segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Complexo aquático do Cohab reabre, mas tem pouco movimento

Poços de Caldas, MG - Depois da trágica morte de uma criança, semana passada, e de ter sido parcialmente interditado, o complexo aquático reabriu para o público no último final de semana. O tempo fechado, no entanto, contribuiu para um movimento bem abaixo dos últimos dias.
Água azul
A reportagem voltou ao local e constatou melhorias na água. A cor estava bem melhor, azul e não verde como no domingo da tragédia. Dois salva-vidas estavam no local e os vestiários e outras dependências fechados para o público. Segundo informações, as obras no local começaram nesta segunda-feira. O filtro foi licitado e ainda não existe uma precisão de quando chega. Enquanto isso um funcionário está encarregado de cuidar da água para que não volte a ficar turva.

Volta ao Cristo já tem mais de 1500 inscritos

Poços de Caldas, MG - A 35a edição da Volta ao Cristo acontece no próximo dia 29. A prova, considerada uma das mais difíceis do país, já tem mais de 1500 pessoas inscritas. O percurso possui 16 quilômetros e ocorre através das ruas da cidade e pela estrada da serra São Domingos, rumo ao Cristo Redentor.
O limite de participantes é de 2 mil. O prazo para inscrever-se vai até dia 25 ou quando o número máximo for atingido. O valor da inscrição é R$ 80. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no link http://goo.gl/8f1dIl ou na Secretaria de Esportes (rua Ceará, 149, centro).
Podem participar atletas maiores de 18 anos. Haverá premiação de medalha, troféu e dinheiro para diferentes categorias como masculino, feminino e equipe.
A largada será às 9h, no Estádio Municipal Ronaldo Junqueira. A chegada será no mesmo local do início da prova. A Volta ao Cristo é realizada pela Secretaria de Esportes, com apoio do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), Departamento Municipal de Eletricidade (DME), Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), 100º Grupo de Escoteiros Primeiro Centenário, Guarda Municipal, Sesc, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Unimed, Secretarias de Obras, Saúde e Serviços Públicos.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3697-2081 (Esportes).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Muito desfalcada, Caldense perde em Itu

Poços de Caldas,MG - A Caldense fez, na manhã de ontem, seu primeiro teste antes do Campeonato Mineiro. Sob um sol muito forte, o time de Poços de Caldas lutou bastante, foi melhor em boa parte do jogo, principalmente no início do segundo tempo, porém, acabou perdendo por 2x1 para o Ituano, em jogo realizado no Centro de Treinamentos do time paulista. Os gols do Ituano foram marcados por Ronaldo, aos 44 do primeiro tempo, e Juliano, aos 24 do segundo tempo, e o da Caldense foi marcado por Álvaro, aos 10 do segundo tempo. A Caldense se reapresenta amanhã e começa os trabalhos da semana. O time tem novo teste no próximo sábado (21), em Águas de Lindóia, contra o São Caetano. A diretoria ainda busca uma nova partida antes da estreia no Campeonato Mineiro, mas está em dificuldades de conseguir.

O jogo

Com um calor de 30 graus, o jogo foi menos movimentado em seu início. A marcação forte dos dois lados impedia boas chances de gols e a partida se concentrava no meio de campo. A Caldense entrou em campo bastante improvisada. Sem Cristiano, Wellington Rato e Rafamar no ataque, Thiago Oliveira abusou do improviso. Anderson, lateral de origem, Maradona e Zambi eram os homens de frente. Maradona correu muito e criou algumas situações, enquanto Zambi era o homem mais perigoso do time de Poços. Quando parecia que a partida iria para o intervalo sem gols, tudo mudou. Em lance bastante criticado pela Caldense, Rionaldo levou a melhor e abriu o placar. “Estava muito impedido, até mesmo o bandeira me pediu desculpas após a partida pelo erro”, falou Oliveira.
No segundo tempo, a Caldense cresceu e foi em busca do empate. Álvaro era um dos melhores em campo. Aos 10 minutos, Zambi partiu com a bola dominada, invadiu a área, passou pelo goleiro do Ituano que sem alternativas cometeu o pênalti. “Não deu para parar o Zambi. Ele foi muito rápido e inteligente e só me restou cometer a falta”, disse o goleiro. Na cobrança, Álvaro não foi feliz, telegrafou o canto e o goleiro fez a defesa. O jogador da Caldense não desistiu, pegou o rebote e empatou o jogo.
A Caldense cresceu e teve chances para virar, porém, quase sofreu gol de penalidade. Neguett conseguiu fazer a defesa. O Ituano, no entanto, chegou ao seu segundo gol aos 24 minutos. Depois de grande bobeira da zaga esmeraldina, Juliano deslocou Neguett e marcou o segundo do time da casa.

Mudanças

Com o passar do tempo, o técnico Thiago Oliveira começou a mudar o time. Ele colocou os meninos em campo e quase conseguiu o empate. A Caldense chegou a marcar, mas o bandeira assinalou impedimento. “Infelizmente, a arbitragem atrapalhou um pouco, mas isto faz parte do jogo. Gostei do desempenho do time e dos meninos que entraram. Vamos acertar a casa e tentar sorte melhor nos próximos jogos”, falou Oliveira ao fim da partida. “O resultado não interessa neste momento. O importante foi que finalmente tivemos um teste e gostei do que vi. Poderíamos ter vencido, tivemos chances para isto, mas não foi possível”, falou o treinador.

Pugliese

O técnico do Ituano é exemplo de longevidade no comando de uma equipe. O ex-treinador da Caldense está há três anos à frente do Ituano e elogia a estrutura da equipe. “Aqui tudo funciona muito bem, temos condições de trabalhar e com isto os resultados estão aparecendo. A estrutura é fantástica, igual a que a Caldense tem em Poços de Caldas, e vamos tentar fazer uma bela temporada”, falou Tarcísio Pugliese. O treinador disse que sente saudades da Caldense, da cidade e que um dia pretende retornar. “Claro que quero voltar um dia. Fiz muitos amigos, adoro Poços de Caldas, a torcida da Caldense e saí deixando as portas abertas”, finalizou o treinador do Ituano.
A Caldense começou a partida com Neguett, Grafite, Marcelinho, Hélio, Thiago Carpini, Cesar, Zambi, Álvaro, Anderson, Maradona e Rafael Estevam. No banco ficaram o goleiro Camilo, Tharsus, Alexandre, Carlos Vinícios, Mineiro, Matheus, Leandro Oliveira, Carlinhos e Edu. Todos entraram na segunda etapa.

Torcida

Alguns torcedores deixaram Poços de Caldas e seguiram em direção a Itu para acompanhar o jogo. Durante a partida não faltaram incentivos para os atletas da Veterana e mesmo com o placar negativo todos demonstraram confiança no time. O time da casa não teve torcedores presentes, pois, no mesmo horário, no estádio localizado ao lado do CT, acontecia a partida entre Ituano e Chapecoense pela Copa São Paulo. O jogo terminou com vitória da Chape por 1x0, gol de Vini.

Canhoto assume a escolinha da Coopoços

Poços de Caldas,MG – A escolinha de futebol da Coopoços já tem um novo professor. O ex-jogador da Caldense e do Poços de Caldas Futebol Clube Luiz Fernando Cruz, o Canhoto, assume o lugar deixado por Wellington Guimarães, o Paulista, que assumiu o cargo de secretário de Esportes do governo Sérgio Azevedo. Canhoto e Paulista jogaram juntos no Vulcão, por isso o entrosamento desde aquela época foi fundamental para o convite. “Estou assumindo um novo desafio em minha vida, mas estou muito confiante e feliz em assumir a escolinha da Coopoços. Uma escolinha nova, porém, já muito vitoriosa e chego para mostrar meu valor e continuar o grande trabalho que vinha sendo feito pelo Paulista”, disse Canhoto.

Recente fim de carreira

Canhoto disputou o último Campeonato Mineiro pelo Guarani de Divinópolis e aos 31 anos ainda não pensava em deixar a carreira de jogador. Problemas familiares, no entanto, fizeram com que ele aceitasse o convite para comandar a escolinha da Coopoços. “Joguei o campeonato passado, mas a vida prega algumas surpresas e num curto período estou mudando tudo radicalmente. Tive tempo de fazer alguns cursos, tirar meu CREF e aceitar este novo desafio”, contou Canhoto, que recebeu o convite de Paulista no final de 2016. “Sei da história da escolinha da Coopoços, que apesar de nova é vencedora, os professores daqui fazem um ótimo trabalho e sei a responsabilidade que estou assumindo, mas com muito trabalho e muito estudo sei que vou conseguir agregar e manter o nível que vinha tendo com o professor Paulista e também com o Zé Carlos”, falou.

Primeira vez

Trabalhar com crianças é um desafio novo para o jovem professor. Como ainda vinha atuando como atleta profissional, a oportunidade na Coopoços é a primeira em sua carreira de lidar com jovens que sonham em se tornarem jogadores de futebol. “Será um desafio, mas tudo que já vivenciei no futebol me dá uma boa bagagem para ensinar coisas muito boas para esta garotada”.

Temporada

Canhoto foi apresentado durante a semana para a diretoria da Coopoços e começou, juntamente com José Carlos Quiciri, novo coordenador da escolinha, a traçar os projetos da temporada. Os treinos começam no próximo dia 23, no parque municipal, e logo acontecem as primeiras competições do ano. Até o início efetivo dos trabalhos novas reuniões serão feitas e tudo será planejado através de cronogramas. “Tenho algumas ideias que vou mostrar, conversar com o Zé Carlos, buscar conversar sobre metas e objetivos e depois começaremos o trabalho. Estou muito animado e não vejo a hora de tudo ter início pra valer”, falou Canhoto.

A carreira

Canhoto começou a carreira de jogador profissional em Andradas, depois foi para o Corinthians de Alagoas, onde ficou bastante tempo. Retornou para o sul de Minas e ficou um período de dois anos na Caldense. Na época, o presidente do clube era Albert Mareca e o treinador Zezito, um grande incentivador dos atletas locais. Depois, Canhoto teve passagens por Juventus-SP, Anapolina-GO. Recebeu convite de Giovane Gaspar para atuar pelo Vulcão. O ano era 2009 e o time recém-fundado realizaria uma boa campanha. “Aquele ano foi muito importante pois o time era muito bom e jogar profissionalmente na minha cidade foi incrível. Na época da Caldense eu ainda não era profissional e por isto o Vulcão teve grande importância na minha carreira”, contou Canhoto. Após deixar o Vulcão, ele voltou a rodar pelo futebol e jogou por clubes como Mogi Mirim, Crac, de Goiás, Atlético de Sorocaba e Guarani de Divinópolis. “Foram viagens, muitos jogos, muitas experiências que certamente vão ajudar na hora de trabalhar com os garotos da escolinha”. Canhoto tinha projeto de seguir jogando por mais quatro anos, porém, seu pai acabou adoecendo e com isto os planos mudaram.
“Quero ficar perto da família e por isto fui atrás de estudos para me tornar professor e sou muito feliz por ter aparecido a chance de trabalhar na Coopoços. Vou agarrar com unhas e dentes e mostrar meu valor. Tenho muito a agregar a esta escolinha vencedora”, finaliza Canhoto.

Paulista fala sobre a escolha de Canhoto

Poços de Caldas,MG – Professor responsável pela escolinha da Coopoços desde sua fundação, em 2010, Wellington Guimarães, o Paulista, acredita que com Canhoto a linha de trabalho tome outro rumo, porém, tudo será para melhor. Paulista aposta na competência do novo professor para a continuidade do sucesso do projeto. Eles são amigos de longa data. “Conheci o Canhoto em  2005. Na época eu já era um atleta experiente na Caldense e ele era um garoto promissor. Via nele um menino determinado, com muita vontade nos treinamentos e muita personalidade. Sempre soube o que queria da vida e foi conquistando espaços”, disse Paulista, ressaltando que o novo professor tem o perfil que a escolinha procurava. “Canhoto tem um talento muito grande, porém, poucas oportunidades na carreira. Poderia ter facilmente jogado em grandes clubes do Brasil”, continuou Paulista.
O convite foi feito no fim do ano passado, quando Paulista o ajudou a tirar o CREF. “Acho que ele poderá me representar bem na escolinha, pode me substituir de uma forma diferente, com um gás novo, uma nova motivação e será bom para todos. Estará ao lado do Zé Carlos, que também teve uma carreira parecida e com isto acredito que a escolinha da Coopoços/Zico 10 muda um pouco sua linha, mas tenho certeza que a produtividade continua a mesma ou até melhor. Desejo muita sorte a eles e na medida do possível vou tentar ajudar com algumas dicas e de alguma ajuda. Falei sobre a Coopoços, a responsabilidade que ele tem que ter com os alunos. Sempre falo para eles que a preocupação não é com títulos nem levantar troféus, mas sim ajudar na formação do cidadão. Esta é a maior vitória para um professor e é isto que eles deverão seguir ensinando para nossos meninos”, finalizou Paulista.

José Carlos Quiciri assume coordenação da escolinha

Poços de Caldas, MG – Outra mudança importante na escolinha da Coopoços na temporada é na coordenação. José Carlos Quiciri, treinador de goleiros, assume o posto que também era de Wellington Guimarães, o Paulista. “Fico muito feliz pelo merecido convite que o Paulista recebeu para ser secretário de Esportes. Ele mostrou que tem valor e competência para a função. Eu encaro o novo desafio com muita seriedade e quero aproveitar a oportunidade com muita humildade e dar continuidade ao que vinha sendo feito pelo professor Paulista”, disse Quiciri, que continua sendo o treinador de goleiros da escolinha. Segundo ele, esta foi a única exigência para assumir a coordenação. “É um privilegio assumir esta nova função e fazer parte de uma equipe tão maravilhosa como a da Coopoços. Estou muito feliz” disse. Sobre o novo professor, ele foi só elogios e vislumbra novos horizontes a partir de agora para a equipe. “A gente trabalhou junto na Caldense e depois no Vulcão e trata-se de uma pessoa com ótima personalidade, que vem para agregar muito no trabalho da escolinha”, falou Quiciri, que a partir de agora passa a ser o responsável por organizar as participações da escolinha nos campeonatos, assessorar a entrada de novos meninos. “Vamos desenvolver uma visão de trabalho que vai agregar e dar prioridade a todos, além de gerenciar a escolinha visando dar oportunidades para os alunos”, disse o coordenador, que vê como primordial a ajuda dos pais. “O apoio da família é muito importante para o sucesso do nosso trabalho e faz com que nossa escolinha cresça cada dia mais”. falou.
Segundo Quiciri, a escolinha deverá disputar entre 10 a 12 competições ao longo do ano em várias categorias. A primeira competição acontece no início de março e, segundo o coordenador, os primeiros treinos já visam à preparação para este evento. “Queremos ainda fazer trabalhos específicos na área de avaliações, trazer avaliadores para a cidade para motivar os meninos. Trabalharemos na área de avaliação e preparação sempre com o pensamento de dar oportunidades para todos”, disse Quiciri, agradecendo o apoio do presidente da Coopoços Sérgio Azevedo. “A estrutura que temos é muito boa e somos gratos ao Sérgio e a todos da Coopoços, pois este apoio é tudo para o sucesso deste projeto”, finalizou Quiciri.

“Tento sentir a mesma emoção que o torcedor sente”, diz narrador da Difusora

Poços de Caldas, MG - Luiz Gustavo Gasparino se formou em Jornalismo em 2005, em São João da Boa Vista. Assim que entrou no mercado de trabalho, atuou como repórter, fez plantões e comentários esportivos. Sempre ouvia dos amigos para tentar carreira como narrador, mas sentia receio de encarar o desafio devido à timidez.  Em 2012, surgiu uma oportunidade na semifinal da taça EPTV de futsal. O narrador que iria transmitir o jogo ficou rouco e gripado no dia da partida. Sem tempo hábil para correr atrás de outra pessoa, a solução foi chamar Gasparino para narrar. E, desde então, o jovem narrador vem se aprimorando para evoluir cada vez mais nas transmissões de jogos amadores e profissionais.

Como foi sua chegada a Poços e na Difusora?
Em 2015 recebi um convite do pessoal da Rádio Difusora, que conheceu meu trabalho através de indicações do pessoal de São João. Eu sempre cubro os campeonatos amadores de lá e eles me trouxeram para cobrir o profissional em Poços. Foi uma aposta deles e um desafio muito grande para mim. Hoje fico muito feliz em estar trabalhando aqui e cobrindo os jogos da Caldense.

Você já tinha uma simpatia com a Caldense, torcia pelo clube ou isso começou depois que começou a trabalhar em Poços?
Sempre tive uma simpatia com o clube. A Caldense é a principal equipe do sul de Minas e leste paulista. Invariavelmente vinha a Poços para assistir aos jogos da Veterana, principalmente contra Atlético e Cruzeiro. Já tomei chuva, já tomei sol e sempre torci muito. Gosto muito de futebol em geral, confesso que também acompanhei também o Rio Branco de Andradas. Mas a Caldense é uma paixão muito grande e desde que comecei a narrar os jogos do clube essa paixão ficou maior e hoje não consigo narrar um gol da Veterana se não for torcendo junto, pois fico muito emocionado e sempre torço para o time crescer ainda mais no cenário do futebol.

Quais dificuldades você encontra no seu ramo de atuação?
Não vejo muitas dificuldades, pelo menos no meu caso, que estou começando. Talvez os narradores mais experientes tenham mais histórias para contar. Confesso que ainda estou aprendendo a narrar, buscando coisas novas. Apesar da estrutura de alguns estádios não ser muito boa, sempre somos bem tratados pelas pessoas. Não temos mais aquilo de os torcedores adversários hostilizarem as equipes esportivas de fora, como acontecia antigamente. Onde encontro dificuldades é quando cubro jogos de futsal, que não têm cabines de imprensa e a gente tem que trabalhar no meio dos torcedores. Mas de um modo geral, no futebol de campo, os estádios conseguem atender as necessidades básicas da imprensa.

Existe algum tipo de preparação vocal que você realiza para aguentar falar durante todo o jogo?
Faço aquecimento. Teve uma época que eu fazia questão de comer uma maçã antes dos jogos, pois ela tem uma casca limpa e é uma fruta com muito líquido, mas como não sou muito fã de maçã, parei com esse hábito. Mas a água é fundamental, juntamente com os exercícios que faço com a língua e mandíbula para relaxar a musculatura e aquecer a voz.

Como é sua rotina de trabalho nos dias de jogo?
No caso da Rádio Difusora, a gente começa a transmitir três horas antes do início da partida e vamos falando sobre a expectativa para o jogo, dando notícias e opiniões. Apesar de eu não participar desde o início da jornada esportiva, gosto de chegar cedo e acompanhar a chegada dos torcedores e conversar com o pessoal da imprensa para ficar sabendo de tudo o que está acontecendo nos bastidores das partidas e levar as melhores informações aos ouvintes.

Como funciona o processo de memorização dos nomes dos jogadores?
Como narro vários jogos da Caldense, já estou habituado com os jogadores, mas a memorização da equipe adversária demora um pouco. Confesso que não tenho muito o feeling de olhar a cor da chuteira ou do cabelo para identificar os atletas. Me baseio mais no nome e no número para identificar cada um, mas na escalação tento associar o nome à posição do atleta porque sei, mais ou menos, aonde ele estará no decorrer da partida. Nos primeiros dez minutos de jogo tento me familiarizar com o nome e a fisionomia de cada um, mas depois a coisa flui com mais naturalidade.

O que você faz quando não sabe como pronunciar determinado nome?
Quando isso acontece tenho que pedir auxílio para o repórter de campo. Ele vai lá e pergunta para alguém do time, ou até mesmo o próprio jogador, para saber qual a maneira correta de pronunciar.

O que você sente em saber que durante um jogo várias pessoas estão te ouvindo e seu trabalho está servindo como um registro de como foi o jogo para a posteridade?
Me sinto muito honrado. Sei que temos outras duas emissoras de rádio transmitindo os jogos da Caldense aqui em Poços. Mas é uma alegria muito grande saber que muitas pessoas estão nos ouvindo, sentadas ao lado do rádio, atentas, principalmente nos jogos fora da cidade, em que o pessoal não tem como ir ao estádio. Me sinto na obrigação de levar o máximo de detalhes possíveis sobre o jogo e sinto uma felicidade muito grande em ser o porta-voz das pessoas. Tento sentir a mesma emoção que o torcedor sente e passar isso de uma forma verdadeira.