Numa partida sensacional contra Varginha, na manhã de ontem, a equipe de voleibol masculino de Poços de Caldas confirmou a grande fase e se classificou para a decisão do torneio masculino dos Jogos da Juventude. A equipe comandada por Alexandre Valverde, enfrenta Três Corações na grande final. Três Corações derrotou Piumhi por 3x0. O jogo será realizado a partir das 10h30 no antigo Coc.
O futsal masculino é outra modalidade coletiva com boas chances de título para Poços de Caldas. A equipe venceu ontem Perdões por 2x0 e faz a final contra Guaxupé, a partir das 10h15, no ginásio Juca Cobra. As meninas do futsal perderam a final ontem para Varginha por 2x0 e ficaram com o vice-campeonato.
O atletismo teve início ontem com várias modalidades em disputa. As competições continuam hoje, no período da manhã quando serão conhecidos os últimos campeões do Joju/2011.
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Homenagem a João Batista Gonçalves, o Prontidão
João Batista Gonçalves, o Prontidão nasceu em Poços de Caldas em 25 de julho de 1902 e faleceu dia 04 de fevereiro de 1991.
Foi casado Ana Gonçalves com quem teve 9 filhos ( Maria Madalena, João batista, Maria José, Lázaro Benedito, Geralda Benedita, Rita Benedita, Antônio Luiz, Hélio e Vitor).
Foi tintureiro, proprietário da Tinturaria Central, localizada na Rua São Paulo e trabalhou em carteados inclusive no Cassino Caldense.
Foi um dos maiores desportistas da cidade, deixando um grande acervo de trabalho em favor, especialmente do futebol.
Associado n°1 da Associação Atlética Caldense, foi intimorato defensor do esporte e daquele clube, um amigo incondicional aos desportistas, tendo exercido por inúmeras gestões, cargos na diretoria da Caldense. Foi atuante colaborador da Seleção Brasileira de Futebol, principalmente nos anos de 1949 e em 1950 quando a seleção fez todos os preparativos para sagrar-se Campeão Mundial, aqui em Poços de Caldas, ao lado do treinador Feola.
Prontidão foi um dos desportistas que mais lutou para que o Estádio Coronel Cristiano Osório não fosse desativado.
Dedicou sua vida ao esporte e a família até seus últimos dias. Entre os seus inúmeros amigos que deixou, fazia questão de citar Dr. Maurício Vieira Romão e Décio Alves de Moraes.
(Esses dados foram colhidos com o Jornalista Décio Alves de Moraes)
Com intuito de perpetuar o nome deste, que foi sem dúvida um cidadão prestativo e grande desportista. Bem como, foi revelação do 1° Campeonato local, disputado em 1920, sagrando-se campeão o clube São Paulo e Minas. O Projeto Lei n° 181/94 de 06 de dezembro de 1994 dominou-se João Batista Gonçalves – Prontidão, o Estádio de futebol localizado no Conjunto Habitacional Pedro Afonso Junqueira.
Mas, lamentamos que este que foi tão prestativo e que tanto lutou para que o Estádio Coronel Cristiano Osório não fosse desativado, tem hoje um Estádio em seu nome e este, encontra-se em péssimas condições. Pedidos diversos foram feitos a Secretaria de Esportes. Mas, o Secretário alegou que o estádio encontrava-se conservado e limpo. Temos que ressaltar que desde a inauguração este estádio nunca passou por reformas.
E agora, Estádio Prontidão só passará por reformas, graças a uma promoção de uma marca de bebida. Onde teve um ganhador em Poços de Caldas que indicou o Estádio Prontidão para receber a reforma no valor de R$20.000,00.
Vamos ficar de olho nesta reforma.
Aos familiares de João Batista Gonçalves, o Prontidão nossa sincera homenagem.
Futsal e vôlei são as esperanças de títulos para Poços de Caldas no Joju
Os Jogos da Juventude chegam hoje, ao penúltimo dia de disputas em Poços de Caldas. Nos esportes coletivos, apenas do futsal masculino e feminino, além do voleibol masculino se mantém na briga pelo primeiro lugar na competição. Ontem, o basquetebol masculino foi eliminando ao perder para Varginha. O time feminino pode alcançar o terceiro lugar hoje, quando enfrenta São Lourenço. As meninas foram derrotadas ontem, também por Varginha por 48x43. “O jogo foi decidido nos momentos finais, fizemos uma boa partida e o resultado não tira a empolgação de nossa equipe, que é muito jovem”, disse Júlio Freitas, que mandou para quadra uma equipe sub-15, enquanto as adversárias são da categoria sub-17.
O time masculino na conseguiu fazer frente para o time varginhense. A equipe local não conseguiu repetir as boas atuações de outras partidas e parou num adversário muito forte, sério candidato ao título.
O futsal conseguiu duas vitórias e segue com boas chances de títulos. A equipe feminina de Poços passou por Baependi, goleando por 3x0 e se garantiu nas finais. O time masculino, mesmo perdendo para Guaxupé por 5x2, também está na semifinal e segue com boas chances de título.
A decepção ficou por conta do handebol de Poços de Caldas. Tanto a equipe masculina quanto a feminina não se acertaram e perderam todos os jogos que realizaram
Vôleibol - O voleibol feminino de Poços venceu ontem Itajubá por 3x1, mas não se classificou para as semifinais. As meninas de Poços podem terminar a competição em terceiro lugar. Já o time masculino, comandado por Alexandre Valverde, mostrou força e passou fácil por Piumhi por 3sets a 0. A equipe agora tem pedreira. Hoje, pela fase semifinal, Poços de Caldas enfrenta Varginha na briga por um lugar na decisão de amanhã. “Como fizemos poucos jogos nesta competição não dá para fazer uma avaliação muito aprofundada do time. A equipe está crescendo com o decorrer dos jogos, mas temos plena consciência que nesta semifinal vamos enfrentar um time muito forte, bastante rodado e teremos muito trabalho para alcançar o resultado positivo”, disse o técnico Alexandre Valverde. “Na minha equipe não tem aquele “virador de bola”, como é chamado no voleibol, o homem de referência. Por esta razão o trabalho de grupo fica mais forte. Ora a gente chama o jogo atrás, ora pelo meio de rede e tenta ludibriar em alguns momentos ir para pontas, assim, o grupo prevalece e nos torna uma equipe forte”, disse Valverde.
Equipe - A base do voleibol de Poços de Caldas, com o trabalho de Valverde, vem revelando bons talentos. Alguns jogadores fazem parte de seleções mineiras e paulistas. Renan, atleta que não pôde jogar o Joju pela equipe local, é um dos atletas revelados por Valverde que está integrando a Seleção Paulista. Luiz Corrêa, atualmente no São Bernardo é outro que defende a seleção de São Paulo. “São duas promessas que podem render muito no voleibol brasileiro”, disse o técnico. Alguns jogadores de Poços de Caldas estão disputando o Campeonato Brasileiro por Pouso Alegre, via empréstimo. “Eles conseguiram um bom patrocínio, estão jogando muito, tanto lá quanto cá, o que acaba ajudando na qualidade do voleibol praticado por eles”, completou o treinador. Marcão e Rinaldo são jogadores de Poços que estão atuando por Pouso Alegre.
Formação - Os bons resultados obtidos pelo voleibol de Poços são frutos de um trabalho árduo feito por Valverde. Todas às terças e quintas, no ginásio do antigo COC, atual UEMG, localizado a rua Justino Ribeiro s/n - Jd dos Estados. Nestes dias, Valverde dedica para avaliar atletas de iniciação esportiva. “Qualquer menino que interessar, nascidos em 97,98, 99 e 2000, pode procurar o professor para ser avaliado. Os treinos começam às 14h e 17h30.
“A gente avalia estes meninos e faz uma distribuição, conforme o potencial de cada um. Depois começamos uma preparação para competições com aqueles que realmente possuem talento para o esporte”, disse Valverde. O grupo de treinamento se reúne no mesmo local às segundas, quartas e sextas. Existe ainda um grupo mirim em treinamento. Estes meninos, segundo Valverde, estão sendo preparados para o Jojuninho de 2012. Eles devem disputar ainda este ano um quadrangular onde vão colocar a prova o que aprenderam até o momento.
Reclamações - Durante a cobertura do jogo entre Poços e Piumhi, a reportagem foi abordada por alguns pais que reclamaram da falta de apoio e divulgação da modalidade na cidade. Segundo eles, a mídia não se interessa pelo voleibol de Poços e dá prioridade para outros eventos. “A gente vê que o voleibol masculino de Poços de Caldas está sem apoio. A secretaria de esportes só pensa no futsal e acaba esquecendo um pouco o vôlei. A própria imprensa não acompanha os jogos na cidade e ficamos muito tristes com isto. O voleibol está trazendo bons resultados para a cidade e não é justo este abandono”, protestou Fernando, pai do atleta Joãozinho do time de voleibol de Poços. “Meu filho foi indicado para a seleção mineira, porém ninguém noticiou isto. Acho um descaso, pois eles estão com contratos assinados em Pouso Alegre, mas aqui passam em branco”, disse o pai do jogador Rinaldo, citado na reportagem acima.
Nota da redação - O Mantiqueira busca apoiar todo o esporte de Poços de Caldas e cobrir o maior número de modalidades possível. O email para contato para reportagens de esportes é pvcampos@gmail.com. ou mantiqueira@pocos-net.com.br
Atletismo - O atletismo entra em ação nesta sexta e sábado pelo Joju. Durante todo o dia de hoje, e amanhã pela manhã, atletas das cidades envolvidas na competição disputam, na pista de atletismo, os títulos de cada modalidade.
O time masculino na conseguiu fazer frente para o time varginhense. A equipe local não conseguiu repetir as boas atuações de outras partidas e parou num adversário muito forte, sério candidato ao título.
O futsal conseguiu duas vitórias e segue com boas chances de títulos. A equipe feminina de Poços passou por Baependi, goleando por 3x0 e se garantiu nas finais. O time masculino, mesmo perdendo para Guaxupé por 5x2, também está na semifinal e segue com boas chances de título.
A decepção ficou por conta do handebol de Poços de Caldas. Tanto a equipe masculina quanto a feminina não se acertaram e perderam todos os jogos que realizaram
Vôleibol - O voleibol feminino de Poços venceu ontem Itajubá por 3x1, mas não se classificou para as semifinais. As meninas de Poços podem terminar a competição em terceiro lugar. Já o time masculino, comandado por Alexandre Valverde, mostrou força e passou fácil por Piumhi por 3sets a 0. A equipe agora tem pedreira. Hoje, pela fase semifinal, Poços de Caldas enfrenta Varginha na briga por um lugar na decisão de amanhã. “Como fizemos poucos jogos nesta competição não dá para fazer uma avaliação muito aprofundada do time. A equipe está crescendo com o decorrer dos jogos, mas temos plena consciência que nesta semifinal vamos enfrentar um time muito forte, bastante rodado e teremos muito trabalho para alcançar o resultado positivo”, disse o técnico Alexandre Valverde. “Na minha equipe não tem aquele “virador de bola”, como é chamado no voleibol, o homem de referência. Por esta razão o trabalho de grupo fica mais forte. Ora a gente chama o jogo atrás, ora pelo meio de rede e tenta ludibriar em alguns momentos ir para pontas, assim, o grupo prevalece e nos torna uma equipe forte”, disse Valverde.
Equipe - A base do voleibol de Poços de Caldas, com o trabalho de Valverde, vem revelando bons talentos. Alguns jogadores fazem parte de seleções mineiras e paulistas. Renan, atleta que não pôde jogar o Joju pela equipe local, é um dos atletas revelados por Valverde que está integrando a Seleção Paulista. Luiz Corrêa, atualmente no São Bernardo é outro que defende a seleção de São Paulo. “São duas promessas que podem render muito no voleibol brasileiro”, disse o técnico. Alguns jogadores de Poços de Caldas estão disputando o Campeonato Brasileiro por Pouso Alegre, via empréstimo. “Eles conseguiram um bom patrocínio, estão jogando muito, tanto lá quanto cá, o que acaba ajudando na qualidade do voleibol praticado por eles”, completou o treinador. Marcão e Rinaldo são jogadores de Poços que estão atuando por Pouso Alegre.
Formação - Os bons resultados obtidos pelo voleibol de Poços são frutos de um trabalho árduo feito por Valverde. Todas às terças e quintas, no ginásio do antigo COC, atual UEMG, localizado a rua Justino Ribeiro s/n - Jd dos Estados. Nestes dias, Valverde dedica para avaliar atletas de iniciação esportiva. “Qualquer menino que interessar, nascidos em 97,98, 99 e 2000, pode procurar o professor para ser avaliado. Os treinos começam às 14h e 17h30.
“A gente avalia estes meninos e faz uma distribuição, conforme o potencial de cada um. Depois começamos uma preparação para competições com aqueles que realmente possuem talento para o esporte”, disse Valverde. O grupo de treinamento se reúne no mesmo local às segundas, quartas e sextas. Existe ainda um grupo mirim em treinamento. Estes meninos, segundo Valverde, estão sendo preparados para o Jojuninho de 2012. Eles devem disputar ainda este ano um quadrangular onde vão colocar a prova o que aprenderam até o momento.
Reclamações - Durante a cobertura do jogo entre Poços e Piumhi, a reportagem foi abordada por alguns pais que reclamaram da falta de apoio e divulgação da modalidade na cidade. Segundo eles, a mídia não se interessa pelo voleibol de Poços e dá prioridade para outros eventos. “A gente vê que o voleibol masculino de Poços de Caldas está sem apoio. A secretaria de esportes só pensa no futsal e acaba esquecendo um pouco o vôlei. A própria imprensa não acompanha os jogos na cidade e ficamos muito tristes com isto. O voleibol está trazendo bons resultados para a cidade e não é justo este abandono”, protestou Fernando, pai do atleta Joãozinho do time de voleibol de Poços. “Meu filho foi indicado para a seleção mineira, porém ninguém noticiou isto. Acho um descaso, pois eles estão com contratos assinados em Pouso Alegre, mas aqui passam em branco”, disse o pai do jogador Rinaldo, citado na reportagem acima.
Nota da redação - O Mantiqueira busca apoiar todo o esporte de Poços de Caldas e cobrir o maior número de modalidades possível. O email para contato para reportagens de esportes é pvcampos@gmail.com. ou mantiqueira@pocos-net.com.br
Atletismo - O atletismo entra em ação nesta sexta e sábado pelo Joju. Durante todo o dia de hoje, e amanhã pela manhã, atletas das cidades envolvidas na competição disputam, na pista de atletismo, os títulos de cada modalidade.
Atleta de Poços de Caldas, que reside nos EUA, participará do Rio Internacional Open
A atleta Alexandra Leite, participará do Rio Internacional Open de Jiu-Jitsu. Alexandra é natural de Poços de Caldas, mas reside na cidade Mil Ford, CT, EUA. As competições serão realizadas nos dias 21 a 24 deste mês, no Tijuca Tênis Clube, na Barra do Tijuca com participação de atletas de vários países.
Alexandra é filha do poçoscaldense Anderson Richard Chagas Leite e da americana Michele, neta do advogado e jornalista Marcílio Chagas Leite.
A jovem atleta estará em Poços de Caldas, em breve, em visita a familiares. “ Quero conhecera Academia Gracie Barra de Poços de Caldas, que goza de bom conceito entre os lutadores daquele país”, disse ela.
Alexandra é filha do poçoscaldense Anderson Richard Chagas Leite e da americana Michele, neta do advogado e jornalista Marcílio Chagas Leite.
A jovem atleta estará em Poços de Caldas, em breve, em visita a familiares. “ Quero conhecera Academia Gracie Barra de Poços de Caldas, que goza de bom conceito entre os lutadores daquele país”, disse ela.
Copa Zona Sul de Futsal
A Copa Zona Sul de Futsal Pré-Mirim terá seu início no dia primeiro de agosto. A competição, organizada pela Secretaria Municipal de Esportes, reúne meninos nascidos nos anos de 2001, 2002 e 2003. No próximo dia 20 será realizada a reunião preparatória, quando haverá distribuição das fichas de inscrições dos atletas. Neste mesmo dia acontece o sorteio das equipes e será definido o sistema de disputa. A tabela oficial será divulgada dia 29 de julho. A competição será disputada até dia 5 de setembro. Maiores informações através do telefone 3697 2081/2338.
Andradas sediará a Taça EPTV. Final será em Poços
Aconteceu, dia 13 de julho, em Varginha, o Congresso Técnico da 22ª Taça de Futsal Masculino EPTV do Sul de Minas Gerais. Estiveram presentes 50 cidades participantes desse evento e Andradas saiu na frente, pois sediará pela primeira vez a competição. Estiveram presentes no Congresso Técnico representando a prefeitura de Andradas a supervisora da Seção de Lazer Eliana de Carvalho, o professor de Educação Física Antonio José de Oliveira e o técnico da equipe andradense Luis Raimundo. Segundo o secretário de esportes de Poços de Caldas, Lelo, Poços de Caldas será palco da grande decisão da competição.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Caldense acerta com Renatinho
Rápido, habilidoso e com passagens por grandes clubes do Brasil, como São Paulo e Fluminense, Renatinho é o novo reforço da Caldense para o Campeonato Mineiro de 2012. O acerto definitivo aconteceu ontem, quando o jogador se reuniu com Alex Joaquim e discutiu as bases do contrato. O trabalho para entrar em forma física começa em agosto e o jogador é uma das esperanças alviverde de uma grande temporada em 2012. Confira entrevista com o meia que já jogou com Romário e foi treinado por Muricy Ramalho.
Mantiqueira – Você estava em atividade?
Renatinho – Joguei até final de abril no Santa Helena de Goiás, onde disputei a primeira divisão do Campeonato Goiano. Este ano joguei ainda no Rio Branco de Americana, onde tive problemas com salários atrasados e como apareceu a proposta do Santa Helena resolvi ir para lá.
Mantiqueira – Como apareceu a chance de vir para a Caldense?
Renatinho – O primeiro contato veio através do Alex Joaquim. Houve interesse da Caldense pelo meu futebol. Foi uma negociação que durou cerca de dois meses. Brinco comparando que minha negociação estava mais difícil que a saída do Kaká do Real Madrid. Esta novela teve fim hoje (ontem), todos ficaram felizes com o que foi acordado e agora sou jogador da Caldense.
Mantiqueira – Que metas a Caldense lhe passou?
Renatinho – O Alex me passou todos os projetos da Caldense. A Série D do Brasileiro está como principal meta, porém, precisamos conseguir fazer um bom Campeonato Mineiro para conseguir a vaga. A Caldense está formando um grupo muito forte para o Estadual. O projeto é sério e muito me interessou. O time vai disputar a Série D e tentar a vaga para a C, B e quem sabe ter a possibilidade de um dia chegar à primeira divisão do futebol brasileiro. A Caldense está pensando grande e isto me agrada muito.
Mantiqueira – Como será o início do seu trabalho, agora como jogador da Caldense?
Renatinho – A partir de agosto começo os treinamentos, juntamente com Waldery e o Mário. O Alex deixou claro que nós não seremos emprestados, ficaremos aqui até a apresentação dos outros atletas, no final do ano. O Alex está tentando evitar o que houve com o Waldery, que foi emprestado ao Paraná Clube e se contundiu, ficando sete meses parado.
Mantiqueira – O fato de ter atuado pelo Poços de Caldas FC e sido destaque do time quando passou por lá não geraria uma cobrança maior por parte da torcida da Caldense?
Renatinho – Por tudo o que fiz defendendo as cores do Poços de Caldas pode ser que esta cobrança exista sim. Em pouco tempo atuando com as cores do Vulcão marquei 17 gols, inclusive o primeiro gol da história do clube, contra a Santarritense, e a torcida vai querer o mesmo desempenho que tive lá aqui na Caldense. Sei do meu potencial. Jogar na Caldense é diferente, tem uma cobrança por ser um clube tradicional do futebol mineiro, um clube que tem uma atenção muito grande da imprensa e da própria torcida. Sei das responsabilidades que tenho e minha resposta a possíveis cobranças será dada dentro de campo. Sou torcedor da Caldense desde criança, desde os tempos em que jogava no São Paulo, minha família toda torce pela Caldense e por isso não vou ter problema algum em fazer o melhor pelas cores da Caldense. Tenho potencial e posso dar uma resposta positiva. Quem vai ganhar com isso é a torcida. Sei que posso fazer tudo que fiz por clubes como São Paulo, onde conquistei títulos. Se conseguir fazer pelo menos uma parte do que fiz por lá será muito bom.
Mantiqueira – Por que só agora você tem a chance de defender a Caldense?
Renatinho – Em 2005 eu treinei na Caldense, antes de acertar com o Paulista de Jundiaí. O Gilson Kleina era treinador da Caldense e também muito amigo meu. Ele me convidou para treinar na Caldense e que sabe jogar pelo time. Na mesma época recebi uma proposta muito boa do Paulista de Jundiaí era muito e não fiquei em Poços. Mas Deus sabe a hora certa de tudo na vida. Se o acerto foi agora é porque este era o momento certo. Estou feliz, mais maduro com passagens por muitos clubes. Joguei em clubes grandes e outros de menor expressão. Destes times menores posso te garantir que nenhum tem a estrutura que a Caldense tem. Vejo que aqui terei totais condições de desempenhar meu trabalho. Fluminense e São Caetano, por exemplo, não possuem a estrutura que a Caldense tem. Aqui tem um ótimo centro de treinamentos e os jogadores têm totais condições de trabalho.
Mantiqueira – Vamos falar do começo de sua carreira. Como foi sua passagem pela base em Poços de Caldas e como seu futebol despertou interesse de um dos maiores clubes do Brasil?
Renatinho – Comecei a jogar em Poços de Caldas com o Aécio em uma escolinha que ele tinha no Santa Rosália. Foi ali que realizei meus primeiros campeonatos. Algum tempo depois comecei a treinar com o Mané da Pinta, no futsal. Tive passagens no salão da Caldense e depois fui para o campo. Tudo isto com apenas 12 para 13 anos. Nesta época apareceu o São Paulo Futebol Clube em minha vida. Alguns conselheiros do time do Morumbi vieram em Poços e o Rubens Granato me apresentou para eles. Os conselheiros viram um jogo meu e gostaram e no mesmo dia já estava indo para São Paulo. Minha história começou mesmo aqui em Poços e jogando campeonatos da Liga Poços-caldense de Futebol. Quero ressaltar que o responsável de eu ter saído daqui tão cedo foi o Rubens Granato.
Mantiqueira – E como foi para o menino Renatinho chegar no São Paulo Futebol Clube?
Renatinho – Só quem joga num time como o São Paulo sabe as dificuldades em se permanecer num clube como aquele durante cinco anos. Ficar cinco anos numa base do São Paulo é muito mais difícil do que você despontar no futebol brasileiro de uma hora para outra. Todos os dias chegam inúmeros jogadores, todos querendo um espaço e eu fiquei sete anos lá, sendo cinco nas divisões de base e outros dois como profissional. Conquistei 15 títulos na base, sendo um bi mundial na Suíça e no profissional fui campeão paulista em 2000 e campeão do Rio São Paulo em 2001. O São Paulo é minha vida. Tudo que conquistei na carreira, tudo que tenho hoje de bens materiais devo ao São Paulo, que foi onde tive minha formação. Joguei lá dos 14 aos 22 anos.
Mantiqueira – O que de verdadeiro aconteceu na sua saída do São Paulo? Houve alguma decepção com o clube paulista?
Renatinho – Decepção com o São Paulo nenhuma. Durante o tempo em que estive lá fui tratado como ídolo pela torcida, mesmo tendo pouca idade. Contra a entidade São Paulo Futebol Clube não tenho nenhuma mágoa. O problema maior foi com empresários. Depois que estes profissionais entraram no futebol a coisa em si virou um grande negócio e aí é onde acaba o amor, acaba tudo entre o atleta e o clube e vice-versa. Na época o São Paulo me fez uma proposta de três anos de contrato, com término em 2004, e meu empresário não aceitou. Eu era empresariado pelo Wagner Ribeiro, empresário hoje do Neymar, ex-empresário do Kaká. Ele recusou a oferta e pediu mais dinheiro para a renovação. Como não houve acordo, depois de seis meses meu contrato com o São Paulo se encerrou. A partir do momento que não houve a renovação com o clube fui deixado de lado pela diretoria, na época o José Dias, diretor de futebol. Fui sumindo, não jogava, apenas treinava e meu espaço ficando cada vez menor. Tudo isto por culpa de empresário e minha relação com o São Paulo e sua torcida sempre foi 100%. Deixei o São Paulo no começo de 2002.
Mantiqueira – Como foram suas passagens pelo Santa Cruz e pelo Fluminense?
Renatinho – Minha passagem pelo Santa Cruz foi muito triste. Deixei o São Paulo, um clube com uma das maiores estruturas do Brasil, e cai no Santa Cruz, com 21 anos, tendo salários atrasados, coisa que nunca havia acontecido na minha vida. Foi difícil e ali cai na verdadeira realidade do futebol brasileiro. Foi um baque grande na minha carreira, uma realidade diferente, sem organização. O que me segurou lá foi o Muricy Ramalho, treinador da equipe na época e por isso fiquei. Se não fosse pelo Muricy não ficaria nenhum dia naquele clube. Já no Fluminense as coisas não foram diferentes. É um clube que não paga direito e atrapalha o desempenho do atleta. O Fluminense me surpreendeu pela falta de estrutura. No Flu, o mais marcante foi a experiência de jogar ao lado do Romário e ser treinado pelo Renato Gaúcho, mesmo assim não são boas as lembranças que tenho deste clube.
Mantiqueira – Na sua época de auge a imprensa ficou muito em cima de você. Você acredita que isso atrapalhou de alguma forma?
Renatinho – Outro dia vi uma situação com o Neymar muito semelhante ao que eu enfrentei na época do São Paulo. O que é feito com o Neymar hoje era feito comigo naquela época. Na verdade quem me puxou para o time principal do São Paulo foi a imprensa e não o treinador. O Levir Culpi treinava o São Paulo e eu, nos times de base, fazia gols em todos os jogos e ele não me colocava no time profissional. Aí houve uma mobilização da imprensa, da Rede Globo, Bandeirantes, Gazeta e jornais que cobravam minha ida aos profissionais. Estreei de forma positiva no time de cima, marcando gols contra o Santos, vencendo de goleada e aquilo chamou mais ainda a atenção no meu futebol. Não acho que isso tenha atrapalhado. Meu maior erro foi confiar demais em empresários. Coloquei tudo sob a responsabilidade do Wagner Ribeiro e este foi um pecado muito grande. Deixei minha vida nas mãos dele e confiei demais nesta pessoa. Se eu tivesse sido melhor orientado acho que os rumos de minha carreira seria outro. Mais tarde, o Eduardo Duran, do Rio de Janeiro, também empresário, me mostrou que uma boa orientação é tudo na vida de um profissional. Pena que vi isto um pouco tarde. Fica como aprendizado e espero que sirva de exemplo para outras pessoas.
Mantiqueira – Voltando a focar a Caldense. O que a torcida pode esperar do Renatinho fora de campo?
Renatinho – Meu sonho é encerrar na Caldense. Tenho 30 anos e quero jogar ainda mais algum tempo. Jogar na Caldense é a realização de um sonho e o torcedor pode esperar de mim muito profissionalismo e dedicação. Vivo um momento especial em minha vida pessoal, estou recém-casado, minha esposa está grávida, é o melhor momento para ficar em Poços de Caldas. Fora de campo sou outra pessoa, mais voltado para a família e isto faz diferença dentro de campo. Ajudando a Caldense vou estar me ajudando e vamos ajudar a Caldense crescer. Se o Ituiutaba, com estrutura bem menor, está na série B, por que não a Caldense?
Mantiqueira – Você sonha em voltar a defender um time grande?
Renatinho – Sonho em fazer o melhor a cada dia. Jogar em time grande é uma consequência, sou novo ainda e posso jogar num time grande, mas não é minha prioridade. Prefiro acreditar que fazer um campeonato bom com a Caldense e crescer com os objetivos da Caldense seja o melhor para mim. Se aparecer alguma coisa interessante mais tarde aí vamos conversar. Qualquer um quer uma oportunidade, mas agora a Caldense é minha prioridade.
Mantiqueira – O que você acha do Campeonato Mineiro?
Renatinho – É um campeonato muito difícil, já tive a chance de jogar ele pelo Rio Branco de Andradas, é o terceiro do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio, é complicado, difícil. Pelo que o Alex me falou, fiquei esperançoso e teremos um grande time para ir bem nesta competição.
Mantiqueira – Você se arrepende de alguma coisa?
Renatinho – Me arrependo de não ter tomado a frente no caso da renovação de contrato com o São Paulo. Era um contrato muito bom financeiramente e mais três anos de clube. Tive ainda uma discussão com o Jair Picerni, técnico do São Caetano, que me arrependo muito. Na época tive que sair do clube por causa dele. Se eu tivesse engolido alguns “sapos” hoje algumas coisas poderiam ser diferentes. Mas falar depois que acontece é fácil. Se eu tivesse o poder de mudar algumas coisas eu não bateria um pênalti contra o Olaria quando estava no Fluminense. A gente estava perdendo o jogo e errei a cobrança e a partir daquele momento a torcida começou a pegar no meu pé e meu espaço no clube foi diminuindo cada vez mais. Nunca me omiti de cobrar pênalti em minha vida mas fui infeliz naquela cobrança.
Mantiqueira – Existe alguma frustração por ver companheiros como Kaká, Julio Baptista e Fábio Simplício fazendo sucesso na Europa e você não?
Renatinho – Na verdade, tive passagem pela Europa sim. Joguei num time pequeno na Bélgica. Foi um período em que fiquei sumido no Brasil. Jogar na Bélgica pode ter sido um erro, pois estava bem no Brasil jogando pelo Juventude e não renovei para ir embora. Ao voltar ao Brasil não consegui mais o espaço que estava tendo e tive que jogar em equipes de menor expressão do Brasil.
Mantiqueira – Você estava em atividade?
Renatinho – Joguei até final de abril no Santa Helena de Goiás, onde disputei a primeira divisão do Campeonato Goiano. Este ano joguei ainda no Rio Branco de Americana, onde tive problemas com salários atrasados e como apareceu a proposta do Santa Helena resolvi ir para lá.
Mantiqueira – Como apareceu a chance de vir para a Caldense?
Renatinho – O primeiro contato veio através do Alex Joaquim. Houve interesse da Caldense pelo meu futebol. Foi uma negociação que durou cerca de dois meses. Brinco comparando que minha negociação estava mais difícil que a saída do Kaká do Real Madrid. Esta novela teve fim hoje (ontem), todos ficaram felizes com o que foi acordado e agora sou jogador da Caldense.
Mantiqueira – Que metas a Caldense lhe passou?
Renatinho – O Alex me passou todos os projetos da Caldense. A Série D do Brasileiro está como principal meta, porém, precisamos conseguir fazer um bom Campeonato Mineiro para conseguir a vaga. A Caldense está formando um grupo muito forte para o Estadual. O projeto é sério e muito me interessou. O time vai disputar a Série D e tentar a vaga para a C, B e quem sabe ter a possibilidade de um dia chegar à primeira divisão do futebol brasileiro. A Caldense está pensando grande e isto me agrada muito.
Mantiqueira – Como será o início do seu trabalho, agora como jogador da Caldense?
Renatinho – A partir de agosto começo os treinamentos, juntamente com Waldery e o Mário. O Alex deixou claro que nós não seremos emprestados, ficaremos aqui até a apresentação dos outros atletas, no final do ano. O Alex está tentando evitar o que houve com o Waldery, que foi emprestado ao Paraná Clube e se contundiu, ficando sete meses parado.
Mantiqueira – O fato de ter atuado pelo Poços de Caldas FC e sido destaque do time quando passou por lá não geraria uma cobrança maior por parte da torcida da Caldense?
Renatinho – Por tudo o que fiz defendendo as cores do Poços de Caldas pode ser que esta cobrança exista sim. Em pouco tempo atuando com as cores do Vulcão marquei 17 gols, inclusive o primeiro gol da história do clube, contra a Santarritense, e a torcida vai querer o mesmo desempenho que tive lá aqui na Caldense. Sei do meu potencial. Jogar na Caldense é diferente, tem uma cobrança por ser um clube tradicional do futebol mineiro, um clube que tem uma atenção muito grande da imprensa e da própria torcida. Sei das responsabilidades que tenho e minha resposta a possíveis cobranças será dada dentro de campo. Sou torcedor da Caldense desde criança, desde os tempos em que jogava no São Paulo, minha família toda torce pela Caldense e por isso não vou ter problema algum em fazer o melhor pelas cores da Caldense. Tenho potencial e posso dar uma resposta positiva. Quem vai ganhar com isso é a torcida. Sei que posso fazer tudo que fiz por clubes como São Paulo, onde conquistei títulos. Se conseguir fazer pelo menos uma parte do que fiz por lá será muito bom.
Mantiqueira – Por que só agora você tem a chance de defender a Caldense?
Renatinho – Em 2005 eu treinei na Caldense, antes de acertar com o Paulista de Jundiaí. O Gilson Kleina era treinador da Caldense e também muito amigo meu. Ele me convidou para treinar na Caldense e que sabe jogar pelo time. Na mesma época recebi uma proposta muito boa do Paulista de Jundiaí era muito e não fiquei em Poços. Mas Deus sabe a hora certa de tudo na vida. Se o acerto foi agora é porque este era o momento certo. Estou feliz, mais maduro com passagens por muitos clubes. Joguei em clubes grandes e outros de menor expressão. Destes times menores posso te garantir que nenhum tem a estrutura que a Caldense tem. Vejo que aqui terei totais condições de desempenhar meu trabalho. Fluminense e São Caetano, por exemplo, não possuem a estrutura que a Caldense tem. Aqui tem um ótimo centro de treinamentos e os jogadores têm totais condições de trabalho.
Mantiqueira – Vamos falar do começo de sua carreira. Como foi sua passagem pela base em Poços de Caldas e como seu futebol despertou interesse de um dos maiores clubes do Brasil?
Renatinho – Comecei a jogar em Poços de Caldas com o Aécio em uma escolinha que ele tinha no Santa Rosália. Foi ali que realizei meus primeiros campeonatos. Algum tempo depois comecei a treinar com o Mané da Pinta, no futsal. Tive passagens no salão da Caldense e depois fui para o campo. Tudo isto com apenas 12 para 13 anos. Nesta época apareceu o São Paulo Futebol Clube em minha vida. Alguns conselheiros do time do Morumbi vieram em Poços e o Rubens Granato me apresentou para eles. Os conselheiros viram um jogo meu e gostaram e no mesmo dia já estava indo para São Paulo. Minha história começou mesmo aqui em Poços e jogando campeonatos da Liga Poços-caldense de Futebol. Quero ressaltar que o responsável de eu ter saído daqui tão cedo foi o Rubens Granato.
Mantiqueira – E como foi para o menino Renatinho chegar no São Paulo Futebol Clube?
Renatinho – Só quem joga num time como o São Paulo sabe as dificuldades em se permanecer num clube como aquele durante cinco anos. Ficar cinco anos numa base do São Paulo é muito mais difícil do que você despontar no futebol brasileiro de uma hora para outra. Todos os dias chegam inúmeros jogadores, todos querendo um espaço e eu fiquei sete anos lá, sendo cinco nas divisões de base e outros dois como profissional. Conquistei 15 títulos na base, sendo um bi mundial na Suíça e no profissional fui campeão paulista em 2000 e campeão do Rio São Paulo em 2001. O São Paulo é minha vida. Tudo que conquistei na carreira, tudo que tenho hoje de bens materiais devo ao São Paulo, que foi onde tive minha formação. Joguei lá dos 14 aos 22 anos.
Mantiqueira – O que de verdadeiro aconteceu na sua saída do São Paulo? Houve alguma decepção com o clube paulista?
Renatinho – Decepção com o São Paulo nenhuma. Durante o tempo em que estive lá fui tratado como ídolo pela torcida, mesmo tendo pouca idade. Contra a entidade São Paulo Futebol Clube não tenho nenhuma mágoa. O problema maior foi com empresários. Depois que estes profissionais entraram no futebol a coisa em si virou um grande negócio e aí é onde acaba o amor, acaba tudo entre o atleta e o clube e vice-versa. Na época o São Paulo me fez uma proposta de três anos de contrato, com término em 2004, e meu empresário não aceitou. Eu era empresariado pelo Wagner Ribeiro, empresário hoje do Neymar, ex-empresário do Kaká. Ele recusou a oferta e pediu mais dinheiro para a renovação. Como não houve acordo, depois de seis meses meu contrato com o São Paulo se encerrou. A partir do momento que não houve a renovação com o clube fui deixado de lado pela diretoria, na época o José Dias, diretor de futebol. Fui sumindo, não jogava, apenas treinava e meu espaço ficando cada vez menor. Tudo isto por culpa de empresário e minha relação com o São Paulo e sua torcida sempre foi 100%. Deixei o São Paulo no começo de 2002.
Mantiqueira – Como foram suas passagens pelo Santa Cruz e pelo Fluminense?
Renatinho – Minha passagem pelo Santa Cruz foi muito triste. Deixei o São Paulo, um clube com uma das maiores estruturas do Brasil, e cai no Santa Cruz, com 21 anos, tendo salários atrasados, coisa que nunca havia acontecido na minha vida. Foi difícil e ali cai na verdadeira realidade do futebol brasileiro. Foi um baque grande na minha carreira, uma realidade diferente, sem organização. O que me segurou lá foi o Muricy Ramalho, treinador da equipe na época e por isso fiquei. Se não fosse pelo Muricy não ficaria nenhum dia naquele clube. Já no Fluminense as coisas não foram diferentes. É um clube que não paga direito e atrapalha o desempenho do atleta. O Fluminense me surpreendeu pela falta de estrutura. No Flu, o mais marcante foi a experiência de jogar ao lado do Romário e ser treinado pelo Renato Gaúcho, mesmo assim não são boas as lembranças que tenho deste clube.
Mantiqueira – Na sua época de auge a imprensa ficou muito em cima de você. Você acredita que isso atrapalhou de alguma forma?
Renatinho – Outro dia vi uma situação com o Neymar muito semelhante ao que eu enfrentei na época do São Paulo. O que é feito com o Neymar hoje era feito comigo naquela época. Na verdade quem me puxou para o time principal do São Paulo foi a imprensa e não o treinador. O Levir Culpi treinava o São Paulo e eu, nos times de base, fazia gols em todos os jogos e ele não me colocava no time profissional. Aí houve uma mobilização da imprensa, da Rede Globo, Bandeirantes, Gazeta e jornais que cobravam minha ida aos profissionais. Estreei de forma positiva no time de cima, marcando gols contra o Santos, vencendo de goleada e aquilo chamou mais ainda a atenção no meu futebol. Não acho que isso tenha atrapalhado. Meu maior erro foi confiar demais em empresários. Coloquei tudo sob a responsabilidade do Wagner Ribeiro e este foi um pecado muito grande. Deixei minha vida nas mãos dele e confiei demais nesta pessoa. Se eu tivesse sido melhor orientado acho que os rumos de minha carreira seria outro. Mais tarde, o Eduardo Duran, do Rio de Janeiro, também empresário, me mostrou que uma boa orientação é tudo na vida de um profissional. Pena que vi isto um pouco tarde. Fica como aprendizado e espero que sirva de exemplo para outras pessoas.
Mantiqueira – Voltando a focar a Caldense. O que a torcida pode esperar do Renatinho fora de campo?
Renatinho – Meu sonho é encerrar na Caldense. Tenho 30 anos e quero jogar ainda mais algum tempo. Jogar na Caldense é a realização de um sonho e o torcedor pode esperar de mim muito profissionalismo e dedicação. Vivo um momento especial em minha vida pessoal, estou recém-casado, minha esposa está grávida, é o melhor momento para ficar em Poços de Caldas. Fora de campo sou outra pessoa, mais voltado para a família e isto faz diferença dentro de campo. Ajudando a Caldense vou estar me ajudando e vamos ajudar a Caldense crescer. Se o Ituiutaba, com estrutura bem menor, está na série B, por que não a Caldense?
Mantiqueira – Você sonha em voltar a defender um time grande?
Renatinho – Sonho em fazer o melhor a cada dia. Jogar em time grande é uma consequência, sou novo ainda e posso jogar num time grande, mas não é minha prioridade. Prefiro acreditar que fazer um campeonato bom com a Caldense e crescer com os objetivos da Caldense seja o melhor para mim. Se aparecer alguma coisa interessante mais tarde aí vamos conversar. Qualquer um quer uma oportunidade, mas agora a Caldense é minha prioridade.
Mantiqueira – O que você acha do Campeonato Mineiro?
Renatinho – É um campeonato muito difícil, já tive a chance de jogar ele pelo Rio Branco de Andradas, é o terceiro do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio, é complicado, difícil. Pelo que o Alex me falou, fiquei esperançoso e teremos um grande time para ir bem nesta competição.
Mantiqueira – Você se arrepende de alguma coisa?
Renatinho – Me arrependo de não ter tomado a frente no caso da renovação de contrato com o São Paulo. Era um contrato muito bom financeiramente e mais três anos de clube. Tive ainda uma discussão com o Jair Picerni, técnico do São Caetano, que me arrependo muito. Na época tive que sair do clube por causa dele. Se eu tivesse engolido alguns “sapos” hoje algumas coisas poderiam ser diferentes. Mas falar depois que acontece é fácil. Se eu tivesse o poder de mudar algumas coisas eu não bateria um pênalti contra o Olaria quando estava no Fluminense. A gente estava perdendo o jogo e errei a cobrança e a partir daquele momento a torcida começou a pegar no meu pé e meu espaço no clube foi diminuindo cada vez mais. Nunca me omiti de cobrar pênalti em minha vida mas fui infeliz naquela cobrança.
Mantiqueira – Existe alguma frustração por ver companheiros como Kaká, Julio Baptista e Fábio Simplício fazendo sucesso na Europa e você não?
Renatinho – Na verdade, tive passagem pela Europa sim. Joguei num time pequeno na Bélgica. Foi um período em que fiquei sumido no Brasil. Jogar na Bélgica pode ter sido um erro, pois estava bem no Brasil jogando pelo Juventude e não renovei para ir embora. Ao voltar ao Brasil não consegui mais o espaço que estava tendo e tive que jogar em equipes de menor expressão do Brasil.
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