terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Atletas da Caldense marcam participação no Campeonato Verão de Tênis de Mesa em Itajubá

 No último dia 22 de fevereiro de 2026, a cidade de Itajubá foi palco de mais uma etapa do Circuito de Tênis de Mesa promovido pela Dribble. O Campeonato “Verão”, válido pelo Circuito das Estações, reuniu atletas de diversas categorias e proporcionou grandes disputas ao longo do dia.

A equipe esteve representada por três atletas, com destaque para o jovem Emiliano Aymar Barquero Tygel, de apenas 7 anos, que conquistou a medalha de ouro na categoria Sub-9. Demonstrando concentração, habilidade e maturidade acima da média para a idade, Emiliano teve excelente desempenho e garantiu o lugar mais alto do pódio, confirmando seu potencial na modalidade.

Na categoria 50-55 anos, Daniel também fez uma campanha consistente e alcançou a final, conquistando a medalha de prata após uma trajetória marcada por partidas equilibradas e muita determinação.

Já Antônio competiu na categoria Sub-13. O atleta realizou bons jogos durante a fase inicial, mas acabou sendo eliminado antes das quartas de final, adquirindo importante experiência em uma competição de alto nível técnico.

Poços tem 24 corridas entre março e dezembro

Após a Volta ao Cristo, que inaugurou o calendário de corridas em janeiro, 24 competições estão agendadas ao longo do ano até o momento. No próximo mês, há duas corridas e, em abril, nada menos que quatro provas.

Tem competição para todo tipo de corredor, do iniciante ao avançado, algumas realizadas pelo município, outras com apoio da Prefeitura. Este ano, há três competições a mais do que em 2025 e pode aumentar. Veja a lista abaixo das corridas já confirmadas.

Tendência

No Brasil, a corrida e a caminhada passaram a ocupar o topo do ranking das atividades físicas mais praticadas em 2025. Segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil, as duas modalidades somam 28% da preferência dos brasileiros, superando a musculação, que aparece em segundo lugar com 26%.

O estudo atribui o aumento de 9%, em comparação com 2024, a uma tendência de maior valorização de experiências ao ar livre.


Calendário*

22 de março – Summit Run

29 de março – Cãorrida

12 de abril – Corrida Bioforma

14 de abril – Corrida PRF

19 de abril – Sicredi Run

26 de abril – Corrida de Rua IF Sul de Minas

17 de maio – Corrida dos Pontos Turísticos Citur/Santa Casa

31 de maio – Corrida dos Bombeiros

4 a 7 de junho – Ultra do Vulcão

21 de junho – Corrida Sest Senat

28 de junho – Corrida da Apae

19 de julho – Meia Maratona das Águas

2 de agosto – Corrida Unimed

16 de agosto – Corrida da Adefip

29 de agosto – Night Run

12 e 13 de setembro – WTR – Rota Vulcânica

20 de setembro – Caldense Running

27 de setembro – Corrida da Polícia Militar

18 de outubro – Corrida Biofisic

24 de outubro – Terry Fox Run

8 de novembro – Caminhada pela Vida

15 de novembro – Mountain Experience Running

6 de dezembro – Corrida Santa Casa

13 de dezembro – Olimpic Run

*Sujeito a alterações

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Supercopa 2026 de futebol amador começa dia 26

 Na próxima semana começa a Supercopa 2026, competição que abre oficialmente o calendário do futebol amador. A abertura será no dia 26 no estádio municipal Ronaldo Junqueira, o Ronaldão.

O torneio reunirá os campeões e vice-campeões das principais competições do ano anterior: Olimtra, Interbairros e séries A e B do Campeonato Amador.

A Supercopa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esportes, a Associação dos Árbitros de Poços de Caldas e a Liga Poços-caldense de Futebol (LPF).

Programação

Dia 26

20h – Cocal x Córrego Dantas

Dia 27

20h – Chelsea Poços x Nova Aurora

Dia 28

16h – Curimbaba x Poços Tec

18h – Santa Rosália x Recreio

Dia 7/3

16h – Semifinal 1

18h – Semifinal 2

14/3

16h – Final

Prefeitura participa de reunião preparatória para lançamento do edital do programa de patrocínio DME para projetos sócio-esportivos

 A Prefeitura participou, nesta semana, de reunião preparatória para o lançamento do edital do Programa de Patrocínio DME para Projetos Sócio-Esportivos, que contempla iniciativas enquadradas na Lei Estadual e na Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

O encontro reuniu representantes do setor esportivo e técnico para alinhar os últimos detalhes do edital, que tem como principal objetivo fomentar projetos que promovam inclusão social, desenvolvimento de talentos e fortalecimento das práticas esportivas no município.

O grande destaque é o lançamento do edital, que promete movimentar a comunidade esportiva local, ampliando oportunidades para atletas, entidades e projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de transformação.

Com a iniciativa, o município reforça seu compromisso com o incentivo ao esporte, reconhecendo seu papel fundamental na promoção da cidadania, saúde e qualidade de vida.

Mais informações sobre prazos, critérios e formas de inscrição serão divulgadas em breve nos canais oficiais.

Gashuku reúne praticantes de artes marciais em semana intensa de disciplina e harmonia em Poços

Poços de Caldas (MG) – Entre os dias 12 e 17 de fevereiro, durante o período de Carnaval, Poços de Caldas sediou a 18ª edição do Gashuku Budo Sosa Kai, evento tradicional voltado ao aprofundamento técnico e filosófico nas artes marciais desenvolvidas no dojo organizador.

A palavra “Gashuku” significa “conviver em harmonia” — conceito que norteou os sete dias de imersão, marcados por treinamentos intensos e estudo de conteúdos avançados nas modalidades de Karate-Do, Iai-Do, Kobudo, Nin-Jutsu e Taijutsu.

Segundo o ministrante do encontro, Renshi Daniel Carvalho de Sousa, 6º Dan, a proposta foi colocar os participantes à prova, tanto física quanto mentalmente.

“Foram sete dias de treinamentos austeros, colocando à prova a dedicação dos participantes, em busca do desenvolvimento físico, disciplina mental e conhecimento técnico superior — todos esses elementos em equilíbrio e harmonia”, explicou.

Durante o Gashuku, os praticantes passaram por rotinas exigentes, com foco no aperfeiçoamento técnico, fortalecimento da postura, controle emocional e aprofundamento nos princípios tradicionais das artes marciais japonesas.

Mais do que um ciclo de treinos, o encontro reforçou valores como respeito, perseverança e espírito coletivo — pilares fundamentais do budô. A realização do evento durante o Carnaval também simboliza uma escolha consciente dos participantes: dedicar o período festivo ao aprimoramento pessoal e à busca constante pela evolução dentro e fora do tatame.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando a cor da camisa vira motivo de intimidação nos estádios

Campinas (SP) – A reportagem do Mantiqueira esteve no aconchegante  Estádio Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, no domingo, para acompanhar o confronto entre Associação Atlética Ponte Preta e São Paulo Futebol Clube, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista. A proximidade com Poços de Caldas facilitou a ida até a cidade paulista. O objetivo era observar o ambiente, a atmosfera, o comportamento da torcida. O que se viu, no entanto, provoca reflexão.

Dentro de campo, o cenário era adverso para a Ponte Preta. Mesmo rebaixada, com campanha difícil — um empate e sete derrotas em oito jogos — e perdendo por 2 a 1, para o Tricolor Paulista, a torcida da Macaca não abandonou o time. Incentivou do início ao fim, cantou, empurrou, mostrou a força da paixão que move o futebol brasileiro. A arquibancada vibrou, sofreu e permaneceu ao lado do clube.

Mas um episódio fora das quatro linhas chamou mais atenção do que o placar. Um casal precisou mudar de lugar porque suas vestimentas poderia desagradar parte da torcida pontepretana. A mulher usava uma camiseta esverdeada — não era uniforme de time, não fazia referência explícita ao rival Guarani Futebol Clube, tampouco a Sociedade Esportiva Palmeiras. Era apenas uma peça comum, de uso cotidiano. Ainda assim, a cor “maldita” foi suficiente para gerar o constrangimento de ser convidada a sair de onde estava. “Aqui só se tolera preto e branco”, destacou um integrante da segurança. 

O homem vestia uma camiseta em tom vinho. Para a segurança e policamento no estádio, a cor poderia remeter ao São Paulo, cujas cores são preto, branco e vermelho. Bastou a suposição. A pressão foi direta: ou mudavam de lugar — ou poderiam enfrentar hostilidade.

Para permanecerem no estádio com um mínimo de tranquilidade, ambos se dirigiram a uma loja oficial da Ponte Preta dentro do Moisés Lucarelli e compraram camisetas do clube da casa. Não por escolha espontânea, mas como forma de garantir segurança e continuar assistindo à partida. Naquele momento o preço salgado das camisetas não era o maior impecílio, mas sim a segurança. 

O episódio contrasta com as mensagens transmitidas pelo sistema de som do estádio, que destacavam a cultura de família e o respeito às mulheres. A prática, naquele momento, mostrou outra face e longe de ser realidade naquele estádio.

Segundo informações das forças de segurança para a reportagem do Mantiqueira, cerca de 80 pessoas foram retiradas do estádio durante o jogo por atos de indisciplina. A reportagem presenciou um destes torcedores correndo da polícia nas arquibancadas, levando algumas pancadas dos policiais e sendo preso em seguinda. Ambiente nada familiar presenciado por todos, inclusive famílias. 

A pergunta que fica é incômoda: até que ponto a liberdade individual cabe dentro de um estádio de futebol? Ninguém aqui é inocente e sabe que não estamos num mundo de conto de fadas. Mas o que vimos no Campinas estrapola a liberdade. Deixamos claros que sabemos que não é exclusividade campineira. Infelizmente casos e mais casos de violência de torcedores são registrados todos os finais de semana após ou antes do jogos nos nossos estádios. 

Sabemos que a rivalidade faz parte do espetáculo. A provocação também. Mas quando a cor de uma roupa passa a ser motivo de intimidação, algo está fora do eixo. O estádio deveria ser território da paixão, não da imposição.

Muito se critica a elitização do futebol, o preço elevado dos ingressos, a transformação do torcedor em consumidor. No entanto, episódios como esse alimentam justamente esse processo. A ideia de que somente um ambiente mais controlado — e mais caro — garante segurança acaba ganhando força.

O risco é evidente: punir o torcedor comum, aquele que ama seu clube, mas entende que o respeito ao próximo é inegociável. Torcidas organizadas com histórico de violência não podem receber tratamento diferenciado ou benefícios que reforcem desigualdades. A lei deve ser aplicada de forma uniforme.

O futebol brasileiro sempre foi sinônimo de diversidade, mistura e convivência. Quando vestir uma camiseta de cor “errada” se torna ameaça, não é apenas a liberdade que está em jogo — é a essência do próprio espetáculo.

O que se viu em Campinas não foi apenas um caso isolado. Foi um sinal. E sinais, no futebol, precisam ser levados a sério.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Educadores de Poços de Caldas participam de intercâmbio cultural em Salvador, berço da capoeira

Salvador (BA) — Berço da capoeira e símbolo da cultura afro-brasileira, a capital baiana foi palco, no mês de janeiro, de um importante intercâmbio cultural promovido por representantes do Centro de Ensino Educação e Pesquisa Capoeira, escola esportiva e cultural de Poços de Caldas.

Participaram da visita o Mestre Vagner, o professor Brandon Luis Mendes, o professor Iuri Julierme de Melo Ferreira Penna, Vanessa de Cássia Carvalho, Emily de Carvalho Alves, Poliana Fernandes de Carvalho e Luane Oliveira. O objetivo foi aprofundar conhecimentos históricos, fortalecer vínculos institucionais e vivenciar de forma imersiva as raízes da arte-luta que transforma vidas em todo o país.

Um dos pontos centrais da programação foi a visita à Fundação Mestre Bimba, instituição dedicada à preservação do legado de Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional. No local, o grupo teve acesso a documentos históricos, relatos sobre a sistematização da modalidade e aspectos pedagógicos que contribuíram para o reconhecimento nacional e internacional da capoeira. Os educadores também tiveram a oportunidade de conhecer Mestre Nenel, filho de Mestre Bimba, responsável por manter viva a tradição deixada pelo pai.

O intercâmbio incluiu ainda visita ao Forte Santo Antônio Além do Carmo, conhecido como Forte da Capoeira. O espaço abriga importante acervo ligado à resistência negra e à consolidação da capoeira como patrimônio cultural. Durante a passagem pelo local, o grupo encontrou mestres renomados, como Boca Rica e Curió, descendentes da linhagem de Mestre Pastinha, referência maior da capoeira angola.

As atividades também envolveram participação em rodas de capoeira em espaços tradicionais da cidade, como o Mercado Modelo, proporcionando vivência prática da musicalidade, do jogo e da troca de saberes com mestres locais.

Segundo os participantes, a experiência em Salvador reafirma o compromisso com uma capoeira que vai além do esporte, atuando como instrumento de educação, inclusão social e valorização da cultura afro-brasileira.