domingo, 21 de agosto de 2016

Fiebig vai aos Jogos do Rio e sonha ver meninos de Poços seguindo o exemplo de campeã

Poços de Caldas, MG - O sensei Elton Fiebig, do Projeto Soma de Poços de Caldas, esteve no Rio de Janeiro acompanhando as competições de judô das Olimpíadas. A modalidade é uma das que mais trouxe medalhas para o Brasil em todas as edições, sendo que nos jogos do Rio de Janeiro conquistou um ouro  e dois bronzes. Alguns nomes importantes acabaram decepcionando, mas Fiebig gostou da participação brasileira. “Tive a oportunidade de ir ao Rio de Janeiro e presenciar um evento máximo do esporte, onde qualquer atleta e professor precisam estar presentes. Fiquei impressionando com o alto nível dos jogos, as arenas são de primeiro mundo e este evento será motivo de orgulho para o Brasil para sempre. Fico feliz por ter conseguido ir, pois evento desta magnitude dificilmente voltará a acontecer em nosso país”, disse Fiebig.
O sensei acompanhou de perto os maiores lutadores de judô da atualidade e acredita que o conhecimento e o intercâmbio realizado com atletas e professores que estiveram presentes nos Jogos serão muito importantes para os alunos de Poços de Caldas. “Conversamos muito, trocamos ideias, pois sempre tem uma coisa nova, uma técnica diferente que é aprendida e que deve ser levada adiante”, contou.
Sobre a participação do Brasil, Fiebig acredita que os atletas fizeram o que puderam. O ouro de Rafaela Silva foi bastante exaltado pelo sensei de Poços por se tratar de uma atleta com uma história de vida muito bonita e que serve de exemplo para seus alunos de Poços de Caldas. “Conheço a Rafaela desde 2008, quando ela começou no projeto social do Flávio Canto. Na época, ela e sua irmã já representavam o Brasil em competições de base e se despontavam com esperanças. A irmã acabou deixando o esporte, mas Rafaela seguiu e sempre esteve entre as melhores”, disse Fiebig. Antes do ouro no Rio Rafaela já havia conquistado importantes campeonatos de base, inclusive mundiais, e tem duas olimpíadas no currículo. “O que fica de lição para nós é o que sempre digo para nossos alunos aqui em Poços. Ela começou na Cidade de Deus, uma comunidade pobre e num projeto social. Não é diferente do que realizamos em Poços de Caldas. A Rafaela é campeã porque sempre acreditou em si mesma e é isto que os meninos que começam no esporte precisam colocar na cabeça. Campeão se começa quando o judoca acredita nele mesmo, que ele pode vencer na vida se nunca desistir do sonho. Como professor me vejo como um facilitador deste sonho de cada um e tento auxiliar um por um, mas eles precisam trazer dentro de si esta vontade de vencer e uma garra extra para se tornarem campeões como a Rafaela é hoje”, falou Fiebig. O sensei, no entanto, sabe que os governantes também precisam fazer sua parte e dar apoio para que nossos meninos tenham condições de levar o sonho adiante. “Claro que nossos governantes precisam apoiar e espero que este dia chegue logo, que nosso esporte tenha a ajuda que merece. Sonhar é para todo mundo e meu sonho hoje em dia é ver uma criança de Poços de Caldas representando nosso Brasil num evento desta magnitude”, finalizou Fiebig, lembrando ainda que Poços de Caldas, através da Lei de Incentivo ao Esporte, oferece ajuda para os projetos esportivos. Fiebig inclusive coordena o projeto Judô Móvel, que funciona no Parque Pinheiros, Lar Criança Feliz, Academia Projeto Soma, e as crianças são atendidas gratuitamente. Além das aulas de judô os alunos ganham o material de treinamento necessário e ainda disputam competições importantes no interior de São Paulo.

Mário Xandó diz que Brasil precisa repensar o esporte de base

PAULO VITOR DE CAMPOS
pvcampos@gmail.com

Poços de Caldas, MG - O Brasil foi, durante duas semanas, a capital mundial dos esportes. O Rio de Janeiro fez bonito e sediou uma competição impecável, que deixará saudade. O desempenho dos atletas nacionais, no entanto, novamente ficou abaixo do esperado e deixa claro que muito se precisa mudar para o quadro melhorar. Mesmo com a medalha de ouro conquistada ontem no futebol, o país ocupa apenas a décima terceira colocação geral. O Mantiqueira aproveitou este último dia de jogos para conversar com o poços-caldense Mário Xandó de Oliveira Neto, um dos integrantes da chamada ‘geração de prata’ do vôlei brasileiro. Juntamente Bernardinho, Montanaro, Carlão, Renan, William, Amaury, Fernandão, Bernard e Domingos Maracanã, Xandó auxiliou a Seleção Brasileira masculina de vôlei a faturar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles (EUA).
Para Xandó, os jogos foram bons, mas para que o Brasil conquiste resultados mais expressivos é preciso muito trabalho, principalmente na base de todos os esportes. “Os jogos foram bons, mas ficou claro que vamos ter que repensar o trabalho de base. Precisamos melhorar muito a gestão do esporte no Brasil. Não pode um país com mais de 200 milhões de habitantes produzir tão poucos atletas”, disse. “Temos que aprimorar o que está dando certo e criar novos programas esportivos educacionais. O exemplo americano no meu modo de ver é o melhor. Temos que melhorar muito a educação esportiva no ensino fundamental. É nesta faixa etária que começam a surgir os futuros talentos”.


Voleibol

Sobre o voleibol, esporte que o consagrou para o mundo, Xandó destacou a renovação que está acontecendo e admite que a disputa do ouro no masculino o surpreendeu. “O voleibol brasileiro está passando por um processo de renovação. Estávamos esperando alguns problemas. Achava que o feminino teria mais condições de medalha do que a equipe masculina. Infelizmente, o momento da China está melhor. Neste domingo aguardamos um jogo muito difícil na final masculina. A Itália, o meu ver, tem uma equipe onde o jogo do Brasil encaixa melhor. Esperamos que o peso de nossa camisa faça a diferença”, disse ele.


Poços de Caldas

Xandó deixou Poços de Caldas muito cedo e ganhou o mundo com o voleibol. Mesmo assim ele conta que o contato com a terra de nascimento nunca se perdeu. “Acompanho minha cidade através de conversas com meus amigos da nossa rede no Facebook”, finalizou.

Vôlei para surdos

Xandó ainda tem forte ligação com o esporte. Atualmente ele é técnico da seleção brasileira de voleibol de surdos e coordenador geral do voleibol masculino e feminino de surdos. Este ano a equipe esteve no Pan-Americano de Voleibol de Surdos, realizado em Washington EUA, ficou com a medalha de ouro no masculino e prata no feminino. Os resultados deram para a equipe brasileira as vagas para os Jogos Surdolímpicos a serem realizados em julho de 2017 na Turquia.

sábado, 20 de agosto de 2016

Empate sem gols abre rodada do Amador

Poços de Caldas, MG - Teve início, na noite de sexta-feira, no Bandolão, o Campeonato Amador 2016. Um empate sem gols entre Guanabara de Botelhos e Dom Bosco marcou a abertura. A rodada segue hoje com Bom Sucesso x Grêmio Vila Nova, Grêmio x Vila Nova, ADC Metal Sansil x Social e Guarani x Curimbaba. Todos os jogos estão marcados para o Bandolão, com rodada começando às 8h30 e terminando por volta das 17h. Os campeões do Amador e da Taça Poços de Caldas serão conhecidos no final de novembro. A competição é organizada pela Liga Poços-caldense de Futebol, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes.

Coopoços disputa competição em Campestre

Poços de Caldas, MG - Neste sábado, alunos de natação da Coopoços estiveram na cidade de Campestre participando de uma competição. Foi a primeira viagem da equipe, que conta com a metodologia Gustavo Borges. Foram levados para o evento 14 crianças e a equipe trouxe para Poços de Caldas os títulos sub-12, revezamento sub-10 e revezamento sub-12. O grupo ainda foi vice-campeão sub-10. “Parabéns aos nossos peixinhos que fizeram apresentações de encher os olhos. Foi emocionante. Gostaria de agradecer à Coopocos pelo suporte e por tornar tudo isso possível e, em especial, ao Sérgio Azevedo, idealizador do projeto. Também obrigada à professora Flaviani Pereira pela dedicação e esforço. Agradecimento ainda aos pais pelo apoio, por acreditar em nosso trabalho e, principalmente, por confiar seus filhos a nós”, disse a professora Marcela Carvalho.

Rubens Valeriano encerra participação de poços-caldenses nos jogos do Rio

PAULO VITOR DE CAMPOS
pvcampos@gmail.com

Poços de Caldas, MG - Os jogos do Rio de Janeiro foram especiais para Poços de Caldas. A cidade teve quatro representantes nas disputas, sendo que três começaram no esporte aqui na estância mineira. Renato Rezende, que representou o Brasil no BMX, deu suas primeiras pedaladas na pista do Parque Municipal Antônio Molinari. A velocista Tatiele Roberta de Carvalho, 31ª nos 1500 m, foi uma das “crias” do lendário sr. Chico Corredor e Raul Togni Filho começou a arriscar suas primeiras cestas com o professor Júlio César Freitas, na Associação Atlética Caldense, e hoje é astro da NBA. Todos ganharam o mundo e hoje são nomes de respeito no esporte mundial. Soma-se aos três o ciclista Rubens Valeriano. Rubinho, como é conhecido pelos amigos, não nasceu em Poços de Caldas, porém, há cerca de três anos escolheu a cidade para morar e treinar. Foi treinando aqui, nas inúmeras trilhas que a natureza privilegiada da cidade oferece, que Rubinho conseguiu resultados importantes para disputar sua terceira Olimpíada. A primeira foi em Londres em 2012. Em Pequim, 2008, ficou em 21º lugar, o melhor brasileiro da prova, e em 2012 viajou para Londres, onde chegou em 24º.
Rubinho é o último representante de Poços de Caldas a competir no Rio. Hoje ele disputa as provas de Mountain Bike. Aos 36 anos, o ex-servente de pedreiro que venceu no esporte leva o nome de Poços a fazer história devido ao grande número de competidores nos Jogos do Rio.
“Estou muito ansioso. Foram anos e anos de muito treino forte para conseguir a vaga para os jogos no Brasil. Os treinamentos deram certo. Chegou o dia de estreia e sabemos que a torcida estará do nosso lado, essa é a nossa grande vantagem”, disse.
“A emoção é grande por estar representando o meu país em mais uma Olimpíada. Estou feliz e orgulhoso”, desabafa Valeriano, que disse esperar por uma medalha. “A expectativa é grande. Espero, sim, a medalha. Seria muito importante para a modalidade e para o meu país”, destacou.

Ciclistas vão realizar protesto e querem que lei municipal seja revista

Poços de Caldas, MG - Um grupo de ciclistas divulgou nas redes sociais que estarão neste domingo pela manhã na Câmara Municipal de Vereadores para protestar e pedir melhorias para esta atividade. “Diante das recentes apreensões de bicicletas em Poços de Caldas, os ciclistas querem ganhar voz e reivindicar uma lei municipal que dê espaço e segurança para as bicicletas e pedestres. “Não concordamos que todos os ciclistas, crianças ou idosos, iniciantes ou veteranos, sejam colocados no mesmo balaio que os ciclistas imprudentes que estão por aí horrorizando em alta velocidade e oferecendo grande risco a todos os pedestres e motoristas”, anuncia o comunicado.

A manifestação está marcada para às 9h e a finalidade é pedir que a atual lei municipal seja revista. “Há de se distinguir os bons dos maus e proporcionar a todos, pedestres e ciclistas, segurança para viver em nossa cidade”, continua a nota.

Segundo os organizadores, depois haverá “bicicletaço” pelas principais ruas do centro da cidade para pedir mais espaço, mais segurança e mais ciclovias e ciclofaixas.

Mountain Bike distribui medalhas neste fim de semana na Rio2016

Para fechar com chave de ouro as disputas do ciclismo nos Jogos Olímpicos do Rio2016, neste sábado (20) tem início no Parque Radical em Deodoro as provas de mountain bike, modalidade que completa 20 anos no programa olímpico. O Brasil chega motivado na disputa contando com três representantes: Henrique Avancini e Rubens Donizete, que mora em Poços de Caldas,  no masculino; e Raiza Goulão no feminino.
O time brasileiro, que recentemente passou uma temporada de treinos intensivos na Europa, busca uma participação histórica no MTB depois de alcançar resultados expressivos no calendário mundial, incluindo etapas de Copa do Mundo e Mundial.
“Todos estão muito empolgados em competir em casa. A pista foi bastante elogiada, o percurso de 4.850m de extensão privilegia a topografia da região, sem deixar de lado a competividade, com subidas e descidas, técnicas e obstáculos naturais difíceis. A expectativa é a melhor possível e a torcida pode ter certeza que eles vão com tudo para trazer o melhor resultado para o nosso país”, comentou Carlos Eduardo Polazzo, técnico da seleção brasileira.
As primeiras a irem para a pista são as mulheres, a partir das 12h30 de sábado. No domingo (21), no mesmo horário, os homens dão a largada para as provas de cross country masculino.