quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Caldense mostra sua nova cara hoje no Ronaldão

O torcedor que estava com saudades de ver a Caldense em ação vai ter uma mostra nesta quinta-feira do que o time prepara para sua volta à elite de Minas Gerais. A equipe comandada por Alemão joga às 16h no Ronaldão contra o São José, com entrada gratuita para o torcedor.
Não é só o torcedor que está curioso para ver o resultado da preparação da Caldense. Toda a cidade de uma forma geral está ansiosa para ver o resultado dos preparativos do time que está a pouco mais de um mês da estreia no Campeonato Mineiro diante do Democrata de Governador Valadares, também no Ronaldão.
O técnico Alemão conseguiu fazer com que a diretoria mantivesse a base que disputou as duas últimas temporadas na segunda divisão e os reforços que ele pediu foram trazidos para compor o elenco. Apesar da tabela complicada no início, a Caldense é uma das equipes favoritas para chegar às finais da competição.
Em todas as entrevistas os dirigentes, técnico e jogadores reforçaram o pensamento de que a volta da Caldense será em grande estilo e o time vai brigar de igual para igual com todos. O jogo de hoje, apesar de ser apenas um amistoso, uma preparação que está em fase quase final, deve dar a dimensão exata do que o torcedor verá no Estadual. O adversário disputa a Série A2 de São Paulo mas é uma equipe tradicional, chegou inclusive a uma decisão do Paulistão, considerado o Estadual mais difícil do Brasil. Os tempos são outros, o time não é mais aquele que perdeu a final para o São Paulo em 1989 mas não deixa de ser um bom teste para os comandados de Alemão. O jogo de hoje promete ser uma festa pelo fato da Caldense retornar ao Ronaldão, mas a partida é importante e um grande teste para o time de Poços, único representante do sul de Minas na primeira divisão.

Academia poços-caldense gradua primeira mulher com faixa preta

A noite da última terça-feira foi especial para os alunos da Academia Paulão Rezende, pois aconteceu a graduação de faixas. Segundo o mestre Paulão, o evento serve para que no ano novo os alunos possam começar numa graduação mais elevada. Um outro fato marcou a data para a academia. Aconteceu a formatura da primeira mulher faixa preta, Pâmela Cristina. “Já graduei 79 faixas pretas e a Pâmela é a primeira mulher, e isso me orgulha muito”, disse o mestre Paulão. Amante convicta do jiu-jitsu, Pâmela saiu de um projeto social do Cohab e faz parte do grupo treinado por Paulão Rezende há nove anos. “São anos de conquistas. Ela tem títulos nacionais e internacionais, sempre se destaca em competições importantes”, disse o mestre. Pâmela teve uma carreira cheia de lesões, mas está em tratamento. Segundo ela, o joelho sempre incomodou mas o amor pelo esporte falou mais alto. “Formar uma mulher faixa preta é uma grande honra para toda a academia”, disse Paulão.
Para Pâmela, ser a primeira mulher faixa preta da Academia é motivo de orgulho. “O jiu-jitsu está no sangue desde que iniciei no projeto no Cohab com o Paulão. Hoje quero dar aulas, ter minha academia e ter um projeto semelhante ao que comecei e onde criei amor pelo esporte. Vou honrar muito esta faixa preta e espero que as mulheres da cidade se empolguem e passem a praticar esta arte marcial maravilhosa”, disse Pâmela, que ressalta que agora vai se dedicar mais aos treinos e competições.
Além de Pâmela, Diego Martins e André Merbak também receberam faixa preta e os outros alunos foram graduados com outras faixas.
Os atletas de jiu-jitsu são graduados com as faixas branca, azul, roxa, marrom e preta. “Nós da região resolvemos colocar a faixa amarela devido à demora do tempo que leva para o atleta chegar na faixa azul e optamos por usar uma faixa intermediária. As crianças são graduadas com faixas branca, amarela, laranja, verde, azul, roxo, marrom e preta”, explicou o mestre. Cada atleta é graduado de ano em ano. Alguns atletas levam cerca de seis anos para chegar à faixa preta. Segundo o mestre, tudo é levado em conta, desde a dedicação e quantidade de treinos e títulos conquistados. “Se o atleta está entre os melhores do mundo não tem porque mudar ele de faixa. Temos casos como o do Giusley Santos que já está na faixa marrom, o Paulo Alves que está na azul mas que temos um projeto para este atleta e queremos que ele seja campeão em todas as faixas. O Paulinho infelizmente não tem um título mundial porque neste último campeonato foi prejudicado pela arbitragem”, disse o mestre, que destaca a dedicação de seus alunos e ainda a parceria com o Projeto Soma, segundo ele fundamental para os aprimoramento técnico de seus alunos.

Atletas de Poços competem no Top 16

Dois mesatenistas de Poços de Caldas estiveram, no último final de semana, na cidade de Piracicaba, e disputaram o Top 16, última competição da temporada. Adriano Cagnani e Lucas Villas Boas representaram a cidade no torneio, que reuniu a nata da modalidade. Lucas terminou em sétimo lugar na categoria mirim enquanto que Adriano foi o nono lugar na categoria adulto. “Foi uma participação razoável. Estamos treinando numa mesa considerada lenta e a competição teve um nível técnico bastante elevado. Esta foi nossa última competição do ano e em 2010 queremos nos dedicar mais aos treinamentos, nos aprimorarmos técnica e taticamente e continuar disputando competições importantes”, disse José Antônio Villas Boas, técnico e professor de tênis de mesa em Poços de Caldas. Os atletas de Poços foram a Piracicaba com apoio do Boticário.
Villas Boas é responsável pela escolinha de tênis de mesa que funciona no Chico Rei, onde crianças e adultos praticam o esporte. Segundo o professor, a intenção é que este número de praticantes do esporte na cidade aumente. Ninguém paga nada e os treinos são às terças e quintas a partir das 19h. Este próximo final de semana é o último treino desta temporada.

Bandeira do Sul é campeã em Turvolândia

No último domingo terminou o III Campeonato Microrregional de Turvolandia. A competição reuniu 10 cidades e Bandeira do Sul foi a grande campeã. Os troféus de artilheiro (Salles Esteves Borges) e equipe menos vazada também ficaram para Bandeira do Sul.
O secretário de Esportes de Bandeira do Sul Wladimyr Cury destacou o espírito de luta e esportivo das equipes e parabenizou a cidade pela conquista. "Waldiney se empenhou muito para montar a equipe e fez um grande trabalho”, disse o secretário, que também agradeceu ao apoio do prefeito de Bandeira do Sul, José dos Santos, o Zé Capituva. “A região é forte no esporte e a competição cada vez está se tornando mais disputada e com um grande número de pessoas envolvidas”, finalizou Wladimir.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

LPF define calendário para 2010

O ano ainda nem terminou mas a Liga Poços-caldense de Futebol não brinca em serviço. O calendário do futebol amador para a próxima temporada já foi definido. A temporada começa no dia 17 de janeiro com o torneio Campeão dos Campeões que será disputado até dia 31 de janeiro. De fevereiro a abril acontece o Campeonato Mirim que reunirá meninos nascidos nos anos de 1997 e 1998. Também entre fevereiro e abril será disputado o Campeonato Sub-20 com jogadores nascidos em 1988 a 1992. O Campeonato Infantil será realizado entre os meses de abril a junho e reúne meninos nascidos entre 1995 a 1996. O Master começa em março e sua decisão será no mês de junho. A Taça Poços de Caldas começa em agosto e, fechando a temporada, o Campeonato Amador será disputado de setembro a dezembro, dividido em módulos I e II.
Em nota, a LPF disse que a realização deste plano de trabalho tem custos com troféus, medalhas, despesas de transportes, luz, água, telefone, internet, material para escritório, material de limpeza e faxineira. Sem esses serviços fica difícil executar qualquer ação que venha prestigiar a LPF e a prefeitura. Antônio Carlos dos Santos, o Ceará, diz que é necessário apoio por parte do empresariado da cidade para que a entidade consiga manter o calendário sem que os clubes sejam afetados. “Manter uma liga de futebol na cidade é complicado. Muitos times, muita gente envolvida e cada apoio é importantíssimo para a sequência do trabalho”, disse ele.

A menina humilde que conquistou pódios

Tatiele Roberta de Carvalho tem apenas 20 anos mas já traçou uma bela história de vida. De origem muito humilde e revelada por seu Chico Corredor, ela está hoje entre as principais atletas do país e alça voos mais altos. O grande objetivo são os jogos olímpicos do Brasil em 2016.

Início

"Aos 10 anos comecei minha vida no esporte e este início foi sem nenhum profissionalismo, apenas por puro prazer. Na época nem passava pela minha cabeça ser atleta de corridas e meu verdadeiro sonho era ser jogadora de futebol. Queria fazer parte de uma grande equipe, no entanto, mesmo jogando bem nunca tive uma oportunidade. Na época eu tinha um primo que estava acostumado a correr nas competições em Poços de Caldas. Ele me levou para treinar atletismo. No início eu não gostei muito da ideia, mas de tanto ele insistir acabei indo treinar. Detestei, achei muito puxado. O futebol era muito melhor,você corre e para, dá uma descansadinha. No atletismo tem que correr o tempo todo, sem parar. Disse para ele que nunca mais voltaria a treinar atletismo. Fiquei afastada durante um mês, resistindo aos incentivos do meu primo que tentava me fazer voltar a treinar de qualquer maneira. Eu não ia de jeito nenhum. Passados mais alguns meses, meu primo venceu uma prova e ganhou 100 reais. Eu não ganhava nada com o futebol. Lembro direitinho quando ele disse assim: “Viu sua boba, ganhei 100 reais na Volta ao Cristo e você está perdendo tempo”. Aí coloquei na minha cabeça que eu poderia ganhar muito mais dinheiro que ele. Foi assim que comecei os primeiros treinos para valer no atletismo com o seu Chico Corredor. Levei uma bronca dele, que disse que queria uma atleta firme nos treinos e não uma menina que ia um dia e depois ficava tempos sem aparecer. Concordei com ele. Neste dia ele mandou que eu corresse por 15 minutos mas eu me empolguei e corri 27 minutos em volta do campo. Eu queria correr meia hora mas ele não deixou. Levei nova bronca. Foi assim que começou minha carreira e meu trabalho dentro do atletismo de Poços de Caldas".

Origem humildade

Nasci em Poços de Caldas, mas morei na roça durante oito anos, onde ajudava minha família a cuidar de gado. Quando completei oito anos mudamos para a cidade. Éramos uma família de seis filhos e passamos muitas dificuldades. Chegamos até mesmo ao ponto de não ter o que comer e minha mãe tinha que pedir para o vizinho para conseguir sustentar a gente. Meu pai nesta mesma época nos abandonou. O esporte, através do atletismo, me ajudou a superar essa época difícil. Meu sonho sempre foi dar uma casa para minha mãe e vejo que através do esporte esse sonho pode ser realizado. Minha infância pobre nunca me possibilitou ter nada. Meus pais não tinham condições de me dar nada. Nem mesmo uma roupa ou material de escola, que eram doados por pessoas que sentiam solidariedade por nossa situação. Mas isso tudo teve seu lado positivo e me fez buscar um futuro melhor. Quando entrei para o atletismo eu pensei que tudo isso iria mudar, tudo seria diferente, nunca mais iria passar fome, nunca mais iria passar dificuldades. Vejo minha situação hoje, o que estou conseguindo através do esporte, como a maior conquista da minha vida. Hoje não passo dificuldades. Moro com minha avó e tanto ela como minha mãe não passam mais apuros. O sonho de dar uma casa para minha mãe vai se realizar através de minhas vitórias no esporte e disso eu não tenho dúvidas."

Apoio da família

"No começo da minha iniciação esportiva minha família me apoiou muito. Até meus 17 anos eles sempre me incentivaram. Hoje a situação mudou um pouco. Eles acreditam no meu trabalho, mas não são mais aquelas pessoas presentes em minha carreira. Antes eles sempre queriam saber onde eu ia, onde eu treinava e isso não acontece hoje. Agora eu tento batalhar para conquistar a confiança deles. Eles acham que o atletismo está me matando, que estou fazendo força demais e na visão deles isso não compensa para mim. Então estou numa constante luta de colocar na cabeça deles que o atletismo é um bem maravilhoso que aconteceu na minha vida".

As primeiras provas

Logo na minha primeira competição eu fiquei em quinto lugar na categoria geral e primeira colocada na categoria acima da minha idade. Fui campeã da prova e esse dia foi maravilhoso e me motivou ainda mais a me dedicar ao esporte. Neste período venci e subi ao pódio de várias corridas amadoras. Todos os finais de ano eu ia para a São Silvestrinha. Participar desta prova era uma das minhas alegrias. Nesta época já estava com12 anos. Às vezes não conseguia uma colocação boa e ficava chateada. A premiação era apenas para as cinco primeiras e nesses momentos pensava em desistir. Mas o seu Chico sempre conversava comigo e não deixava eu desistir nunca. Aos 13 anos eu consegui ser a quinta colocada e aos 14 anos fui campeã. Na época fui vista por várias equipes, cheguei a fazer testes em clubes de São Paulo, passei mas não tive condições de ir embora, pois era muito nova. Novamente fui desanimando com a situação. No ano seguinte, aos 15 anos, fiquei em terceiro lugar mas como eu estava desmotivada não consegui um resultado melhor. Não estava também me dedicando muito aos treinamentos naquela fase de minha vida. Aos 17 anos eu estava mesmo desistindo da carreira e não queria mais saber de correr".


Profissional

"Consegui superar aquela fase difícil e aos 18 anos resolvi investir tudo no atletismo e dei início a minha carreira profissional. E graças a Deus minha vida mudou radicalmente. Consegui vários títulos e hoje posso falar e me orgulhar de estar entre as melhores atletas do país”.

Transição

“Minha transição foi muito complicada. Trabalhei oito anos com o seu Chico, que foi uma pessoa muito boa para mim, dedicou o máximo que pôde de sua vida me ajudando. Pagava minhas viagens. O primeiro tênis que tive foi ele quem me deu, tudo que precisava na minha casa ele me ajudava. Depois de oito anos ele passou meu treinamento para sua sobrinha Juliana e trabalhei com ela por seis meses até conhecer o meu atual treinador Agnaldo Alexandre. A gente se encontrou e ele viu que eu tinha potencial de crescer na carreira e começamos a trabalhar juntos. Na época expliquei tudo para o seu Chico, deixei claro que não era nada pessoal mas sim porque minha carreira precisava crescer e ele entendeu a situação e me incentivou dizendo que só queria meu bem e se trocar de treinador era o caminho que eu fosse feliz em minha escolha. Comecei um trabalho com o Agnaldo e tive que perder peso. Na época perdi 14 quilos. Foi difícil porque eu não tinha uma disciplina alimentar, comia muito e o Agnaldo mudou tudo radicalmente em minha alimentação. A adaptação foi muito complicada, eu estava acostumada à rotina tranquila de treinos e com o novo técnico tive que treinar mais e mais fortemente, em dois períodos. Hoje acordo cinco horas da manhã e já começo a treinar. Batalhei, superei o início difícil. Demorei apenas três meses para estar totalmente adaptada ao novo trabalho e logo os bons resultados começaram a aparecer. Este trabalho me proporciona buscar novos recordes. Agora em 2010 quero o índice para o Pan-Americano do México. Quero, dentro de dois anos, buscar o recorde brasileiro dos 10.000 metros que pertence a Carmem de Oliveira. Este recorde já dura alguns anos, desde 1993, e ninguém nunca chegou perto dele. Quero trabalhar muito para conseguir esse feito importante para minha carreira. Outro grande objetivo é as Olimpíadas no Brasil quando estarei no auge de minha carreira e quero estar presente."

As vitórias

“Esse ano conquistei o quarto lugar na corrida de Brasília. Esta competição reuniu todos os atletas de ponta e posso considerar o resultado como excelente. Fiquei em oitavo lugar na Tribuna, uma corrida internacional na cidade de Santos. Essa prova me colocou entre as 10 melhores atletas do país. Fui campeã da corrida da EPTV em Campinas quando derrotei a Edielza do Cruzeiro, uma atleta fantástica. Fiquei em sexto na Corrida da Pampulha. Ao longo da carreira tenho aproximadamente 40 vitórias. Destaco o feito conquistado em Santos quando fiz o meu melhor tempo nos 10.000 metros com 33 minutos e 46 centésimos. Fiquei entre as cinco melhores atletas do país neste quesito. O que me emociona muito é ver que antes eu era fã dessas atletas e hoje estou competindo com elas. Nunca imaginei que eu tivesse esse potencial e que poderia chegar onde cheguei. Fico sem conseguir definir o quanto tudo isso é importante para mim. Marizete Rezende era uma atleta que eu pedia autógrafos em todas as provas e hoje ela está ficando para trás. Espero que daqui algum tempo as pessoas cheguem em mim para pedir autógrafos também. Já comecei a dar alguns autógrafos na rua, já comecei a fazer meu pezinho de meia e estou feliz pois não imaginava que minha carreira de atleta pudesse ser tão grande como está hoje”.

Fechando a temporada

“Neste domingo vou competir em Barueri, grande São Paulo, uma prova de oito quilômetros que servirá de preparação para a São Silvestre. Quero chegar bem preparada na São Silvestre e trazer um grande resultado para Poços de Caldas. Espero ficar entre as 10 nesta prova bem mais difícil que a Volta da Pampulha quando fui a sexta colocada. A São Silvestre reúne as melhores atletas do país e ainda também as fortes quenianas. A prova tem muitas subidas e descidas e isso é um adversário a mais. Estou me preparando técnica e psicologicamente para essa última prova do ano.”

Carreira internacional

“É meu sonho competir fora do Brasil. Acredito que até final do ano que vem possa participar de algumas provas no exterior”.

Equipe

“Um atleta sem equipe não vai muito longe. Todo atleta precisa de uma estrutura muito grande atrás de si. Espero sim uma oportunidade, que apareça alguma equipe grande para me ajudar, que goste do meu trabalho. Por enquanto não tenho equipe e conto com a ajuda de alguns patrocinadores. Tenho fé que ainda vou fazer parte do quadro de atletas de uma grande equipe brasileira”

Especialidade

“Minha especialidade hoje são os 5.000 e 10.000 metros. Corro essas provas com o pensamento em bater recordes. Isso não significa que eu não posso correr sete ou oito mil metros. Chego a participar de duas competições por mês se tiver condições, caso contrário, me dedico apenas aos treinamentos para estar bem durante uma prova. Já cheguei a ficar três meses sem competir, apenas me dedicando aos treinamentos. O treinamento dá mais bagagem do que a competição. No treino você compete com você mesmo e tenta melhorar o desempenho sempre. A competição é você, o tempo e o adversário, é muito difícil. Para o atleta ser forte tem que competir apenas duas provas ao mês e se dedicar muito aos treinamentos. Se participar de três provas tem que passar pelo menos um mês sem competir. No treinamento você pode errar, ele te dá a chance de consertar esse erro. Se você não treina bem não compete bem e não adianta pensar o contrário”.

Desvantagem

“Mesmo conquistando bons resultados ainda estou em desvantagem com relação às grandes atletas do país. Hoje, enquanto eu trabalho, elas vivem inteiramente do atletismo. Eu ainda preciso do meu trabalho para viver do atletismo. É preciso um patrocinador forte, uma boa equipe que pague para você mais que você ganha no seu trabalho e por isso ainda acho que vai demorar um pouco para eu viver apenas do atletismo. É complicado treinar cedo, trabalhar o dia todo, treinar quase de noite e no outro dia começar tudo de novo. Essa é minha grande desvantagem sobre as demais atletas. A meu favor pesa o fato de eu ter apenas 20 anos enquanto elas estão com 30 anos e no auge da carreira”.

Agradecimentos

“Sempre agradeço primeiro a Deus pois superei muitas dificuldades na vida e com Deus tudo ficou mais fácil. Tenho um talento no esporte e também isso me foi oferecido por Ele. Agradeço ainda meu treinador Agnaldo que nunca deixou de acreditar em mim, ao seu Chico Corredor, que me descobriu. Ele é uma pessoa maravilhosa, nunca duvidou que eu poderia crescer no esporte e que minha carreira poderia ser fantástica. Agradeço a Joana que trabalhou comigo, aos meus patrocinadores, sr. Luiz do Doces Guigui, o Lions Clube Urânio, que é a Guarda Mirim, ao Rovilson da Supartes Auto Peças que começou a trabalhar comigo e a Sicred de São Paulo. Agradeço ainda ao Zé Luiz da Academia Fit Run e ao André Oliveira da Academia Perfomance, sempre dispostos a me ajudar.

Pilotos de Poços trazem bons resultados de Varginha

Quatro pilotos da Bill Biker´s estiveram no último final de semana na cidade de Varginha participando da Copa Natal de Bicicross. Todos representaram muito bem Poços e trouxeram bons resultados. José Gabriel foi o campeão na categoria 13 a 16 anos, Bruno Henrique, o Bruno Berraia, ficou em segundo lugar na categoria cruiser 17 a 24 anos, Gilberto Reis ficou em terceiro na cruiser e Afrânio Godoy terminou em quinto lugar na elite.
Esta foi a última prova da temporada. Agora os pilotos da Bill Biker´s voltam a competir no latino-americano. Os pilotos buscam ainda novos apoios para a próxima temporada que está recheada de grandes competições. A intenção é disputar também os campeonatos Brasileiro e Paulista e as Copas Brasil, Paulínia e do Sol.
Os quatro pilotos estiveram na redação do Mantiqueira e foram unânimes ao afirmar que a prova em Varginha foi excelente e muito competitiva. Segundo eles, ponto negativo foi o gate, um pouco antigo e que derrubou muita gente.
Agora a meta é concentração total nos treinamentos para que na próxima temporada aconteçam novas vitórias. Os quatro atletas são filiados ao Bicicross Poços Clube.