sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Poços de Caldas Rugby Clube vai disputar o Campeonato Mineiro

A equipe do Poços de Caldas Rugby Clube vai disputar em março o Campeonato Mineiro da segunda divisão.
A competição é organizada pela Federação Mineira. O time de Poços de Caldas estreia dia 24 contra Inconfidentes. No dia 21 de abril a equipe joga contra Campo Belo na casa do adversário. Dia 19 de abril o time de Poços joga contra Inconfidentes fora de casa e fecha sua participação nesta fase contra Campo Belo em Poços de Caldas. “É uma grande oportunidade disputarmos este campeonato, mas estamos precisando de apoio. Nosso esporte é pouco divulgado e por isto estamos encontrando dificuldades em buscar recursos”, disse José Roberto Eduardo de Souza Júnior, diretor executivo do Poços de Caldas Rugby Clube.

O rugby em Poços
O início do time foi de forma inusitada. Um grupo de amigos se reunia no parque municipal para treinamentos. Como o dinheiro era pouco, pois a maioria era de estudantes da Puc, e tinham nos estudos a prioridade, nem bola eles tinham para treinar. Foi aí que apareceu o argentino Aldo Raquita na vida dos jovens amantes da modalidade. “Eu estava morando em Poços de Caldas há pouco tempo e fui até o parque municipal fazer exercícios físicos. Vi um grupo de rapazes passando uma bolsa de mão em mão numa espécie de aquecimento. Fiquei um tempo observando e eles continuavam e a curiosidade falou mais alto, me aproximei e perguntei o que eles estavam fazendo. Para minha surpresa disseram que era Rúgbi”, disse Raquita, que começou a prática da modalidade na Argentina, mais precisamente na cidade de La Prata aonde chegou a disputar algumas competições como semi-profissional. “Não acreditei no que estava acontecendo e vi ali uma oportunidade de levar o esporte adiante aqui na cidade. Falei para eles esperarem um pouco e corri até minha casa e trouxe três bolas de rúgbi. Os olhos deles brilharam no mesmo instante e ali nasceu o primeiro time de rúgbi de Poços de Caldas”, lembra Aldo Raquita.
O treinador tinha experiência de sobra para passar aos rapazes de Poços de Caldas. Depois que deixou a Argentina ele passou um período nos Estados Unidos e por lá o rúgbi também fez parte de sua vida onde jogou em times universitários e ainda foi treinador de algumas equipes.
O rúgbi a primeira vista parece ser um esporte bastante violento. O contato físico é a tônica de uma partida e muitas vezes a impressão de que graves acidentes serão inevitáveis. Os praticantes do esporte, no entanto defendem o rúgbi com unhas e dentes e não admitem que o esporte seja violento. “Tem contato físico sim, mas todos estão treinados para dar e receber as pancadas. Ninguém entra numa partida sem estar devidamente preparado para o que vai encontrar pela frente”, disse Donatello, um dos jogadores do time de Poços de Caldas que tem papel importante na formação da equipe.  “O Danatello e o Zani são meus grandes aliados em não deixarem o esporte morrer em Poços de Caldas. São eles que incentivam os jogadores a continuarem os treinamentos e amam este esporte como poucos”, disse o treinador.

Serviço - Os interessados em fazer parte da equipe do Poços de Caldas Rugby Clube ou que querem apoiar o time podem entrar em contato com Donatello, Zani ou Raquita. Os telefones são os seguintes: 9958-8832 (Aldo); 9184-8911 (Donatello) ou 91987877 (Zani) ou ainda pelo site www.pocos. rugby.esp.br

Futpoços vence jogo amistoso em Ipuiúna

A equipe do Futpoços recebeu um convite para um jogo amistoso na cidade de Ipuiúna, através do professor Léo Grazianni, juntamente com o prefeito Elder de Cassio Oliva, e jogou no último fional de semana, às 10h, contra a equipe da cidade, na categoria de meninos nascidos em 97/98. A equipe da casa está em preparação para uma competição que será realizada na cidade de Santo Antonio do Jardim-SP. A equipe do Futpoços, que foi comandada pelo assessor de imprensa Mario Roberto Balbino, juntamente com o professor Otávio de Freitas, não tomou conhecimento do adversário e num jogo muito movimentado goleou os donos da casa por 6 a 3. Marcaram Caique Mendes (2), Lucas Jr (2) e os estreantes Flaviano Evaristo e Patrick Silva.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Depois do título mundial, atleta de Poços inicia a temporada com mais uma conquista

Campeão mundial em dezembro, na cidade de Catanduva, pela terceira vez na carreira, o atleta de supino Alexandre Villas Boas iniciou a temporada com mais um título para seu vitorioso currículo. Neste final de semana ele venceu a Copa Verão de Supino Terra, competição disputada obrigatoriamente sem camisa. A cidade de Leme, interior paulista, sediou o evento.
Cerca de 100 atletas disputaram a competição. Alexandre perdeu peso e competiu numa categoria abaixo da que está acostumado. Foi o primeiro título dele nesta categoria que reuniu atletas até 75 quilos. Villas Boas conquistou o título levantando 200 quilos. “Foi um bom começo de ano e fiquei feliz com o resultado”, conta No mundial de Catanduva levantou 250 quilos, recorde em sua categoria de origem,  acima de 80 quilos. Agora o atleta se prepara para os campeonatos da Federação Paulista, mas o local dos eventos ainda não está definido. É o primeiro ano que Alexandre disputa competições pela Federação Paulista de Supino. “Estou fazendo jiu-jítsu e estou perdendo muito peso. A prática deste esporte é para me ajudar a ganhar resistência. Quero voltar meu peso de antigamente para disputar competições em minha categoria de origem. Meu recorde é de 250 quilos, mas já tem atletas chegando perto, por isto não posso bobear. Se eu conseguir voltar a meu peso,  minha meta é levantar 260 quilos para manter o recorde sem ser ameaçado”, conta Alexandre Villas Boas.  “Quero chegar ao meu peso através da suplementação. Não quero de forma alguma perder meu recorde, uma conquista que foi tão difícil de conseguir”, completa. Uma das metas de Alexandre é buscar uma vaga para as Olimpíadas. Segundo ele, todas as federações existentes no Brasil estão se unindo para tentar ajudar o supino se tornar um esporte olímpico. “Se isto acontecer será a chance que eu sonhei, mas preciso me manter entre os melhores do Brasil”, diz. Atualmente Alexandre ocupa a sétima colocação no ranking brasileiro. “Quero agradecer a Casa de Suplementos Spartacus e ao Lelo, da Secretaria Municipal de Esportes, que vem me apoiando bastante”, disse Alexandre. O Atleta está a procura de um patrocínio de uma academia para seus treinamentos.  “Não quero apenas um apoio, preciso realmente de um patrocínio porque neste momento é o que vai me ajudar”, completou Alexandre, que atualmente treina na Academia Fênix,
Alexandre convida aos interessados em praticar supino a apostarem na prática deste esporte.  “Os interessados podem me procurar na Academia Fênix. Estou à disposição”, finalizou Villas Boas.  Em Leme ele levou três atletas de Poços. Estes atletas vão treinar e competir com ele a partir de agora.

Caldense apresenta dois novos reforços

PRISCILA LOIOLA
ACS/Futebol/Caldense

Na tarde  de ontem, no Centro de Treinamentos Ninho dos Periquitos, em Poços de Caldas, a diretoria da Caldense apresentou dois novos jogadores que chegaram para reforçar a equipe durante o Campeonato Mineiro: o atacante Felix, que estava no Ferencvaros, da Hungria; e o lateral-esquerdo Rafinha, que estava no CRB - AL.
O presidente da Veterana, Antônio Bento Gonçalves, falou sobre a chegada dos atletas e entregou a eles a camisa do clube pessoalmente como forma de boas-vindas. “Estamos trazendo mais dois jogadores para a Caldense com o objetivo de reforçar a equipe. Esperamos que eles se adaptem e mostrem o bom futebol que têm. Sejam bem-vindos à Associação Atlética Caldense”.
Alex Joaquim, gerente de futebol do clube, contou os motivos da contratação desses jogadores em específico. “Vi o Rafinha jogar quando estive com o treinador Ademir Fonseca em Alagoas, em outubro do ano passado. Nos interessamos em tê-lo como nosso atleta, mas na época não conseguimos. Agora, deu certo”, explica Alex, que ressalta: “Espero que ele continue a jogar como estava jogando, para que possa trazer muitas alegrias ao nosso torcedor”. Sobre o atacante Felix, Alex conta que foi indicação do treinador Ademir. “O Felix foi indicado pelo Ademir, com quem já trabalhou junto anteriormente. Ele veio para somar. Apesar da estatura, não é um atacante de área, ele é rápido pelas laterais e tem muita qualidade, assim como o Rafinha”, destaca.
Franco Martins, vice-presidente da Caldense, ressaltou que a contratação de Felix veio suprir a falta de Walderi, afastado do Campeonato por conta de uma ruptura total do ligamento cruzado anterior, acompanhado pela laceração do menisco medial, cuja recuperação acontecerá por pelo menos quatro meses. “Era preciso preencher uma função que acabou sendo prejudicada pela ausência do Walderi, era necessário reforçar o setor ofensivo”, salienta Franco.
Rafinha chega confiante que poderá ajudar a equipe a fazer um bom campeonato. “Ouvi falar muito bem da Caldense, e por isso chego mais animado ainda para jogar. Fico feliz por estar aqui e quero auxiliar o time, quero somar. Vim focado a conquistar o título. Nós temos que pensar grande, temos que chegar às pontas e brigar pelo primeiro lugar. Vou  treinar bastante para conquistar meu espaço. Vou lutar do começo ao fim”.
Felix comemora a parada do Campeonato Mineiro em função do Carnaval, pois terá mais tempo de se preparar fisicamente. “É muito bom ter esse tempo para que eu possa fazer um trabalho físico mais intenso, o que acelera a possibilidade de eu estar disponível para o treinador”. Questionado sobre o que a torcida pode esperar dele, o atacante avisa: “Não gosto de falar muito, prefiro mostrar dentro de campo o meu trabalho. Sou um jogador que não gosta de dar espaço para zagueiro, gosto de marcar lá na frente. Vou fazer o possível para que o torcedor fique alegre com o time. Não vou buscar me destacar sozinho; não me importo se o gol da vitória for meu ou não. O importante é conquistar os três pontos, jogo a jogo. Mas é claro que vim para fazer a bola entrar”, finaliza.

Vulcão realiza coletivo no CT Cratera

Eduardo Del Claro
ACS/Poços de Caldas FC

O Poços de Caldas Futebol Clube realiza na tarde dessa quinta-feira (17), no CT Cratera, o último coletivo antes da viagem para Coronel Fabriciano, onde enfrenta no próximo sábado o Tombense, pela segunda rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro. O técnico Vladimir de Jesus, que ainda tem dúvidas na escalação, deve escalar nesse treinamento o mesmo time que empatou por 1 a 1 com o Tricordiano na estreia.
Durante a semana, o treinador do Vulcão realizou vários trabalhos com o intuito de corrigir erros apresentados pela equipe na primeira rodada da competição estadual. Os atletas que entraram em campo no domingo somente começaram a treinar na terça-feira à tarde. Vladimir de Jesus preparou taticamente o time, desenvolvendo atividades para melhorar a posse de bola. Na quarta-feira pela manhã, o técnico do Vulcão treinou cruzamentos e jogadas de bola parada, que podem ser decisivas na partida de sábado, uma vez que o estádio Louis Ensch (Coronel Fabriciano) tem dimensões menores comparadas ao Ronaldão.
Nessa quinta, os jogadores ganham folga pela manhã e participam de um coletivo à tarde, às 16h. O técnico, que ainda tem algumas dúvidas para escalar os titulares, deve colocar em campo o mesmo time da estreia (Flávio Muranga; Alan, Marcão, Neguette e Danilo; Aldo, Diego Paulista, Marcelo Soares e Luiz Fernando; Lucas Campestrinho e Silmar). No decorrer do treinamento, Vladimir de Jesus deve promover algumas mudanças e ainda testar situações de jogo. A delegação do Vulcão viaja rumo ao Vale do Aço às 22h, chegando a Coronel Fabriciano na madrugada de sexta-feira. No mesmo dia, o time faz um treinamento de reconhecimento no palco do jogo, que acontece às 16h no sábado.

Piloto de Poços participou do Desafio das Escadas de Santos

No último dia 4, o piloto poços-caldense Felipe Swerts, participou da maior prova de downhill urbano do mundo, o Desafio das Escadas de Santos, que completou dez anos de prova nas famosas escararias do Mont Serrat, na cidade de Santos. Felipe mais uma vez se destacou e conseguiu o segundo lugar na categoria juvenil . O atleta de Poços ficou entre os 30 mais rápidos, resultado impressionante tendo em vista que a prova contou com grandes nomes do donwhill nacional e lendas do esporte mudialmente conhecidos como o campeão mundial Greg Minnar da Africa do Sul e o bi-campeão da  prova, o brasileiro Wallace Miranda, com quem Felipe vem se preparando para a temporada 2012.Felipe destaca a importância da prova e se diz muito feliz com seu resultado, que mostra uma grande evolução em relação ao ano passado, e também agradece a FMMTB por conseguir a inscrição da prova para ele. Felipe hoje vem sendo considerado uma das grandes promessas da modalidade no Brasil, mesmo tendo apenas o apoio da FMMTB e de sua família para participar das competições. Agora Felipe se prepara para a 1ª Etapa da Copa Mineira de Downhill, que será realizada na cidade de Simão Pereira, nos dias 4 e 5 de Março.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mudanças x interesses

Dias destes uma partida de tênis chamou a atenção do mundo.  Numa batalha que durou quase seis horas,
exatamente 5 horas e 53 minutos, Djokovic derrotou Nadal e conquistou o título de um grand slan. A torcida delirou com o jogo, a mídia não poupou adjetivos como épico, histórico, sensacional, magnífico, entre outros. Dias depois li um comentário mais sensato de fisiologistas. Eles disseram que os tenistas correram sérios riscos de saúde. O tempo deles em quadra foi o equivalente há uma maratona e meia, ou seja, correram durante o jogo, 65 quilômetros. “Numa situação como esta existe uma absurda perda de água e de sais mineiras. A perda de sódio é o que mais ameaça a saúde. É preciso assegurar que não haja queda do nível de sódio. Falando de uma forma mais contundente, é algo que pode matar um indivíduo. Existem inúmeros casos de morte por perda de sódio nas corridas longas, não é terrorismo. Isso é chamado de hiponatremia”, disse Turíbio Leite de Barros, ex-fisiologista do São Paulo em uma de suas entrevistas.
Ontem estive com Sérgio Alcântara, o professor Serginho da Academia Tênnis Center, aqui de Poços de Caldas. Fui conversar com ele para saber o que ele acha do tênis submeter seus atletas a tal nível de esforço. Na minha opinião o tênis deveria ser cronometrado e assim estabelecer um limite de tempo dos jogadores em quadra. O quinto set, por exemplo, deveria ser o mais curto de todos. Serginho foi mais radical. Para ele, sequer deveria existir quinto set. No seu ponto de vista poderiam definir o jogo em três sets. Concordei. O problema é que isto dificilmente vai acontecer. Os mandatários do tênis querem manter a tradição do esporte sem mudanças. Talvez, se um dia acontecer uma tragédia dentro da quadra mude este pensamento arcaico.
Já no futebol, existe uma falta de interesse em mudanças para acabar principalmente, com erros de arbitragens. Neste caso acredito que interesses extra-campo falem mais alto. Às vezes o erro do árbitro a favor de um time grande convém para pessoas que por algum motivo, nutrem interesses no resultado da partida. A Caldense no sábado foi prejudicada pela arbitragem. Não foi nada gritante, nada que chamasse a atenção, poucos perceberam, mas foi. Os dois gols do Atlético Mineiro na partida surgiram de faltas invertidas pelo árbitro lá no campo de defesa da Veterana. Através destas faltas invertidas surgiram os gols do Galo. Lances assim passam despercebidos, mas fazem muita diferença. Com o Atlético em vantagem por 2x0, houve um pênalti claro que poderia aumentar ainda mais a vantagem do Galo. Este, o juiz não deu. Claro que não deu. Não precisava mais, o estrago estava feito. Ele  ainda saiu criticado pela imprensa da capital e pelo próprio Atlético, deixando ainda mais despercebidos os erros lá no primeiro tempo, quando a vitória atleticana foi construída. Para evitar fatos assim, o futebol teria que recorrer a recursos tecnológicos. Deveria ainda contar com  mais árbitros dentro de campo com poderes de decisão na hora que um lance duvidoso. Seria bom para todos. Não é legal ver seu time perder ou até mesmo vencer por causa de erros pequenos de arbitragem. É muito poder para uma pessoa só. Mas, como disse anteriormente, mudanças nem sempre são bem vistas pelos comandantes do nosso futebol. Alguém duvida, por exemplo, que se tivesse mais um árbitro com poder de decisão na linha atrás do gol do Tricordiano no domingo passado aqui em Poços, aquele pênalti escandaloso para o Vulcão não teria sido anotado?