sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Arthur Borelli: a vida no esporte e a construção de um legado

Renan Muniz - O paulista Arthur Borelli sempre foi apaixonado por esportes. Mas a perda dos pais o obrigou a trabalhar desde cedo para vencer na vida. Isso o afastou de sua paixão e acarretou problemas pessoais, que o fizeram repensar seu estilo de vida. Desse momento em diante, o esporte serviu como uma válvula de escape e proporcionou um reinício em sua rotina. Foi o principal combustível para formar um atleta, que se consagrou e agora inspira a sociedade.
Arthur, como quase todo garoto, nasceu com o sonho de ser jogador de futebol, mas aos 12 anos encontrou, na natação, sua principal experiência de vida. “Na água eu pude entender, mesmo jovem, o quanto o esporte poderia agregar na formação da minha personalidade. Pilares como respeito, dedicação, resiliência e muitos outros foram construídos braçada após braçada”.
Essa história teve início de forma singular. Ainda no início da adolescência, perdeu os pais. Com isso, seus tios o colocaram na natação para que pudesse ocupar um espaço fora da rotina escolar. “A natação tomou conta da minha vida, mais do que a própria escola em alguns momentos. Esse foi o único ponto negativo, mas trouxe um grande aprendizado: equilíbrio. Pelo fato de não ter os pais, precisei ganhar a vida um pouco mais cedo. Aos 16 anos, eu estava entre lutar pelo índice brasileiro de natação e pagar as contas de casa. Sem opção, larguei a natação e comecei a trabalhar na área de marketing”.
Naquela época, em 2003 e 2004, o marketing digital dava seus primeiros sinais de crescimento. Arthur deixou o esporte de lado para poder se dedicar à nova carreira. “Com isso ganhei mais de 20 quilos e até um princípio de síndrome do pânico devido à grande pressão que a carreira me impôs. Percebi que estava indo para um caminho errado e decidi retomar as atividades esportivas. Usei isso como uma válvula de escape, buscando apenas algo para descarregar a adrenalina e ansiedade diária. Após três ou quatro anos, passei a ter um estilo de vida muito mais agradável, senti o prazer de praticar esportes novamente e tive uma boa visão de negócios na área de comunicação digital. Notei que poderia fazer disso tudo um universo só: esporte e negócios”.
A partir desse momento, Borelli, como é mais conhecido, passou a dividir sua vida em três pilares: o atleta, o palestrante e o empresário. “Atualmente conduzo o meu lado atleta de uma forma estratégica, colocar muitas vezes a razão na frente da paixão, otimizo meus treinos e tudo mais. Através de palestras motivacionais, compartilho minhas experiências do mercado sobre o quanto o esporte pode agregar na vida de cada um. Seja uma criança sem um futuro trilhado ou um executivo de grande sucesso. Costumo colocar uma meta de tornar a vida de pelo menos uma pessoa da plateia mais equilibrada e feliz. Paralelamente a isso, encontrei no marketing esportivo e no processo pedagógico esportivo (ligado à grandes nomes do esporte nacional e mundial) uma forma de viver profissionalmente, proporcionando às novas gerações algo que na minha infância ainda não existia, no Brasil”.
O esporte virou definitivamente um estilo de vida e passou a motivar Arthur a completar desafios cada vez maiores “Minha paixão sempre foi nadar, mas correr também tomou grandes proporções na minha vida. Não sou nadador, nem corredor, nem triatleta. Prefiro me classificar simplesmente como atleta. Atleta desde sempre. Não importa se estou correndo no parque, na rua, no deserto ou no meio do mato. Tampouco se estou nadando na piscina, no mar ou em água de degelo, pedalando nas montanhas ou onde quer que seja. Da corrida de 5km ao Ironman, dedico sempre o mesmo respeito, intensidade e consequentemente felicidade em poder estar ali vivendo o esporte. Quanto mais diferente, para mim é melhor. Tenho muita vontade de aprender a jogar tênis também, mas isso é mais para frente (risos)”.
Entre tantas competições, o multi-esportista conseguiu se destacar e se superar várias vezes. “Tive algumas conquistas no Campeonato Paulista de natação, que na época era até mais forte do que o Brasileiro. Quando migrei para o triatlo, me saí bem em campeonatos de Sprint e Olímpico mas vejo como principais conquistas minhas participações em dois Ironman’s completos e oito meio Ironman’s, sendo um deles mundial, o qual tive a felicidade de conquistar a vaga e competir em 2017. Corri a Maratona no Deserto mais seco do mundo que é o Atacama, fui o primeiro atleta da América Latina (juntamente com minha dupla de prova) a competir no mundial de SwinRun, modalidade que ainda não chegou a ser praticada por aqui. Foram oito horas de prova cruzando oito lagos em águas que estavam com a temperatura entre 6 e 10ºC  e subindo e descendo 9 trechos de montanha, para um total de 48km de corrida e quase 7km de natação. Recentemente participei da famosa prova Rei e Rainha do Mar, no Rio de Janeiro, que também foi um desafio e tanto ao longo dos mais de 10 quilômetros nadando no mar, em Copacabana, exigindo muita força física e preparo psicológico”.
Todas essas conquistas enchem o atleta de orgulho, o faz querer chegar à lugares cada vez mais distantes e inspirar cada vez mais pessoas. “Enquanto estou praticando esporte, suando a camisa, sentindo o coração bater forte, sou o cara mais feliz do mundo. O desejo maior neste momento é que esse sentimento não acabe. Por isso busco desafios cada vez mais longos! (risos). Muitas vezes me privo até de coisas sociais, em função do esporte. Tudo o que tem bônus, tem ônus. Hoje minha mulher tem um papel muito importante na busca por esse equilíbrio e faz com que o fato de correr uma maratona no deserto ou nadar em agua quase congelada, seja um fator de motivação para todas as pessoas. Tento superar esses desafios para mostrar às pessoas que todos também podem sair de qualquer situação de comodidade, depressão, tristeza e que o esporte é uma ferramenta incrível para isso”.
Poços de Caldas e a Caldense agora fazem parte da rotina de treinos do atleta paulista. “A cidade está virando cada dia mais o quintal de casa. Através da minha mulher, natural de Poços, ganhei uma família gigante aqui e que me apoia em tudo. Vibram com cada treino e conquista. A Caldense, com a estrutura que tem, é excelente para que eu possa seguir os treinos sem perder o ritmo e a cidade tem um clima muito bom. Saio para correr quase todos os dias, uso o bastante o Parque Municipal para treinar específicos, as avenidas e estradas para correr e pedalar e o clube para manter a parte aquática”.
Para o futuro, Borelli segue com o sonho de pregar os valores esportivos por onde passa. “O esporte me ensinou a viver e ser feliz, isso resume tudo. Todas as lições que o esporte me proporcionou, seja em um dia especial ou em uma adversidade absurda, me fez crescer muito. Se eu puder desenvolver algo para Poços, para a Caldense, onde eu consiga tocar a vida de uma criança e vê-la utilizando o esporte como ferramenta para a vida e se tornar alguém diferente lá na frente, serei um cara muito mais feliz”.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caldense treina sem Luiz Eduardo e diretoria procura substituto

Poços de Caldas, MG - O técnico Zezito comandou, na tarde de ontem, um treino coletivo no Ninho dos Periquitos. A atividade não contou com a presença do atacante Luiz Eduardo. Até o fechamento desta edição, a diretoria não havia definido o que fazer com a situação, mas já dava como certa a saída do jogador. O presidente Antônio Bento Gonçalves estava tentando ainda ontem uma solução para o problema, mas já admitia falta de clima para a continuidade de Luiz Eduardo na equipe de Poços de Caldas. O contrato prevê um multa de cem mil reais em caso de saída do atleta, porém, o presidente ainda tentava conversar com dirigentes do Brasil de Pelotas para ver o que poderia ser feito neste sentido. “A Caldense não pode ficar no prejuízo e vamos buscar receber pelo menos parte do que foi investido no atleta”, disse Bento Gonçalves.

Substitutos

A diretoria já corre atrás de substitutos para Luiz Eduardo. Pelo menos três nomes estão sendo sondados e novidades podem pintar ainda hoje no Ninho dos Periquitos. O técnico Zezito comentou sobre a perda de um de seus principais jogadores. “Futebol é assim mesmo e ele está buscando o que é melhor para sua carreira. Conversei muito com ele e disse que se ele ficasse teria que ter a cabeça 100% voltada para a Caldense, caso contrário era melhor sair. Estamos buscando substitutos e temos nomes interessantes que estão conversando e que perto de um acerto”, disse Zezito.

Conversas

A atividade da tarde de ontem começou com uma longa conversa entre a comissão técnica e os jogadores. Depois eles ficaram sob responsabilidade do preparador físico Caldiron e em seguida realizaram coletivo com o professor Zezito. Hoje o treinador volta a comandar treinos no Ninho dos Periquitos e amanhã a equipe segue para Rio Claro para enfrentar o Velo Clube. Será o último jogo-treino antes da estreia no Campeonato Mineiro, dia 17 contra o Democrata de Governador Valadares.

Amor é amor, mas dinheiro...

Ao chegar na Caldense, com juras de amor ao clube, o atacante Luiz Eduardo caiu nas graças da torcida mais uma vez. O jogador era considerado um dos pontos principais do time para a temporada 2018 e na cabeça do torcedor seus gols certamente ajudariam a Caldense nos campeonatos a disputar. Mais aí o amor foi superado por uma proposta salarial bem melhor e Luiz Eduardo está indo embora. Além do dinheiro, o Brasil de Pelotas ofereceu um contrato, já até assinado, de um ano, sendo que por aqui o contrato duraria no máximo três meses. Apenas para o Campeonato Mineiro. Difícil achar que ao procurar uma melhora financeira o jogador está errado, mas certamente o amor neste caso não falou tão alto como se esperava. Fica para a diretoria uma dor de cabeça danada, pois investiu no jogador e até conseguiu parceiros por conta da vinda do atleta ao clube.  Agora é buscar peças de reposição, já que no futebol ninguém é insubstituível.

Negociação
Circulam algumas conversas no meio do futebol que a ida de Luiz Eduardo para o Brasil de Pelotas tem o dedo de pelo menos um antigo dirigente da Caldense, provavelmente dois, sendo inclusive um deles encarregado de espalhar a notícia na imprensa local. Rusgas do passado ainda afetam o futebol da Caldense.

Zezito
Zezito não se mostrou preocupado com a saída de Luiz Eduardo. Segundo ele, com toda a repercussão do caso o jogador acabou ficando sem ambiente para continuar. O treinador prefere olhar para frente, esperar que cheguem reforços e continuar o planejamento que vem sendo feito.

Renan Muniz
Destaque para o trabalho que vem sendo feito por Renan Muniz como assessor de comunicação da Caldense. Durante os jogos, Muniz filma, fotografa, edita, escreve, entrevista e destaca os bastidores do time e com isto ajuda toda a imprensa local que fica por dentro de tudo que acontece na Veterana. Claro que Renan é profissional e preserva detalhes que podem prejudicar o time e com isto vem tendo um trabalho bastante diferenciado. Parabéns ao profissional.

Mak Rádio e TV Poços
Com o início do Campeonato Mineiro uma parceria importante também está se formando. A TV Poços e a Mak Rádio se juntaram e vão fazer a cobertura de todos os jogos da Caldense. A Mak transmitirá ao vivo os jogos em Poços e fora da cidade com apoio da TV Poços. A parceria foi firmada recentemente e divulgada por Alessandro Gaiga e Ildeu Pereira. O time da Mak terá o excelente narrador Reinaldo Silva, comentários de Alessandro Gaiga e Rafael Santos. Uma grande opção para o torcedor da Veterana.

Após seis anos de Europa, atacante Juninho é um dos pilares da Caldense para 2018

Renan Muniz - O atacante Juninho atuou por seis anos na Europa em times da Bulgária e Turquia, onde inclusive foi parceiro de Luiz Eduardo. Após muito sucesso no velho continente, retorna ao Brasil com a expectativa de dar sequência à boa fase.

“Estou muito feliz de estar aqui, fiquei um bom tempo fora e agora retorno contente em ter a oportunidade de jogar por um clube tão bem estruturado como a Caldense” – disse Juninho.

 Questionado sobre as diferenças entre o estilo de jogo entre os países, o jogador diz que já está apto a desempenhar um bom papel. “Apesar de eu ter atuado apenas três meses no Brasil quando estava começando, conheço bem o jeito brasileiro de atuar. Acho que o período de readaptação já passou. Durante esse um mês de pré-temporada pude pegar entrosamento com o grupo e consegui me adaptar bem”.

“O futebol europeu exige muita força para jogar, quem não tiver força tem dificuldade em se adaptar. Não adianta você ser habilidoso, ser o brasileiro que todo mundo quer, mas se não conseguir entrar no ritmo deles não adianta nada” – completou.

Juninho é ídolo do Adana Demirspor, onde atuou entre 2012 e 2014, agora pretende repetir o bom desempenho na Veterana. “Tenho o intuito de ajudar a Caldense a realizar um bom campeonato. Em Adana me saí muito bem, realizei duas temporadas excelentes, foi a cidade onde minha filha nasceu e minha família gosta muito. Creio que possa repetir as grandes atuações aqui em Poços de Caldense e dar muitas alegrias aos torcedores”.

Presidente da Caldense diz que estuda caso Luiz Eduardo

Poços de Caldas, MG – O presidente Antônio Bento Gonçalves falou ontem ao Jornal Mantiqueira sobre a situação do atacante Luiz Eduardo. O dirigente, que estava em viagem de final de ano, retornou nesta quarta-feira e só então tomou conhecimento do que está acontecendo. Segundo ele, o jogador não está liberado e que iria pensar muito na situação durante a noite para tomar uma posição. “O que tenho a dizer para a imprensa e torcedores da Caldense é que o Luiz Eduardo segue como jogador da Caldense. Eu que posso ou não liberar ele do compromisso firmado aqui e digo que até o momento não tenho minha decisão. Vou para casa, pensar com calma, devagar e só então vou ter minha decisão”, falou Bento Gonçalves. Ele, no entanto, salientou que tem uma multa contratual e que se o Brasil, de Pelotas, clube interessado no jogador, não pagar o valor pedido a Caldense não tem como liberar o atacante.
Questionado se outros jogadores da Caldense também receberam propostas Bento Gonçalves tratou de desmentir. “Puro boato, não fui comunicado de nada”, disse.
O caso
O atacante Luiz Eduardo recebeu uma proposta do Brasil de Pelotas. O contrato com o time gaúcho já está nas mãos do jogador. A imprensa gaúcha noticiou ontem como certa a ida do jogador para o time de Pelotas. “Não sei de onde tiraram isto, se a decisão da saída do Luiz é minha e até o momento não decidi nada”, falou o presidente da Caldense.
Luiz Eduardo é uma das principais contratações da Caldense para a temporada 2018. O jogador está treinando normalmente no Ninho dos Periquitos e não comenta a situação. Ele participou de toda a pré-temporada, porém, só esteve em dois jogos-treinos, dos quatro realizados pela Veterana.
Luiz Eduardo tem longa carreira, com passagem por vários clubes médios do país. Ele começou no ABC, em 2006, e passou por Ceará, Santa Cruz, Londrina, Luverdense, Boa Esporte e América/RN e Caldense. Também jogou por três temporadas no Montana e no Etar Tarnovo da Bulgária e esteve no futebol da Turquia. Natural de Parelhas, no Rio Grande do Norte, Luiz Eduardo tem 1,82 m de altura e é um dos ídolos da torcida da Caldense. Foi o principal nome da campanha do vice-Mineiro da Veterana em 2015. O técnico Zezito disse ao Jornal Mantiqueira que torce para que o jogador fique, mas disse que é assunto da diretoria e espera um desfecho feliz para todos os lados. A Caldense estreia no Campeonato Mineiro no próximo dia 17 contra o Democrata em Governador Valadares. Dia 20 o time joga em Poços de Caldas contra o Cruzeiro.

Jogador assina contrato com Brasil, mas não pode sair sem o aval da diretoria

Poços de Caldas, MG – O Jornal Mantiqueira apurou que Luiz Eduardo já assinou o contrato com o Brasil de Pelotas. Este contrato foi apresentado para a diretoria da Caldense. Para a liberação do jogador para o time gaúcho o presidente Antônio Bento Gonçalves tem que assinar também, o que não havia acontecido até a noite de ontem. O jornal conseguiu apurar que jogador e presidente se reúnem hoje para solucionar a situação. Sobre o assunto, o presidente não quis conversar com o jornal Mantiqueira, mas a reportagem descobriu que o clube faz de tudo para que o jogador cumpra o contrato com a Caldense e fique em Poços de Caldas. “Eu já disse que se a imprensa noticiou ontem que a ida do Luiz é certa, estão se adiantando sobre a situação. Ele assinou o contrato mas eu não. E sem minha assinatura ele só sai se o clube interessado pagar a multa”, disse Bento Gonçalves. Sobre a possível saída ser confirmada, o Mantiqueira questionou se algum novo jogador seria contratado. “Já conversamos sobre isto e vamos esperar a definição do caso do Luiz para ver a melhor maneira de agir”, finalizou Bento Gonçalves.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Jogo entre Caldense e Cruzeiro tem horário alterado

Renan Muniz - A Federação Mineira de Futebol alterou o horário de três jogos do Campeonato Mineiro 2018 à pedido da emissora detentora dos direitos de transmissão. O Departamento de Competições da FMF informou que a partida entre Caldense e Cruzeiro, que estava agendada para 20 de janeiro às 17h, será realizada às 21h30 do próprio dia 20.

Os outros confrontos que sofreram mudanças são América x CAP e Boa x Atlético, que acontecerão às 19h30 dos dias 17 e 18 de janeiro, respectivamente.