terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vulcão apresenta time em amistoso contra o Mogi Mirim quinta-feira


EDUARDO DEL CLARO
ACS Poços de Caldas FC

Poços de Caldas, MG - A apresentação oficial dos jogadores do Poços de Caldas Futebol Clube para a temporada 2013 já tem data marcada: quinta-feira (07), às 20h, no estádio municipal Ronaldo Junqueira, em amistoso contra o Mogi Mirim, que disputa a Série A-1 do Paulista. Na oportunidade, a torcida poderá conhecer todos os atletas que vestirão a camisa do Vulcão no Módulo II do Mineiro.
Na partida contra a equipe paulista, o técnico Cléber deve escalar as três principais contratações para o estadual: o volante Amaral, o meio-campista uruguaio Bernardo Laureiro e o atacante Finazzi, que, em dois jogos-treinos, já marcou duas vezes com a camisa do Vulcão. O jogador – artilheiro na maioria dos clubes que jogou – é a grande esperança de gols do time de Poços. O treinador deve completar a equipe com os atletas que atuaram nos dois últimos confrontos contra o Sul América (AM) e a Vargeana (SP).
Será a terceira partida de preparação do Vulcão para o Módulo II. A estreia do time de Poços está marcada para 18 de fevereiro, às 20h, contra o Social, em Coronel Fabriciano. O primeiro jogo em casa acontece no dia 24, às 10h30, contra o Tricordiano.

Ficha técnica
Poços de Caldas FC x Mogi Mirim
Data: quinta-feira
(07/02) Horário: 20h

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Caldense domina jogo, perde muitos gols e fica no empate com o Guarani


Poços de Caldas, MG - Não foi a estreia dos sonhos. Um empate em casa logo no primeiro jogo pelo Campeonato Mineiro acabou sendo um balde de água fria nos planos da Caldense. O time até que apresentou um bom futebol, dominou o Guarani de Divinópolis quase que os noventa minutos, porém, pecou muito nas finalizações. No final veio o castigo ao sofrer o empate pouco depois de abrir o placar.  “Futebol tem destas coisas. Jogamos melhor, criamos inúmeras chances, mas a vitória não veio. O que dizer? Vamos treinar, conversar e tentar uma melhor sorte na próxima partida”, disse Tarcísio Pugliese, inconformado com o resultado.

 O jogo
A chuva forte poucas horas do jogo atrapalhou a vida do torcedor da Caldense, mesmo assim pouco mais de 1.500 pessoas compareceram ao Ronaldão para ver a estreia do time de Poços de Caldas. A primeira etapa foi de um time só. Jogando de forma bastante ofensiva a Caldense criava muitas situações de gol. O lateral Feijão era um dos melhores em campo. Dos pés do jogador saiam cruzamentos perigosos que a zaga do Guarani se desdobrava para afastar. Simião e Ewerton Maradona também tiveram um primeiro tempo de destaque.  Com 10 minutos do primeiro tempo a Caldense já tinha criado pelo menos três grandes chances para abrir o placar.  O goleiro do Guarani foi se transformando numa barreira difícil de ser  superada. Toda bola que chegava até sua meta era afastada pelo arqueiro.  A principal chance do Guarani na primeira etapa só aconteceu aos 25 minutos. Após erro bobo no  meio de campo, o time de Divinópolis quase marcou.  Joubert mandou por cima do gol de Glaysson. A torcida gostava do time e incentivava bastante. Outras chances vieram, mas o gol teimava em não sair. No último lance da primeira etapa aconteceu a principal oportunidade.  Simião acertou belo voleio e a bola explodiu no travessão. Jogadores da Caldense protestaram muito no lance reclamando de toque de mão da zaga. “Se ele não tivesse colocado a mão na bola ela estaria dentro do gol”, disse André Leonel após a primeira etapa. “Gostei do time neste primeiro tempo e vamos procurar manter a mesma forma de jogar na segunda etapa”, disse Pugliese.

Segundo tempo
A Caldense não conseguiu manter o mesmo nível de jogo no segundo tempo. A velocidade do primeiro tempo já não existia mais, com isto o time visitante equilibrou as ações. O tempo foi passando, o gol não saia e o nervosismo começou a tomar conta dos jogadores. O Guarani, satisfeito com o resultado, cadenciava o jogo e irritava ainda mais o time de Poços. A torcida começou a gritar o nome de Luizinho e Pugliese ouviu os apelos, colocando o jogador em campo. Em pouco tempo na partida o jogador mostrou que não pode ficar de fora do time. Num lance  que começou com Rossini, a bola sobrou para Luizinho. O jogador caminhou de frente para o gol, esperou a saída do goleiro Leandro, e com calma marcou para a Caldense. Festa no estádio. Só que a alegria não durou muito. Num dos poucos momentos em que se aventurou ao ataque o Guarani conseguiu o gol de empate. Lucas Newton, que havia acabado de entrar no jogo, se aproveitou muito bem de uma bobeada da zaga da Veterana e colocou números iguais no placar. Mesmo com o curto tempo para tentar a vitória a Caldense foi para cima. O time de Poços até conseguiu balançar as redes novamente, mas três jogadores estavam em posição de impedimento. O Guarani segurou o resultado e acabou frustrando todo o estádio. O empate em 1x1 foi péssimo para a Caldense que agora tem duas difíceis partidas fora de Poços de Caldas. “Num campeonato curto como este deixar de vencer em casa é um prejuízo muito grande. Jogamos bem mas não vencemos, agora vamos tentar os pontos perdidos aqui nos jogos fora de Poços de Caldas”, disse Luizinho.
O resultado  deixa as equipes empatadas na terceira colocação, com um ponto cada. Villa Nova e Tupi, que também empataram em Sete Lagoas, têm campanhas idênticas.
No dia 16 de fevereiro, a Caldense visita o Tupi no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, às 17h. Já o Guarani recebe o Cruzeiro no dia seguinte, às 18h30, na Arena do Calçado, em Nova Serrana.

Mantiqueira distribui informativo no estádio

Poços de Caldas, MG - Pelo segundo ano consecutivo o Mantiqueira distribui um informativo no Estádio Municipal Dr; Ronaldo Junqueira. Com matérias especiais e entrevistas, o jornal serviu como um guia para o torcedor conhecer um pouco mais sobre o time antes da partida contra o Guarani de Divinópolis. A edição elaborada pelo Mantiqueira teve edição e reportagens de Paulo Vitor Campos, fotos de Luciano Santos e colaboração da Assessoria de Imprensa da Caldense. O informativo será distribuído em todas as partidas da Caldense em Poços de Caldas.

RESULTADOS DO MASTER

Duas partidas foram realizadas ontem pelo Campeonato Master da Liga Poços-caldense de Futebol. No primeiro duelo o time do União Zona Sul venceu o Guanabara por 2x1. Osvaldinho e Adilson marcaram para o União, enquanto Márcio descontou para o Guanabara.  No jogo de fundo o Flamengo venceu o Botafogo por 2x1. Biriba e Alexandre marcaram para o Flamengo e Juberto descontou para o Botafogo.  União Zona Sul e Flamengo disputa a final no próximo sábado.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Com política “pé no chão” Caldense estreia no Campeonato Mineiro


Poços de Caldas, MG - Um time bom e barato. Esta é a filosofia adotada pela diretoria da Caldense para montar o time que inicia hoje a disputa do Campeonato Mineiro contra o Guarani. O jogo acontece no Ronaldão a partir das 19h30. Se no ano passado o elenco tinha jogadores com salário perto da casa dos R$ 40 mil e a comissão técnica também não era das mais baratas, este ano a aposta é num time sem estrelas e salários pagos dentro da realidade do clube. Tudo vem sendo feito na base da motivação. A maior aposta da diretoria é na capacidade do jovem treinador Tarcísio Pugliese. Com apenas 33 anos o campineiro já tem quatro títulos na carreira. O time que entra em campo nesta noite tem a cara do Pugliese. Exigente nos treinamentos ele cobra o tempo todo. O treinador ainda tem seus preferidos. O volante Simião por exemplo é um deles. Vindo de contusão o jogador deve ganhar a vaga de Maxsuel. Simião é uma espécie de porta voz de Pugliese dentro de campo. A confiança no jogador é tamanha que nem mesmo as contusões assustaram o treinador. “Conheço muito bem este atleta e sei que na hora que eu precisar dele ele vai ajudar”, disse ao Mantiqueira no início da semana.

Expectativa
A torcida da Caldense novamente está cheia de expectativas. A falta de um calendário cheio é uma das maiores queixas. Este ano existe uma promessa da diretoria em disputar a Série D. A vaga, no entanto, teria que vir com a classificação entre os quatro melhores. A tarefa não é das mais fáceis. A Caldense terá pela frente adversários fortes. Sem contar com os grandes Atlético, Cruzeiro e América, o interior também se armou bem para a disputa. Times como o Boa Esporte, Tupi de Juiz de Fora, Araxá e Tombense chegam reforçados e com empresários garantindo a retaguarda. “Não vai ser fácil, mas está nas mãos dos jogadores. Se ficarem entre os quatros eu coloco o time em campo no segundo semestre”, disse Laércio Martins em entrevista a este jornal.

Guarani
Se a Caldense tem o jovem Pugliese no comando o Guarani não fica atrás e também aposta na nova safra de treinadores. Léstor Júnior tem 35 anos e será o responsável em dirigir o time durante o Campeonato Mineiro. Léston, filho do ex-jogador homônimo com passagem pelo próprio Bugre, já trabalhou nas categorias de base de Cruzeiro e América. Depois, passou por Internacional e Olímpia, ambos do interior de São Paulo. Outra mudança significativa na equipe é sobre seus mandos de jogos. O time sai de Divinópolis e joga como mandante Arena do Calçado, em Nova Serrana. O destaque do time é o atacante Jajá. Durante a pré- temporada realizada em Sorocaba o atleta se mostrou fundamental no esquema tático de Léstor.  Outra semelhança com a Caldense é o baixo investimento no futebol nesta temporada. O objetivo do Bugre é permanecer no Módulo I.

TIME BASE DA CALDENSE - Glaysson, Júlio César, Paulão e Feijão. Cléber, Simião e Edmilson. Ewerton Maradona e Rossini. André Leonel e Djavan.  Técnico: Tarcísio Pugliese.

TIME BASE DO GUARANI - Leandrão, Daniel, Márcio Santos, Tiago Papel e Iago. Rafael Pulga e Luis Gustavo. Jájá e Dudu. Chico Marcelo e Carlos Júnior. Técnico:  Léstor Júnior


Árbitro: Igor Junio Benevenuto (CBF/FMF)
Auxiliares: Júnior Antônio da Silva (FMF)
Leandro Salvador da Silva (FMF)
Reserva: Rogério Alexandre Barbosa (LPF)
Local: Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira
Cidade/Horário: Poços de Caldas/19h30

“Futebol o ano todo depende apenas dos jogadores”, reafirma presidente


Poços de Caldas, MG - O empresário Laércio Martins, presidente da Caldense, esteve durante a semana conversando com jogadores e comissão técnica. O presidente pediu acima de tudo amor a camisa do clube. “Aqui somos tradição. Não existe empresário por trás do nosso time e cada jogador tem que honrar a as cores da Veterana para fazer parte deste time”, disse ele durante a palestra. Falando ao Mantiqueira Martins reafirmou a vontade de colocar o time em campo no segundo semestre. “Só depende dos jogadores. Se a equipe ficar entre os quatro melhores do Estadual eu coloco o time em campo”, disse o presidente.

Mantiqueira - O que a diretoria espera do trabalho feito até agora?
Laércio Martins - Foi um trabalho muito bem feito mesmo num curto espaço de tempo. A diretoria acompanhou tudo bem de perto através do Franco Martins e também com o Alex Joaquim e tenho certeza de que vamos realizar um grande campeonato.

Mantiqueira - Quais as vantagem da equipe na briga com os outros times?
Laércio Martins - Primeiro o nosso treinador. Ele é jovem e sabe trabalhar com os atletas. O Tarcísio Pugliese para mim é uma grata surpresa. Outro ponto forte é a união que estamos notando nesta equipe. Não temos medalhões, nenhuma estrela e o time está bem compacto, com todos num nível igual. Tomara Deus que realizemos um bom campeonato e que já neste sábado, contra o Guarani, possamos sair vencedores dentro de campo.

Mantiqueira - Você acredita que o time tenha condições de ficar entre os quatro melhores do Campeonato Mineiro?
Laércio Martins - Vamos disputar um campeonato muito difícil. Além de enfrentarmos grandes forças do futebol brasileiro como Cruzeiro, Atlético e América, temos outros quatro clubes amparados por empresários. O Nacional, por exemplo, é um time de um empresário que tem por finalidade revelar jogadores e depois negociar. O Boa Esporte de Varginha também realiza este trabalho. Outro na mesma linha é o Tombense. O time tem um empresário muito forte e montou uma equipe para competir com Cruzeiro e Atlético. Todos vão ver isto durante a competição. O Araxá também conta com um grande investimento de um empresário. A Caldense aposta em sua tradição, assim como o Villa Nova, e o Tupi. Estes sim se apegam na história e correm atrás para se manterem na primeira divisão às duras penas. Acredito que este reforço de empresários vai tornar este Campeonato Mineiro muito mais difícil que as outras edições.

Mantiqueira - Mesmo correndo por fora a Caldense continua com o planejamento em disputar a Série D do Brasileiro?
Laércio Martins - Venho afirmando e reafirmando que no caso da Caldense se classificar entre os quatro para a segunda fase do Mineiro vamos disputar a Série D. Isto foi dito na minha posse e no CT durante esta semana. Se conseguirem a classificação o resto fica por minha conta, vou correr atrás de recursos e o time entra em campo. Tudo depende do desempenho dos jogadores dentro de campo.

Jovem treinador campeão é o diferencial da Caldense


Poços de Caldas, MG - O sotaque paulista chama a atenção durante os treinos. Tarcísio Pugliese grita, fala palavrão, acerta detalhes, exige empenho e mostra muito conhecimento. Estamos falando de um treinador veterano? Não. Talvez ele seja o mais jovem técnico do Campeonato Mineiro e um dos mais jovens do Brasil. Um treinador sem bagagem? Não. Tarcísio é bicampeão do Mato Grosso pela Luverdense, campeão amazonense pelo Nacional, campeão carioca em 2000 pelo Flamengo e ainda ajudou  o Campinas a subir para a Série B2 do Paulista em 2002 e o Guaçuano a subir para a Série B2 em 2001. Outro feito do treinador foi ter montado as equipes do Icasa e do Oeste. O que isto tem de importante? Os dois times formados por Pugliese fizeram a final do Campeonato Brasileiro da Série C de 2012. O fato é raro entre os treinadores brasileiros. Tudo isto credencia Pugliese como a esperança de que este ano a Caldense tenha uma grande temporada e consiga chegar longe neste Estadual.


Mantiqueira - Como você vê o desafio de comandar a Caldense neste Campeonato Mineiro?
Tarcísio Pugliese - O Mineiro é hoje um campeonato fortíssimo, o terceiro do Brasil em termos de dificuldades, mas a Caldense tem uma grande estrutura, bom potencial financeiro, muito bem organizada e acredito que será uma boa oportunidade para conhecer este novo mercado. Nunca havia trabalhado em Minas e vamos tentar colocar a Caldense no calendário nacional. Queremos a equipe jogando o ano todo, disputando o Campeonato Brasileiro, que é uma competição que cada vez mais se valoriza. Hoje as divisões mais abaixo dão boas condições de disputa e é importante colocar a Caldense neste cenário. O time tem estrutura para estar numa situação melhor.

Mantiqueira - Como a torcida da Caldense recebeu você?
Pugliese - Na realidade saio pouco, fico mais no apartamento e venho para os treinos. Nos poucos contatos com o torcedor o resultado vem sendo positivo. Vamos ter uma melhor noção disto quando a bola começar a rolar e com o desempenho da equipe dentro de campo.

Mantiqueira - Você tem uma carreira impressionante pela pouco idade. Como foi seu caminho até chegar a Poços de Caldas?
Pugliese - Comecei fazendo um estágio na Ponte Preta e desde então sempre trabalhei em times profissionais. Meu primeiro trabalho foi como preparador físico  e tive passagens por várias equipes do interior paulista. Passei por equipes como o XV de Piracicaba. Guaratinguetá, Campinas, Americano de Campos, Nacional de Manaus, entre outras. Tudo como preparador físico. Minha carreira como treinador começou em 2006 no Guaçuano e depois fui para o Luverdense, onde, entre idas e vindas, fiquei até 2010. Passei ainda pelo Rio Branco do Acre, São José e Oeste. Destaco meu trabalho no Luverdense onde conseguimos ótimos campeonatos estaduais, campeão da Copa Governador, disputamos a Copa do Brasil pela primeira na história do clube, colocamos o time no Brasileiro, fomos para a Série C. No São José também tivemos uma ótima campanha, aliás a melhor do campeonato todo. Depois fui para o Icasa, onde assumi o time correndo risco de rebaixamento e conseguimos o objetivo de salvar a equipe. Comecei o Brasileiro da Série C lá, chegamos a liderar o campeonato, mas acabei indo para o Oeste de Itápolis. Fizemos uma boa campanha. Assumi no lugar do Roberto Cavalo que tinha assumido o Bragantino. Conseguimos melhorar o percentual de aproveitamento da equipe. Agora vem o desafio na Caldense.

Mantiqueira - Como vê dois times formados por você decidindo um campeonato?
Pugliese - Foi muito bom. Algumas pessoas me ligaram parabenizando pela situação, outros viram de uma forma negativa, achando que eu não havia feito bom negócio em deixar estes times. Não me arrependo de nada e não tem dúvidas que acessos e títulos ainda virão muitos em minha carreira. Passar por dois times que vão disputar uma final de Campeonato Brasileiro é diferente. Não sei se isto já havia acontecido com algum treinador no Brasil e foi uma sensação muito boa e gostosa. São trabalhos que deram certo e que obtivemos sucesso.
Mantiqueira - Você não gosta de destacar jogador individualmente. Geralmente você fala do grupo. E sempre assim?

Pugliese - Particularmente acho que algumas situações precisam ser trabalhadas internamente. Não gosto de expor o atleta e como comandante da equipe acredito que tem que ser desta forma. O treinador tem que assumir as situações mais difíceis e dirigi-las da melhor forma possível. Obviamente percebemos algumas falhas individuais em alguma atleta que não está num momento positivo. Mas nem por isto precisamos colocar o atleta em situação delicada e a cobrança vem interna.

Mantiqueira - Quais os atalhos para uma boa campanha no Mineiro e onde estão as maiores dificuldades?
Pugliese - Apesar de nunca ter disputado um Campeonato Mineiro sempre acompanhei de perto algumas situações. Vejo futebol de um modo geral e tenho vários atletas que conhecem muito bem o campeonato de Minas. Nossa comissão técnica também é muito bem informada e por isto estou por dentro de muitas particularidades desta competição. A questão geográfica é uma dificuldade a ser enfrentada, principalmente pelas equipes do sul de Minas. É um campeonato muito curto e precisa estar atento, pois todo jogo tem um peso muito grande. Os jogos diante de Atlético, Cruzeiro e América são os mais duros, isto não é novidade, mas o interior vem forte também. Vejo o Boa em vantagem por disputar o Brasileiro da Série B, tem um calendário cheio e isto facilita em vários aspectos. Estamos cientes de tudo que iremos enfrentar. Temos nossas propostas e objetivos bem claros e vamos lutar para conquistá-los.

Mantiqueira - E quais são estes objetivos?
Pugliese - A vaga para o Brasileiro é, sem dúvida, o principal objetivo. Queremos a Caldense com  um calendário cheio e que tenha uma posição de destaque no cenário nacional. Sabemos das dificuldades, respeitamos os adversários, mas vamos brigar por nossas metas.