domingo, 4 de setembro de 2016

Atletismo de Poços é campeão por equipes do Jojuninho

Poços de Caldas, MG - A cidade de Lavras sediou, entre os dias 27 e 28 de agosto, os Jogos da Juventude (Jojuninho). Poços de Caldas sagrou-se campeã por equipes na categoria masculina e ficou em terceiro lugar na categoria feminina. “Gostaríamos de agradecer a todos os alunos que participaram desta competição. Nossa cidade conseguiu quebrar seis recordes, todas as marcas obtidas foram com muita superação e empenho dos alunos/atletas”, disse o professor Sidnei de Parolis.

A atleta Rafaela Cristine Maciel de Souza foi destaque da competição pelo recorde obtido no arremesso de peso.

“Através do Projeto Atletismo Poços de Caldas – “Seleção e Acompanhamento do Talento Desportivo”, aprovado pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, que tem como incentivadores as empresas Climepe Total e Construtora Etapa, e o apoio do DME, a cada ano conseguimos melhorar nossa estrutura e dar mais condições aos nossos alunos/atletas. Nosso projeto está sempre de portas abertas para os que queiram de uma forma ou de outra participar da modalidade de atletismo. Procuramos os talentos esportivos dentro da nossa modalidade, mas com certeza a formação de futuros cidadãos é o mais importante. Gostaríamos de agradecer o apoio da Secretaria Municipal de Esportes neste evento”, finalizou Parolis.

ecordes Quebrados pela equipe de Poços de Caldas na Categoria Feminina:
Atleta
Categoria
Prova
Marca
Rafaela C. Maciel de Souza
Mirim
Arremesso do Peso
14,56 metros
Rafaela C. Maciel de Souza
Mirim
Lançamento do Dardo
39,66metros


Recordes Quebrados pela equipe de Poços de Caldas na Categoria Masculina:
Atleta
Categoria
Prova
Marca
Michael Rodrigo da Silva
Mirim
Lançamento do Disco
46,20metros
Felipe Nunes Fernandes
Pré-Mirim
Lançamento do Dardo
29,00metros
Willian Eduardo M. Filho
Pré-Mirim
60 metros rasos
08”13
Luis Felipe, Rafael, Willian e Pedro
Pré-Mirim
Revezamento
4 x 60 metros rasos
33”04



Resultados da Competição da Categoria Masculina
Colocação
Cidade
Pontuação
1º Lugar
Poços de Caldas
438 pontos
2º Lugar
Lavras
326 pontos
3º Lugar
Varginha
318 pontos
4º Lugar
Campo Belo
63 pontos
5º Lugar
Guaxupé
49 pontos
Resultados da Competição da Categoria Feminina
Colocação
Cidade
Pontuação
1º Lugar
Lavras
412 pontos
2º Lugar
Varginha
330 pontos
3º Lugar
Poços de Caldas
189 pontos
4º Lugar
Guaxupé
136 pontos



sábado, 3 de setembro de 2016

Estádio Ronaldão completa 37 anos de grandes histórias

PAULO VITOR DE CAMPOS
pvcampos@gmail.com

Poços de Caldas, MG - A principal praça esportiva de Poços de Caldas faz aniversário hoje. O Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira completa 37 anos, com momentos marcantes para o futebol profissional da cidade. O estádio foi inaugurado dia 4 de setembro de 1979 recebendo a partida entre Corinthians e Caldense. O “Timão” venceu a Veterana por 2x0 e Basílio, herói do título paulista corintiano em 1978, que tirou o time de uma grande fila sem conquistas, marcou o primeiro gol do estádio poços-caldense. Na época o Ronaldão era um dos mais modernos do Estado e até do interior do Brasil. Atendia bem as exigências e era grande motivo de orgulho para a cidade. O cenário hoje é bem diferente.
O gramado do Ronaldão - atualmente bastante surrado - recebeu partidas memoráveis, viu a Caldense ser campeã mineira em 2002, além de ser palco por diversas vezes de atuações de Atlético e Cruzeiro, os grandes times de Minas. Foi no gramado do Ronaldão, por exemplo, que Ronaldo Fenômeno estreou no futebol, num jogo do campeonato mineiro realizado dia 25 de maio de 1994 contra a Caldense. O craque, que logo seria um dos melhores jogadores do mundo, atuava pelo Cruzeiro.
O estádio leva o nome do ex-prefeito Ronaldo Junqueira e ao completar hoje 37 anos não é mais o mesmo daquela época. A capacidade atual reduzida impossibilita jogos decisivos na cidade. As arquibancadas laterais são a única opção para o torcedor e a ampliação de pelo menos mais um lance atrás de um dos gols ficou na promessa de várias administrações. Nem mesmo um placar eletrônico mais moderno foi colocado no estádio, que tem o mesmo da sua inauguração. Funciona, mas é bem amador para os padrões atuais. O pior acontecimento veio em 2015, quando a Caldense chegou na decisão do Campeonato Mineiro contra o Atlético Mineiro, mas o Ronaldão não pode abrigar o principal jogo da história da Veterana. Com isto, a cidade de Varginha teve a honra de realizar a partida que terminou com a polêmica vitória atleticana por 2x1.

Momentos marcantes

 É difícil enumerar os momentos mais marcantes do Ronaldão. Certamente o dia 5 de maio de 2002 é o ápice da alegria vivida pelo torcedor da Caldense. Naquele dia, com gols de Gustavinho - que até hoje mora em Poços - e do saudoso Carioca, a Caldense vencia o Nacional de Uberaba por 2x0, resultado que deu o único título estadual para a Veterana. A invasão do gramado do estádio após o jogo ficou marcada para sempre e quase todos os jogadores deixaram o campo de jogo apenas de cuecas. Redes foram arrancadas e guardadas como recordação. Depois disso, o estádio voltou a ser invadido pela torcida em 2004 com a conquista do título mineiro do interior pela Veterana.

 Desfile

 O Ronaldão ainda foi palco de uma infinidade de grandes craques do futebol brasileiro e mundial. Passaram por aqui Eder Aleixo, Waldir Peres, Claudio Adão, Ronaldo Fenômeno, Renato Gaúcho, Dida, Fábio, João Leite, Nonato, Zico, Toninho Cerezo, enfim, craques de muitas gerações. Vestindo as cores da Caldense nomes importantes como Tupãzinho, Mirandinha, Nildo, Luiz Eduardo, Jânio Joaquim, Casagrande, Paulista, entre outros, que marcaram a história da Veterana e da cidade.

 Rivalidade

O Ronaldão ainda foi palco da maior rivalidade regional que o futebol mineiro já conheceu. Caldense e Rio Branco proporcionaram jogos inesquecíveis, ora com vitória da Caldense, ora com vitória dos azuis de Andradas. O Rio Branco deixou saudades, pois faz parte do estádio local. O time inclusive tem o maior público do Ronaldão numa partida em que a Caldense não estava em campo. Em 2009, dia 4 de abril, o Rio Branco enfrentou o América de BH nas quartas de final do Campeonato Mineiro. Como seu estádio em Andradas não tinha a capacidade pedida pela FMF, o jogo aconteceu no Ronaldão, que foi tomado por sua torcida que coloriu o local de azul. Mais de cinco mil andradenses viram um show de bola do Rio Branco, que marcou 3x0 no Coelho, classificando-se para as semifinais do Estadual. Ironicamente, 2009 foi o último ano de atividade do Rio Branco.

 Vulcão

 Depois, Poços de Caldas conheceu outro duelo, desta vez local. Em 2008, foi fundado o Poços de Caldas Futebol Clube, o Vulcão, que em pouco tempo conseguiu o acesso para o Módulo II do Mineiro. Coincidentemente, a Caldense acabou rebaixada para o Módulo II e o Ronaldão sediou dois clássicos entre as equipes locais, ambas com vitórias tranquilas da Caldense. O duelo não voltou a acontecer já que a Caldense subiu novamente para o Módulo I e o Vulcão acabou sendo extinto. Nenhuma rivalidade, no entanto, se igualou à dos tempos de Rio Branco na primeira divisão.

 Problemas

 A verdade é que hoje o estádio necessita de uma grande melhoria. O gramado não agrada aos times adversários e muito menos à própria Caldense, que, sem opção, tem que mandar seus jogos por aqui mesmo. A capacidade reduzida causa problemas e se o time consegue classificação para fases finais do campeonato precisa mudar de casa. As dependências de imprensa e o sinal de internet são problemáticos e os vestiários enchem de água com chuvas mais fortes. Melhorias que já foram discutidas em inúmeros momentos, mas até hoje nada aconteceu e o estádio sofre com a ação dos seus 37 anos.

 Evento

Marcando a data, neste domingo, o Ronaldão receberá dois jogos com equipes do futebol master da Caldense. O primeiro será realizado às 8h30 e reunirá as equipes sub-40 da Caldense contra o Icasa de Andradas. Depois o time sub-50 da Caldense enfrentará a Ferroviária de Araraquara.

Sobre o estádio


Nome: Estádio Doutor Ronaldo Junqueira
Apelido: Ronaldão
Local: Avenida João Pinheiro, Poços de Caldas, MG
Gramado: grama natural (110 x 75 m)
Capacidade: 7.600 pessoas
Inauguração: 4 de setembro de 1979
Partida inaugural: Caldense x Corinthians
Primeiro gol: Basilio (Corinthians)
Público recorde: 17.600
Data do recorde: 5 de maio de 2002
Partida com mais público: Caldense x Nacional
Remodelado: 2011
Expandido: 2015
Proprietário: Prefeitura Municipal de Poços de Caldas
Administrador: Prefeitura Municipal de Poços de Caldas
Mandante: Associação Atlética Caldense

Primeiro torcedor a entrar no estádio Ronaldão relembra a emoção vivida naquele dia


Poços de Caldas, MG - Armando Nogueira lembra muito bem daquele 4 de setembro de 1979. Na época, com seis anos, ele era corintiano doente e não queria perder a chance de ver seu time de pertinho. Insistiu muito e conseguiu convencer a mãe Mercedes Mendes a levá-lo na inauguração do Ronaldão. Foram ele, a mãe e a irmã Áurea. “Lembro como se fosse hoje. Foi muito bacana ir ao estádio naquele dia, ver de perto a grande festa que foi e ainda ver o Corinthians em Poços de Caldas”, conta Nogueira, que hoje, aos 43 anos, ainda é fanático torcedor da Caldense, porém, virou a casaca e agora torce para o Palmeiras. “Fiquei mais esperto e hoje amo os dois verdes, Caldense, em primeiro lugar, e Palmeiras, mas foi lindo ver a inauguração do Ronaldão e este dia é um dos mais marcantes de minha vida”, falou.
Nogueira ficou famoso na época. Assim que os portões foram abertos ele aproveitou seu pequeno tamanho, saiu correndo, passou por debaixo das pernas de algumas pessoas e adentrou o estádio. Foi o primeiro a ter acesso ao local e ficou famoso por isto. “Na época me entrevistaram com minha mãe, tiraram fotos, saiu até no jornal Mantiqueira”, lembra o ex-corintiano.

Ultramaratonista fala sobre o prazer de disputar grandes distâncias

Poços de Caldas, MG - Adilson José Pereira, ou simplesmente Ligeirinho, apelido que ganhou de um amigo e que o tornou um dos nomes mais conhecidos do Brasil em ultramaratonas, vive uma busca incessante por quebra de recordes. Ele treina cerca de 900 km por mês. Ligeirinho conta aos leitores do Mantiqueira como é a vida de um super atleta, as dificuldades para manter um grande nível técnico aos 48 anos e ainda ter tempo para a família.

 Mantiqueira - Como alguém pode gostar de correr ultramaratona, um esporte difícil e até certo ponto perigoso para a saúde?
Ligeirinho - Talvez pelo prazer da conquista e da superação ou então pela busca dos meus limites e ainda simplesmente pelo amor ao esporte. É difícil encontrar uma resposta certa para esta pergunta, já que eu mesmo me questiono sobre o gosto incondicional pelas ultramaratonas. Não tenho pretensão de me achar melhor que ninguém, mas busco fazer o que faço com muita seriedade. Sou uma pessoa que busca a concretização de todos os projetos de vida e quando completo um longo percurso e chego em primeiro lugar é uma vitória da minha própria insistência e acabo me realizando. Neste momento todo o sacrifício foi compensado. O sentimento de vitória dentro de mim é indescritível e por isso não quero parar nunca de praticar este esporte.

Mantiqueira - Você não se desgasta muito nestas ultramaratonas?
Ligeirinho - As longas distâncias seduzem muitos corredores. Milhares em todo o mundo treinam exatamente com o objetivo de vencer o que parece ser invencível. O prazer acaba superando qualquer cansaço e todas as dificuldades das provas. Claro que correr uma ultramaratona desgasta qualquer humano, mas como já disse a garra e a determinação ajudam a superar tudo.

Mantiqueira - Como é uma prova de ultramaratona?
Ligeirinho - Pode variar por quilometragem ou por tempo determinado. As provas mais comuns sãos de 50 km, 50 milhas, 100 km, mas todas com tempo limite específico. Dentre as ultramaratonas por tempo determinado as mais comuns são feitas em 6, 12, 24 ou 48 horas. Neste tipo de corrida o competidor precisa cobrir a maior distância possível do tempo determinado pelos organizadores. Nestas provas longas existem intervalos variados para os competidores fazerem algumas de suas necessidades. Muitos conseguem até tirar um cochilo. Nas provas de trilhas, como a BR-135, os atletas encontram obstáculos naturais, pedras, córregos, raízes, montanhas, e o desafio acaba sendo ainda maior. Nas provas de 24 horas o principal adversário do atleta é a mudança de clima, que atrapalha muito no desempenho.

Mantiqueira - Como é a alimentação de um super atleta?
Ligeirinho - A maioria dos atletas corre com a própria suplementação para evitar surpresas desagradáveis. É fundamental que se tenha uma equipe de apoio cuidando especificamente disto. Esta equipe tem que cuidar de detalhes, como agasalhos, tênis, alimentação correta, auxílio médico, tudo que possa ajudar para o resultado na competição ser o melhor possível.

Mantiqueira - Qualquer atleta pode correr ultramaratona?
Ligeirinho - De forma alguma. Numa prova de ultramaratona podem ocorrer inúmeras complicações, problemas de saúde, cardíacos, lesões em todo o corpo, nos músculos, enfim, uma série de fatores. O atleta precisa de monitoramento constante nas provas e mesmo assim muitos acabam ficando no meio do caminho.

Mantiqueira - Qual o maior desafio de um ultramaratonista?
Ligeirinho - Superar a vontade de parar, buscar a vitória a todo o momento, não desanimar nunca, passar por cima das dores. O impacto dos pés no chão causa microlesões das fibras musculares. Outro problema comum são as náuseas, que acabam sendo motivo de muitos abandonos. Sem contar ainda as bolhas nos pés, mas isso é comum em qualquer corredor e é mais fácil superar. A dica para evitar as bolhas é nunca usar tênis novo e nem muito velho nas competições. Procure um meio termo.

Mantiqueira - Diante de tudo que você relatou, podemos concluir que um ultramaratonista é meio “louco”?
Ligeirinho - Nada disso, é uma pessoa capaz, que diante das dificuldades tenta superar uma a uma, ou pela vontade de vencer ou pela vontade de superar limites ou simplesmente pelo amor ao esporte. Só quem já viveu a emoção de vencer uma ultramaratona, ou simplesmente completar uma prova de longa distância, sabe do que estou falando. O sentimento é indescritível. A sensação é de que você pode superar todos os problemas da vida.

Mantiqueira - Qual o limite da vida para você?
Ligeirinho - É viver tudo intensamente em cada momento, buscar os sonhos, não parar nos limites. A vida é assim, cada dia vamos aprendendo uma lição e tentamos colocar em prática.

Mantiqueira - Como está sua rotina de treinamentos?
Ligeirinho - Como sempre, levanto de madrugada, treino muito, tanto na pista, como musculação. É um treinamento muito puxado que começa pela madrugada e vai até a noite.

Mantiqueira - O trânsito é um obstáculo nos treinamentos?
Ligeirinho - E como. Tento fugir dele, mas não consigo. Muitos motoristas não estão preparados para estar no volante de um carro, não respeitam nem mesmo uma faixa de pedestre. Já me aconteceu um quase atropelamento até mesmo na calçada. A pessoa acha que porque tem um carro é dona da rua e o pedestre sofre muito em Poços de Caldas, que tem um trânsito muito ruim. Nos finais de semana concentro meus treinamentos nas trilhas do Hotel Monreale, onde não existe trânsito nenhum de carros.

Mantiqueira - Que reconhecimento você tem hoje?
Ligeirinho - Tenho apoio da mídia. Em Poços, o Mantiqueira e a TV acabam sendo os maiores divulgadores dos meus resultados, mas na verdade sou mais reconhecido fora de Poços de Caldas. O ultramaratonista tem poucas chances de aparecer. Acontecem, no máximo, quatro provas ao ano e talvez este seja o motivo da pouca atenção que recebemos. Não temos a mesma atenção que o futebol.

Mantiqueira - Esta vida compensa?
Ligeirinho - Se for pensar na parte financeira você acaba desistindo. A ultramaratona dá pouco prêmio e muitos gastos. É preciso manter uma equipe de apoio com muitas pessoas, além de um ou dois carros te acompanhando. Um par de tênis por mês, muitas meias ao ano. Muito gasto, pouco retorno. Não sou um atleta profissional como a maioria dos meus adversários. Eles vivem das corridas enquanto eu preciso trabalhar para manter minha família. Meu desgaste é maior que de qualquer atleta profissional. A maior dificuldade é ter que conciliar os treinos com o trabalho. Se você quiser ganhar dinheiro com a ultramaratona precisa correr fora do Brasil. Temos como exemplo o Valmir Nunes, hoje um dos melhores atletas do mundo, que quase não correu dentro do Brasil. Fez uma carreira no exterior e ganhou muito dinheiro.

Mantiqueira - Você já competiu fora do Brasil?
Ligeirinho - Corri na Itália e terminei em sétimo colocado no geral. Foi muito bacana e fiquei uma semana conhecendo um pouco deste lindo país. Mas morar fora do Brasil não quero.

Mantiqueira - Como você consegue bancar seus gastos nas provas?
Ligeirinho - Tenho o apoio do Hotel Monreale, Centro Otorrino e Alcace. O Dr. Mário, do Centro Otorrino, além de me apoiar, ajuda com toda a parte médica e vem sendo muito importante na minha carreira. Tem ainda o grande trabalho do meu treinador Lucas Fernandes.

Mantiqueira - Quais as suas próximas competições?
Ligeirinho – Recentemente, venci as 24 Horas de Campinas e agora estou me preparando para disputar as 48 Horas de Passa Quatro, em Minas, que será realizada em meados de novembro. Antes ainda vou disputar as 12 Horas de Piracicaba, dia 1º de outubro.  A maior dificuldade é ter que conciliar os treinos com o trabalho.

PAULO VITOR DE CAMPOS
pvcampos@gmail.com

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Grêmio Vila Nova bate Guarani/Walter World na abertura da rodada do Amador

Poços de Caldas,MG - Teve início na noite de ontem a rodada deste final de semana do Campeonato Amador/Taça Poços de Caldas. Em jogo disputado na Bandolão o Grêmio Vila Nova venceu o Guarani/Walter World por 2x1.
A rodada segue amanhã com os seguintes jogos: Guanabara x Vila Nova. Social x Bom Sucesso, Dom Bosco x Grêmio e Curimbaba x ADC Metal Sansil.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Olimpíadas despertam interesse de alunos pelo esporte

Poços de Caldas, MG - Os jogos olímpicos realizados no Brasil também foram uma oportunidade para despertar nas crianças e adolescentes curiosidades e o interesse sobre algumas modalidades esportivas. As matérias publicadas pelo Mantiqueira sobre o assunto, principalmente a participação da poços-caldense Tatiele Carvalho, que ficou em 31º nos 10 mil metros no atletismo, foram temas de um trabalho dos alunos da escola municipal Alvino Hosken de Oliveira.
O professor Eduardo Bernardes, do projeto Mais Educação, desenvolveu um trabalho denominado “Olimpíadas através do jornal Mantiqueira” com os alunos do 1º, 2º e 7º anos para que eles pudessem conhecer mais sobre o atletismo nos Jogos Olímpicos.
“Através da reportagem do Mantiqueira, os alunos dos 1º e 2º anos fizeram uma ilustração da notícia. Em seguida os alunos do 7º ano fizeram um cartaz para exposição. A reportagem utilizada para a atividade foi a da atleta Tatiele, poços-caldense que competiu nas olimpíadas”, disse o professor.
Segundo ele, após a leitura da matéria os alunos conversaram entre si e ficaram muito surpresos em saber que havia uma atleta da cidade nos Jogos Olímpicos. “Inclusive uma aluna do 2º ano é sobrinha da atleta e isso causou ainda mais curiosidade entre os alunos’, relatou.
“Gostei muito de fazer a atividade, porque fala sobre as pessoas que moram na cidade e também porque eu conheço a atleta que estava na reportagem. Ela é minha tia”, contou a aluna Thayná Vitória Cunha Carvalho, de 8 anos
Para o aluno Davi Crispino, 6 anos, as Olimpíadas foram um momento especial para o país e para Poços. Ele conta que torceu muito para que a atleta de Poços vencesse, mas ficou muito feliz pela sua participação.
De acordo com Cleonice dos Santos, professora comunitária, o trabalho escolar sobre as Olimpíadas no Brasil interferiu na vida das pessoas e poderia até despertar o surgimento de novos atletas.
Segundo o professor, depois desta atividade os alunos tiveram curiosidade de ler outras notícias no Mantiqueira referentes às Olimpíadas. A partir do uso do jornal os estudantes do 7º ano criaram um Informativo Olímpico.
O projeto Mantiqueira na Escola tem o apoio da Alcoa Alumínio S/A, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) - Votorantim Metais e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Poços de Caldas-MG.

Projetos sociais disputam competição de cricket no PMJ João Monteiro

Poços de Caldas, MG - Foi realizado, nesta quarta-feira (31), um torneio de cricket envolvendo oito projetos da cidade, com cerca de 150 alunos, todos coordenados pelo professor Matt Featherstone. A competição foi disputada no PMJ João Monteiro, antigo Sesi, na zona sul, e contou com uma empolgada participação dos alunos. “Foi um grande sucesso este campeonato e os meninos ficaram muito motivados durante as disputas”, disse Featherstone. “Minha alegria é ver que este projeto em Poços de Caldas melhora a cada ano e o nível de nossos jogadores está excelente, o que faz de Poços uma grande força na modalidade”, complementa ele. A competição teve participação do PMJ João Monteiro, anfitrião, PMJ Santa Maria, Caldense, Crescendo em Fraternidade, Lar Criança Feliz, Galpão das Artes, Bem Viver e Casa do Menor. “Agradecemos muito o apoio do Hotel Minas Gerais, através da Lei de Incentivo, além do secretário de Esportes, o DME, Rotary, enfim, parceiros muito importantes que conquistamos e que estão ajudando a fazer do cricket em Poços de Caldas um projeto de sucesso. Tenho certeza que muito em breve esta modalidade será uma das mais praticadas na cidade”, falou o professor.

 Participação

O Mantiqueira esteve presente no evento e constatou uma grande participação dos alunos. Cada um tinha uma estratégia de jogo para fazer sua equipe sair de quadra vencedora. O espírito esportivo e a união entre os times também foram grandes diferenciais. O pequeno Mateus, da Casa do Menor, era um dos mais empolgados com os jogos de ontem. “Muito legal praticar o cricket e quero continuar jogando muito tempo. Fiz muitas amizades depois que comecei a praticar e estou muito contente”, disse ele ao Mantiqueira.

Projetos

Cerca de 1.200 crianças praticam cricket em Poços de Caldas. Entre os 21 projetos da cidade estão a Casa do Menor, Fazenda Lambari, dois no bairro São José, PMJ Joaõ Monteiro, Caldense (que cede o espaço para os treinamentos), Jardim Kennedy, Galpão das Artes, Colégio Municipal e AADV. A ideia é aumentar a quantidade de projetos para 30 num curto espaço de tempo.

Professores

Os projetos são coordenados pelos professores Matt Featherstone, Alexandre Felippe e Richard Avery. Featherstone conta que hoje o que dificulta a ampliação dos projetos é a pouca quantidade de professores, o que deverá ser resolvido logo. “Chipinho e Renatinha estão fazendo faculdade de educação física bancada pelo projeto e assim que se formarem vão nos ajudar no trabalho com os meninos e assim teremos condições de atender mais gente em mais lugares da cidade”, falou.

Temporada

 O cricket terá um final de temporada bastante movimentado na cidade. Além do torneio realizado ontem na zona sul, um outro nos mesmo moldes acontecerá em outubro. A equipe de Poços ainda participará do Campeonato Sul-Americano e cerca de 25 crianças da cidade estarão fazendo parte da seleção brasileira em várias categorias. Este campeonato será realizado em Poços de Caldas e com isto a torcida local terá condições de ver os jogos bem de perto. Os jogos serão contra Chile e Peru. Dias 25 e 24 de setembro, a seleção feminina de Poços enfrentará a forte seleção de Brasília. A seleção adulta também estará em atividade no Rio de Janeiro e a temporada termina com uma competição especial em dezembro. “Queremos finalizar bem esta temporada que foi maravilhosa e estamos vendo nosso projeto ser sucesso e queremos muito mais para os próximos anos”, finalizou Featherstone.