a dois metros daquela tragédia e a gente não sabia se transmitia o noticiário ou se ajudava a carregar as vítimas. Eu, o Paulo Roberto e o Hugo Botelho ajudamos a socorrer as vítimas e essa partida foi marcante devido a essa tragédia. Eu estava na final do Campeonato Brasileiro de 1995 quando o Márcio Rezende teve um erro gravíssimo e prejudicou o Santos contra o Botafogo. Outro erro que presenciei foi do Márcio Rezende de Freitas na partida entre Corinthians e Internacional em 2005, quando ele expulsou o Tinga erradamente e favoreceu o Corinthians que acabou sendo campeão brasileiro naquele ano. Dentre os jogos memoráveis que acompanhei não tem como deixar a Caldense de fora. O ano de 2002 foi inesquecível. A Caldense foi campeã com grandes exibições e foi uma coisa marcante para o futebol de Poços de Caldas. E também a decisão do Mineiro de 2015, quando a Caldense chegou, invicta, contra o Atletico-MG e só não foi campeã pelo erro do assistente”.
Craque
“Eu vi o Pelé jogar e ele é indiscutivelmente o melhor de todos os tempos. Mas tive a oportunidade de ver de perto grandes nomes e entrevistar quase todos os grandes jogadores do nosso futebol como Zico, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno. Vi de perto grandes treinadores atuando. O Brasil sempre foi muito rico em talentos e sou um privilegiado de ter visto muitos deles”.
Tempos modernos
“Neste trinta e seis anos de profissão a mudança no rádio esportivo foi muito grande. Houve uma evolução impressionante. Quando comecei em 1979, para se ter uma ideia, usávamos uma linha só de transmissão e a gente não ouvia o que estava acontecendo. Você tinha que trabalhar num verdadeiro “voo cego”. Certa vez a gente transmitiu uma partida inteira em Orlândia, interior de São Paulo, a rádio saiu do ar e continuamos, sem saber, a transmissão até o fim da partida e só depois descobrimos que ninguém ouviu o jogo. Não existia celular. Em determinados lugares a gente conseguia sintonizar a rádio e ouvíamos o som pelo rádio mas onde isso não era possível o trabalho era complicado demais. Hoje o rádio já entrou na era digital e é possível fazer uma transmissão sem fio. No passado os repórteres eram obrigados a carregar um emaranhado de fios. Fiz jogos com mais de 70 emissoras de rádio e imagina como era a situação e as condições de trabalho. Hoje com a modernidade o trabalho é facilitado e nós da imprensa temos condições de passar a informação com a certeza de que o ouvinte está sendo bem informado.” A Mantiqueira FM tem, inclusive, um equipamento que se chama “Tieline”, com o qual você transmite por linha telefônica e até mesmo pela internet. É o equipamento que todas as grandes emissoras usam, hoje”.
Rádio Mantiqueira FM
“Hoje a Mantiqueira está dando cobertura para todas as modalidades. Vivemos no país do futebol e por isso é o “carro chefe”, que também facilita os patrocínios. Temos um programa diário que evoca todos os esportes, mas o futebol é a modalidade que o ouvinte prefere. E como a própria Caldense está na primeira divisão ela também merece um destaque de nossa equipe. Vamos iniciar o ano dando toda a cobertura para a Caldense na elite mineira e como ela vai disputar a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série D, daremos enfoque também, transmitindo os jogos onde a Caldense estiver. Depois disso vamos cobrir o Campeonato Brasileiro.”
Futebol local
“A Caldense está no caminho certo, tem um bom time, mas vai disputar um campeonato muito difícil. Não tem time fraco no campeonato deste ano. Villa Nova e Caldense já foram campeões mineiros. Não dá para prever nada. Não tem como saber quem vai cair e por isso o trabalho da Caldense é forte e o time está investindo num momento bom. Acredito que a Caldense entra no campeonato numa excepcional condição. A equipe é forte, tem uma base sólida e as contratações feitas até agora são de primeira qualidade, por isso eu acredito muito na Caldense nesse campeonato”.
Futebol ano todo
“Como torcedor e cronista esportivo torci muito para que a Caldense se mantivesse em atividade o ano todo. Espero que a Veterana continue firme no seu propósito de conquistar novamente a vaga para a Copa do Brasil de 2018 e que em 2017 consiga o acesso para a Série C, pois ela mostrou, nos dois últimos campeonatos, que tem condições para isso”.
Campeã de 2002 e vice de 2015
“No tempo que estou militando na imprensa esportiva de Poços o melhor time da Caldense que vi atuar foi o campeão de 2002. Aquele time jogava por música. Se aquela equipe entrasse na Copa do Brasil daquele ano iria “arrebentar”. Aquela equipe tinha pinta de campeã. A derrota no Supercampeonato Mineiro foi um acaso. O time era superior ao Cruzeiro, mas não viveu uma tarde feliz e perdeu o campeonato mas isso não desqualificou o grupo, que era fantástico”. O time de 2015 também era excepcional. Chegar a uma decisão invicta e deixando para trás equipes como América e Cruzeiro já é algo que merece respeito. E volto a dizer: o time deste ano pode surpreender também”.
Futebol amador
“A gente sonha com um futebol amador mais organizado em Poços de Caldas, mas ao mesmo tempo sabemos das dificuldades e não é fácil manter o futebol amador nem para a entidade e muito menos para os clubes. Tem dirigente que coloca a mão no próprio bolso para manter seu time em campo, mas a maioria não tem verba para isso e sobrevive com muita dificuldade. Mesmo assim, em relação a outras cidades que trabalhei, o futebol amador em Poços está caminhando razoavelmente bem. Nossa Liga tem um campeonato com duas divisões, poucas podem se dar ao luxo de realizar campeonatos assim. Duas divisões acabam motivando quem está embaixo a subir e quem está na divisão acima não perder o posto, mas amadorismo é amadorismo e sempre vai aparecer um defeito ou outro, mas é tudo dentro da normalidade”.
E os outros?
“A preferência no Brasil é o futebol. Ele mexe com o torcedor e diretamente com o cronista que vive do esporte. É uma coisa natural a divulgação de uma modalidade que terá mais retorno e será mais rentável e isso já afeta outras atividades esportivas. Os outros esportes, principalmente em Minas Gerais, ficam às vezes inviáveis. O Estado é muito grande e para se cobrir uma competição de nível em qualquer modalidade que seja você vai encontrar muita dificuldade. As competições com um nível inferior acabam não sendo atrativas. Vou tomar como base o futsal, um esporte derivado do futebol e que poderia ter uma abertura melhor. É praticamente impossível realizar uma competição estadual e uma equipe sair de Poços de Caldas e ir jogar no norte de Minas. Eu já cobri campeonatos em que apenas quatro participantes se inscreveram para uma competição num final de semana em Uberlândia. Esse tipo de competição é deficitária e acaba afetando o trabalho da imprensa. Infelizmente o esporte especializado enfrenta dificuldades que o futebol consegue ultrapassar devido ao apelo popular que tem”, em Minas Gerais. É assim tem sido para o basquete e o vôlei também.
Privilegiado
“Estou trabalhando com o professor Edgar de Oliveira já há três anos. Fizemos uma parceria que vem dando certo e que nos abriu as portas para nossa sobrevivência profissional num momento muito complicado para mim e para o narrador André Luiz. Aliás, com o André Luiz retomamos uma parceria que começou em São João da Boa Vista no início dos anos 80. O André Luiz é, para mim, um dos maiores narradores do rádio esportivo do Brasil. Aliás, sou um privilegiado, pois sempre trabalhei com pessoas do mais alto nível. Desde o Luiz Roberto, hoje na TV Globo, com Hugo Botelho, hoje no ESPN, com Batista Gabriel e também o Júlio Garcia que poderia ter recebido mais oportunidades no rádio esportivo de Poços de Caldas. E, claro, o André Luiz, que é acima da média.
Realização
“Sou realizado profissionalmente. Claro que financeiramente nem os grandes nomes do rádio podem dizer que estão realizados, mas estou feliz com a profissão que escolhi. Dentro do nosso mundo de emissora do interior, no qual passei grande parte de minha vida, fiz quase tudo. Faltou um jogo fora do Brasil, sei lá, talvez uma decisão de Libertadores, um jogo de eliminatória de Copa do Mundo, mas quem sabe isso ainda não acontece em minha carreira, que não terminou. Certa vez a Rádio Iguatemi de Osasco me propôs um trabalho que me levaria ao Mundial de 1994. Mas pesou o lado familiar, pois o emprego seria temporário e eu seria dispensado assim que a Copa acabasse. Então decidi não ir ao Mundial dando prioridade aos meus familiares, pois eu estava empregado numa emissora e não achei a proposta interessante. Meus filhos na época eram pequenos e eu não poderia me dar ao luxo de perder o emprego.”
O início
“Passei pelas três etapas do rádio esportivo. Fui narrador, repórter e comentarista. Eu escrevia para jornais em São João da Boa Vista mas não havia tido nenhum contato com o rádio esportivo. Eu tinha como sócio o jornalista Chico Artem, hoje professor e reitor dá Unifae, em São João da Boa Vista. Tínhamos um jornal chamado Opção e já naquela época a gente cobria os jogos, fotografávamos e éramos bem atuantes. Fui cobrir uma partida de futebol em Itapetininga-SP e o comentarista da rádio Difusora não pode ir. O Luiz Roberto, hoje na TV Globo, viu meu trabalho e me convidou para ser comentarista. Eu deixei claro que não tinha experiência em rádio mas ele me incentivou a abraçar esse veículo de comunicação pois viu potencial em meu trabalho. Naquele jogo, além da cobertura para o meu jornal, eu comentei a partida para a emissora. No dia seguinte fui convidado pelo diretor de jornalismo da emissora, Wanderley Fleming, para outras jornadas. Acertamos um cachê e minha segunda participação no rádio esportivo já foi remunerada. O Palmeiras de São João disputava a segundona em São Paulo e subiu para a divisão intermediária, ficando a um passo da primeira divisão paulista. Isso foi um passo importante e marcou o meu começo de forma positiva. De lá pra cá vivi muito mais em função do rádio do que propriamente de jornal. Antes de vir para Poços de Caldas tive passagens por emissoras de rádio em várias cidades. Uma das fase mais marcantes de minha carreira foi em Mogi Mirim. Naquele tempo o time do Mogi era forte e tinha o Vadão como treinador. A equipe tinha nomes de destaque no futebol, como o Leto, Válber e Rivaldo, e era um time de respeito. Fiquei dois anos em Mogi Mirim, que foram muito positivos na minha jornada como repórter esportivo”.
Poços de Caldas
“A primeira emissora em que trabalhei em Poços de Caldas foi justamente a Rádio Cultura, no final de 1992. Cobri o final do campeonato mineiro daquele ano e a Caldense já estava eliminada. A fase final reunia Cruzeiro, Atlético, América e Rio Branco de Andradas. Eu, juntamente com a equipe da Cultura, fiz as finais do Estadual. Depois disso cobri mais umas seis ou sete temporadas do futebol pela Cultura e me transferi para a Rádio Difusora. Naquela época a Difusora apresentou um projeto novo e eu, juntamente como Paulo Roberto, fui para lá e conseguimos trazer o narrador Hugo Botelho. Foram mais oito ou nove anos de muito trabalho e jornadas esportivas por quase todos os cantos do Brasil. “Em outra época, voltei para a Cultura, ao lado de Julio Garcia e José Carlos Silva, e posteriormente para a Difusora, com André Luiz, Matheus Monteiro, Paulo Sérgio, entre outros”.
Grandes jogos
“Já nos tempos de São João da Boa Vista descobrimos o “filão” que era cobrir grandes jogos do futebol brasileiro. Naquela época as grandes emissoras tinham dificuldades de entrar nas cidades do interior e resolvemos trazer para os torcedores do leste paulista e sul de Minas as transmissões dos grandes clubes nos campeonatos paulista, brasileiro e mineiro. Desde 1981 fiz quase todas as decisões importantes. Alguns jogos ficaram marcados. Teve aquele fatídico confronto entre Vasco e São Caetano em São Januário onde caiu o alambrado e muita gente saiu ferida. Naquela partida eu estava a dois metros daquela tragédia e a gente não sabia se transmitia o noticiário ou se ajudava a carregar as vítimas. Eu, o Paulo Roberto e o Hugo Botelho ajudamos a socorrer as vítimas e essa partida foi marcante devido a essa tragédia. Eu estava na final do Campeonato Brasileiro de 1995 quando o Márcio Rezende teve um erro gravíssimo e prejudicou o Santos contra o Botafogo. Outro erro que presenciei foi do Márcio Rezende de Freitas na partida entre Corinthians e Internacional em 2005, quando ele expulsou o Tinga erradamente e favoreceu o Corinthians que acabou sendo campeão brasileiro naquele ano. Dentre os jogos memoráveis que acompanhei não tem como deixar a Caldense de fora. O ano de 2002 foi inesquecível. A Caldense foi campeã com grandes exibições e foi uma coisa marcante para o futebol de Poços de Caldas. E também a decisão do Mineiro de 2015, quando a Caldense chegou, invicta, contra o Atletico-MG e só não foi campeã pelo erro do assistente”.
Craque
“Eu vi o Pelé jogar e ele é indiscutivelmente o melhor de todos os tempos. Mas tive a oportunidade de ver de perto grandes nomes e entrevistar quase todos os grandes jogadores do nosso futebol como Zico, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno. Vi de perto grandes treinadores atuando. O Brasil sempre foi muito rico em talentos e sou um privilegiado de ter visto muitos deles”.
Tempos modernos
“Neste trinta e seis anos de profissão a mudança no rádio esportivo foi muito grande. Houve uma evolução impressionante. Quando comecei em 1979, para se ter uma ideia, usávamos uma linha só de transmissão e a gente não ouvia o que estava acontecendo. Você tinha que trabalhar num verdadeiro “voo cego”. Certa vez a gente transmitiu uma partida inteira em Orlândia, interior de São Paulo, a rádio saiu do ar e continuamos, sem saber, a transmissão até o fim da partida e só depois descobrimos que ninguém ouviu o jogo. Não existia celular. Em determinados lugares a gente conseguia sintonizar a rádio e ouvíamos o som pelo rádio mas onde isso não era possível o trabalho era complicado demais. Hoje o rádio já entrou na era digital e é possível fazer uma transmissão sem fio. No passado os repórteres eram obrigados a carregar um emaranhado de fios. Fiz jogos com mais de 70 emissoras de rádio e imagina como era a situação e as condições de trabalho. Hoje com a modernidade o trabalho é facilitado e nós da imprensa temos condições de passar a informação com a certeza de que o ouvinte está sendo bem informado.” A Mantiqueira FM tem, inclusive, um equipamento que se chama “Tieline”, com o qual você transmite por linha telefônica e até mesmo pela internet. É o equipamento que todas as grandes emissoras usam, hoje”.
Rádio Mantiqueira FM
“Hoje a Mantiqueira está dando cobertura para todas as modalidades. Vivemos no país do futebol e por isso é o “carro chefe”, que também facilita os patrocínios. Temos um programa diário que evoca todos os esportes, mas o futebol é a modalidade que o ouvinte prefere. E como a própria Caldense está na primeira divisão ela também merece um destaque de nossa equipe. Vamos iniciar o ano dando toda a cobertura para a Caldense na elite mineira e como ela vai disputar a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série D, daremos enfoque também, transmitindo os jogos onde a Caldense estiver. Depois disso vamos cobrir o Campeonato Brasileiro.”
Futebol local
“A Caldense está no caminho certo, tem um bom time, mas vai disputar um campeonato muito difícil. Não tem time fraco no campeonato deste ano. Villa Nova e Caldense já foram campeões mineiros. Não dá para prever nada. Não tem como saber quem vai cair e por isso o trabalho da Caldense é forte e o time está investindo num momento bom. Acredito que a Caldense entra no campeonato numa excepcional condição. A equipe é forte, tem uma base sólida e as contratações feitas até agora são de primeira qualidade, por isso eu acredito muito na Caldense nesse campeonato”.
Futebol ano todo
“Como torcedor e cronista esportivo torci muito para que a Caldense se mantivesse em atividade o ano todo. Espero que a Veterana continue firme no seu propósito de conquistar novamente a vaga para a Copa do Brasil de 2018 e que em 2017 consiga o acesso para a Série C, pois ela mostrou, nos dois últimos campeonatos, que tem condições para isso”.
Campeã de 2002 e vice de 2015
“No tempo que estou militando na imprensa esportiva de Poços o melhor time da Caldense que vi atuar foi o campeão de 2002. Aquele time jogava por música. Se aquela equipe entrasse na Copa do Brasil daquele ano iria “arrebentar”. Aquela equipe tinha pinta de campeã. A derrota no Supercampeonato Mineiro foi um acaso. O time era superior ao Cruzeiro, mas não viveu uma tarde feliz e perdeu o campeonato mas isso não desqualificou o grupo, que era fantástico”. O time de 2015 também era excepcional. Chegar a uma decisão invicta e deixando para trás equipes como América e Cruzeiro já é algo que merece respeito. E volto a dizer: o time deste ano pode surpreender também”.
Futebol amador
“A gente sonha com um futebol amador mais organizado em Poços de Caldas, mas ao mesmo tempo sabemos das dificuldades e não é fácil manter o futebol amador nem para a entidade e muito menos para os clubes. Tem dirigente que coloca a mão no próprio bolso para manter seu time em campo, mas a maioria não tem verba para isso e sobrevive com muita dificuldade. Mesmo assim, em relação a outras cidades que trabalhei, o futebol amador em Poços está caminhando razoavelmente bem. Nossa Liga tem um campeonato com duas divisões, poucas podem se dar ao luxo de realizar campeonatos assim. Duas divisões acabam motivando quem está embaixo a subir e quem está na divisão acima não perder o posto, mas amadorismo é amadorismo e sempre vai aparecer um defeito ou outro, mas é tudo dentro da normalidade”.
E os outros?
“A preferência no Brasil é o futebol. Ele mexe com o torcedor e diretamente com o cronista que vive do esporte. É uma coisa natural a divulgação de uma modalidade que terá mais retorno e será mais rentável e isso já afeta outras atividades esportivas. Os outros esportes, principalmente em Minas Gerais, ficam às vezes inviáveis. O Estado é muito grande e para se cobrir uma competição de nível em qualquer modalidade que seja você vai encontrar muita dificuldade. As competições com um nível inferior acabam não sendo atrativas. Vou tomar como base o futsal, um esporte derivado do futebol e que poderia ter uma abertura melhor. É praticamente impossível realizar uma competição estadual e uma equipe sair de Poços de Caldas e ir jogar no norte de Minas. Eu já cobri campeonatos em que apenas quatro participantes se inscreveram para uma competição num final de semana em Uberlândia. Esse tipo de competição é deficitária e acaba afetando o trabalho da imprensa. Infelizmente o esporte especializado enfrenta dificuldades que o futebol consegue ultrapassar devido ao apelo popular que tem”, em Minas Gerais. É assim tem sido para o basquete e o vôlei também.
Privilegiado
“Estou trabalhando com o professor Edgar de Oliveira já há três anos. Fizemos uma parceria que vem dando certo e que nos abriu as portas para nossa sobrevivência profissional num momento muito complicado para mim e para o narrador André Luiz. Aliás, com o André Luiz retomamos uma parceria que começou em São João da Boa Vista no início dos anos 80. O André Luiz é, para mim, um dos maiores narradores do rádio esportivo do Brasil. Aliás, sou um privilegiado, pois sempre trabalhei com pessoas do mais alto nível. Desde o Luiz Roberto, hoje na TV Globo, com Hugo Botelho, hoje no ESPN, com Batista Gabriel e também o Júlio Garcia que poderia ter recebido mais oportunidades no rádio esportivo de Poços de Caldas. E, claro, o André Luiz, que é acima da média.
Realização
“Sou realizado profissionalmente. Claro que financeiramente nem os grandes nomes do rádio podem dizer que estão realizados, mas estou feliz com a profissão que escolhi. Dentro do nosso mundo de emissora do interior, no qual passei grande parte de minha vida, fiz quase tudo. Faltou um jogo fora do Brasil, sei lá, talvez uma decisão de Libertadores, um jogo de eliminatória de Copa do Mundo, mas quem sabe isso ainda não acontece em minha carreira, que não terminou. Certa vez a Rádio Iguatemi de Osasco me propôs um trabalho que me levaria ao Mundial de 1994. Mas pesou o lado familiar, pois o emprego seria temporário e eu seria dispensado assim que a Copa acabasse. Então decidi não ir ao Mundial dando prioridade aos meus familiares, pois eu estava empregado numa emissora e não achei a proposta interessante. Meus filhos na época eram pequenos e eu não poderia me dar ao luxo de perder o emprego.”
sábado, 14 de janeiro de 2017
Prova Ciclística da Comarca acontece dia 22
Poços de Caldas, MG - A cidade sedia dia 22 (domingo) a 1ª etapa da 38ª edição da Média Paulista de Ciclismo, válida também como 58ª Prova Ciclística da Comarca. A prova reunirá atletas de várias partes do país.
A primeira largada será às 9h, em frente à prefeitura, na avenida Francisco Salles. O percurso acontece em ruas das imediações, com retorno na Urca. As categorias são Elite, Estreantes, Junior, Juvenil, Feminino, Sênior A e B, Máster A e B, Infantil, Infanto-juvenil, Equipes e Cidade de Poços de Caldas. A inscrição é um quilo de alimento não perecível (menos sal), que pode ser feita até 15 minutos antes da primeira largada.
A previsão é de que mais de 400 ciclistas participem. O evento é uma parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer com a Federação Paulista de Ciclismo e o Ciclo Sport. Mais informações pelo telefone 3697-2338.
A primeira largada será às 9h, em frente à prefeitura, na avenida Francisco Salles. O percurso acontece em ruas das imediações, com retorno na Urca. As categorias são Elite, Estreantes, Junior, Juvenil, Feminino, Sênior A e B, Máster A e B, Infantil, Infanto-juvenil, Equipes e Cidade de Poços de Caldas. A inscrição é um quilo de alimento não perecível (menos sal), que pode ser feita até 15 minutos antes da primeira largada.
A previsão é de que mais de 400 ciclistas participem. O evento é uma parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer com a Federação Paulista de Ciclismo e o Ciclo Sport. Mais informações pelo telefone 3697-2338.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Caldense estuda cinco cidades para enfrentar o Corinthians
Poços de Caldas, MG - A indefinição do local onde acontecerá a partida entre Caldense e Corinthians pela Copa do Brasil está com os dias contados. Segunda-feira, a diretoria deverá anunciar onde será realizado o duelo válido pela Copa do Brasil. Cinco cidades estão cotadas para o evento - Brasília, Londrina, Manaus, Natal e Poços de Caldas. “Estamos estudando várias possibilidades, vendo o que é melhor para o clube e no máximo até segunda-feira vamos anunciar o local do jogo e colocar o nosso marketing para trabalhar”, conta o presidente Antônio Bento Gonçalves. Segundo o dirigente, Poços de Caldas tem 10% de chances de receber a partida. “Claro que seria bom trazer o jogo para cá, mas acredito que as chances são pequenas. Porém, existem. O clube não pode levar prejuízo e vamos passar o final de semana analisando todas as possibilidades, continuou Bento Gonçalves. “A diferença financeira entre jogar em Poços ou em outra cidade é muito grande. Tivemos diversas propostas e por isto está demorado para se tomar uma decisão”, falou o presidente, destacando ainda que qualquer decisão tomada pelo clube de Poços de Caldas tem total apoio do Corinthians.
Visita
Quinta-feira, o presidente da Caldense Antônio Bento Gonçalves, acompanhado do presidente do Conselho Deliberativo José Donato e do diretor de marketing Victor Hugo Xavier, esteve na Arena Itaquera, onde, em reunião com a diretoria do Corinthians, tratou sobre várias questões relativas ao jogo, marcado para dia 8 de fevereiro pela Copa do Brasil. “A convite da diretoria do Corinthians estivemos no Itaquerão e fomos extremamente bem recebidos. Senti do Corinthians o desejo de dar total apoio à Caldense para a realização de um grande jogo independente do local que venha a ser escolhido”, falou Victor Hugo, diretor de marketing da Caldense. “Após a realização desta reunião voltamos de São Paulo com todos os elementos necessários e agora o presidente Toninho tem condições de tomar a melhor decisão”, finalizou Victor Hugo.
Visita
Quinta-feira, o presidente da Caldense Antônio Bento Gonçalves, acompanhado do presidente do Conselho Deliberativo José Donato e do diretor de marketing Victor Hugo Xavier, esteve na Arena Itaquera, onde, em reunião com a diretoria do Corinthians, tratou sobre várias questões relativas ao jogo, marcado para dia 8 de fevereiro pela Copa do Brasil. “A convite da diretoria do Corinthians estivemos no Itaquerão e fomos extremamente bem recebidos. Senti do Corinthians o desejo de dar total apoio à Caldense para a realização de um grande jogo independente do local que venha a ser escolhido”, falou Victor Hugo, diretor de marketing da Caldense. “Após a realização desta reunião voltamos de São Paulo com todos os elementos necessários e agora o presidente Toninho tem condições de tomar a melhor decisão”, finalizou Victor Hugo.
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