segunda-feira, 3 de julho de 2017

Campeonatos de truco e de futebol feminino vão agitar agosto

Poços de Caldas, MG - A Secretaria Municipal de Esportes preparou dois campeonatos para o mês de agosto. Um deles é o 13º Campeonato Municipal de Truco, que vai acontecer dia 6 de agosto, às 9h, no ginásio poliesportivo Arthur de Mendonça Chaves.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas na Secretaria Municipal de Esportes (rua São José, 345, Country Club), das 12h às 18h, de segunda a sexta. A taxa por dupla é de R$ 30. Podem inscrever-se duplas masculinas, femininas e mistas. A premiação inclui R$ 1.200 para os vencedores, além de troféus. Já a dupla vice-campeã receberá R$ 800, os terceiros colocados, R$ 600, e, o quarto lugar, R$ 400. As inscrições vão até o dia 3 de agosto.

De acordo com o regulamento, as partidas seguirão tabela preestabelecida pela organização, com eliminatória simples. Como acontece em toda edição, o campeonato de truco deve durar até o começo da noite. A premiação será feita logo após o anúncio da dupla campeã.

Um dia antes do truco (5), haverá o 1º Campeonato Municipal de Futsal de Feminino Adulto. A abertura será às 13h30, também no poliesportivo. Todos os times femininos da cidade podem se inscrever.

As jogadoras devem ter mais de 14 anos. A inscrição é gratuita e deve ser feita também na Secretaria de Esportes, das 12h às 18h. O prazo vai até o dia 27 deste mês. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3697-2082.

domingo, 2 de julho de 2017

“Tem setor da Caldense que quer acabar com o futebol”, diz diretor

Poços de Caldas, MG - O Mantiqueira entrevista neste domingo o diretor de marketing da Caldense Victor Hugo Xavier. Ele se afastou do futebol depois da saída de Alex Joaquim. Nesta conversa ele explica os motivos, aborda temas polêmicos, como um possível fim do futebol profissional do clube, divisão de base e o desaparecimento da torcida nos últimos jogos. Confira.

Mantiqueira - Qual a sua avaliação sobre o trabalho do departamento de Marketing nesta temporada?
Victor Hugo Xavier - Considero que este ano superamos as nossas próprias expectativas, a Caldense disputou três competições importantes, Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da série D  e em todas elas captamos patrocinadores para os espaços na camisa oficial e placas de publicidade no interior do Estádio Ronaldão. Conseguimos arrecadar mais de R$ 400.000 para a Caldense, valor bastante expressivo considerando a retração nos investimentos das empresas e o momento complicado da economia do país. Este aporte contribuiu para que o nosso orçamento fosse coberto com recursos do próprio futebol profissional sem a necessidade da utilização de recursos do clube social. Fiquei muito satisfeito, nem em 2015, quando a Caldense disputou a final do campeonato e foi vice-campeã mineira arrecadamos tanto.

Mantiqueira - A Caldense foi desclassificada e não passou sequer da primeira fase do Campeonato Brasileiro da série D, em sua opinião, o que pode ter acontecido?
Victor Hugo Xavier - Foi uma decepção, frustrante mesmo, aquele time foi montado não somente para conquistar o acesso para a série C, mas para ir além, ser campeão brasileiro da série D este ano, a atmosfera dentro do CT girava em torno disso, a confiança era grande.  Pela primeira vez desde que a Caldense disputa a série D do Brasileiro foi possível manter a totalidade dos nossos principais jogadores e toda a comissão técnica que disputou o Mineiro e ainda trouxemos reforços importantes de outras equipes.  No “papel” estávamos com um time ainda melhor do que o do Campeonato Mineiro, quando enfrentamos Cruzeiro, Atlético e América e conseguimos chegar à quinta colocação.  Na teoria, enfrentar somente times do mesmo porte e orçamento parecidos com o da Caldense nos daria reais chances de conquistar o Campeonato Brasileiro da série D. Em minha opinião, o fator determinante foi o episódio interno acontecido no clube que causou a saída do gerente Alex Joaquim e todos os desdobramentos que o fato gerou. Estávamos a dez dias da estreia no campeonato, existia um clima de grande euforia no CT com a possibilidade de realizar um grande campeonato, depois do fato perdemos quase uma semana inteira de trabalhos, o jogo treino contra o XV de Piracicaba foi cancelado na véspera, nosso principal jogador Ewerton Maradona foi embora, um clima de insegurança e incertezas com relação a tudo se estabeleceu dentro do CT. Eu percebi o emocional de todo o grupo muito abalado. A consequência de todos estes fatores afetou o desempenho da Caldense nos primeiros jogos, as derrotas vieram e depois não deu mais tempo de recuperar.

Mantiqueira - Você também fazia parte da comissão do futebol, após a saída do Alex não foi mais visto no CT. Por quê?
Victor Hugo Xavier - Eu estava junto com o Alex desde novembro, trabalhamos na montagem do time e comissão técnica para o Campeonato Mineiro. Acredito que tivemos sucesso, dos quatro objetivos possíveis a Caldense conquistou três, não correu risco de rebaixamento em nenhum momento, conquistou vaga para a Copa do Brasil em 2018 e conquistou vaga para o Brasileiro da série D em 2018, terminando na quinta colocação vencendo o Atlético Mineiro na última rodada e só não chegou ao quadrangular porque um resultado entre Tombense e URT não a favoreceu.  Para o Campeonato Brasileiro da série D não foi diferente, conversamos diariamente sobre a montagem do time e a necessidade que tínhamos de tentar manter os principais jogadores do Mineiro e reforçar mais ainda. O objetivo era mesmo ser campeão. Como trabalhávamos muito junto e tínhamos as mesmas convicções, com a saída do Alex eu preferi me afastar e me dedicar exclusivamente ao marketing da Caldense, priorizando a renovação dos contratos de patrocínio para o Campeonato Brasileiro da série D, que eram de grande importância para ajudar no orçamento do futebol profissional.

Mantiqueira - Existe mesmo uma ala dentro da Caldense que quer o fim do Futebol? Isso interfere nos resultados?
Victor Hugo Xavier - Infelizmente existe, porque acabar com o futebol da Caldense não é só extingui-lo, a queda da Caldense para uma segunda, terceira divisão em Minas também pode levar ao fim.  Eu percebo que algumas pessoas dentro da Caldense não se importam com este risco que todos os anos assombra a Veterana, como a qualquer outra equipe de baixo orçamento. O rebaixamento acaba com a cota da televisão e patrocínios, enfim, as receitas vão a zero. Para retornar à primeira divisão será necessária a utilização de 100% de recursos do clube social e isso muitos não vão aprovar. Mas a Caldense é grande demais, está acima de qualquer um, tem 92 anos de história, muita tradição, uma camisa forte e uma estrutura invejável. A Caldense tem vocação para ser ainda maior, mas é preciso ter projeto, ter unidade dentro do clube, todos, conselho fiscal, conselho deliberativo, diretoria e presidência têm que verdadeiramente querer chegar, têm que estar fechados, isso gera segurança dentro de qualquer elenco de futebol profissional e reflete diretamente nos resultados.  Oposição e ideias diferentes sempre vão existir e são mais que necessárias desde que convertam para o mesmo objetivo final, que é ver a Caldense um dia disputando pelo menos o Campeonato Brasileiro da Série B.

Mantiqueira - Qual a sua impressão sobre a Caldense voltar com as categorias de base?
Victor Hugo Xavier - Eu penso que merece um estudo maior, são muitas questões que envolvem crianças e adolescentes de certa forma vinculados ao clube, existem dificuldades legais.  O trabalho também é a médio e longo prazo, não se revela jogadores em nível de competição do dia para a noite, é uma utopia acreditar que teremos jogadores para disputar o próximo Campeonato Mineiro com início em fevereiro de 2018 oriundos de peneiras ou trabalho de base iniciado em agosto deste ano. O Campeonato Mineiro é na realidade um torneio e muito perigoso porque tem descenso, a diferença entre se classificar e ser rebaixado às vezes pode ser quatro ou cinco pontos. Não se pode fazer experiências, é um risco ficar testando jogadores de pouca tarimba que não têm histórico de disputa de campeonatos de alto nível técnico e de competição. No Mineiro é assim, com duas, três derrotas seguidas o time passa a correr sérios riscos de rebaixamento, dificilmente se recupera, não tem perdão, a margem de erro é mínima.

Mantiqueira - E a torcida da Caldense, por onde ela anda?
Victor Hugo Xavier - A Caldense tem uma torcida gigante, o público dos últimos jogos não reflete a realidade, vamos lembrar a invasão em Varginha da nossa torcida na final do Campeonato Mineiro de 2015, quando em diversos momentos silenciamos a torcida do Atlético Mineiro. Penso que a Caldense não deve reclamar do baixo público, temos que entender as razões que levam a isso. A Caldense ficou por muitos anos disputando só o Campeonato Mineiro, que dura três meses, e fazendo apenas de 5 a 6 jogos por ano. Isso foi afastando o torcedor, foram muitos anos assim, agora temos que acostumar novamente a torcida com o futebol o ano inteiro e a torcida da Caldense também tem sua própria característica, é muito emocional, ela vai no embalo do time, vai crescendo conforme as vitórias vão acontecendo, e se afasta com as derrotas.  Acompanho a Caldense desde criança e bastam duas vitórias seguidas e o público da partida seguinte no Ronaldão já aumenta consideravelmente. Você tem dúvidas que se a Caldense chegasse à final do Campeonato Brasileiro da série D este ano o Ronaldão ficaria completamente lotado? Então temos torcida sim! O que precisa acontecer é a torcida acreditar no projeto da diretoria para obter o acesso a divisões superiores, série “C”, “B” ou até mesmo a “A”, por que não? E ter a certeza que a Caldense quer realmente lutar até o fim para um dia se inserir de forma definitiva na elite do futebol brasileiro.

Vulcão vence seleção de Três Pontas em jogo preparatório para a segunda divisão

Poços de Caldas, MG - O Poços de Caldas Futebol Clube, Vulcão, fez ontem seu primeiro jogo-treino preparatório para o Campeonato Mineiro da segunda divisão. Jogando no estádio municipal de Caldas, a equipe comandada por Marcelo Albino venceu a seleção de Três Pontas por 2x0. Os gols foram marcados por Lucas Rufino e Ferrugem, cobrando pênalti. O destaque foi a presença da torcida que apareceu em bom número e incentivou o time o tempo todo.
O Vulcão estreia no Campeonato Mineiro da segunda divisão domingo, dia 30 de julho, às 10h, no estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira. A partida será contra o Atlético Mineiro (B).
Ainda este mês a equipe deverá realizar mais jogos-treinos, sendo que pelo menos um deles será no Ronaldão.

Confira os jogos de ontem do Circuito da Lidarp

Poços de Caldas, MG - Ontem foi dia de jogos pela Lidarp. Confira os resultados do basquete sub-17 masculino: Rio Pardo FC 40x33 Poços de Caldas, Varginha 54x29 Guaxupé, Poços de Caldas 40x48 Guaxupé e Rio Pardo FC 52x35 Varginha. Resultados do handebol feminino sub-17: Muzambinho 41x04 Poços de Caldas, Andradas 17x13  São Sebastião do Paraíso, Poços de Caldas 6x16 São Sebastião do Paraíso e Muzambinho 17x14 Andradas. Resultados do handebol adulto masculino: Itaú de Minas 30x27 Poços de Caldas e Alfenas 23x22 Guaxupé. Resultados do futsal masculino sub-11: Botelhos 1x1 Poços de Caldas, Caldas 0x6 Nova Resende, Petúnia 0x2 Pouso Alegre, Botelhos 1x0 Rio Pardo FC, Nova Resende 1x1 Poços de Caldas, Caldas 0x7 Pouso Alegre, Poços de Caldas 3x1 Rio Pardo FC, Petúnia 0x2 Nova Resende, Botelhos 2x2 Caldas. Poços de Caldas 3x0 Pouso Alegre, Nova Resende 6x0 Rio Pardo, Caldas 1x5 Petúnia, Botelhos 1x1 Nova Resende, Pouso Alegre 5x1 Rio Pardo FC, Poços de Caldas 3x2  Petúnia, Botelhos 2x3 Pouso Alegre, Rio Pardo FC 4x1 Petúnia, Poços de Caldas 2x1 Caldas, Pouso Alegre 1x4 Nova Resende, Caldas 1x3 Rio Pardo FC e Botelhos 5x0 Petúnia.

Gargamel é campeão mundial de jiu-jitsu em São Paulo

Poços de Caldas, MG - O Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da CBJJE está acontecendo em São Paulo e conta com participação de atletas da academia Paulão Rezende.
O atleta João Rafael, conhecido como Gargamel, que treina e ministra aulas na academia, foi campeão mundial neste sábado. “Estou muito bem preparado, venho treinando muito, faço a preparação física em São João, os treinos fortes de jiu-jitsu faço com meus alunos e com o mestre Paulão. Graças a Deus estamos com muita gente ajudando”, disse o campeão.
Além de Gargamel, outros atletas estarão competindo neste e no próximo final de semana e podem trazer mais resultados importantes para Poços de Caldas. As crianças do projeto Cohab City também estão no evento com grandes chances de medalhas. “Estou muito feliz com tudo que vem acontecendo na nossa equipe, união, companheirismo e muita vontade de fazer o trabalho que há muito tempo estávamos planejando. Levei as crianças para competir em Varginha no final de semana passado e todos se saíram bem. Conseguimos nove medalhas sendo sete de ouro e duas de prata”, conta Paulão Rezende. O destaque ficou por conta do atleta Matheus Vinicius, que ganhou três medalhas e foi campeão no juvenil e no adulto e vice-campeão no absoluto adulto. O atleta fez 10 lutas e deu um show. “Matheus é atleta de judô e o estamos preparando para luta de chão, isso ajudará nas competições de judô. O pai dele, Marcelão, também treina e o incentiva bastante. Quero agradecer o Jadson Lima, o Rabicó, como sempre foi meu braço direito na competição e também campeão de faixa marrom”, falou Paulão. A equipe de Paulão Rezende conta com apoio da Secretaria de Esportes, Bepe Restaurante, Dr. Silvano, Monreale Hotels. “Não podemos deixar de agradecer a todos os alunos que fortalecem os treinos dessa galera”, finalizou Rezende.

Realizado em Poços o Segundo Kangueiko de Veteranos

Poços de Caldas, MG - Foi realizado na cidade o Segundo Kangueiko de Veteranos. O evento aconteceu no Clube de Judô Poços de Caldas e reuniu cerca de 50 atletas. Foram dois dias de muito treinamento com professores gabaritados, como Elton Fiebig, Luiz Onmura, Sadal Fleming, Rodrigo Mota, Danilo Pietrucci e André Merbach. “O professor André trouxe um pouco do jiu-jitsu para o evento e eu e o sensei Danilo ficamos encarregados de trazer atletas da região para ter contato com importantes mestres. Nesta fase em que os jovens estão começando a vida esportiva é importante conhecerem a base do esporte e os técnicos que estiveram em Poços de Caldas são alguns dos mais capacitados que existem hoje no Brasil”, disse Elton Fiebig.
Durante o Kangueiko foram ministradas palestras e mostrados conhecimentos e técnicas novas para os alunos. “Foi uma honra ter participado deste evento com estes professores e a cidade mostra que tem condições de fazer eventos de alto nível, receber professores gabaritados e no futuro certamente terá grandes atletas. Agradeço ao apoio do secretário de Esportes Paulista e do prefeito Sérgio Azevedo pelo amplo apoio que nos deram para a realização deste Kangueiko no Clube de Judô Poços de Caldas”, finalizou Fiebig.
O sensei Sadal Fleming, de Ouro Fino, que mora no ABC Paulista, começou no judô em 1962 e hoje é um dos principais mestres do Brasil. Segundo ele, a formação do jovem no Brasil é o caminho certo para manter o esporte sempre vitorioso. “Visamos primeiro à formação do ser humano, do homem, depois do atleta. Alguns podem ser campeões, outros não, mas todos precisam lutar pela vida, pela dignidade, pela sobrevivência digna e é este meu principal ensinamento para jovens como os que estiveram neste Kangueiko em Poços de Caldas. Quem tem talento é campeão, os outros serão vencedores na vida”, disse Sadal, que viaja todo o Brasil ministrando palestras para os jovens. Levando sempre mensagens positivas, Sadal conta que consegue ajudar muito jovem em situações complicadas.  “Todo mundo vive por um significado, todos têm seus dons, seja no esporte, seja em outra atividade. O que procuramos fazer é buscar ajudar a todos a encontrarem seus caminhos”, finalizou o mestre.

Luiz Onmura
Um dos destaques do Kangueiko em Poços de Caldas foi o sensei Luiz Onmura. Ele foi o primeiro judoca nascido no Brasil a conquistar uma medalha olímpica. Onmura foi bronze em Los Angeles em 1984. Depois do evento ele esteve ao lado de Elton Fiebig na redação do Mantiqueira e comentou o trabalho de formação feito no Brasil hoje. “Foi uma grande honra participar deste Kangueiko em Poços de Caldas, após receber o convite do meu grande amigo Elton Fiebig. O primeiro passo nos meus ensinamentos é formar o atleta e não o competidor.  Depois este atleta tem que seguir em frente, superar as diversas adversidades que a vida impõe. Este é o caminho. Vejo o jovem de hoje meio desatento ao esporte, quer saber apenas de computador e o trabalho está cada dia mais difícil, mas não desisto e tento manter o interesse destes jovens para que nosso judô continue sendo um dos mais fortes do mundo”, disse Onmura, que é policial em São Paulo e trabalha com defesa pessoal. Ele não está muito satisfeito com o judô que atualmente é praticado em todo o mundo e espera que a tradição volte o mais rápido possível. “Antigamente as lutas eram decididas nos golpes, judoca partia para cima e tentava fazer o ponto, um ippon, enfim, vencer o duelo buscando a luta e hoje isto não acontece e a maioria quer provocar uma punição do adversário e vencer por pontos. Queremos resgatar os golpes e mostrar que o judô é muito mais que regras”, disse Onmura. Sobre a formação de jovens, o mestre defende os trabalhos sociais como o caminho mais fácil para a formação do atleta. Em Poços o sensei Elton Fiebig coordena vários projetos.

A medalha
Onmura comentou a importância da medalha de bronze que conquistou nas Olimpíadas de Los Angeles. “Hoje sou funcionário público e dou aulas de defesa pessoal na Academia de Polícia de São Paulo e levo minha vida normalmente. Recordo-me que quando conquistei a medalha foi uma grande festa, que durou um mês, mas depois acabou e com o tempo poucos se lembram. Naquela época o esporte era pouco divulgado, não havia competições e esta medalha vale menos que as amizades que conquistei com o esporte e a grande união que o judô consegue trazer”.

Tem início o Torneio Municipal de Bocha João Maiochi

Poços de Caldas, MG - Teve início, na tarde de ontem, o Primeiro Torneio Municipal de Bocha João Maiochi. A competição está sendo disputada no campo do Country Club e a abertura oficial do evento contou com a presença do prefeito municipal Sérgio Azevedo, do secretário de esportes Wellington Guimarães, o Paulista, do vereador Álvaro Cagnani e do homenageado João Maiochi, que, emocionado, falou sobre a homenagem que recebeu ao dar nome para a competição organizada pela Secretaria de Esportes. “Neste campo joguei minha vida toda, 75 anos dedicado à bocha e receber esta homenagem me emociona Muito. Ajudei a construir este campo, venci muitos jogos e perdi outros tantos, mas o mais importante foram as amizades que construí neste tempo. Isto não tem preço”, disse João Maiochi, que estava presente com todos os familiares.
Para o secretário de Esportes, a satisfação de organizar mais um importante campeonato na cidade é grande, mas poder homenagear João Maiochi faz uma justiça com a bocha, pois se trata de uma das pessoas que mais incentivou este esporte na cidade. “Uma pessoa que fez tanto pelo esporte e merece esta homenagem por parte da Secretaria. Temos ainda como meta o incentivo à prática da bocha na cidade e este campeonato vai se tornar tradicional e podem contar com todo o apoio da Secretaria”, disse Paulista.

Os primeiros jogos

Depois da cerimônia de abertura tiveram início os jogos. Confira os resultados: Paulo Silva 18 x 24 César Maiochi; Osmar Piva 16 x 24 Antonio Maia; Martin Maiochi 24 x 16 Paulo Maiochi; Antônio Zanetti 24 x 12 Irineu Moreira; Celso Brusqui 24 x 22 Nelson Jacob; Durval Dalava 24 x 16 Joaquim Lázaro e Gilson Nascimento 24 x 16 Benedito Marcon. O prefeito Sérgio Azevedo acompanhou algumas partidas e destacou que outras pessoas do esporte também serão homenageadas. “Homenagear o sr. João Maiochi é uma satisfação muito grande, ele é uma lenda da bocha de Poços de Caldas. Vamos estender este tipo de homenagem para outros esportes e a cada ano reconhecer o trabalho de um ícone do nosso esporte e com isto estaremos valorizando estas pessoas, nosso esporte e também a cidade”, disse Sérgio Azevedo.


O homenageado

O veterano atleta João Maiochi tem 95 anos e há mais de  70 anos participa das atividades de bocha em Poços de Caldas.
Primogênito de 12 irmãos, João é filho de Giuseppe Maiochi e Maria Basso Maiochi, tradicional família de Poços e do bairro Vila Cruz.
Sua neta Rafaela Maiochi diz que tem muito orgulho do avô ser homenageado. “Acho uma justa homenagem a um homem que dedicou tantos anos de vida a este esporte. A família fica muito feliz”, diz.


A modalidade

A bocha é um dos esportes preferidos dos imigrantes italianos e em Poços isso não é diferente. Membros da família Maiochi dizem que desde pequenos, quando ainda moravam na zona rural, eles observavam os mais velhos jogarem bocha. Cresceram em contato com esse esporte e ainda hoje muitos deles praticam. Os primos Cesar e João Maiochi são dois dos maiores incentivadores do esporte e seus nomes estão diretamente ligados à bocha.