sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Handebol masculino da Caldense avança para a final da Série Prata da LHESP

 Poços de Caldas, MG -  O time masculino adulto de handebol da Caldense esteve em Itapira (SP) para a disputa da semifinal da Série Prata da LHESP, a Liga de Handebol do Estado de São Paulo. A Veterana enfrentou Jundiaí e venceu por 23 a 22 em partida bastante acirrada.

“Começamos o jogo muito bem, chegamos a abrir quatro bolas, aos 20 minutos do primeiro tempo. Infelizmente nosso banco não compareceu, ficamos sem opção de troca, o time deu uma cansada e levamos o empate. Em seguida sofremos a virada e ficamos três gols atrás. Depois, no segundo tempo, começamos a buscar a diferença e faltando dois minutos viramos o jogo e conseguimos a vitória por um gol. Foi um jogaço”

Com o resultado, a Veterana avançou para a final da Série Prata da competição, onde irá encarar o Tietê, que venceu o NHC por 33 a 27 na outra semifinal.

Empresário Rodrigo Hasi traz palestra sobre “gestão humanizada” a Poços de Caldas

Rodrigo Hasi, CEO da rede de academias Evoque, que espalhou quase 40 unidades por todo país em apenas seis anos, mesmo enfrentando falência e pandemia estará em Poços hoje. 

O que dizer de um jovem empresário, de 37 anos, que em apenas seis anos construiu uma rede de academias com 38 unidades espalhadas por todo país, após enfrentar falência e pandemia? Rodrigo Hasi, CEO da Evoque, estará nesta sexta-feira (25),  no Cenacon Centro de Convenções (Av. Vereador Edmundo Cardilo, 3.500, Jardim Del Rey), em Poços de Caldas (MG).

Na ocasião, ele falará sobre a humanização na gestão de academias, dando dicas de como construir uma holding de bem-estar, mesmo enfrentando adversidades. Tema útil para qualquer empresário, independentemente do ramo.

Filho de educadores físicos e apaixonado por motos – que passa a ser uma terapia, já que ele adora viajar entre duas rodas para relaxar as tensões do dia a dia –, Rodrigo sempre teve uma forte ligação com a atividade física e com a adrenalina. Ainda que a vocação tenha vindo de berço, nada caiu de mãos beijadas na vida dele. Pelo contrário: teve que lutar (e muito) por tudo que conquistou. 

A primeira tentativa como proprietário ocorreu em 2012, aos 24 anos. Foi quando arrendou uma academia, em Mauá (SP). Não deu certo. Por falta de boa gestão, o negócio faliu em um ano. Resiliente, Rodrigo entendeu que precisava aprender e a crescer mais como gestor para alcançar algo maior. Assim, voltou a gerenciar academias. No caso, a própria Evoque, em Mauá (SP), na qual tinha bom relacionamento com os donos.  Em 2018, surgiu a oportunidade de comprá-la. Juntou tudo que tinha guardado nos últimos anos, vendeu carro e moto para abraçar essa nova oportunidade. Mais experiente, o negócio decolou. Em pouco tempo, o número de alunos dobrou. 


Daí, veio a pandemia. “Obviamente, isso abalou o meu emocional no início. Mas também vi uma oportunidade de crescimento. Muitas academias fecharam e, portanto, existiam mais clientes no mercado. Foi só uma questão de conseguir estruturar-se rapidamente para buscar esse público que voltaria a fazer exercício físico”, conta Rodrigo. Certamente, a primeira experiência de fracasso deu suporte e sabedoria para que ele conseguisse sobreviver e até crescer na adversidade. Bingo: no final de 2020, mesmo na pandemia, conseguiu abrir a segunda unidade da Evoque, em Santo André (SP).

Em 2021, Rodrigo conheceu José Ramos, 38 anos, um empresário do ramo da tecnologia, que dava os primeiros passos no segmento de academias e que tornaria sócio dele na Evoque. O encontro desses dois jovens idealistas e com muita vontade de crescer, foi o que se pode chamar de “conexão empresarial à primeira vista”. “Tínhamos muitas afinidades e o Rodrigo mostrou que para um negócio prosperar não bastava ser apenas apresentável como eu pensava, mas ter boa gestão”, confessa Ramos. Ele não tem dúvidas que a rede Evoque cresceria de qualquer jeito e chegaria a esse ponto de grandiosidade atual. Mas com a participação dele, que entendia bem de logística, no comando do negócio, o crescimento foi mais rápido.


Modelo híbrido 

A rede Evoque é a única do país que navega no modelo híbrido de negócios (low price full service), pautado em mensalidade bem em conta para o bolso do consumidor e um vasto cardápio de modalidades, algumas delas exclusivas.   Portanto, é possível dizer que trata-se de um caminho próprio e certeiro, entre várias outros que seguem padrões bem conhecidos no Brasil, como o low cost, o full service, o nichado (que oferece uma única modalidade, caso dos estúdios de bike indoor ou de pilates) e o butique ou premium (inserido no mercado de luxo). Para se ter ideia do acerto, o faturamento bruto anual da Evoque é de cerca de 75 milhões de reais. E a previsão é que chegue a 50 unidades até o final de 2024. 

Segundo Hasi, a inovação tanto na gestão, que valoriza os colaboradores da empresa, para que eles se sintam parte dela, vislumbrando uma carreira sólida a longo prazo, quanto nos serviços oferecidos, são pontos fortes do negócio. “Tudo é pensado em pessoas. Nossos funcionários formam uma grande família com direito, por exemplo, a ferramentas que fazem com que eles saibam gerir suas próprias finanças. E os nossos alunos contam com um leque gigantesco de modalidades, algumas atendendo necessidades específicas como as voltadas para a terceira idade. Tudo isso por um custo baixo”, diz ele.

Com cerca de 1 000 colaboradores e 60 mil alunos, a rede oferece mais de 22 modalidades, sendo cinco aulas coletivas exclusivas, caso do pilates ballance, mistura de movimentos da metodologia original, de ioga, de alongamento, de exercícios funcionais e de tai chi chuan. 

Sobre a Evoque. Fundada em 2018, em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, a rede de academias Evoque conta atualmente com 38 unidades e cerca de 60 mil alunos em todo país.  Trata-se de uma marca em franca expansão, um modelo híbrido, muito bem estruturado e com serviços de excelência, entre academia de bairro e low cost. Tem a vantagem de oferecer diversos tipos de atividades físicas, incluindo artes marciais, dança, treinamento funcional e bike indoor, além de serviços de fisioterapia. academiaevoque.com.br


 

Clayson Jr. conquista título no Campeonato Sul Brasileiro de Jiu Jitsu em Florianópolis

 Poços de Caldas, MG — O professor e atleta Clayson Jr. brilhou no Campeonato Sul Brasileiro de Jiu Jitsu, realizado em Florianópolis, SC, pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo (CBJJE).

O evento reuniu competidores de todo o Brasil, especialmente da região Sul, em busca do título. Clayson Jr. conquistou o primeiro lugar na categoria pesado, tanto de kimono quanto sem kimono.

Em declaração, Clayson celebrou seu desempenho recente: “Estou muito feliz com os resultados. Nos últimos três meses, consegui ganhar sete medalhas de ouro, mesmo com uma agenda cheia de aulas em grupo, personal training e administração da academia”. Ele destacou que competir se tornou mais do que apenas vencer. “Hoje, competir vai muito além de ganhar; é sobre me manter em movimento e inspirar a nova geração da academia, que também sonha em competir e viver do esporte”, afirmou o atleta.

Clayson aproveitou para agradecer sua equipe e patrocinadores pelo apoio. “Quero agradecer a todos que fortalecem nossos treinos diariamente, aos professores dos projetos, ao mestre Cícero Costha, e aos meus patrocinadores, que me dão total suporte nas competições: Território Animal, Paula Dias, Qualicon, com Antonio Campos, Campinas Diesel, com Willian Nogueira e João Nogueira, e à Secretaria de Esportes”, disse ele. “Agradeço a todos aqueles que confiam e acreditam no nosso trabalho, meu muito obrigado.

O professor e atleta  ainda tem compromissos importantes no calendário de competições deste ano. “Agora é manter o foco e seguir com os treinos para cumprir o restante do cronograma com toda a nossa equipe”, finalizou Clayson Jr.

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

3ª Edição do Campeonato Brasileiro de Atletismo Paralímpico Sub-17 e Sub-20 reúne talentos em São Paulo

Poços de Caldas, MG - A 3ª edição do Campeonato Brasileiro de atletismo sub-17 e sub-20 começou na terça-feira, 15, e terminou no domingo, 20, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com 335 atletas inscritos: 139 competidores do sub-17 e 196 do sub-20.

A competição, organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), tem o objetivo de identificar novos talentos nacionais da modalidade, em provas de pista e campo, nas quais o país tem a maior quantidade de medalhas conquistadas em Jogos Paralímpicos: 206 (58 ouros, 81 pratas e 67 bronzes). O Brasil foi o terceiro melhor país na modalidade nos Jogos Paralímpicos Paris 2024, ficando apenas atrás da China e Estados Unidos.

Conhecida como Escolinha, a Escola Paralímpica de Esportes é idealizada e realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e visa promover a iniciação de crianças com deficiência física, visual e intelectual na faixa etária de 7 a 17 anos em 15 modalidades paralímpicas: atletismo, badmínton, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado Todas compõem o atual programa dos Jogos Paralímpicos.

Esses jogos têm as Loterias Caixa e a Braskem como as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Nesta ocasião, o CIDEP participou com atletas no sub-17 e no sub-20, ambos com grandes chances de representarem Poços de Caldas e estarem entre os melhores atletas de cada prova.


Depoimentos:

Jennifer, atleta: “Corri 100m, 200m e 400m, conquistei a medalha de prata em todas essas provas. Estar lá e surreal para mim, mesmo com alguns problemas, consegui trazer 3 medalhas para Poços de Caldas. A sensação de pisar na pista, ouvir o técnico te incentivando e a torcida gritando é ótima e prazerosa, ver que as pessoas que estão ali do seu lado são como você e cada um dando o seu melhor é maravilhosa. Aprendi muito com todos que estavam nesta competição e vou levar muitas coisas boas para a vida, além de buscar sempre evoluir cada vez mais.”


Samuel, atleta: “Tenho 18 anos e competi no sub-20, nas provas de 100m e 200m, foi a primeira vez que corri com o auxílio de uma atleta guia. Foi uma experiência diferente, pois estava acostumado a correr enxergando e sozinho, mas acredito que fui bem e ainda tenho muito a melhorar e isso vai acontecer naturalmente com os treinos diários. Essa competição foi ótima e eu espero me tornar um atleta profissional”.


Bruno, técnico do sub-20: “Podermos participar dessa competição foi muito importante para todos os atletas que conseguiram reproduzir o que vinham apresentando recentemente nos treinos e os resultados falam por si, tivemos ótimas participações como melhoras de marcas pessoais, à quebra de recorde da competição com um atleta do sub17 e seu guia. Essas marcas mostram cada vez mais que o CIDEP está se consolidando como um dos principais Clubes Paralímpicos, nacionalmente”.


Maria Clara, atleta guia: “Participar do campeonato brasileiro de atletismo sub-20 foi uma experiência muito importante para lado técnico e profissional, onde pude vivenciar no Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) preparação dos atletas, a organização da competição, toda a estrutura que oferecem, na qual fiquei encantada.  Porém, não posso deixar de destacar um lado pessoal, que foi a vivência de ser uma atleta guia e poder estar juntinho na prova ali na pista, foi incrível, muitas emoções, eu como guia, me senti feliz de estar realizando junto, de romper barreiras pessoais também, onde ser atleta guia aumentou minha confiança. Essa participação abre inúmeras possibilidades, e uma delas é de estar participando desse esporte lindo, no mundo paralímpico”.


]Mônica: “Nesse fim de semana participei do Campeonato Brasileiro Sub 20 no Centro Paralímpico Brasileiro em São Paulo. Em mais essa competição, tive a oportunidade de melhorar minhas marcas pessoais no arremesso de peso e no lançamento de dardo. Nessa competição, podendo ser a última do ano, tive mais uma experiência de participar de algo tão importante para meu futuro como atleta”.


Laura, técnica do sub-17: “Agradeço aos pais e atletas pela confiança, pelo apoio e por sempre acreditar no nosso trabalho e nos filhos de vocês, é muito importante. Parabenizo nossos atletas do sub-17 também, tivemos ótimos resultados, melhoramos o tempo de todos os atletas e vamos por mais, continuando com os treinamentos e evoluindo a cada competição, estou orgulhosa de vocês”.


Leonardo Souza, atleta guia: “Foi uma experiência fantástica poder participar ativamente das provas com o atleta Bryan e ainda, poder bater o recorde da competição nos 200m, foi fantástico”.


Geovanna, atleta: “Eu também tenho muito que agradecer a vocês todos, por proporcionar que essa competição ocorresse, tudo bem e sempre incentivando nós atletas, por ser cada vez melhor, como atletas e como pessoa, muito obrigada por tudo”.


Diógenes, atleta: “Eu quero agradecer a cada um dos treinadores que estiveram com a gente nessa competição, foi muito bacana poder participar e melhorar meus resultados”.


Alexandra, mãe do atleta Miguel: “Minha eterna gratidão pelo trabalho que o CIDEP realiza. O Miguel voltou com o semblante que dispensa comentários. Só aumenta a minha gratidão pelo trabalho e dedicação de todos vocês, o esporte salva-vidas. A todos os envolvidos, meu abraço fraterno”.

Liga Jandaia de Handebol Juvenil: Caldense/Poços é campeã do feminino

No domingo (20/10), houve a disputa da final da Liga Jandaia de Handebol, categoria juvenil feminino, em Mococa (SP), para atletas de 14 a 18 anos. O time Caldense/Poços enfrentou a própria equipe de Mococa, venceu por 25 a 21 e conquistou o título.

A campanha contou com 6 vitórias e 2 derrotas, em uma competição composta por sete equipes do Sul de Minas e do interior de São Paulo: Mococa, Ribeirão Preto, Cabo Verde, Andradas, Restinga, Guaxupé e Poços de Caldas.

A jogadora alviverde, Emily Caixeta, foi eleita MVP, destaque da partida e ainda venceu o troféu de artilheira, com um total de 58 gols. A seleção da competição contou com quatro representantes da Veterana:

Goleira: Nicole Caixeta

Armadora central: Emily Caixeta

Ponta esquerda: Gabriella Campos

Técnica: Elaine Ferreira

Carolina Silva Nascimento, capitã da Seleção Brasileira de Cricket, é convidada para temporada na Austrália

Poços de Caldas, MG – Aos 20 anos, Carolina Silva Nascimento já é um dos grandes nomes do cricket brasileiro. Seu talento chamou a atenção de ninguém menos que Júlia Price, uma das maiores jogadoras da história do cricket mundial. Júlia, que esteve recentemente em Poços de Caldas, ficou impressionada com a habilidade de Carolina e a convidou para uma temporada de dois meses na Austrália, uma oportunidade de ouro para a jovem jogadora.

O Mantiqueira conversou com Carolina, que atualmente é a capitã da Seleção Brasileira de Cricket, sobre sua trajetória no esporte e o que essa experiência internacional representa para sua carreira. “Eu comecei a jogar cricket em 2018, quando houve uma apresentação sobre o esporte na minha escola. Gostei muito e segui treinando na Calden. Evoluí para a camiseta branca, depois para a azul, até chegar à seleção brasileira. Este ano, me tornei a nova capitã, então estou com uma grande responsabilidade”, contou Carolina.

A oportunidade de treinar na Austrália, um dos países mais fortes no cricket mundial, pode representar um divisor de águas na carreira de Carolina. Sob a orientação de Júlia Price, ela terá a chance de aprimorar suas habilidades e ganhar ainda mais experiência no esporte. “É uma chance incrível de aprender e evoluir ainda mais”, destacou Carolina.

Agora, Carolina embarca para a Austrália, a “terra dos cangurus”, para uma temporada que promete acelerar seu desenvolvimento como atleta e contribuir para o fortalecimento do cricket no Brasil. A jovem jogadora está determinada a aproveitar ao máximo essa oportunidade e trazer novos conhecimentos para a seleção brasileira, ajudando a elevar o nível do esporte no país.

  “Tenho expectativas muito altas, principalmente de aprender coisas novas e adquirir conhecimentos. A Austrália é o segundo país do mundo em importância no cricket, então o esporte é muito grande lá. Espero conseguir trazer bastante coisa para me ajudar nessa nova missão como capitã.”

A oportunidade de treinar na Austrália surgiu após a visita de Júlia Price ao Brasil quando ela trabalhou como treinadora da equipe brasileira. Carolina relembrou o impacto dessa experiência e como a relação com Júlia evoluiu desde então. “A Júlia conquistou várias Copas do Mundo pela Austrália e, quando veio ao Brasil, nos ensinou muita coisa. Agora, vou ficar na casa dela e ela vai me ajudar nessa nova missão na Austrália”, comentou Carolina. 

Matt

A viagem de Carolina Silva Nascimento para a Austrália foi comentada com entusiasmo por Matt Featherstone, presidente do Cricket Brasil. Em suas palavras, o convite recebido por Carolina é fruto do mérito e talento da jovem capitã da Seleção Brasileira de Cricket.

“Foi um mérito dela, do Carol, ser chamada por Júlia Price. A Júlia já esteve conosco algumas vezes aqui no Brasil e vai voltar no ano que vem para uma temporada de três meses. Ela ofereceu uma oportunidade que não dá para recusar. Carol vai ficar com Júlia, treinar com ela e absorver sua vasta experiência”, disse Matt.

Júlia Price, que disputou três finais de Copa do Mundo, é uma referência no esporte, e Matt destacou o impacto dessa experiência para o crescimento de Carolina como jogadora e líder da seleção. “Poucas mulheres no mundo tiveram essa experiência de estar em três finais de Copa do Mundo. Carolina vai aproveitar muito essas oito semanas fora, jogando, treinando e aprendendo intensamente.”

Featherstone também comentou sobre o ambiente esportivo na Austrália, que oferece condições excepcionais para o desenvolvimento do cricket. “Na Austrália, o cricket é o principal esporte, o país gira em torno do cricket, da mesma forma que o futebol aqui no Brasil. Lá, tudo está relacionado ao esporte, e Carol tem muito a aprender.”

 Matt vê essa experiência como um ponto de virada para a seleção. “Essa oportunidade de passar oito semanas fora, voltando já preparada para o Mundial, vai trazer muitas riquezas. Talvez seja a chave que estamos precisando para superar os Estados Unidos em março e nos levar para o próximo nível”, afirmou Matt, referindo-se à forte rivalidade entre Brasil e Estados Unidos no cricket feminino.

Featherstone também ressaltou que o mérito é todo de Carolina, já que foi pessoalmente convidada por Júlia Price, uma das maiores jogadoras da história do cricket. “Fico muito feliz porque é o mérito dela. Eu não organizei nada. A Júlia a convidou, falei com o embaixador da Austrália para ajudar com o visto, e o restante foi organizado por eles. Já tem time, já tem camiseta. Dá para ver que, quando essas pessoas de fora chegam aqui, elas percebem o talento, enxergam algo especial e fazem questão de ajudar”, comentou Matt.

Júlia Price

“Júlia é uma pessoa fantástica. Ela está entre as 10 mulheres que já jogaram três finais de campeonatos mundiais, ganhando duas vezes. A riqueza de experiência que ela traz é algo que você não pode comprar”, disse Matt. Ele lembrou como o envolvimento de Júlia com o projeto cresceu ao longo dos anos. “Na primeira vez, ela veio por cinco ou seis dias, depois voltou por um mês, e no ano que vem ela vai passar três meses aqui. Além disso, ela está levando nossa capitã, Carolina Silva, para uma temporada de dois meses na Austrália.”

Featherstone acredita que essas parcerias, especialmente com uma figura de renome como Júlia Price, dão mais credibilidade e impulso aos projetos do Cricket Brasil. “Ter uma pessoa com tanta experiência mundial, que acredita e ainda acrescenta aos nossos projetos, é muito valioso. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirmou Matt.

Júlia Price voltará ao Brasil em março de 2025, para uma estadia de três meses, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento do cricket no país. Para Matt, esse envolvimento contínuo de figuras tão importantes no cenário mundial é um sinal claro de que o projeto está crescendo e evoluindo da maneira certa. “Cada vez mais, pessoas como ela estão ajudando nosso projeto a crescer ainda mais, e sou muito grato por isso”, concluiu Featherstone.

Cricket Brasil firma parceria histórica com o COB em preparação para Los Angeles 2028

Poços de Caldas, MG – Esta semana foi um marco para o Cricket Brasil, que oficializou uma importante parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), abrindo caminho para o crescimento da modalidade no país e fortalecendo sua presença nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles. A parceria foi celebrada em uma reunião na sede do COB, onde estiveram presentes representantes do COB, Matt Featherstone, presidente da Cricket Brasil, Roberta Avery, e Luiz Felipe, conhecido como “Chipinho”.

Em entrevista ao Mantiqueira, Matt Featherstone expressou sua empolgação com a nova parceria. “Estamos muito felizes. O cricket foi anunciado no ano passado como um esporte olímpico novamente, pela primeira vez desde 1900. Agora, 128 anos depois, ele retorna às Olimpíadas. Fomos convidados pelo COB para apresentar essa nova modalidade que fará parte da família olímpica, e foi um dia espetacular.”

O retorno do cricket às Olimpíadas de Los Angeles em 2028 já está movimentando o cenário esportivo brasileiro, e a parceria com o COB simboliza um passo importante na preparação do Brasil para essa competição. A expectativa é que essa colaboração ajude a desenvolver o esporte no país, ampliando sua base de atletas e o conhecimento do público sobre a modalidade.

Matt  destacou o impacto positivo da visita: “Eu não conhecia a sede, o centro de treinamento, os próprios funcionários, e a visão que eles têm para o cricket do Brasil nas Olimpíadas e no Pan-Americano. Foi um aprendizado incrível, e a recepção ao cricket foi extremamente calorosa. Fomos recebidos como se o cricket já fosse parte das Olimpíadas há cem anos.”

A integração do cricket à “família olímpica” brasileira marca o início de uma nova fase para o esporte no país. Matt observou que, com o apoio do COB, o crescimento do cricket no Brasil deverá acontecer de forma muito mais rápida do que o esperado. “Agora, podemos realmente dizer que o cricket faz parte dessa família. As coisas vão avançar em uma velocidade que nunca imaginamos.”

Entre os benefícios que essa parceria trará, Matt citou o desenvolvimento mais rápido das categorias de base, a ampliação de infraestrutura e a possibilidade de um maior suporte técnico e financeiro, o que contribuirá para a profissionalização do esporte. “Com o apoio do COB, muita coisa pode acontecer e de forma mais rápida do que esperávamos. Agora, o cricket no Brasil tem uma base sólida para crescer e alcançar novos patamares.”

Recursos

Matt Featherstone ressaltou os inúmeros benefícios que essa parceria trará para o desenvolvimento do esporte no Brasil. Além dos recursos financeiros, o know-how do COB e o acesso à sua infraestrutura representam um grande avanço para o cricket nacional.

Matt destacou a importância dos projetos, cursos e estrutura de ponta que o COB disponibiliza: “Temos o recurso, mas o mais importante é o know-how. Os projetos que eles oferecem, os cursos, o laboratório para avaliações físicas dos jogadores, e o próprio espaço, que agora podemos chamar de nossa casa. O COB oferece fisioterapeutas, massagistas, academias e o Cricket Brasil pode fazer parte disso tudo.”

Essa nova fase abre as portas para uma integração ao que Matt chamou de “um mundo novo”, com possibilidades de crescimento e evolução para o esporte. “Fico muito grato por essa recepção. Agora estamos correndo atrás para realizar mais coisas do que eu esperava. A primeira tarefa é aprender como trabalhar com o COB.”

Nos próximos meses, o Cricket Brasil participará de reuniões contínuas com o COB, com a presença de um mentor designado especificamente para ajudar o esporte a se alinhar aos projetos e oportunidades oferecidos pela entidade. “Teremos um mentor do COB que ficará junto com a gente, ajudando a encaixar o cricket em tudo que for necessário, para aproveitar ao máximo os projetos e o know-how deles e, assim, melhorar ainda mais o Cricket Brasil”, acrescentou Matt.

Olimpíada já começou

Embora os Jogos Olímpicos de Los Angeles estejam programados para 2028, para o Cricket Brasil, ela já começou.  “Eles falam da época entre 2025 e 2028, mas, para mim, a Olimpíada de Los Angeles já começou neste final de 2024. A semana foi especial”, declarou Matt.  “Nos próximos meses, vamos estar frequentemente no COB para aprender ainda mais e aprimorar nossas técnicas e estratégias”, afirmou Matt.

Fim de ano movimentado

O fim de 2024 será um período de grandes desafios para o Cricket Brasil. Após 12 anos fora do cenário internacional, a seleção masculina está pronta para retornar ao Mundial, com uma equipe formada e preparada para competir no torneio que acontecerá em Buenos Aires, a partir de 4 de dezembro. Serão 16 jogadores brasileiros disputando contra oito seleções, com a expectativa de chegar entre os três primeiros e avançar para a próxima fase contra equipes como Canadá e Estados Unidos.

Matt destacou a importância desse retorno após mais de uma década de ausência. “Ficamos fora por 12 anos, focando no investimento na base, nos jogadores brasileiros e em projetos para fortalecer o futuro do cricket no país. Agora, acredito que é o momento certo para voltar”, comentou.

A preparação para o Mundial faz parte de uma série de eventos que têm movimentado o Cricket Brasil. Além das competições internacionais, a entidade tem trabalhado ativamente em novos projetos. “Estamos super felizes com o fim do ano. Abrimos novos projetos no Rio de Janeiro e São Paulo, e agora precisamos estruturar esses projetos para 2025”, explicou Matt.

O calendário de 2025 já começa intenso, com a seleção feminina se preparando para o Mundial em março, onde mais uma vez enfrentarão Canadá e Estados Unidos, seus maiores rivais. “Essa é nossa eterna disputa. Quem sabe a briga já comece em março”, comentou Matt, ansioso para o próximo ciclo de competições.

Além das competições, o Cricket Brasil receberá em 2025 a visita do MCC considerado o melhor time do mundo, que ficará no país por 14 dias. “O MCC virá para ver nossa estrutura, nos ajudar e visitar nossos projetos sociais. Eles vão jogar com nossas seleções e será uma experiência incrível”, afirmou Matt.  “Estamos vivendo um momento de muita alegria, com muitas coisas acontecendo e ainda mais por vir”, concluiu Matt.