sábado, 12 de julho de 2025

Grupo AsMarias realiza Trilha da Lua Cheia e promove experiência única de esporte, conexão e renovação

 Poços de Caldas, MG – O grupo de caminhadas AsMarias  realizou no início de julho sua primeira Trilha da Lua Cheia, proporcionando às participantes uma experiência que uniu prática esportiva, convívio social e contato com a natureza em um formato inovador e inspirador.

A atividade, que ocorreu durante o entardecer e início da noite, foi pensada como uma forma de romper com a rotina tradicional das caminhadas diárias. O grupo partiu por volta das 18h30 e retornou às 21h, após um percurso leve e acessível a todas as participantes. Em meio ao trajeto, uma parada estratégica em uma clareira possibilitou momentos de integração e contemplação, iluminados pela lua cheia que dominava o céu da noite fria e limpa de inverno.


Lua do Veado: simbolismo e renovação

Mais do que uma simples trilha noturna, o evento teve um significado simbólico especial. A edição coincidiu com a chamada “Lua do Veado” (ou “Buck Moon”, em inglês), como é conhecida essa fase lunar de julho segundo o Old Farmer’s Almanac, tradicional publicação norte-americana. A nomenclatura tem origem nos ciclos naturais dos cervos: é nessa época que os machos começam a renovar seus chifres, simbolizando força, crescimento e transformação.

“A ideia é sempre trazer algo novo, que motive, que inspire. Essa foi nossa primeira trilha da Lua Cheia e teve um clima mágico. A fogueira, o milho assado, o marshmallow, a lua no alto... tudo isso nos conectou com uma energia muito especial”, relatou uma das idealizadoras do projeto. Cerca de 40 mulheres participaram da atividade, em um clima de acolhimento, liberdade e pertencimento.


Esporte além da performance

Mais do que um momento de lazer, a iniciativa reforça o papel fundamental do esporte como elemento de bem-estar, socialização e saúde física e mental. “Quando se fala em esporte, muita gente pensa apenas no atleta profissional. Mas o esporte é muito mais do que isso. Ele deve estar presente no cotidiano de todas as pessoas, especialmente das mulheres. A prática regular, aliada a experiências criativas como essa, mantém viva a motivação”, destacou Luciana Marinoni, criadora do grupo.]

O grupo AsMarias já é conhecido em Poços de Caldas por promover caminhadas urbanas, trilhas em meio à natureza e ações que valorizam a autoestima feminina por meio do movimento e do cuidado com o corpo e a mente. Com a Trilha da Lua Cheia, amplia-se ainda mais o propósito do grupo de tornar o esporte acessível, prazeroso e integrador.


Próximas edições

Diante do sucesso da atividade, novas edições da Trilha da Lua Cheia já estão sendo planejadas, com o objetivo de manter o encantamento da novidade e oferecer sempre uma nova perspectiva para o simples ato de caminhar. “A gente sai da mesmice. Caminhar é bom, mas inovar é ainda melhor. E quando você tem uma lua cheia dessas te guiando, tudo ganha um brilho diferente”, concluiu Luciana.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Ginástica Rítmica de Poços de Caldas conquista 70 medalhas no Torneio da Primavera em Mogi Mirim

Poços de Caldas, MG – No último dia 12 de outubro, a equipe de Ginástica Rítmica de Poços de Caldas teve uma participação de grande destaque no Torneio da Primavera, realizado na cidade de Mogi Mirim (SP). O evento reuniu mais de 800 atletas de 20 equipes vindas de diversas cidades dos estados de Minas Gerais e São Paulo, em uma intensa disputa de alto nível técnico e esportivo.

Representando com orgulho o projeto de Ginástica Rítmica que acontece no Clube da Alcoa, por meio da iniciativa Poços Ativa e com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, as 24 ginastas poços-caldenses brilharam nas apresentações e voltaram para casa com um total de 70 medalhas conquistadas, além das maiores notas em suas categorias, evidenciando a qualidade do trabalho desenvolvido em Poços de Caldas.

“Foi um desempenho surpreendente. O resultado reflete o trabalho conjunto da equipe e o alto nível de competência e dedicação dessas jovens atletas”, comemorou a professora Marcella Cristina Moraes, que comanda os treinos da equipe com energia, técnica e sensibilidade. “Estou muito orgulhosa. Cada apresentação foi um reflexo do empenho que vemos diariamente nos treinos”, completou.

As aulas de Ginástica Rítmica são gratuitas e ocorrem no Clube da Alcoa, sempre às terças e quintas-feiras. O projeto está aberto a novas alunas, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (35) 99218-2651 ou pelo Instagram @gr_pocosdecaldas.

“Essa iniciativa oferece uma oportunidade valiosa para que jovens talentos desenvolvam suas habilidades na modalidade e representem nossa cidade em vários eventos”, destacou Tatiane Aparecida da Silva, coordenadora do Clube da Alcoa. Para o coordenador Erik Pereira da Silva, o projeto vai muito além do esporte. “O impacto é social, educacional e emocional. Ver essas meninas crescendo com o esporte é gratificante”, reforçou.

A coordenadora do projeto Poços Ativa, Alessandra Borges, também celebrou a conquista da equipe no torneio e enalteceu o trabalho desenvolvido pela professora Marcella e sua equipe. “O Poços Ativa é o maior programa de esportes do Sudoeste de Minas Gerais. Ver essa evolução e essas conquistas da Ginástica Rítmica é algo inestimável. Temos muito orgulho em ter essa modalidade e essa professora espetacular no nosso projeto.”


Projeto “Judô Semeando o Futuro” celebra graduação com festival e presença das famílias

Idealizado pelo professor Ronaldo Rezende Figueiredo, iniciativa atende cerca de 60 pessoas e é mantida pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, com patrocínio da Unimed


Poços de Caldas, MG – A última semana foi marcada por uma verdadeira festa do esporte e da inclusão no bairro Maria Imaculada. O Projeto Judô Semeando o Futuro, coordenado pelo professor Ronaldo Rezende Figueiredo, realizou seu festival de graduação do primeiro semestre, reunindo alunos, pais, familiares e apoiadores em uma manhã especial de celebração, superação e conquistas.

O evento aconteceu no Centro Comunitário Maria Imaculada  e contou com demonstrações práticas, apresentações técnicas e troca de faixas dos alunos que avançaram nos ensinamentos da arte marcial japonesa. A cerimônia destacou a importância da atividade física como ferramenta de formação social e reforçou os laços entre as famílias envolvidas no projeto.

“O projeto Judô Semeando o Futuro, que acontece através da Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, com apoio da Unimed Poços de Caldas, nosso patrocinador. Este festival é um momento para mostrar o que as crianças aprenderam no semestre, mas também para reforçar que o projeto segue firme: mesmo em julho, continuamos com as aulas normalmente”, explicou o professor Ronaldo.

Projeto cresce com apoio da comunidade e participação dos pais

Atualmente, o projeto atende cerca de 60 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos. Um dos diferenciais é justamente a integração das famílias. “A maioria dos adultos que participam são pais dos alunos. Então formamos uma verdadeira família treinando junto, crescendo juntos através do judô”, destacou o professor.

As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras, das 8h30 às 10h45, divididas em duas turmas, no próprio Centro Comunitário do bairro. O ambiente acolhedor e familiar tem contribuído para o sucesso da iniciativa, que já percorreu outros espaços desde sua criação, em 2019.

“O projeto já passou por outros locais, mas aqui no Maria Imaculada ele encontrou uma base sólida. As pessoas estão aderindo, conhecendo o projeto, as famílias apoiam. Isso é o mais importante”, avalia Ronaldo, que pratica judô há mais de quatro décadas e começou sua trajetória no esporte aos nove anos.


A força do esporte e da política pública de incentivo

A continuidade e o fortalecimento do “Judô Semeando o Futuro” são garantidos por meio da Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, instrumento legal que permite a captação de patrocínio de empresas locais em projetos esportivos com relevância social. A Unimed Poços de Caldas, parceira de longa data, atualmente apoia 27 projetos esportivos no município.

“A Lei Municipal é fundamental para que tudo isso aconteça. Ela permite que patrocinadores como a Unimed abracem a causa e ajudem a manter projetos como o nosso em funcionamento. Sem esse apoio e o envolvimento da Secretaria Municipal de Esportes, seria muito mais difícil”, pontua o professor.


Judô como ferramenta de disciplina, saúde e convivência

Para além dos aspectos técnicos, o projeto busca promover valores essenciais como respeito, disciplina, assiduidade e convívio em grupo. “Toda atividade física é importante, mas quando conseguimos envolver a família nesse processo, tudo fica ainda mais significativo. O judô não é só um esporte, é uma filosofia de vida”, diz Ronaldo.

Com quase 30 anos de experiência como professor de judô e mais de 40 como praticante, Ronaldo segue motivado em levar o esporte a quem mais precisa, especialmente crianças em idade escolar. “O importante é que a atividade física seja feita com frequência, que o aluno aprenda a ter responsabilidade desde cedo. Isso a gente ensina no tatame e leva para a vida.”


Como participar

Quem tiver interesse em participar do projeto pode procurar diretamente o Centro Comunitário Maria Imaculada, às segundas e quartas-feiras. As aulas são gratuitas e abertas à comunidade. “O ideal é chegar às 9h30, que é o horário da segunda turma. Mas quem quiser começar mais cedo, pode vir às 8h30 também. Todos são bem-vindos”, reforça o professor.

Escola Zico 10/Coopoços completa 15 anos com legado de formação e inclusão em Poços

 Poços de Caldas, MG – Na segunda reportagem especial da série que celebra os 15 anos da Escola de Futebol Zico 10/Coopoços, o Jornal Mantiqueira traz uma entrevista exclusiva com Ana Alice de Souza, presidente da Coopoços, que compartilha sua trajetória à frente da instituição e sua ligação afetiva com o projeto, que se consolidou como uma das principais iniciativas de formação de base do futebol mineiro desde sua criação, em setembro de 2010.

Ana Alice assumiu a presidência da Coopoços em 2018, sucedendo Sérgio Azevedo, e desde então tem sido uma das principais incentivadoras da Zico 10. “Em 2018, quando eu assumi a presidência da Coopoços, esse trabalho da escolinha – a gente chama carinhosamente assim – já era uma referência. A Escola Zico 10/Coopoços já vinha de um trabalho belíssimo, iniciado em 2010 com o Paulista e fortalecido a partir de 2015 com a chegada do Zé Carlos, que assumiu a coordenação e trouxe ainda mais energia para a equipe”, contou.

Muito além do futebol: a transformação social

Para Ana, a Escola Zico 10 não é apenas um campo de formação de atletas, mas um espaço de transformação social. “O futebol é muito mais do que a chance de virar profissional. A gente planta a sementinha e vê muitos frutos surgindo. Alguns meninos realmente trilham o caminho profissional, mas o mais importante é o que a escola representa: tirar a criança da rua, oferecer um ambiente de convivência, de respeito, de crescimento pessoal e familiar”, enfatizou.

Ela destaca que o trabalho da escola envolve diretamente as famílias e promove valores fundamentais. “É um trabalho de formiguinha. O futebol contagia, une. Ele ensina a ganhar, mas também a participar e respeitar. O menino aprende amor, convivência, compartilhar. É uma construção coletiva que envolve os atletas, os técnicos, os pais, todo mundo.”


Um legado de conquistas e troféus

Com orgulho, Ana faz questão de lembrar a trajetória de conquistas da escola. “É só olhar os troféus aqui. A gente tem muitos. Cada título é uma celebração, é uma festa para os meninos, para os pais e para toda a equipe. E isso não tem preço.”

Ela reforça que a base sólida construída ao longo dos anos só foi possível graças à dedicação de profissionais comprometidos. “O que está sendo feito ali é com seriedade, responsabilidade, carinho e muito amor. E é isso que mantém a escola viva e forte.”


Participação ativa  em campeonatos e novos projetos

A presidente ressalta que a escola nunca se acomodou. “A Escola Zico 10/Coopoços está sempre participando de campeonatos, inovando. Neste ano, por exemplo, estamos preparando uma comemoração especial pelos 15 anos. Vai ser um momento de celebração, de união.”

Além disso, Ana fala sobre os sonhos que continuam sendo cultivados no dia a dia. “Temos muitos projetos pela frente. Queremos seguir levando nossos meninos para vitórias dentro e fora de campo. Já tivemos atletas encaminhados para clubes como Ponte Preta, Guarani, Corinthians, Flamengo, São Paulo, Santos, Palmeiras, Red Bull Bragantino, até clubes de Curitiba. E queremos mais. Essa é a nossa meta.”


Família Zico 10/ Coopoços: uma rede de confiança

Outro ponto destacado pela presidente é a confiança que as famílias depositam na escola. “A conquista de um menino não é só dele. É da família, dos coordenadores, de quem treina, de quem incentiva. Quando vamos para campeonatos fora de Poços, os pais vão junto, acampam, vibram, participam. Isso mostra a força e a confiança que existe nesse projeto.”

Ana finaliza com um recado emocionado: “Hoje temos meninos que entraram crianças e agora já são adultos. Mas o que fica é a continuidade. E é isso que queremos: continuidade com propósito, com amor, com sonhos. A Escola Zico 10/Coopoços é uma família. E esse trabalho, se depender de nós, nunca vai parar.”


A excelência de um projeto transformador

Poços de Caldas, MG – Esta reportagem da série especial do Jornal Mantiqueira sobre os 15 anos da Escola de Futebol Zico 10/Coopoços traz um mergulho nos bastidores do projeto pelas palavras de José Carlos Quiciri, coordenador geral da escolinha e uma das figuras mais importantes no processo de crescimento e profissionalização da iniciativa.

Ex-atleta profissional, Quiciri encerrou sua carreira em 2012 e logo encontrou uma nova vocação: formar talentos e cidadãos por meio do esporte. “Comecei a trabalhar em uma escola de futebol aqui da cidade, mas em 2015 tive a oportunidade de vir para a Zico 10, através do Paulista. Em 2017, assumi a coordenação e, a partir daí, começamos a reestruturar o projeto de forma profunda”, relembra.


Transição e crescimento: da estrutura local à inserção regional

Ao assumir a coordenação, José Carlos participou de uma fase de transição na Coopoços, com a saída do então presidente Sérgio Azevedo e a chegada de Ana Alice de Souza. A nova gestão trouxe também um novo rumo à escolinha. “Começamos a redirecionar o trabalho. Até então, estávamos restritos a Poços de Caldas, mas passamos a buscar novas experiências, novas competições, novos ambientes para o desenvolvimento dos meninos. Isso ampliou as perspectivas e agregou muito em termos de formação.”

Segundo ele, esse movimento exigiu enfrentamento de muitos desafios – técnicos, estruturais e também humanos. “Lidar com as crianças é uma missão maravilhosa, mas desafiadora. Além disso, também temos que lidar com os familiares, com realidades muito diferentes. Nosso objetivo sempre foi formar cidadãos. E para isso, enfrentamos muitos percalços.”


Formação que vai além do campo

Para Quiciri, a base do sucesso do projeto está na visão de que o futebol é uma ferramenta de educação e desenvolvimento pessoal. “Através do esporte, queremos formar caráter, respeito, disciplina. Não se trata apenas de treinar. Trata-se de transformar.”

Esse trabalho gerou frutos não só entre os atletas, mas também no próprio desenvolvimento do coordenador. “A partir desse processo, finalizei minha faculdade, fiz duas especializações e conquistei a Licença da CBF. Todo esse conhecimento foi aplicado na escola. E a estrutura da Zico 10 também evoluiu junto.”


Modernização e profissionalismo

O coordenador destaca que hoje a escolinha tem um dos processos mais modernos da região. “Toda nossa inscrição, controle de alunos, banco de dados é feito via aplicativo. Automatizamos o sistema e isso gera organização e eficiência. Quem chega aqui tem uma impressão muito positiva do trabalho.”

Além disso, o crescimento da equipe técnica foi essencial. “Começamos só com o professor Canhoto e eu. Hoje temos cinco professores. O Canhoto cuida de duas categorias, temos o Miller com o sub-15 e sub-16, o Marquinhos com o sub-7 e sub-9, e um estagiário em formação como treinador de goleiros.”


Currículo estruturado e metodologia própria

Outro ponto de destaque é o planejamento técnico da Zico 10/Coopoços. “Não fazemos um trabalho aleatório. Desenvolvemos um currículo metodológico completo, com sessões de treino planejadas, programação semanal, mensal, semestral. Isso nos dá um norte e garante evolução contínua dos alunos.”

Essa metodologia foi crucial para que a escola atingisse resultados inéditos na formação de atletas de alto rendimento. “A Zico 10/Coopoços, até onde sei, é a única escola de futebol da cidade que levou um atleta da base à Seleção Brasileira. É um orgulho enorme.”


Atletas revelados: da base local para o cenário internacional

Entre os exemplos de sucesso, Quiciri cita com orgulho o goleiro Santiago, que saiu da Zico 10 direto para o Atlético Mineiro e, de lá, foi convocado para a Seleção Brasileira de base. Outro destaque é Carlinhos, ex-aluno da escolinha que foi para o Palmeiras e hoje atua no futebol europeu, na segunda divisão de Portugal. “Esses são apenas dois nomes. Temos vários meninos em fase de formação que têm muito potencial. A safra que vem por aí é muito promissora”, garante.


Um projeto que não para de crescer

A pandemia poderia ter sido um obstáculo, mas, segundo José Carlos, foi o contrário. “Depois da pandemia, nosso projeto cresceu muito. Fechamos todos os anos com crescimento, nunca com redução. E isso só é possível porque temos uma diretoria que acredita no trabalho e uma comissão técnica que persevera.”

Ele finaliza com uma visão de futuro e compromisso com o legado da Zico 10. “Hoje, a escola está consolidada como referência, mas o nosso foco é seguir crescendo. Mais do que formar jogadores, queremos continuar formando pessoas, com seriedade, planejamento e paixão pelo que fazemos.”

Projeto é exemplo de união, cooperação e transformação social

Poços de Caldas, MG –  Para Rogério Moisés, diretor administrativo da Coopoços, a escola Zico 10 é o reflexo direto do que a união e o comprometimento coletivo podem alcançar.

“Antes de tudo, a gente precisa refletir sobre o que possibilitou tudo isso: a cooperação entre os servidores que fazem parte da nossa cooperativa. Foi graças a esse espírito cooperativo que conseguimos criar e manter um projeto tão importante como a Escolinha Zico 10”, afirma Rogério.

O diretor destaca que o impacto do projeto vai muito além dos cooperados. “Esse trabalho atinge também toda a comunidade, inclusive com alunos encaminhados pela Prefeitura de Poços de Caldas, por meio da Promoção Social. Ou seja, a escolinha não é só para os filhos de cooperados: ela tem um papel social muito claro, alcançando crianças de diversas realidades.”

Rogério lembra ainda que a comemoração dos 15 anos acontece em um momento simbólico: o Ano Internacional do Cooperativismo, em que o próprio Zico é garoto-propaganda do movimento. “É uma grande coincidência, mas também muito representativa. O Zico, que dá nome à escola, é um símbolo nacional e internacional de excelência e ética no futebol. Tê-lo vinculado ao cooperativismo reforça tudo o que defendemos e praticamos aqui.”

Para o diretor da Coopoços, um dos grandes motivos de orgulho está na seriedade com que o projeto é conduzido. “A dedicação dos profissionais, o cuidado com cada etapa, com cada criança, com cada família... Tudo isso mostra o quanto essa escola é feita com responsabilidade. O sucesso que vemos hoje é o resultado direto desse engajamento coletivo.”

Ao longo dos anos, a escola já revelou talentos que chegaram ao futebol profissional, mas também – e principalmente – formou centenas de cidadãos mais conscientes, disciplinados e integrados à sociedade.

“Ver os meninos crescendo, se desenvolvendo dentro e fora de campo, acompanhados por suas famílias, muitos deles tendo ali o primeiro contato com a responsabilidade, com o trabalho em equipe, com a superação. Isso tudo é muito gratificante”, completa.


Um futuro sustentado pela cooperação

Rogério acredita que o caminho trilhado até aqui é só o começo. “A Zico 10/Coopoços é um projeto vivo. E enquanto houver essa união entre os cooperados, essa confiança da diretoria, o trabalho sério dos profissionais e o apoio das famílias, ele continuará crescendo, evoluindo e fazendo a diferença.”

Para ele, os 15 anos celebrados agora são a prova concreta de que o cooperativismo é um motor poderoso de transformação social. “Tudo isso nasceu da vontade de fazer mais e melhor pelas nossas crianças. E essa vontade continua firme.”

Caldense recebe alunos da ADEFIP nas clínicas da JR.NBA

Na última quarta (9/7), a Associação Atlética Caldense promoveu uma ação emocionante e inclusiva no Ginásio Agostinho Loyola. Como parte da programação das Clínicas da Jr. NBA, o clube recebeu os alunos da ADEFIP (Associação dos Deficientes Físicos de Poços de Caldas) para uma experiência inesquecível com o esporte.

As crianças participaram de diversas atividades orientadas por treinadores credenciados, vivenciando a metodologia da maior liga de basquete do mundo em um ambiente adaptado, acolhedor e repleto de incentivo. A iniciativa reforça o compromisso da Caldense com a inclusão social, utilizando o esporte como ferramenta de desenvolvimento, autoestima e integração.