quinta-feira, 12 de maio de 2022

Mary Ortega é convocada para o Mundial Militar de Triathlon

Poços de Caldas, MG – A 3ª sargento Ortega recentemente foi convocada a representar a Marinha do Brasil no 23° Campeonato Mundial Militar de Triathlon, evento que acontece em Águilas, Espanha. 

A atleta vem se destacando desde novembro de 2021 e agora passa a defender as Forças Armadas no Triathlon. 

Os resultados obtidos nos últimos campeonatos mostraram que a ex-atleta de natação pode se tornar uma das maiores profissionais de longa distância do Brasil. 

A estreia no triathlon veio no duplo standard, onde foi vice-campeã com o tempo de 4h46 na distância 3km natação, 80km de pedal e 20km corrida, considerada uma das provas mais duras do triathlon brasileiro. Mary surpreendeu ao subir no pódio já logo na sua primeira prova. 

No início de 2022 ela encontrou dificuldade para direcionar o treinamento devido à carga de treinos exigida no quartel onde ela obrigatoriamente visava apenas as modalidades navais (remo, tiro, habilidades navais, natação, corrida).   Mesmo não conseguindo treinar tão bem para o Triathlon, a atleta mais uma vez surpreendeu vencendo a distância olímpica de 1.500/40km/10km no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com o tempo de 2 horas e 9 segundos. 

Tempo suficiente para entrar no ranking brasileiro e ser convocada para o Mundial Militar. E a performance também foi obtida na tradicional distância Meio Iron 70.3; 1.900 natação/90km/21km. Em São Bernardo, a atleta venceu a prova com o tempo de 4 horas e 50 min. 

C. Morgado, ex-treinador de Fernanda Keller, Armando Barcellos, Alexandre Ribeiro, entre outros grandes nomes do Iron Man, está guiando Mary Ortega e afirma que ela será uma das maiores do país. 

A atleta agradece a família e seu treinador.

Projeto Capoeira e Cidadania: alunos irão participar de ação social no litoral paulista

  Poços de Caldas, MG - Foi realizada uma comissão para representatividade de Poços de Caldas em um evento Esportivo e Cultural em São Sebastião litoral norte de São Paulo.  Através do Centro de Ensino Educação e Pesquisa Capoeira foi feita a escolha de dois representantes do Projeto Capoeira e Cidadania que tem parceria com a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas através da secretaria de Esportes SMEL. Eles estarão no evento na cidade paulista. 

Os alunos escolhidos do projeto não terão custo nenhum já que a instituição realizou eventos para arrecadação de fundos e buscou parcerias para que fosse possível está ação social. 

“É de suma importância ter representatividade sendo um evento tradicional da Capoeira onde os atletas farão este intercâmbio para ampliar suas capacidades.  Sendo a Capoeira uma arte múltipla trabalharão vários eixos esportivos e culturais onde as expectativas são as melhores possíveis”,  diz Vagner de Carvalho Mestre e Coordenador 


terça-feira, 10 de maio de 2022

Parceria entre Jupam e Secretaria de Esportes foi fundamental para criação da Volta ao Cristo

PAULO VITOR DE CAMPOS 

pvcampos@gmail.com 


Poços de Caldas, MG – Nos anos 1980 existia em Poços de Caldas o Jovens Unidos para Um Amanhã Melhor (Jupam). O local era o point onde tudo acontecia. Eram eventos sociais, bailes, shows e projetos esportivos. A juventude da época estava lá. Localizado no bairro Vila Cruz, o Jupam tinha uma grande importância na sociedade de Poços de Caldas. E foi graças à união deles com a Secretaria Municipal de Esportes que possibilitou a realização da primeira Volta ao Cristo, cujo surgimento o leitor acompanhou na primeira reportagem da série que o Mantiqueira está fazendo esta semana. 

Luiz Antônio Campos 

Para ter mais informações de como o Jupam teve influência, o Mantiqueira conversou com uma personalidade que não gosta muito de dar entrevistas. Mas conseguimos este feito e tiramos histórias muito interessantes, tanto do Jupam quanto da Volta ao Cristo. Luiz Antônio Campos foi diretor de Esportes do Jupam na época e também secretário municipal de Esportes por oito anos seguidos, e ajudou a fazer da Volta ao Cristo a grandiosidade que ela se tornou. 

O Jupam 

Luiz Antônio lembra que o Jupam se tornou uma opção numa época em que a cidade tinha poucas quadras esportivas. Lá existia uma quadra pequena, mas que era bastante disputada. “A gente fazia uma infinidade de eventos naquela quadra. O espaço era pequeno, mas sempre era possível reunir as pessoas para as disputas de jogos de vôlei, futsal e outros eventos sociais”, lembra Campos. Eram comuns ainda ações para arrecadação de alimentos, roupas e até dinheiro que era direcionado para as entidades de Poços de Caldas. Os bailes e shows do Jupam reuniam toda a cidade e os eventos eram os mais disputados. Até mesmo gente da região vinha a Poços de Caldas para conhecer o famoso Jupam. Os eventos contavam com apoio do saudoso radialista Eduardo Paiva, que promovia os eventos. Era dele a incumbência de trazer artistas para os shows realizados no Jupam. 

Esporte 

Com o dinheiro arrecadado com os shows também era possível formar equipes para participar de competições na cidade e região. Estas equipes eram basicamente para disputas de atletismo e ciclismo. 

Volta ao Cristo 

Mas como o Jupam foi fundamental na Volta ao Cristo? Luiz Antônio Campos conta que a ajuda veio na parte técnica. Foi aí que novamente aparece a figura de Olivino Martins Alvarenga, seu Chico Corredor. Ele já tinha iniciado as conversas na Secretaria de Esportes, já tinha conseguido “vender seu peixe”, a Volta ao Cristo era quase uma realidade, mas precisavam ainda de uma ajuda na organização, de pessoas com conhecimentos técnicos para dar andamento no projeto. 

Entra para história 

Campos conta que comprou a ideia junto com a Secretaria de Esportes, mas era preciso convencer o secretário de Esportes da época a abraçar a causa. Não deve ter sido difícil esta conversa, já que o secretário de Esportes era Lázaro Walter Alvisi, que tem uma longa história com o esporte de Poços de Caldas. Mas Luiz Antônio Campos apelou ainda mais e partiu para um outro lado para convencer Lázaro, a história. “Cheguei para o Lólo e falei assim: você está encerrando seu mandato, você está terminando seu trabalho, esta será sua última atividade no cargo de secretário, então por que não fazer história? Por que não criar um evento que ficará marcado para sempre na história da cidade? A insistência foi grande e ele decidiu realizar a Volta ao Cristo”, conta. 

União 

Depois disso, se concretizou a união entre as equipes da Secretaria Municipal de Esportes e do Jupam, que começaram a realizar diversas reuniões para a realização da corrida. “Olhando hoje tudo que fizemos é só orgulho. Começamos tímidos, discutindo possibilidades, temendo que não fosse pra frente o projeto, mas de um jeito ou de outro a primeira Volta ao Cristo aconteceu e realmente tanto o secretário Lólo quanto todos que participaram de sua criação entraram para a história”, destacou Campos. 

Propaganda 

Como tinha uma equipe de atletismo, o Jupam serviu como garoto-propaganda para a Volta ao Cristo. A cada corrida fora de Poços que participava, outra leva de atletas de outras cidades tomava conhecimento da Volta ao Cristo e vinham para Poços de Caldas conhecer o difícil percurso. 

A Secretaria 

Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, participou da conversa para destacar que sem o Jupam as dificuldades para a realização da Volta ao Cristo, no ano de 1983, seria muito difícil. “O Jupam fez conosco a área técnica da competição e ajudou em toda a organização do evento”, disse Lelo, que ainda destaca a grande importância na divulgação do evento feito pelo clube. “Encontrar o Luiz Antônio Campos aqui é relembrar momentos especiais de nossas vidas. É relembrar épocas em que não era fácil organizar eventos, mas a gente tinha vontade de fazer, o desejo de derrubar barreiras e conseguimos juntos com o Luiz, que é a história viva de Poços de Caldas”, pontuou Lelo. 

Estrutura 

Luiz Antônio conta que a parte estrutural para a realização da Volta ao Cristo era outra batalha. Era preciso movimentar policiamento, ambulância e outros aparatos. A equipe precisava realmente ser bem grande, o que muitas vezes não era possível. 

O Jupam foi fundamental na organização das duas primeiras corridas Volta ao Cristo. Apenas com a realização de outras edições a Secretaria foi ficando com mais autonomia. A equipe de esportes também foi crescendo com a entrada de mais profissionais concursados. 

Nomes 

Luiz Antônio Campos destaca nomes de pessoas que ajudaram bastante na criação da Volta ao Cristo, como João Batista Teixeira, o João Preto, presidente do Jupam nos anos 80. Ele lembra ainda de Celso Tadeu, Ademiro Braz, Mauro Magalhães, Antônio Carlos Parolis e a família Molinari.  

Confira na edição de quinta-feira mais uma matéria especial sobre a Volta ao Cristo.  


Extrema supera AAPC/Acqua Brasil pela Taça EPTV de Futsal

Na noite da última segunda (09) a equipe AAPC/Acqua Brasil fez sua estreia em Poços de Caldas pela Taça EPTV de Futsal Sul de Minas e enfrentou a equipe de Extrema no Poliesportivo Dr. Arthur De Mendonça Chaves em jogo válido pela segunda rodada do Grupo 9 da competição.

As 19h aconteceu uma partida preliminar amistosa entre as duas equipes que representam Poços de Caldas na LIDARP pela categoria Sub7.

Logo após começaram os jogos da Taça EPTV de Futsal, com a partida entre Pouso Alegre e Campestre que terminou com a vitória da equipe de Campestre. 

Antes do inicio da partida foram apresentados todos os membros da equipe da Seleção de Futsal de Poços de Caldas para o publico presente.

O primeiro tempo da partida entre AAPC/Acqua Brasil e Extrema foi muito equilibrado e emocionante, terminando a primeira etapa no placar de 2 gols para cada lado.

Na volta do intervalo a equipe de Poços de Caldas saiu para buscar o resultado e foi pra cima do adversário, dessa maneira acabou abrindo bastante espaço na defesa e o time visitante soube muito bem aproveitar as oportunidades e conseguiu conquistar a vantagem no placar e a partida terminou com a vitória da equipe de Extrema pelo placar de 5x3.

Agora a equipe de AAPC/Acqua Brasil enfrentará Jacutinga dia 19/05 as 20h30 em Andradas, este jogo será decisivo para definir o futuro da Seleção de Futsal de Poços de Caldas na Taça EPTV de Futsal Sul de Minas.

Poços-caldense Pedro Eduardo é campeão Brasileiro de basquete pelo São José

 Poços de Caldas, MG - O São José Basketball, time do atleta de Poços de Caldas Pedro Eduardo, sagrou-se no último sábado campeão Brasileiro de 2022. A equipe de Pedro conquistou o Final Four Blumenau 2022 ao derrotar a Liga Sorocabana por 86 a 79 no ginásio Galegão, em Blumenau. Além da taça, os paulistas levaram para casa o cobiçado anel de campeão, inovação da CBB no esporte brasileiro.

Dimitri Sousa foi o cestinha da final com 27 pontos, 2 rebotes e 1 assistência. O MVP da decisão foi Arthur Pecos, com um triplo duplo de 13 pontos, 15 rebotes e 10 assistências. No time perdedor, o destaque foi Gui Santos, com 27 pontos, 4 rebotes e 2 assistências.

 A carreira 

Bastante habilidoso, Pedro conquistou inúmeros títulos defendendo as cores da Caldense e ainda vários prêmios individuais como melhor atleta. “Quero parabenizar o Pedro, um título importante e um jogar de muito talento que muitas alegrias ainda vai dar para o basquete brasileiro”, disse Júlio César de Freitas, treinador de Pedro quando ele estava em início de carreira.   Pedro tem um fator fundamental para se destacar no esporte, o apoio da família.  Com as cores da Caldense Pedro disputou e se destacou em competições como Jogos da Juventude e no Circuíto da Lidarp, sendo inclusive cestinha em várias partidas. 

Triatleta Luiz Felipe participa do Xterra Ilhabela - SP

Poços de Caldas, MG - O triatleta Luiz Felipe, com projeto aprovado pela Lei Municipal de Incentivo ao Esporte, empresa incentivadora Etapa e o Projeto de Patrocínio Municipal disputou no último sábado (7), na cidade de Ilhabela/SP, do Xterra Ilhabela - etapa mundial. O evento reuniu os melhores atletas da modalidade do pais e foi disputado na distância de 1.500m de natação, 25 km de Mountain Bike, 8km de corrida trail. Luiz felipe  finalizou a prova em sexto geral entre os profissionais e amadores. Ele foi campeão na categoria 20/24. Com o resultado Luiz Felipe conquistou vaga para o Mundial Xterra em Trentino, na Itália, que acontece em outubro de 2022.

Luiz Felipe agradece a Etapa e a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas, além dos colaboradores 2000 Turismo, Dechichi Bike Fit, Nutricionista Ana Elisa Casalinho, Laboratório Bioanalise, Center Bike Andradas, Osteopatia Poços de Caldas, Barbearia Costa, Format Loteamentos e Freitas Contábil.


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Volta ao Cristo: como nasceu a difícil competição de Poços de Caldas

Poços de Caldas, MG – O Mantiqueira inicia hoje uma série de reportagens sobre a tradicional corrida Volta ao Cristo. No próximo domingo (15), a cidade recebe a 39ª edição deste evento que é considerado um dos principais do mundo, segundo revistas especializadas. Até sexta-feira vamos trazer matérias e entrevistas com pessoas que fizeram desta corrida motivo de orgulho para toda a cidade e que movimenta atletas de diversas partes do Brasil e do mundo para desafiar seu difícil percurso. 

A primeira prova 

O início da década de 1980 foi um dos mais importantes para o esporte de Poços de Caldas. Seu Chico Corredor já era um dos nomes de destaque na cidade, respeitadíssimo e corria competições em todo o Brasil. E foi numa destas suas aventuras em corridas de rua que nasceu a Volta ao Cristo. Seu Chico foi a até a cidade paulista de Leme. Lá já existia uma corrida de alto grau de dificuldade. Era a Volta ao Morro. Isto mesmo, foi esta corrida que deu origem à Volta ao Cristo. Depois de competir em Leme Seu Chico veio para Poços de Caldas empolgado. Por que não fazer uma corrida daquele porte? Daí em diante foram diversas conversas com pessoal influente do esporte. Na época o secretário de Esportes era Lázaro Walter Alvisi. Carlos Alberto dos Santos, o Lelo, Margareth Stano e Schirley Correa Franco já estavam na Secretaria. E foram eles que participaram das primeiras reuniões para discutir a criação da Volta ao Cristo. Lelo chegou a ir até Leme para conhecer um pouco daquela corrida que tanto encantou Seu Chico. “Foram muitas reuniões até que chegamos à conclusão que Poços tinha condições de fazer a prova. Mas aqui tivemos um diferencial, tínhamos um morro com uma estátua do Cristo, e aí veio o nome”, lembra Lelo. Os saudosos Marcelo Castelano e Luiz Cagnani também faziam parte da equipe da Secretaria de Esportes na época e foram fundamentais na criação da corrida. 

Parceiros 

Lelo destaca que parceiros foram fundamentais no projeto que se iniciava. Um destes parceiros foi o grupo Jovens Unidos por um Amanhã Melhor (Jupam). Ele conta que com a ajuda do pessoal do Jupam foi se desenvolvendo o projeto até que em 1983 aconteceu a primeira edição da Volta ao Cristo. No início a prova tinha largada na rua Assis Figueiredo, os competidores iam até a estátua do Cristo Redentor, retornavam pelo mesmo caminho e a chegada era na praça Pedro Sanches. O evento era daqueles que fazia com que todos saíssem de casa para ver os corredores desbravarem a serra São Domingos. Na largada e na chegada a festa do público com os atletas era contagiante. Quem presenciou aqueles momentos jamais esquece. 

Percurso 

Lelo lembra que foi juntamente com Seu Chico ver o percurso da prova que era todo de terra. O asfalto ia até o fim da rua Assis, mas depois era terra pura. “Fizemos o percurso e gostamos muito do que vimos. Depois averiguamos as condições técnicas para a realização da prova”, destaca. 

Números artesanais 

Quem vê a tecnologia de hoje não imagina nem um pouco como era difícil realizar eventos antigamente. Os números de identificação dos atletas eram feitos artesanalmente. Margareth Stano lembra que era até uma terapia pintar um a um. O problema era quando chovia, já que como eles eram feitos com tinta guache costumavam se apagar. “A gente comprava o tecido, desenhava os números e pintávamos, era uma época muito bacana já que a equipe se divertia muito fazendo este trabalho”, conta Margareth. 

Espeto 

Outra curiosidade era os espetos que marcavam a ordem de chegada dos competidores. Cada atleta tinha dois números de identificação, aquele pintado à mão na camiseta e um número menor que era colocado na manga da camiseta. Ao cruzar a linha de chegada este número era tirado pela equipe da Secretaria e colocado no espeto. Depois era só conferir a ordem dos papéis para ter certeza da colocação de cada um. “Esta era uma forma da gente conseguir corrigir algum possível erro”, conta Margareth. 

Cordões 

Para saber se o atleta realmente cumpriu todo o percurso e evitar aqueles engraçadinhos que pudessem tentar enganar a organização, cordões eram distribuídos no trajeto. O atleta precisava chegar com os três cordões, caso contrário era desclassificado. “Estes cordões eram segredo total. O atleta não sabia onde eles estavam e nem as cores deles. Então, apenas quando chegavam no percurso é que descobriam este segredo”, conta Lelo.  A primeira edição da Volta ao Cristo contou com cerca de 200 competidores. 

Primeiros vencedores 

Poços de Caldas esteve no pódio logo na primeira edição, Miranel Domingos e Joana D´Arc fizeram bonito. Enquanto Joana ficou em segundo, Miranel terminou em terceiro. “Foi minha primeira grande corrida, me surpreendi com o resultado e depois disso não deixei de disputar outras edições da Volta ao Cristo. Sempre estive presente nesta linda competição”, destacou Miranel, que é tricampeã da Volta ao Cristo. Ela é a única atleta campeã três vezes consecutivas da Volta ao Cristo. 

A primeira Volta ao Cristo foi vencida por Clésio Araújo e a prova feminina por Lucimara. 

Confira mais sobre a história da Volta ao Cristo na próxima edição do jornal Mantiqueira.