sábado, 25 de março de 2017

Ginásio Miguel Zanetti recebe reforço na iluminação

Poços de Caldas, MG - A iluminação do Ginásio Municipal Miguel Zanetti, no bairro Nova Aurora, na zona leste do município, recebeu manutenção e reforço. A DME Distribuição executou os serviços, que garantem a segurança dos atletas e moradores que frequentam o local.

O ginásio abriga diversas atividades da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, como vôlei, iniciação esportiva, circo, futsal, ginástica olímpica, dança e o projeto “Eterna Juventude”, em parceria com a unidade de saúde do bairro.  

Mulheres participam de atividade física no Ginásio Juca Cobra

Poços de Caldas, MG - A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer oferece atividades físicas diversas para mulheres, a partir dos 18 anos, no Ginásio Juca Cobra, no Conjunto Habitacional Dr. Pedro Affonso Junqueira (Cohab), na zona sul.
As aulas são gratuitas e acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois horários: das 7h às 8h e das 8h às 9h. São oferecidas atividades como alongamento, ginástica localizada, dança, “step”, entre outras.
A responsável pelo projeto é a professora Rosana Simões, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. As interessadas devem procurar diretamente a professora, nos horários das aulas, para verificação de abertura de vagas nas duas turmas.

Aulas de Judô são retomadas no CEU

Poços de Caldas, MG - O Centro Unificado de Artes e Esporte (CEU) voltou a ter aulas de judô. A primeira aula aconteceu dia 9 e teve participação de 20 alunos que tiveram a oportunidade de conhecer e aprender um pouco mais sobre a arte marcial.

As aulas são ministradas pelo judoca Elton Fiebig e são dirigidas a crianças na faixa etária de 10 anos. As aulas acontecem às terças e quintas, das 9h30 às 11h. Quarenta alunos frequentam o projeto.

O CEU oferece diversas atividades gratuitas para os moradores da região leste, além de oficinas de esporte, o espaço também conta com oficinas de artesanato e artes plásticas. O centro fica a rua Miguel Calixto de Moraes, 1153 no Itamaraty 5.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Caldense encara neste sábado, no Ronaldão, o Democrata GV de olho no G4

Poços de Caldas, MG - A Caldense tem uma partida decisiva hoje à noite pelo Campeonato Mineiro. O time comandado por Thiago Oliveira enfrenta o Democrata de Governador Valadares às 20h no estádio municipal Dr. Ronaldo Junqueira precisando vencer para continuar na briga por uma vaga no G4. Empate ou derrota praticamente eliminam a Veterana da briga e nos dois jogos restantes - Tricordiano e Atlético Mineiro - teria que buscar a classificação para o Brasileiro da Série D e Copa do Brasil de 2018.
Durante a semana a Caldense ganhou um reforço importante. O lateral Jefferson Feijão teve seu nome publicado no Bid da CBF e está liberado para jogar hoje. O provável time que Oliveira colocará em campo será formado com  Neguett, Jefferson Feijão; Marcelinho, Hélio e Rafael Estevam; Thiago Carpini, Hygor; Diego Clementino, Wellington Rato e Éwerton Maradona; Luiz Eduardo. A relação completa de jogadores convocados para o jogo é a seguinte: Neguett e Camilo; Jefferson Feijão, Grafite, César e Rafael Estevam; Marcelinho, Hélio e Alexandre Lazarini; Hygor, Álvaro, Thiago Carpini e Carlos Vinícius; Éwerton Maradona e Leandro Oliveira; Luiz Eduardo, Cristiano, Zambi, Edu, Wellington Rato e Diego Clementino.
O jogo terá arbitragem de Emerson de Almeida Ferreira que será auxiliado por Luiz Antônio Barbosa e Sidmar dos Santos Meurer.

Ingressos

A venda de ingressos para a partida contra o Democrata segue hoje. Os valores são de R$ 20 na arquibancada descoberta e R$40  na coberta. Estudantes com carteirinha e idosos pagam meia.  Neste sábado as vendas acontecem das 8h às 14h (Central de Atendimento do Sócio-Torcedor na sede do clube) e a partir das 18h na bilheteria do estádio. Membros do programa sócio-torcedor Arriba Caldense que estão em dia com as mensalidades poderão retirar um ingresso extra para levar um acompanhante no jogo.

Conheça Brenda Santelle, a Gata da Caldense 2017

RENAN MUNIZ
Lama Verde

Anualmente é realizado o concurso “Gata do Mineiro”, que tem por objetivo eleger a mais bela representante entre todos os times que disputam o módulo I do Campeonato Mineiro. Este ano, o evento está sendo promovido pela Hit Produção em parceria com a TV Alterosa.
O processo de inscrição ocorreu entre 16 de janeiro e 12 de fevereiro. Dezenas de modelos enviaram fotos e a comissão organizadora selecionou as doze melhores. Feito isso, as garotas foram apresentadas aos clubes e cada equipe escolheu a que melhor lhes representa.
A Caldense optou pela belíssima Modelo Fotográfica Brenda Santelle, de 22 anos. Ela é natural de Itabira, mas mora em Belo Horizonte. Brenda se diz muito feliz em representar a Veterana. “Me sinto honrada em ter vocês comigo, obrigado a todos que tem me apoiado e votado em mim”, disse a musa.
A votação estará aberta ao público até o dia 07/04. Os torcedores devem visitar o site http://gatadomineiro.com.br/ e escolher a mais gata. Encerrado o prazo, as seis mais votadas irão para a semi-final e posteriormente as três melhores para a final. O anúncio da grande vencedora será feito no dia 09/05 ao vivo na TV Alterosa.

Qual equipe tem a sequência mais fácil na briga pela classificação?

RENAN MUNIZ
Lama Verde

Estamos chegando à reta final do Campeonato Mineiro 2017, restam apenas três rodadas. Atlético e Cruzeiro já estão praticamente classificados. O América vem logo em seguida com 14 pontos e sua vaga está bem encaminhada. Com isso restaria, teoricamente, apenas uma vaga para as equipes do interior. Quatro times estão atualmente na briga pelo tão sonhado G4, mas qual deles terá o caminho mais fácil para alcançar seu objetivo?
Analisando os confrontos de cada candidato à classificação, percebe-se que a URT possui a sequência mais difícil, pois irá enfrentar uma equipe da capital e dois concorrentes diretos. Em contrapartida, para compensar isso, possui uma ligeira vantagem de pontuação em relação aos adversários, o que pode ser decisivo.
O Uberlândia, por sua vez, também fará jogos difíceis. Terá de enfrentar uma equipe da capital, um concorrente direto e uma equipe consistente. Porém, leva desvantagem, pois o jogo “de seis pontos” contra a URT será em Patos de Minas.
A Caldense, se quiser classificar, terá de pelo menos vencer dois dos últimos três jogos. Na teoria os adversários não são tão difíceis assim, tendo em vista que Democrata e Tricordiano brigam para não cair. Mas muito cuidado, caso não consiga uma pontuação promissora nessas partidas, terá de ir para o tudo ou nada na última rodada contra o Atlético, que por já estar classificado e às vésperas de um jogo na libertadores, poderá jogar com um time reserva.
O Tombense, por último, vem comendo pelas beiradas e possui a sequência mais tranquila entre as equipes que brigam pela classificação. Joga contra um time que luta para não cair, um que não briga por mais nada na competição e enfrenta um concorrente direto em casa. Apesar disso, sai atrás de equipes como URT e Uberlândia pois não possui “gordura para queimar”.
É muito difícil fazer uma projeção para se ter uma ideia de quais equipes irão classificar. O futebol é muito imprevisível. Mas a verdade é que as rodadas finais estão repletas de confrontos diretos e prometem muita emoção.

Artilheiro Milton relembra o título de Campeã Mineira do Interior de 2004

Milton é daqueles jogadores que exalam garra, raça e vontade. Não a toa, recebeu o apelido de Tanque. No Campeonato Mineiro de 2004 a Caldense foi Campeã Mineira do interior e ele foi um dos destaques do time. Marcou seis gols, três deles obras-primas. Escreveu seu nome na história da Veterana por marcar o tento da vitória contra o Cruzeiro de Luxemburgo e companhia. Teve passagens marcantes por Villa Nova, Avaí, América-MG e Ponte Preta. Atuou ao longo da carreira por 27 equipes e hoje mora em Conceição do Mato Dentro, há 165 km de Belo Horizonte, onde coordena um projeto social. Nesta entrevista, o ex-jogador conversou com Renan Muniz via vídeo conferência.
- Outro dia vi uma entrevista sua, na qual você fala que morava em uma casa sem energia elétrica, sem TV e que seu grande sonho era poder melhorar as condições de vida da sua família. Felizmente, alguns anos mais tarde você conseguiu realizar seu sonho, se tornou um grande jogador e chegou ao ápice da carreira em 1997, quando participou de uma final de Campeonato Mineiro pelo Villa Nova enfrentando o Cruzeiro no Mineirão com 132 mil pessoas. O que você sente ao olhar pra trás e ver que através do suor do seu trabalho conseguiu dar melhores condições à sua família?
- É gratificante demais, Renan. Meu pai não enxergava, ele sofreu um acidente e ficou cego. Desde pequeno eu andava com ele para guia-lo. Na verdade ele nunca me viu, só conhecia a minha voz. Eu sonhava em dar uma televisão para ele, nem que fosse para apenas ouvir o áudio. Minha família era muito humilde e muito carente. Minha mãe era lavadeira e tinha seis filhos, eu era o caçulo. Cada um se virava como podia para ajudar em casa. Em um certo dia, ia acontecer um jogo na minha cidade contra os veteranos no Atlético e tive a oportunidade de jogar. O pessoal gostou do meu futebol e me convidaram para fazer um teste na base do Atlético. Fui aprovado, mas na mesma época também fiz um teste no Villa Nova e me aconselharam de ir para lá, pois era um time menor e eu teria mais oportunidades. Ali começou minha história no futebol. Morei quatro anos debaixo de arquibancada lá no Villa, de 91 a 94, e logo em seguida assinei meu primeiro contrato profissional. Graças a Deus consegui, com muito sacrifício, comprar uma TV para meu pai, ele ficou muito feliz. Devagarzinho a nossa situação foi melhorando, mas infelizmente ele veio a falecer em 2003. Foi um momento muito duro na minha vida. Mas quando cheguei, ao final do ano, em Poços de Caldas, me senti muito amparado e isso me ajudou a superar a perda dele.

- O Mineiro de 2004 foi muito emocionante. As últimas rodadas foram extremamente disputadas, a Caldense conseguiu aquela vitória por 2 a 1 sobre o Guarani no último jogo e ficou empatada em pontos com outras duas equipes, se classificando nos critérios de desempate. Quais foram os momentos mais marcantes daquela conquista?
- O ano de 2004 foi abençoado, foi a primeira vez que vesti a camisa da Veterana e depois tive o privilégio de retornar em 2005. Foi uns dos bons momentos da minha carreira. Cheguei à Caldense no final de 2003, para a pré-temporada. No começo do Campeonato Mineiro de 2004, fiquei no banco, como opção. Estreamos com derrota para o Américo-MG em BH e no segundo jogo tive minha primeira oportunidade, atuei como meia e ganhamos do Social por 2 a 0. Logo em seguida, enfrentamos o Cruzeiro, que estava estreando Rivaldo e Alex e ainda contava com um elenco recheado de estrelas comandado por Luxemburgo. Foi um jogo muito difícil, mas tive a honra de marcar um gol e conseguimos vencer por 1 a 0.

- Pois é, esse gol entrou para a história da Caldense. Um golaço contra um time que havia acabado de ser campeão mineiro, brasileiro e da copa do Brasil. O Ronaldão recebeu um público de 7.200 pessoas e a partida foi narrada pelo ilustre Fiori Gigliotti. Qual foi o detalhe do lance?
- Me emociono até hoje quando revejo o lance. A narração do Fiori é de arrepiar. Eu ganhei aquela bola de costas para o gol entre Auguste Recife e Cris, girei, trombei, fui conduzindo e bati pro gol. Muitos acham que foi um golaço porque a bola encobriu o goleiro, que eu dei a cavadinha. Na verdade confesso que chutei a bola para ir meia altura, mas ela bateu no joelho do Cris e fez toda aquela trajetória e passou por cima do Artur. O detalhe do lance é que, se você repararem bem, assim que chutei a bola alguém pisou no meu pé e minha chuteira saiu. Não quis nem saber, saí correndo descalço pra comemorar, bati no peito, vibrei muito com a torcida, ajoelhei e agradeci a Deus. Mas gostaria de dizer que aquela foi uma vitória do grupo. Dominamos a partida, todos os nossos jogadores atuaram muito bem. Nenê Miranda ajudou bastante, Maranhão lá atrás, Alencar pegando tudo, Senegal no meio. Esse jogo nos deu muito moral pra sequência do campeonato.

- Legal, vamos voltar então à nossa retrospectiva daquela temporada. Ainda tivemos vários jogos marcantes como a vitória por 4 a 2 sobre o Ipatinga e o próprio jogo onde a equipe conseguiu a classificação sobre o Guarani, onde os torcedores invadiram o campo e deixaram os jogadores só de sunga.  O que mais você recorda?
- Na época o Ademir Fonseca era o treinador, ele nos ajudou demais. Nosso grupo estava muito focado nos objetivos. Eu tinha um temperamento difícil, mas alguns jogadores do grupo que eram mais experientes me aconselhavam bastante. Recordo de um belo gol que marquei contra o Valério de Itabira, onde roubei uma bola na intermediária, dei uma meia lua no zagueiro e o goleiro saiu do gol para tentar abafar, nisso toquei por cima e saí para o abraço. No total marquei seis gols nesse campeonato. Mas essa partida contra o Guarani foi um momento de muita alegria. O Toledo fez um gol no finalzinho, nos deu a classificação e o título de campeão mineiro do interior. Foi uma explosão de felicidade nas arquibancadas, os torcedores invadiram o campo e levaram tudo dos jogadores. Pegaram minha camisa, bermuda, meião, chuteira e quase levaram minha sunga também (risos). Depois do jogo desfilamos no caminhão de bombeiros pela cidade, foi muito especial. Acredito que fomos merecedores disso tudo, mas infelizmente na semi-final deixamos a desejar contra o Atlético e acabamos sendo desclassificados.

- Como tem sido sua vida hoje?
- Parei de jogar em 2010 no Valério. E antes disso em 2009, já havia me formado em um curso para treinador de futebol. Trabalhei como técnico em algumas categorias de base e em seguida iniciei um projeto social chamado “Bom de Bola, Bom na Escola”, com 150 garotos cadastrados, que visa ensinar os fundamentos do futebol e também se preocupa em formar cidadãos, homens de caráter.