Poços de Caldas, MG - ACS Caldense - Neste domingo (31), às 16h, Caldense e Boa Esporte fazem o clássico do Sul de Minas no estádio Ronaldão, válido pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro. Após assustar o Cruzeiro dentro do Mineirão, no último fim de semana, o time de Tarcísio Pugliese volta a campo obstinado pela vitória, já que vem de quatro empates, duas derrotas e apenas um triunfo, sobre o Araxá, na 4ª rodada do campeonato.
A situação da equipe de Varginha é semelhante na campanha desta temporada, uma vez que o Boa empata com a Caldense no número de pontos (sete), mas ocupa hoje a oitava colocação na classificação – apenas uma posição à frente da Veterana – e contabiliza duas vitórias, um empate e quatro derrotas. Se depender do retrospecto do Boa em seus últimos dois jogos fora de casa, as chances da Caldense conquistar mais três pontos em casa se tornam promissoras. No mais recente deles, a equipe de Varginha foi a Tombos e perdeu para o time da casa por 2 a 1. Na partida anterior, também fora de casa, a Coruja foi derrotada pelo Villa Nova, por 3 a 1, em Nova Lima.
Elenco
Entretanto, vencer o Boa em casa poderá não ser tarefa fácil para a Caldense, já que a Veterana terá modificações para o confronto de domingo. Entre desfalques e retornos, destaque para as ausências de Rossini e Edmilson, que cumprem suspensão automática após receberem o terceiro cartão amarelo na partida contra o Cruzeiro. Em contrapartida, Pugliese terá novamente à disposição o volante Simião e o lateral Cléber Luís, que voltam de suspensões por cartões amarelos. Surge aí outro desafio ao treinador: Cléber retorna, mas seu colega de função, Cris, teve desempenho incontestável no último domingo, e agora ambos complicam a vida o treinador. Pugliese terá que dar seu Voto de Minerva para escolher quem entra em campo no fim de semana.
Vai e vem
Diante do vai e vem no elenco, a escalação da Caldense para o jogo contra o Boa segue indefinida. O treinador vem preparando o time para suprir as possíveis carências que poderão surgir com as ausências de seus dois titulares. Especialmente no caso do meia Rossini, Tarcísio Pugliese precisará encontrar um substituto à altura para fazer a diferença em campo.
Uma coisa é certa: O treinador confia no grupo que tem em mãos. “A força do elenco está no entrosamento dos nossos jogadores. Prova disso foi a sintonia apresentada na partida contra o Cruzeiro. Soubemos nos proteger sem recuar, fazendo pressão contra o adversário. Não fossem os erros de arbitragem, certamente teríamos pontuado naquele jogo. Esperamos essa mesma postura da equipe diante do Boa, para que possamos ir a dez pontos, voltar a sonhar com o G-4 e lutar por uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro”, afirma Pugliese.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Atletas de Poços vencem competição em Andradas
Poços de Caldas MG - No último sábado aconteceu na cidade de Andradas mais uma etapa do circuito Sul Mineiro de corridas de Rua SESI com apoio da EPTV. Com um percurso de 5km percorridos pelas ruas da cidade o evento contou com a participação de atletas das cidades de Limeira, Espírito Santo do Pinhal, Andradas, São João da Boa Vista, Águas da Prata e Poços de Caldas. Os atletas Fernando Sandy e Adriana Freitas da cidade de Poços de Caldas foram destaque no evento conquistando 1º lugar nas categorias masculino industriário e feminino geral garantindo assim a participação na 30ª Edição da Corrida Integração que acontecerá em setembro/2013 em Campinas.
Empresas participam de reunião da Olimtra
Poços de Caldas, MG - A primeira reunião preparatória da Olimpíada dos Trabalhadores (Olimtra) aconteceu na tarde da última terça-feira (27), na Secretaria Municipal de Esportes. Dezenove empresas já confirmaram presença. Na reunião, representantes receberam as fichas de inscrição por modalidade, que deverão ser entregues à Secretaria de Esportes até dia 12 de abril, prazo final para participação no evento esportivo.
Devem participar mais de três mil atletas, divididos nos grupos A (acima de dezesseis modalidades), B (de oito a 15 modalidades) e C (de cinco a sete modalidades). Entre as modalidades estão futebol de campo, natação, xadrez, corrida rústica, dama, vôlei e malha.
As próximas fases da preparação são o congresso técnico da olimpíada, com presença obrigatória das organizações inscritas, e a divulgação da tabela oficial com datas, locais e horários de todas as competições.
A abertura da Olimpíada dos Trabalhadores de 2013 será dia 1º de maio, no estádio municipal Ronaldo Junqueira. O campeonato durará o mês todo. Mais informações pelo telefone 3697-2338.
Devem participar mais de três mil atletas, divididos nos grupos A (acima de dezesseis modalidades), B (de oito a 15 modalidades) e C (de cinco a sete modalidades). Entre as modalidades estão futebol de campo, natação, xadrez, corrida rústica, dama, vôlei e malha.
As próximas fases da preparação são o congresso técnico da olimpíada, com presença obrigatória das organizações inscritas, e a divulgação da tabela oficial com datas, locais e horários de todas as competições.
A abertura da Olimpíada dos Trabalhadores de 2013 será dia 1º de maio, no estádio municipal Ronaldo Junqueira. O campeonato durará o mês todo. Mais informações pelo telefone 3697-2338.
Cruzeirinho faz 16 x 2 no Slairs
Poços de Caldas, MG - O Cruzeirinho foi o destaque da rodada de ontem da Copa Cristais São Marcos de Futsal. A equipe marcou 16x2 no Slairs. A partida aconteceu no ginásio Juca Cobra. No outro jogo da noite o Guarani derrotou o River Poços por 4x3. A Competição continua na próxima terça-feira com os seguintes jogos: Jireh Lanche x Locomotiva Zona Sul e Secretaria Municipal de Esportes e Lazer x Etapa.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Revolta contra arbitragem de Benevenuto marca volta da Caldense aos treinos
Poços de Caldas, MG - O clima de revolta contra o árbitro Igor Junio Bevenuto era evidente em todo o CT Ninho dos Periquitos durante a reapresentação dos jogadores da Caldense ontem. Todos foram unânimes em eleger o árbitro como o grande responsável pela derrota para o Cruzeiro. “Se ele não inventasse aquele pênalti tenho certeza de que a Caldense teria vencido o jogo. O Cruzeiro não iria empatar pois nosso time estava jogando muito bem”, disse o gerente de futebol Alex Joaquim. O dirigente conversou com os jogadores antes das atividades e cobrou vitórias na sequência do campeonato. “Fizemos um grande jogo diante do Cruzeiro, fomos prejudicados, mas agora é passado. Precisamos vencer jogos daqui em diante para ficarmos em situação melhor no campeonato e quem sabe ainda buscar uma vaga no G4. Tenho confiança neste time e nada está perdido”, disse Joaquim.
O técnico Tarcísio Pugliese comandou um treino tático mesmo com muito chuva. O treinador também lamentou a derrota para o Cruzeiro e criticou bastante a arbitragem. Para o jogo diante do Boa Esporte, domingo em Poços, Pugliese não poderá contar com os jogadores Rossini e Edmilson, suspensos. “Estamos voltando ao trabalho um pouco chateados devido as circunstâncias da derrota em Belo Horizonte. O sentimento de impotência é grande porque não podemos fazer nada para reverter aquela derrota. O time fez um excelente jogo, todos estiveram muito bem e a arbitragem foi desastrosa para nosso time”, disse Pugliese. O treinador agora quebra a cabeça para montar o time para o próximo jogo sem duas peças importantes do elenco. Se perdeu Rossini e Edmilson, Simião está à disposição do treinador. Pugliese confia no bom futebol da equipe para buscar somar o maior número pontos possíveis daqui em diante. “Tirando o jogo contra o Tombense nosso time vem jogado bem, faltaram as vitórias e acredito que a boa atuação diante do Cruzeiro vai gerar uma motivação maior”, disse o treinador. A vitória domingo contra o Boa passa a ser de fundamental importância para a Caldense. “Agora não adiante fazer contas. A coisa é simples, vencer os jogos e somar pontos, assim vamos voltar a briga”, finalizou o treinador.
Glaysson
O goleiro Glaysson, um dos destaques da Caldense diante do Cruzeiro, expressou bem o sentimento do grupo na reapresentação ontem. “Se a gente tivesse perdido de quatro ou cinco a zero talvez o sentimento não seria tão ruim como agora. Jogamos bem, tivemos chances de vencer o Cruzeiro em pleno Mineirão, mas o juiz acabou atrapalhando, influenciando diretamente no resultado. O sentimento de revolta é difícil de ficar contido”, disse o goleiro.
No grito
Maxsuel contou que Benevenuto não iria dar o pênalti em Dagoberto. “Ele colocou o apito na boca e depois tirou, porém, com o grito da torcida ele voltou atrás e deu a penalidade. Foi um lance dado no grito, infelizmente, e isto nos atrapalhou muito”, disse o jogador, que recebeu cartão amarelo. “Acredito que se a gente não tomasse o gol de pênalti dificilmente perderíamos o jogo”, finalizou Maxsuel.
O técnico Tarcísio Pugliese comandou um treino tático mesmo com muito chuva. O treinador também lamentou a derrota para o Cruzeiro e criticou bastante a arbitragem. Para o jogo diante do Boa Esporte, domingo em Poços, Pugliese não poderá contar com os jogadores Rossini e Edmilson, suspensos. “Estamos voltando ao trabalho um pouco chateados devido as circunstâncias da derrota em Belo Horizonte. O sentimento de impotência é grande porque não podemos fazer nada para reverter aquela derrota. O time fez um excelente jogo, todos estiveram muito bem e a arbitragem foi desastrosa para nosso time”, disse Pugliese. O treinador agora quebra a cabeça para montar o time para o próximo jogo sem duas peças importantes do elenco. Se perdeu Rossini e Edmilson, Simião está à disposição do treinador. Pugliese confia no bom futebol da equipe para buscar somar o maior número pontos possíveis daqui em diante. “Tirando o jogo contra o Tombense nosso time vem jogado bem, faltaram as vitórias e acredito que a boa atuação diante do Cruzeiro vai gerar uma motivação maior”, disse o treinador. A vitória domingo contra o Boa passa a ser de fundamental importância para a Caldense. “Agora não adiante fazer contas. A coisa é simples, vencer os jogos e somar pontos, assim vamos voltar a briga”, finalizou o treinador.
Glaysson
O goleiro Glaysson, um dos destaques da Caldense diante do Cruzeiro, expressou bem o sentimento do grupo na reapresentação ontem. “Se a gente tivesse perdido de quatro ou cinco a zero talvez o sentimento não seria tão ruim como agora. Jogamos bem, tivemos chances de vencer o Cruzeiro em pleno Mineirão, mas o juiz acabou atrapalhando, influenciando diretamente no resultado. O sentimento de revolta é difícil de ficar contido”, disse o goleiro.
No grito
Maxsuel contou que Benevenuto não iria dar o pênalti em Dagoberto. “Ele colocou o apito na boca e depois tirou, porém, com o grito da torcida ele voltou atrás e deu a penalidade. Foi um lance dado no grito, infelizmente, e isto nos atrapalhou muito”, disse o jogador, que recebeu cartão amarelo. “Acredito que se a gente não tomasse o gol de pênalti dificilmente perderíamos o jogo”, finalizou Maxsuel.
Árbitro brasileiro na Copa do Mundo e Copa das Confederações é de Poços
Poços de Caldas, MG - O poços-caldense Sandro Meira Ricci foi escolhido para ser o representante brasileiro na Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014.
Ricci trabalha atualmente para a federação pernambucana e está entre os 52 árbitros pré-selecionados pela Fifa. Como é praxe ter um representante do país-sede, Ricci só ficará fora por lesão ou se apresentar problemas físicos até o Mundial do ano que vem. Na Copa das Confederações são usados cerca de dez árbitros, enquanto na Copa do Mundo entre 25 e 30. Ricci já trabalhou no DF e processou o atacante Neymar depois de o santista ter feito insinuações em uma rede social de que o árbitro teria prejudicado o Santos em uma partida, em agosto de 2010. Neymar foi condenado pela Justiça a pagar R$ 15 mil.
Em 2010 o Mantiqueira entrevistou Ricci. Confira partes da entrevista.
Mantiqueira - Até quando você viveu em Poços de Caldas?
Sandro Meira Ricci – “Sou nascido em Poços de Caldas mas com apenas dois anos de idade fui para Brasília. Meu pai, funcionário do Banco do Brasil na época, foi transferido para a capital federal. Passei infância e adolescência lá, porém, todos os feriados e férias escolares eu vinha a Poços. Eu frequentava o clube da Caldense. Joguei amadoramente futebol em Milão, na Itália, morei naquele país durante três anos. Ao retornar ao Brasil eu treinei no Brasília, uma equipe do Distrito Federal, mas percebi que a pressão era grande e eu não aguentaria e resolvi desistir de vez da ideia de ser um jogador de futebol”.
Mantiqueira – Como surgiu a vontade de ser um juiz de futebol?
Sandro Ricci – “Em 1994 eu estava acompanhando a Copa do Mundo e ao assistir à final coloquei na cabeça que queria participar de eventos importantes como aquele. Comecei a trabalhar a ideia de ser um árbitro. Conclui a faculdade de Economia e em 2003 consegui fazer o curso de árbitro, já aos 30 anos de idade. Em 2004 coloquei o primeiro apito na boca e comecei a atuar em jogos de futebol. Já naquele ano fiz finais de categorias de base em Brasília. Minha estreia no futebol profissional foi em 2005. Em 2006 passei a integrar o quadro de árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Mantiqueira – Como foram os primeiros trabalhos como árbitro da CBF?
Sandro Ricci – Infelizmente logo no primeiro ano enfrentei alguns percalços. Num jogo da Série C do Brasileiro tive uma atuação muito infeliz e acabei afastado por um ano. Só era convocado para ser reserva, atuar como quarto árbitro e não tive chance nenhuma para apitar jogos. Graças ao apoio que recebi do Jorge Paulo no final do ano de 2007, que acreditou no meu potencial e praticamente me recolocou no caminho da arbitragem, voltei a fazer jogos importantes e na época apitei a partida entre Remo e São Caetano pela Série B do Brasileiro. Essa partida decretou o rebaixamento do Remo para a Série C. Tive uma boa atuação e já no ano seguinte comecei a trabalhar em grandes campeonatos. Fiz jogos da Copa do Brasil, que é uma espécie de torneio experimental para todo juiz de futebol, fiz muitos jogos da série B e cinco jogos da Série A em 2008. Consegui construir um nome junto à Comissão de Arbitragem da CBF. Em 2008 eu fui o árbitro que mais atuou no futebol brasileiro incluindo as vezes em que fui juiz principal e quarto árbitro.
Mantiqueira – Como é lidar com a pressão de grandes jogos?
Sandro Ricci – A preparação da arbitragem hoje é fechada em quatro pilares: o técnico, que é a condição do árbitro para apitar uma partida, o físico, que mostra se ele tem condições de fazer uma partida, o mental, que avalia se ele tem condições de suportar as pressões de um jogo de futebol, incluindo torcida, imprensa e dirigentes, e, finalizando, o social, que avalia o árbitro fora dos campos de futebol, sua formação acadêmica, intelectual, a vida social regrada, pois acabamos nos tornando um bem público. O árbitro não pode trabalhar esses pilares de maneira separada. É preciso trabalhar bem o lado psicológico para reagir bem a todo o tipo de pressão. No começo de carreira você fica impressionado com as pressões mas depois acaba se acostumando devido à experiência que se adquire. O que não pode é o árbitro deixar se levar por essas pressões, normais dentro do futebol.”
Mantiqueira - “Como você concilia sua preparação para os jogos com as atividades profissionais?
Sandro Ricci – “Praticamente em todos os momentos em que não estou trabalhando ou não tenho compromissos familiares, estou treinando pra estar bem durante as partidas dos campeonatos. Eu mesmo tenho minha academia, meu preparador físico, ou seja, uma estrutura. Tenho condições de ter um plano de saúde. Minha rotina semanal é composta de treinos diários em academias ou pista de atletismo, simulação de partidas. Procuro me preparar o melhor possível para suportar bem uma partida de futebol profissional”.
Mantiqueira – Qual a diferença de um jogo entre grandes equipes e um entre times pequenos para um juiz de futebol?
Sandro Ricci – Para o juiz todos os jogos têm que ter o mesmo peso, não existe camisa em jogo. Se não for assim ele não vai conseguir ter sucesso. A única vez que tive insucesso na arbitragem durante uma partida da Série C foi porque não dei a relevância que aquele jogo deveria ter tido. Lógico que a repercussão de um Fla-Flu, de um Corinthians e Palmeiras é muito maior que a de uma partida que reúne equipes menores do nosso futebol, mas o juiz sério tem que encarar todos os jogos como uma decisão e procurar fazer o trabalho da melhor forma possível, caso contrário ele não vai longe na profissão. Como eu já disse anteriormente, todos os jogos são avaliados por uma comissão da CBF. Encaramos nossa função de forma profissional e assim conseguimos ver todos os jogos de maneira igual, independentemente das divisões para as quais essas partidas são válidas”.
Mantiqueira – Qual o jogador mais complicado: aquele famoso ou aquele que está buscando o seu espaço?
Sandro Ricci – Na verdade não é difícil lidar com nenhum deles. O que acho realmente mais difícil é você não ter direito de resposta. Somos analisados por um lance, criticados, às vezes de uma forma injusta. A pressão da torcida, do dirigente ou do jogador a gente está preparado, não vejo nenhuma de forma negativa. O árbitro tem que estar preparado para isso ou automaticamente não tem condições de atuar numa partida de futebol. A pressão é nivelada, cada um tem seu papel. Para mim a pior pressão é a da imprensa devido a críticas que fazem sem te dar uma chance de se defender. A Fifa também não nos permite falar sobre a parte técnica e chega a ser desumano você ser criticado por um lance e não ter ninguém para analisar seu erro de forma positiva, tentando descobrir o porquê do erro. Geralmente só focam numa crítica que não é nada construtiva. Por essas razões, acho que a pressão da imprensa é a pior para um juiz de futebol”.
Mantiqueira – Você acha que em casos em que um juiz influi diretamente num resultado de um jogo ele deveria ser repetido?
Sandro Ricci – “Esses julgamentos são feitos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. É importante esclarecer que existe o erro de direito e o erro de fato. O erro de fato é o erro de interpretação, é o erro do ser humano que olha o lance e enxerga outra coisa do que a imagem mostra. O erro de direito mostra um desconhecimento de regra. Vamos supor que um time joga com 12 jogadores, ganha o jogo e isso é validado pelo juiz. Neste caso caberia a anulação da partida. Todos se preocupam com o erro do árbitro e acho que a preocupação teria que ser em investimento na arbitragem para evitar que fatos assim ocorram.”
Mantiqueira – Existe alguma possibilidade de você fazer parte do quadro da Federação Mineira de Futebol?
Sandro Ricci – “Isso dependeria de um convite. A Federação Mineira hoje é muito bem servida de árbitros, grandes nomes do Brasil estão na FMF, tive oportunidade de trabalhar com alguns e acho que a FMF não precisa de mim.
Mantiqueira – Quais familiares você ainda possui em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Todos os irmãos de minha mãe e de meu pai são de Poços de Caldas. Em Brasília estão meus pais, eu, minha esposa Gabriela e meus filhos, os demais moram aqui. Então minha ligação com Poços de Caldas é forte pois meus parentes todos estão aqui”.
Mantiqueira – Qual sua equipe de coração?
Sandro Ricci – Claro que todo árbitro já teve sua equipe de coração quando não atuava em competições. Eu não sou uma exceção, já fui fanático, tive minha equipe mas hoje sou um torcedor da seleção brasileira. Infelizmente a população não separa o árbitro. Então, hoje, de coração, me declaro torcedor apaixonado, além da seleção, da Caldense e do Poços de Caldas.
Mantiqueira – Você pensa em um dia voltar a morar em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Como um apaixonado por essa cidade eu pretendo sim um dia voltar a morar aqui. Nessa minha passagem fiz contatos importantes com muitas pessoas, com a imprensa da cidade, enfim, a sociedade futebolística de Poços me recebeu muito bem. Meu sonho é que ao encerrar minha carreira, espero que somente aos 45 anos, como árbitro internacional.
Ricci trabalha atualmente para a federação pernambucana e está entre os 52 árbitros pré-selecionados pela Fifa. Como é praxe ter um representante do país-sede, Ricci só ficará fora por lesão ou se apresentar problemas físicos até o Mundial do ano que vem. Na Copa das Confederações são usados cerca de dez árbitros, enquanto na Copa do Mundo entre 25 e 30. Ricci já trabalhou no DF e processou o atacante Neymar depois de o santista ter feito insinuações em uma rede social de que o árbitro teria prejudicado o Santos em uma partida, em agosto de 2010. Neymar foi condenado pela Justiça a pagar R$ 15 mil.
Em 2010 o Mantiqueira entrevistou Ricci. Confira partes da entrevista.
Mantiqueira - Até quando você viveu em Poços de Caldas?
Sandro Meira Ricci – “Sou nascido em Poços de Caldas mas com apenas dois anos de idade fui para Brasília. Meu pai, funcionário do Banco do Brasil na época, foi transferido para a capital federal. Passei infância e adolescência lá, porém, todos os feriados e férias escolares eu vinha a Poços. Eu frequentava o clube da Caldense. Joguei amadoramente futebol em Milão, na Itália, morei naquele país durante três anos. Ao retornar ao Brasil eu treinei no Brasília, uma equipe do Distrito Federal, mas percebi que a pressão era grande e eu não aguentaria e resolvi desistir de vez da ideia de ser um jogador de futebol”.
Mantiqueira – Como surgiu a vontade de ser um juiz de futebol?
Sandro Ricci – “Em 1994 eu estava acompanhando a Copa do Mundo e ao assistir à final coloquei na cabeça que queria participar de eventos importantes como aquele. Comecei a trabalhar a ideia de ser um árbitro. Conclui a faculdade de Economia e em 2003 consegui fazer o curso de árbitro, já aos 30 anos de idade. Em 2004 coloquei o primeiro apito na boca e comecei a atuar em jogos de futebol. Já naquele ano fiz finais de categorias de base em Brasília. Minha estreia no futebol profissional foi em 2005. Em 2006 passei a integrar o quadro de árbitros da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Mantiqueira – Como foram os primeiros trabalhos como árbitro da CBF?
Sandro Ricci – Infelizmente logo no primeiro ano enfrentei alguns percalços. Num jogo da Série C do Brasileiro tive uma atuação muito infeliz e acabei afastado por um ano. Só era convocado para ser reserva, atuar como quarto árbitro e não tive chance nenhuma para apitar jogos. Graças ao apoio que recebi do Jorge Paulo no final do ano de 2007, que acreditou no meu potencial e praticamente me recolocou no caminho da arbitragem, voltei a fazer jogos importantes e na época apitei a partida entre Remo e São Caetano pela Série B do Brasileiro. Essa partida decretou o rebaixamento do Remo para a Série C. Tive uma boa atuação e já no ano seguinte comecei a trabalhar em grandes campeonatos. Fiz jogos da Copa do Brasil, que é uma espécie de torneio experimental para todo juiz de futebol, fiz muitos jogos da série B e cinco jogos da Série A em 2008. Consegui construir um nome junto à Comissão de Arbitragem da CBF. Em 2008 eu fui o árbitro que mais atuou no futebol brasileiro incluindo as vezes em que fui juiz principal e quarto árbitro.
Mantiqueira – Como é lidar com a pressão de grandes jogos?
Sandro Ricci – A preparação da arbitragem hoje é fechada em quatro pilares: o técnico, que é a condição do árbitro para apitar uma partida, o físico, que mostra se ele tem condições de fazer uma partida, o mental, que avalia se ele tem condições de suportar as pressões de um jogo de futebol, incluindo torcida, imprensa e dirigentes, e, finalizando, o social, que avalia o árbitro fora dos campos de futebol, sua formação acadêmica, intelectual, a vida social regrada, pois acabamos nos tornando um bem público. O árbitro não pode trabalhar esses pilares de maneira separada. É preciso trabalhar bem o lado psicológico para reagir bem a todo o tipo de pressão. No começo de carreira você fica impressionado com as pressões mas depois acaba se acostumando devido à experiência que se adquire. O que não pode é o árbitro deixar se levar por essas pressões, normais dentro do futebol.”
Mantiqueira - “Como você concilia sua preparação para os jogos com as atividades profissionais?
Sandro Ricci – “Praticamente em todos os momentos em que não estou trabalhando ou não tenho compromissos familiares, estou treinando pra estar bem durante as partidas dos campeonatos. Eu mesmo tenho minha academia, meu preparador físico, ou seja, uma estrutura. Tenho condições de ter um plano de saúde. Minha rotina semanal é composta de treinos diários em academias ou pista de atletismo, simulação de partidas. Procuro me preparar o melhor possível para suportar bem uma partida de futebol profissional”.
Mantiqueira – Qual a diferença de um jogo entre grandes equipes e um entre times pequenos para um juiz de futebol?
Sandro Ricci – Para o juiz todos os jogos têm que ter o mesmo peso, não existe camisa em jogo. Se não for assim ele não vai conseguir ter sucesso. A única vez que tive insucesso na arbitragem durante uma partida da Série C foi porque não dei a relevância que aquele jogo deveria ter tido. Lógico que a repercussão de um Fla-Flu, de um Corinthians e Palmeiras é muito maior que a de uma partida que reúne equipes menores do nosso futebol, mas o juiz sério tem que encarar todos os jogos como uma decisão e procurar fazer o trabalho da melhor forma possível, caso contrário ele não vai longe na profissão. Como eu já disse anteriormente, todos os jogos são avaliados por uma comissão da CBF. Encaramos nossa função de forma profissional e assim conseguimos ver todos os jogos de maneira igual, independentemente das divisões para as quais essas partidas são válidas”.
Mantiqueira – Qual o jogador mais complicado: aquele famoso ou aquele que está buscando o seu espaço?
Sandro Ricci – Na verdade não é difícil lidar com nenhum deles. O que acho realmente mais difícil é você não ter direito de resposta. Somos analisados por um lance, criticados, às vezes de uma forma injusta. A pressão da torcida, do dirigente ou do jogador a gente está preparado, não vejo nenhuma de forma negativa. O árbitro tem que estar preparado para isso ou automaticamente não tem condições de atuar numa partida de futebol. A pressão é nivelada, cada um tem seu papel. Para mim a pior pressão é a da imprensa devido a críticas que fazem sem te dar uma chance de se defender. A Fifa também não nos permite falar sobre a parte técnica e chega a ser desumano você ser criticado por um lance e não ter ninguém para analisar seu erro de forma positiva, tentando descobrir o porquê do erro. Geralmente só focam numa crítica que não é nada construtiva. Por essas razões, acho que a pressão da imprensa é a pior para um juiz de futebol”.
Mantiqueira – Você acha que em casos em que um juiz influi diretamente num resultado de um jogo ele deveria ser repetido?
Sandro Ricci – “Esses julgamentos são feitos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. É importante esclarecer que existe o erro de direito e o erro de fato. O erro de fato é o erro de interpretação, é o erro do ser humano que olha o lance e enxerga outra coisa do que a imagem mostra. O erro de direito mostra um desconhecimento de regra. Vamos supor que um time joga com 12 jogadores, ganha o jogo e isso é validado pelo juiz. Neste caso caberia a anulação da partida. Todos se preocupam com o erro do árbitro e acho que a preocupação teria que ser em investimento na arbitragem para evitar que fatos assim ocorram.”
Mantiqueira – Existe alguma possibilidade de você fazer parte do quadro da Federação Mineira de Futebol?
Sandro Ricci – “Isso dependeria de um convite. A Federação Mineira hoje é muito bem servida de árbitros, grandes nomes do Brasil estão na FMF, tive oportunidade de trabalhar com alguns e acho que a FMF não precisa de mim.
Mantiqueira – Quais familiares você ainda possui em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Todos os irmãos de minha mãe e de meu pai são de Poços de Caldas. Em Brasília estão meus pais, eu, minha esposa Gabriela e meus filhos, os demais moram aqui. Então minha ligação com Poços de Caldas é forte pois meus parentes todos estão aqui”.
Mantiqueira – Qual sua equipe de coração?
Sandro Ricci – Claro que todo árbitro já teve sua equipe de coração quando não atuava em competições. Eu não sou uma exceção, já fui fanático, tive minha equipe mas hoje sou um torcedor da seleção brasileira. Infelizmente a população não separa o árbitro. Então, hoje, de coração, me declaro torcedor apaixonado, além da seleção, da Caldense e do Poços de Caldas.
Mantiqueira – Você pensa em um dia voltar a morar em Poços de Caldas?
Sandro Ricci – Como um apaixonado por essa cidade eu pretendo sim um dia voltar a morar aqui. Nessa minha passagem fiz contatos importantes com muitas pessoas, com a imprensa da cidade, enfim, a sociedade futebolística de Poços me recebeu muito bem. Meu sonho é que ao encerrar minha carreira, espero que somente aos 45 anos, como árbitro internacional.
Coopoços derrota União em clássico do futsal na Cristais São Marcos
Poços de Caldas, MG - O ginásio Issa Sarraff recebeu um clássico na noite de ontem. Coopoços e União Futsal, dois gigantes do esporte local, fizeram um grande jogo. O time da Coopoços, comandado por Paulista, levou a melhor e venceu por 4x2. No outro jogo da noite Vila Cruz e Parque das Nações empataram em 4x4. A competição segue hoje com os seguintes jogos: Cruzeirinho x Slairs e Guarani/Walter World x River Poços.
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