sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Polêmica no Rural

O caso do jogador que assinou por duas equipes no Campeonato Amador e que atuou no Integração da Zona Rural está sendo alvo de muitas dúvidas na cidade. O secretário municipal de Esportes Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, esteve ontem na redação do Mantiqueira, esclareceu algumas dúvidas e colocou os pingos nos “is”.

Lelo na LPF - “Em 2005, quando o Ceará assumiu a Liga Poços-caldense de Futebol, eu fui para a Secretaria Municipal de Esportes como coordenador e simultaneamente passei a ocupar o cargo de diretor técnico da LPF. Como na época aconteciam muitos casos de indisciplina no esporte local, me reuni com o Ceará e o Carlão do Sesc e decidimos que qualquer atleta penalizado por atos de indisciplina, como agressão a árbitros, a diretores ou mesmo entre eles, seria penalizado, ficando afastado de qualquer evento na cidade enquanto sua punição estivesse em vigor. Conseguimos assim melhorar muito as coisas na área disciplinar esportiva da cidade. O mesmo árbitro que apita no Sesc, apita os eventos da Secretaria de Esportes e também da LPF. O mesmo que apita na zona rural é o que apita para a LPF e o Interbairros. Conseguimos nosso objetivo com as decisões tomadas naquela época”.
O fato polêmico - “A LPF, no segundo semestre, realiza a Taça Poços de Caldas e o Amador e a Secretaria de Esportes faz o Campeonato Integração da Zona Rural. Na LPF, determinado atleta se inscreveu para duas equipes ao mesmo tempo. O campeonato em que este atleta estaria começou em agosto enquanto que o campeonato da Secretaria teve início na segunda quinzena de setembro. Esse mesmo atleta se inscreveu pelo Córrego D´Antas legalmente, com a papelada certa e tudo dentro do regulamento. Esse regulamento diz que qualquer atleta que esteja punido pela Liga, pela Secretaria ou em outros órgãos não pode jogar. A punição tem que ser do tribunal da LPF. O atleta criou problemas na Liga e começou a jogar na zona rural. Na primeira partida, pelo Córrego D´Antas, houve um recurso da Fazenda Barreiro na SME afirmando que havia um atleta que estava punido pela Liga e que não poderia atuar. Fizemos uma consulta na LPF e perguntamos se o atleta havia sido julgado e a resposta foi negativa. Fiquei tranquilo pois acataríamos uma suspensão desse atleta quando o tribunal da Liga mandasse para nós um ofício determinando sua punição. Como ele não havia sido julgado nada o impediria de atuar no campeonato rural. Mandei um ofício para a LPF dizendo que o atleta estava apto a jogar. No dia 29 de setembro recebemos um comunicado oficial da LPF, assinado pelo Quinteiro, suspendendo preventivamente esse jogador. Imediatamente comunicados ao clube da zona rural que ele não poderia mais atuar no campeonato a partir daquela data. E desde então o jogador não entrou mais em campo. Agora o pessoal da Fazenda Barreiro quer que a gente tire os pontos dos jogos anteriores em que o jogador atuou pelo Córrego D´Antas, anterior ao recebimento do comunicado oficial. Isso não tem como, não existe. Ele estava jogando legalmente. Estão armando uma confusão grande porque acham que temos que tomar uma atitude que não tem como tomarmos. O atleta tinha condições de jogos. Depois que recebemos o comunicado e o suspendemos ele não jogou mais. Então, está tudo certo. Não tem porque punir a equipe do Córrego D´Antas”.
Quem não jogar será eliminado - "Recebi na última quinta-feira um comunicado de algumas fazendas pedindo para suspendermos a rodada deste final de semana. Informamos a eles, através do Cassaro, nosso diretor técnico, que a rodada estava mantida. Quem não aparecer será penalizado com a eliminação devido ao WxO. Uma pena, pois o objetivo não é esse. Queremos que o campeonato continue sem problemas e que as equipes cumpram a tabela.”

Taça Poços de Caldas de Futsal

Quatro jogos e muitos gols na rodada de ontem à noite da Taça Poços de Caldas de Futsal. Guarani e Sporting Aphas empataram em 3x3. O Tabajara venceu a Coopoços por 3x2. O Elite passou com facilidade pelo Quatiloko por 5x1 e a Curimbaba fez 6x3 no Inter Auto Peças.-

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Caldense empata com Ituano

Num amistoso em Itu, contra o Ituano, tradicional equipe que vai disputar o Campeonato Paulista da Primeira Divisão, a Caldense conquistou um excelente resultado na tarde de ontem. O time de Alemão mandou no jogo e por pouco não conseguiu vencer o confronto. O resultado final mostrou um empate em 1x1 num bom teste para a Caldense que se prepara para sua volta ao módulo I de Minas Gerais.
A Caldense dominou toda a primeira etapa, criando muitas oportunidades de gol, mas esbarrava na boa defesa do time comandado por Mazola. O Ituano era perigoso nos contra-ataques e o jogo era bastante aberto. Melhor em campo, a Caldense viu acontecer a velha máxima o futebol, quem não faz toma. O Ituano numa das poucas oportunidades chegou ao gol. Num rápido contra-ataque, Wellington, filho do lateral Cafu, ex-São Paulo, Palmeiras, Milan e Seleção Brasileira, cruzou e Daniel Reis mandou para o fundo das redes, sem chances de defesa para o goleiro Leandro.
A Caldense tentou chegar ao empate ainda no primeiro tempo, mas não conseguiu a igualdade. O time de Alemão voltou para o segundo tempo com a mesma filosofia de jogo. Mandando na partida, o empate não demorou. Logo no início da segunda etapa Ranieri fez grande jogada e cruzou na medida para Waldery empatar o jogo.
A Caldense seguiu melhor em campo, porém, o Ituano, muito bem preparado fisicamente, conseguia se livrar das chances criadas pelo time de Poços de Caldas.
A Veterana ainda teve uma grande chance de vencer o jogo. Maxsuel acertou uma bola na trave e perdeu assim a melhor oportunidade de virar a partida.
Um dos adversários das duas equipes no duelo foi o forte vento na cidade de Itu. Muitas vezes a jogada era prejudicada devido às condições do tempo. Mesmo assim o jogo foi considerado de um bom nível técnico e o resultado mostra que a Caldense está no caminho certo. Empatar com um time de primeira divisão de São Paulo na casa do adversário mostra que o futebol que a Veterana está apresentando a coloca entre os favoritos para o Campeonato Mineiro que começa dia 17 de janeiro.
A Caldense jogou com Leandro, Xandinho (Felipe), Ranieri, Fábio, Mateus, Maxsuel, Nenê Miranda, Luizinho (Vander) Ewerton Maradona (Heron), Obina e Waldery (Juninho).
Maurinho - O lateral-direiro Maurinho, ex-Cruzeiro, Santos, São Paulo, Paulista, Ituano, esteve em Poços de Caldas visitando o CT Ninhos dos Periquitos. Maurinho, que jogou junto com Alex Joaquim no Ituano, veio conhecer a estrutura da Caldense e ficou bastante impressionado com o que viu. O jogador passa por tratamento de um rompimento nos tendões no Refis do São Paulo FC e atualmente está sem clube. A Caldense se colocou à disposição para auxiliá-lo na recuperação e existe uma possibilidade do jogador fazer parte do elenco no próximo Mineiro.

Novos planos para Fumaça

Mike Miranda, boxeador do grupo Dom King e empresário de Fernando Fumaça, está em Poços de Caldas acompanhando seu atleta, que fará no próximo mês a defesa do título latino-americano. Uma das novidades é que o boxeador não deixará mais a cidade para fazer seus treinamentos antes de lutas importantes. “Analisando o clima e ainda seguindo uma orientação médica, decidimos que o Fernando Fumaça a partir de agora treinará em Poços de Caldas e vamos trazer um treinador pra cá. Eu mesmo já senti na pele os benefícios desta cidade. Sou operado do joelho e sentia fortes dores na região. Era um pouco incrédulo com relação às águas sulfurosas de Poços de Caldas, mas bastaram apenas alguns segundos banhando meu joelho e o problema diminuiu e praticamente fiquei curado daquela dor. Aquilo me chamou a atenção para os benefícios desta água para um atleta que treina pesado e é passível de contusões. Poucos locais no mundo possui esse atributo de saúde”, disse Mike Miranda sobre o poder de cura das águas de Poços. O treinador acha que é uma das razões para muitos atletas do país treinarem em nossa cidade e a escolherem para morar definitivamente. Além de um treinador Mike quer trazer para Poços um outro boxeador para auxiliar Fumaça nos treinamentos.
No último final de semana Fumaça tinha uma luta agendada contra Alberto Lima, que foi adiada. Lima teve sérios problemas de saúde e o combate foi cancelado. Fumaça então vai intensificar a preparação para sua luta do próximo mês em local ainda a ser definido. Em caso de vitória o boxeador e seu empresario devem embarcar para o México onde tentam agendar uma luta valendo pelo título mundial.
“Conheci o Fumaça na Bahia e ele já era um profissional do boxe. Dei entrevista juntamente com ele, mas nem imaginava onde este garoto iria chegar. Tomei conhecimento na época que ele era 12 vezes campeão baiano, mais tarde fizemos uma grande amizade, eu também era profissional e estamos juntos até hoje”, conta Mike Miranda, que atualmente está entre os 15 melhores boxeadores do mundo na categoria médio ligeiro e é o único brasileiro em sua categoria que ocupa uma posição entre os top 100. Mike Miranda é atualmente o número 78 do mundo. Antes do fim do ano ele luta no Canadá. “Estou fazendo uma boa preparação para esse duelo e vou ficar alguns dias a mais em Poços de Caldas justamente para aproveitar o clima da cidade e assim ter uma preparação adequada para meu duelo no Canadá”, conta ele, que deve enfrentar Joaquim Alcing, um ex-campeão mundial considerado muito forte e que já derrotou alguns boxeadores brasileiros. “Por eu ser um atleta de Dom King hoje posso lutar tranquilamente no Canadá que na hora de uma contagem de pontos o juiz não vai tender para o atleta da casa. Dom King tem um peso muito grande no cenário mundial do boxe e isso ajuda para que resultados não sejam manipulados por arbitragens caseiras”, conta Miranda, que no passado deixou de lutar contra o canadense por temer os rumos que a arbitragem tomaria em caso do combate ter que ser definido por pontos. “Tenho acompanhando esse boxeador já há vários anos e tenho vários tapes dele enquanto que ele tem pouco material a meu respeito e isso é muito positivo, nta a meu favor” disse o boxeador. Segundo Mike, ser um atleta de Dom King não é fácil. “Fiquei quatro anos mandando material, tentamos vários contatos através de meu empresário. Meu cartel ajudou muito e assinei um contrato que só vence daqui dois anos”, disse Mike, que reluta em ficar nos Estados Unidos e dá preferência em treinar no Brasil. “Prefiro ficar aqui por estar próximo aos familiares, isso é importante demais na vida de qualquer atleta. Quando vou lutar fora sou acompanhado pela equipe de Dom King mas após a luta retorno para esse país que considero o melhor do mundo”, conta. Ele ressalta que tem que prestar contas de tudo que faz em sua carreira, até mesmo uma tatuagem deve ser comunicada para o pessoal do Dom King. Se eles não estiverem de acordo com alguma atitude do boxeador ele é multado. Mike Miranda é empresariado por Mauro Katzenelson, filho de Abrão Katzenelson, um dos responsáveis pela carreira do campeão Eder Jofre. “No início foi complicado. Eles queriam que eu ficasse nos Estados Unidos mas aos pouco consegui convencê-los de que se eu ficasse no Brasil seria melhor para todos. Quando estou nos Estados Unidos eles pagam tudo, moradia, alimentação, ajuda de custo, etc. Estando no Brasil o Dom King não tem uma despesa sequer comigo e acaba sendo vantagem para ele também”, conta o boxeador.
Mike Miranda tem 35 lutas, venceu 32, nocauteou 29 adversários. Perdeu apenas três duelos em toda sua carreira. “Uma das lutas que perdi define bem o que é o boxe. Eu era favorito, estava numa grande fase e meu adversário era considerado bem inferior a mim. Eu era considerado um nocauteador mas naquele dia o cara acordou com o “capeta” no corpo e eu não consegui derrubar ele. Logo no início ele me acertou um potente golpe no estômago que comprometeu toda a luta. Fui até o fim mas fui derrotado. Coisas do boxe”, finaliza Mike.
Com o adiamento da luta do último final de semana, Fernando Fumaça está em regime de concentração total para o desafio contra o argentino, que vale o título latino-americano. “Fiquei chateado por não lutar no sábado, treinei bastante, mas infelizmente o adversário ficou doente e foi uma pena já que foram bastantes torcedores de Poços de Caldas acompanhar a luta e acabaram se decepcionando também”, conta o atleta, que foca sua preparação para a defesa do título em novembro. Com a volta para Poços, Fumaça retoma os trabalhos de seu projeto, que está tentando colocar na lei de incentivo. Fumaça tem apoio da Climepe/Oxicooper, Pretória, Marcus Togni, Hotel Glória e Secretaria Municipal de Esportes.
Mike Miranda lamenta o afastamento da mídia com relação ao boxe no Brasil. Segundo ele, o país possui excelentes atletas mas eles aparecem pouco. No passado a TV dava destaque, programava lutas para horário nobre e foi ali que apareceram nomes como Maguila, Luciano “Todo Duro”, Popó. Hoje este trabalho de divulgação caiu e para Mike quem perde é o povo brasileiro que fica sem conhecer os valores que surgem. Essa falta de apoio da mídia acaba afastando empresários que deixam de dar suporte à modalidade que fica com sua sobrevivência ameaçada e o sonho de um título mundial mais distante. “Temos o exemplo do Fumaça que luta, corre atrás, achou apoio em Poços de Caldas e apesar de não ser muito consegue sobreviver do boxe. Temos treinadores excelentes no Brasil mas o apoio deixa a desejar. Fora daqui o boxeador é apenas um atleta enquanto que aqui Fumaça tem que dar aulas, cuidar da família, treinar, enfim, fazer tudo e isso acaba afetando o aproveitamento. Assim é a vida do boxeador brasileiro e lá fora o apoio é outro, a estrutura é outra”, conta Miranda.
O empresário destaca nomes como Naldelino de Barros e Alex Oliveira, pouco conhecidos no Brasil mas que estão com carreiras vitoriosas que a falta de divulgação esconde. Segundo Miranda, o próprio Popó teve que batalhar muito antes de se tornar conhecido do grande público e só conseguiu reconhecimento após o título mundial. “Com o apoio da mídia tudo fica mais fácil. O Maguila é um exemplo claro. Teve sua carreira patrocinada por 10 anos por Luciano do Vale e se tornou o nome mais conhecido do nosso boxe. Uma pena que isso parou e a mídia “esquece” nossos novos valores”, lamenta ele. Ela fala que o boxe brasileiro não está em decadência. O que está em decadência para o boxeador é a cabeça dos empresários brasileiros que deixaram de apoiar a categoria.
“Devido a isso tudo que relatei vejo o Fumaça hoje como um herói que batalha sozinho e consegue seus apoios e está entre os melhores do mundo e ainda ajuda os outros. Tem projeto social na cidade. Poços de Caldas hoje tem um campeão do mundo que só falta a confirmação dentro do ringue. Acredito que Fumaça será o novo campeão do mundo. Sou um especialista em boxe, vivo o boxe, conheço tudo sobre o boxe. Vejo tudo caminhando certo na carreira de Fumaça. Ele tem todas as características de um campeão e condições de desafiar e vencer as competições", finaliza Miranda. 

Dedão e suas idéias

O empresário e o educador físico Deusdedit Assis Filho, o Dedão, 45 anos, acaba
de se tornar presidente da Associação dos Professores de Educação Física (APEF), Regional Poços. Ele conta que seu sonho é ver o esporte da cidade como referência no Brasil. “Dedico meus esforços numa cruzada pró-esporte”, diz.
Dedão iniciou-se no esporte, como muitos em Poços, através da escolinha de futebol do Mané da Pinta, na Caldense, no estádio Cristiano Osório, como goleiro. Depois foi para o basquete. Dedão destaca como momento importante na carreira sua convocação para a seleção mineira de basquete no ano de 1980, a partir daí atuou em várias equipes do Estado de São Paulo. Ele relembra que fez parte da “geração de ouro” do basquete da Caldense. “Sob o comando do saudoso técnico, o professor Luiz Cagnani, o Zinho, a quem chamavam de “Olímpico”, conquistamos muitas vitórias e glórias para o basquete da Caldense. Foi nesta geração que se destacaram Paulo Meindl e Raul Togni Filho, o Paulão e o Raul, que chegaram à seleção brasileira e foram destaques nacionais e internacionais”. Hoje Paulão é técnico da seleção paulista juvenil, técnico das categorias de base no basquete de Franca-SP e assistente técnico da equipe adulta junto ao treinador professor Hélio Rubens. Já Raul é técnico das categorias de base no Minas Tênis Clube em BH e assistente técnico da equipe adulta.
“Acredito no trabalho de base, desde que bem organizado e planejado, de maneira séria, correta, com profissionais preparados. É a principal ferramenta para a ascensão do esporte local, não da maneira que ocorre hoje, nada mudou, está tudo como era na minha época, não houve evolução, tivemos os mesmos problemas lá trás. A nossa iniciação esportiva, como é feita hoje, não revela ninguém, os grandes nomes estão no passado, como Xandó do vôlei, Paulão e Raul do basquete, isso já tem 30 anos”, lamenta ele.
“Hoje em Poços trabalhamos com nossos jovens na base, principalmente o esporte de participação, ou seja, aquele que é lúdico e de lazer. Nada contra o esporte de participação, pelo contrário, começa-se a partir daí, só que ficamos fazendo isso a vida inteira e não conseguimos especializar nossos jovens, nem tão pouco prepará-los para a fase madura, a da competição. A nossa iniciação esportiva tem falhas e como é feita não vai revelar ninguém por muito tempo, ficamos à espera dos talentos natos, estes são “pedras preciosas”. É necessário uma reformulação total em nosso esporte de base, nossa iniciação esportiva, é preciso motivar o professor, desenvolver metas, qualitativas e quantitativas, dar suporte aos alunos e cobrar resultados. Não existe, por exemplo, um projeto que possa receber os nossos melhores atletas, nossos talentos que são revelados nas mais diversas modalidades do esporte especializado. Perdemos atletas todos os dias para municípios bem menores que Poços de Caldas, por falta de políticas públicas municipais sustentáveis. É preciso sobretudo vontade política. Ademais, já temos o problema da baixa remuneração a que está sujeito o profissional de educação física. É preciso valorizar mais essa classe, precisamos estimular e motivar nossos educadores. Quando os pais colocam os filhos numa escolinha de esportes estão pensando que além do benefício da prática de uma atividade física para a saúde eles também possam se desenvolver no esporte”.
“Nossa iniciativa privada é muito forte, temos um parque industrial considerável, um comércio forte, agroindústria, extrativismos, enfim, dinheiro não é o problema. Falo da iniciativa privada pois a prefeitura é a principal fomentadora do esporte local e isso sobrecarrega o poder público. No mundo inteiro o esporte é visto como o melhor veículo de comunicação para as empresas associarem à sua marca, aqui é o contrário, o empresariado local colabora com o esporte dando “jogo de camisas” ou bolas e até mesmo pagando inscrições de times em campeonatos. Infelizmente o esporte não é valorizado.
Fico pensando se isso não acontece por falta de confiança do empresariado. Acredito que grande parte das empresas têm receio de aportar verbas no esporte por aqui, primeiro que não existe ainda políticas eficientes para o desenvolvimento de projetos consistentes e segundo que grandes empresas ou pequenas não investem o seu preciso nome e dinheiro em projetos que não são transparentes, que não sinalizam de que forma, para que, onde serão aplicados os recursos disponibilizados. Há que se ter ética, transparência e, sobretudo, credibilidade por parte de quem estará gerindo o dinheiro alheio, caso contrário as nossas grande empresas vão continuar preferindo ‘cobrir creches’, ‘reformar escolas’, ‘doar veículos’ a apoiar projetos esportivos. Nós, que vivemos, para o esporte e do esporte, temos que ficar mendigando aqui e ali um apoio, um incentivo ou patrocínio. Basta, é hora de mudar, de renovar, de fazer as coisas acontecerem. É preciso olhar para o esporte, que é educação, como um dos principais meios de transformação e desenvolvimento de um povo, de uma nação”.
“Fui eleito um dos seis delegados que vão representar a região no I Seminário para o Desenvolvimento Sobre Políticas Públicas para o Esporte, promovido pela Assembleia Legislativa do nosso Estado, nos dias 24, 25 e 26 de novembro em Belo Horizonte. A iniciativa é positiva e louvável, pois aconteceram vários encontros regionais, com a participação das instituições e comunidades, para que houvesse a elaboração de documentos contendo propostas e ideias que se tornarão projetos de lei sugeridos por nós. Isso vai possibilitar a criação de leis de incentivo ao esporte e incrementar as poucas leis existentes no âmbito estadual. Estou bastante animado com esse encontro, principalmente depois que o Brasil foi eleito como o país sede das Olimpíadas de 2016, acredito que vão ser necessários vários investimentos no esporte estadual e municipal por parte dos governos visando à formação de novos atletas e equipes para os jogos olímpicos”.
“Ano passado estive em Brasília a convite do Ministério do Esporte para participar do I Seminário da Lei de Incentivo ao Esporte. A lei é um grande passo para a evolução do esporte no Brasil, só que ainda precisa “pegar”. Quando digo “pegar” é no sentido de que não só os grandes clubes e entidades proponentes, mas também os pequenos possam ter seus projetos aprovados e com recursos captados através das inúmeras empresas de lucro real. O governo precisa fazer mais campanha para que as empresas e as pessoas físicas apóiem os projetos aprovados.
“Poços de Caldas reúne várias características positivas para impulsionar seu esporte, temos renda, várias praças esportivas e matéria-prima principal, crianças e jovens.Tendo tudo isso, se faz necessário propormos uma Conferência Municipal do Esporte e criar uma comissão pró-esporte com as diversas representações da sociedade, a fim de que possamos diagnosticar os problemas, discutir no âmbito político municipal e apresentar soluções. A nossa Secretaria Municipal de Esporte está sobrecarregada, a equipe não aumentou como deveria, a cidade cresceu muito e junto a esse crescimento vieram os eventos esportivos. Hoje são inúmeros os eventos esportivos locais que acontecem ao longo do ano, sem falar nos de grande porte, desta forma os projetos do dia-a-dia, aqueles de iniciação que acontecem nos bairros e comunidades ficam sem a atenção merecida, desmotivados e desprestigiados. Na minha opinião seriam necessários novos departamentos junto à Secretaria de Esportes, como por exemplo o de Gestão de Instalações Esportivas e Serviços Esportivos, Gestão de Projetos Esportivos e o de Esporte de Rendimento. E também, trabalhamos maciçamente a cultura do futebol, e os outros esportes? Tem crianças e jovens que não gostam do futebol, que opções damos a elas? Temos várias praças esportivas, precisamos aproveitar o máximo desse privilégio, temos que promover o acesso de nossas crianças e jovens nas mais variadas modalidades nos bairros onde residem. Não dá pra pensar em esportes sem infraestruturas condizentes”.
“Primeiramente gostaria de dizer que Educação Física não é esporte. Acredito que o profissional de Educação Física deveria usar branco e ser incluído obrigatoriamente na área da saúde, devido a sua formação acadêmica, que lhe outorga o direito exclusivo de prescrever exercícios e atividades físicas para a população saudável ou para públicos especiais, como cardiopatas, diabéticos, obesos, hipertensos, sedentários, entre outros. Seria a justa valorização desse profissional que é fundamental para promover a melhora e a manutenção da saúde global.
No caso da Educação Física escolar é preciso fiscalização por parte da Secretaria competente sobre que tipo de aula nossos alunos estão tendo. Quais os conteúdos? Será preciso agendar encontros entre os profissionais da área para troca de informações, criar um espaço de discussão para os professores debaterem as técnicas aplicadas, bem como emitir suas opiniões a respeito das aulas e os resultados atingidos”.

Presente para o associado

Apesar de ainda estar faltando quase dois meses para o Natal o sócio da Caldense ganhou seu presente antecipado. Na última sexta-feira foi inaugurada a nova academia do clube. Moderna, com quatro pisos e equipamentos de última geração, a obra coloca a Caldense definitivamente entre os clubes mais completos do interior brasileiro. A demora na obra foi justificada com a inauguração. Nada foi esquecido. Até mesmo um elevador para dar comodidade aos mais idosos foi colocado no local. O sócio poderá praticar diversas atividades, como judô, ginástica localizada, aeróbica, alongamento, yoga, dança do ventre.
No primeiro piso está instalada a sala de musculação, equipada com 40 aparelhos de última geração. Também no primeiro piso se encontra os vestiários com chuveiros, além da recepção. No primeiro mezanino fica a sala de judô.
No terceiro andar encontram-se duas salas de ginástica e um café. Já no segundo mezanino as instalações comportam mais uma sala de ginástica e um espaço com 27 esteiras, 12 bicicletas e seis elípticos. O telhado tem espuma de poliuretano que fará o isolamento térmico e acústico do prédio.
O sócio poderá usufruir de um lugar moderno e agradável. Mas, o principal retorno aos usuários são as belas condições para prática de atividade física. O coordenador do departamento de atividade física da Caldense, Carlos Eduardo, explica que o lugar é planejado para o aumento do desempenho do atleta. “Pela qualidade e quantidade de aparelhos os praticantes de atividade física se sentirão confortáveis para se exercitar da melhor maneira possível”.
Já o diretor do Departamento de Ginástica e Musculação, José Jesualdo Ferreira, conta que a obra foi toda realizada pensando nos associados. ”Pensamos principalmente na terceira idade, criamos um espaço para que possam praticar suas atividades com o máximo de conforto e saúde”, explica o diretor.
O presidente Laércio Martins dedicou boa parte de seu tempo cuidando pessoalmente dos detalhes da obra. Ele fez questão de colocar à disposição do associado tudo que havia de mais moderno no mercado. “Depois de quase dois anos de trabalho colocamos a academia em funcionamento. Estamos pagando ainda por essa obra que agrega valor ao patrimônio do clube. Procuramos ainda colocar professores capacitados para atender bem o associado. A academia tem mais de 1.600 metros de construção e considero a obra mais arrojada que consegui fazer em minha estada dentro da Caldense.
O presidente ressalta as dificuldades para completar a obra. “Foi mais uma vitória da Caldense, que sempre pensando em seus associados realizou uma grande obra, mesmo com todas as dificuldades”, explica.
Quem também ressalta a vitória que foi completar esse projeto é o presidente do conselho deliberativo do clube, Paulo Bambine, que resume os esforços como uma conquista na raça. “Agradeço os esforços do presidente, de todos os funcionários, empreiteiros, diretores, conselheiros e principalmente dos associados, que souberam aguardar para usufruir desse bem que é só deles”, completa Bambine.
Enquanto o clube ganha mais um atrativo importante, o futebol profissional da Caldense segue trabalhando em ritmo forte visando ao Campeonato Mineiro que começa em dois meses e meio. Hoje o time faz um amistoso em Itu contra o Ituano e no domingo joga em Cabo Verde. “O trabalho está me agradando muito. O Alemão ainda precisa de três ou quatro nomes para completar o plantel e estamos buscando esses nomes que devem chegar até o final do ano. Vamos montar um time em condições de brigar de igual para igual com os grandes da capital e se possível brigar pelo título”, disse Laércio, que destaca a dificuldade do próximo campeonato que reunirá 12 grandes times. “Será um campeonato complicado e garanto que a Caldense entrará preparada para superar as adversidades”, disse Martins.
As equipes do interior vão tentar junto à federação no arbitral mudar as regras para os jogos decisivos. Hoje apenas estádios que comportam um público de 10.000 pessoas podem receber jogos decisivos e a intenção é fazer com que a FMF diminua esse número para pelo menos 7.000 expectadores. “Essa alteração seria interessante para nós já que o Ronaldão não comporta 10 mil torcedores, segundo laudo dos bombeiros”, disse o presidente da Caldense.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Final da Lidarp

Após o empate de 2 a 2 no tempo normal, foi na prorrogação que a equipe da Mitsui colocou números finais ao jogo válido pela semifinal do sub-17 masculino de futebol de campo da Lidarp. O garoto Pedro “Italiano”, além de marcar um lindo gol, sofreu um pênalti que foi cobrado e convertido pelo atacante Gustavo. Porém, foi Felipe Facci quem decidiu a partida em uma cobrança de falta de longa distância e o goleiro de Muzambinho não conseguiu segurar. Com a vitória o Mitsui decidirá o titulo contra a cidade de Três Pontas, que venceu fácil a equipe de Caldas por 3 a 0. Os jogos aconteceram no último sábado, no campo da Mitsui. A final deverá acontecer no dia 7 de novembro em local ainda a ser definido. Estiveram presentes o presidente da Lidarp Marcinho e o secretário municipal de Esportes Lelo.