sábado, 6 de janeiro de 2018

Marcos Alexandre Elias volta a competir em 2018 após séria lesão

Poços de Caldas, MG - Marcos Alexandre Elias, o Queniano, é um dos principais corredores de rua do Brasil. Morando em Poços de Caldas já há bastante tempo, o atleta está voltando a competir em alto nível este ano depois de enfrentar uma contusão que o afastou das corridas por mais de dois anos. Ele acaba de firmar uma importante parceria com a Vogo e acredita que este ano terá uma ótima temporada. “Estou treinando forte. Voltei a correr há seis meses, já que fiquei afastado das competições por mais de dois anos devido a uma lesão, precisei passar por cirurgia, mas agora, recuperado, estou bem e o foco são as principais provas no Brasil e exterior este ano”, disse Queniano. Uma das principais corridas que o atleta tem presença confirmada será a Maratona de Santiago do Chile. Ele já disputou esta prova e tem como melhor resultado um sexto lugar em 2014. Outro objetivo de Queniano para este ano é vencer a Volta ao Cristo. “Quero muito vencer esta corrida pois moro em Poços de Caldas e falta vencer esta prova no meu currículo. Bati na trave algumas vezes, fiz pódios, mas vencer nunca. Ganhar a Volta ao Cristo é um sonho que espero conseguir realizar este ano”, falou o atleta. As outras provas que disputará no ano são Maratona de Porto Alegre, onde ele é bicampeão, Meia Maratona do Rio de Janeiro, prova na qual tem como melhor resultado uma oitava colocação. “Estou muito feliz com minha volta ao atletismo, já que me sinto completamente recuperado da lesão e agora é competir de igual para igual com os africanos que chegam fortes para as corridas no Brasil”, disse Queniano. Cerca de cinco africanos já está confirmados na Volta ao Cristo deste ano. O fato não intimida o atleta radicado em Poços de Caldas que recentemente venceu a Corrida da Unimed. “Eles são fortes, mas estou bem e vou buscar vencer em Poços de Caldas pela primeira vez, independentemente das adversidades da prova”, falou. O atleta finaliza agradecendo o apoio da Vogo, que vem ajudando no transporte, além da Ótica Visão. “São parceiros que ajudam bastante nesta minha volta e só tenho a agradecer o carinho que venho recebendo”, completou Queniano.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Presidente diz que Caldense não levou prejuízo com saída de Luiz Eduardo

Poços de Caldas, MG - Acabou, enfim, a novela de Luiz Eduardo e o jogador foi liberado para o Brasil de Pelotas. A reunião que definiu a situação aconteceu anteontem e foi até altas horas. Ontem, o presidente Antônio Bento Gonçalves conversou com o jornal Mantiqueira e disse que não tinha como ir contra a vontade do atleta. Ele citou que apenas defendeu a Caldense para que o clube não tivesse um prejuízo. “Conversamos bastante e liberamos o Luiz para seguir sua vida. A conversa foi boa para a Caldense,  que não ficou no prejuízo”, disse Bento Gonçalves. Questionado se o valor integral da multa foi pago, ele garantiu que aconteceu um acordo entre as partes e que a Caldense ficou satisfeita com o desfecho.
Na manhã de ontem, o jogador se despediu dos colegas no Ninho dos Periquitos e deve se apresentar novo clube segunda-feira.

Substituto

A diretoria agora concentra suas forças para trazer um substituto para Luiz Eduardo. Ontem, um dos nomes foi descartado, mas outros dois estão na mira. Segundo o supervisor de futebol Luiz Antônio Sebastião, até o início da semana novidades devem aparecer no Ninho dos Periquitos.

Ronaldão

O estádio Ronaldão começará a receber os treinos da Caldense neste próxima semana. Quarta-feira à tarde e sexta-feira à noite Zezito comanda os primeiros treinos no estádio, que sediará os jogos da Caldense. A estreia em casa será dia 20 contra o Cruzeiro.

Torcedor de nove anos sai de São Paulo para conhecer jogadores da Caldense

RENAN MUNIZ
A.A. Caldense

 Poços de Caldas, MG - Na tarde de quinta-feira (04), o Centro de Treinamento Ninhos dos Periquitos recebeu a visita do torcedor da Caldense Gianlucca. O garoto de apenas nove anos, que mora em São Paulo, veio passar as férias na casa dos avós em Poços de Caldas e aproveitou para conhecer os jogadores da Veterana.
Gianlucca chegou ao CT na parte da tarde vestindo uma camisa personalizada da Caldense e acompanhado do avô Osvaldo, que torce para o Verdão desde os tempos de Cristiano Osório. A paixão pelo clube alviverde passou pela família de geração em geração até chegar aos netos.
“Sou apaixonado pela Caldense. Desde que nasci torço pelo clube. Vim aqui para assistir o treino da Caldense. Sempre acompanho os jogos de longe e hoje estou aproveitando para pedir autógrafos e tirar fotos com os jogadores” – disse o jovem, com muita empolgação.
Os olhos de Gianlucca brilhavam a cada jogador que passava e o atendia com carinho. “Sempre temos que confiar na Caldense, nos jogadores, porque a Caldense é um clube muito ajeitadinho. Estou ansioso para os jogos começarem, quero ver os jogadores mostrando suas habilidades. Vou acompanhar todos as partidas e torcer muito!” – completou.

Arthur Borelli: a vida no esporte e a construção de um legado

Renan Muniz - O paulista Arthur Borelli sempre foi apaixonado por esportes. Mas a perda dos pais o obrigou a trabalhar desde cedo para vencer na vida. Isso o afastou de sua paixão e acarretou problemas pessoais, que o fizeram repensar seu estilo de vida. Desse momento em diante, o esporte serviu como uma válvula de escape e proporcionou um reinício em sua rotina. Foi o principal combustível para formar um atleta, que se consagrou e agora inspira a sociedade.
Arthur, como quase todo garoto, nasceu com o sonho de ser jogador de futebol, mas aos 12 anos encontrou, na natação, sua principal experiência de vida. “Na água eu pude entender, mesmo jovem, o quanto o esporte poderia agregar na formação da minha personalidade. Pilares como respeito, dedicação, resiliência e muitos outros foram construídos braçada após braçada”.
Essa história teve início de forma singular. Ainda no início da adolescência, perdeu os pais. Com isso, seus tios o colocaram na natação para que pudesse ocupar um espaço fora da rotina escolar. “A natação tomou conta da minha vida, mais do que a própria escola em alguns momentos. Esse foi o único ponto negativo, mas trouxe um grande aprendizado: equilíbrio. Pelo fato de não ter os pais, precisei ganhar a vida um pouco mais cedo. Aos 16 anos, eu estava entre lutar pelo índice brasileiro de natação e pagar as contas de casa. Sem opção, larguei a natação e comecei a trabalhar na área de marketing”.
Naquela época, em 2003 e 2004, o marketing digital dava seus primeiros sinais de crescimento. Arthur deixou o esporte de lado para poder se dedicar à nova carreira. “Com isso ganhei mais de 20 quilos e até um princípio de síndrome do pânico devido à grande pressão que a carreira me impôs. Percebi que estava indo para um caminho errado e decidi retomar as atividades esportivas. Usei isso como uma válvula de escape, buscando apenas algo para descarregar a adrenalina e ansiedade diária. Após três ou quatro anos, passei a ter um estilo de vida muito mais agradável, senti o prazer de praticar esportes novamente e tive uma boa visão de negócios na área de comunicação digital. Notei que poderia fazer disso tudo um universo só: esporte e negócios”.
A partir desse momento, Borelli, como é mais conhecido, passou a dividir sua vida em três pilares: o atleta, o palestrante e o empresário. “Atualmente conduzo o meu lado atleta de uma forma estratégica, colocar muitas vezes a razão na frente da paixão, otimizo meus treinos e tudo mais. Através de palestras motivacionais, compartilho minhas experiências do mercado sobre o quanto o esporte pode agregar na vida de cada um. Seja uma criança sem um futuro trilhado ou um executivo de grande sucesso. Costumo colocar uma meta de tornar a vida de pelo menos uma pessoa da plateia mais equilibrada e feliz. Paralelamente a isso, encontrei no marketing esportivo e no processo pedagógico esportivo (ligado à grandes nomes do esporte nacional e mundial) uma forma de viver profissionalmente, proporcionando às novas gerações algo que na minha infância ainda não existia, no Brasil”.
O esporte virou definitivamente um estilo de vida e passou a motivar Arthur a completar desafios cada vez maiores “Minha paixão sempre foi nadar, mas correr também tomou grandes proporções na minha vida. Não sou nadador, nem corredor, nem triatleta. Prefiro me classificar simplesmente como atleta. Atleta desde sempre. Não importa se estou correndo no parque, na rua, no deserto ou no meio do mato. Tampouco se estou nadando na piscina, no mar ou em água de degelo, pedalando nas montanhas ou onde quer que seja. Da corrida de 5km ao Ironman, dedico sempre o mesmo respeito, intensidade e consequentemente felicidade em poder estar ali vivendo o esporte. Quanto mais diferente, para mim é melhor. Tenho muita vontade de aprender a jogar tênis também, mas isso é mais para frente (risos)”.
Entre tantas competições, o multi-esportista conseguiu se destacar e se superar várias vezes. “Tive algumas conquistas no Campeonato Paulista de natação, que na época era até mais forte do que o Brasileiro. Quando migrei para o triatlo, me saí bem em campeonatos de Sprint e Olímpico mas vejo como principais conquistas minhas participações em dois Ironman’s completos e oito meio Ironman’s, sendo um deles mundial, o qual tive a felicidade de conquistar a vaga e competir em 2017. Corri a Maratona no Deserto mais seco do mundo que é o Atacama, fui o primeiro atleta da América Latina (juntamente com minha dupla de prova) a competir no mundial de SwinRun, modalidade que ainda não chegou a ser praticada por aqui. Foram oito horas de prova cruzando oito lagos em águas que estavam com a temperatura entre 6 e 10ºC  e subindo e descendo 9 trechos de montanha, para um total de 48km de corrida e quase 7km de natação. Recentemente participei da famosa prova Rei e Rainha do Mar, no Rio de Janeiro, que também foi um desafio e tanto ao longo dos mais de 10 quilômetros nadando no mar, em Copacabana, exigindo muita força física e preparo psicológico”.
Todas essas conquistas enchem o atleta de orgulho, o faz querer chegar à lugares cada vez mais distantes e inspirar cada vez mais pessoas. “Enquanto estou praticando esporte, suando a camisa, sentindo o coração bater forte, sou o cara mais feliz do mundo. O desejo maior neste momento é que esse sentimento não acabe. Por isso busco desafios cada vez mais longos! (risos). Muitas vezes me privo até de coisas sociais, em função do esporte. Tudo o que tem bônus, tem ônus. Hoje minha mulher tem um papel muito importante na busca por esse equilíbrio e faz com que o fato de correr uma maratona no deserto ou nadar em agua quase congelada, seja um fator de motivação para todas as pessoas. Tento superar esses desafios para mostrar às pessoas que todos também podem sair de qualquer situação de comodidade, depressão, tristeza e que o esporte é uma ferramenta incrível para isso”.
Poços de Caldas e a Caldense agora fazem parte da rotina de treinos do atleta paulista. “A cidade está virando cada dia mais o quintal de casa. Através da minha mulher, natural de Poços, ganhei uma família gigante aqui e que me apoia em tudo. Vibram com cada treino e conquista. A Caldense, com a estrutura que tem, é excelente para que eu possa seguir os treinos sem perder o ritmo e a cidade tem um clima muito bom. Saio para correr quase todos os dias, uso o bastante o Parque Municipal para treinar específicos, as avenidas e estradas para correr e pedalar e o clube para manter a parte aquática”.
Para o futuro, Borelli segue com o sonho de pregar os valores esportivos por onde passa. “O esporte me ensinou a viver e ser feliz, isso resume tudo. Todas as lições que o esporte me proporcionou, seja em um dia especial ou em uma adversidade absurda, me fez crescer muito. Se eu puder desenvolver algo para Poços, para a Caldense, onde eu consiga tocar a vida de uma criança e vê-la utilizando o esporte como ferramenta para a vida e se tornar alguém diferente lá na frente, serei um cara muito mais feliz”.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Caldense treina sem Luiz Eduardo e diretoria procura substituto

Poços de Caldas, MG - O técnico Zezito comandou, na tarde de ontem, um treino coletivo no Ninho dos Periquitos. A atividade não contou com a presença do atacante Luiz Eduardo. Até o fechamento desta edição, a diretoria não havia definido o que fazer com a situação, mas já dava como certa a saída do jogador. O presidente Antônio Bento Gonçalves estava tentando ainda ontem uma solução para o problema, mas já admitia falta de clima para a continuidade de Luiz Eduardo na equipe de Poços de Caldas. O contrato prevê um multa de cem mil reais em caso de saída do atleta, porém, o presidente ainda tentava conversar com dirigentes do Brasil de Pelotas para ver o que poderia ser feito neste sentido. “A Caldense não pode ficar no prejuízo e vamos buscar receber pelo menos parte do que foi investido no atleta”, disse Bento Gonçalves.

Substitutos

A diretoria já corre atrás de substitutos para Luiz Eduardo. Pelo menos três nomes estão sendo sondados e novidades podem pintar ainda hoje no Ninho dos Periquitos. O técnico Zezito comentou sobre a perda de um de seus principais jogadores. “Futebol é assim mesmo e ele está buscando o que é melhor para sua carreira. Conversei muito com ele e disse que se ele ficasse teria que ter a cabeça 100% voltada para a Caldense, caso contrário era melhor sair. Estamos buscando substitutos e temos nomes interessantes que estão conversando e que perto de um acerto”, disse Zezito.

Conversas

A atividade da tarde de ontem começou com uma longa conversa entre a comissão técnica e os jogadores. Depois eles ficaram sob responsabilidade do preparador físico Caldiron e em seguida realizaram coletivo com o professor Zezito. Hoje o treinador volta a comandar treinos no Ninho dos Periquitos e amanhã a equipe segue para Rio Claro para enfrentar o Velo Clube. Será o último jogo-treino antes da estreia no Campeonato Mineiro, dia 17 contra o Democrata de Governador Valadares.

Amor é amor, mas dinheiro...

Ao chegar na Caldense, com juras de amor ao clube, o atacante Luiz Eduardo caiu nas graças da torcida mais uma vez. O jogador era considerado um dos pontos principais do time para a temporada 2018 e na cabeça do torcedor seus gols certamente ajudariam a Caldense nos campeonatos a disputar. Mais aí o amor foi superado por uma proposta salarial bem melhor e Luiz Eduardo está indo embora. Além do dinheiro, o Brasil de Pelotas ofereceu um contrato, já até assinado, de um ano, sendo que por aqui o contrato duraria no máximo três meses. Apenas para o Campeonato Mineiro. Difícil achar que ao procurar uma melhora financeira o jogador está errado, mas certamente o amor neste caso não falou tão alto como se esperava. Fica para a diretoria uma dor de cabeça danada, pois investiu no jogador e até conseguiu parceiros por conta da vinda do atleta ao clube.  Agora é buscar peças de reposição, já que no futebol ninguém é insubstituível.

Negociação
Circulam algumas conversas no meio do futebol que a ida de Luiz Eduardo para o Brasil de Pelotas tem o dedo de pelo menos um antigo dirigente da Caldense, provavelmente dois, sendo inclusive um deles encarregado de espalhar a notícia na imprensa local. Rusgas do passado ainda afetam o futebol da Caldense.

Zezito
Zezito não se mostrou preocupado com a saída de Luiz Eduardo. Segundo ele, com toda a repercussão do caso o jogador acabou ficando sem ambiente para continuar. O treinador prefere olhar para frente, esperar que cheguem reforços e continuar o planejamento que vem sendo feito.

Renan Muniz
Destaque para o trabalho que vem sendo feito por Renan Muniz como assessor de comunicação da Caldense. Durante os jogos, Muniz filma, fotografa, edita, escreve, entrevista e destaca os bastidores do time e com isto ajuda toda a imprensa local que fica por dentro de tudo que acontece na Veterana. Claro que Renan é profissional e preserva detalhes que podem prejudicar o time e com isto vem tendo um trabalho bastante diferenciado. Parabéns ao profissional.

Mak Rádio e TV Poços
Com o início do Campeonato Mineiro uma parceria importante também está se formando. A TV Poços e a Mak Rádio se juntaram e vão fazer a cobertura de todos os jogos da Caldense. A Mak transmitirá ao vivo os jogos em Poços e fora da cidade com apoio da TV Poços. A parceria foi firmada recentemente e divulgada por Alessandro Gaiga e Ildeu Pereira. O time da Mak terá o excelente narrador Reinaldo Silva, comentários de Alessandro Gaiga e Rafael Santos. Uma grande opção para o torcedor da Veterana.

Após seis anos de Europa, atacante Juninho é um dos pilares da Caldense para 2018

Renan Muniz - O atacante Juninho atuou por seis anos na Europa em times da Bulgária e Turquia, onde inclusive foi parceiro de Luiz Eduardo. Após muito sucesso no velho continente, retorna ao Brasil com a expectativa de dar sequência à boa fase.

“Estou muito feliz de estar aqui, fiquei um bom tempo fora e agora retorno contente em ter a oportunidade de jogar por um clube tão bem estruturado como a Caldense” – disse Juninho.

 Questionado sobre as diferenças entre o estilo de jogo entre os países, o jogador diz que já está apto a desempenhar um bom papel. “Apesar de eu ter atuado apenas três meses no Brasil quando estava começando, conheço bem o jeito brasileiro de atuar. Acho que o período de readaptação já passou. Durante esse um mês de pré-temporada pude pegar entrosamento com o grupo e consegui me adaptar bem”.

“O futebol europeu exige muita força para jogar, quem não tiver força tem dificuldade em se adaptar. Não adianta você ser habilidoso, ser o brasileiro que todo mundo quer, mas se não conseguir entrar no ritmo deles não adianta nada” – completou.

Juninho é ídolo do Adana Demirspor, onde atuou entre 2012 e 2014, agora pretende repetir o bom desempenho na Veterana. “Tenho o intuito de ajudar a Caldense a realizar um bom campeonato. Em Adana me saí muito bem, realizei duas temporadas excelentes, foi a cidade onde minha filha nasceu e minha família gosta muito. Creio que possa repetir as grandes atuações aqui em Poços de Caldense e dar muitas alegrias aos torcedores”.