quinta-feira, 23 de junho de 2022

Gladstone deverá comandar Caldense nos últimos jogos do Brasileiro

Poços de Caldas, MG – Sem técnico desde a saída de Fahel Júnior, a Caldense deverá ser comandada nos próximos jogos por Gladstone. Ele foi auxiliar técnico de Gian Rodrigues no Campeonato Mineiro. Ainda não se sabe se ele será o treinador do time já neste jogo de sábado contra o Pouso Alegre, pelo Campeonato Brasileiro da Série D. A partida está marcada para o Ronaldão às 16h. A Caldense ainda busca sua primeira vitória na competição e uma vitória no clássico regional poderia resgatar o moral perdido ao longo do campeonato.  Os ingressos para este jogo estão disponíveis. Hoje as vendas acontecem das 8h às 18h no clube. Amanhã as vendas serão a partir das 14h na bilheteria do estádio. Torcida da Caldense na coberta e do Pouso Alegre na descoberta. R$ 20 inteira e R$ 10 meia.

SAF

A diretoria segue em reuniões conversando sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), um modelo especial de constituição de empresas voltada para o futebol no Brasil. O presidente Rovilson Ribeiro está bastante animado com as possibilidades darem certo, mas é criterioso. Ele quer um grupo sério para tomar conta do futebol da Caldense e fazer um time forte para buscar boas temporadas e brigar por coisas maiores no futebol.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Atletas de Poços sofrem injúria racial durante Copa Derla de Handebol

Poços de Caldas, MG – Casos de injúrias raciais estão tomando conta dos noticiários com uma frequência assustadora. É comum numa partida de futebol de campeonatos, por todo o mundo, atletas negros enfrentarem situações de embaraços ao serem chamados de ‘macacos’ e ainda verem torcedores rivais imitando gestos e gritos desses animais. Quem não se lembra do caso do goleiro Aranha, que quando defendia o Santos Futebol Clube foi ofendido por uma torcedora? Indignado, ele colocou a “boca no trombone” e brigou muito até que a torcedora do triste ato fosse punida. Mas de lá pra cá nada mudou e estas ações estão cada vez mais próximas de nós. No último final de semana, aconteceu com atletas do time de handebol de Poços de Caldas que estão disputando a Copa Derla. Em jogo que aconteceu na cidade paulista de Mogi Guaçu, toda vez que atletas negras da equipe de Poços tocavam na bola ouvia-se de um pequeno grupo de torcedores gritos de ‘macaca’.

A treinadora do time, professora Elaine Ferreira, está indignada com a situação e pede providências junto à organização do campeonato. Segundo ela, é inadmissível que atos como este aconteçam nos dias de hoje. Ela contou para o Mantiqueira que pediu a transferência da partida para Mogi Guaçu em jogo diante do time da casa. Elaine relata que no primeiro jogo tudo aconteceu normalmente e o comportamento dos torcedores estava tranquilo. Poços de Caldas venceu o jogo de Mogi Guaçu por um placar tranquilo. Depois aconteceu um intervalo para as jogadoras descansarem e recuperarem a energia. Os problemas começaram no segundo jogo entre os times. Segundo a treinadora Elaine, o comportamento da torcida começou a ficar alterado no segundo tempo. “Comecei a perceber a torcida mais ofensiva, com xingamentos direcionados para nossas atletas e muitos palavrões. O que mais me deixou triste foi que ao olhar para a arquibancada uma suposta mãe de uma atleta do time de Mogi ameaçava minhas atletas que passavam pelo alambrado. Eram ameaças verbais pesadas e sinais de que poderiam partir para uma agressão física após o jogo”, conta a professora, que disse ter ficado bastante incomodada com toda a situação, mas resolveu manter seus atletas em quadra. À medida que a partida foi se aproximando do final o caso foi ficando mais grave. A professora conta que faltando dez minutos para o fim da partida as ofensas preconceituosas começaram. “Comecei a escutar gemidos da arquibancada imitando o som de macaco. Neste momento, voltei para o treinador do time da casa e perguntei se ele tinha ouvido e ele disse que não. Aí me virei para a mesa e disse que não admitiria aquela situação e me foi pedido para ter calma”, conta Elaine. A professora disse que decidiu seguir no jogo para ver se aquela situação constrangedora terminava, mas não foi o que aconteceu. “Mais torcedores começaram a imitar sons de macaco e isso toda vez que atletas meus pegavam na bola e acontecia justamente com as minhas atletas negras que estavam no lance com a posse de bola”, disse Elaine. Neste momento, ela conta que pediu para o árbitro parar com o jogo porque caso contrário retiraria o time de quadra. 

Elaine conta que ele realmente parou o jogo e escutou seus argumentos. A professora conta que o árbitro disse em primeiro momento que não tinha ouvido nada pelo fato de estar concentrado no jogo. “Mas neste exato momento aconteceram novos gritos e o árbitro foi até a arquibancada, conversou com as pessoas, alertou que o ato que estavam cometendo era crime. O grupo negou que estaria ofendendo as atletas de Poços, inclusive aquela pessoa que parecia mãe de atleta disse que nada tinha ocorrido”, conta a professora. 

Depois da intervenção do árbitro os ataques cessaram e a partida teve seu retorno. Elaine conta que as atletas que estavam sendo ofendidas foram tiradas do jogo para serem preservadas. No final do jogo a arbitragem se reuniu com as atletas e lamentou o acontecido, citou casos graves que resultaram até em mortes em outros locais e pediu para o fato não se repetir. “Minha revolta é que o time da casa não interveio. Se acontecesse em Poços eu teria parado o jogo e conversado com as pessoas. Se continuasse eu pediria para a pessoa se retirar. Estamos lidando com meninas de 12 a 16 anos, elas ficaram muito abaladas. Estou há muito no handebol e foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. No dia seguinte até me condenei por não ter feito algo mais enérgico, um Boletim de Ocorrência, algo neste sentido, a situação me deixou em choque e a primeira coisa que eu fiz foi tentar proteger as meninas. Elas estão disputando campeonatos importantes e nunca tinha acontecido isto”, conta a professora. “Me chamou a atenção do time adversário não ter nenhuma atleta negra e no meu time tinha seis atletas negras. Lamento a situação, já que aos meus olhos todas são iguais, independentemente da cor de pele. Nunca pensei que isso pudesse ser arma para ataques, mas realmente acontece, as pessoas são tratadas por cor e as pessoas se acham superiores a uma negra. Muito triste”, finalizou a professora.

Ela relatou todos os fatos para os organizadores do campeonato e espera uma providência. Neste domingo a equipe de Poços volta a quadra e a professora Elaine conta que será feito um protesto contra o racismo. 


Resposta

A Liga Derla Jandaia foi procurada pelo Mantiqueira e enviou a seguinte nota: “Recebemos os relatórios de ambas as partes envolvidas e da arbitragem. Tudo foi enviado à comissão disciplinar para analisarem. Nós, da Liga Derla Jandaia, repudiamos quaisquer atos racistas ou preconceitos. Reforçamos que o respeito ao próximo, as diferenças raciais, culturais e etnias, são pilares desenvolvidos pela organização da competição”.


Zona sul recebe 1o. Festival de Cricket entre os projetos

poços de Caldas, MG – Ontem foi dia de muita comemoração para os projetos de cricket realizados em Poços de Caldas. Após dois anos, por conta da pandemia, foi realizado o Festival de Cricket. O evento aconteceu no parque ecológico da zona sul e contou com cerca de 300 alunos e mais de 30 projetos. Participaram do Festival o Lar Criança Feliz, PMJ São José, Escola Wilson Hedy Molinari, CEU Itamaraty,  Casa do Menor, Escola João Pinheiro, Galpão das Artes. Botelhos/Palmeiral, ECAH, Mamud, Caldense/Municipal, Pacheco, Abaco, Casa do Caminho,  PMJ Santa Maria, Teixeira, Apae, PMJ Vilas Unidas, PMJ João Monteiro e Casa do Caminho. “Um momento de comemoração ver estas crianças praticando o cricket, voltando aos projetos e isso é muito bacana. Todos estavam com saudades destas atividades”, destacou o professor Richard Avery. Ele comemora o crescimento do cricket e o grande número de alunos que estão motivados pela modalidade. Richard destaca que os projetos ajudam o desenvolvimento do esporte na cidade e revelam bons valores que podem chegar até às seleções do Brasil masculina e feminina.

O Festival é um projeto aprovado pela prefeitura de Poços de Caldas através de um repasse financeiro que torna possível a parte estrutural para atender os alunos. Durante as partidas do festival os alunos seguem várias regras, sendo que serão quatro etapas e o campeão será o time que maior pontuação tiver ao longo das etapas. “Teremos medalhas para os campeões, porém, o importante disso tudo é que a criança se divirta, pratique o cricket e tenha mais entusiasmo e goste cada vez mais de praticar este esporte contagiante”, disse o professor Alexandre Felipe.

Região

Depois de conquistar Poços de Caldas e tornar a cidade um polo brasileiro de cricket, a modalidade está atravessando fronteiras. Diversas cidades da região estão recebendo a modalidade e buscando o mesmo sucesso que os projetos conseguiram por aqui. O Festival realizado ontem em Poços de Caldas recebeu a visita do prefeito de Botelhos Eduardo Oliveira e do secretário de Esportes daquela cidade Danilo Nannini de Paula. “O cricket vem sendo uma novidade para Botelhos, que está tendo uma grande adesão por parte das crianças e das famílias. Está ainda trazendo um grande desenvolvimento, principalmente na parte social, já que temos este compromisso de estar tirando as crianças das ruas. O cricket é um esporte barato e que vem fazendo muito sucesso entre nossas crianças’, disse o prefeito.

Para o secretário de Esportes Danilo, o modelo implantado em Poços de Caldas é um grande diferencial e tem tudo para ser copiado em todo o Brasil. “Trata-se de um esporte bem diferente para nossa comunidade em Botelhos, mas está dando muito certo, estamos com bastante adeptos tanto na cidade como nos distritos de Palmeiral e São Gonçalo. Estamos vendo com bons olhos tanto na parte esportiva quanto na parte social para que ajude as crianças a terem uma opção para deixar as ruas e saírem da frente dos computadores”, falou o secretário de Esportes de Botelhos.

O coordenador do projeto do cricket em Botelhos é Franco Otávio Martins. Ele destaca que o sucesso do esporte em Poços de Caldas chama a atenção e isso fica provado no interesse do prefeito de Botelhos, que logo implantou a modalidade na cidade. ‘Foi um trabalho que começou em março e que vem dando resultados rapidamente”, disse Franco. No festival realizado ontem em Poços de Caldas 32 crianças dos projetos de Botelhos estiveram presentes. Elas fazem parte do programa Virando o Jogo.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Times 30+ e 55+ da Veterana são campeões do 5º Conexão Caldense de Vôlei Feminino

 Times 30+ e 55+ da Veterana são campeões do 5º Conexão Caldense de Vôlei Feminino

Renan Muniz 

No final de semana ocorreu o 5º Conexão Caldense Vôlei Feminino 2022, competição que reuniu mais de 550 atletas  de 49 equipes, provenientes de cinco diferentes estados. Os jogos foram realizados em diversas quadras da cidade, inclusive na sede da Veterana, nas categorias 30+ até 59+. A Caldense participou com os times 30+ e 55+, e foi campeã nas duas categorias.


A equipe 30+ da Veterana estreou com vitória por 2 a 0 no Comary, com parciais de 25-7 e 25-16. Depois seguiu sua trajetória na competição, jogou contra Princesas e avançou para a decisão, quando venceu o Alphavolley por 2 a 0, parciais de 25-12 e 25-22 e foi campeã.


Já o time feminino 55+ estreou diante da AABB de Belo Horizonte, depois jogou contra Princesas. Classificou para a decisão da Série Prata e ficou com o título ao vencer o Alexandre BH Vôlei por 2 a 0, com parciais de 25-16 e 25-16.


Basquete adulto da AAPC/Poços/Caldense dá show e está na final da Lidarp

Poços de Caldas, MG - Quem foi no ginásio da Caldense no último domingo presenciou mais um show do time de Poços de Caldas, representado pela Associação Atlética Caldense e comandada pelo técnico Otávio Damião.

Com jogadas rápidas e sem dar chances para o adversário, o time de Poços de Caldas venceu por 103 a 34. A cidade de Alfenas, adversária em quadra, nada pode fazer para impedir as ações dos comandados de Damião. “Nosso time fez um grande campeonato, mas ainda não acabou. Agora teremos uma decisão diante de Pouso Alegre e será um jogo duro”, disse o treinador. A Caldense terá um treino na semana. “Vamos tentar fazer alguns ajustes para entrar bem na quadra no domingo”, disse. Apesar de ainda não ter sido divulgada oficialmente, a sede do jogo deverá ser a Caldense e com isto novamente a arquibancada deverá ficar lotada. “Nossa torcida é o diferencial, está nos ajudando muito e na final não será diferente”, finalizou Damião. 

O jogo semifinal foi acompanhado pelo secretário de Esportes Pelezinho e Marcela Carvalho. 

Dose dupla: Caldense vence também pela Copa Difusão

Poços de Caldas, MG - Para completar o domingo o time sub-17 da Caldense entrou em quadra pela Copa Difusão de basquete. A equipe também é comandada por Otávio Damião e venceu Muzambinho por 56x51.

A competição ainda está na fase classificatória e a partida foi bastante equilibrada.  


Especializado

Para Ailton Lopes, coordenador de esportes espacializado da Caldense, as vitórias mostram o grande trabalho que vem sendo feito no clube. “Basquete, voleibol e outros eventos estão agitando a Caldense e o clube está bastante movimentado. Na semana que vem teremos mais eventos e estamos tomando todos os cuidados para que tudo aconteça dentro da maior segurança”, falou Lopes. 

Poços-caldense é o 16° atleta mais bem condicionado da América do Sul

Poços de Caldas, MG - Pelo sexto ano consecutivo, Fábio Dechichi se classificou e competiu no maior campeonato de crossfit da América do Sul, a Copa Sur. Para conseguir a vaga, ele passou inicialmente por uma seletiva com cerca de 6 mil atletas, quando os 600 melhores se classificaram para uma segunda etapa e finalmente os 30 melhores atletas da América do Sul garantiram o direito de disputar duas vagas para o Campeonato Mundial. O evento aconteceu em Vitória-ES entre os dias 10 a 12 de junho e Fábio acabou finalizando a competição na 16ª colocação, o que lhe dá o título de 16° homem mais bem condicionado da América do Sul.

“Eu particularmente estou bem feliz com meu resultado. Fui para o evento com a pretensão de finalizá-lo em top 15, mas acabei batendo na trave por apenas uma posição”, diz.

Daqui um mês, Fábio participa, pelo oitavo ano, do Campeonato Brasileiro de CrossFit, conhecido como TCB. Ele chega na competição como um dos atletas mais cotados para subir ao pódio.

Já há quase uma década no crossfit (além dos mais de 10 anos como atleta de alto rendimento no judô representando a cidade), Dechichi é o único professor residente na cidade com a certificação Level 2 da modalidade e traz uma vasta bagagem de conhecimento e há quase dois anos tem o seu próprio espaço de treinamento.

“Para quem quiser conhecer nosso trabalho é só agendar uma aula experimental. Nosso Instagram é @cfdechichi e atualmente estamos na rua Antônio Matavelli Sobrinho, 367, na rua do Campinho do Barcelona.”